Close your eyes so you don't feel them

They don't need to see you cry

I can't promise I will heal you

But if you want to I will try

I sing this summer serenade

The past is done we've been betrayed

It's true

Someone said the truth will out

I believe without a doubt

in you

Robbie Williams - Eternity

Capítulo Vinte e Seis

Ginny sentia o seu sangue quase voando nas suas veias. Como é que eles não conseguiam ouvir o coração dela batendo? Para ela era como se os som dos seus batimentos fosse aumentando para o triplo do que deveria ser.

-Eu espero que cumpras a tua parte do acordo, Pansy, ou irás te dar muito mal!- a voz de Theodore chegou aos ouvidos de Ginny e ela petrificou. Nem o seu coração parecia bater,

-Eu... eu tentei...-Pansy tentou falar, mas gaguejava.

-Eu não quero que tentes! Já perdoei um erro porque nem foi significativo, mas desta vez não serei tão misericordioso!-Theodore interrompeu-a com uma ameaça.

-Eu falei com ele... eu estive lá hoje mas ele não quer...

-Não quero desculpas! Eu tirei-te daquele buraco onde vivias em Marrocos, eu devolvi-te uma vida aqui em Londres mas quero que cumpras a tua parte, querida!- Theodore disse numa voz que mais parecia uma serpente.

-Mas...- Pansy tentou.

-Lembra-te que eu posso te colocar num local bem pior do que tu estavas. Aquela barraca em que vivias não será nada comparado com um lugar que tu e eu sabemos. Azkabban!

-NÃO! Eu vou conseguir tê-lo de volta, eu juro!

-Espero bem que sim. Eu não me arrisquei tanto para tu agora deitares tudo a perder!- Theodore baixou a voz, Ginny aproximou-se um pouco mais para conseguir ouvir.- Eu não droguei Draco Malfoy, não gastei uma fortuna contigo para o afastares da Weasley, não me aproximei dela para tu deitares tudo a perder agora! Seduz Draco, enfeitiça-o, faz o que quiseres, até podes lhe lançar uma maldição, mas eu quero-o longe dela!- Theodore disse, baixando cada vez mais a voz. O coração de Ginny voltara a bater mas com mais violência ainda, quase superando os sussurros de Nott.

-Eu estou fazendo de tudo mas ele gosta mesmo daquela mulher estúpida e o facto de terem um filho nao ajuda nada...

-Pois, isso não estava nos planos mas isso resolve-se. As crianças são fáceis de manipular. Concentra-te no teu queridinho Draco que eu concentro-me em Ginny!

-Ela viu-me saindo do escritório dele, tenho a certeza que a conversa entre eles não foi amistosa.- Pansy disse mais calma desta vez.

-Pelo menos isso! Tenho que mantê-la longe dele custe o que custar!- Theodore sibilou. Ginny sentiu medo. Mais medo do que raiva. Ouviu-os moverem-se e deu um passo atrás, para a escuridão. Colocou-se entre as sombras mas chocou contra uma lata de lixo que estava atrás. O corpo dela congelou ao ver um par de olhos azuis fixarem o local onde ela estava. Theodore caminhou até onde ela estava. Felizmente estava tão escuro que ele não a via, mas era uma questão de segundos. Mexer-se seria uma sentença de morte, ficar ali seria igualmente perigoso. Que podia ela fazer?

•·.·´¯·.·•

Draco materializou-se em frente á casa de Pansy. Bateu á porta várias vezes, gritou pelo nome da sua antiga amante mas não obteve resposta. Sentiu desespero tomar conta dele. Respirou fundo, tinha que se manter calmo. Mas imaginar Ginny em perigo fazia-o querer subir as paredes, estava comletamente fora de si, apesar de se mostrar calmo. Pensava nas piores coisas a acontecer á mulher que amava. Onde podia procurar Ginny? E onde estaria Pansy? Será que estavam juntas?

"Pára de ser paranoico, Draco!" ele ordenou-se.

De repente um pensamento apareceu-lhe na mente: Theodore Nott estrangulando Ginny. Ele sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo só de imagianr as mãos imundas daquele homem na pele pura e delicada de Ginny. E só conseguiu lembrar-se da propriedade dos Nott e materializar-se lá.

•·.·´¯·.·•

Ginny tinha a certeza que o seu coração a ia denunciar. Ainda demorou algumas fracções de segundo até ela perceber que se não agarrasse na sua varinha e desaparecesse dali, Nott ia apanhá-la e ela iria estar metida num grande sarilho. Ela agarrou toda a força que tinha, pois o seu corpo parecia paralisado, e colocou a mão no bolso para tirar a varinha. Fez um esforço por se lembrar de um lugar qualquer, só para poder sair dali. Mas a sua mente estava vazia. Ela estava desesperada até que a mansão de Draco lhe apareceu no pensamento. Concentrou-se e preparou-se para se materializar.

-Petrificus Totalus!- foi a única coisa que ela ouviu antes de perder controlo sobre todos os membros do seu corpo. Sentiu-se cair no chão e ouviu a sua varinha cair e rolar no chão. Ouviu também uns passos aproximarem-se dela. Iria ser descoberta e seu coração batia mais depressa do que nunca. Aquela maldita curiosidade podia tê-la posto em perigo de morte.

-Ginny Malfoy! Que surpresa.- Nott disse numa voz estranhamente alegre.

-O quê?- Pansy murmurou assustada. Nott aproximou-se de Ginny o suficiente para poder tocar-lhe na face. Ginny conseguia vê-lo sorrindo parea ela mesmo no meio da escuridao.

