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"Sempre que você tem as respostas perfeitas, ninguém te faz as perguntas."

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Ardente Paixão

Capítulo Nove

Nota da Autora: Esse capítulo é impróprio para menores de 18 anos ! XD

InuYasha apertou com o cotovelo o interruptor e acendeu a luz. Kagome piscou várias vezes, por causa da claridade repentina, surpresa com o que via.

Aquele deveria ser o quarto principal, porque era grande, elegante, e se evidenciava um toque feminino na decoração. A pintura das paredes era em um tom rosado com detalhes creme e azul-pálido. O carpete liso trazia uma borda florida, e as faixas de papel de parede acompanhava o tom. A cama tamanho king-size era creme, e a cabeceira, estofada em veludo. Kagome ficou pensativa, imaginando que aquele era o mesmo leito que InuYasha dividiu com a ex-mulher, mas era tarde demais para qualquer coisa.

InuYasha percebeu o desconforto de Kagome e no mesmo instante levou-a para outro aposento. Nesse, as cores predominantes eram verde e bege. Kagome achou a escolha ótima. Afinal, rosa não estava entre suas cores preferidas.

InuYasha colocou-a sobre a colcha e beijou-a com mais ternura dessa vez, passando os lábios devagar, de forma provocante, sobre os dela, e , gentil, tocando-a com a língua, sentindo ainda o gosto do café na boca.

- Você é tão doce! – InuYasha a encarou e sorriu para ela. Kagome correspondeu ao sorriso, achando-o sensível. Lembrou-se de sua mãe. Clara estava certa. Inuyasha era um homem, e não um moleque. Portanto, sabia o que estava fazendo, tanto na vida quanto naquele quarto.

- Você é muito atraente e sensual. – Passou os dedos pela boca de Kagome, fazendo-a se arrepiar interia. – E tenho certeza que não tem consciência disso.

InuYasha ocupou-se em desabotoar os botões da blusa dela.

- E gosto muito dessa sua faceta. Torna tudo o que diz e faz ainda mais sedutor. E não se esqueça ... Eu quis a verdadeira Kagome durante a festa de Natal.

Kagome nunca acreditou que aquela mulher daquela ocasião fosse a verdadeira. Mas talvez fosse mesmo. Ali, naquele momento , na casa de InuYasha, ela não estava embriagada, e sentia-se como naquele dia.

- Por baixo destes trajes sérios, das blusas bem-comportadas, você esconde uma garota muito passional – Puxou devagar a peça, deixando-a apenas de sutiã .

- Oh, Kagome...

Ela corou, e InuYasha sorriu, sedutor.

- Quem pode resistir a tamanha tentação? – Sem pensar, ele soltou o fecho do sutiã e inclinou-se para acariciar os seios de Kagome com a ponta da língua.

Quando ele ergueu o rosto, sua respiração já estava ofegante e acelerada, assim como a dela.

- Estou adorando. Tudo é incrível.

Kagome não compreendeu a que InuYasha se referia, mas sentiu-se muito bem, considerando o comentário como um elogio pessoal.

InuYasha, sem parar de beijar Kagome, com as duas mãos tirou tudo o que ela ainda estava vestindo, deixando-a nua.

Sem mais se conter a tanta volúpia, InuYasha segurou-a no colo mais uma vez e levou-a para o banheiro da suíte.

- Agora vamos tomar banho juntos, Kagome. Preciso realizar minha terceira fantasia.

- Terceira?

- Bem ... possui-la em meu escritório vinha em primeiro lugar. A segunda, em meu laboratório, e a terceira...

- Pensou mesmo em fazer amor comigo em todos esses lugares, InuYasha?

- Já faz algum tempo.

- Nunca imaginei que...

- É verdade, não há como negar.

- Confesso que cheguei a pensar em uma dessas fantasias.

InuYasha ficou intrigado.

- No escritório?

- Kagome não conseguiu responder: "Deus meu, meu rosto vai pegar fogo!"

- Não precisa ficar envergonhada. – Inuyasha tomou o queixo de Kagome com delicadeza, fazendo-a encara-lo. – Não é errado ter tais pensamentos, nem coloca-los em prática. Não quando se está com alguém que gosta de você. E eu gosto de você, Kagome. Deve acreditar no que eu digo. Não há razões para sentir-se culpada ou mesmo se arrepender. Não estou aqui para vingar-me de ninguém ou por brincadeira. Somos adultos, um homem e uma mulher procurando algo especial um no outro. Não existe nada para nos envergonharmos. Sexo não é feio, foi feito para ser prazeroso, e não uma carga pesada. Faz parte da natureza, sabia?

