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Capítulo dedicado a Najla-sama e Algum Ser---------------------------------------------------------
Ardente Paixão
Capitulo Doze
Segunda-feira de manhã, Kagome estava sentada a sua mesa, com uma camisa branca abotoada até o pescoço, quando Inuyasha entrou na sala às oito e meia em ponto, vestindo um terno azul-marinho e com um sorriso largo no rosto.
- Bom dia, Kagome. – cumprimentou-a no caminho para o escritório. – É uma linda manhã, não acha? Não precisa levar café hoje, obrigado. Tomei um ótimo desjejum com minha mãe. Ah, isso me faz lembrar...
Inuyasha aproximou-se da mesa dela.
- Não marque nada para a hora do almoço. Mamãe quer que almocemos com ela. Tudo bem pra você?
- Hum...
- É melhor conhece-la logo, Kagome. Não vai ficar mais fácil com o passar do tempo.
E alguma coisa ficaria, pensou Kagome. O final de semana demorou muito para terminar, as horas se arrastaram. Arrumou-se cedo com os nervos à flor da pele e um nó no estômago. Sentia mal-estar o tempo todo, sabendo não ser devido à gravidez.
- Tudo bem, Inuyasha.
- Mulher sensata!- Ele a encarou. – Você é uma garota de juízo, não é? Se não for, parece ser. Tenho certeza de que mamãe ficará muito bem impressionada.
Sem esperar pela resposta, Inuyasha se foi, deixando Kagome zonza.
Ao despertar, tentara usar um novo penteado. Chegou a pôr mais maquiagem e até uma roupa mais colorida para mudar seu estilo; por fim, desistiu de tudo, achando a idéia tola e fútil.
E talvez fosse mesmo, mas Kagome não queria parecer tão séria e recatada. Olhando para si mesma, não achou que a Sra. Akuma iria ter uma impressão boa.
- Kagome?
Ao erguer a cabeça, viu Inuyasha em pé ao lado de sua mesa, de novo. Segurava uma folha de papel.
- Aqui estão os nomes das três agências de propaganda de Kioto que foram recomendadas para mim durante o final de semana. Por favor, ligue para elas e marque uma hora para visitá-los na próxima quarta-feira à tarde, quinta de manhã e quinta à tarde. Viajaremos para lá na quarta, logo cedo, antes do horário de movimento do aeroporto. Alugue um carro por dois dias e reserve um quarto para nós em um hotel. Não importa qual seja, desde que seja algo decente. Voltaremos quinta à noite.
Kagome esforçou-se para não deixar a boca aberta.
- Você... Disse para reservar um quarto para nós... – repetiu confusa. – Quer dizer... Só um para nós dois?
- Sim, é claro.
- É claro. – repetiu mais uma vez, fazendo Inuyasha sorrir. – Fico satisfeito por concordar comigo. Por que ter despesa desnecessária com duas acomodações se estamos dormindo na mesma cama? Você concordou em continuarmos juntos, Kagome. E Kioto não é um escritório. Só aqui manteríamos um relacionamento distante, lembra-se?
- Eu sei. – Kagome não conseguia raciocinar direito. Já se imaginava num hotel, deitada ao lado de Inuyasha.
Teve vontade de dar uma bofetada no rosto dele, quis odiá-lo por tê-la deixado pensar em de tal forma. Mas não podia. Amava-o e desejava-o com todo seu coração e corpo. Queria-o tanto para si que não era capaz de controlar a excitação.
- A propósito, Kagome, como percebi que gosta de economia, deixei de lado a primeira classe, mas tenho aversão a sentar-me junto de um estranho em um avião. Portanto, faça reservas na classe executiva. Para você também. E bem próximo a mim. Não suportaria ver minha assistente pessoal sendo flertada por um vendedor qualquer, entende?
E mais uma vez Kagome ficou corada e irritada.
Gente boa não corrompe ninguém, e era isso o que Inuyasha estava tentando fazer com a tal viajem a Kioto. As agencias de propaganda viriam até Inuyasha para conseguir a conta das Indústrias Shikon se ele quisesse. Fariam de tudo pelo valor envolvido.
