Cap 6 – Dois mundos

Draco aparatou ainda de mãos dadas com Pansy Parkison em frente aos portões de sua mansão, somente pessoas com sangue Malfoy podiam aparatar direto dentro da casa, uma medida de segurança que já estava na mansão há anos e Draco não quis abdicar.

- Malditos paparazzi! Como são estúpidos! Não tem mais o que fazer? – gritava Draco revoltado.
- Você costumava gostar deles em Hogwarts, adorava ter os flashes em cima de você.
- Não seja ridícula Pansy, naquela época eles não espionavam a minha vida dessa forma – falou o loiro abrindo o portão e atravessando o jardim que levava a casa.
- O que eu quero dizer é que não entendo o porque de tanta preocupação com isso, eles sempre tiraram fotos suas, você não se importava desse jeito.
- Não é nada, só acho isso uma falta de privacidade – falou ele quando já tinham alcançado a grande porta que dava acesso ao hall de entrada.
- Não minta, você está preocupado que ela veja não é? – disse ela com a voz carregada de veneno.
- Ela quem? – dissimulou Draco.
- Você sabe muito bem, sua esposa – falou Pansy arrastando a última palavra.
- Ela não é mais minha esposa e você sabe muito bem disso. Além do mais não dou a mínima se ela vai ver ou não – disse ele friamente enquanto caminhava em direção a uma das muitas salas da mansão.
- Que bom, porque ela não está preocupada com isso, parece que as coisas estão indo bem lá em Hogwarts – debochou ela enquanto tirava uma revista da bolsa e sentava-se no sofá que Draco acabara de indicar para ela na sala em que chegaram.
- O que você está tentando dizer? – perguntou Draco curioso.
- Leia isso – disse ela entregando a revista para o loiro que se sentou ao seu lado.

"Harry Potter, o novo solteirão

Um dos homens mais cobiçados do mundo bruxo está finalmente solteiro para felicidade geral. Seu relacionamento de mais de uma década com a jogadora profissional de Quadribol Cho Chang parece ter chegado há um fim definitivo.

A ex-mulher foi abordada por nossa equipe mas não quis dar maiores informações sobre o fim do relacionamento:'Não estava mais dando certo e é só isso que eu posso dizer. Terminei minha carreira como professora e pretendo voltar a jogar Quadribol, estou fazendo contatos com alguns times e avaliando propostas.'

A nova professora de vôo é Luna Lovegood uma escolha muito questionada pelos especialistas na matéria. O Seminário das Bruxas foi fundo nas pesquisas e trouxe para vocês com exclusividade essa nova informação: Luna Lovegood era apaixonada por Harry Potter nos seus tempos de Hogwarts, nossas fontes são super seguras pois dizem que Luna nunca esconde seus sentimentos.

Parece que Harry vai ganhar mais uma concorrente ao seu coração pois não podemos esquecer de Virgínia Malfoy que se separou de seu marido e já é um antigo affair de Potter. Alguns alegam que Chang flagrou os dois amantes e isso teria proporcionado o fim do relacionamento."

Draco não pode continuar a ler, a raiva queimava seu rosto, então agora com Cho fora de Hogwarts o caminho estava finalmente livre para Harry Potter. Ele havia terminado com a mulher para ficar com Gina! Como ele ousava? Como se atrevia a se aproximar de Gina! A voz de Pansy porém fez ele sair do transe e cair em sua realidade, onde Gina não fazia mais parte de sua vida:

- Os dois pombinhos estão livres para o amor agora.
- Bom pra eles – disse o loiro de forma azeda.
- Odeio dizer isso, mas você sabe, ela nunca conseguiu esquecê-lo – falou Pansy de maneira cruel, Draco permaneceu calado apertando a revista com força – Ela sempre o amou, não entendo porque eles levaram tanto tempo para ficarem juntos!
- Se merecem – disse ele levantando e largando a revista – Vou dormir, se quiser alguma coisa peça aos elfos.
- Vai me deixar aqui?
- Claro. Acha que vou te levar pro meu quarto como a nova Sra. Malfoy? Não, eu deixo isso pro Seminário das Bruxas, por sinal compre o da próxima semana, você vai poder enquadrar.

Pansy o encarou com os olhos magoados, esse era um dos grandes sentimentos que ela sentia por ele, muita mágoa. Isso de alguma forma pareceu toca-lo, ver uma mulher tão linda com os olhos assim fazia ele se sentir culpado por trata-la mal, mas ele não podia evitar. Algo naquela mulher o deixava inseguro, algo não era confiável, ela sempre tinha sido muito esperta.