-Não esperava ver-te aqui, minha pequena!- ele continuava acariciando a cara dela. Ginny sentiu vontade vomitar a cada toque dele.

-Ela.. meu Deus, ela ouviu...ela sabe... que vamos fazer?- Pansy disse numa voz aguda.

-Não devias ter entrado aqui, pequenina! Nunca te disseram que este beco é perigoso?- Nott continuou na sua voz divertida, sem ligar ao que Pansy tinha dito.

-Theodore, ela sabe o que estamos fazendo... que vamos fazer agora? Que vais fazer agora? Ela vai contar a Draco!

-Sabes que não devias andar por aqui, acontecem coisas muito misteriosas e perigosas neste beco, pequena beleza!- Nott continuo ignorando Pansy. Ginny se pudesse gritaria. Havia algo nas palavras dele que a assustavam. Que iria ele fazer? Ela tinha realmente ouvido e tinha a certeza que ele iria fazer-lhe alguma coisa.

-NOTT!- Pansy gritou.- temos que fazer alguma coisa! Ela vai contar a Draco!

-Sim... eu tenho que fazer alguma coisa!- Nott disse levantando-se. Ela ouviu o som dele andando e depois viu o vulto dele baixar-se novamente. De repente Ginny foi percorrida por uma sensação de perigo, de pavor. Ele iria fazer alguma coisa. Ela só queria poder gritar, chorar, espernear. Sentia-se tão inútil e impotente. Era horrível. Ele ia fazer-lhe alguma coisa e ela não podia fazer nada.

-Oh Ginny! Eu não queria! Queria que fosses minha por vontade própria mas não me deixas escolha, querida!- ele disse suavemente.

-O que vais fazer?- Pansy perguntou mas Theodore não respondeu. Ele andou novamente até estar ao pé de Ginny. Ela conseguia quase ver a cara dele por entre as sombras. Conseguiu distinguir um sorriso diabolico nos lábios dele. Os olhos dele brilharam e ele ergueu a mão. Ginny viu uma varinha na mão dele. Deveria ser a sua varinha. Ele ia matá-la com a sua própria varinha.

-Avada Kedavra!- ele murmurou. Ela viu um raio de luz verde sair da varinha, mas não era dirigido a ela. Ouviu um corpo cair no chão. Meu deus, ele tinha morto Pansy! Por mais que Ginny odiasse aquela mulher, não seria capaz de a matar, e sentia pena dela.

-Agora tu, pequenina!- ele continuou dizendo, voltando-se para Ginny. Desta vez Ginny tinha a certeza que a luz verde acertaria exactamente nela. O vulto de Nott baixou-se.- Eu não queria, Ginny, mas tem de ser, ouviste coisas demais e eu não posso deixar que tu digas o que ouviste!- ele deu-lhe um beijo na testa e Ginny so queria ser capaz de afastar a face de perto dele. Ele afastou-se dela e voltou pouco tempo depois. Apontou-lhe uma outra varinha.- Crucio!

O corpo de Ginny foi percorrido por uma dor que a fez sentir comose os seus ossos se estivessem quebrando, como se um milhão de agulhas estivessem se cravando na sua pele, o seu coração parecia querer explodir. O sabor do sangue percorreu-lhe a boca. E depois acabou.

-Desculpa, mas tem de ser! Não é castigo, juro-te!- ele disse acariciando-lhe a face.- Confundus!- ele disse e foi como se a mente dela tivesse entrado numa máquina de lavar roupa e ela não se lembrou de mais nada. Tudo ficou escuro, tudo desapareceu. O seu pensamento apagou-se, a sua visão desapareceu.

•·.·´¯·.·•

Draco materializou-se no ministério. Nott não estava em casa, ou pelo menos era o que o elfo tinha dito. E Nott não era estúpido, tinha feitiços anti-intrusos, por isso Draco não conseguira invadir a mansão dele, como havia desejado fazer. Só havia uma maneira de descobrir Ginny. Dirigiu-se para o Departamento de Mistérios. Talvez conseguissem localizar Ginny, embora demorasse algum tempo. Se lhe acontecesse alguma coisa ele nunca se perdoaria.

-Draco!- ele ouviu chamarem, mas não ligou. Tinha que encontrar Ginny o quanto antes.

-Malfoy!- ele ouviu chamarem. Era uma vozx que ele conhecia, só havia uma pessoa que dizia o seu último nome com tanto desprezo. Ele voltou-se e deparou-se com Harry e Ron a correrem na direcção dele.

-O que foi? Estou ocupado, Ginny...

-Ela está em St. Mungo's.- Ron interrompeu Draco.- Foi encontrada ferida em Knocturn!

-É grave? Como isso aconteceu? Tenho que ir ter com ela!

-Não sabem se é grave. Ela estava inconsciente, provavelmente por causa das feridas. Parece que ela teve um duelo...- Harry disse mas não acabou o que ia dizer.

-Que escondes Harry?- Draco perguntou.

-Pansy...

-Foi ela? Eu mato-a!- Draco gritou.

-Calma, Draco!- Harry disse num sussurro, tentando não chamar a atenção.

-Não vale a pena, Malfoy! Acho que Ginny encarregou-se disso!

-Desculpa?- Draco disse, ele não acreditou nos seus ouvidos.

-Parece que Ginny matou a tua amante!

Draco nem se deu ao trabalho de corrigir Ron. Só conseguiu se materializar em St Mungo's para ver Ginny.

N/A: Um capítulo misterioso, só para dar uma pouco de supense ao final da fic, sim porque está quase acabando...:(... mas já há outra em mãos... beijinhos e desculpem estar a demorar a actualizar, mas as provas estão aí e tenho muito que estudar.