I was waiting for so long - Estava esperando á tanto tempo

For a miracle to come - Para que viesse um milagre

Everyone told me to be strong - Todos me diziam para ser forte

Hold on and don't shed a tear - Aguentar e não derramar uma lágrima

Through the darkness and good times - Através da escuridão e tempos bons

I knew I'd make it through - Sabia que iria conseguir

And the world thought I had it all - E o mundo julgava que eu tinha tudo

But I was waiting for you - Mas eu estava esperando por ti

Hush, now - Silêncio, agora

I see a light in the sky - Vejo uma Luz no céu

Oh, it's almost blinding me - Está quase me cegando

I can't believe - Não consigo acreditar

I've been touched by an angel with love - Fui tocado por um anjo com amor

Let the rain come down and wash away my tears - Deixa a chuva cair e lavar as minhas lágrimas

Let it fill my soul and drown my fears - Encher minha alma e afogar os meus medos

Celina DionA New Day Has come


Capítulo Vinte e Três


Draco esperou no escritório de Nott. Era um escritório amplo, muito iluminado e com uma impressionante vista sobre a enorme propriedade dos Nott.

-Draco, não esperava ver-te tão cedo. Não tem nem uma semana que te apresentei a proposta do negócio...- Nott disse entrando na sala e sentando-se no seu cadeirão de cabedal.

-Não venho falar de negócios!- Draco esclareceu.

-Não?!- Nott tinha uma expressão surpresa que irritou o louro.

-Não! Eu venho falar de Ginevra Malfoy!

-Oh!- a expressão do homem de olhos azuis mudou. Agora tinha uma expressão divertida, quase desdenhosa. Draco sentiu o sangue fervilhar debaixo da sua pele. Mas manteve-se calmo, como sempre, enquanto via Nott adoptar uma posição muito mais confortável na sua cadeira, colocar as mãos atrás da nuca e os pés sobre a mesa.

-Eu quero que te afastes dela!- Draco foi directo.

-E que autoridade tens tu para me pedir isso?

-Não estou pedindo e sou o marido dela!

-Um marido que a violou, a desprezou, a obrigou a casar e lhe foi infiel descaradamente. Não me parece que estejas em posição de me obrigar a nada. Agora, eu, ao contrário de ti, nunca lhe fiz nada de mal.- Nott contastou, sabendo que era um ponto a seu favor.

-Mas o filho dela também é meu!- Draco apontou.

-E esse filho é a prova da sacanagem que lhe fizeste!- Nott tocou na ferida de Draco.

-O que queres dela?- Draco mudou de estratégia.

-Ela mesma. Porque é tão difícil as pessoas acreditarem que estou mesmo apaixonado por Ginny?- ele disse com ar incrédulo.

-Porque tu nunca quiseste saber de mais ninguém senão tu, nem para te lamber as botas, nunca confiaste em ninguém senão em ti mesmo. Tu só te preocupas contigo mesmo, tu só queres saber de ti.

-As pessoas mudam!

-As pessoas como tu nunca mudam!

-E, para Ginny, as pessoas como tu também não!- Nott sorriu e Draco sentiu vontade de arrancar-lhe aquele sorriso com uma maldição Cruciatus.

-Afasta-te dela Nott, não me querias ver furioso.- Draco ameaçou.

-Eu não tenho medo de si, Sr. Ministro! Quem devia ter medo eras tu. As pessoas podem ter esquecido tudo o que fizeste quando eras um Devorador da Morte, mas eu não e recordar-lhes pode pôr a tua carreira em risco. Então se lhes contar o que eles não sabem...- Nott já não tinha uma expressão diverida e tinha se levantado. Ambos os homens olhavam-se com ódio, um ódio calmo e calculista capaz de fazer gelar um deserto. Se eles não fossem Slytherins já teriam amaldiçoado o outro até ao Inferno, no entanto eles sabiam ambos jogar aquele jogo, e ali o que mais contava não era os feitiços, era a inteligência, a capacidade de ser racional nos momentos em que a racionalidade parecia ser impossível de dominar.