"Don't get me wrong, I love these hoes, it's no secret, everybody knows
Não me entenda mal, eu amo essas vagabundas, não é segredo, todo mundo sabe
Yeah we fucked, bitch so what? That's about as far as your buddy goes
Sim nós transamos, e daí puta? Isso é até aonde um parceiro seu vai
Too much pride, between you and I, not a jealous man, but females lie
Muito orgulho, entre você e eu, eu não sou um homem ciumento, mas fêmeas mentem
But I guess that's just what sluts do, how could it ever be just us two?
Mas eu acho que isso é o que as putas fazes, como poderia ter sido só nós dois?
I'd never love you enough to trust you,
Eu nunca te amei o bastante pra confiar em você,
We just met and I just fucked you
Nós acabamos de nos encontrar e eu já transei com você"
Superman – Eminem

- Esses tablóides me irritam, você sabe – consertou ele – Você quer passar a noite aqui?
- Passaria se você realmente me quisesse aqui – falou ela sentida.
- Sua presença nunca é desagradável, mas eu estou cansado e estressado, se quiser te acompanho até um quarto de hóspedes.
- Tudo bem – disse ela pensando que era melhor do que nada, apesar de preferir dormir ao lado dele ou quem sabe não dormir.

Os dois caminharam pela casa, os passos ecoando nos corredores silenciosos, Pansy Parkison tentava encontrar alguma maneira de se aproximar dele, a necessidade que tinha de ter Draco Malfoy a consumia por inteiro mas ela sabia que não poderia falhar, deveria sempre agir com calma.

O quarto que Draco havia escolhido para ela era todo em tons pastéis mas possuia uma linda cama com colcha dourada, parecia ter sido limpo recentemente, cheirava a lavanda. Ele entrou no quarto e para surpresa de Pansy se jogou na cama com os braços cruzados por cima da barriga.

- Vou ficar aqui só um pouquinho – disse ele adorando a sensação do colchão, estava tão cansado, seu quarto estava tão longe.
- Á vontade – disse ela e com um toque da varinha seu vestido estava caído no chão e ela vestia uma camisola translúcida.
- Não tente Pansy – disse ele sem se incomodar com a visão dela.
- Não me julgue Draco – falou ela sentando-se ao lado dele e puxando a cabeça dele para seu colo, ela costumava fazer aquilo em Hogwarts, era tão bom ter aqueles fios loiros entre seus dedos novamente.
- Que seja – disse Draco cada vez mais sonolento.
- Você nunca vai tentar não é? – perguntou ela tentando desperta-lo.
- Tentar o que? – falou ele abrindo os olhos.
- Eu e você – disse ela com o coração sacudindo dentro do peito.
- Estamos bem assim, o que mais você quer? – falou ele sem se importar.
- Eu quero estar com você, mas que seja firme.
- Ah não sei Pansy – falou ele bocejando – Eu só quero dormir agora.
- Boa noite – disse ela prosseguindo o cafuné.
- Não vá embora quando acordar – falou Draco num susurro.
- Não irei – disse ela determinada.

"Você me vira a cabeça
Me tira do sério
Destroi os planos que um dia eu fiz pra mim
Me faz pensar porque é que a vida é assim
Eu sempre vou e volto pros seus braços
Você não me quer de verdade
No fundo eu sou sua vaidade
Eu vivo seguindo os seus passos
Eu sempre estou presa em teus laços
É só você me chamar
Que eu vou
Mais tem que me prender
Tem que seduzir
Só pra me deixar louca por você
Só pra ter alguem que vive sempre ao seu dispor
Por um segundo de amor"
Você me vira a cabeça - Alcione

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Gina Weasley dava a última olhada no espelho, nunca tinha gostado muito de se admirar nele, desde jovem ficava procurando defeitos, ao contrário de Elizabeth que podia passar horas na frente de um. Ao contrário de Draco também, mas Gina não queria pensar nele, queria evitar pensar no que ia fazer, pra não desistir, ela estava indo ao Ministério, pedir o divórcio. Estava cansada da indiferença de Draco, cansada da ausência dele, isso iria mudar, ele ia ver como ela realmente não dava a mínima pra ele, embora ela não conseguisse acreditar muito nisso.

Ela tinha escolhido um vestido preto, queria parecer formal e distante, embora ao admirar sua silhueta a ruiva só conseguia ver uma menina frágil e assustada. Gina se afastou do espelho e saiu do quarto, ela não era frágil, não queria ser e nem estava com medo de nada, iria fazer as coisas da maneira certa.

Embora ainda fosse muito cedo ela bateu na porta de Harry, tinha medo que ele estivesse dormindo mas ela precisava falar com ele urgentemente.

- Pode entrar – ela ouviu a voz dele vinda de dentro do cômodo.
- Bom dia – disse Gina que ficou surpresa ao ver que ele já estava completamente acordado e vestido com vestes pretas.
- Já acordada?
- Pois é, tenho umas coisas para resolver.
- Ah sim, eu também.
- Eu vim porque queria te pedir um favor.
- Pode falar Ginny.
- Você sabe, não podemos aparatar aqui, nem usar pó de flú e eu preciso muito ir ao Ministério da Magia, então queria pedir sua vassoura emprestada – falou ela tímida.
- Eu também vou precisar dela mas posso te dar uma carona, também estou indo pra lá – disse ele sorridente.
-Não, não, que isso, não precisa, me deixa do lado de fora dos portões que eu aparato e pronto.
- Para com isso! Eu tenho que ir resolver uns problemas mesmo, tem um animal na floresta proibida que eu gostaria de utilizar nas aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas ainda não recebia a autorização oficial do Ministério.
- Entendo... Mas não precisa mesmo... – falou ela tentando se esquivar, ir abraçada com Harry numa vassoura não era nada bom, isso a fazia lembrar de Draco.
- Sem discussões! – brincou ele e a empurrou pra fora do quarto.

