Corações Transformados

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Capítulo anterior - No capítulo anterior Shun relembra que em um jogo perigoso para provar que não era gay, apaixona-se por Hyoga. A amazona de camaleão desconfia das intenções do russo para com o seu namorado. O loiro agride o Virginiano e verbalmente e vai se encontrar com sua turma. Shun pede ajuda a Milo que revela ao Aquariano que também já se apaixonou por um homem e pede para ele não cometer os mesmos erros.

...pensou em Andrômeda e em seus amigos verdadeiros. Pensou no que estava acontecendo, nas mentiras que estava contando e na falsidade que estava vivendo. Sentiu-se ser abraçado e apertou o Escorpiniano com força.

Agora o peso do mundo estava sobre si. Hyoga tornara-se sua própria vítima. A dissimulação que enchia seu coração tinha envenenado sua alma.

Depois de algum tempo o russo se soltou do grego e olhou-o seriamente, enxugando as lágrimas.

- Milo, acho que está na hora de você saber toda a verdade.

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Corações Transformados - Capítulo VIII – O verdadeiro Hyoga

Tema: Coração Aberto

(Aberto (cf. Aurélio) – Sem obstáculos, acessível, franco, leal, sincero)

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Hyoga e Milo se sentaram novamente.

- Me desculpa pelo jeito que eu falei com você. – o russo pediu.

- Tudo bem. Eu entendi porque você ficou daquele jeito.

- Eu te julguei mal.

O grego sorriu.

- Não se preocupe, você não foi o primeiro e nem será a último.

O loiro ficou algum tempo quieto. Estava arrependido. Queria falar alguma coisa para melhorar o clima, mas estava se sentindo muito mal com a situação. Para piorar Milo também estava mudo, aguardando o outro se abrir.

O Aquariano pensou um pouco sobre o que dizer. O Escorpiniano havia comentado que gostava de um outro homem. Quem seria ? Não. Não perguntaria quem era. Não entraria tanto assim na intimidade do outro, mas queria se redimir com Milo e seria um bom começo tocar no assunto. Talvez até aprendesse alguma coisa para usar a seu favor na conquistar do Virginiano.

- Milo, e a pessoa que você ama ? – questionou com cuidado - Ela ainda te despreza ?

- Ele me odeia.

- Odeia ? Mas por quê ?

- Ele acha que não sei o que é amor. Acha que só sei o que é sexo.

- Vai ver ele só acha isso porque você não falou o que sentia por ele.

- Eu já falei.

- Já ? Quando ?

- Há algum tempo – deu uma pausa – Mas acho que não escolhi um bom momento.

- Por quê ?

- Eu voltava da balada. Eu estava cheio de coragem e cheio de bebida e então comecei a gritar na frente da casa dele que o amava. Claro que ele não acreditou.

- E ele saiu de casa para falar com você ?

- Saiu para me mandar calar a boca porque já era muito tarde. Eu disse que queria que ele viesse me calar com um beijo.

- Nossa Milo, que cantada horrível. – disse rindo.

- Isso não foi nada. – sorriu em resposta - Como ele não se manifestou, eu me aproximei e tentei beijá-lo à força. Claro que ele não quis me beijar no estado em que eu estava, mas para piorar, - seu sorriso se desfez - eu disse que se ele não me quisesse, eu ia procurar alguém que estivesse a fim de passar a noite comigo.

- Não acredito. – respondeu desapontado.

- Infelizmente é verdade. Ele ficou muito chateado e pediu para que eu fosse embora.

- E aí você foi ?

- Não. Aí eu o agarrei à força e o beijei.

- E o que ele fez ?

- Me empurrou e disse que se "aquilo" era o amor que eu sentia por ele, a única coisa que ele poderia sentir por mim era o desprezo. Em seguida ele se afastou um pouco e passou as costas da mão na boca com força, como se quisesse se limpar do meu beijo. – deu uma pequena pausa – Antes de voltar para casa, me pediu para que eu NUNCA MAIS o tocasse, ainda que fosse para um abraço ou um aperto de mão.

- Jura ? – perguntou penalizado.

- Acho que foi bem feito para mim, não é ? – o Escorpiniano sorriu com tristeza.

- Nossa Milo, que triste... e isso faz tempo, você tentou falar com ele de novo ?

