I swear that I'll be there come what may
When the night is dark and stormy
You won't have to reach out for me
I will come to you
Hanson - I will come to you
Capítulo Vinte e Sete
Draco encontrou Artur Weasley na recepção do hospital. Parecia estar a discutir com uma enfermeira. Ao lado dele estava Molly Weasley com olhos lacrimosos e parecia estar muito nervosa.
-Onde está Ginny? Quero vê-la!- Draco disse, aproximando-se do casal.
-Não podemos, os curandeirso dizem que ela ainda não acordou e pode ainda estar em risco!
-Mas o que aconteceu? Como a encontraram?
-Parece que a TUA mulher e a TUA amante travaram um duelo por TUA causa, no beco
Knocturn!- a voz de Ron disse atrás dele.
-Ela não é minha amante!
-Não importa, acontece que ela está assim por tua causa, os médicos disseram que ela tem várias feridas internas e que ainda não recuperou a consciencia. Parece que ela sofreu alguns danos no cérebro, não sabem em que estado ela estará quando estiver consciente. A tua amante pode ter destruido a vida de Ginny. Ainda bem que Ginny a matou!- Ron disse cheio de ódio.
Draco não conseguiu deixar de se sentir culpado. Tinha sido por ter visto Pansy saindo do seu escritório que Ginny tinha ido atrás da mulher que julgava ser amante de Draco. Era por eel ter tido um caso extra-conjugal com Pansy que tudo aquilo tinha acontecido. E Ginny mesmo que não tivesse sequelas daquele duelo, iria provavelmente acabar em Azkabban!
-Mas como a encontraram?
-Fui eu que a encontrei!- uma cara que Draco não queria ver naquele momento apareceu á sua frente, por detrás de Ron. Draco olhou para Nott desconfiado.
-Sim, se Nott não tivesse passado por lá, Ginny ficava lá dias e dias e quando a encontrassemos já estaria morta, por tua culpa Malfoy!- Ron quase gritou.
-Que coincidência, Theodore, estares passando por lá, naquela hora!- Draco disse com ironia.
-Não é um local de boa fama, e não digo que não gostaria de poder esconder o facto de frequentar esse lugar, mas apesar de tudo eu sou um slytherin, e orgulho-me disso, não tento fingir ser o que não sou, por isso não deixo realmente de coleccionar objectos negros, e não ha melhor lugar do que o beco knocturn para os encontrar. No entanto, digo novamente, não é um local que devemos dizer que frequentamos, mas a saúde de Ginny era muito mais importante do que a minha reputação.- Nott disse, deixando claro que as indirectas no seu discurso eram devidas ao facto de Draco ter fama de homem honrado depois de tantos anos como Devorador da Morte.
Draco não respondeu. Havia qualquer coisa ali que o fazia duvidar do que realmente havia acontecido, mas não podia dizer nada, pelos vistos Nott tinha caído nas graças da família Weasley, inclusive de Ron. Por mais que tentasse, o facto de ter sido um Devorador da Morte e de Nott não, pesava nas considerações de pessoas como os Weasley.
-Pois!- Draco disse, controlando-se para não esbofetear o homem que estava agora ao lado de Ron.
-Vocês são da família de Ginevra Malfoy?- uma enfermeira disse, aproximando-se do grupo.
-Eu sou o marido dela!- disse o louro prontamente.
-Ela ainda não acordou, mas já está fora de perigo. Só não sabemos o estado psicológico dela, só depois de ela acordar é que podemos prever alguma coisa. Se quiser pode vê-la, mas apenas uma pessoa.
Draco queria ver Ginny mas Molly estava muito nervosa, talvez fosse melhor ser ela a entrar no quarto.
-Molly, pode ir vê-la!- Draco disse.
-Oh,não! Vai tu Draco, é melhor seres tu. Se ela acordar e ver-te ao seu lado, vai fazer com que ela se sinta segura ao teu lado!
