ÀS SUAS ORDENS
Capítulo 20: Mistérios
e Paixões
ATENÇÃO: Este é um capítulo hentai. Haverão descrições explícitas de sexo. Se você não gosta deste tipo de literatura ou não tem idade permitida para ler tal tipo de conteúdo, opte por não ler este capítulo.
PV: MOTOKO
Bem, esta foi uma grande noite de despedida no bar temático. O bar terá a perda dos Toudaiseis que irão se formar este ano; isto significa que ficarei longe de Kei-kun. Preciso tomar uma iniciativa; nunca amei tanto alguém na minha vida. Aliás, é o único homem que amei – e sinto que esse sentimento cresceu de uma forma que não consigo mais segurar. E, ainda por cima, a bebedeira que fizemos como despedida está liberando todas as minhas inibições. As minhas fantasias, o mesmo desejo de possuir o Keitaro que me levou à minha primeira masturbação; posso sentir o mesmo instinto avassalador tomando conta de mim. Hoje é o dia em que farei as coisas acontecerem. Como todas investiram em indiretas e provocações sem sucesso, precisava ser mais objetiva que elas. Aliás, muito mais direta.
Logo depois que a festinha acabou, as meninas rumaram para a pensão; estavam todas cansadas e embriagadas. Haruka veio conosco, pois ela estava preocupada que as meninas fossem tomar banho nas termas naquele estado – e acompanhou-nos no intuito de fiscalizar. Haruka entrou nas termas conosco, a fim de impedir que um bando de bêbadas se afogassem.
Para não levantar suspeitas, fiquei algum tempo no meu quarto, e esperei até sentir que todas estivessem dormindo. O meu treinamento intensivo de férias em kendo aprimorou minha arte de andar furtivamente e de analisar bem o campo de batalha. Não posso cometer erros, ou não obterei nenhum êxito. Aproximei-me lentamente dos anexos da Casa de Chá, com medo de que meu estado alcoólico me levasse a cometer algum deslize. Acabei tendo trabalho em dobro: fazer uma aproximação sorrasteira e impedir que minha embriaguez atrapalhasse minha intenção.
Aproximei-me do quarto de Keitaro. Cada vez que eu chegava perto, podia sentir o cheiro dele, e isso era mais inebriante que o álcool circulante no meu sangue. As portas e janelas estavam trancadas, mas isso não seria um impedimento. Aprendi diversas técnicas de espionagem no dojo da minha família, entre as quais está a arte de invadir locais fechados. Como sei que a Haruka tem o mesmo treinamento, cuidei todos os meus atos. Mas ele não estava lá, como pude me enganar. Claro, minha embriaguez... Devo ter sentido o cheiro dele impregnado nas roupas de cama do quarto dele. Procurei um outro local, quando percebi movimento na sala de banho ofuro.
Por sorte minha, o banho ofuro dos anexos era um ambiente separado dos apartamentos. Observei que o Keitaro estava sozinho, era a minha chance. Desci do telhado da sala de banho, tirei o meu quimono e cheguei cautelosamente perto da banheira; eu queria fazer uma grande surpresa ao grande amor da minha vida.
Quando eu estava bem próxima da banheira, pude escutar o solilóquio de Keitaro. Ele estava soltando pequenos gemidos e palavras incompreensíveis, o que eu achei muito estranho... Quando fiquei de pé exatamente atrás dele, visualisei que ele estava se masturbando. Nossa, aquilo meu deixou um tanto consternada... Percebi que o uso do autoprazer é algo comum entre os solitários, sejam as pessoas solitárias pela ocasião ou por opção. Não sei quem ele estava idolatrando no momento, mas aquilo me encheu de tesão quando pensei que eu poderia ser a "homenageada".
Coloquei as minhas mãos sobre os olhos do meu amadinho e sussurrei na orelha esquerda dele: "Adivinha quem é?".
Keitaro pulou dentro da banheira e, tentando esconder o membro já ereto, exclamou: "M-M-Motoko! Que diabos você está fazendo aqui! Por que você está... Nua?".