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Draco Malfoy sorriu, os olhos ainda estavam fechados, ele tinha acabado de acordar, estava deitado de lado, buscou o cabelo dela com as mãos, mas acabou percebendo que eles não eram mais tão finos e que pareciam muito maiores. Ele abriu os olhos e viu que a colcha não era verde e que aquela também não era Virgínia Malfoy.

- Bom dia Draco – disse Pansy Parkison sem perceber a decepcção dele.
- Bom dia – respondeu ele interrompendo a carícia que fazia nela.
- Dormiu bem? Nem precisa responder, eu vi muito bem você dormindo como um anjinho.
- Anjo? Eu? Você deve ter tido algum tipo de pesadelo – falou ele se levantando – Judy!
- Sim senhor – respondeu imediatamente a elfa doméstica ao aparecer com um estalo.
- Traga o café para a Srta. Parkison, prepare um banho e a sirva em tudo que ela desejar.
- Como o senhor desejar, Sr. Malfoy – confirmou a elfa fazendo uma grande reverência e desaparecendo em seguida.
- Pronto, vou me arrumar para o trabalho, nos vêmos lá – falou ele para a mulher e se virou logo em seguida.
- Draco! – chamou ela – Foi para isso que pediu que eu não fosse embora?

O loiro se virou e encarou Pansy, ela continuava deitada mas com o tronco inclinado, o peso apoiado nos cotovelos, o cabelo castanho parecia recém escovado, os fios lisos no lugar, mal parecia ter dormido, a camisola estava amassada mas ainda continuava transparente a revelar o belo corpo que se escondia debaixo do tecido.

- Não sei – disse ele sincero – Nos vêmos na minha sala.

Draco saiu do quarto e Pansy mal teve tempo de cair em seus pensamentos, a elfa doméstica havia retornado porém, dessa vez, trazia uma bela bandeja de café da manhã.

- Aqui está senhora – falou a elfa colocando a bandeja na cama.
- Você fará qualquer coisa que eu mandar elfa?
- Judy só serve aqueles de sangue Malfoy, só aos meus senhores.
- Mas o seu senhor mandou que você me servisse como eu desejasse, portando não pode desobedece-lo. Se eu desejar, você deve fazer. – disse ela com autoridade.
- Mas... Ele não... – guaguejou a elfa tentando procurar um argumento e depois se convencendo ao receber um olhar rígido de Pansy – Sim senhora, está certa, irei fazer o que desejar.
- Eu adoro essa realeza! – disse Pansy sorridente escolhendo um croissant da bandeja.

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"Look at this stuff
Olhe essas coisas
Isn't it neat?
Isso não é elegante?
Wouldn't you think my collection's complete?
Você não pensaria que minha coleção está completa?
Wouldn't you think I'm the girl
Você não pensaria que eu sou a garota
The girl who has ev'rything?
A garota que tem tudo?
Look at this trove
Olhe essas coisas
Treasures untold
Tesouros secretos
How many wonders can one cavern hold?
Quantas dúvidas uma caverna pode segurar?
Lookin' around here you'd think
Olhando ao redor você pensa
Sure
Com certeza
She's got everything
Ela tem tudo"
Part of Your World – Jessica Simpson

Elizabeth revirava o baú em frente a sua cama, era Sábado e ela podia escolher uma roupa mais confortável para ficar na Sala Comunal. A loira pretendia escolher uma roupa em silêncio e ir tomar um banho mas, como sempre, suas amigas de quarto pareciam ter instalado um alarme no baú. Logo todas fofocavam animadas ao seu redor espalhando seus pertences por todo o quarto:

- Esse vestido rosa é realmente lindo Elly!
- Nossa isso é seda francesa?
- Onde conseguiu esses brincos Eliza?
- Se eu fosse você colocava aquela blusa azul bordada!
- Gente olha o decote dessa blusa!
- Me empresta essa saia vermelha?
- Vou experimentar essa sandália tá?

A menina não se importava que mexessem em suas coisas, já estava acostumada, na verdade sabia muito bem que possuia mais do que o necessário, chegara com um malão em Hogwarts e já estava com o triplo dos pertences, pois fazia muitos pedidos pelo correio e recebia muitos presentes de seu pai.

Mas nada daquilo conseguia anima-la, havia dias em que estava muito triste com todos os problemas que seus pais vinham enfrentando mas na noite anterior ela tinha ganho um motivo para sorrir. Elizabeth não havia contado para ninguém sobre o que acontecera na Torre de Astronomia e tudo parecia realmente inacreditável.

