Capítulo Três

Hermione caminhava a passos largos em direção as masmorras. "Se aquele grande idiota, prepotente, pensa que pode me manipular como faz com suas poções está completamente enganado!" Ela estava furiosa, os cachos pendendo de seus cabelos, cobriam-lhe parcialmente o rosto. Passou pelo Barão Sangrento, sem sequer percebe-lhe a presença. Seu destino era único e certo. Atravessou mais dois corredores, e chegou à pesada porta de madeira escura.

Murmurou algumas palavras, e a porta se abriu. Felizmente conhecia o feitiço para passar pelas proteções, pois pelo pouco tempo que Snape passou em Azkaban ela havia se utilizado daquele dormitório. Atravessou o vestíbulo, a raiva brotando de cada poro, e lembrou-se do dia em que o professor Snape exigiu retomar seus antigos aposentos. Bufou contrafeita, colocando o cacho solto atrás da orelha. "Maldito arrogante, quem ele pensa que é?"

Ela observou o ambiente, seus olhos se acostumando à penumbra comum das masmorras. "Onde aquele desgraçado está?"

Estacou ao ver a pálida luz que vinha do banheiro, e sorriu maliciosa. Levantou as mangas da veste, e se precipitou na direção da luz. Assim que alcançou a porta do banheiro, deitou seu olhar para dentro, avistando Snape mergulhado em sua banheira, entretendo-se em sua higiene diária. – seu sorriso se alargou – Hermione entrou no ambiente iluminado, estreitando seu olhar sobre o professor, e como ele não a percebesse, falou:

—Professor Snape! – sua voz saiu sibilante, num tom mais alto do que o habitual.

—Srta. Granger? – ele a encarou frio, os olhos pretos raivosos em sua direção. — Não me recordo de ter lhe dado permissão para entrar em meus aposentos. – Levantou a sobrancelha. — É óbvio, portanto que não devia estar aqui. Saia, imediatamente.

—Não, professor – disse dando alguns passos em direção a banheira – Primeiro, exijo uma explicação para essa constante perseguição a minha pessoa. – ela tomou consciência de que o homem a sua frente deveria estar nu, e isso a inquietou. Parou a um passo de onde ele estava, vendo-lhe apenas a silhueta trêmula sob a água. Desviou o olhar, e continuou: — Estou lhe dando um aviso, não vou tolerar mais esse tipo de comportamento.

—Com quem pensa que está falando? – um Snape furioso havia se posto de pé, nu em pêlo e a encarava com olhos pretos cintilantes.

—Com Severus Snape, o cretino que vem sistematicamente invadindo meus pensamentos sem permissão, e fazendo uso desses para tornar minha vida um inferno. – ela respondeu firme, controlando-se para não corar, mas sorrindo satisfeita com o que via.

—Me parece que encontrou mais do que veio procurar, não, Granger? – a voz soou aveludada, cheia de malícia, sussurrante.

Agora ele tomara conhecimento de sua situação, e conseqüentemente, de que estava na presença de uma mulher, adulta, e completamente dona de si. Apesar dos cabelos revoltos, Hermione era atraente, com seus olhos castanhos, os lábios rosados, e a silhueta esguia. O quadro que se ergueu diante de seus olhos era tentador, seu corpo reagiu mais rápido do que ele poderia impedir.

Snape tentou disfarçar, mas a resposta de seu corpo aos seus pensamentos, era explícita na condição em que se encontrava. Hermione notou sua ereção e corou. Não podia negar que não tivera sonhos impróprios com o professor depois da última batalha, quando ele finalmente, reparara que ela existia. Quando ele finalmente demonstrara que não era simplesmente o cretino insensível, e sem coração que todos, incluindo ela mesma, pensavam.

Mesmo que somente com um abraço, ele mostrou que se importava, que não a deixaria sozinha, que de alguma forma, ele a admirava... do seu jeito seco e sarcástico, mas a admirava. Só que seu sarcasmo a tirara do sério, pelo menos nos últimos dias.