-Eu posso ter feito muito mal como Devorador da Morte, mas tu, mesmo não sendo um Devorador conseguiste ser muito mais maquiavélico e fazer muito mais crueldades do que eu!

-Pois, mas eu não sou Ministro. Tu és!

-Para teu desprazer! Comigo ali, não tens como subornar o Ministro, não consegues esconder todas as tuas porcarias, tens andado de redea curta e isso não te agrada. É por isso que estás atrás dela? Para me prejudicar? Para me afectar?

-Eu estou simplesmente atrás da minha felicidade!

-Acredito que sim, mas ao contrário de mim, Ginny não é a tua felicidade, tens outros planos para ela e eu não descanso enquanto não descobrir!

-Faz o que quiseres Malfoy, eu não tenho nada a esconder!- Nott disse, novamente se sentando na cadeira, muito mais relaxado. E Draco sabia que não iria encontrar muito sobre Nott que o pudesse ajudar. Aquele homem nem em papel ou feitços confiava. Tudo o que havia sobre ele, todos os segredos, todos os podres estavam escondidos dentro da mente dele, e mesmo sendo Draco um poderoso Legillimens, Nott também o era. Seria impossível ele conseguir saber as intenções de Nott por ele. Se não conseguia de um lado, iria conseguir do outro. Iria tentar saber por Ginny.

-Estás avisado!- Draco disse e saiu do escritório do moreno. Depois materializou-se no Ministério. Mergulhou no trabalho e conseguiu acabar todo o trabalho que havia deixado nos outros dias. Era como se a raiva fosse um combustível que o fizesse trabalhar como nunca. Ao fim da tarde, apesar de cansado, ele estava satisfeito, não só porque finalmente tinha resolvido muitos dos problemas para os quais não havia encontrado solução mas também porque dentro de alguns minutos iria jantar com Ginny. Tinha lhe enviado uma coruja dizendo que passava no hotel ás sete.

Ele materializou-se na mansão e trocou de roupa. Vestiu um smoking preto, com uma gravata azul e camisa branca. Ia levar as duas pessoas que mais amava no mundo a um dos restaurantes mais caros de Londres. Ele adorava aquele restaurante e tinha a certeza que Fabián e Ginny também iriam adorar. Aquele não era um restaurante qualquer e Fabián iria adorar a surpresa.

Ginny olhou-se ao espelho pela milésima vez. Tinha se ordenado para não se preocupar com o que iria vestir, era só um jantar e ela não tinha que impressionar ninguém. Mas não valeu a pena, o seu corpo foi comandado pela vaidade e quando esta terminou, ela estava impressionantemente bonite. Se Fabián não fosse ao jantar, seria um encontro romântico e ela estava vestida para seduzir. Não estava exagerada, usava um vestido azul discreto e um pouco de maquilhagem para realçar a sua beleza natural.

Cada vez que se via ao espelho amaldiçoava-se. Ela não queria parecer bonita, ela não queria parecer sedutora, não para ele, ela queria-o longe mas pelos vistos o corpo dela queria exactamente o contrário.

-Estás bonita!- Fabián elogiou a mãe.

-Obrigada! Tu também estás muito bonito.

Fabián ergueu o peito com orgulho. Vestia umas calças pretas, uma camisa branca e uma pequena gravata verde. Ginny olhou para o filhoe não teve dúvidas de que ele seria um Slytherin. O sorriso, a postura, ele era uma cópia do pai. Que desgosto teriam os tios e o padrinho de Fabián quando constatassem este facto. Harry e Ron teriam um ataque. Ela riu imaginando a reacção dos dois. Draco no entanto ficaria orgulhoso.

"Pára de pensar nele, mulher!" a sua mente gritou. No entanto ela sabia que era em vão. Cada vez pensava mais nele. Era como se a sua cabeça estivesse a compensar o seu coração por todo o tempo que nem se havia lembradp do nome dele naqueles cinco anos.

