N/A: Não se esqueçam que nesse cap tem uma song chamada Kiss the Girl - Peter Andre então tratem de baixar, ok? Garanto que fica muito mais legal com a música!

Cap 5 – Consequências

"Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos"
Garotos - Leoni

Pansy não estava mais lá, isso fez com que Draco voltasse a pensar em tudo o que tinha acontecido na noite anterior, ela estava tão linda, ele tinha dito a si mesmo que ia resistir aos truques dela, que não ia se render as tentações como fazia quando era mais novo. Ele tinha pensado que agora que estava mais velho, teria mais autocontrole, mas estava muito enganado, seu autocontrole funcionava bem pouco com mulheres.

Draco se levantou do sofá, vestiu-se e foi para o seu quarto tomar um banho. O sentimento de satisfação que amanhecera em seu peito pareceu sofrer uma grande queda quando ele atravessou o quarto.

Ele pensou que a água fria do chuveiro poderia animar seus pensamentos, mas não foi o que aconteceu, tudo ali lembrava Gina. E aos poucos esse sentimento de culpa foi crescendo dentro dele. Não, ele não podia estar arrependido, isso não é algo que um Malfoy sentiria. Ele sentia raiva, raiva de ter perdido o controle, raiva de Pansy por estar tão estonteantemente bonita naquela noite, raiva dele mesmo, por ainda se culpar de algo que não era errado! Afinal, Gina tinha trocado ele pelo cabeça rachada! E então ele achou maravilhosamente confortável concentrar a sua raiva em Virgínia Weasley.

"Tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
Que me dá raiva são as flores
E os dias de sol
São os seus beijos
E o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos
E seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?"
50 receitas - Leoni

Embora fosse difícil ficar com raiva dela ali, naquele banheiro, naquele chuveiro:

"O barulho da água caindo enchia o lugar mas não o suficiente para abafar Draco assobiando a nova música das Esquisitonas. Gina entrou no banheiro para pentear o cabelo, estava quase pronta, vestida para ir trabalhar em sua clínica.

- Draco você vai ter que levar a Elizabeth para o ballet hoje – disse a ruiva parando diante do espelho
- De novo? – falou ele abrindo a porta do box e olhando pra ela.
- Sim senhor, eu estou muito ocupada essa semana – falou Gina penteando os cabelos com uma escova.
- Isso não é justo! Você vai ser castigada! – disse ele a surpreendendo e a puxando para dentro do chuveiro de roupa e tudo.
- Draco Malfoy! Seu cretino! Eu já estava pronta! – protestou ela tentando acerta-lo com a escova de cabelo enquanto ele a enfiava debaixo da água fria.
- Melhor você trocar de roupa mesmo, se você pegar uma chuvinha vai deixar os pacientes malucos – disse ele indicando a blusa branca dela que se tornara transparente com a água.
- Ah Draco, eu vou chegar atrasada! – reclamou ela enquanto ele a empurrava para a parede.
- Você nunca vai aprender né? Chegar na hora é falta de estilo – disse ele e a beijou calorosamente enquanto a segurava pela cintura, as mãos da ruiva percorriam as costas dele, ouviram um barulho, mas nenhum dos dois percebeu que era a escova que Gina inconscientemente acabara de deixar cair"

Mas doía muito pensar nela, doía pensar no que ele tinha feito na noite passada e em tudo que ele havia dito pra Gina. Mas ele não chorou, não conseguiu, não quando ela pensava q ela podia estar curtindo ao lado de Potter naquele exato momento, e então sua dor aumentava e o corroía por dentro, ele lembrou das palavras de seu pai "Amor é a praga dos tolos, se não for forte o suficiente para domina-lo e acabar com ele, ele acaba com você". Ele não deixaria que acabasse com ele, ele iria arrancar aquilo dele, a qualquer custo.

Se arrumou e seguiu para o Ministério da Magia, era cedo demais, queria chegar antes de Pansy, seria melhor não ter que encara-la. A mesa dela estava vazia, o que foi um alívio, mas quando ele entrou na sua sala, ela estava lá, sentada em sua cadeira, com as belas pernas cruzadas por cima da mesa.

- O que você está fazendo aqui?
- Esperando por você – disse ela sem se mover.
- Eu não te pago pra você ficar aí confortável na minha cadeira de couro de dragão.
- Eu pensei que podíamos aproveitar o couro confortável da sua cadeira juntos.
- Você nunca leu em revistas femininas que depois de fazer sexo com alguém você tem que esperar a pessoa te mandar uma coruja antes de se oferecer novamente?
- Não fale desse jeito, e eu não estou me oferecendo – falou ela indignada.
- Bla, bla, ok. Agora saia da minha mesa que eu tenho mais o que fazer – disse ele empurrando as pernas dela.
- Ok, se é assim que você quer. Eu também tenho coisas a fazer – disse ela azeda e se levantou.

Draco Malfoy se sentou em sua cadeira e olhou para a pilha de papéis em que provavelmente trabalharia o resto do dia, ele tentava procurar a falha para o desvio de dinheiro em que tanto insistiam mas, tudo parecia estar na mais perfeita ordem.

Molhou a pena no tinteiro e começou a trabalhar em mais um relatório.