Mas não. Inuyasha decidiu ir até eles. E por quê? Porque queria que ficassem sozinhos e longes de tudo. Pretendia vê-la em um hotel luxuoso, dormindo em uma cama larga forrada com lençóis caros e rodeada por objetos de muito bom gosto. O objetivo era seduzi-la, reduzi-la a um mero objeto sem vontade própria.
Kagome tremeu diante dos prazeres que seus pensamentos provocaram.
Naturalmente, sabia que sexo era só uma forma de Inuyasha usava para chegar a uma meta. Pela forma como a olhava, deixava claro que não havia paixão incontrolável. Ele queria pedi-la mais uma vez em casamento quando a visse entregue, sem raciocinar direito e pronta para fazer o que ele lhe pedisse.
Estremeceu de novo ao reconhecer suas fraquezas.
O que diria, dessa vez, perguntou a si mesma. Teria forças para recusar de novo a proposta? E seria capaz de dizer "não"?
Kagome levantou-se depressa, sem conseguir permanecer sentada e quieta por mais um minuto. Estava confusa e muito excitada. Ficou olhando para a porta do escritório, que se fechou. Que perverso era Inuyasha.
- Não! – gritou de frente para a sala dele. – A resposta ainda será não!
A porta se abriu de repente, e Kagome sentiu-se uma idiota, em pé, corada e com a respiração ofegante.
Inuyasha se mostrava calmo e sereno. Elegante como sempre, sofisticado e com tudo sob controle.
- Você me chamou Kagome? – indagou, indiferente.
Ela cerrou os punhos e os dentes.
- Eu disse "não"!
A expressão de Inuyasha era de uma tranqüilidade tal que a desesperava.
- Não? Não o quê?
- Não vou me casar com você.
Inuyasha ergueu as sobrancelhas.
- Mas, Kagome... Nem a pedi em casamento de novo. Por favor, me dê-me a cortesia de esperar até que eu o faça, sim?
Kagome olhou para a madeira, agora bem próxima de seu nariz, e teve vontade de esmurrá-la.
Virou-se e saiu para o corredor, na direção do toalete feminino. Ficaria lá mais tempo que o necessário para acalmar-se e recobrar o controle de suas emoções.
Quando por fim saiu da cabine, uma das secretárias do departamento de marketing, que sempre andava muitíssimo bem vestida, arrumava-se na frente do espelho. Tinha cabelos escuros e longos e usava um tailleur de crepe creme. Ao inclinar-se para retocar o batom, o blazer deixou visível um colete vermelho com o decote em V bem profundo. A sua frente, uma nécessaire cheia de cosméticos.
Kagome teve uma idéia repentina.
- Sango? – chamou Kagome, aproximando-se para lavar as mãos.
Sango voltou-se e sorriu, com os lábios bem delineados.
- Sim, Kagome?
Elas se conheciam, mas nunca foram amigas.
- Será que eu podia pedir-lhe um favor? O sr. Akuma marcou um almoço especial a que devo comparecer, e não estou trajada de forma adequada, hoje. Preciso arrumar-me um pouco. Incomoda-se em emprestar-me sua maquiagem?
- Claro que não! Pode usar. O que quer?
- O que sugere? Você está sempre tão bem...
- Que gentil, Kagome! Se quiser, posso maquiá-la.
- Faria isso para mim?
- Com prazer. Sou especialista em maquiagem. Olhe para mim. Hoje em dia nem minha mãe me reconhece.
Kagome sorriu. A moça usava mesmo muita base, o que não seria necessário em seu caso.
- Não gostaria de uma produção completa, Sango, apenas um ou outro detalhe.
- Vai ficar surpresa com o que um simples toque pode fazer, ainda mais com seus olhos castanhos amendoados e um formato de rosto tão bonito.
Kagome se surpreendeu.
- Quem, eu? Acha mesmo?