Quando ouviu o telefone tocar entrou em pânico. Já eram sete horas, era provavelmente a recepcionista avisando que Draco já chegara. Ela viu o seu filho correr para o telefone e atendê-lo.

-O papá já chegou! Vamos!- Fabián disse sorrindo. Agarrou na mão de Ginny e puxou-a para a porta. Ela tinha a certeza que se Fabián não a puxasse ela não iria conseguir se mexer.

Quando chegou á recepção ficou sem palavras. Draco vestia um smoking preto que lhe ficava muito bem e a gravata dele era quase da mesma coir do vestido dela. Ela respirou de alívio por ter sido tão vaidosa ou iria se sentir envergonhada ao lado dele. Fabián correu para o pai que o abraçou. Ginny sentiu um nó na garganta, mas ela não se ia deixar amolecer por aquela cena comovente. Ela respirou fundo. Draco pousou o filho no chão e dedicou-se a Ginny. Ela estava linda e Draco não conseguia arranjar palavras para descrevê-la.

-Estás bonita!- ele elogiou.

-Obrigada!- ela disse secamente.

-Vais estar assim a noite toda?- ele disse.

-Assim como?- ela disparou, incomodada.

-Com cara de quem me vai amaldiçoar a qualquer minuto!

-Pois é o que me apetece!

-Por favor, só hoje, tenta não me odiar.- ele pediu delicadamente.- Pelo nosso filho!

Ginny olhou para Fabián , para aquele pequeno traidor que fazia a sua cara suplicante. Ginny nunca desejou tanto que Fabián não fosse parecido ao pai.

-Vá lá, mamã!- Fabián implorou.

-Tudo bem! Eu vou tentar ser simpática.- ela disse a Draco e ele dedicou-lhe um sorriso que fez as pernas dela ficarem bambas. Ela implorou a Deus que a ajudasse pois ela não sabia quanto

tempo conseguiria aguentar sem se render ao desejo de deixar-se levar por ele.

Materializaram-se os três num restaurante que Ginny já ouvira falar, mas nunca tivera oportunidade de entrar. Quando entraram no salão, Ginny prendeu a respiração. Era lindo, o tecto mostrava o céu da noite, como em Hogwarts mas o ambiente era encantado por pixies e fadas brilhantes que deixavam um rasto brilhande atrás de si. Também haviam unicórnios e no lago podiam ver uma sereia loura e bela, não como aquelas do lago em Hogwarts.

Fabián estava radiante. Adorava os unicórnios. Ficou triste ao saber que tudo aquilo era apenas uma ilusão, nada era real, logo não poderiam tocar em nada. Mas não deixava de ser incrivelmente belo. Parecia que estava numa clareira de uma floresta encantada. Conseguiam ouvir e ver uma queda de água ao fundo, alguns barulhos suaves, caracteríticos da noite.

O empregado levou-os até á mesa que Draco havia reservado e eles pediram o jantar. Ginny nunca vira o seu filho tão contente e ao mesmo tempo tão bem comportado. Era como se ele não quisesse deixar o pai ficar mal. Era impressioante o efeito que Draco tinha sobre Fabián.

O jantar decorreu bem, Ginny sentiu-se mais leve. Já não estava tão defensiva, no entanto mantinha sempre um pé atrás. Percebeu como era agradável não ter que ser rude com Draco, não ter que atacá-lo nem empurrá-lo para se manter longe dela. Conseguiram manter uma conversa agradável e até divertida. Mas era tudo por Fabián. Mal a noite acabasse ela voltaria ao que era, só fazia aquilo pelo filho. Pelo menos era o que tentava se fazer acreditar.

Após o jantar, eles saíram do restaurante. Fabián estava cansado e Draco tinha-o ao colo.

-Mamã...- Fabián chamou bocejando.

-Sim, querido?!