A última palavra sentenciada por Kei-kun tinha um certo tom de admiração misturada à indignação. Aquilo me deixou cada vez mais... Indecente. E respondi, já entrando na banheira: "Não se faça de desentendido... Somos adultos, eu quero sexo e você também quer...".
"Mas, e as meninas? Elas vão...", disse Keitaro, muito atônito. Tapei a boca dele com a mão direita, na medida de interrompe-lo na fala, e usei a mão esquerda para agarrar o pênis dele.
Aproximei-me da orelha direita dele, enquanto o masturbava, e murmurei: "Cada uma teve a própria chance. Estou fazendo a minha... Não, é a nossa chance... Afinal, ambos somos virgens, livres e loucos para saber como é o sexo.".
Percebi o prazer que eu o proporcionava, então decidi que ele deveria fazer algo. Eu ronronei, com os nossos rostos quase colados: "Toque-me. Dê-me algum prazer, assim como eu te ofereço o mesma coisa...".
Notei que, apesar da minha manobra, ele ainda tinha pudor em tocar-me. Coitado, ainda tem medo de garotas. Encostei a minha testa na dele, e então afrimei: "Não tenha pudor, você quero...".
Ele se jogou para o lado esquerdo, usando a parede da banheira como apoio, para se afastar de mim. Uma certa decepção tomou conta de mim. Afinal, estamos eu e meu amado, desnudos e prontos para consumir uma relação carnal – a maior entrega que uma mulher pode fazer a um homem – e ele ainda resiste a receber tão significante presente! Eu o fitei descrente e interroguei, aproximando-me dele: "Por que você não me quer? Por um acaso eu não sou... Desejável?".
Ao terminar a frase, eu aninhei a cabeça do Kei-kun entre meus belos seios. Foi um dos momentos em que não lamentei ter peitos fartos. Keitaro, com o rosto enterrado entre as minhas mamas, apenas balbuciou: "Não sei se estamos fazendo a coisa certa...".
Daí eu tive que apelar. Abaixei-me e encarei-o seriamente, contestando: "Não me arrependo do que estou fazendo, eu me lamento de não ter feito algo mais incisivo para demonstrar o quanto eu te queria antes. Quero deflorar contigo, e tenho muita honra em ser a primeira mulher com quem você transará na vida!".
Keitaro liberou uma lágrima solitária pelo olho direito, a qual rolou pelo rosto até a ponta do queixo. Num gesto que misturou ternura e devassidão, encostei minha língua logo abaixo do queixo dele e usei-a para aparar a lágrima solitária, antes que a mesma caísse na banheira e lá se dissolvesse – como um anônimo na multidão. Kei-kun perguntou: "Você jura?".
Eu afirmei positivamente com a cabeça, de uma forma serena. Naquele momento, descobri que a embriaguez pode ser útil. Graças à bebedeira, eu fui capaz de vencer meus pudores e entregar o que tenho de mais precioso para o meu amadinho: meu amor e meu doce recanto do prazer. Beijamo-nos intensamente, enquanto encaixava a masculinidade de Keitaro na minha caixa do prazer. Já que eu estava por cima, precisava tomar as atitudes. Cada incursão do Kei-kun trazia um misto de êxtase e dor. Não era exatamente um ato tão romântico quanto pensava, mas senti tanto prazer junto a quem amo – e isso valeu muito a pena.
Pena que foi rápido... Não demorou muito para o Kei-kun alcançar o orgasmo. Senti o ejaculado, quente e viscoso, se derramar dentro da minha vagina. Pouco a pouco, Kei-kun relaxou os músculos e deslizou na banheira. Num gesto de carinho, novamente aninhei a cabeça dele entre meus seios, dando-lhe um doce beijo no topo da cabeça dele. Perguntei-lhe: "Então? Doeu?".
"Não doeu, mas sinto que você está forçando uma situação em que não posso garantir a resposta que você deseja ouvir...", argumentou Keitaro. Às vezes, meu adorado trapalhão consegue ser brilhante.
"Tudo bem, você tem até a formatura para pensar...", eu respondi.
"Ué, por que até a formatura?", indagou-me Keitaro.