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Gina fechou o jornal extremamente aborrecida, as notícias sobre a corrupção no setor em que Draco trabalhava continuavam, ele estava cheio de problemas e mesmo assim era incapaz de procura-la. Então ela viu que era uma idéia estúpida, depois de tudo que ele tinha dito pra ela, ela jamais o receberia novamente.

Pensando bem ela só iria rever Draco para resolver um único assunto, ela estava pensando seriamente em ir ao Ministério da Magia, pedir seu divórcio. Por mais que ela sentisse falta dele, da casa, de tudo, ela não daria o braço a torcer novamente, ela tinha tentado mostrar o quando ele estava sendo imbecil e só o que ele fez foi ofende-la.

Saindo dos seus pensamentos ela olhou para os dois lugares vazios na mesa dos professores, Harry e Cho não tinha aparecido para o café. Isso a estava deixando cada vez mais preocupada, será que a briga tinha sido tão séria assim? Mas uma coisa quase fez com que ela gritasse de surpresa, uma mulher loira atravessou o salão desengonçadamente, parando e observando as coisas ao redor com muito interesse, ela usava vestes verde-limão e brincos roxos em forma de caldeirões. Os cabelos eram loiros e muito compridos. E foi com os grandes olhos azuis admirados que Luna Lovegood sorriu para Gina sentando-se ao lado dela.

- Luna! Meu deus! O que você está fazendo aqui? – disse Gina abraçando a amiga que não via há muito tempo.
- Nossa Gina, que legal essa recepção. Pensei que tinha me esquecido ou foi aquele sonserino que não te contou dos 74 recados que eu deixei lá no Ministério chamando você pra sair?
- Ah Luna, o Draco é um idiota mesmo. É claro que eu não te esqueci.
- Fico feliz então, mais feliz por você ter terminado com ele – disse ela sinceramente, como sempre, sem se preocupar de ser indelicada.
- Mas porque você está aqui? – disse ela pra não responder ao comentário.
- Sou a nova professora de vôo.

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- É claro que ele também é bonito, mas o Jones, aquele do quarto ano, nossa dá de 10 a 0! Nossa quando ele fala comigo eu fico que nem gnomo na lama!
- Você é doida Mandy – disse a prima Elizabeth que havia se sentado com eles depois de tanto insistirem.
- É doida mesmo, tá cansada de saber que o mais bonito da Grifinória sou eu – disse Mike segurando uma torrada.
- Ah é mesmo! Como podemos esquecer de você? – disse Elizabeth risonha abraçando o primo. James que assistia a conversa fechou a cara, então a menina deu um beijo estalado na bochecha de Mike.

Elizabeth ficou muito feliz ao ver a coruja cinza descer rodopiando em sua direção, reconhecia muito bem as corujas do Ministério da Magia e nem foi preciso confirmar o selo que lacrava o pacote, sabia muito bem, quando abriu e viu o pergaminho, era uma carta de seu pai:

Bom dia Elizabeth,

Como estão indo as aulas? Espero que esteja se esforçando para ganhar muitos pontos para a Sonserina! Não se preocupe comigo, as coisas estão sob controle por aqui. Estou lhe mandando um presentinho, essência de carvalho, com certeza depois que tomar esse vidrinho vai sentir que aos poucos seu raciocínio vai aumentar, vai te ajudar a ganhar mais pontos, mais não conte pra ninguém, nem pra sua mãe, é uma poção ilegal, ela me mataria se soubesse.

Draco Malfoy

A caligrafia parecia meio apressada, mas ela não reparou muito. Quando olhou no fundo da caixa viu o vidrinho verde, ela o abriu e virou de uma vez, imaginando que teria um gosto insuportável, mas parecia mais com, uva? Ou seria melancia? A poção desceu gelada pela sua garganta, mas não sentiu nada acontecer, talvez levasse algum tempo.

- O que é isso que você tomou? – perguntou Mike.
- Uma poção pra dor de cabeça, meu pai me mandou porque eu me queixei que essas de Hogwarts não funcionam muito bem – mentiu ela.
- Até parece, elas curam de tudo – falou Mandy.
- Nem sempre, bem vou indo para a aula gente, até mais – disse ela pegando a mochila e deixando a mesa da Grifinória com um James muito mal humorado a encarando.

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Harry se recusava a levantar, não sentia fome nenhuma para ir tomar café, só teria que dar aula bem mais tarde, o melhor a fazer era ficar ali, remoendo sua tristeza. A ficha ainda não tinha caído muito bem, Cho tinha ido embora, terminado com ele. A briga tinha sido horrível, ela disse que ele era um covarde por faze-la sofrer, por faze-la acreditar que ele a amava e em todo esse tempo só havia espaço em seu coração para Virgínia Weasley.

Ele tinha insistido muito para que ela não fosse embora, mas ela tinha sido irredutível, disse que não tinha mais volta, que ele deveria contar ao James e avisa-lo que ela viria visitar o filho nos fins de semana.

Só de pensar em contar tudo aquilo ao filho fazia com que Harry se sentisse pior ainda, ele não queria que o menino pensasse que a culpa era dele. Mas ele tinha feito tudo errado, mais uma vez estragara tudo.

Ouviu três batidas tímidas na porta, ia responder, dizer que fossem embora, que ele não queria falar com ninguém. Mas a voz se recusou a sair e depois de alguns segundos a porta foi abrindo devagarinho, Gina Weasley entrou no quarto, os olhos estavam muito vermelhos e algumas lágrimas ainda escorriam pelo seu rosto.