- Isso já tem mais de dois anos. Depois disso não mais falamos sobre este assunto e desde então, nunca mais nos tocamos. Não nos damos nem um aperto de mão para desejar feliz aniversário. – disse com pesar – Ele sempre se mantém afastado e toda vez que eu me aproximo, ele se distancia.

- Eu sinto muito.

- Tudo bem, Hyoga. Obrigado. – deu uma pequena pausa – Ao menos espero que o meu erro te sirva de lição. A gente pode ser o que quiser e fazer o que quiser, mas se você não respeitar os sentimentos das outras pessoas, você pode acabar assim; sozinho.

O loiro pensou um pouco. Realmente estava desrespeitando seus amigos. Tinha maltratado Shun antes de sair de casa; levado garotas desconhecidas e seminuas ao jogo de vôlei; expulsado Shiryu de seu quarto; ignorado Seiya e há pouco menosprezara o cavaleiro de Escorpião.

- É Milo, acho que eu desrespeitei os sentimentos das outras pessoas, os sentimentos dos meus amigos de verdade. – o jovem baixou a cabeça – Os amigos que mesmo desprezados, ignorados e machucados por mim, ainda continuam se importando comigo.

O menino colocou a mão no rosto. O grego puxou-o para junto de si.

- Não fique assim.

- Me perdoa. – pediu com os olhos marejados – Fui grosso com você e não te tratei como deveria.

- Tudo bem. Eu sei que foi uma explosão momentânea.

- Milo, eu não sou um bom cavaleiro, não sou um bom pupilo e não sou um bom amigo. – e baixou a cabeça.

- Ei, – disse levantando o rosto do russo – isso não é verdade. Você não é tão ruim assim.

- Você não entende, Milo ? – perguntou se levantando e ficando na frente do cavaleiro de Escorpião - Eu não queria que nada disso tivesse acontecido. Eu queria meus amigos de volta. Queria parar com a mentira. Estou cheio de TANTA falsidade.

- Como assim ? – perguntou desconfiado – Que história de mentira é essa ? Você está mentindo para mim ? VOCÊ ESTÁ USANDO DROGAS ?

- NÃO, Milo.

- Se você quer que eu te ajude, você vai ter que ser sincero comigo. Eu fui sincero com você. Fale ! – ordenou.

- Não estou Milo. Juro pela minha mãe.

- E os garotos que saem com você ? Usam ?

- Não. Nenhum dos garotos que eu saio usa. Eles fumam, bebem, transam, mas não usam drogas. Sei que a fama de bad boy leva as pessoas a pensarem isso, mas eles não usam. Ao menos não que eu saiba.

- Então é isso que vocês fazem ? Fumam, bebem e transam ? Você está usando camisinha, Hyoga ?

- Na verdade não.

- VOCÊ ESTÁ LOUCO, HYOGA ? Como é que você vai confiar nestas meninas que saem com qualquer um ?

- Eu... não transo com elas.

- Como ?

- Eu não transo para valer com elas. Nunca fui até o final. Na verdade meus novos amigos e até as meninas acham que eu sou "o maior comedor", mas eu nunca transei com nenhuma delas.

- Nunca ? Com nenhuma delas ?

- Bem...

- Hyoga. – falou em tom ameaçador.

- Eu não sei. – disse em tom de desculpa.

- Como assim não sabe ? Como você pode não saber se transou com alguém ?

- Uma vez eu fiquei bêbado e acordei na casa de uma menina. Não lembro de nada. Não sei se transamos.

- Você está mentindo.

- Não, Milo, eu não estou. É tudo verdade.

- E por que seus amigos te achariam "o maior comedor" se você não transa com as garotas ?

- Por que eu digo que transo e conto o que fiz.

- Mentira. – acusou-o – Como você poderia dizer que faz uma coisa que não faz ?

- Eles ficam o tempo inteiro contando detalhes das transas deles. É só juntar umas três ou quatro histórias que dá uma transa inteira. Na teoria eu já sei tudo, mas na prática..., talvez eu tenha perdido a virgindade com a menina que acordei na casa dela, talvez não. Eu não sei...

- Hyoga, eu NÃO SOU idiota.

- Milo, eu juro pela alma da minha mãe e pela saúde do mestre Kamus. Não estou mentindo.

- Me desculpe, mas essa é uma história BEM absurda.