Draco acenou coma cabeça e seguiu a enfermeira. Quando chegou ao quarto Hermione estava lá. Ela olhou para e deu-lhe um sorriso um pouco triste. Os olhos de Draco desviram-se e encontraram o corpo inconsciente de Ginny. Sentiu um aperto no coração e as lágrimas encheram-lhe os olhos.
Ginny estava pálida, com nódoas negras e algumas feridas. Vê-la daquela maneira fê-lo odiar-se por não a ter conseguido encontrar e nem sentiu pena ao lembrar-se de que Pansy tinha morrido. Ela merecia por ter feito aquilo a Ginny. E provavelmente Ginny tinha morto a outra para se defender, Ginny não a mataria a sangue frio.
-Ela foi submetida a pelo menos uma maldição Crucio! Tem mais algumas maldições negras, menos dolorosas mas foi severamente torturada, isso foi. Nem quero imaginar o estado em que ela já se encontrava quando matou Pansy.- Hermione comentou enquanto Draco aproximava-se da cama.
-Se ela não a tivesse morto, tinha eu!- ele disse com voz rouca de dor.
-Isso não são palavras para um Ministro!- Hermione repreendeu.
-Eu já nem me lembrava que sou Ministro. É difícil pensar nessas coisas quando a pessoa que amas está em perigo. Mais difícil ainda a ver neste estado!
-Só espero que ela acorde e nos possa dizer o que aconteceu. Ela vai precisar de uma forte razão para ter morto Pansy. Um Estupificar teria servido! Estou preocupada com o que pode lhe acontecer depois dela acordar!
-Tenho a certeza que ela teve uma razão muito forte!- ele disse mas não estava muito convencido. Hermione tinha razão, Ginny poda ter usado um feitço inofensivo para parar Pansy. Mas talvez a raiva e a dor que Ginny sentia por causa de Pansy, e dele, claro, justificasse aquele acto para ela, no entanto não seria justificação para nenhum juiz.
-Espero que sim, embora eu não consiga pensar em nenhuma. Só que...- Hermione não terminou a frase.
-O quê?
-Eu...tenho medo que ela não se recorde do que aconteceu.- Hermione falou o que receava.
Draco olhou para Ginny. Sentia-se tão fraco e impotente ao ve-la daquela maneira e não poder fazer nada. Ele colocou a mão sobre a dela e apertou-a. Ouviu Hermione sair e as lágrimas dele finalmente cairam.
-Oh Gin... o que aconteceu contigo? Tenho tanto medo por ti...e tanta culpa dentro de mim... se eu pelo menos tivesse seguido o meu coração no passado em vez de escutar o meu orgulho...- Ele conjurou uma cadeira e sentou-se ao lado dela, chorando. E se ela não acordasse?
Ficou ao lado dela o resto do dia, a noite inteira e acabou adormecendo, agarrado á mãe dela. Só acordou quando sentiu uma mão em cima do seu ombro. Ele abriu os olhos de repente e olhou para trás. Era Hermione Weasley.
-Devias ir para casa descansar!- ela disse.
-Eu não saio daqui enquanto ela não acordar. Além disso, mesmo que quisesse ir, não me consigo afastar dela. Não ia aguentar a preocupação.
-Como queiras!
-E Fabián como está?- ele perguntou. Tinha querido saber do filhoa noite inteira, mas fora incapaz de se afastar de Ginny para poder perguntar a alguém.
-Está um pouco em baixo. Ainda não sabe o que aconteceu a Ginny, mas ele sente qualquer coisa. Tens um miudo muito esperto, Draco.
Ele encheu-se de orgulho, mas o mérito era todo de Ginny, tinha sido ela que criára Fabián.
-Ele está com quem?
-Os gémeos ficaram com ele enquanto Molly não voltou.
Draco acenou com a cabeça. E voltou a dirigir a sua atenção para Ginny. Por dentro ele rezava para que ela acordasse logo. Não conseguia a ver assim, tão pálida, fraca e ferida.