-Posso dormir em casa do papá? Ele disse que me levava lá algum dia, eu queria ir hoje, assim amanhã, depois de acordar ia ver o cavalos que ele tem...

Ginny ficou calada. Mais uma noite sem o seu filho? Não, ela não aguentava.

-Querido, hoje não, talvez amanhã!

-Mas eu quero hoje.- Fabián disse teimosamente mas com uma voz triste. A criança levantou a cabeça que tinha sobre o ombro de Draco e olhou para a mãe.

-O teu pai talvez não queira...

-Por mim não há problema, até gostava muito!- Draco disse.

-Por favor, mamã!- Fabián suplicou.

-Tudo bem!- Ginny acabou por dizer.

-E tu também podes ficar lá!-Fabián sugeriu.

-Não, a mamã vai para o hotel!

-Mas podes pelo menos ir me dar um beijo de boa noite? Ontem não deste!- Fabián disse. Ginny engoliu em seco. Ela não queria ter que voltar áquela mansão, não queria voltar a estar entre aquelas paredes que ainda ecoavam os seus soluços, que ainda derramavam lágrimas dela.

-Eu...

-Por favor!- Fabián implorou. Ginny não conseguiu dizer que não. Tinha sido Fabián a dar-lhe força para viver dentro daquela casa há cinco anos atrás, ela teria que se agarrar ao filho para não se deixar afundar pelas memórias que a casa iria lhe trazer.

Materializaram-se os três no portão da mansão. Fabián estava quase dormindo, mas Ginny sabia que ele não adormeceria enquanto não tivesse a certeza que estava numa cama e que a mãe estava ao seu lado, até ele adormecer.

Entraram na mansão. Draco levou o filho até ao seu antigo quarto. Ginny ficou comovida por ver o quarto tal como o deixára, e como se não tivesse passado cinco anos, excepto o berço que tinha sido trocado por uma cama de criança. O quarto estava imaculadamente limpo. Draco tinha cuidado muito bem daquele quarto e ela sentiu um nó na garganta que a fazia sentir-se esquisita. No percurso até ao quarto ela tinha lutado com as memóias que aqueles corredores lhe traziam. Quantas vezes ela deambulara por ali, completamente sozinha e triste. Ela sacudia sempre essas imagens da sua cabeça.

Draco deitou Fabián, e sentiu-o agarrar a mãe dela, como para lhe dar força. Fabián estava mais dormindo do que acordado, mas era como se inconscientemente soubesse que ela precisava da força dele.

Lá fora começava a chover. A primeira tempestade do ano, anunciava que o Outono havia chegadon de vez e que o Inverno estava cada vez mais próximo. Ginny esperou até sentir a mão de Fabián já não exercer força sobre a sua e deu-lhe um beijo na testa. Levantou-se e foi até á porta. Draco tinha estado lá a admirar toda a cena. Tal como há cinco anos, ele fizera muitas vezes. Tantas haviam sido as noites que ele tinha espiado Ginny e o filho.

-Bem, obrigado pelo jantar!- ela disse, passando por ele sem conseguir olhá-lo.

-Já vais?- ele murmurou.

-Sim. Fabián já está dormindo e eu tenho sono.

-Podias dormir aqui!- ele disse. Ela olhou para ele friamente.- Calma, não estou binsinuando que dormissemos na mesma cama...-ele defendeu-se.

-O que eu quero é estar longe desta casa que ainda grita todas as palavras que eu quis gritar!- ela disse. Ainda não conseguia olhar para ele. Ela caminha pelo corredor e ouvia-o atrás de si seguindo-a. Se tivesse olhado para ele, teria visto como saber que ela ainda sofria o magoava tanto.

-Percebo!- a voz dele chegou até ela carregada de remorso e dor. Ela sentiu novamente aquele nó na garganta que tanto a importunava ultimamente.