"Porque lá começará a tua vida profissional, e aumentará a chance de não te ver mais. Por isso, precisarei da resposta até lá.", esclareci-lhe. Ele meneou positivamente e voltou a relaxar em meus braços.
Aquilo foi tão bom que eu quis experimentar de novo... Estimulei manualmente o membro dele até que estivesse pronto para um novo intercurso. Desta vez, eu fiquei por baixo e recepcionei a penetração. Novamente nos envolvemos até o momento em que Keitaro liberou o líquido seminal dentro de mim.
Após descansar um pouco, Kei-kun mergulhou rapidamente e saiu da banheira. Enquanto se enxaguava, ponderou: "É melhor eu voltar para o meu quarto. A Haruka desconfiará essa demora toda para tomar um banho.".
Concordei e também saí da banheira. Apesar de pouco recomendado, eu usei a toalha de Kei-kun para me secar. Depois de vestir o meu quimono, abracei o meu amor pela cintura, abordando-o por trás. Dei-lhe um terno beijo na nuca, repousando minha cabeça contra a cabeça dele, depois lhe confessei: "Adorei a noite de hoje. Espero que haja mais noites iguais a essa!".
"Não posso garantir que isso ocorrerá de novo...", afirmou Kei-kun, um tanto preocupado. Eu deslizei a minha mão esquerda por dentro do quimono dele até encontrar o membro, o qual comecei a estimular. Rapidamente, o falo ficou ereto, e então prometi: "Eu garanto que haverá outras noites como essa. Não tenho mais medo de envolver-me sexualmente com alguém. E este alguém é você...".
Masturbei-o até gozar. Vi que minha mão ficou seja de esperma. Enquanto me dirigia até a torneira para me lavar, Keitaro deixava a casa de banho, recomendando-me que eu me apressasse – pois ele precisava trancar o local. Depois de tudo pronto, despedi-me com um abraço e um beijo rápido. Voltei satisfeita para a pensão, mas tinha um desejo de repetir a dose... E espero que haja uma outra oportunidade! Acho que isso é o que significa o amor entre um homem e uma mulher...
PV: NARU
Depois daquela bebedeira, as meninas estavam exaustas. E o banho termal foi fantástico, algo que conseguiu nos reanimar e tirar a sensação de ressaca. Depois do banho, a Haruka tratou de deixar-nos devidamente entregues, cada uma no próprio quarto.
Eu tentei pegar no sono, mas não conseguia dormir. Senti que algo perturbador me impedia de ter uma boa noite de sono, mas não conseguia definir o que estava me incomodando. Fui conversar com a Kitsune, mas ela estava tão ferrada de sono... Daí me lembrei que a Motoko é uma expert em sobrenatural, e fui falar com ela. Afinal, se essa sensação fosse uma manifestação de forças não-terrenas, Motoko era a pessoa ideal para se discutir um tópico como este.
Ao chegar no quarto dela, abri uma fresta na porta de correr – pois precisava verificar se seria possível conversar com ela. Se ela também estivesse muito cansada, eu seria um grande estorvo. Mas me surpreendi quando flagrei o quarto vazio. Onde ela teria ido a essa hora da noite?
Desci ao térreo. De repente, a espadachim foi até a cozinha comer algo... Mas ela não estava em lugar nenhum, e isso começou a preocupar-me. Levantei a possibilidade de que o excesso de álcool tivesse afetado a mente da garota-kendo de uma forma perigosa. Dirigi-me até a recepção e saí do prédio, imaginando onde ela teria ido.
Foi quando notei um vulto na escada, dirigindo-se aos anexos. E se fosse a Motoko em estado de sonambulismo? Decidi segui-la, para evitar algum acidente. Só que aquela safada estava bem acordada, e fazendo algo que me desestabilizou. Escondi-me e escutei aquilo tudo, sentindo um grande nojo. Não era nojo, era ciúme mesmo! Não gosto de sentir-me para trás em uma competição. Nem sei porque não impedi aquela devassidão. Não, estou errada de novo, eu sei muito bem porque não intervi; eu também quero ter minha noite de amor com o Keitaro. É uma certeza que eu tenho, e a atitude de Motoko só confirmou minhas relações com o nosso eterno kanrinrin. Se ela pode fazer amor com o Kei-kun, eu também posso.
