Ardente Paixão

DisclaimerInuYasha não me pertence. Sua autora é Rumiko Takarashi e eu apenas peguei emprestado, mas um dia ele será meu, meu meuuuuuuuuu.


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Capítulo dedicado a Ichigo-dono

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Capítulo Cinco

- Teve boas férias, Kagome?

Sim, obrigada, Myouga – respondeu, alegre, para o segurança do portão de entrada da Indústria Shikon.

Não havia razão para ficar triste ou séria com ele ou com quem quer que fosse. Apesar da opinião de Clara sobre o assunto, Kagome tinha certeza de que não poderia culpar ninguém pela situação, além de si mesma.

- Está com a aparência ótima!

- É gentileza sua, Myouga.

Porém, Kagome concordava com o colega. Seus cabelos estavam mais brilhantes, e a pele, mais viçosa. A gravidez fizera-lhe bem. Kagome respirou fundo, não devido ao cansaço por subir o caminho inclinado entre o portão e o prédio dos escritórios, mas à ansiedade.

Toda vez que pensava no bebê, seu corpo todo parecia se contrair. Ainda não acreditava na virada que ocorrera em sua vida. Sempre teve tanta certeza de que seus planos seriam realizados. Havia planejado tudo depois que conheceu Kouga, chegou a fazer uma lista de metas a atingir: um emprego bem remunerado aos vinte e seis anos, casamento aos vinte e oito, uma casa nova e decorada aos vinte e nove, e o primeiro filho aos trinta. Depois viriam outros.

Só não contava engravidar do patrão. Em fase nenhuma. E também não estava incluída aí a briga com Kouga. Kagome não sabia ainda como faria com o bebê. Decidiu tê-lo, e essa era sua única certeza. Só não sabia se contaria ou não a InuYasha. Rejeitou a idéia de sua mãe e deixou bem claro para a família que não se casaria sem amor. Não poderia cometer mais um erro.

Mas também não descartou por completo a possibilidade de contar a InuYasha. No entanto, seria só mais tarde. Havia uma serie de motivos para adiar a conversa, e nenhum deles tinha relação com a tentativa de faze-lo se apaixonar.

A primeira era que InuYasha poderia sugerir um aborto. Kagome compreendia as razões dele para não querer a criança, mas preferia continuar a admirar e respeitar o pai do filho que trazia no ventre.

A segunda era que InuYasha poderia acusa-la de tentar forçar uma situação com uma gravidez premeditada.

A terceira: InuYasha poderia assinar um cheque bem alto exigindo que ela nunca mais aparecesse na porta do escritório de novo.

Kagome estremeceu só em imaginar qualquer uma das hipóteses. Porém, InuYasha tinha o direito de saber que iria ter um filho. Afinal, era o pai. Kagome concordava com esse ponto de vista, mas só na teoria, pois as circunstâncias em que tudo ocorreram não foram normais. Fora ela quem o assediara sexualmente e chegara a assegurar a InuYasha que não existia risco algum em terem relações naquele dia. Mais tarde, iria contar-lhe tudo. No entanto, muito mais tarde.

Enquanto isso, voltaria ao trabalho e não pediria demissão, pois precisava do emprego. Já traçara uma estratégica financeira. Iria economizar todo dinheiro possível para comprar um apartamento de dois quartos em um dos bairros baratos e decentes dos arredores de Tókio.

Como não tinha enjôo algum, ainda não se sentia grávida. Todas as manhãs acordava bem- disposta, exalando energia e vitalidade. Muitas pessoas a elogiavam. Ficou curiosa de saber se InuYasha notaria alguma diferença.

De repente, um frio no estomago a arrepiou. Uma coisa era pensar em InuYasha de forma objetiva a quilômetros de distância, outra era ter de encara-lo pela primeira vez depois da tarde fatídica, ainda mais sabendo que trazia um filho dele no ventre.

Ansiosa e com o coração disparando, chegou à entrada do edifício principal, com a chave na mão.

Enfrentar os colegas seria quase tão desagradável quanto enfrentar InuYasha. Se alguém fizesse algum comentário a respeito de seu comportamento na noite de Natal, teria vontade de morrer.

