DisclaimerInuYasha não me pertence. Talvez se ele fosse meu eu não estaria aqui, nesse computador filho de uma placa-mãe desnaturada.

Advertência – Esse capítulo contém cenas impróprias para menores de 18 anos.

Ardente Paixão

Capítulo 2

Após as duas horas da tarde, Kagome já se sentia muito bem. Se soubesse que champanhe era um antidepressivo tão eficiente, teria bebido antes.

Depois da terceira taça, tudo ficou melhor. O humor, a música e até os homens se tornaram mais agradáveis. Tomara quase uma garrafa quando Miroku, um conquistador que nunca lhe chamara atenção, passou a ter alguns atrativos. Conversaram por quase meia hora, e foi quando Kagome percebeu que InuYasha a observava.

Em pé, com um grupo de funcionários do departamento de marketing junto ao bufê, InuYasha segurava um copo de cerveja em uma das mãos e um pedaço de bolo na outra.

O olhar sério do patrão lhe constrangeu. InuYasha não era seu protetor ou guardião. Kagome tinha o direito de se divertir quando quisesse.

Talvez ele estivesse pensando que ela estava fazendo alguma coisa errada, diferente das outras mulheres solteiras que flertavam e se divertiam.

Quando Miroku convidou Kagome para dançar, ela não hesitou. Colocou a taça vazia sobre o tampo, deu a mão para ele e segui-o até a pista.

Foi quando a música calma deu lugar a um ritmo mais alegre e agitado, mais de acordo com o sentimento de rebeldia que a dominava, fazendo com que Kagome sorrisse para Miroku com entusiasmo e dançasse de forma muito provocante.

Kagome descobriu que podia mover-se com uma habilidade desconhecida por ela mesma. Seu corpo parecia ter uma nova vida, graça e sensualidade. Erguia os braços e os movia, seguindo o som.

A forma mais intensa que os olhos âmbares de InuYasha examinarem-na não passou despercebida por Kagome. No mesmo instante, tomou consciência de sua feminilidade. A maneira como os seios balançavam sob a blusa e o movimento sexy dos quadris fizeram-na sentir um forte calor em suas partes íntimas. Foi a experiência mais agradável que tivera. Kagome sentia-se fatal, pecadora.

Poderia ficar dançando a vida inteira, sem a menor vergonha de estar se expondo diante dos olhares masculinos. Sobretudo de um homem: o patrão. Fazer com que InuYasha a visse de modo diverso ao que estava acostumado e provoca-lo era excitante. Foi bom experimentar a sensação de ser, mesmo que por apenas algumas horas, uma mulher capaz de seduzir.

A música terminou e o dj anunciou um intervalo.

- Eu não tinha idéia de que você pudesse ser assim – murmurou Miroku.

- Assim como?

O sorriso de Miroku deixou claro o que ele queria dizer e saber o que desejava no final da festa. Isso fez com que Kagome ficasse alerta por um instante. Mas logo deixou as preocupações de lado. Era uma das vantagens de estar ligeiramente bêbada. Não precisava preocupar-se com nada. Miroku ficaria desapontado no final do dia. E daí? Não tinha problema algum. Tomou um gole e olhou de lado para ver se InuYasha ainda a observava. Não o encontrou. Não o viu em lugar algum. Ficou um pouco decepcionada.

- Vamos dançar de novo? – sugeriu Miroku.

Kagome começou a achar sem graça a idéia de dançar sem ser observada por InuYasha. De repente, perdeu todo o interesse em estar ali.

- Desculpe-me, Miroku, mas tenho outra coisa para fazer agora.

Kagome cruzou o salão improvisado na direção da mesa onde viam-se as garrafas de champanhe. Tirou uma do balde de gelo, apanhou duas taças limpas e saiu na direção dos escritórios.

Encontrou InuYasha olhando pela janela que dava vista para o gramado de frente da fábrica. O paletó cinza do terno jazia sobre o sofá, perto da gravata. Sem perceber a presença de Kagome, tirou as abotoaduras e dobrou as mangas da camisa branca.

Kagome ficou quieta, à soleira, observando-o

InuYasha era um homem muito bonito, concluiu após examiná-lo. Sempre achou isso, mas nunca tinha assumido o fato com tanta honestidade. Era outra vantagem de estar influenciada pela bebida. Rindo de si mesma , chamou seu estado de divertimento alcoólico.

- Aqui está você! – exclamou, alegre, aproximando-se dele e fechando a porta com o calcanhar.

InuYasha virou-se e franziu a testa, confuso.

- O que pensa que está fazendo, Kagome?

- Trazendo a festa até meu chefe. Hoje é um dia em que não trabalhamos por aqui. E a regra se estende a você também. Se acha que vai esconder-se naquele laboratório infernal, pode esquecer. Olhe, pegue isto!