Ela havia passado a maior parte da madrugada pensando em tudo que ocorrera, ela tinha beijado James Potter e tinha sido bom, tinha sido muito bom. Elizabeth não conseguia entender porque ele tinha escondido aqueles sentimentos. Será que ele já gostava dela há muito tempo? Ela mesma estava incerta sobre o que estava sentindo, ao mesmo tempo que seu coração pedia a presença dele algo martelava na sua cabeça de que aquilo não era nada certo.

Depois do banho a menina vestiu um vestido lilás e saiu para a Sala Comunal, tinha decidido não ir tomar café, estava com medo de encarar James, não saberia como reagir. O que será que ele faria? Será que iria ignora-la? Trata-la como antes? A pegar nos braços e lhe tascar um beijo no meio do salão principal? Ela preferia só imaginar e não se arriscar.

Ela sentou-se numa poltrona, cruzou as pernas e começou a ler um capítulo de seu livro de Transfiguração, um sextanista moreno que ela não sabia o nome se sentou perto dela com um prato de torradas.

- Bom dia Malfoy – disse ele.
- Bom dia, as torradas estão boas? – perguntou ela com interesse.
- Ah sim, quer uma?
- Claro – disse a menina pegando uma e comendo em mordidas pequenas.

O estudante parecia hipnotizado com a visão dela, a menina olhou fixamente nos olhos deles e passou a mão de leve no cabelo, sua mãe vivia a aconselhando para que não aproveitasse sua parte veela, mas as coisas eram tão mais fáceis assim:

- Estão uma delícia mesmo, se eu não estivesse tão ocupada iria pegar umas pra mim.
- Po-pode ficar com o resto, eu já comi demais – falou ele estendendo o prato de torradas para ela.
- Obrigada! – disse ela satisfeita, não seria muito difícil se esconder ali o resto do dia afinal.

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A viagem até o Ministério tinha sido muito divertida, o dia estava ótimo para voar e Harry tornava isso ainda mais agradável. Os dois foram conversando sobre várias coisas, Gina sentia-se de volta a sala comunal da Grifinória onde eles costumavam discutir sobre quadribol e implicar com Rony.

Quando aterrisaram em frente aos portões da entrada bruxa do Ministério a ruiva olhou apreensiva para seu vestido preto, parecia um pouco amassado mas ainda sim formal. Ela estava muito nervosa, respirou fundo e caminhou em direção as portas giratórias, não queria pensar no que ia fazer, não queria desistir. Harry caminhava silencioso ao seu lado, como se desconfiasse das intenções dela.

O balcão de identificação estava cheio e eles demoraram alguns minutos para conseguirem um crachá, Harry ficou realmente tenso ao ouvir Gina dizendo a mulher que queria ir até a sala do Sr. Malfoy. A ruiva logo percebeu o que passava pela cabeça de Harry e falou enquanto eles seguiam em direção aos elevadores:

- Vim pedir o divórcio.
- Sério? – perguntou ele surpreso encarando ela.
- Sim.
- Você tem certeza?
- Bom, eu terei, assim que eu o ver – disse ela sem olhar para os olhos verdes.
- Gina, eu queria te dizer uma coisa – falou Harry quando eles pararam em frente ao elevador que esperavam chegar.
- O que? – perguntou ela curiosa.
- Não se sinta pressionada, faça o que o seu coração mandar, o importante é que você seja feliz. Se achar que tem que voltar, volte. Não ligue pro que vão dizer ou pensar – falou ele sincero.
- Ah Harry, obrigado mesmo! – disse a ruiva abraçando ele – Você sempre diz a coisa cer..
- Ora, ora, que cena mais linda! – disse uma voz feminina embargada de ironia.

N/A: Quem quiser ver a cena de onde eu me inspirei: www ponto paixao underline inesperada ponto blogger ponto com ponto br/cenahg.jpg

Gina virou o rosto sem soltar Harry, a porta do elevador havia aberto, a voz tinha vindo de uma mulher morena com vestes extremamente apertadas, seu cabelo era liso e cai quase até a cintura, que por sinal era o lugar onde a mão de alguem estava repousando. Esse alguém tinha o cabelo muito loiro e seus olhos ao encarar a ruiva fizeram com que ela estremecesse.

- Bom dia – disse Draco sem demonstrar qualquer expressão.
- Bom dia, eu precisava mesmo falar com você – disse a ruiva corando intensamente.
- Te vejo mais tarde Ginny – disse Harry se soltando dela e entrando em outro elevador que acabara de chegar.
- Ótimo, então entre, estávamos indo para a minha sala mesmo – falou Draco de maneira educada segurando a porta do elevador pra ela.
- Gina entrou no elevador ainda extremamente envergonhada, Draco porém permanecia segurando a cintura da morena e não parecia nem um pouco embaraçado com a situação.
- Acho que deve se recordar de Pansy Parkison – falou ele sorridente.
- Ah, sim – balbuciou ela aturdida, a ex-namorada de Draco parecia extremamente transformada, algo dentro da ruiva despedaçava, eles estavam juntos.