Esperei eles terminarem o que estavam fazendo e cada um seguir o próprio caminho. Como percebi que o Keitaro deixou a porta do apartamento imprudentemente aberta, escolhi espera-lo dentro do quarto. Era mais conveniente e menos frio que aguarda-lo ao relento da madrugada. Invadi cautelosamente os anexos, pois sei que a Haruka tem ouvidos afiados, e não estava com vontade de pagar mais um mico. Escondi-me dentro do armário e despi-me; estava pronta para o ataque.
Demorou um certo tempo até perceber que finalmente Kei-kun se dirigia ao quarto. De repente, senti o meu coração bater velozmente; estava bastante ansiosa com a possibilidade em enroscar o meu corpo junto ao homem que tanto amo. Tinha uma sensação dúbia de excitação e preocupação. Era óbvio que eu o desejava, mas tinha medo de novamente magoá-lo. Mas lembrei de um fato que diversas amigas comentam: dificilmente os homens deixam de fazer sexo com uma mulher que, ao menos, tenham algo que ele considere atraente. E este pensamento me encheu de esperanças de conquista-lo. Cansei de bancar a certinha; hoje eu irei atacar para valer e provar que sou melhor de cama que a Motoko-chan.
PV: KEITARO
Que noite! Depois de uma orgia alcoólica digna de Baco, mantive relações sexuais com uma das mulheres mais bonitas que já conheci. Estava tão atordoado que cheguei a tropeçar no acesso aos apartamentos. Tal fenômeno acordou Haruka que, mesmo sonolenta, ainda teve agilidade para me acudir. Ela se aproximou e questionou: "Você está bem? Por que você só está indo a essa hora para o quarto? Concordei com o banho ofuro em vez de tomar uma ducha, mas você prometeu que iria se cuidar!".
"Calma, Haruka-san! Eu fiquei mais tempo porque á água estava supimpa!", expliquei, ainda um pouco tonto.
"Humph, você é um desastrado mesmo. Só você para andar na rua com um quimono mal vestido. Ainda bem que é noite e estamos longe da pensão... As garotas não iriam apreciar um homem estendido no chão, com as partes de fora...", ralhou Haruka. Foi quando notei minha situação lastimável. Caramba, fique de pé mais rápido que uma lebre, pedindo mil desculpas à minha tia; nunca pretendi embaraça-la. Elas apenas suspirou e abanou levemente a mão, como quem não desse muito crédito ao ocorrido. Sempre gostei da discrição de Haruka, só espero um dia finalmente chama-la de tia.
Ela me acompanhou até o apartamento; sempre senti que ela nunca deixou de preocupar-se comigo. De alguma forma, senti-a como uma mãe para mim. Disse a ela que pretendia dormir nu, e ela ajudar a desvencilhar-me do quimono. Sem nenhum pudor, ajudou-me a posicionar-me no meu futon. Colocou uma coberta sobre mim, e despediu-se com um beijo na minha bochecha esquerda. Quando ela estava fechando a porta, eu falei alto: "Queria que você fosse minha mãe, Haruka-san...".
Ela não se virou; simplesmente paralisou por um curto período, e só então terminou de fechar a porta. Nem pensei muito no significado daquilo tudo; acabei dormindo quase que instantaneamente.
PV: NARU
Nossa, quando a Haruka-san entrou no apartamento, tive a sensação de que minha intenção tinha acabado. Mas tive muita sorte, e Haruka não percebeu minha presença. Nem se aproximou do armário para guardar o quimono do Keitaro; deixou-o próximo ao futon. Achei muito comovente a declaração de Keitaro para Haruka. Naquele momento, todas as minhas ansiedades sumiram e adquiri a certeza de que aquele homem era o certo para mim. Só esperei ele adormecer, para lhe proporcionar mais uma grande emoção; a Motoko não perde por esperar.
