Aqui vai a segunda parte desta fic. Não tenho talento ou experiência para escrever lemons, mas vou tentar dar o meu melhor e espero que vocês gostem. 3, 2, 1... LET IT RIP!

Um intruso em minha cama

Lemon Version

Parte 2

Os olhos dele brilham na escuridão do quarto. Eu tento decifrar a mensagem impressa neles. Não consigo. Meu próprio nervosismo impede que eu o faça. Sim, estou nervoso. Mas procuro demonstrar o máximo de frieza e calma. Quero intimidá-lo. Ensiná-lo a não brincar comigo. Tenho vontade de possuí-lo, apenas para humilhá-lo. Mas hesito bastante. Ele parece tão inofensivo e indefeso assim, preso sob todo o poder das minhas mãos fortes...

Não me refreio mais. Tomo os lábios dele vorazmente, e abandono o peso do meu corpo sobre o dele. Ah, como é bom sorver todo o calor dele, como é bom sentir a pele macia roçando na minha! Sem abrir os olhos, exploro todo o rosto dele com a boca, vou descendo para o pescoço, sentindo as artérias e veias pulsando freneticamente, o sangue ardendo dentro delas... Minha língua encontra um mamilo rosado, e eu começo a mordiscá-lo... Tyson se remexe, geme, sussurra alguma coisa que eu não entendo.

Nossos corpos úmidos banhados pelo luar que entra carinhosamente pela janela aberta, nós dois assim, banhados de luar, banhados pela lua grande e prateada da Itália... E de repente não há mais Sr.Voltaire, nem embrulhos coloridos, nem abadias, nem beyblades, nem Blade Breakers, nem campeonatos... Apenas Kai e Tyson, eu e ele... e o luar entrando pela janela junto com o vento frio...

Minha mão direita escorrega pelo peito moreno e suado, enquanto minha boca continua sugando o mamilo intumescido. Meus dedos acariciam agora seu ventre, e eu não demoro muito para sentir o volume no meio de suas pernas, coberto pelo algodão fino do calção. Começo a tocá-lo e Tyson estremece. Abandono o mamilo e rasgo o tecido da bermuda com os dentes, arrancando os fiapos que sobram com violência. Ele agarra os cabelos da minha nuca e dirige o meu rosto ao seu membro excitado. Eu obedeço. Minha língua passeia por ele em movimentos circulares, até que eu o coloco dentro da minha boca. Tyson geme alto. Eu continuo num ritmo forte, como se o estivesse castigando com o prazer... Ele não agüenta mais e o líquido quente desce pela minha garganta. Hum... O fluxo me sufoca e eu tiro a boca. O sêmen escorre pelo meu peito musculoso, e eu fico pensando que sensação ele deve ter tido com esta imagem, iluminada pela lua.

Ergo os dedos médio e indicador para ele, que começa a sugá-los e umedecê-los avidamente. Sei que já é suficiente, mas está tão bom... Com um acesso de força de vontade, tiro os dedos. Levanto o quadril dele e faço com que um dos meus dedos umedecidos se introduza no seu anel, com todo o cuidado, porque não quero machucá-lo.

Ao perceber que a resistência diminuindo, coloco o outro dedo, traçando o caminho que quero fazer dentro dele. Ele está com os olhos fechados e com as costas arqueadas, apenas sentindo. Termino a operação.

Tiro minhas próprias roupas vagarosamente, para torturá-lo. Tyson me olha de um jeito suplicante, que me desarma. Devagar, penetro dentro dele, sentindo meu membro ser esmagado pelo anel... e como isso é bom... Dou estocadas suaves, sutis.

- O que você está esperando? - a voz fraca e rouca dele me surpreende.

Tenho vontade de rir ao ver que ele não se importa com a dor.

- Você gosta... não gosta?

- Muito...

Começo a me mexer dentro dele. Ouço alguém gemendo, e logo percebo que não é o Tyson: reconheço a voz forte como sendo a minha própria, e sinto meu corpo se contorcer em espasmos de prazer. Eu estou estranhamente leve, e parece que estou desmanchando, derretendo. O líquido escorre, esbranquiçado e quente. Da minha garganta se desprende um rugido alto, quase animal. Tyson se move freneticamente sob meu peso, atingindo também o seu gozo. E assim, o ritmo diminui, e eu me abandono sobre ele, a sensação boa se espalhando pela minha espinha...

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Abro os olhos devagar. Ainda esté escuro. A grande lua cheia e prateada agora está coberta pelas nuvens de uma nova chuva. Com susto, percebo que adormeci sobre alguém. O corpo adormecido de Tyson está graciosamente esparramado na cama velha. Há dobras e marcas na pele do abdome, devido ao peso que suportaram. Amaldiçôo-me por ter sido tão descuidado. O cheiro de alcóol exalado por ele ainda está forte. Levanto e testo a lâmpada. Nada. Fico um instante sem saber o que fazer, mas logo decido ir tomar uma ducha. Vou ao banheiro imundo e ligo o chuveiro, que me presenteia com água gelada. Saio do banho e precebo que Tyson também precisa de um. Acordo-o. Olhinhos vermelhos se remexem sob as pálpebras pesadas. Ele está exausto. E logo vejo que ainda está embriagado. Dou a ordem para ele de forma carinhosa, e me obedece sem falar nada. Depois de um tempo ele volta, vestido com um outro calção que deve ter ido buscar em seu quarto, inconscientemente. Ele deita novamente na cama, e adormece logo em seguida. Fico admirando aquele garoto do qual eu aprendi a gostar, mesmo que ainda negue. Acaricio seu rosto com ternura, ergo-o em meus braços e o levo para sua própria cama. Ray, Max e Chief estão jogados no chão da sala, e eu pouco me importo se estão dormindo ou se desmaiaram com alguma intoxicação, de tanto beber.

Coloco Tyson na cama e protejo seu corpo do frio com os lençóis finos. Deposito um beijo em sua testa e vou para o meu quarto, em silêncio.

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E DE MANHÃ...

Tyson acorda com um gosto horrível na boca e uma dor de cabeça miserável. Imagens esparsas de uma festa se confundem em sua mente, e ele se pergunta como conseguiu chegar até a cama. Apesar da cefaléia, sentia uma agradável sensação pelo seu corpo todo. Levantou e viu Ray, Max e Chief dormindo no chão da sala. Como estava com muita fome, correu até a cozinha, onde encontrou Kai tomando seu café-da-manhã tranqüilamente. Tyson notou que o companheiro de equipe irradiava felicidade, e era a primeira vez que o via assim.

- Kai...

- O que foi? - o outro perguntou sorrindo.

- Você está se sentindo bem?

- E por que não estaria?

- É que você tá estranho...

- Impressão sua.

Kai se ergueu da cadeira sorrindo e saiu. Tyson preparou um copo de leite e falou de si para si:

- Eu, hein... Que sujeito mais estranho... Será que aconteceu algo a ele esta noite? Eu, hein...

FIM

E aí, pessoal? Por favor, escrevam reviews, já que eu não tive coragem de ler este negócio. Ah! E desculpem a demora! É que eu andei muito ocupada ultimamente (passei por crises sentimentais graves também), e por isso fiquei sem tempo para o meu PC.

Abraços da fic-writer que muito vos ama.