Sem dizer nada, InuYasha ligou o chuveiro e levou-a para debaixo da água.

Era um mundo novo e erótico. Kagome viu suas curvas sendo ensaboadas. O sabonete escorregava por sua pele macia por todos os lados. Enquanto Inuyasha a lavava, também a acariciava e a explorava, sem parar.

InuYasha beijou-lhe os ombros e depois no pescoço, e abraçou-a. Kagome sentiu as formas másculas, que demonstravam sinais evidentes de sua excitação contra as suas, e não mais se conteve.

- InuYasha, eu te quero.

- Calma, vamos devagar. Afinal, não há por que ter pressa, não é?

Ao terminar o banho, InuYasha pegou uma toalha branca e macia e enxugou Kagome com um cuidado especial. Em seguida, tornou a pega-la no colo e colocou-a sobre a cama.

- Da ultima vez, você disse que não havia necessidade de usar preservativo. Ainda não é preciso?

- O quê? – Kagome estava zonza de prazer, não queria conversar ou raciocinar. Necessitava sentir os dois corpos unidos. – Não, não é precisa...

Instintivamente, num convite claro para InuYasha prosseguir, entreabriu as pernas para facilitar o acesso. Enlouquecido de prazer, InuYasha resolveu não esperar mais.

Experimentaram várias posições, o que proporcionou a Kagome sensações inimagináveis e desconcertantes, cada uma mais deliciosa do que a outra.

Ao sentir que estava prestes a atingir o clímax, ela implorou para que ele não parasse e deixou os quadris seguirem o ritmo dos de InuYasha. Sentiram quase junto o orgasmo. Kagome chegou a ficar sem ar, tamanha era sua excitação.

Abraçou-o forte, sem acreditar em tudo o que acabara de sentir.

- Você está bem? – sussurrou InuYasha, por fim.

- Hum...Hum. – Kagome quase não conseguia abrir os olhos, após experimentar emoções tão intensas.

- Preciso dormir um pouco.

- Durma comigo, InuYasha. – pediu com a voz rouca.

O sorriso dele foi confortante.

- Eu não tinha intensao de ir para outro lugar.

- Ótimo!

- Talvez não seja, mas vou ficar assim mesmo.

- O que quer dizer?

- Nós dois sabemos que ainda se sente vulnerável em relação a Kouga, Kagome. Vai se arrepender de tudo logo de manhã. Sei que vai.

- Você mesmo disse: sem culpas e sem arrependimentos.

- Isso foi antes. Agora é depois. Essa é uma coisa que deve saber sobre os homens, Kagome. Às vezes torcemos um pouco a verdade diante do desejo. Durma. Irei lá embaixo ver se tudo está trancado, e logo estarei aqui, a seu lado.

O coração de Kagome ficou apertado ao vê-lo sair do quarto.

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De manhã, às primeiras horas do dia, InuYasha começou a acaricia-la. Kagome não pode recuar e sentiu toda a paixão da véspera ressurgir.

Antes mesmo que pudesse perceber direito o que estava acontecendo, sentiu InuYasha penetra-la, com vigor, e cruzou as pernas nas costas dele, para facilitar-lhe mais ainda o acesso.

As investidas mudaram de ritmo, ora numa lentidão enlouquecedora, oura uma intensidade quase violenta.

Na terceira vez, o ato foi lento e carinhoso. InuYasha beijou-lhe a boca todo o tempo.

Kagome ficou assustada com a própria resposta emocional ao novo encontro. Havia muita afeição e doçura. Ela poderia não estar apaixonada Por ele, mas gostava muito do homem que tinha colado a si. E a recíproca parecia ser verdadeira.

InuYasha não mentira quando disse que a queria bem. Nenhum homem poderia fazer amor daquela forma sem ter o mínimo de sentimento pela mulher com quem se relacionava.

Ou aquele era um tolo pensamento feminino?

Kagome adormeceu nos braços de InuYasha, ainda confusa, ainda insegura.

Continua...