- Ah Harry, eu não imaginava – disse ela entre soluços indo em direção a cama e se jogando nos braços dele – se eu soubesse que ela reagiria assim, eu nunca..
- Shiii.. Você não tem culpa – falou Harry também com lágrimas nos olhos.
- É claro que tenho! Eu não devia ter vindo pra Hogwarts, não devia ter conversado com você sozinha, eu estraguei o seu casamento.
- Não estragou nada Ginny, eu que errei o tempo inteiro, se tem alguém culpado nessa história, esse alguém sou eu – falou ele enquanto a abraçava tentando acalma-la.
- Eu me sinto tão culpada!
- Não faça isso... A culpa é minha, eu fiz tudo errado, Cho estava certa, eu não devia ter me casado com ela, eu não devia ter insistido tanto para que tudo desse certo, eu jamais poderia ter tido um filho com ela! – desabafou Harry.
- O que você está dizendo?
- Mas não... Eu fiz de tudo para que desse certo, de tudo para que o nosso casamento funcionasse, eu não devia ter feito isso.
- Porque Harry?
- Porque! – exclamou ele, Gina encarava seus olhos verdes, havia dor dentro deles, tanta que chegava a machuca-la - Porque eu nunca a amei! Nem por um segundo eu fui capaz de ama-la, eu fiz o máximo que pude, mas foi tudo inútil, minha vida é uma grande farsa.
- Farsa? – disse Gina confusa.
- Eu fui um mentiroso, eu a iludi o tempo todo, eu fiz tudo errado.
- Não Harry! – disse Gina agarrando o rosto dele com as duas mãos – Você fez isso porque achou que seria feliz! Não tem nada de errado em tentar ser feliz!
- Eu deveria ter imaginado que eu nunca – falou ele olhando nos olhos dela – conseguiria ser feliz longe da pessoa que eu amo.

As palavras soavam estranhas no ouvido de Gina, será que era verdade? Que ele nunca tinha conseguido esquece-la? Que seu casamento com Cho tinha sido apenas uma forma desesperada de tentar ser feliz? Ela não conseguia acreditar, não sabia o que pensar, não sabia o que dizer. Então ficou calada, com as mãos ainda segurando o rosto dele úmido de lágrimas.

- Gina – falou ele suspirando, tomando coragem, seu coração descompassado dentro do peito, ele abriu a boca para falar, mas da sua voz saíram outras palavras – eu tenho que falar com o James.
- Ah.. ok – falou ela desconcertada, poderia jurar que ele iria lhe dizer alguma coisa especial, mas resolveu que seria melhor se retirar – Eu vou indo então, muito trabalho lá na Enfermaria, você sabe, qualquer coisa, é só me chamar.

Ele sorriu embora jurasse que seu rosto não fosse capaz de transparecer alguma reação alegre. Depois que ela saiu do quarto, ele voltou a se afundar na cama, agora estava mais confuso do que antes, tinha falado demais e ele não queria sofrer de novo.

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James caminhava descontente para sua primeira aula, a cena do café definitivamente tinha feito ele perder o ânimo, ele odiava o jeito carinhoso que Elizabeth tratava Mike, era tão irritante! Mike caminhava pensativo ao seu lado, ambos levaram alguns segundos pra perceber o professor Lincon gritando:

- Você está me ouvindo! – falou ele parando diante de James.
- Estou sim.
- Sua detenção será hoje a noite, as nove horas, na Torre de Astronomia, não se atrase!
- Pode deixar – disse James fingindo entusiasmo.
- Não seja debochado! 5 pontos a menos pra Grifinória! – disse o professor ignorando as caras horrorizadas dos dois grifinórios.
- Que injustiça! – reclamou Mike
- Se reclamar mais vai perder pontos também Weasley. Potter, seu pai pediu que você vá até o dormitório dele, é urgente.
- Sim senhor – disse James cabisbaixo.

O professor se afastou deixando o menino perdido em seus pensamentos, ele teria uma detenção com Elizabeth, a noite inteira cumprindo uma tarefa estúpida ao lado dela, sentimentos opostos sacudiam o seu estômago. Antes que a situação piorasse ele se despediu de Mike e seguiu para o quarto do pai, estava curioso. O que será que ele teria de tão urgente pra falar a ponto de atrasar a primeira aula dele?

Não se lembrava de ter visto uma expressão preocupada no rosto do pai na hora do café, aliás, nem reparara nos pais hoje, de tão concentrado que estava com a presença inusitada de Elizabeth na mesa da Grifinória. Ela como sempre, atrapalhando tudo.

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Harry ouviu as batidas na porta, dessa vez sabia perfeitamente quem estava do outro lado e não respondeu novamente, não porque as palavras se recusassem a sair, mas porque ele tinha medo do que elas pudessem fazer ao seu filho, ele queria poder ter como evitar tudo aquilo.

Ele nunca se imaginou sendo pai, James tinha vindo meio inesperado e até hoje ele se sentia perdido quando tinha que conversar algo sério com ele, a verdade é que Harry Potter ainda se sentia um garoto, incapaz de ter responsabilidade pela vida de alguém, mas ele tinha, e amava muito o filho.