Colocando a taça entre os dedos relutantes de InuYasha, Kagome segurou a dela com firmeza e a levou à boca para mais um gole.

- Feliz Natal, InuYasha.

- Kagome, você não está só alegre. Parece-me meio fora de si. - Kagome gargalhou.

- Estou mesmo, não estou?

- Vai Ter uma terrível ressaca amanhã.

- Vou me preocupar com isso amanhã. Agora, quero me divertir.

Uma das sobrancelhas claras de InuYasha ergueu-se , conferindo-lhe uma expressão sarcástica.

Já percebi. Lembra-se da reputação de Miroku Watson com as mulheres, não é?

Claro.

Pelo amor de Deus, Kagome, se quer se vingar de Kouga, escolha alguém um pouco mais discreto! Não gosto de imaginar que verei Miroku dizendo para todos que teve um caso com minha secretária na festa de Natal.

E acha que eu o deixaria falar tal coisa?

Não sei. – Sem conseguir evitar, fitou os cabelos longos de Kagome caídos sobre os seios. – Quando solta os cabelos, fica maravilhosa, sabia?

O ar entre eles pareceu ficar pesado, quente, aumentando uma atração mútua. Kagome podia sentir o sangue correndo mais rápido pelas veias. O coração batia disparado, e os olhos brilhavam.

- Pelo menos fiz com que percebesse que sou uma mulher, InuYasha.

- Difícil não notar.

- Gostaria de ir para a cama comigo?

Ele estava chocado, Kagome notou. E junto com o choque havia uma grande fascinação. InuYasha não conseguia deixar de fitá-la. Kagome tirou vantagem da momentânea fase, diminuiu a distancia que os separava e encostou-se nele de leve.

Kagome não se importava com a surpresa dele. Queria vê-lo com a mesma expressão do momento em que dançava com Miroku. Precisava ser desejada daquele modo, como o desejava naquele momento. Tudo o que tinha em mente era fazer InuYasha admitir que não resistia a seus encantos.

Kouga dissera que era cansativa. Se pudesse vê-la agora... InuYasha não a achava boba ou cansativa, e sim atraente.

Na ponta dos pés, Kagome passou os lábios nos dele, de leve. InuYasha estremeceu e ficou imóvel, mas só por um segundo ou dois. Quando ela o beijou pela segunda vez e de forma mais firme, os lábios dele se abriram assim como os dela. Quando a língua de Kagome acariciou-o, InuYasha gemeu, não resistindo mais à atração que sentia.

Triunfo foi à sensação desfrutada por Kagome, que encarava InuYasha com satisfação.

- Volto em um momento. – Kagome foi até a porta e virou a chave, para não serem incomodados. – Não queremos ser interrompidos, não?

Kagome tinha noção de que estava sendo ousada, mas nada iria detê-la . Qualquer sombra de sensatez estava bem escondida atrás daquela excitação momentânea.

InuYasha observava cada movimento dela.

Segura de si, Kagome colocou a taça sobre a mesa, segurou a mão dele e puxou-o para o sofá. Obediente, InuYasha sentou-se no lugar indicado, vendo Kagome tirar os sapatos e aconchegar-se a seu lado.

Então, Kagome beijou-o, de um jeito que o fez suspirar.

Com surpreendentes dedos hábeis, ela desabotoou a camisa de InuYasha, sem parar de beijá-lo, e em seguida acariciou o peito másculo e nu.

O corpo de InuYasha era maravilhoso, firme, musculoso, com pêlos bastante para aumentar a sua masculinidade.

O primeiro objetivo de Kagome, que era seduzir InuYasha, foi alcançado, junto com a vontade enorme de ficar com ele. Assim, começou a beijar todos os lugares por onde seus dedos tinham estado. Usando armas que desconhecia possuir, provocou-o até o limite.

- Ah!... Meus Deus! – InuYasha não se continha.

O desejo explícito a deixava ainda mais decidida e ousada. Quando começou a lamber o abdome e passou as mãos pelo zíper da calça, InuYasha a conteve.

- Não! – protestou.

Mas Kagome não o achou convincente. Sorrindo com malícia, pegou os pulsos dele e os segurou para trás. Para isso, precisou quase deitar-se sobre ele, deixando que os seios tocassem o tórax nu. Com este movimento, sentiu a excitação evidente de InuYasha de encontro a si. Notou que ele não resistiria muito tempo ao que tinha em mente.

E Kagome tinha muitos planos para InuYasha. Tudo o que Kouga a achava incapaz de fazer. Tudo o que Ayame estava dando para o namorado no escritório dele.

A necessidade de vingança misturava-se com todo o desejo, o que a deixava cada vez mais determinada.