Ela não soube o que a fez parar a meio do corredor, nem tão pouco o que a fez voltar-se para ele. Simplesmente olhou-o profundamente. Estavam imersos em escuridão, no entanto ela conseguia ver o brilho dos olhos dele, conseguia distinguir o corpo dele. Ela também não soube o que a fez acariciar a face dele, nem sabe o que o fez fechar os olhos e beijár-lhe a mão. Ela já não sabia mais nada. Sentiasse ser controlada por um sentimento estranho a ela. Ou taqlvez não. Ela estava confusa. Queria tocá-lo, queria apagar aquela dor que ouvira na voz dele, queria apagar a dor que ela tinha dentro dela e que só ele conseguiria fazer desaparecer.

Ele aproximou-se dela lentamente e debrucou-se sobre ela ligeiramente. Ela sentiu a respiração quente dele nos seus lábios e depois, como uma pétala de rosa roçando nos seus lábios, ele beijou-a suavemente. Ela sentiu um calor, um arrepio, um sentimento de alegria e ao mesmo tempo receio descer-lhe o corpo, preencher-lhe o coração. Ela estava ofegante, mas não sabia bem porquê. Custava-lhe respirar, como se respirar fosse quebrar a magia do momento. O beijo foi se tornando mais intimo, e ao mesmo tempo mais doce e picante. Nesse momento qualquer barreira que ela erguera caiu, qualquer medo desapareceu, qualquer dúvida desvaneceu-se. Só havia ela, ele e aquele beijo.

Draco sentiu-se flutuar. Aquele beijo que ele tanto desejara acontecia finalmente. E ele não queria deixá-lo acabar, queria ficar assim para sempre, perdido nos lábios doces dela. Sentiu o toque de seda das mãos dela no seu pescoço e apetecue-lhe puxá-la para ela, sentir o corpo dela junto ao seu. Mas sentia que aquele momento era tão frágil que qualquer pressa iria quebrá-lo. Lentamente ele pousou as mãos na cintura dela e foi puxando-a para si. O beijo era cada vez mais faminto, como se a qualquer momento um deles pudesse fugir. Mas nenhum o queria fazer. Draco sentia como se não tivesse chão debaixo dos pés. Aquela loucura doce que o envolvia fizera-o valer a pena aqueles cinco ano que esperara. Todo aquele tempo tinha sido bem gasto só por aquele beijo.

Ele sentiu as mãos dela abrir-lhe o casaco e a camisa. O toque das pontas dos dedos dela sobre a sua pele parecia borboletas roçando as suas asas sobre ele. Ele empurrou-a suavmente para a porta do quarto que estava ao lado deles na parede do corredor. Ele abriu a porta e ela entrou, levando-o com ela. Era um dos muitos quartos de hospedes da mansão. Ginny sentia que se se afastasse de Draco morreria. Agarrava-se a ele como se ele fosse a única coisa que a mantinha viva e era isso que ela sentia, que aquele sentimento a fazia sentir-se viva pela primeira vez em seis anos. Desde aquela maldia noite. Mas nem essa breve memória que lhe atravessou a mente com uma velocidade tal que ela nem se apercebeu conseguiu acordá-la do transe em que se encontrava. Draco hipnotizava-a, o corpo dele exercia uma força sobre ela, e o desejo controlava-a.

Draco beijou-lhe o pescoço e a sua mão desceu da cintura até a coxa dela. Depois lentamente foi acariciando a perna dela até ao interior da coxa. Ela gemeu suavemente. Ele sentia-se embriagado pelo desejo de tê-la. Amava-a tanto que sentia que poderia morrer agora que iria morrer feliz.

E de repente congelou.

"-Draco, pára...- ela sussurrou.- estás me magoando!

Mas ele parecia não ouvir. Ele continuou a agarrá-la e beijá-la. Ginny quase gritou quando sentiu a mão dele entre as suas pernas.

-Larga-me Draco!- ela pediu, já com lágrimas nos olhos, mas ele parecia possesso. Ele rasgou-lhe a saia do vestido e ela rendeu-se. Ela empurrou-o e ele, que tinha a boca sobre a dela, mordeu-lhe o lábio. Ele sentiu o sabor do sangue dela na boca. Ela conseguiu sair da carruagem. Ele viu-a cair no chão, gemer de dor e rasgar o vestido e perder o sapato.