Para alívio de Gina o elevador parou e eles puderam sair, Pansy foi na frente e sentou-se numa mesa próxima a janela, Draco caminhou até a porta de sua sala e entrou nela seguido por Gina.

- Sente-se por favor – falou ele indicando a cadeira.
- A ruiva se sentou e embora a cadeira fosse super acolchoada ela se sentia extremamente desconfortável.
- Quer algo para beber? – perguntou ele sentando-se na cadeira de sua mesa.
- Draco, pare de me tratar como uma visita estranha – disse ela desesperada.
- Mas isso é o que você é pra mim agora, uma visita, desconhecida e desagradável – disse ele friamente.
- A sensação de algo despedaçando voltou com mais intensidade ao peito dela.
- Ela tinha amado aquele homem, largado tudo por ele, tinham uma filha juntos e ouvir aquelas palavras dele doía muito. Ele havia cruzado os braços sobre o peito, alguns fios loiros estavam na frente de seus olhos, o olhar vazio e cruel.
- Se você pensa que me agrada estar aqui está muito enganado – falou ela sem poder formular algo mais inteligente.
- Há que veio então?
- Ia mandar uma coruja, mas acho que esses assuntos se ressolvem mais facilmente quando são cara-a-cara – disse ela procurando palavras – Eu quero que a nossa separação seja oficial, sabe? Divórcio.
- Só isso? Não há nada para ser resolvido então, eu já encaminhei o pedido há três dias para a seção, daqui há alguns dias você receberá uma carta para a audiência – mentiu ele para supreende-la.
- Já encaminhou? – perguntou ela surpresa e se recompondo logo em seguida – Melhor assim, né?
- Claro. Não sabia que você e Potter precisavam disso com tanta pressa – falou ele a instigando.
- Eu e Harry não temos nada, somos só amigos – falou ela rapidamente sem pensar – E se tivessemos, você não tem nada haver com isso!
- Que frasezinha de maternal, acho que você está passando tempo demais com aquelas criancinhas – disse ele debochado.
- Se você vai continuar me ofendendo eu já estou indo – disse ela se levantando.
- Não! Espera, me conte da Elizabeth – disse ele e Gina pode ver o carinho nos olhos dele.
- Ela está muito bem, gosta muito do colégio e da casa. É uma boa aluna mas ontem mesmo estava cumprindo uma detenção.
- Detenção?
- Brigou com o James na sala, ela provocou ele e ele tacou fogo na barra das vestes dela.
- Fogo? Eu vou matar aquele pivete mestiço! Podre, podre como o pai dele! – disse Draco batendo os punhos na mesa.
- Briga de crianças Draco, deixa eles – disse ela rindo da reação dele.
- Eu gostaria de ir vê-la, – disse ele se levantando e parando próximo da ruiva.
- Então vá. Apesar de você me receber como uma visita desagradável, você será sempre bem vindo, não esqueci que você é o pai dela e que já foi alguém importante pra mim – ela se inclinou sobre ele e beijou-o na bochecha – Se cuida.

Antes que ele pudesse dizer algo debochado ou que magoasse Gina ela já estava do lado de fora, passou como um furacão pelo corredor, mas tinha certeza de que Pansy tinha visto as lágrimas que desciam sem controle pelo seu rosto. Sentia-se frágil e sozinha, havia sido mais difícil do que ela pensava. Draco já tinha esquecido ela, era apenas uma visita desagradável.

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"Because of you
Por causa de você
I am afraid
Eu estou com medo
I lose my way
Eu perdi meu caminho
And it's not too long before you point it out
E não não levará muito tempo até você apontar isso
I cannot cry
Eu não posso chorar
Because I know that's weakness in your eyes
Porque eu sei que isso é fraqueza nos seus olhos
I'm forced to fake a smile, a laugh
Eu sou forçada a fingir um sorriso, uma risada
Every day of my life
Todos os dias da minha vida
My heart can't possibly break
Meu coração não pode quebrar
When it wasn't even whole to start with
Quando não estava igualmente inteiro para começar"
Because of You - Kelly Clarkson

A pele de Draco parecia arder onde Gina o havia beijado, ele encostou na porta por onde ela havia acabado de sair e suspirou. Ele não devia ter dado oportunidade para que ela saísse bem assim. Ela tinha que pagar por tudo que havia feito, tinha que pagar por Ter abandonado ele, destruído sua família.

Suas entranhas reviravam de ódio ao se lembrar o motivo pelo qual ela tinha estado ali, ela queria o divórcio! E não importava o que ela disesse sobre Potter, ele sabia que o cicatriz não desistiria dela.

Draco não tinha imaginado que a visão dela o incomodaria tanto, ele se segurava para não chorar, porque estava se sentindo tão mal? Não era isso que ele queria? Dar o troco nela! Ele deveria estar feliz, sorria Draco, sorria.

Inventar que havia pedido o divórcio foi o melhor a ser feito sem dúvida, agora ela poderia ter uma imagem de que ele estava muito feliz e satisfeito sem ela, quem sabe ela talvez pense que ele e Pansy estejam juntos? Desde que ela não percebesse seus verdadeiros sentimentos, desde que ela não percebesse como ele sentia perdido e vazio sem ela, tudo ficaria bem.

