Ardente Paixão
Capítulo Catorze
- Então, como foi? – perguntou Sango, ávida por novidades, assim que ficou sozinha com Kagome no banheiro.
- Mais ou menos.
Inuyasha passou as horas do almoço muito alegre, mas com o humor um tanto irônico, como se tivesse certeza de que não tinha chance alguma de levar vantagem na conversa com duas mulheres. No entanto, se manteve em absoluto silêncio durante todo o caminho de volta à Shikon. Kagome não soubera se ele estava aborrecido com ela ou com a mãe dele.
- Ele gostou de sua aparência?
Kagome, que tirava o colete e os sapatos, hesitou.
- Para ser honesta, acho que Inuyasha me preferia como eu estava antes.
Sango franziu o nariz.
- O que há de errado com esse homem? Será que não tem sangue nas veias?
- Pelo jeito, não quando está trabalhando.
- Que decepção!
- Ah! Sango... Não acho que seja uma boa idéia misturar trabalho com prazer. Relacionamentos entre secretárias e patrões são movidos pelo perigo.
- Essa é uma daquelas bobagens antigas que as mães não cansam de nos dizer!
"Não a minha", pensou Kagome já a caminho de sua sala.
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Inuyasha estava sentada na cadeira de Kagome quando ela entrou. Ele levantou-se ao vê-la, erguendo as sobrancelhas para a blusa branca e os sapatos baixos.
- Não adianta, Kagome. O estrago já foi feito.
- Estrago?
- Só consigo vê-la com o colete vermelho. A propósito, o mesmo tom que ainda está deixando sua boca ainda mais sensual. Não acho que está cumprindo sua parte do trato, vestindo roupas provocantes aqui. Se eu não a conhecesse, acharia que decidiu me fazer perder o controle... Quem sabe sobre minha mesa...
O coração de Kagome disparou. Será que ela estava mesmo querendo provocá-lo?
- Mas sou um sujeito de palavra. E tenho certeza de que amanhã não vai usar nada que faça a minha pressão subir.
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A situação não melhorou na terça-feira. Mesmo estando Kagome usando os mesmo trajes de sempre e sem nenhum vestígio de maquiagem, Inuyasha não parecia nada bem, e a tensão entre eles era quase que palpável.
A tentativa de amenizar o desconforto contato sobre a consulta com o médico, na véspera, foi um verdadeiro fracasso. Inuyasha ouviu, impaciente, que ia tudo bem e que Kagome deveria procurar um bom obstetra.
- Como sabe que ele é bom mesmo, Kagome? Vou checá-lo. Verei também o hospital em que faz os partos. Não deixarei que vá para um lugar de segunda categoria.
Kagome suspirou, e Inuyasha estreitou os olhos.
- Por que está suspirando? Não se sente bem? Há algo que ainda não sei?
- Não. O doutor disse que estou bem. Afirmou que minha saúde está excelente.
- E ele falou sobre sexo?
- Não entendi.
Um músculo do maxilar de Inuyasha se contraiu.
- Você perguntou se existe algum impedimento?
- Sim.
- E?
- Não tem problema... Ao menos que... – Kagome parou de falar e mordeu o lábio.
- Prossiga!
- Que meu parceiro seja muito violento.
InuYasha ficou horrorizado.
- É isso que a preocupa? Por acaso imagina que sou algum animal? Que não consiga me conter?
- Não!
- Que bom!
- Inuyasha...
Ele olhou para Kagome, com uma expressão de cansaço.
- O que foi agora?
- Nada. – Deu-lhe as costas e saiu.
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Na quarta-feira de manhã, Kagome estava arrasada, cheia de duvidas e com muito desejo. Não tinha medo de Inuyasha, mas de si própria.
Quase não dormira à noite pensando nele e esperando por ele. Desejava-o tanto que chegava a doer.
Se o plano de Inuyasha era usar o sexo para coagi-la ao casamento, estava indo no caminho certo. Kagome mal conseguia se concentrar no assunto.
No dia anterior, Inuyasha dissera a ela que não precisava ir trabalhar. Ele a pegaria de táxi por volta das dez para iram ao aeroporto. Eram quase nove horas, e Kagome ainda não sabia o vestir ou o que colocar na mala.
Vacilou várias vezes. Ficou tentada a usar uma imagem provocante na viagem, mas seu orgulho prevaleceu, fazendo-a escolher um conjunto preto de saia e blazer, porém, por baixo, colocou uma blusa creme de seda um pouco mais justa que as de costume, o que chamava atenção para os seios.
O cabelo deixou-os soltos, com apenas algumas mechas presas por uma fivela, o restante caído sobre os ombros.
Inuyasha não poderia acusá-la de estar sedutora, no entanto, mostrava-se mais sexy que o normal. E , para completar, colocou na mala um vestido curto vermelho e preto de seda, que não amassava e era bem sensual.