-GINNY! Volta!- ele ainda gritou, consciente do que tinha feito. Ele não podia tar feito aquilo. Mas não sabia o que lhe tinha acontecido. Ele nunca fora assim, nem quisera fazer-lhe o que fez, mas parecia que ele não era dono do seu corpo. Ele sentiu-se como se fosse uma marioneta nas mãos de uma estranha força que o obrigava a fazer-lhe aquilo. Ele sentiu-se quase sufocar de dor ao vê-la fugir dele. Sentiu as lágrimas cairem pela sua face e uma dor no coração que pensou que iria morrer.- Desculpa!- ele murmurou, quando a viu desaparecer entre a escuridão e as ásvores do bosque. No caminho para casa ele sentiu vontade de se matar. Matar o monstro que tinha manchado a pureza da única muklher que ele alguma amara."

-Desculpa!- ele dissen afastando-se. Ele não podia fazer aquilo. Não conseguia se aproveitar dela. Ela estava vulnerável. E apesar dele saber que ela sentia-se atraida por ele, ele não podia fazer amor com ela, quando só havia amor numa das partes. Além disso a memória daquela maldita noite atormentava-o.

Ginny olhou para ele como se tivesse levado uma bofetada. Ainda um pouco atordoada, ela olhou para ele confusa. Depois, o olhar dela endureceu-se, a raiva voltou ao olhar dela. Ela caminhou até á porta, com passos determinados, dando com o ombro em Draco, num gesto de desprezo. Draco fechou os olhos e amaldiçoou-se. Será que tinha estragado tudo?

-Ginny...- ele murmurou, virando-se e seguindo-a.

-Cala-te!- ela disse. Ginny não queria ouvi-lo. Tinha sido tão estúpida. Como podia ter-se deixado cair na armadilha novamente? Ela odiava-se mais do que nunca.- Não digas nem uma palavra senão eu juro que ainda nem terás acabado a frase e eu já terei dito Avada Kedavra!- ela ameaçou. O ódio que havia na voz dela foi suficiente para o fazer ficar calado. Ele teve vontade que ela o matasse mesmo. Ele acabara de destruir as suas melhore shipoteses de reconquistá-la. Mas as coisas tinham seguido um rumo que ele não previra e ele não queria se aproveitar dela, ele não queria levá-la para a cama sem ter a certeza que não era só sexo. Ele também não queria que ela achasse que era só isso que ele queria. Ele queria provar-lhe que ele a amava verdadeiramente. E depois tinha aquela maldita noite que ainda lhe causava pesadelos muitas noites.

Ele viu-a chegar ao portão, olhar para ele com um olhar digno de Severus Snape e depiis desmaterializar-se. Ele ficou ali, á chuva, esperando que a água lavasse a mágoa que ele sentia. Esperava que a chuva limpasse o erro dele, que apagasse aquela noite, que clareasse a sua mente. Deixou a chuva misturar-se com as suas lágrimas e fechou os olhos. Que tinha ele feito?!


N/A:Consegui! HeHe! Escrevendo um pouco aqui, outro pedacinho ali, consegui escrever o capítulo, mesmo sem o meu querido computador que me faz muita falta. Mas arranjei maneira de postar o capítulo. E que capítulo, está enorme mas novamente não sei quando vou poder postar o próximo.

Sei que vocês esperavam que Draco fosse por Nott no seu canto, mas como já disse a algumas pessoas, Nott é muito mais inteligente do que todos nós pensamos. J.K. Rowling disse que ele era até mais inteligente que Draco Malfoy. Eu acho que têm inteligências diferentes, mas em níveis iguais. De qualquer maneira Nott esconde muito mais, e já fez muito mais nesta história do que parece. E mais não digo. Espero que gostem do capítulo.