Ardente Paixão
Epílogo
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"Talvez os mesmos coiotes que nos criaram veiam um dia a nos destruir... Talvez apenas os lobos alcancem o paraiso" - Petit Pelle
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- Você é lindo, meu amor – balbuciou Inuyasha para o filho recém-nascido, que trazia no colo, e que observava o pai.
- A enfermeira disse que é bonito demais para um menino - disse Kagome da cama, sentindo-se bem melhor após os momentos difíceis com as dores.
Jurou a si mesma que, da próxima vez, iria mais cedo para a maternidade para tomar mais analgésicos. Enganou-se achando que o trabalho de parto estava apenas no inicio e ficou muito tempo em casa.
Quando a bolsa de água estourou, tudo aconteceu muito rápido, e que era suportável de repente transformou-se em momentos de dores terríveis.
O caminho para o hospital se mostrava longo demais, os quinze minutos que demoravam para chegar pareceram quinze horas. Ao entrar no corredor para o centro cirúrgico, Kagome teve vontade de gritar sem parar. Quando o médico disse que era tarde demais para anestesiá-la, viveu momentos de muita agonia e gemeu até o nascimento do filho, quarenta minutos mais tarde.
- Ele vai arrasar os corações femininos – Inuyasha, orgulhoso, não parava de admirar o bebê – Ainda mais com esses olhinhos. São iguais aos seus, querida. – Aproximou-se de Kagome e beijou-lhe a testa.
- Mas os meus não são âmbares.
- Sua tola... Todos os bebês nascem com os olhinhos âmbares, mas já dá pra ver que são mais escuros que os meus. Deixa passar alguns meses e este garotão estará muito parecido com a linda mamãe.
Kagome ficou lisonjeada com o comentário. Inuyasha era sempre muito carinhoso e fazia questão de mostrar o quanto ela era especial. Tudo o fascinava em Kagome, até mesmo a mania que tinha de planejar tudo em detalhes e com antecedência.
A vida, entretanto, mostrava a ela com freqüência que muita coisa não dava para ser esquematizada, como foi o caso do nascimento de seu filho. E, assim, aprendeu a ser mais serena.
- Vamos escolher logo o nome dele antes que os outros cheguem dando palpites, Kagome. Sabe que vai ser uma loucura. É melhor escolhermos algo que não possa ser abreviado ou mudado para um apelido depreciativo. Nunca esquecerei que meu irmãozinho me chamava de Inu-chan, me fazia passar vergonha até na escola. Que ele morra no inferno.
Kagome achou graça.
- Nesse caso, Inu Júnior está fora de questão?
- Definitivamente.
- Você escolhe o nome dos meninos – disse ela, sabendo que ele já pensava em algo. – Eu, o das meninas.
-Combinado! Acho que pode ser Harry. O que acha? Soa forte. Significa príncipe. O nome dos príncipes. Gostei. E você?
- Muito. Você quer um segundo nome? Acha que deve ter um nome de meu pai?
- Harry Dave Akuma – Inuyasha falou devagar e atento. – Soa forte.
- Concordo. Assim como o pai.
Inuyasha olhou para ela cheio de amor e orgulho.
- Não tanto quanto a mãe. Eu não agüentaria passar por tudo o que passou hoje, querida. E mesmo assim já está falando em ter mais filhos. Estou surpreso com sua coragem!
- Não se subestime, Inuyasha. Não sou tão corajosa, e muito menos masoquista. Da próxima vez, virei para a maternidade após a primeira contração e vou tomar todos os analgésicos e anestesias possíveis.
Inuyasha sorriu.
- Acho que eu precisarei de calmantes. Não é fácil assistir sofrer alguém que amamos e não poder fazer nada para ajudar. Senti-me inútil.
- Você não foi inútil, transmitiu-me muita energia positiva.
- Mas tudo o que fiz foi segurar suas mãos.
- E fez isso muito bem. Foi o bastante.
Inuyasha gargalhou e inclinou-se para beijá-la mais uma vez.
- Este é o dia mais feliz da minha vida, Kagome.
- O meu também, Inuyasha.
-Precisamos procurar uma casa para morarmos. Não podemos ficar no apartamento para sempre.
Quando Inuyasha vendeu a mansão, mudou-se para o apartamento que sua mãe dera a Kagome.
- Ainda é perfeito para nós, Inuyasha. Pense bem. Teremos uma excelente babá, alguns andares acima. Iza está louca para cuidar um pouco do neto.
- É verdade... E... Pretende voltar a trabalhar?