Kagome estava no meio do corredor quando a porta lateral abriu-se. Era InuYasha, que recuou um passo ao ver Kagome. Primeiro a expressão dele foi de surpresa; em seguida, de alivio.

- Graça a Deus!

Kagome também parou de andar e ficou imóvel. Tinha se esquecido do quanto InuYasha era bonito...e expressivo.

- Graças a Deus por que? – indagou, confusa.

O sorriso dele era largo e espontâneo.

- Tive um péssimo pressentimento durante o nosso afastamento. Achei que não fosse voltar. Pensei que eu fosse receber um telefonema de sua mãe dizendo que você havia desistido de trabalhar aqui e que arrumara outro emprego, em outra cidade. Sua mãe ainda é viva, não é?

- Sim... Tem apenas quarenta e cinco anos.

- Devia ser bem jovem quando você nasceu.

- Era.

InuYasha analisou-a com o olhar.

- E então, como se sente, Kagome? Sua aparência melhorou muito! Não está mais pálida e fraca.

- Sinto-me muito bem.

- Ainda pensa em Kouga?

- O que?

- Vou considerar a resposta como um "não" – disse ele alegre.

- Quase nunca é mais adequado.

- Excelente! Bem, nós teremos um ano e tanto pela frente. Quero que a Shikon , a linha feminina, seja a melhor de todas. Precisarei que trabalhe mais ainda. Será problema para você? Evidente que vou pagar as horas extras.

Kagome hesitou. O dinheiro viria em uma boa hora, mas a possibilidade de ficar mais tempo ao lado de InuYasha a deixou em pânico.

- Se está preocupada com o que aconteceu aqui no dia da festa, relaxe, Kagome. Concordo com o que você falou, e também quero esquecer. Não posso dizer que já tenha conseguido, mas não quero estragar meu relacionamento no trabalho com a melhor secretária que já tive. Será que isso a tranqüiliza?

- Sim.

Porém, algo mudara na forma de Kagome perceber InuYasha. Antes, conseguia ignorar o quanto ele era atraente, o que naquele momento parecia-lhe impossível. Observava cada detalhe do belo semblante. A simetria perfeita dos traços másculos e fortes. Os olhos âmbares tinham uma expressão profunda e inteligente, e os lábios firmes e sensuais.

Quando as sobrancelhas escuras se franziram acima do nariz retilíneo, Kagome piscou depressa e voltou à realidade.

- O que foi Kagome? Estava olhando para mim de forma estranha.

- Sinto muito, InuYasha. Meu pensamento estava a milhas de distância.

- Em Kouga?

- De forma alguma.

- Teve noticias dele?

- Não.

- Se tiver... não volte para ele, Kagome. Não acho que a mereça. Parece que o vigarista nem lhe deu uma aliança.

- Foi culpa minha, InuYasha. Eu disse a Kouga que preferia economizar para comprarmos uma casa.

InuYasha a encarou sem acreditar no que ouvia.

- Você é mesmo uma mulher única.

Kagome achou graça.

- Venha para o escritório antes que eu comece a dizer o que não devo, Kagome.

Como o quê? Ela adoraria entender a que InuYasha estava se referindo.

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Ao meio-dia e meia, InuYasha saiu para almoçar com um executivo da Companhia Harriman, para tratarem das estratégicas de marketing. Um pouco antes das três, InuYasha entrou furioso no escritório, esbravejando:

- Homem idiota! Ligue para a Companhia Harriman, Kagome. Quero falar com Jaken Harriman. E não quero saber de desculpas dele dizendo que está em alguma reunião.

As sobrancelhas de Kagome ergueram-se. Nunca vira InuYasha tão mal-humorado.

Quando conseguiu fazer a ligação, não pode ouvir a conversa. InuYasha não era do tipo de gritar ao telefone. Controlava-se muito bem. Quando a luz do comunicador interno acendeu, Kagome apertou o botão e atendeu.

- Sim, InuYasha?