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James procurava em vão pelos cabelos loiros na mesa da Sonserina, a mesma cena do café se repetia, já era hora do almoço e nenhum sinal de Elizabeth. A hipótese de que a menina estava evitando ele nem passava pela sua cabeça, na realidade ele pensava que algo poderia ter acontecido com ela.

- Alguém reparou que a Eliza não deu as caras? – perguntou Mike.
- Nem no café? – perguntou Mandy achando que era mais uma das observações sem sentido que seu irmão fazia sobre a prima.
- Nem no café – disseram Mike e James ao mesmo tempo.
- Mas o que é isso? Tão perseguindo a menina? – riu a ruiva ao ver o interesse dos dois.
- Não! – disse Mike rápido.
- Só achei estranho, ela deveria estar lá exibindo algum presente novo – disfarçou James.

O menino resolveu ir se deixando ficar, ela não poderia ficar sem café nem almoço, uma hora ia Ter que aparecer. O salão foi esvaziando até que só sobrara ele e um estudante da Corvinal que rabiscava um pergaminho. James olhou para seu prato e resolveu que era melhor comer mais alguma coisa, com o nervosismo nem tinha se alimentado direito. Mas, quando ele esticou o braço para se servir a comida desapareceu, os elfos haviam recolhido.

- Droga! – reclamou ele e se levantou caminhando em direção a cozinha.

Quando chegou lá foi recebido com alegria e logo estava confortavelmente sentado com suas comidas preferidas diante dele. James comeu rindo com os exageros dos elfos e estava quase na última garfada quando o retrato de acesso a cozinha se abriu e por ele entrou uma linda garota loira.

- Um prato de sopa! Nada muito calóri... – Elizabeth Malfoy se surpreendeu ao ver a última pessoa que ela esperava.
- Almoçando tarde hein – falou ele sem graça, queria muito encontrar com ela mas, não daquela maneira repentina.
- Você também pelo visto – disse ela recebendo o prato fumegante e sentando-se ao lado dele.
- Mas eu vim para o café – falou James tentando descobrir porque ela não aparecera.
- Andou seguindo meus passos Potter?
- Seus primos ficaram preocupados, o Mike fal..

A colher que Elizabeth segurava caiu de sua mão fazendo com que a sopa respingasse pela mesa, quando ela tentou pegar o guardanapo para limpar, sua mão esbarrou na jarra de suco.

James limpou a sujeira com um feitiço e olhou para a menina esperando encontra-la ruborizada, afinal ela estava derrubando as coisas porque estava sem jeito, mas ela parecia longe disso. Tinha um ar irritado, mas seus olhos pareciam meio fora de foco:

- Eu tenho que ir – disse ela se levantando e deixando o prato de sopa para trás.
- Espera! Você não preci.. Você está be.. – disse ele, mas desistiu, ela já tinha saído pelo retrato.

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Harry Potter olhava apreensivo para o teto de seu quarto, a noite já havia caído e ele tinha acabado de retornar da Floresta Proibida. Depois de conseguir a autorização no Ministério, ele voltara voando sozinho para Hogwarts. Ele sabia que depois de resolver seus assuntos com Draco seria fácil para Gina aparatar nos portões do colégio, mas o estava incomodando era o resultado daquelas situações.

Malfoy estava acompanhado de alguem que não parecia incomum para ele, será que eram namorados? Será que ele tinha concordado com o divóricio? Será que eles tinham reatado? Para não pensar nessas questões ele resolveu ir capturar logo o animal que utilizaria na aula.

A criatura tinha um corpo gorducho de mais de 1 metro de comprimento coberto por uma carapaça preta. Suas grandes presas eram amareladas e arrastavam-se pelo chão deixando um marco característico na terra. Além disso os Berkos como eram chamados, possuiam unhas afiadíssimas nas quatro patas.

O animal já descansava numa larga jaula na sala de Harry mas o professor era incapaz de dormir, as unhas afiadas do Berko haviam aberto um profundo corte no abdomen dele. Embora estivesse incomodando bastante ele não queria ir até a enfermaria, não queria ter que encontrar Gina e ouvir que ela e Draco haviam voltado. Na verdade embora ele tivesse ficado super feliz de fazer Malfoy vê-lo abraçada com Gina, Harry admitia que tinha sido tudo bastante constrangedor, mais ainda se eles estivessem juntos agora.