Kagome ficou surpresa com a pergunta. Tinha dito a Inuyasha que não voltaria ao serviço após o nascimento da criança. Talvez o tivesse confundido por ter ido ao escritório até a véspera do nascimento. Mas fez isso porque ficaria mais nervosa esperando pela hora do parto sozinha em casa. No entanto, duas semanas antes, arrumara uma outra secretária para substituí-la.
Kagome procurou os serviços de uma agência, que seguiu as instruções para conseguir uma funcionária eficiente, esforçada e de meia-idade. Não queria nenhuma moça que tivesse apenas dotes físicos.
Não que Inuyasha fosse traí-la, mas Kagome não queria criar mais estresse para ele na fábrica.
- Não pretendo voltar tão breve. Inuyasha. Levarei pelo menos oito anos para completar nossa família de quatro filhos. Depois, outros cinco para que o mais novo vá para a escola. Então, durante pelo menos treze anos, estarei muito ocupada.
- Céus! Percebe que aí eu terei quase cinqüenta anos?
- E eu quarenta e poucos...
- Ah, mas ainda será uma bela mulher, meu amor. O que me faz lembrar que ontem recebi os resultados das vendas da linha All Woman.
- E como foi?
- Deixaram para trás os números da linha masculina, que já eram excelentes. Quase não conseguimos dar conta dos pedidos. Aquelas propagandas fizeram um enorme sucesso.
- Oh! Inuyasha, isso é maravilhoso!
- Sim, mas não tanto quanto tudo o que estamos vivenciando. – colocou o nenê, que dormia, no berço. – Ele é incrível, não é?
- Com certeza! – murmurou Kagome, procurando controlar uma forte emoção que a dominava por inteiro.
Inuyasha a encarou e a fez notar que o marido também estava emocionado.
- Eu te amo, Kagome Akuma.
- Também te amo, Inuyasha.
Inuyasha estava beijando sua mulher quando de repente ergueu o rosto.
- Estou ouvindo pessoas vindo pelo corredor.
- Devem ser meus pais – opinou Kagome.
- E minha mãe. Acorde, filho, temos visitas! – Inuyasha pegando a criança de volta no colo.
Kagome nunca tinha visto um homem tão orgulhoso e feliz quanto Inuyasha ao mostrar o filho a todos. Após alguns minutos admirando o neto, Clara aproximou-se da filha para cumprimentá-la.
- Parabéns meu anjo. Estou muito contente por você. É uma linda criança, e foi um ato muito bonito colocar nele o nome de Harry Dave.
Kagome sorriu para a mãe, que rejuvenescera uns dez anos, assim como o pai.
- Eu tenho muita sorte.
- Não tem nada a ver com sorte, Kagome. Soube desde o instante em que falou sobre Inuyasha que ele era o homem certo para você.
Kagome riu muito.
- E eu estava comentando isso com Iza. Ela teve a mesma sensação com você em relação à Inuyasha. Teve a certeza de que foi feita para o filho dela.
Kagome assentiu. Eles formavam um casal perfeito. Queriam as mesmas coisas do futuro e tinham as mesmas sensações. E amavam-se, o que era o mais importante de tudo.
Como se lesse os pensamentos de Kagome, Inuyasha se virou para ela e sorriu, com carinho. Embora Clara achasse que sorte não tinha a ver com o que acontecera na vida de ambos, Kagome não deixou de considerar-se uma mulher de sorte. Tinha um marido belo, inteligente e carinhoso. Um filho saudável e bonito. Sem falar na família.
Possuíam uma boa situação financeira, mas dinheiro não comprava tudo o que conseguiram conquistar.
Amor e família eram os verdadeiros alicerces da felicidade.
Kagome jogou um beijo para o marido.
Amor ... E família!
FIM!
Nota da Autora: Ainda estou sem acreditar que conclui essa fic. E pensar que eu pensei várias vezes em deleta-la. Colocar outros personagens (Senshoumaru e Rin). Mas acabei decidindo, né Najla, que ia ficar Inuyasha e Kagome. Hummm... Fico muito feliz pelo reconhecimento e pelos elogios e criticas que foram enviadas a mim.
Espero que tenham gostado do epílogo, resolve demostrar o nascimento do nenê, que é um dos momentos mais felizes do casal XD.
Um abraço e um cheiro, Ana Spizziolli, Leila, Sr. Kouga, Algum ser (Epílogo colocado!), mk-chan160, Sammy-chan'o.o, Gheisinha Kinomoto, petit pelle (perdoada! Seu comentário foi um dos melhores que eu já recebi e não é puxando o saco não! Obrigada mesmo! XD...quero ver os hentais!!!, Shadow, Najla, Samuel, ao pessoal do Nyah Fanfiction e Anime Spirits.
A todos que leram muito obrigado!
Juli-chan
Novembro 2006