Quando faltavam dois minutos para as dez, Kagome pendurou o blazer no braço, pegou a mala e a bola e desceu as escadas. Esperava na calçada, impaciente, quando o táxi parou na frente do prédio. O motorista saiu, pegou sua bagagem e, em pouco tempo, Kagome se viu sentada ao lado de Inuyasha, no banco traseiro.
- Bom dia, Inuyasha.
- Bom dia. – respondeu ríspido.
Os olhares se cruzaram. Kagome foi quem se desviou primeiro.
Inuyasha estava muito bonito e sensual no terno azul-marinho. Não sabia como conseguiria se concentrar-se nos negócios naquele dia. Ainda se sentia muito abalada e com ainda mais desejo físico.
- Iremos ao terminal de vôos doméstico ou internacional, senhor? – indagou o chofer, ao voltar para o interior do veiculo.
- Doméstico.
- Certo.
Kagome agradeceu aos céus por não estar sozinha com Inuyasha. Mesmo sendo apenas um estranho, o motorista evitaria que a conversa ficasse embaraçosa.
Ela recostou-se e suspirou, procurando normalizar o apresado batimento cardíaco.
- Espero que isso não signifique que está cansada.
Kagome virou-se até poder encará-lo.
- Não dormi muito bem esta noite. – admitiu, com suavidade.
As íris âmbares demonstraram carinho, e Kagome estremeceu.
- Confesso que nem eu. Mas não se preocupe. – Inuyasha presenteou-a com um sorriso sedutor. – Hoje vamos dormir.
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A longa tarde de trabalho, em Kioto, ouvindo a campanha de propaganda nada inspiradora foi cansativa.
Quando Kagome e Inuyasha entraram no elevador do hotel, por volta das seis horas, a tensão dela tinha se transformado em pernas muito doloridas.
- Parece estar exausta, Kagome.
- Nada que um bom e relaxante banho não cure.
- Depois dele, acho que deveria deitar-se um pouco, antes do jantar.
Kagome sorriu, apesar do cansaço.
- Isto é uma ordem ou um convite?
- Uma sugestão sensata, minha cara. Não gosto de ver a pessoa com quem janto bocejando o tempo todo.
- Talvez devêssemos pedir o serviço de quarto.
- Ótima idéia. Assim não terá importância se você cochilar um pouco.
- E será que posso usar um vestido sensual que trouxe?
- É verdade que tem um?
- Achei que talvez precisasse seduzi-lo de novo. Anda tão irritado...
Inuyasha achou graça.
- Essa foi a frase mais engraçada que ouvi nos últimos tempos.
- E vai querer fazer amor antes ou depois do jantar?
- Os três.
Kagome não entendeu.
- Antes, durante e depois, garota.
A resposta encantou-a.
- Não tinha reparado que estava com tanta fome, Inuyasha.
- Você não pode nem imaginar.
Kagome arrepiou-se com o olhar de Inuyasha.
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E Inuyasha mostrou o quanto a queria, antes, durante e depois do jantar, como dissera.
Porém, mesmo com a insaciável ânsia de tê-la, Inuyasha foi gentil, delicado e tão carinhoso que deixou Kagome com os olhos cheios de lágrimas.
Ao perceber, Inuyasha ficou alarmado.
- Está chorando! O que foi querida? Eu a machuquei? Você está bem?
- Não, nada disso. Está tudo em ordem. – Kagome apressou-se a acalmá-lo, mas a palavra "querida" a fez cair em prantos. Seria ela algum dia a "querida" dele? Como desejava que sim! Mas que qualquer outra coisa no mundo.
- Só estou um pouco emocionada, Inuyasha. Sabe como é...
Inuyasha acariciou-lhe o rosto.
- Posso ver como é, e fico incomodado. Não gosto de vê-la chorando, Kagome. Não posso nem pensar no fato de estar triste porque vai ter um filho meu.
- Mas não é nada disso, Inuyasha! Na verdade, eu...
- Sei que preferia que o pai fosse outro – interrompeu-a, desanimado.
- Não! Nunca! Acho que será um pai perfeito.
Os olhos âmbares de Inuyasha adquiriram um novo brilho.
- Fala sério?
- Ah, sim! Terei muito orgulho de ganhar um filho seu.
- Orgulho... – repetiu pensativo.
- Sim. Agora, durma. Deve estar muito cansado.
O sorriso de Inuyasha foi ameno e malicioso.
- Está querendo dizer que foi o suficiente por esta noite?
- Sim.
- Não se esqueça de quem é o patrão aqui.
- Não esqueci. E , no momento, nesta cama quem manda sou eu.
- É assim, então?
Kagome percebeu no mesmo instante que não deveria tê-lo provocado. Era como se estivesse acenado para um touro com um lenço vermelho.
- Quer apostar?
- Não, Inuyasha.