Keitaro adormeceu rapidamente; devia estar muito cansado da bebedeira... E da transa com a Motoko-chan. Quando senti que a Haruka não iria retornar, sai vagarosamente do armário e deitei-me ao lado dele. Comecei a beija-lo no rosto; ele apenas soltou um murmúrio incompreensível. Eu ri, pois achei aquele gesto tão bonitinho...
Então continuei a beija-lo, descendo pelo pescoço e tronco. Quando mordisquei os mamilos dele, ele acordou meio entorpecido e ficou me encarando, com o olhar um tanto confuso. Então, ele agitou um pouco a cabeça e perguntou: "Naru-san, o que você está fazendo? Estou tão cansado...".
"Não é só a Motoko-chan que quer sentir prazer contigo. Eu também quero, e vai ser agora...", expliquei-lhe. Depois da minha resposta, continuei a beijar-lhe o corpo, descendo cada vez mais. Ele ficou resmungando até o momento em que beijei-lhe a glande; ele soltou um murmúrio de prazer.
Ao perceber a satisfação dele, afirmei-lhe: "Você gostou, não é? Pois eu vou lhe provar que posso lhe dar tanto prazer quanto a espadachim!".
Quando ele tentou iniciar uma resposta, comecei a felá-lo. Ele soltou um gemido de prazer que foi gratificante para mim. A única coisa que eu temia era que a Haruka aparecesse naquele momento... Nós dois nus, e eu felando o Keitaro. Seria bastante embaraçoso, para não dizer vergonhoso.
Coloquei a base do membro entre meus seios e continuei felando-o, até sentir que o falo começou a pulsar vigorosamente. Naquele momento, acreditei que o Kei-kun estava pronto para a cópula. Rastejando sobre o corpo do meu amado, só parei quando os meus olhos ficaram diretamente contra os dele. Eu afirmei: "Eu sei que você não resiste à minha beleza. Vamos fazer o que estamos predestinados a fazer.".
Não o deixei dizer qualquer coisa, beijei-o apaixonadamente. Fiquei roçando minha vulva contra a masculinidade de Kei-kun até sentir que ambos estavam devidamente encaixados. Neste momento, usei a mão esquerda para ajudar no encaixe. E como foi difícil a penetração! Demorou um pouco para o membro dele vencer o meu hímen, além de doer um pouco. Mas meu amadinho foi carinhoso e deixou que eu comandasse as ações até que a penetração fosse fácil.
Quando isso ocorreu, Keitaro me agarrou pela cintura e girou, ficando sobre mim. Ele me questionou: "Você tem certeza que deseja continuar com tudo isso?".
Eu prontamente respondi: "Não perdi minha virgindade à-toa, meu amor... Fazer sexo contigo é tudo que eu necessito agora. Vai fundo e faça-me feliz!".
Com tal resposta, Keitaro aproximou os lábios dele aos meus, beijando-me tão intensamente quanto acelerava o ritmo das penetrações. Ficamos daquele jeito por vários minutos, até sentir o jorro dele inundar minha vagina. O líquido seminal era tão quente quanto o amor que eu sentia por ele. Depois do gozo, o meu amadinho se deitou suavemente sobre mim, pousando a cabeça dele um pouco acima dos meus seios, bem próximo ao meu pescoço. Não havia nada a dizer – e nem precisava, pois tudo o que fizemos era auto-explicativo.
Depois de um tempo descansando, eu o agarrei firme e fiz o giro no sentido contrário ao feito por Kei-kun. Meu amor ainda estava exausto devido ao nosso intercurso, quando decidi novamente felá-lo. Posicionei-me à esquerda do corpo dele; então inclinei o meu tronco até minha boca alcançar o falo de meu amor. Enquanto acariciava a barriga dele com minha mão direita, sustentava o membro dele com a mão esquerda durante a felação. Felei-o até sentir que ele ia gozar; estimulei-o manualmente até a ejaculação. Recebi todo o esperma no meu rosto. Era tanto nojento quanto prazeiroso.
Sentei-me sobre a virilha dele e encarei-o com ternura. Sempre foi tão difícil me entregar a alguém e, de repente, fiz coisas que classificava como impuras junto àquele homem. Ou melhor, anulei-me para agradar o homem que amo. Naquele momento, eu lhe confessei: "Se eu tinha dúvida, Kei-kun, agora não tenho mais. Eu sempre te amei. Sempre!".