- Mas é a verdade Milo. Raramente a gente encontra de novo a mesma menina, e mesmo se a gente encontra, as garotas não costumam comentar sobre a transa.

- Claro, claro, nunca comentam nada... e está escrito PALHAÇO na minha testa, não é ?

- Ok. – concordou com a incredulidade do grego – Achou que umas duas garotas já falaram que não transaram comigo, mas aí eu acabo inventando qualquer história para dizer para eles que eu não transei . Digo... sei lá... que a menina era ruim de cama ou qualquer coisa assim.

- Ah, tá. E eles acreditam. – comentou sarcástico.

- Acreditam. Dizem até que tem muita menina frígida por aí mesmo e o melhor é pedir para estas... bem... fazerem... sexo oral...

- Então é isso que você faz com elas ? Sexo oral ?

- É. – disse baixinho.

- Estou vendo que arrumou ÓTIMOS professores. – continuou com o sarcasmo.

- Milo...

- Hyoga, não me interessa se você vai encontrar esta menina de novo ou não e nem se você gosta dela ou não, mas é esse tipo de coisa que você queria aprender comigo ? Seduzir, abusar, abandonar e mentir ? É isso ? É assim que você espera conquistar o Shun ?

- Mas as meninas...

- Ok, eu sei. Está cheio de galinha por aí doidinha para "dar". – interrompeu o garoto apenas para continuar o sermão - Mas se a sua intenção é seduzir o Shun só para machucá-lo...

- Ok Milo. – cortou o grego - Eu confesso que no começo a única coisa que eu queria era fazer o Shun se apaixonar por mim e sofrer o tanto que eu estava sofrendo. A receita que você me deu não funcionou e ele começou a namorar a June...

- Primeiro não funcionou porque você me enganou e disse que queria seduzir uma menina e NÃO UM GAROTO. – disse agressivamente – E se é para isso que eu estou aqui, para ajudar você a seduzir o Shun para depois abandoná-lo, ESQUEÇA. E se for mesmo assim Hyoga, você tem mesmo razão. – e levantou-se – Só que você não é apenas um mau amigo, na verdade, você não vale NADA.

- Milo, por favor, espera. – levantou-se.

- Hyoga, faça um favor para mim: ME ESQUECE e esqueça o Shun também. Se ele está junto com a June, deixe os dois serem felizes.

- Milo, por favor. – segurou o outro pelo braço – Eu não quero fazer o Shun sofrer. Eu o amo demais. Eu juro. Tudo isso que eu fiz foi errado, eu sei, - disse arrependido – mas foi só para chamar a atenção dele. Eu só queria que ele gostasse de mim como eu gosto dele, e se ele não gostasse, que ao menos sentisse ciúme de mim.

- Precisava disso tudo para fazê-lo sentir ciúme ?

- Eu sei que eu agi errado. Eu assumo. No começo eu enchi meu coração de ódio, mas eu estava enganado. Eu não quero que ele sofra. Por favor, me ajuda.

- Por que você não veio falar comigo antes ? – o grego perguntou ainda aborrecido.

- Eu fui, mas neste dia você tinha saído. Eu estava desesperado, não sabia o que fazer, eu precisava de um conselho. Eu sei lá porque mas fui parar naquela região das baladas. Eu estava com a cabeça cheia de bobagens. O primeiro que disse que ia me ensinar a seduzir, eu aceitei.

- Calma. Fala de novo e devagar. – disse voltando a se sentar.

O loiro se sentou e explicou toda a história ao grego.

- Hyoga, me diz a verdade. Você ainda quer fazer o Shun sofrer ?

- Não Milo, claro que não. Meu coração ficou partido hoje quando eu fui grosso com ele e vi os olhos verdes que eu tanto gosto cheios de tristeza. Você não sabe como dói saber que você está machucando uma pessoa que você gosta – deu uma pequena pausa - Milo, me ajuda. Não quero mais viver na base da mentira e do fingimento.

- Volte a ser o que era. Pare de fingir. Conte a verdade.

- Tenho medo. E se eu contar a verdade e perder todos os meus amigos ? Não estou falando dos três carinhas com quem eu saio, estou falando dos meus amigos mesmo, os cavaleiros de bronze. E além disso, não adianta contar a verdade. O Shun gosta de June e mesmo que não gostasse, o Ikki me mataria se soubesse que eu gosto do irmão dele.