James entrou sem ser convidado e viu o pai sentado na cama, seus olhos estavam muito vermelhos, o cabelo desarrumado como o seu, uma expressão abatida no rosto, não parecia ter dormido. Mil coisas correram pela cabeça do menino, todo o tipo de tragédia que a imaginação de um jovem pode alcançar, ele sentiu suas pernas vacilarem quando ouviu a voz do pai, fraca e tremida:

-Filho, eu tenho uma coisa pra te falar. Você já está crescido, tenho certeza que já entende como essas coisas funcionam.
- O que houve! – disse James apertando os verdes olhos puxados com apreensão e correndo para se sentar ao lado do pai.
- Eu e sua mãe, bem você sabe, estavamos brigando muito ultimamente, ontem conversamos e resolvemos que seria melhor nos separarmos, não está mais dando certo – falou Harry com o coração partido ao ver os olhos do filho se encherem de lágrimas.
- Não pode ser – falou o menino incrédulo.
- Ah James, me desculpe, mas tenha certeza de que faremos sempre o que é melhor pra você. Melhor do que ficarmos juntos sempre discutindo! Nada vai mudar entre eu e você, nem entre a sua mãe e você, continuamos a ama-lo do mesmo jeito – falou o pai tentando encontrar as palavras.
- Nada vai mudar! – perguntou o garoto se levantando – Como nada vai mudar? Vocês não estão mais juntos e nada vai mudar?
- Eu entendo que isso vai modificar a sua vida James! Mas não vai mudar o amor que sentimos por você, e é isso que é importante, o resto são problemas de casais, você não tem que se preocupar com isso.
- E onde ela está ? – perguntou James ainda inconformado.
- Ela voltou pra casa, largou o emprego, mas disse que vai voltar pra te ver nos fins de semana, que vai alugar um apartamento em Hogsmead.
- Você sabe, ela não vai fazer isso.
- Como não? É claro que vai! Ela morreria de saudades – disse Harry tentando consolar o filho.
- Não minta pra mim pai! Chega de mentiras! Eu não sou mais criança sabia?
- Do que você está falando?
- Você acha mesmo que eu não ouvi vocês brigando naquele natal que passamos na Toca? Eu escutei tudo!

"Era Natal na Toca, a família toda estava reunida. James estava no quarto de Mike e Mandy vasculhando os logros que se amontoavam por todo o quarto para passar o tempo, tinha preferido subir e se distanciar da prima Elizabeth. Odiava a maneira como ela roubava toda a atenção da casa, dos avós, até mesmo de seus pais, odiava a garota embora ambos tivessem apenas 9 anos, já tinham brigas bem feias.

Enquanto procurava por algo divertido viu um pacote nomeado Orelhas Extensíveis, com um pouco de receio ele aproximou um dos barbantes do ouvido e se assombrou ao ouvir a voz alta de diversos moradores da casa. Então se abaixou e focalizou o barbante no chão, duas vozes soavam bem claras, só que vinham da cozinha da casa.

- Ah que lindinho nessa foto! Tinha quantos anos? – era a voz de sua Tia Hermione.
- Dois anos. Vira a folha, olha essa que fofa, eu grávida! Olha a cara do Harry! – respondeu sua mãe, Cho Chang, as duas deveriam estar vendo um velho álbum de fotografias.
- Me lembro como se fosse ontem do choque que o Harry teve! Ele não esperava mesmo – falou Hermione.
- Não esperava porque eu tinha parado de tomar a poção anticoncepcional sem avisar a ele.
- Eu sei! Ele ficou uma fera mesmo, não queria ter filhos, mas se você queria tanto, eu acho justo – disse a mulher simpática.
- Eu não queria também, mas você sabe, Virgínia me contou que estava tentando engravidar, eu fiquei com medo e resolvi engravidar também. De que outro jeito eu conseguiria segurar ele?
- Você está brincando né? – perguntou Hermione assustada.
- Claro que não – respondeu Cho com a voz firme.
- Então você nunca quis ter filhos? Só engravidou pra evitar que o Harry te deixasse!
- Dito dessa forma parece cruel, não é bem assim – falou Cho meio ofendida.
- Não parece cruel, é cruel, nunca pensei que você fosse capaz disso – a voz de Harry surpreendeu a conversa das duas, ele parecia ter entrado no aposento de maneira despercebida.
- Harry! Não é bem isso o que você está pensando! – disse Cho desconcertada.
- Ah é? O que é então? – falou ele com raiva.
- Eu não queria ter filhos, mas tinha medo de te perder. Embora eu não tivesse vontade de engravidar, James veio, e eu o amo, você sabe disso.
- O ama mesmo? Ou faz de tudo uma farsa pra conseguir me segurar? – falou ele repetindo as palavras dela.
- Ah Harry, não me trate assim – falou ela nervosa – Por favor, você não está pensando em contar isso a ele não é? Não tem mais importância, eu o amo e ponto final.
- Claro que não vou contar, mas não por você, por ele, não quero que ele sofra.

James jogou o barbante longe, não queria ouvir mais nada. Ele tentava segurar o choro mas tudo que ele tinha acabado de ouvir parecia inundar seus pensamentos. Então ele fechou os olhos e pediu, pediu várias vezes, para que seus pais nunca se separassem, porque se a sua mãe fosse embora, não teria mais motivo para vê-lo, eles não podiam se separar nunca."

