Fico maravilhado quando olho para ti
Vejo-te sorrindo para mim
É como se todos os meus sonhos virassem realidade
E tenho medo porque se te tivesse perdido
Eu caíria e perderia meu rumo
Neste louco e solitário mundo

És o amor da minha vida

Clay Aiken Love of My Life (Tradução)


Capítulo Trinta e Dois
Os últimos dias tinham sido um pandemónio. Draco mal tivera tempo para respirar. Passar o cargo de Ministro para Harry estava lhe dando mais dores de cabeça do que imaginara. O escasso tempo livre que tinha dividia-o entre estar com Fabián e visitar Ginny no hospital.

Nem mesmo no dia que ginny voltava para casa, ele conseguiu estar a tempo na Mansão. Quando lá chegou, já Ginny almoçava, junto com Fabián, Hermion, Ron e o filho deles.

-Desculpem o atraso.- ele disse.

-Não faz mal! Como estão as coisas no Ministério?- Ginny perguntou.

-Confusas. Se me desculpam eu vou para o meu escritório...- ele disse. Sentia vontade de fugir dali. Sentia-se desconfotável, embora não soubesse bem porquê.

-Não vais almoçar?

-Não tenho fome.- ele murmurou, já saindo da sala de jantar. Subiu as escadas e entrou na biblioteca. Sentou-se na cadeira atrás da secretária e enfiou a cara nas mãos. Ele desconfiava a razão daquele desconforto ao pé de Ginny. As memórias do que ele havia feito com Nott atormentavam-no. Ele não gostava nada daquele sentimento de ódio que havia despertado dentro dele. Fazia-o querer magoar as pessoas, ás vezes mesmo sem ele se aperceber. Sentia que ia magoar Ginny de alguma maneira. E tinha medo de a perder. Também tinha medo que ela se tivesse arrependido de o ter perdoado. Mal conseguira falar com ela.

Ele tentou se convencer que ele estava sendo paranoico, mas Draco Malfoy estava com medo e enão valia a pena ele tentar se enganar. Ele tinha medo do que ele podia fazer com ginny e com Fabián.

Bateram á porta. Draco levantou-se e abriu-a. Nukky estava lá, atrás dela estava um homem de cabelo escuro, pele bronzeada e olhos negros como a noite, não muito alto, magro e com cabelo tão curto que parecia um militar.. Draco reconheceu-o como sendo Morag MacDougal, que trabalhava no Departamento do Cumprimento da Lei Mágica.

-Este senhor querer falar com Mestre!- Nukky disse. Draco fez sinal para que MacDougal entrasse e este assim o fez. Draco fechou a porta atrás de si e voltou para a sua cadeira. O outro homem sentou-se á sua frente.

-Em que posso ajudá-lo?- Draco perguntou.

-Estou investigando a morte de Theodore Nott! Encontramos o corpo dele há dois dias.- o homem informou, mas Draco já sabia.- Sabemos que o senhor e Theodore Nott não tinham a relação mais cordial e já foi provado que ele torturou a sua mulher. Isso escurece um pouco as coisas para o seu lado Sr. Malfoy.

-Acredito que sim e não escondo que realmente tive lá alguns dias atrás, discutimos, tivemos um duelo, mas quando saí, posso lhe garantir que ele ainda respirava.

-Acredito que sim, ele realmente apresentava sinais de duelo, foi atingido por alguns e...

-Qual a razão da morte dele?- Draco perguntou.

-Parece que o corpo de Theodore Nott não tinha força suficiente para sobreviver sem a sua alma...

-Ele não tinha alma?

-Pois... julgamos que pode ter sido um ataque de um Dementor...

-Então porque me está interrogando?

.Porque ainda não temos a certeza se foi essa a causa da morte e queremos investigar todos os pontos de vista deste caso!

-Continue com as perguntas.

-Sabemos que já foi um Devorador da Morte, também sabemos que alguns dos seus ex-colegas ajudam Dementors a sobreviver, o senhor...

-Eu afastei-me dos Devoradores da Morte e de qualquer actividade relacionada com eles quando ajudei Harry Potter a destruir o Lord Negro.

-Na sua visita ao Sr. Nott, o que aconteceu realmente?

-Eu fui falar com ele, o diálogo tornou-se em discussão e quando dei por mim as palavras que trocavamos eram feitiços.

-O senhor não apresenta sinais de ter feito um duelo, ao contrário do morto.

-Felizmente posso me orgulhar dos meus feitiços curativos e das minhas poções.- Draco disse sorrindo calmamente.

-Muito bem. Julgo que é tudo.

-Se precisar mais alguma coisa é só avisar.

-Claro, quando soubermos o resultado das investigações aviso-o.- o homem disse, já saindo da biblioteca, seguido por Draco.

Ainda nessa tarde Draco recebeu uma carta do Ministério dizendo que já não constava dos suspeitos pois tinha sido provado que Nott tinha sido atacado por um Dementor descontrolado. Draco sorriu orgulhoso do seu próprio plano. E assim Theodore Nott foi esquecido para a eternidade. Ele nunca fora d emanter muitas relações com ninguém, nunca gostara de dar nas vistas, estava sempre sozinho, agora não havia ninguém que o recordasse.