"Tudo bem, mas ainda não sei o que dizer, além de agradecer a noite que você me proporcionou. É melhor você ir se limpar, pois seria algo inimaginável a Haruka te flagrar neste estado.", explicou-me Keitaro. Bom, lavei-me, despedi-me com um beijo no rosto, vesti minhas roupas e voltei para a pensão. É triste perceber que, apesar da entrega, não há garantia de que serei correspondida.
PV: KEITARO
Fiquei de vigília, pois precisava conferir se a Naru-san sairia do meu quarto em segurança. Enquanto a ruiva não saísse do apartamento, eu temia que a Haruka – ou quaisquer uma das meninas – fizesse um escândalo. Imagine, eu transei com duas mulheres, em tempos diferentes é claro, no primeiro dia em que fiz relação sexual.
Aquele clima de promiscuidade, toda aquela veneração ao sexo, lembrou-me de antigos cultos ocidentais pagãos. Muitos desses cultos reverenciavam o feminino da divindade, a fecundidade da natureza. E lembrei-me da perseguição católica, da versão propositadamente errônea – para confundir as almas rudimentares dos europeus medievais – de que não passavam de cultos satânicos. Desse modo, a Igreja matou milhões – como vários de meus ancestrais trucidaram os chineses – e acha que um mero pedido de desculpa apaga tudo o que aconteceu. Por isso, sou avesso às religiões: para mim, Kami-sama é bom e não se associa com tais sordidezes humanas.
E as transas que tive hoje, de alguma forma, fizeram-me sentir um pouco perto da divindade feminina, esquecida pela masculinização das Igrejas. A procriação. A entrega ao sexo como forma de usar o orgasmo – considerado o poder mágico mais forte que existe – para atingir a iluminação. O nirvana. Eu me tornei "nós" através de duas mulheres. Mulheres poderosas, que provaram fazer de tudo para demonstrar o quanto me amam. O amor, a instância mor da natureza. Aos olhos do amor, mesmos os atos mais libidinosos se tornam esplêndidos, uma verdadeira graça.
Acabei dormindo enquanto pensava em tudo isso. Esperava uma boa noite de sono.
PV: KITSUNE
Alguém foi me acordar, tenho certeza disso. Só não me acordei porque estava ferrada de sono. Depois de algum tempo, outro barulho me acordou. Escutei passos no corredor. Com um pouco de ressaca, mas bem melhor que antes, levantei-me cautelosamente e fui verificar quem era.
Fiquei feliz que era a Motoko. Só achei estranho estar de pé àquela hora, logo uma pessoa tão fraca para o álcool como ela. Cumprimentei-a e perguntei-a o que fazia acordada àquela hora. Ela me respondeu que tinha saído para tomar um ar. Ela me parecia tão radiante, algo não se encaixava.
Fui falar com a Naru, já que suspeitei que fora ela que queria falar comigo outrora. Ao abrir a porta do quarto da ruiva fatal, percebi que ela não estava lá. Naru ausente na pensão, a Motoko radiante... Coincidência demais.
Depois de tomar um belo copo d'água na cozinha, senti como se estivesse sendo passada para trás. Decidi dar uma volta. Ou melhor, decidi ver se havia algum assédio sobre o Keitaro. A despedida dos Toudaiseis teve uma certa tensão no ar. Sexto sentido feminino é algo que geralmente não falha.
E não falhou. Ao aproximar-me do apartamento do Keitaro, pude sentir a luxúria no ar. Reconheci aquela sensação como a mesma que a Motoko exalava. Os ferormônios têm um odor inigualável.
Por uma fresta na janela, observei algo que jamais imaginaria. Naru e Keitaro fazendo amor como se fosse velhos amantes. E aquilo me excitou... Se eu já tinha vontade de entregar-me ao nosso estimado kanrinrin, vê-lo em ação – usando o seu "dote" como ninguém – só reforçou minha vontade de transar. Pude sentir meus mamilos entumescerem, minha vagina umedecer.