- Ela nunca me quis! Sempre foi você em primeiro lugar! Eu nunca tive importância e agora que acabou, duvido que ela vai vir me visitar.
- Não diga isso James! Sua mãe pode ter tido um motivo ruim para engravidar, mas quando você nasceu, ela foi uma mãe maravilhosa, ela te ama e tenho certeza que ela virá.
- Como você sabe? – perguntou James para o pai, que na verdade não tinha a mínima idéia se Cho cumpriria a sua palavra, mas ele faria de tudo para que ela viesse, não queria ver o filho sofrendo, doía muito.
- Eu sei.
- Você promete que ela virá?
- Eu prometo – disse o pai se levantando e abraçando o filho com força, como costumava fazer quando ele caia da bicicleta e ralava o joelho, era difícil e estranho aceitar que ele estava crescendo.

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O dia estava custando a passar para Elizabeth Malfoy, parecia que cada minuto durava uma eternidade. Não que ela estivesse louca pra cumprir uma detenção, mas o fato de que passaria a noite ao lado de James Potter a deixava muito ansiosa.

A essência de carvalho que seu pai enviara para ela ainda não parecia ter surgido efeito em seu raciocínio, porque ela continuava muito confusa sobre seus sentimentos. Talvez funcionasse só com coisas lógicas, bem, com coisas físicas com certeza não funcionava, porque ela estava indo muito mal na aula de vôo.

Uma tal de Luna Lovegood era sua nova professora, ela costumava achar Cho Chang um tanto sonsa, mas essa era o cúmulo! Elizabeth logo a classificou como a pessoa mais maluca e ridícula que ela já tinha conhecido, não conseguia entender como podia ter sido contratada para dar aula.

Luna Lovegood não quis dar detalhes, disse apenas que Cho Chang se demitiu, Elizabeth estava achando aquilo cada vez mais estranho, ela tinha visto James no café e ele parecia bem normal, não contou a novidade para ninguém, o que será que teria acontecido?

- Todos prontos? Não se esqueçam de equilibrar o peso? Nem de pensarem em fadas azuis, elas repelem os zarfinídeos! Então, um, dois, três e já!

Mais uma vez Elizabeth subiu a menos de um metro do chão e de maneira desajeitada, isso a estava deixando extremamente constrangida, ela odiava quando não era boa em alguma coisa. Talvez aquela professora estúpida não soubesse ensinar as técnicas direito. Estava saturada daquela aula, e ainda faltavam muitas pra terminar o dia, pensou que seria melhor inventar uma desculpa e esperar pela próxima aula no salão comunal.

- Professora Lovegood!
- Sim Srta. Malfoy.
- Eu estou me sentindo mal, posso ir até a enfermaria?
- Não vou deixar você sair sempre da minha aula com uma desculpa esfarrapada, mas pode ir.
- Elizabeth nem tentou discutir com a professora, aproveitou a chance e foi em direção ao castelo, sob o protesto de muitos alunos:
- Eu também quero ir!
- Também estou me sentindo mal!
- Só porque ela é famosinha.
- Calma crianças, intriga é um dos efeitos colaterais da presença dos zarfinídeos, vocês logo vão melhorar.

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Gina Weasley enfaixava o braço de uma quartanista, embora estivesse concentrada no que estava fazendo permitia que sua mente vagasse pelos últimos acontecimentos. A separação de Harry estava mexendo muito com ela, ela odiava ver o amigo daquela forma, a fazia lembrar de quando ela o havia abandonado.

Ela lamentava muito ter causado tanta dor para Harry, e tudo isso graças a Draco Malfoy, que havia entrado na sua vida, dito que a amava e agora era incapaz de dar o braço a torcer para te-la de volta.

Pedir o divórcio, era isso que ela faria, mostraria a ele que tudo estava realmente acabado. Embora Gina não admitisse, seu subconsciente lhe dizia que isso era uma medida desesperada para chamar a atenção do ex-marido. O que lhe parecia certo porém era que ela deveria esquecer Draco de uma vez por todas e quem sabe dar uma chance... Não! Aí já é demais Gininha, acorde!

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Draco Malfoy largara os talheres em cima do prato de maneira mal educada, é óbvio que ele sabia todas as regras de etiqueta, mas estava aborrecido, não só com seus problemas profissionais, mas com todos os sentimentos que não paravam de confronta-lo.

- Vai quebrar a louça – disse Pansy e em seguida tomou um gole de sua taça.

Ele não sabia muito bem que idéia maluca era aquela de ter levado Pansy Parkison para o restaurante mais caro da Londres Bruxa, talvez ele estivesse tentando provar algo pra ele mesmo. Tentando provar que não sentia nada por Gina, que podia brincar a vontade com Pansy sem se envolver, que podia agir da maneira como um Malfoy agiria.

Draco apertou a mão dela por cima da mesa e sorriu, ia rebater o comentário dela sobre a louça quando sentiu um clarão ofuscar sua vista, uma fumaça púrpura encheu o cômodo.

- Malditos paparazzi! – exclamou ele aproveitando que segurava a mão dela para aparatarem juntos em frente ao portões de Mansão Malfoy.

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James apressou o passo, tinha se demorado demais no banho e estava atrasado para a detenção, sabia que o professor não ia gostar nada disso. Quando ele finalmente alcançou a Torre de Astronomia e empurrou a pesada porta, encontrou o Prof. Lincon com uma cara muito irritada e Elizabeth de braços cruzados parecendo extremamente entediada.

