Parecia fácil, mas havia confusão
Já não sabia, se dizer sim ou não.
Entrar na onda, era fácil aguentar
O que assustava, era como ia acabar.

Tinha vontade, de deixar de lutar
Contra o que sabia que era melhor evitar.
Só uma vez não iria mudar nada
Pensar no fim é que ainda me assustava.

Sara Tavares - Escolhas


Capítulo Dois


No dia depois do baile, Ginny olhava para o seu guarda fato sem saber o que vestir. Após muito vestir e despir, conseguiu se decidir por um vestido de Cocktail verde claro. Acabou de se preparar e desceu até á cozinha uns minutos antes das oito para se despedir dos pais.

-Vais sair?- Molly perguntou quando viu a filha entrar.

-Sim, vou jantar fora.

-Oh! Que bom. Vais com o Harry?

-Não, não vou com o Harry.- a mãe dela ainda tinha esperançar que ela e o Harry reatassem o namoro.

-Então com quem?- Molly perguntou curiosa.

Ginny ponderou se deveria dizer a verdade mas não valia a pena mentir, eles acabariam descobrindo.

-Com Draco Malfoy.- Ao ouvir as palavras da filhe, Artur Weasley tirou os olhos do jornal e olhou para Ginny.

-Com quem?- ele perguntou esperando ter ouvido mal.

-Com Draco Malfoy.

-Tu vais jantar com esse... esse...tu sabes quem ele é? Ele é um Devorador Da Morte. Lembraste o que ele fez ao teu irmão, o que ele fez ao Dumbledore, lembraste o que o pai dele te fez?- Artur disse numa voz que Ginny conhecia. Artur era um homem muito calmo geralmente, havia apenas um assunto que o fazia tornar-se pior que um leão enraivecido. Quando se tratava dos Malfoys, Artur ponha a razão de lado.

-As pessoas mudam, pai, além disso foi Fenrir Greyback que atacou Bill, foi Snape quem matou Dumbledore e ele não é Lucius Malfoy, ele é Draco Malfoy!

-Quem sai aos seus não degenera! Ele é um Malfoy e neles não se pode confiar!

-Pai, eu já tenho idade suficiente para saber em quem posso confiar!- ela disse furiosa. Mais uma vez estavam se metendo na vida dela, tratavam-na como se ainda fosse uma miuda.

-Então quando ele te magoar não venhas chorar para o meu ombro!

Ginny olhou para o pai cheia de raiva. Ele podia ser tão insensivel quando se tratava de Malfoys. Ela saiu como uma tempestade da cozinha e foi para o jardim mas ainda ouviu Artur dizer:

-A minha filha, a minha própria filha!

Ginny estava capaz de matar alguém com os olhos. Lágrimas de dor e de raiva caiam-lhe pelos olhos. Ficou aliviada por ter tempo de se acalmar antes de Draco aparecer para buscá-la, mas oito horas em ponto ele materializou-se no jardim.

-Estou atrasado?- ele perguntou, olhando para o relógio.

-Não, eu é que não gosto de fazer ninguém esperar.

-Estás bem?

-Estou, porque perguntas?

-Porque...- ele aproximou-se dela, ergueu a mão e tocou com o polegar na face dela.- tens lágrimas e teus olhos estão brilhantes!

-Só tive uma pequena discussão com o meu pai.- ela murmurou.

Ele olhou-a atentamente e depois olhou para a casa. Artur estava na janela, com um olhar de repulsa.

-Foi por minha causa não foi?

-Não...

-Eu sei que foi. O teu pai odeia-me. Não só pelo que fiz mas porque meu pai é Lucius Malfoy.

-Não vamos falar disso. Anda vamos embora!- ela disse agarrando-lhe na mão.

-Vamos para o La Petite Perle!- ele disse e materializaram-se ambos no luxuoso restaurante.

O empregado conduziu-os á mesa que Draco havia reservado e fizeram os pedidos. Conversaram toda a noite. Era espantoso como era tão fácil Ginny conversar com Draco. Parecia que sempre se tinham dado maravilhosamente. As horas passaram sem que nenhum deles desse conta. Quando deram por si, era quase meia noite.

-É melhor ir te por a casa.- ele disse.

-Também acho. Está tarde e amanhã acordo cedo.

Draco pediu a conta e depois materializaram-se no jardim da Toca. A noite estava como a anterios, limpa, quente e quase mágica.

-Obrigado pela noite! Há miuto tempo que não me divertia assim.

-Eu é que agradeço a companhia.- ele disse sorrindo. Depois caiu um silencio entre os dois. Ginny olhou os olhos cinzentos de Draco. Estavam brilhando ao luar. Viu-o aproximar-se dela, colocar as mãos na cintura dela e aproximar os seus lábios dos dela. Ela fechou os olhos momentos antes de sentir o suave beijo que ele lhe deu. Mas de repente afastou-se.

-Desculpa Ginny! Eu não queria...

Ela sorriu. Nunca imaginou ver Draco Malfoy, o mestre da calma embaraçado, muito menos por beijar uma mulher. Ela agarrou-lhe nas mãos e beijou-o novamente.

Desta vez o beijo não foi suave. Beijaram-se como se sempre o quisessem ter feito mas nunca pudessem. Ginny agarrou-se a ele como quem encontra água no deserto. Ficaram durante minutos se beijando e quando finalmente se separaram ambos sorriram.

-Eu... Ginny, não quero que interpretes mas. Ainda ontem nos...bem, conhecemos mas a verdade é que o que sinto por ti, não sei explicar.

-Eu percebo! Eu também não sei o que se passa comigo mas acho que és alguém especial. Conquistaste-me sem eu sequer conseguir te impedir.

-Tu, não sei o que fizeste Ginevra Weasley mas a verdade é que... eu estou gostando de ti!

Ela sorriu e deu-lhe um beijo rapido nos lábios.

-Mas eu tenho que ir. Está muito tarde e o meu pai deve estar na janela com a varinha apontada para ti.

-Tudo bem mas posso te ver amanha?

-Claro que sim.- ela disse e novamente ficaram em silêncio.- Draco, o que fazemos a partir daqui, quero dizer, já não somos adolescentes, não temos idade de andar brincado e depois deixar tudo para trás como se não tivesse acontecido.

-Eu não quero deixar nada para trás, eu quero seguir em frente. Nunca julguei dizer isto mas é serio o que sinto por ti! Nunca imaginei que alguém me conseguisse fazer sentir desta maneira, muito menos em dois dias. E muito menos tu, olhando para o passado, naquela altura era tudo tão diferente mas agora... agora vejo que tu és especial.

-Eu também.

Beijaram-se uma última vez e Ginny entrou em casa. Draco esperou até ver uma luz no primeiro andar acender-se e a sombra dela despindo a roupa e depois desmaterializou-se.


N/A: Eu sei, está um pouco lamechas mas eu hoje estou super romantica.lol. E sei que Artur Weasley foi um pouco duro, mas depois de tudo o que os Malfoys lhe fizeram eu acho que é compreensível. espero que gostem.