- Nunca percebeu?
- Bem... Sei que meus olhos são interessantes...
- E seus traços também. Adoraria ter cabelos iguais aos seus. Os seus parecem terem sidos polidos. São brilhantes e naturais. Não sabe o quanto eu sofri para que os meus ficassem assim. E é adorável a forma como você os prende. É moderno e até sexy. Sempre achei que destaca seu semblante, e ilumina e é o que faz com que todos os homens a olhem.
- Mesmo? Eles olham? – Kagome nunca tinha percebido.
- Pode acreditar.
- Sango, será que poderíamos adiar a maquiagem para o intervalo antes do almoço?
- Será um prazer. E, a propósito, qual é a ocasião especial?
- Digamos que eu queria que alguém repare em mim um pouco mais.
Kagome decidira deixar Inuyasha tão desconfortável quanto ela ficara logo de manhã. Queria que quando chegasse à noite de quinta-feira ele tivesse deixado de lado a idéia de casamento e que se concentrasse só no momento que estavam vivendo.
- Nossa! – Sango esboçou um sorriso enorme e arregalou os olhos. – Ouvi dizer que há algo entre você e o patrão. É verdade, então?
Kagome quis mentir, mas depois não viu por que se incomodar. Em breve, todos da Indústria Shikon veriam por si mesma o que estava acontecendo entre ela e Inuyasha.
- Digamos que houve uma leve mudança em nosso relacionamento – afirmou, com ar malicioso.
Sango achou graça.
- E você gostaria que a mudança fosse um pouco maior. Isto vai ser divertido! Mas só a maquiagem não será suficiente, Kagome. Precisa fazer alguma coisa com essa sua blusa. Sei que homens têm alguns fetiches com uniformes escolares, no entanto, não creio que o sr. Akuma seja desse tipo. Não depois de conhecer a glamourosa ex-esposa dele! Que tal vestir este meu colete vermelho? Posso ficar só com o blazer abotoado por algumas horas.
Kagome respirou fundo. Seria capaz de tanta ousadia?
Imaginou a Sra Akuma analisando-a e concluiu que se mostrar uma pessoa dócil, pacífica, fácil de ser persuadida no era adequado. E depois, recordou a expressão de superioridade de Inuyasha ao observa-la naquela manhã.
Ousaria mudar tanto sua imagem?
Com certeza, sim!
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Continua...
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Nyah! Kagome está meio estranha nesse capítulo. Digamos que ela se casar sem amor com Inuyasha é horrível. Mal sabe ela. XD
Desculpem a demora. Meu pc endoidou de novo. Está só reiniciando. Isso é que dá ter Windows pirata. Hauhuhuahu acho que quase todo mundo tem esse software pirata. Ele é muito caro. E quem não pode comprar como eu, pirateia, mas o Linux existe para isso. E eu amo o Linux.
Mas problemas resolvidos eu estou de volta!
Espero que os capítulos tenham valido a pena.
Obrigado
Um abraço e um cheiro em Ana Spizzioli minha leitora neurótica, Miaka-ELA , Telly Black Obrigada pelo carinho, Lua Hehehehe eu também adorei a reação dele. Meu cosplay ficou legal pouca grana é o que dá mas no próximo ano eu vou caprichar XD, Dama da Noite Gostei de sua fic, Yumi MinaMino , Sra Kouga Kagome é muito cabeça dura XD, Natsumi Takashi Ele vai se tocar no último capítulo XD, Leila M Santos Hehehehe que bom que gostou da "Área restrita"As vezes ficava na dúvida de que as pessoas fossem gostar. Mas gostaram. XD, Melody Não esquenta! Estou começando a não Ter tantas crises de "branco" nesses últimos tempos. Tanto que consegui escrever dois capítulos de uma só vez. E pode desabafar quando quiser! XD, Carol Freitas Demorei de novo XD, Lumi-chan Obrigadoo!
Algum ser, Ichigo-dono Onde está você?.
Obrigado a todos.
Juli-chan .