- Quieto... Você quer que eu faça isso, InuYasha...Será logo, mas primeiro recoste-se e aproveite. Não estamos com pressa, estamos?

Kagome tornou a sorrir. Era delicioso estar com toda a situação sob controle. Ou melhor, estar fora de controle, permitir-se uma liberdade nunca antes vivida. Precisava ousar. InuYasha daria a ela a auto-estima de volta, a confiança perdida, a própria alma. Ele revitalizaria seu espírito, recarregaria as baterias de Kagome, faria com que ela se sentisse uma mulher.

Com facilidade, tirou as roupas de InuYasha, de forma natural, mostrando experiência. Não havia nenhum sinal de timidez ou falta de jeito. Era como se outra pessoa a estivesse dominando de forma selvagem.

- Kagome... – InuYasha tentou mais uma vez protestar, quando ela começou a baixar a cabeça.

Kagome parou e encarou-o.

- Está tudo bem, InuYasha. Pare de se preocupar. Não vou deixa-lo recuar.

InuYasha ficou mais quieto depois disso.

- Agora, fique onde está. – Kagome jogou a cabeleira para trás e sentou-se sobre InuYasha. – Prometa que não vai se mexer.

InuYasha arregalou os olhos quando Kagome levantou-se para abrir a saia e tirar a meia-calça e a calcinha. Não tirou a saia, achando mais erótico ficar seminua. Também manteve a blusa. Decidiu esperar.

Em pé, virou-se e encheu a taça vazia com mais champanhe e deu mais um gole, por precaução. Teve medo de que aquele maravilhoso efeito de álcool desaparecesse.

Trazendo a taça, voltou a sentar-se no colo de InuYasha, fazendo com que a saia subisse mais na altura das coxas. Ajoelhada aproximou-se, sem deixar que os corpos se tocassem.

- Acho que vou precisar tomar mais um pouco também – sussurrou InuYasha.

- Sinta-se a vontade.

InuYasha tomou tudo e colocou o copo ao lado do outro sobre o carpete.

- Preciso adverti-la de que não tenho nenhum preservativo aqui comigo.

- Já percebi - Com um leve sorriso, Kagome desabotoou a blusa.

- Isto é loucura...

- Acalme-se, chefe. Quem está aqui é sua conhecida Kagome. Acha que eu lhe faria algum mal?

- Não de propósito.

- Kouga sempre usava preservativo. Comecei a confiar em Kouga quando... Eu sou mesmo um a tola. Mas não se preocupe. Confio em você, InuYasha, sempre o vi como um homem honrado.

- Deus meu, acha que isso é Ter honra? Deixa-la agir assim, sabendo que está embriagada? Sem mencionar o fato de estar magoada.

- Não subestime seu poder de atrair as mulheres, InuYasha. Como sabe que não estou fazendo isto porque sempre fui louca por você, e me controlava porque achava que era feliz em seu casamento? Como pode saber se não tive fantasias com sua pessoa todos os dias durante esses meses? Posso Ter imaginado nós dois fazendo amor no laboratório, sobre a mesa, ou mesmo aqui onde estamos, imaginando-o tocando em mim...

Naquele instante, InuYasha perdeu o parco controle que ainda lhe restava. A expressão dele mudou, ficou mais primitiva, e começou a tomar a iniciativa. Abriu a blusa de Kagome e soltou-lhe o sutiã, expondo os seios fartos. As caricias eram perfeitas. Kagome arqueou-se para trás e gemeu. Ainda concentrado nos seios, InuYaha ergueu-lhe a saia até a cintura e posicionou-se para a penetração, puxando-a com vigor.

Kagome conteve um grito de pura volúpia. Antes não compreendia a razão de os homens gostarem tanto daquela posição, mas naquele momento viu que também era agradável para as mulheres. Nunca se vira tão completa.

Toda a lembrança de Kouga e da idéia de vingança desapareceu diante da mais sensacional experiência sensual.

Sentia cada fibra queimando. Não encontrava ar suficiente para respirar até que juntos chegaram ao ápice, em espasmos fantásticos, que os fez gritar, ofegantes.

Kagome sentia suas entranhas se contraindo e recebendo a masculinidade de InuYasha. Em seguida, tudo ficou mais calmo, e a inquietude diminuiu.

De repente, a realidade tomou conta de Kagome.

"Céus, o que foi que eu fiz?"

O estômago dela começou a dar sinais de excesso de bebida. Afobada , pegou a blusa e cobriu-se. Sentiu a bile subir pela garganta, deixando claro que iria dar vexame.

Quase não conseguiu chegar até ao banheiro do escritório de InuYasha e trancar a porta. Abaixou-se depressa junto ao vaso e tudo começou a rodar. Mesmo depois de Kagome Ter certeza de que já pusera para fora tudo o que comera e bebera naquele dia, o enjôo continuava, sem trégua. Gotas de suor molhavam-lhe a testa.