Esatava começando a reconsiderar a hipótese de ir a enfermaria apenas para ter certeza de que ela e Malfoy ainda estavam separados quando a porta se escancarou e uma furiosa Gina entrou pela porta:

- Você ficou maluco? – falou ela com as mãos na cintura numa perfeita imitação de Molly Weasley.
- O que eu fiz? – perguntou Harry assustado sem se levantar, a barriga doía.
- Caçar um Berko! Sozinho! Então era pra isso que queria autorização? Não sabe como eles são traiçoeiros! Encontrei o zelador no corredor, imagina, ele me falou: "Potter acabou de passar aqui, a blusa cheia de sangue algo haver com um Berko..." Corro pra enfermeria e você não está lá! Eu morta de preocupação e você aqui!
- Eu sei me cuidar Ginny – disse ele sem conter um sorriso ao ver a preocupação dela.
- Você sabe que aquelas unhas podem matar alguém em poucos segundos! Porque você não foi pra enfermaria? – disse ela ainda com raiva.
- Eu estou bem vivo, pode deixar. Você está ficando parecida com a sua mãe, sabia? – falou ele rindo.
- Não tem graça – disse ela, mas a voz já se abrandara, ela sentou-se ao lado dele na cama e puxou o lençol que cobria ele – Deixa eu ver esse corte.
- Olha realmente não precisa – disse Harry constrangido colocando as mãos por cima da camisa de botões que ele vestia, ele não queria que ela o tocasse, sabia o que isso traria nele.
- Para de bobeira. Está com vergonha de que? Eu te vejo sem camisa desde os onze anos ou esqueceu que você passava os verões lá na Toca? – disse ela afastando as mãos dele.

A ruiva abriu os botões da blusa dele com cuidado, podia ver o peito dele subindo e descendo, parecia nervoso. Quando ela terminou e abriu a blusa teve um leve choque, ela tinha acabado de mencionar Harry criança sem camisa na Toca e esquecera como ele ficou sem camisa mais tarde quando os dois estavam a sós na Sala Precisa. A pele parecia tão familiar, os contornos eram os mesmo.

- Não precisa fazer essa cara de espanto, o corte não pode estar tão mal assim – disse Harry interpretando de maneira errada o rosto dela.
- Nada que eu não resolva – disse ela tirando a varinha do bolso e mirando no corte profundo que cruzava o abdômen dele.

Harry fechou os olhos, odiava esses feitiços, talvez trauma dos seus atendimentos pós-quadribol. A região do corte ficou aquecida e depois a dor se foi. Uma sensação agradável começou a se espalhar pela barriga dele. Aquele feitiço não era tão ruim assim afinal, pensou ele antes de abrir os olhos e ver que o feitiço já tinha acabado, era Gina que passava a ponta dos dedos carinhosamente pela barriga dele.

Os dois ficaram calados, ele a encarava surpreso, ambos não parava de recordar momentos antigos, a cena parecia tão familiar.

- Está doendo ainda? – perguntou ela quebrando o gelo.
- Não mais – disse ele e se arrependeu logo em seguida porque ela retirou as mãos dele – Acho que vou lá fora capturar outro Berko.
- Não seja bobo – disse ela rindo.
- Gina, você... pensa na gente, as vezes.. como era antigamente – disse ele sem jeito sentando na cama.
- Claro – falou ela que deitou para evitar a proximidade – Eu sinto saudades as vezes.
- Eu sempre sinto – falou ele sem encara-la – Eu sei que você fez uma escolha, mas eu te amava muito.
- Eu sei, eu também te amei.

Harry respirou fundo e se virou pra ela, estava linda, ele quase perdeu novamente o rumo das palavras mas se esforçou:

- Eu te amei muito Gina e você sabe que eu ainda te amo. Que eu não consigo te esquecer, agora com toda essa situação eu nem sei o que pensar. Vocês voltaram?
- Não, você disse que eu fiz uma escolha, essa escolha foi um erro – disse ela deixando que as lágrimas se formassem nos seus olhos – Draco foi um erro.
- Eu não te culpo. Também não quero te ver assim – disse ele abaixando o corpo em direção ao dela – Gina, você me daria uma chance? Eu te faria esquece-lo eu juro, ninguém jamais vai te amar como eu te amo.
- Harry eu não...
- Me dê uma chance Gina! Eu só quero te fazer feliz, uma chance é tudo que eu peço, pelo nosso passado, por mim – disse ele os olhos verdes úmidos, cheios de amor, de paixão.

Gina parecia paralizada, um misto de emoções tomava conta dela. Ela estava decepcionada com Draco, a dor parecia não ter fim. Harry como sempre estava ao lado dela para ampara-la, ela reconhecia o quanto ele gostava dela, mas não sabia dizer o que sentia por ele. Sentia-se tão só, seria tão simples se ela voltasse a ser aquela menina de quinze anos, seria maravilhoso se Harry pudesse abraça-la em frente a lareira da sala comunal e levar os problemas embora.

Ela o puxou para si, o abraço dele era quente, ela estava segura de novo. Ele falava algo no ouvido dela que ela mal podia destinguir. Harry se afastou um pouco, eles já não choravam mais. Ele aproximou os lábios da boca dela, temia a reação dela, mas ele havia esperado tanto por aquele momento, por anos tudo o que desejou era estar com ela novamente.

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Elizabeth escovava os dentes mal humorada, seu dia tinha sido péssimo, fugira tanto de James e o encontrou na pior das situações, tinha provavelmente parecido uma boba apaixonada. Ela não queria que ele pensasse que ele a envolvera tanto assim. Mas a verdade, é que ela não havia derrubado as coisas por nervosismo, ela estava se sentindo tonta durante todo o dia e às vezes sua visão até mesmo saia de foco.