Ela não percebeu que dera mais um passo, e estava encostada na beira da banheira, a centímetros de Snape. Seus olhos haviam sido capturados pelos dele, castanhos em pretos... Ambos intensos sem se largarem nunca. Perdidos um no outro. Ela fechou-os quando sentiu os dedos dele se entrelaçarem em sua nuca, e deixou-se beijar pelos lábios quentes que possuíram os seus em segundos. A fúria cega com que ele arrancou suas vestes, deixando-lhe apenas de calcinha e sutiã.

Hermione deslizou suavemente seus dedos até os cabelos úmidos dele, mantendo-o dentro de sua boca, queria senti-lo, quente, provocante. Sentir as mãos dele deslizando pela lateral de seu corpo a fez estremecer. Snape desceu seus dedos até os mamilos intumescidos, acariciando-os, incitando-os com o polegar, enquanto sua boca ocupava-se de beijar o pescoço dela. Hermione abriu os lábios num gemido surdo que ele pôde sentir em sua garganta, ele crispou os seus, enquanto desabotoava seu sutiã. A peça caiu ao chão, e ele desceu seus lábios, quentes, até abocanhá-los, um, depois o outro. Demorando-se, descrevendo longas e úmidas elipses, até que Hermione agarrou-lhe os cabelos, trazendo–o de volta a sua boca.

Sugando seus lábios, mordendo-os, exigentes. Olhos cravados nos dele, maliciosos, correu sua mão devagar sobre o ventre, roçando de leve a cintura, e segurando firme, o membro rijo. Provocando-o mais, era sua vez de deixá-lo sem controle. E venceu. Ele a ergueu. Colocando-a dentro da banheira, inebriado com os movimentos manuais que ela descrevia com as mãos em torno de seu pênis.

Sem conseguir mais se conter, roçou os dedos no elástico de sua calcinha com tal força, que a rompeu sobre a pele clara, fazendo-a estremecer. Os dedos dele percorreram a região escura entre suas pernas, ávidos, e a encontraram pronta para ele. Não pensou mais um segundo, girando-a sobre ele na banheira, fazendo-a sentar-se sobre ele, a água encobrindo parcialmente seus corpos. Snape a conduziu em pequenos movimentos, até que o desejo de ambos os levou a movimentos frenéticos de quadris.

Arquejaram no mesmo instante, ele afundou seu rosto nos cabelos dela, a procura de controle, e encontrando uma maciez inesperada, fitou-a com os lábios crispados numa linha fina de sorriso.

—Não precisa do que veio procurar, Granger. – Afastou alguns cachos do rosto dela – Você é perfeita, assim. – e adquirindo um tom debochado, disse: — A Srta. Sabe-Tudo deveria saber que Sexo faz bem para a pele e para os cabelos. Estimula a produção de algumas substâncias no organismo, deixando-os macios e brilhosos. E a julgar pelo seu desempenho hoje, eu diria que você vai permanecer assim por muito tempo.

—Você é patético, professor – disse levantando-se da banheira, mas ele a deteve.

—Estou falando, sério, Granger – ele a fitou demoradamente – Você é muito atraente.

—Obrigada – deu-lhe um olhar de desprezo, soltando-se de suas mãos –, mas sua sessão de beleza terminou aqui. – rebateu cínica, pegando as roupas do chão, e vestindo-as.

Snape não se mexeu, só a fitava, intensamente. Hermione fechou o último botão de sua veste, e foi na direção da porta, voltando-se apenas para dizer, caustica:

—Tente ioga, professor – deu-lhe um sorriso – Os efeitos são mais prolongados. Adeus.

A expressão de felicidade do rosto de Snape sumiu, e murmurou: Sabe-tudo Irritante!

Fim.

N/A: Bia, espero que você tenha gostado da fic. Fiz com todo carinho só pra você. Beijos Shey.