- Atrasado para a detenção Potter?
- Me desculpe professor.
- Pois bem, agora que estamos aqui, posso conversar com vocês. Em primeiro lugar devo admitir que estou extremamente decepcionado com o comportamento de vocês na aula anterior. Os dois são alunos que eu prezo muito, sabem ser talentosos quando desejam. Mas o que fizeram na aula passada foi inaceitável! Não devem mais desobedecer as instruções, quando eu disser nada de fogo é nada de fogo! Quando eu dizer transfigurem a maçã é transfigurar a maçã é não sua dupla! Eu acho sinceramente, que a responsabilidade não é...

O professor prosseguiu seu discurso por alguns minutos, Elizabeth o encarava com uma expressão debochada e James se segurava para não bocejar e parecer mal educado, não queria perder mais pontos para a sua casa.

- Enfim, vamos a tarefa, a professora de Astronomia me disse que gostaria de ter um mapa estelar do exato momento em que o comenta Jolley irá passar, incluindo o alinhamento dos planetas, mas que andava muito cansada para permanecer acordada vigiando estrelas. Então pensei que seria ótimo vocês contribuírem com o material didático utilizado em sala.
- Vamos ter que ficar aqui a noite toda! – disse Elizabeth escandalizada.
- Não, podem ir embora quando acabarem o mapa.
- E esse cometa vai passar que horas? – perguntou James.
- Creio que por volta de meia noite, mas não existe nada muito preciso. Sem mais delongas, ajustem os telescópios e podem começar, nem preciso lembrar que a magia não é permitida na tarefa. Então, boa noite! – disse ele entregando uma cartela estelar vazia para James.
- Ei! Isso não é justo! – protestou Elizabeth
- Sem reclamações Srta. Malfoy! – disse o professor fechando a porta ao se retirar.

Elizabeth saiu batendo os pés em direção a varanda onde os telescópios estavam arrumados um ao lado do outro. Uma brisa fresca corria pela torre, lá embaixo as folhas do salgueiro lutador se agitavam levemente.

O telescópio que a garota escolheu estava praticamente ajustado para ela, só foi preciso fazer alguns retoques, ao contrário de James que permaneceu um longo tempo girando os botões de seu telescópio ao lado de Elizabeth. Ele estava muito calado, um jeito estranho, aquilo estava incomodando a loira.

- Então, está desse jeito porque? Se arrependeu de ter arruinado minhas vestes? – disse a garota o provocando e tentando puxar assunto.
- Até parece – disse ele sem olhar pra ela, encarando o céu acima deles.
- O que houve então?
- Nada que te interesse.
- É por isso que não nos damos bem, você é sempre estúpido quando eu tento conversar com você – reclamou a menina.
- Ah, o seu método de dizer frases enigmáticas e sair correndo está fazendo maravilhas pro nosso relacionamento – disse James se virando para ela e se arrependendo de ter dito relacionamento, não queria que ela pensasse.. Porque ela pensaria uma bobagem dessas?
- Porque você não me diz logo porque temos uma professora idiota, que usa vestes ultrapassadas, nos ensinando a voar ao invés da sua mãe? – disse a menina tentando constrange-lo também.
- Meus pais se separaram – falou ele voltando a encarar o céu.
- Não é o fim do mundo Potter.
- Eu não estou dizendo que é.

Elizabeth ao saber daquela notícia compreendeu a maneira quieta como ele estava agindo, ela queria dizer algumas palavras reconfortantes, quem sabe até mesmo abraça-lo, mas não conseguia fazer nada disso. Então ela andou até o lado do telescópio dele e sentou no parapeito da varanda, de costas para a paisagem e de frente para o garoto.

- Você se acostuma aos poucos, não é tão ruim assim – disse ela sem jeito.

Kiss the girl – Peter Andre

There you see her
Então você a vê
Sitting there across the way
Sentada ali no meio do caminho
She don't got a lot to say
Ela não tem muito o que dizer
But there's something about her
Mas tem algo sobre ela
And you don't know why
E você não sabe porque
But you're dying to try
Mas você está doido pra tentar
You wanna kiss the girl
Você quer beijar a garota

James ouviu as palavras sem absorver muita coisa, de repente aquela proximidade com ela tinha feito ele esquecer qualquer problema sobre seus pais. O jeito como ela falava, como se tivesse medo de parecer simpática, como se estivesse com medo dele, aquilo mexia com ele.

Então ele a encarou demoradamente, ela estava linda, todos os sentimentos que ele oprimia dentro dele se libertaram naquele instante, ele queria dizer a ela o que estava sentindo, queria saber o que ela sentia também, mas não tinha coragem.

- Engraçado você está sendo tão sociável comigo hoje – falou ele a instigando.
- Bom se você está reclamando eu posso voltar ao meu telescópio – disse a garota saindo do parapeito, voltando ao chão e fazendo menção de sair dali.
- Não! – disse James sem pensar e a segurou pelo braço.

Elizabeth estava surpresa com a atitude do garoto, ela tinha impedido que ela fosse embora, o que ele tinha em mente? Será que estava tentando brincar com ela? Ela olhou firme nos olhos dele, mas ele a encarava com uma expressão bem diferente, então sem poder evitar ela corou, como raramente fazia. A mão dele estava quente, isso fez com que ela desejasse que ele não a soltasse nunca mais já que sua pele estava fria como de costume.