- Por quê?
- Por que vou perder.
- Será que vejo falta de confiança em seu poder de decisão aqui?
- Desde que eu esteja lidando com você, minha força não tem se mostrado muito eficiente.
- O que quer dizer?
- Que estou em suas mãos, patrão.
- Deus! Acho que gostei disso. Podemos fazer um teste mais uma vez?
No mesmo instante o coração de Kagome voltou a bater acelerado.
- Você é o chefe...
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Na quinta-feira retornaram a Tokyo, e Inuyasha estava muito bem-humorado. Não só provara ser irrepreensível na cama como também conseguira uma agência com uma excelente campanha.
Foi à última a apresentar-se, e forma três mulheres as responsáveis pelo conteúdo e andamento do projeto que agradou o dono da Indústria Shikon e sua assistente pessoal.
Kagome achou a idéia da campanha brilhante e deu sua opinião no final da apresentação. Mostrar belas moças comuns, que vivem intensamente e trabalham , como todas, era uma saída perfeita.
As propagandas deveriam concentrar-se em quatro mulheres casadas, com crianças, um emprego, casa e família para cuidar. A agência sugeriu uma variedade de carreiras, desde caixa de supermercado até professoras do maternal, de mecânica a enfermeira. As campanhas mostrariam o dia-a-dia delas, dando um ligeira ênfase ao momento em que usavam produtos da linha All Woman. Era um conceito simples, mas simplicidade em geral leva a bons resultados.
- Venha comigo para a mansão – disse Inuyasha, de repente, enquanto esperavam por um táxi no Aeroporto.
Kagome tinha receio de que aquilo acontecesse. Entregara-se demais naquela noite. Inuyasha deveria estar pensando que ela faria qualquer coisa que ele mandasse, inclusive aceitar o pedido de casamento quando o fizesse.
E Inuyasha estava certo.
Mas Kagome não podia deixá-lo achar que seria fácil.
- Eu gostaria muito, Inuyasha, mas estou cansada, e também não tenho roupas limpas aqui comigo.
- Há uma lavanderia muito bem equipada lá. Poderia usar a secadora. – Pegou a mão de Kagome e beijou-a.
- Por favor, não. – Kagome se soltou. – Está me deixando embaraçada.
Inuyasha encarou-a frustrado.
- Achei que depois de ontem nós tínhamos passado da fase de jogos. Imaginei que me quisesse da mesma forma como a quero.
Kagome olhou ao redor, consciente da fila de pessoas à frente e atrás deles.
- Inuyasha, esta não é a hora, nem este o lugar certo para discutirmos.
- Se não vier para casa comigo agora... esta noite... – corrigiu-se, irritado. - ... não pedirei uma outra vez. Juro que não!
Kagome não conseguia acreditar que ele começaria a chantageá-la.
- Não tinha percebido o quanto é autoritário!
Inuyasha a fitou e virou-se, zangado com a rejeição. Aquela era a mesma expressão que fazia antes de demitir um empregado.
Kagome sentiu um certo desespero tomar conta dela. Seria o fim de tudo. Teve vontade de chorar, mas conteve-se. Ficou em pé ao lado do homem que amava, infeliz e em silêncio.
Continua...
Nota da Autora: Ah! Chegamos ao penúltimo capítulo. Sim, esse é o penúltimo! E eu estou pensando "Nossa já!" . e eu sei que esse é o pensamento de vocês mas resolvi terminar logo com ela para que não ficasse somente em uma injeção de lingüiça. Bom, agora falta somente o último capítulo e o epílogo.
E agora o que irá acontecer depois dessa briga. Hehehehehe Kagome acertará que tudo isso é o fim. Ah aparecerá um personagem que apareceu no primeiro capítulo e ele que irá resolver tudo. Hauahuhauha
Espero que tenham gostado!
Um cheiro em Leila M Santos, Uchiha Kayra , Lua, Gheisinha Kinomoto, Melody (Está aqui!), Mãe das personagens femininas, Ana Spizzioli, Ilana, Hotaroo, Sra Kouga, e a todos do Anime Spirits.
A música que eu coloquei no capítulo passado é a abertura em português do Jaspion. É o novo! Huahauhuahua Eu estava olhando meus cds quando me deparei com essa música huahuahuaua. Ela é legal (mentira!)
Está aqui a letra toda
O Fantástico Jaspion JaspionEi, você!
Preste atenção
no que eu vou dizer!
Não vai ficar sozinho,
Sou o
guerreiro que vai te defender
Contra toda maldição
Não
havendo solução
Pra sua segurança, não
temo entrar em ação
A paz na Terra,
E em todos os
planetas,
É como um sonho que não pode
acabar!
JASPION!
Pela liberdade sou
JASPION!
Pela
igualdade sou...
Eu juro, eu juro, eu juro
Não vou
falhar
JASPION!