- Mas seria um começo se afastar daqueles três.

- Ok, mas isso não tira nem a June e nem o Ikki de perto do Shun.

- Humm... então suas barreiras seriam a June e o Ikki... – ficou pensativo - você disse que o Shun está namorando a June... ele gosta dela ?

- Acho que gosta, mas se passar a não gostar, ele vai arrumar um grande problema. Outro dia eu ouvi o Ikki falando que se algum dia este namoro acabasse, que fosse a amazona a terminar. Depois de pensar um pouco, eu concordei.

- Ele já viu o rosto dela ! – constatou pela expressão do russo.

- Exatamente.

- Então se o Shun terminar, ele estará vulnerável à maldição das amazonas. Humm... realmente o caso é complicado. Teríamos que fazer com que a June terminasse.

- O problema é que agora acho que ela já está na defensiva.

- E por que estaria ?

O garoto engoliu seco.

- Bem, Milo, já que pelo jeito você vai me ajudar, acho que tenho que te contar a verdade.

- Hyoga, você ainda está me escondendo alguma coisa ?

- Na verdade só uma: a June já sabe que eu quero separá-la do Shun.

- E como ela saberia disso ?

O jovem contou ao cavaleiro de Escorpião o ocorrido na praia.

- Bem, Hyoga, eu não conheço a June direito, mas se ela gosta tanto assim do Shun, ela pode querer levar esta guerra até as últimas conseqüências.

- O que seriam "as últimas conseqüências" ? – perguntou temeroso.

- Se ela não puder ter o Shun para ela, ninguém terá.

O coração do russo quase parou. Não podia perder o Virginiano. Seria melhor vê-lo com a amazona que vê-lo em um caixão.

- Bem, Milo. Se chegar neste ponto, acho que só tem uma coisa a fazer: esquecer. - disse com dor no coração.

O loiro sabia o quanto seria duro esquecer tudo o que sentia pelo amigo, mas não correria o risco.

- Calma, ainda não sabemos direito o que a June sente. Primeiro precisamos saber se ela realmente lançaria mão disso. Talvez ela não seja assim. Talvez ela não queira machucá-lo. Talvez estejamos supervalorizando o problema.

- Para o bem do Shun, tomara que sim. – o loiro comentou.

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Quarto da Amazona de Camaleão.

June não conseguia dormir. Rolava na cama há mais de uma hora. Pensava no namorado e no acontecimento da praia em que Hyoga mostrou claramente que ia tirar Shun dela. Ainda estava em dúvida sobre o que tinha pensado.

Será que o loiro queria mesmo seu namorado para si ? Era uma suposição um pouco pesada, mas ia tirar isso a limpo.

Levantou-se e foi tomar água. Dirigiu-se até a janela e ficou olhando para a noite. Não mediria esforços para descobrir o que estava acontecendo.

Não. Não perguntaria aos amigos do russo. Ficaria atenta a todos os detalhes e, principalmente, deixaria bem claro ao Aquariano que Shun não iria embora assim tão fácil.

- Hyoga, como eu te ODEIO. – disse raivosamente – E eu te prometo, ou o Shun será meu, ou não será de ninguém. – e estilhaçou o copo em sua mão com ódio do cavaleiro de Cisne.

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Fundação. Quarto do Virginiano.

Shun andava de um lado para o outro. Estava ansioso. Já era em tarde. Queria saber se Milo tinha falado com o russo. Como saberia ?

Foi até o quarto de Hyoga e bateu na porta. Como não obteve resposta, abriu. Vazio. O amigo ainda não tinha voltado.

Entrou sem que ninguém visse e abriu as gavetas. Começou a procurar por drogas. Estava muito preocupado com o Aquariano. Não achou nada, mas isso não diminuiu sua preocupação.

Voltou para o quarto.

- Hyoga, o que está acontecendo com você ? – perguntou deitando-se na cama – Por que você me odeia tanto ? Me perdoa se te machuquei em algum momento. – seus olhos ficaram marejados e chorou. A dor que sentiu quando o russo o desprezou antes de sair ainda tomava conta do seu ser.

Levantou-se de uma vez.