Yes, you want her
Sim, você a quer
Look at her, you know you do
Olhe para ela, você sabe que você quer
Possible she wants you too
Possivelmente ela te quer também
There is one way to ask her
Só tem um jeito de perguntar a ela
It don't take a word
E não é preciso de uma palavra
Not a single word
Nem uma simples palavra
Go on and kiss the girl
Vai lá e beije a garota

James a encarou aturdido, ela tinha corado, será que isso significava que ela estava sentindo algo por ele também? Ele queria perguntar mas não sabia como.

- Porque você está corando? – disse ele atrapalhado.
- Eu não estou corando! – mentiu ela – Você está.

Disse a garota encostando os dedos na bochecha dele e embora ele não estivesse corando antes, aquele toque fez o calor subir ao seu rosto e ele soltou o braço dela constrangido.

Sha la la la la la
My oh my
Look like the boy too shy
Parece um menino muito tímido
Ain't gonna kiss the girl
Ele não vai beijar a garota

- Você é sempre assim cabeça dura, né? Nunca admite o que está acontecendo – disse James soltando a primeira coisa que lhe veio a cabeça.
- Cabeça dura? – falou ela retirando a mão do rosto dele e fechando a cara.

Sha la la la la la
Ain't that sad?
Isso não é triste?
Ain't it a shame?
Isso não é uma vergonha?
Too bad, he gonna miss the girl
Muito ruim, ele vai perder a garota.

Agora ele tinha estragado tudo, estava indo tão bem! James pensou em algo rapidamente para tentar consertar o que tinha dito, mas não estava conseguindo formular algo bom.

Olhou para os terrenos da escola lá embaixo, a grama verde interrompida pelo enorme espelho d'água, o lago refletia uma claridade azul, tudo parecia uma moldura perfeita para Elizabeth. Os cabelos loiros sacudiam levemente com a brisa, ela estava paralisada esperando uma resposta dele e ele disse o melhor que pode.

- Eu não posso reclamar muito disso, eu as vezes não consigo dizer o que eu estou sentindo.
- Como assim? – perguntou ela sentindo seu coração acelerar.
- Bem, eu, sabe.. Você e eu.. Na verdade o que eu estou tentando dizer é que... – ele parou e respirou fundo, ela continuava muda encarando ele, os olhos cinzas com uma expressão indecifrável.

Now's your moment
Agora é o seu momento

Floating in a blue lagoon
Flutuando numa lagoa azul
Boy you better do it soon
Garoto é melhor você fazer isso logo
No time will be better
Não haverá momento melhor que esse
She don't say a word
E ela não diz uma palavra
And she won't say a word
E ela não dirá uma palavra
Until you kiss the girl
Até que você beije a garota

As palavras pareciam se perder na boca de James, a garota estava incrivelmente linda, a pele pálida tinha um tom avermelhado nas bochechas e seus lábios lembravam a ele uma pequena e delicada cereja. Então ele sentiu a vontade de beija-la crescer dentro dele. Ele estava assustado, com medo de fazer algo errado, tentou se lembrar rapidamente de todas as dicas que já escutara sobre o assunto mas nada parecia servir.

Então ele fez algo simples, mas que parecia ser extremamente necessário naquele momento, apoiou as duas mãos no parapeito, uma mão de cada lado de Elizabeth, a prendendo entre a varanda e ele. Parecia de vital importância diminuir a distância entre eles, e agora seus corpos estavam a poucos centímetros.


Sha la la la la la
Don't be scared
Não se assuste
Go on and move your head
Vai lá e mexa a sua cabeça
You gotta kiss the girl
Você tem que beijar a garota

- Então... – disse Elizabeth tentando encorajar James a terminar a frase.
- Eu sei que isso não deve ficar muito claro pra você normalmente, mas é que eu.. eu gosto de você... – disse ele se aproximando ainda mais da menina.
- Todos gostam de mim! – falou ela com receio e se afastou um pouco encostando no parapeito.

James parou por um minuto, será que aquilo era um sinal para que ele desistisse? Significa que ela não correspondia aos seus sentimentos? Ele havia guardado tudo aquilo a sete chave, nunca havia admitido para ninguém e nem para si mesmo, mas parecia que tudo fluia naturalmente naquela hora. Ele sabia que se não tentasse se arrependeria muito depois, então insistiu.

- Mas eu gosto de você de um jeito... especial.

Sha la la la la la
Don't stop now
Não pare agora
Don't try to hide it how
Não tente esconder isso agora
You want to kiss the girl
Você quer beijar a garota

Elizabeth sentia-se petrificada, pra começar ele estava a centímetros dela, nunca estiveram tão próximos como naquele instante, James a encarava com um olhar macio, os olhos verdes brilhavam, ela sabia que ele estava sendo sincero. Mas ainda sim era surreal ouvir aquelas palavras dele, ele gostava dela! James gostava dela!

Então inesperadamente ele colocou as mãos na cintura dela e a puxou para si, ele tinha um cheiro delicioso, ela achou que pelo cabelo molhado ele devia ter tomado um banho antes da detenção. Mas algo fez o coração da menina disparar ainda mais, ele começou a aproximar o rosto do dela, então ela fechou os olhos e se entregou ao momento.