Provavelmente era estresse, ela prometeu a si mesma de que se não melhorasse iria procurar a mãe no dia seguinte. Quando acabou de escovar os dentes encarou o espelho, aquele que sempre lhe fazia elogios, mas ela não gostava dele. Ele a fazia criar uma imagem falsa dela mesma, ela não era só uma menina parte-veela, havia muito mais sobre ela que ele não demonstrava.

A raiva crescia dentro de Elizabeth, ela odiava sua imagem, não ela não se achava feia, muito pelo contrário, o fato de ser tão bonita é que lhe trazia tantos problemas. Suas amigas só ligavam pro seu dinheiro e influência, os garotos só conseguiam enchergar sua beleza, mas será que só a sua família era capaz de vê-la? Enxergar quem ela é por trás de tudo aquilo?

Será que nunca alguém se interessaria pelo que ela era de verdade? Pensou em James, provavelmente ele só a achava bonita, não tinha conseguido resistir ao seu encanto veela naquela noite. Por isso talvez em outras situações ele a tratava mal, talvez não gostasse dela por quem ela era, talvez ninguém nunca gostasse.

Sem pensar duas vezes ela tirou o espelho da parede e o jogou no chão, milhares de pedaços se espalharam pelo banheiro, ela se abaixou, não tinha dado certo, ainda podia se ver fragmentada. A menina esticou a mão para tocar a própria imagem, mas tinha escolhido um pedaço afiado e uma pequena linha de sangue se formou na sua mão. Ela não se importou, na verdade ela nem teve tempo de pensar sobre isso, sua visão escureceu e ela desmaiou não antes de ser encarada por seu reflexo no chão.

"I've been looking in the mirror for so long,
Eu tenho olhado no espelho por tanto tempo,
That I've come to believe my soul's on the other side
Que eu passei a acreditar que a minha alma estava do outro lado
All the little pieces falling, shattered
Todos esses pequenos pedaços caindo, quebrados
Shards of me too sharp
Pedaços de mim, muito afiados
To put back together.
Para serem colocados juntos de novo
Too small to matter,
Muito pequenos pra importar,
But big enough to cut me
Mas grandes o bastante pra me cortar
In to so many little pieces
Em tantos pequenos pedaços
And if I try to touch her
E se eu tentar toca-la

And I bleed. I bleed.
E eu sangro. Eu sangro.
And I breathe. I breathe, no more
E eu respiro. Eu respiro, não mais

Lie to me convince me that I've been sick forever
Minta pra mim, me convença de que eu estive doente desde sempre
And all of this will make sense when I get better
E tudo isso vai fazer sentido quando eu ficar melhor
But I know the difference between myself and my reflection
Mas eu sei a diferença entre eu mesma e meu reflexo
I just can't help but to wonder which of us do you love
Eu só não consigo entender quem de nós você ama"
Breathe No More - Evanescence

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Pansy olhava firme para a elfa doméstica, ela era tão lenta! Sabia que não tinham muito tempo, logo Draco chegaria do escritório, mas não teriam outra oportunidade como aquela. Ela admirou-se com sua própria inteligência, adorava ter pertencido a Sonserina.

- Terminou? Ótimo, agora vamos embora – disse ela para a elfa e saiu caminhando para o quarto de hóspedes que dormira na noite anterior Draco nunca desconfiaria de que ela estava apenas o esperando para uma surpresinha carinhosa.

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N/A: Desculpaaaaaaa! Desculpa gente! Eu fiquei muitoooo tempo sem atualizar, eu sei. Mas é que eu estava sem computador, pifou total aqui, e só pude voltar quando ganhei outro. Até aí tudo bem, mas quando ganhei esse outro a minha inspiração sumiu totalmente e eu não consegui continuar a história. Então resolvi escrevir um capítulo bem grandinho (isso vocês não pode reclamar, né). Estou escrevendo um outra fic tb, quando terminar essa vou começar a colocar ela no ar, também é DG mas é bem diferente.. Enfim, vamosao capítulo.. Quem acha o Draco idiota põe o dedo aqui! Quem acha que a filha dele herdou o retardo mental também? Huahua.. Ok, eu mesmo escrevo e eu mesmo fico espantada de como os personagens são idiotas mas fazer o que? Ah sim, mais uma vez eu repito essa fic é pra ser DG, então não fiquem desesperados... No próximo capítulo talvez mais um pouco de Pansy e seu plano (ok, eu digo isso sempre e sempre enrolo, mas eu to esperando o momento certo heheheh). Eu estava pensando aqui também, eu sou meio desleixada escrevendo, isso atrapalha? Vocês acham que eu preciso de uma Beta? Fora isso, desculpa mais uma vez! E deixem reviews com seus e-mails pra eu avisar da atualização, ok?

D-E-I-X-E-M---R-E-V-I-E-W-S---!