-E Ginny? Sabes quando ela acorda?
-Pode ser daqui a cinco minutos ou daqui a cinco semanas...- Hermione disse tristemente.- Por isso acho que deverias ir descansar... ou pelo menos comer qualquer coisa.
-Eu não vou sair daqui, mas talvez foss emelhor ir comer alguma coisa...
-Eu fico com ela e mando-te chamar se ela acordar.
-Obrigado!
Draco foi até uma maquina de chocolates e retirou um.
-Como está ela?- uma voz veio detrás dele. Draco voltou-se enfrentou Nott.
-O que fazes aqui?
-Estou preocupado com Ginny.
-Não brinques. Eu sei que não estás preocupado, e tenho a impressão que estás metido nisto... há algo que bate mal!
-Eu podia te contar o que aconteceu depois de eu chegar, mas tu não acreditarias por isso nem vou tentar. Mas acredita, sem a minha palavra, a tua mulher pode ter um grande problema...
-Isso é uma ameaça?
-Não, só estou dizendo que sou a única pessoa capaz de a ajudar a escapar á prisão, mais nada. Quando Ginny acordar avisa-me!- Nott disse.
-Bem podes esperar sentado!- Draco murmurou, sem o outro ouvir. Comeu o chocolate em duas dentadas, devido á raiva que aquele homem despertava nele e voltou para o quarto de Ginny.
Ainda bufava quando chegou abriu a porta e chocou com uma enfermeira.
-Oh, senhor Malfoy! Ia agora chamá-lo. A sua esposa acordou...
Draco nem esperou que a rapariga acabasse de falar. Afastou-a ligeiramente e passou por ela. Hermione estava medindoa pulsação de Ginny e falando com ela. Draco nem ouviu que Hermione dizia, só queria poder ver os olhos cor de mel de Ginny cheios de vida.
A voz da ruiva chegou-lhe aos ouvidos como uma doce melodia, mas estava fraca e incerta.
-Eu... não tenho a certeza... lembro-me de algumas partes mas não de tudo...- Ginny murmurou.
-Tudo bem. Não esforces, vais acabar te lembrando, agora descansa.- Hermione aconselhou.
-Ginny...- Draco murmurou quando chegou perto da cama. Os olhos de Ginny cruzaram os dele. Edureceram.
-Sai.- ela disse. Embora a sua voz fosse fraca, a intenção era segura.
-Gin...
-Já disse para saíres, não te quero ver.- Ginny insistiu.
-Mas...- ele não conseguia ir embora. Ginny levou as mãos á cabeça e fechou os olhos.
-Tu... por tua causa... Pansy... oh não...Pansy! Eu... eu matei-a! Eu tive que a matar!- Ginny abriu os olhos, revelando pavor.- eu não queria a matar. Mas ela... e Nott, ele salvou-me...
Draco e Hermione trocaram olhares. Ginny tinha realmente morto Pansy. Isso era um problema que ele tinha que começar a se preocupar.
-Calma, Ginny! Não fiques nervosa, estás num estado crítico.
-Mas eu matei uma pessoa... ela começou a me insultar e arrastou-me... depois brigamos, ela começou um duelo e torturou-me... Nott apareceu, segurou Pansy e a maldição quebrou-se... Pansy tentou se libertar...disse que me ia matar, que...- Ginny olhou para Draco com ódio- ela disse que tu eras dela e que eu tinha que sair do caminho... ela disse que mataria Fabián se fosse necessário. Que se eu não a matasse ela mataria o meu filho...eu tive... eu matei-a!- as lágrimas escorreram pela face pálida e magoada de Ginny.- Eu preciso vê-lo! Preciso ver Fabián e... eu tenho que falar com Nott! Quero ver os dois! AGORA!- ela disse.
Draco não queria nada que Theodore Nott tivesse no mesmo espaço que o seu filho mas era melhor não contrariar a sua mulher quando ela estava tão fraca e instável.