Chegou a pensar que queria morrer. E até desejou que isso acontecesse. Não conseguia sair dali e encarar InuYasha mais uma vez.

Quando tentou dar descarga, suas mãos tremiam. Exausta, levantou-se e inclinou-se na pia para lavar o rosto e limpar a boca, mas, antes que pudesse enxugar-se, sentiu-se fraca e caiu no piso gelado. Após alguns segundo ouviu uma batida à porta.

- Você está bem?

Como poderia está bem depois de tudo o que fizera? A vergonha a deixou com os olhos cheios de lágrimas e o peito apertado.

- Kagome?

- Vá embora, InuYasha. Por favor...

- Não seja tola! Está passando mal, vou ficar.

- Se não for embora agora, não sei o que poderei fazer!

InuYasha deixou escapar um suspiro de desalento.

- Compreendo. Achei mesmo que se arrependeria de tudo, no final. Também me arrependo, mas ... Que droga, Kagome, você fez com que fosse impossível parar!

- InuYasha, por piedade , não quero falar sobre o que aconteceu.

- Quer esquecer tudo? É isso?

- Sim.

- Não acho que conseguirei.

- Você tem que esquecer. Ou então pedirei demissão.

- Não quero que se demita, Kagome. Tudo bem, irei embora, se isso a fará sentir-se melhor. Prometa que vai chamar um táxi para levá-la para casa. Pague com os cheques de Shikon.

- Eu mesma pagarei o táxi. Obrigada pela atenção, mesmo assim. Não preciso ser recompensada pelo que acabamos de fazer. Nunca fiquei tão desapontada comigo mesma.

- Nós fizemos juntos, Kagome. Sou tão culpado quanto você, se é que "culpa" é a palavra certa.

- Que outra poderia ser?

- "Necessidade", talvez.

- Como é?

- Veja, poderemos conversar sobre o assunto um outro dia. Você não está em condições de discutir as complexidades da existência neste momento.

- Vá, InuYasha...

- Está bem. Porém, vou ligar para sua casa amanhã cedo, ai poderemos conversar sobre o que houve sem o calor das emoções. Está bem assim?

- Certo.

- Ótima garota.

Kagome sabia que InuYasha nunca nem mesmo olhara para outra mulher desde o término do casamento. Se tivesse feito isso, haveria telefonemas e outras evidências. E ele não ficaria trabalhando todos os dias até tarde ou mesmo durante a toda a noite.

InuYasha se mantivera sozinho desde que Kikyou o abandonara. Mesmo assim, era um homem como outro qualquer, que não resistiu às provocações de sua secretária, que o assediou de forma explicita. Era compreensível. Toda a vergonha era dela.

- Diga mais uma vez que ficará bem, Kagome.

- Vou ficar. – Kagome, sem se conter, começou a chorar.

- Sinto muito, mas não posso deixá-la neste estado. Deixe-me entrar.

- Não. – soluçou. – Não posso.

- Se é isso o que deseja...

Kagome assustou-se com o barulho repentino quando InuYasha arrombou a porta.

Continua...

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Reviews Me Happy!

Peço desculpas pela demora, mas meu computador estar com TPM! Ele fica estressado e não deixa eu terminar os capítulos. E por conta disso acabei tendo que refazer alguns capítulos onde eu "trabalho" XD. Mas eu não demorei muito, demorei?

Estou vermelha até agora por causa desse capítulo XD.

Vamos as reviews !

GMM – Espero que não tenha demorado muito. x.x Estou com duas fic´s paradas mas são porque eu não tenho mais luz, estou com um branco total nelas. E eu espero não demorar muito para voltar a atualiza-las. Beijos! Obrigada.

D'Daslee Ms.triosya - Bom... A Kikynojo irá voltar, mas apenas para dar uma guinada na história.

Sharon Apple – Obrigada !

Lua - Estava com saudades dos seus comentários! Estava com saudades de escrever! Hauhauhauahau. E o Kouga ainda vai aprontar com pobre K-chan!.

Carol – E ai está! Olha o que ela fez XD. Isso são os efeitos do álcool.

MaryHimura - Eu também sou viciada nessas histórias. Eu adoro ler. E acabei vendo que dava para fazer uma adaptação, e parece que está bom. O nome do livro é "Fogosa Paixão" . "Muito sugestivo" XD. Obrigada pelo comentário.

Katty-chan - Obrigada pelo comentário. Acho que está ficando boa. XD

Yumi Takashi - Espero que tenha gostado.!

Um abraço a todos que leram a fic, ao meu namorado que me agüenta(principalmente quando eu estou de TPM) e a todos os meus amigos XD

Um beijo a todos.

Juli-chan