Quando percebi que a Naru ia sair do quarto, escondi-me embaixo da escadaria. Esperei a Naru se distanciar bastante dos anexos, então subi. Minha sorte, a porta estava aberta! Abri uma pequena fresta, vi que ele tinha adormecido. Entrei lentamente e, logo após fechar a porta, tirei meu quimono de dormir e minhas peças íntimas.
Aproximei-me do futon e, deitando-me ao lado esquerdo dele, comecei a lamber o rosto de meu amado. Que se dane se ele transou com outras mulheres nesta noite, também quero minha chance!
Keitaro apenas balbuciou: "Naru-san, pensei que você já tinha ido embora... Deixe-me dormir!".
Então, apenas me dei o trabalho de sussurrar: "Mulher errada. Tenta de novo, meu amor...".
Keitaro abriu bem os olhos e ficou me encarando, arregalando-se cada vez mais, até que falou: "Kitsune-san, o que diabos você está fazendo aqui?".
"Transar contigo, o que mais?", respondi, girando o corpo e ficando por cima dele. E continuei: "Não adianta me olhar espantado; só saio daqui após transar com o meu Keitaro!".
Acho que fazer amor com duas mulheres anteriormente deixou o Keitaro bem empolgado. Ele me deu um olhar de quem acatou minha vontade sem questionar. Demos um beijo apaixonado, até o momento em que foi explorando meu corpo e mordiscou os meus mamilos, um de cada vez. A mão dele era mágica, explorando a maciez do meu clitóris.
Depois de um certo tempo, decidi devolver a gentileza. Explorei o corpo dele, até o momento em que mordisquei a glande dele. Decidi fazer algo mais interessante... Coloquei o membro dele entre meus fartos seios e masturbei-o, como se ele estivesse copulando com meus peitos. Comecei a mexer meus peitos com as minhas mãos cada vez mais rápidas, até que o Keitaro se explodiu em esperma no meu rosto. Dei um suave beijo na glande e fui me lavar.
Quando voltei do banheiro, Keitaro estava de pé e com o membro em riste, pronto para me penetrar. Foi quando notei algo e comentei: "Ué, você não tem camisinha?".
"Não, é importante?", perguntou-me com toda a inocência. Fiquei embasbacada... Um universitário não sabe as conseqüências de um ato sexual desprotegido?
"Mas é claro! É a primeira vez que faço sexo na vida e não quero engravidar de cara!", afirmei com ênfase. Percebi que ele engoliu em seco, o que significa que as meninas não se precaviram – seja por acidente ou de propósito. Só que eu não abriria mão de uma noite de amor, e só havia uma coisa a fazer – e eu faria qualquer coisa para ter prazer com o Keitaro.
Fiquei de frente para uma das paredes e apoiei minhas mãos sobre a mesma. Inclinei meu tronco para a frente, deixando minhas nádegas bem empinadas. Notei que meu amado ficava excitado com aquela visão, e devolvi com um sorriso bem sacana. Expliquei-lhe: "Bom, não vou desistir de você, então vá fundo!'.
"Mesmo sem camisinha?", Keitaro me inquiriu timidamente.
"Mas você não vai meter na minha vagina. Você vai fazer sexo anal comigo...", disse-lhe.
Keitaro me olhou arregalado e inquiriu-me: "Você tem certeza? Eu nunca meti uma mulher por trás, ainda mais fazer sexo anal. Tenho medo de machucar-te...".
"Seja o que Kami-sama quiser. Por você, faço qualquer coisa. Não vou ficar para trás na disputa pelo teu coração!", expliquei-lhe com convicção. Com um sorriso maroto, continuei: "Mas você pode ficar por trás de mim e fazer o que quiser... Só não quero engravidar, e esta me pareceu a solução mais óbvia. Pensei que todo homem gostasse disso. Lubrifique o pênis com saliva, deve funcionar...".
Depois de tudo esclarecido, encarei a parede, esperando o cajado de meu amor me irromper de uma forma não-ortodoxa. Ele me penetrou vagarosamente, mas desde o início senti que não era algo natural. Doeu muito, e demorou muito até me acostumar. Cada estocada era um gemido de dor. Ele ameaçava parar, mas eu incentivava-o a continuar.
