Capítulo IV
Des União
Objetos quebrados, chamas, feixes de luzes coloridos cortando o ar. Eles estavam sendo atacados.
Mas como? Como a Ordem conseguira entrar? Como souberam que estariam lá naquela noite?
Não havia tempo para raciocinar as respostas.
Precisava se salvar.
Ajudar Narcisa.
Onde estaria Narcisa?
Ele entrou na mansão, correndo. A escuridão tomava conta do lugar. O barulho de luta vinha de todos os lados. Duvidava que alguém conseguisse saber se estava duelando com o inimigo ou com um aliado naquela confusão.
Mas nada disso importava. Ele tinha que encontrá-la, tirá-la de lá. Ela e a outra prima, se possível.
Reconheceu os cabelos reluzentes atravessando um dos corredores, foi atrás. A interceptou antes de chegar à biblioteca.
"Onde ela está?" gritou, prensando-a contra a parede.
A mulher o encarou com os olhos banhados em lágrimas, soluçou.
"Onde ela está, Narcisa?!"
"Está morta... Mataram ela..."
Não era verdade. Não podia ser verdade... Deus, ou seja lá quem comandasse a desafortunada vida que ele possuía não podia ser uma pessoa tão ruim a ponto de tirar-lhe, um a um, tudo que de bom havia nos seus dias. Primeiro os amigos, depois a liberdade... A vida, mesmo que por um curto espaço de tempo e agora, ela.
Ele balançou a loira efusivamente.
"Onde? Onde está o corpo, Narcisa? Fala!"
Ela só foi capaz de apontar escada acima, a qual ele subiu em segundos. Abateu duas ou três pessoas no caminho, sem saber (ou se importar) com quem seriam.
E, quando alcançou o topo da escadaria, a imagem do corpo inerte, envolto nas vestes pretas foi a única coisa que vira.
Correu para junto dela, mas não havia mais o que fazer. O pulso já não existia, o coração permanecia imóvel. Ela não acordava, não importasse o quão alto Sirius gritasse.
Segurou fortemente a palma da mão onde a cruz que o salvara tinha a réplica esculpida. Olhou para o crucifixo pendurado em seu peito. Segurou-o fortemente e com um puxão, o arrancou do pescoço, jogando-o fora depois.
Ele não servia para mais nada... Ela tinha partido. Não havia por que se proteger do mesmo fim.
Abriu a boca, para dizer que a amava, mas, como esperava que acontecesse no meio daquele caos, foi atingido. Pelas costas.
Seu corpo caiu inerte sobre o dela, as mãos de ambos ainda enlaçadas.
Talvez aquele fim fosse o melhor, mesmo.
Do que valia viver em um mundo onde não podiam permanecer da forma como morreram...
Juntos.
FIM
N/A: Quero deixar bem claro que eu ODIEI esse final... Mas não tive outra opção, a fic simplesmente evoluiu para isso. Eu não acredito que escrevi algo onde o Sirius ressuscita para matá-lo depois... Ninguém merece. Mas sem a Bella a vida dele não teria graça mesmo, e o cara já sofreu bastante na minha concepção.
E que eu só estou inscrevendo essa porcaria com final triste nesse challenge porque a Doom me matava se eu não mandasse nada.
Odeio finais tristes... Argh!
Nati M. Black (Beta) escreveu:
N/B: Bem, fazer comentários e notas não é o meu forte mas, vamos lá! Mira, eu gostei bastante da tua fic e gramaticalmente falando, não encontrei muitos erros. Coisinhas simples de acentuação, pontuação, nada que fosse muito grave.
But, eu preciso falar de algumas coisas da tua fic que me chamaram bastante a atenção: a humanidade da Bella, tu fez uma Bellatrix mais humana, menos insana, e tudo isso sem deixar ela OOC, gostei bastante disso. A "ressurreição" do Sirius ter sido convincente, não uma coisa que acontece do nada, sem bons motivos.
Outra, A relação Bella/Sirius, que normalmente é retratada com obsessão, aqui não passava de amor, mas sem deixar nada meloso ou forçado demais. HAHA, e, sobre o final, eu gosto de finais tristes então...
Mas, a fic não ficou uma porcaria, não. Eu gostei dela como leitora e como beta D