Sha la la la la la
Float along
Flutuando
And listen to the song
E ouvindo a canção
The song say kiss the girl
A canção diz beije a garota

James estava errado em comparar os lábios de Elizabeth com cereja, pois quando ele foi de encontro a eles percebeu que eram macios como pêssego. Ele se arrepiou ao sentir os braços da garota ao redor de seu pescoço. Então ele entreabriu seus lábios e encostou sua língua na dela lentamente, mal teve tempo para se lembrar de estar nervoso sobre o que fazer, logo se beijavam naturalmente e James teve certeza que o mundo havia se derretido em um borrão de cores, nada importava, somente o que importava é que ele estava ali beijando Elizabeth.

Sha la la la la
The music play
A música toca
Do what the music say
Faça o que a música diz
You got to kiss the girl
Você tem que beijar a garota

Elizabeth agradeceu por seu gesto sensato de passar os braços pelo pescoço dele pois tinha certeza que se não fosse isso suas pernas seriam incapazes de aguentar o peso, o chão parecia ter sumido. Ela estava ali beijando James Potter e embora isso significasse muitos problemas na cabeça dela, nada poderia ser mais perfeito, nada poderia ser melhor do que aquilo.

Eles se afastaram, se olharam, mas ambos pareciam ter medo de dizer algo e quebrar o momento. James achou que talvez ele devesse dizer algo, afinal ele tomara iniciativa, mas não foi preciso, antes que ele formulasse uma frase, Elizabeth voltou a beija-lo. Então o tempo foi passando, mais rápido do que eles desejavam, talvez tivessem ficado ali a noite toda se o relógio de James não tivesse apitado escandalosamente num certo momento.

- Meia-noite! – disse ele alarmado olhando para o relógio.
- Será que o cometa já passou? – perguntou ela desesperada.
- Tomara que não, vamos procurar – disse ele correndo para o seu telescópio.
- Aqui está! – falou ela quando finalmente avistou a bola de fogo riscar o céu.
- Aonde? – disse ele, então Elizabeth ajustou o telescópio dele da mesma forma que o dela.
- Vamos começar a preencher o mapa! – disse ele puxando uma mesa que estava encostada na parede e colocando-a entre os telescópios com o mapa sobre ela.

Os dois tiraram penas do bolso e começaram a marcar a posição das estrelas e constelações que viam no telescópio, o que não era uma tarefa simples já que pouco lembravam das aulas de Astronomia. Suas mãos trabalhavam sobre a mesma folha de papel e na pressa para anotar todos os dados se esbarravam freqüentemente, isso fazia James ter vontade de toca-la de novo e repetir os beijos.

Quando finalmente acabaram de preencher a cartela ainda se podia ver o cometa passando fracamente.

- Ainda dá tempo de fazer um pedido – disse James quando a garota veio para o seu lado.
- Boa idéia! – disse a menina fechando os olhos e sentindo ele entrelaçar a mão na dela.

Depois do pedido o casal abriu os olhos, James sorriu pra ela que mal podia acreditar em tudo aquilo que estava acontecendo. Ela estava pronta para beija-lo e ter mais uma prova da realidade das coisas quando a porta da torre se abriu rangendo e os dois se afastaram assustados.

- Olá seus malfeitores! Conseguiram pagar seus erros depois de todas essas horas de monotonia a espera do cometa? – perguntou o Prof. Lincon sorridente.
- Sim senhor – disse James constrangido, não havia acontecido nada monótono por ali.
- Aqui está o mapa professor – falou Elizabeth pegando o mapa e saindo da varanda seguida de James.
- Ótimo! – falou o professor sorridente ao receber o mapa – Agora podem ir dormir como tanto deviam estar desejando! Srta. Malfoy vou lhe acompanhar até o seu salão comunal, é próximo ao meu dormitório. Potter, você pode ir desacompanhado, se encontrar algum professor ou o zelador diga que estava cumprindo a detenção, ok?
- Sim senhor – falou ele arrasado, esperava poder ficar mais ao lado da menina, no mínimo se despedir.
- Então, boa noite... – disse ela com a voz fraca.
- Boa noite – respondeu ele de volta, o olhar carregado de significado, Elizabeth sabia que ele não desejava que terminasse daquela forma.
- Vamos, vamos Srta. Malfoy – apressou o professor e então a garota o seguiu, deixando James para trás.

N/A:

Em primeiro lugar um presentinho pra quem leu até aqui, criei essas candy dolls do James e da Elizabeth: www ponto paixão underline inesperada ponto blogger ponto com ponto br/eliejam.jpg

Antes de mais nada gostaria de pedir desculpas por ter demorado tanto pra atualizar, mas é que veio o carnaval, eu viajei e tudo mais.. Acho que o capítulo grandinho compensa isso, né? Eta ficzinha polêmica! Tá dividindo opiniões mesmooo, hehehe.. Mas assim que é bom.. Eu só queria esclarescer que quem me conhece sabe que eu sou DG dos pés a cabeça, então, relaxem... Além do mais, a fic ainda está no cap 5! Tem muita coisa pra acontecer antes de vcs adivinharem quem vai ficar com quem... Não percam o próximo capítulo, vamos saber o resultado dos flash dos paparazzi, como Elizabeth e James vão agir depois da detenção e veremos o plano de Pansy começando a fazer efeito. Muito obrigada pelas reviews, e-mails e bate papos no MSN, vocês me incentivam a continuar essa história! Quem quiser deixar e-mail eu semprerespondo as reviews e aviso das atualizações.Então não se esqueçam:

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