Ele agarrou meus peitos com força, e começou a estocar cada vez mais rápido. Para tentar me satisfazer, cada estocada no meu traseiro era acompanhada de um estímulo no mamilo esquerdo; ele tirou a mão direita do meu seio e usou-a para estimular o clitóris. E não é que funcionou? A estimulação do clitóris e do meu seio esquerdo começou a encher-me de um prazer inimaginável, ao ponto que eu não precisava mais da estimulação. Segurei-me para não urrar de prazer. Comecei a mexer o quadril na mesma direção das estocadas de Keitaro, demonstrando que eu apreciava aquela forma de sexo.
Ficamos naquele vai-e-vem até o momento em que senti um líquido viscoso preencher o meu reto. Depois que ele retirou o membro de mim, sorri de uma forma marota e fiquei de frente para ele, beijando-o na boca ternamente. Perguntei-lhe: "E então? Gostou de provar meu traseiro?".
Keitaro ficou vermelho e respondeu-me sem me encarar: "Bem, eu gostei bastante, mas não creio que tenha sido prazeroso para você..."
Eu ergui o queixo dele e afirmei: "Eu fiz porque quis, e não me arrependo. Adorei porque foi com alguém que me respeita, e sabe quando pode avançar o sinal. Prepara-se, pois haverão outras dessas transas. E vai ser agora...".
Depois de tomarmos uma ducha rápida, voltamos para o quarto. Esperei Keitaro deitar no futon, então fiquei sobre ele. Depois de felá-lo até que o membro estivesse bem rijo, tratei de encaixar o pênis dele em meu ânus. Após uma lenta introdução, comecei a acelerar a cavalgada. Quanto mais rápido eu cavalgava, mais firme ele agarrava meus seios.
Que prazer! Por mais estranha que fosse aquela forma de entrega, acabei descobrindo um doce prazer. Acho que tudo fica mais prazeroso quando feito com amor. Ficamos naquele balanço até meu amadinho atingir o orgasmo. Após ele gozar, senti o sêmen escorrer pela minhas coxas; são os inconvenientes do amor...
Beijei-o na testa e disse: "Adorei essa noite, mas devo voltar... Logo amanhece, e não quero que a Haruka nos flagre assim.".
"Concordo. Estou exausto, fazer amor com três mulheres em uma mesma noite não é algo fácil... Acho que posso disputar uma maratona depois da ação que tive hoje!", murmurou Keitaro, com um belo sorriso. Aquele sorriso vale ouro para mim.
"Mas eu voltarei a transar contigo, pode ter certeza... E eu estarei precavida, para que possamos fazer amor de uma forma mais convencional.", afirmei. Dei um beijo de despedida, tomei outra ducha rápida, vesti minhas roupas e saí de fininho. Tinha a sensação de dever cumprido. Se elas podem trepar com ele, eu também posso. No amor e na guerra, vale tudo.
PV: KEITARO
Depois que a Kitsune saiu, fiquei encarando o teto, deitando sobre o futon. Foi tanta transa que fiquei excitado, não conseguia dormir. Tinha receio que outra garota viesse me procurar para fazer sexo comigo. Estava quase amanhecendo quando voltei a dormir. Tenho certeza que esta foi a noite mais esplêndida da minha vida. Afinal, quem tem a possibilidade de transar com três mulheres completamente apaixonadas pelo mesmo homem?
Tranquei a porta para evitar novas investidas. De alguma forma, senti que essa história não vai acabar bem...
Capítulo feito entre 19/11/2005 e 27/01/2006. Eu comecei este capítulo antes do anterior, mas precisava escrever um pouco mais sobre o bar temático antes de criar uma oportunidade para que as meninas finalmente tivessem sexo com Keitaro. Confesso ser um grande fã de contos hentais, e eu já tinha previsto que haveria uma oportunidade de escrever algo com conteúdo adulto nesta saga. O episódio em que Motoko descobre o próprio corpo foi um ensaio, como que antevendo que a emoção aumentaria na série. Até a próxima!