- Será que ele sabe ? Será que é isso ? – secou as lágrimas – É por isso que está agindo assim ? Quer mostrar para mim que NUNCA aceitaria o amor de outro homem ? – deixou-se cair na cama – Como fui estúpido. Ele levou até duas meninas para esfregar na minha cara. Nem precisava falar com o Milo. É obvio. Ele sabe. Ele me detesta porque eu sou viado. Deve ter visto que eu não gostava de verdade da June e estava sempre olhando para ele... BURRO, BURRO SHUN, COMO VOCÊ FOI BURRO.

Seu peito doeu tanto que nem conseguiu chorar. O que pretendia contar ao amigo agora virava sua cruz. Era óbvio que o Aquariano jamais o aceitaria.

Suspirou.

Esse jogo duplo que estava fazendo não era correto, mas tinha sido punido por isso. O amigo que mais gostaria que o amasse, o desprezava. A menina que era sua melhor amiga era rejeitada pela insensatez do Virginiano.

- Espero que um dia me perdoe Hyoga. Não vou mais te causar nojo olhando para você. Me perdoa.

Seus olhos desceram até o chão.

- June, me perdoa. Eu juro que vou tentar ser um namorado melhor. Me perdoa pelo que eu te fiz.

Levantou-se e pegou uma carta que estava sobre a cômoda. Passou na cozinha e pegou o fósforo. Foi até o jardim e achou uma área em que poderia queimá-la sem afetar as plantas por perto.

Acendeu um fósforo e dirigiu para a carta que tinha escrito para o amigo, contando tudo, e se dizendo apaixonado.

O fogo subiu forte e a carta caiu no chão. A chama elevou-se ao máximo e depois foi diminuindo até se extinguir.

Era isso que deveria fazer. A chama da paixão que sentia dentro de si já havia atingido o seu máximo. Amava o loiro intensamente, mas assim como a carta, deveria abafar este fogo até que ele acabasse completamente.

Lágrimas surgiram em seus olhos.

- Acabou. – disse a si mesmo segurando toda a tristeza do mundo.

Correu para o seu quarto sem falar com ninguém. Trancou a porta e chorou. Chorou por aquilo que nunca teve e que também nunca teria. Amava o russo, mas não podia mais sustentar este amor. Deveria esquecer tudo e nunca mais, sequer, pensar sobre isso.

"Adeus Hyoga" – sua mente disse a seu coração dolorido, devastando-o mais um pouco.

- Adeus...

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Próximo capítulo – June fica atenta a várias situações com os dois amigos e enfrenta Hyoga. Shun conversa com Milo e se sente ainda mais triste. O loiro percebe que o Virginiano se distancia dele e da namorada e fica desesperado.

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Nota da autora – Agradecimentos

Obrigada pela paciência de todos por esperar este capítulo. Demorou pois mudei tudo que eu havia planejado no começo. Ao menos agora enxergo um final. Espero não demorar tanto nos próximos capítulos. Beijos a todos os que escreveram. Adorei os comentários todos e ficarei muito feliz se continuarem.

Agradecimentos especiais a Anjo Setsuna, Anna Chan, Cardosinha, Guilherme, Ilia Chan, Kitsune Lina, Kitsune Youko, Litha Chan, Nanni, Jessi Amamiya (pode usar o poema, mas dê os devidos créditos, quem escreveu foi a Sinistra Negra), Senhorita Nina, Sinistra Negra, TaiNatsu e Teffy que mandaram reviews

Obrigada também a todos que acompanham a fic. Podem escrever que respondo todas as reviews. Beijinhos.

Nota da autora – Diversos

No último dia 24 (dez dias depois do meu niver .) fez um aninho que eu escrevo fics. Obrigada a todos os que me acompanharam neste último ano, com comentários, críticas, elogios e piadas.

Como eu sei que é difícil para os iniciantes, quem tiver um tempinho, dê uma força ao Guilherme, que começou a escrever e já com uma fic yaoi. Para quem quiser deixar um comentário de incentivo ao rapaz, o link dele é (tudo junto) http (dois pontos) (duas barras) www (ponto) fanfiction (ponto) net (barra) s (barra) 2665325 (barra) 1 (barra)

Nota da autora – Contato

Contatos no ou via review neste site. Aguardo sugestões, críticas (pode mandar mesmo) e comentários. Podem escrever também para brigar comigo, reclamar e desaprovar o rumo da fic. Responderei a todos.

Obrigada por acompanharem e Boas Festas.

Bela Patty .

– Dezembro / 2005 –