Oláaaa!!! Feliz! Recebi 2 reviews! Muito obrigada Gabrielle Briant (nooossa vc tá lendo minha fic! Uau!) e lulu-lilits (é que eu me identifico com as lufetes, rs!) !!! Espero que vocês continuem lendo e que gostem desse chap novo! No próximo as coisas começam a esquentar...

Como eu deixei no meu profile vou atualizar as fics (sim, pq tem fic nova chegando!) em no máximo quinze dias, ok? Uma ideia: se você quiser pode deixar um desafio na review que eu adooooro desafios! Ah, sim, preciso de um beta! Alguém se habilita? Kisses da Chris!

Capítulo 2 – Quarto Ano

14 de Fevereiro, Dia dos Namorados. O Três Vassouras estava mais lotado do que o normal, afinal aquele era o lugar para se tentar arrumar alguém naquele dia. Josephine olhava timidamente para o grifinório loiro na mesa ao lado. Valeria era toda sorrisos para o corvinal sentado no bar. Olhou para Josephine.

-Uau, Josie, olha só que sorte a nossa! Dois bruxinhos lindos desses dando sopa! E estão olhando pra gente!- comentou animada.

-Hum, isso não significa nada... - retrucou sugando o coquetel pelo canudinho.

-Ai, mulher, deixa de ser pra baixo! Até parece que você quer mesmo continuar encalhada! -respondeu enquanto dava um txauzinho para o bruxo do bar.

-Val! Eu não estou encalhada!

-Ah, é verdade, afinal você nem beijou ainda! Só encalha quem já esteve na água, hum? -riu Valeria com bom humor ao ver a amiga corar. -Ora , vamos, Josie, por que você ao menos não tenta? Ai, por Merlim, ele tá vindo falar comigo! -Valeria arregalou os olhos muito azuis ao ver a amiga levantando. - Onde é que você vai?

-Voltar para o castelo, não estou afim de ficar de vela! Boa sorte! -disse e deu um rápido beijo no rosto da amiga saindo bem na hora em que o rapaz se aproximou.

A caminhada até o castelo foi rápida, apesar do caminho ser um pouco longo. Entrou distraida e foi direto para as masmorras, onde fica a sala comum da Lufa-Lufa, encontrou apenas um garotinho de olhos verdes que achatava a franja contra testa nervosamente ao olha-la através do óculos de lentes redondas, e, pelo tamanho, só podia estar no primeiro ano. Então, ao pegar um atalho por um desses corredores que desaparecem, ela acabou apareceu em um lugar completamente diferente do corredor da cozinha que era para onde pretendia ir. As tochas se acendiam a medida que passava e após alguns minutos, ao avistar uma porta na parede a sua esquerda, conseguiu identificar que estava...

-Ah, não... -suspirou desanimada quando a porta se abriu devagar.

-Srta, Vargo? Pensei que estivesse junto com seus amiguinhos em Hogsmeade comprando bombas de bosta ou amassando um pirralho qualquer atrás de uma das lojas...

Ela respirou fundo e olhou para os olhos negros que a fitavam com escárnio.

-Boa tarde para o senhor também, professor Snape.

-Tentando bancar a corajosa, Vargo? -ele ergueu uma sobrancelha. -Nem pense nisso. - Alertou quando ela deu um passo a frente tentando escapar. -Entre.

Ela congelou olhando a porta que ele segurava aberta. Entrar naquela sala era a última coisa que queria fazer naquele momento.

-Professor, eu...

-Você é surda, Vargo? Eu disse para entrar, moleca insolente!

Josephine baixou a cabeça, os olhos ameaçando marejar, e passou por ele entrando na sala fria.

Snape viu a jovem lufa-lufa baixar a cabeça e passar por ele. Por Merlim, ela ficava mais bonita a cada ano que se passava... Vinha observando a jovem durante as aulas, mas não era hora de tentar algo, ainda mais agora sua cabeça estava demasiadamente preocupada com os assuntos de Dumbledore para se distrair com uma aluninha, não importava o quanto atraente ela fosse. No entanto, que ironia, ela havia vindo parar no seu covil outra vez... Então, por que não desfrutar de sua companhia um pouco? E, quem sabe...

Josie enxugou rapidamente uma lágrima que teimara em escorrer dos olhos cinzentos. Snape fechou a porta e se aproximou dela devagar. Ela recuou instintivamente.

Ele apontou para um imensa pilha de livros em cima da velha escrivaninha.

-Já que você não tem nada de interessante para fazer hoje quero que catalogue esses livros para mim.

-Mas eu não estou em detenção... -ela murmurou timidamente.

-Ah, claro que não senhorita – ele abriu um sorriso amarelado e aproximou o rosto do dela perigosamente. - Está apenas fazendo um favor para seu velho professor de Poções...

Josie o fitou confusa. Ele passava da grosseiria a gentileza em questão de segundos e parecia ter uma especial inclinação por ser gentil quando eles estavam a sós nas masmorras. Mas que bobagem! Em que ela estava pensando? Piscou.

-O que eu devo fazer professor?

-Preciso de uma lista com o nome das poções relacionadas com seus respectivos livros.

-Sim, professor. -ela suspirou e pegou pena e pergaminho, resignada.

Severus observava Josephine. Admitia: estava impressionado com sua doçura. Definitivamente não estava acostumado com pessoas tão fáceis de lidar. Os cabelos cacheados eram médios e moldavam o rosto com perfeição. Tinha grandes olhos castanhos e uma boca estremamente convidativa. E o corpo... Estava fascinado pela forma como os seios grandes se comprimiam contra a blusa branca sob o casaco rosa bebê. Resmungou quando sentiu o corpo seguir o caminho de seus pensamentos. Não passava de um homem que gostava de se divertir com aqueles diabretes da sonserina, não era isso que Lucius sempre dizia? Então por que uma lufa-lufa agora? E por que aquela lufa-lufa? Melhor não pensar muito no assunto.

Ela estava distraída, anotando os nomes complicados quando sentiu o contato quente do corpo do professor de encontro a suas costas e derrubou o tinteiro em cima de um dos livros. Tentou se levantar para consertar o estrago, mas ele a impediu abraçando-a e descansou o rosto em seu ombro. Ela prendeu a respiração.

-Não precisa se preocupar com o livro, Vargo, eu o consertarei mais tarde. Me diga, por que não está lá fora apreciando o dia dos namorados?

-Ah, eu... Não tenho namorado, professor. -a respiração falhou ao sentir o cheiro de ervas que vinha dele.

-Os alunos de Hogwarts são todos cegos... -surrurrou. Ele a apertou contra si brevemente antes de soltá-la.- Agora pode ir. Sua ajuda foi... apreciada.

Ela levantou, tremula demais para responder alguma coisa. Os olhos baixos. Quando já no corredor, ouviu a voz macia mais uma vez:

-Vargo.- ele estava de pé ao lado da porta.

-Sim, professor?- ela o fitou corando.

-Você será sempre bem-vinda a meus aposentos. Lembre-se disso. - e fechou a porta silenciosamente.