- Vamos precisar de outra agência de propaganda. Tem alguma idéia?

- Hum... não de imediato, mas posso fazer um levantamento em pouco tempo. O que está procurando? Conservadora? Progressiva? Agressiva? Já bem-sucedida ou entrando no mercado?

- Pequena e começando agora. E dirigida por mulheres.

- Mulheres...

- Sim. Mulheres! Espero que elas saibam agradar o sexo feminino, porque os incompetentes da Harriman não sabem. Perderam a noção do que eu quero, e ainda são arrogantes. – E sem mais palavras bateu o telefone.

Kagome estranhou o comportamento de InuYasha. Ele não costumava se descontrolar. Quando a luz do interfone acendeu de novo, ela atendeu um pouco mais séria.

- Sim, InuYasha?

- Desculpe-me, sim? Esqueça o que acabei de dizer . Encontrar uma nova agência não faz parte do seu serviço. Vou pedir a Jakotsu . É responsabilidade dele, como gerente de marketing. Quando Jakotsu tiver selecionado algumas, aí estão você entrara em contato com elas, marcando uma entrevista. Quero falar com eles aqui no escritório. Não vou mais gastar rios de dinheiro com incompetentes pretensiosos.

- Ok, chefe.

InuYasha respirou fundo, e Kagome percebeu que ele riu do outro lado da linha.

- Você tem muita paciência comigo.

- Isso faz parte de meu serviço.

- Kagome...

- Sim?

O silêncio do outro lado da linha foi prolongado e pesado.

- Nada. – E desligou de novo.

A porta da sala de InuYasha se abriu, e Kagome virou-se, espantada, para ele.

- Não adianta, Kagome.

- O quê? – O coração dela batia acelerado.

- Não consigo me concentrar. Estou irritado demais. Preciso sair um pouco. Vou tomar um café. Venha comigo. Preciso de uma companhia sensível e agradável.

Então era assim que InuYasha a via? Que tola fora, imaginando por um momento que ele poderia vê-la como uma mulher atraente e desejável. Clara colocara muitas idéias tolas em sua cabeça.

- Se faz questão... – Inclinou-se para desligar o computador.

- Vou buscar meu paletó. Se quiser ir ao banheiro, vá agora. Encontro-a na saída lateral em alguns minutos.

- Sim, papai. – sussurrou.

"Deus, agora ele me trata como uma criança! O que está havendo!"

Kagome observou sua imagem refletida no espelho, e não gostou muito do que via.

Por que InuYasha mudaria a forma de trata-la?

Usando um vestido preto de corte reto, sem mangas e de comprimento na altura dos joelhos não era nada atraente. E as meias pretas disfarçavam bem o que ainda aparecia das pernas. Os sapatos de salto baixo eram fechados e confortáveis para o desempenho de suas funções. Os cabelos foram presos, como sempre, por um laço preto, e a única maquiagem era o batom quase cor da pele, que comprara em uma loja por menos de um dólar .

Até as poucas gotas de perfume fazia muito tempo que perderam o efeito. Não poderia, de jeito nenhum, chamar a atenção de InuYasha.

Kagome sentiu-se sem graça. A aparência mais exuberante e o brilho dos cabelos, apesar de saudáveis, não poderiam competir com a forma com que as outras mulheres se apresentavam no escritório todos os dias. Pareciam sempre ter saído de uma revista de moda, assim como as demais secretárias e executivas de outras empresas.

Kagome nunca as invejara por serem mais glamourosas com suas roupas justas e saias curtas. Mas naquele momento as invejou.

No entanto, era tarde demais para mudar os fatos, concluiu, infeliz, pegando a bolsa preta e deixando o banheiro feminino.

Tarde demais.

Continua...

Peço mais uma vez desculpas pela demora, fiquei sem Internet mais uma vez! Buaaa

Mas fiquei feliz e resolvi postar logo esse misero capítulo. Quero agradecer a Ichigo-dono pelo incentivo que me deu. Arigato Arigato Arigato.

E a todos que lêem essa história um abraço e um beijão.

Depois responderei as Reviews.

Juli-chan