Draco passou o resto do dia na biblioteca, acabando de assinar papeis. Quanto mais depressa se visse livre daquilo melhor.

Eram quase onze horas da noite, e ainda faltava tanta coisa, mas ele não se conseguia concentrar sabendo que Ginny estava ali, tão perto e no entanto ele sentia-se tão longe. Ele levou as mãos á cara e esfrgou-a, num gesto de frustração.

Pela segunda vez naquela tarde bateram á porta.

-Entre!- ele disse, fixando os seus olhos na porta. A porta abriu-se e Ginny entrou lentamente. Ela olhava para o chão, sem coragem de olar para ele.- Sim?- ele perguntou delicadamente. O coração dele estava aos pulos e ele nem conseguia saber bem porquê. Era só Ginny, a mulher que ele amava, e no entanto ele sentia-se como um estúpido adolescente minutos antes do seu primeiro beijo. Meu Deus, nem quando ele era adolescente edera o primeiro beijo ele se sentira assim, na altura estivera cheio de coragem e vaidade, certo de que ada correria mal. Que se passava com ele agora?

-Eu queria... falar contigo.- ela disse.

Ele notou receio na voz dela. Ela estava com medo. Mas de quÊ? Dele? Ele não queria acreditar que elea tivesse com medo dele. Será que tina acontecido alguma coisa?

-Diz- ele disse o mais delicadamente que podia, levantando-se. Ele implorou a tudo o que era sagrado para conseguir controlar a vontade que tinha de correr para ela e abraçá-la, beijá-la.

Mas ela não disse, ficou calada, olhando para ele. Era como se as palavras tivessem fugido dela. Ela passára o dia todo tentando perceber o que se passava com aquele homem. Num dia dizia que a amava e que queria que ela o perdoasse. Dissera que disistiria de tudo por ela e havia o feito e agora fugia dela. A sua mente tentava encontrar mil e uma razões para aquele comportamento e o seu maior medo é que ele tivesse a enganado novamente, a atraído com falinhas mansas e que voltasse a ser a pessoa ue fora quando se casaram.

-Eu preciso saber...- ela finalmente conseguiu dizer. Draco sentiu um aperto no coração ao ver uma lágrima cair pela face dela. Ele aproximou-se dela e limpou a lágrima com o polegar.-Porque estás fugindo de mim?- ela arranjou coragem para formular as palavras.

Ele surpreendeu-se com as palavras. Ele não estava fungindo dela, estava tentando fugir dele mesmo, e do que voltara a viver dentro dele.

-Eu não estou fugindo de ti...

-Então porque não me olhas nos olhos? Porque mal falaste comigo hoje? Porque te fechaste aqui e não saiste?- ela disse já sem conseguir controlar os soluços.- Eu preciso que me digas. Preciso saber se tudo o que me prometeste era mentira, se voltaste a ser a pessoa de quem eu fugi. Eu preciso saber!

-Não!- ele disse.- Não é nada disse. Meu Deus! Eu estou com...receio... eu fiz uma coisa que julguei nunca mais ter que fazer... e tenho medo do que esse acto tenha acordado dentro de mim e do que posso te fazer. Eu tenho medo de te magoar...

-Eu sei que tu atacaste Nott, eu sei que foste responsável pela morte dele, mas não quero saber como. É normal tu queres te vingar del por tudo o que ele te fez, eu percebo, não é por isso que vais te tornar numa pessoa má. Estavas furioso e quando se está furioso faz-se coisas que não imaginamos fazer.- ela disse já mais calma. Afinal os medos dela eram em vão.- Matares uma pessoa que odeias e que te fez tanto mal não significa que sejas um...

-Harry seria incapaz de o fazer!- Draco disse.

-Harry não foi um Slytherin! Harry teve um infância diferente da tua, foram-lhe impostas regras diferentes das tuas... Não te compares a Harry. Quando me apixonei por ti, sabia o que eras e do que eras capaz, e ainda assim apaixonei-me. Não vai ser por teres morto mais um homem que algo vai mudar.

-Mas eu não te quero magoar...

-E não o vais fazer! Eu acredito em ti, só o facto de teres medo de me magoar me garante que não o vais fazer!- ela disse, esboçando um sorriso entre as lágrimas que ainda caiam.- Eu pensei que tivesses me enganado outra vez.- ela confessou.- julguei que eu fosse sofrer tudo de novo. Pensei que me tinhas reconquistado mas que era mentira e que eu estúpida tinha caído...

Mas ela não acabou as palavras pois os seus lábios foram abafados pelos dele. Ginny sentiu que o seu coração ia explodir. As pernas dela ficaram bambas e ela teve que se agarrar ao pescoço dele para não cair. Sem saber porquê sentiu a sensação de se desmaterializar. Quando abriu os olhos, estavam no quarto de Draco. Ela asfastou-se e ele sorriu maliciosamente. Voltou a beijá-la apaixonadamente, até caírem no chão, sobre o fofo tapete.

Os beijos de Draco tornaram-se mais quentes, ansiosos, exigentes. A língua dele explorava a boca de Ginny e ela podia apemas abraçá-lo com força, coms os dedos cravados nas costas masculinas dele, sobre a camisa branca.

Lutaram com botões e fechos, até que, por fim, meio nus, transofrmaram-se em dois animais sedentos, desejosos. Beijando-se e acariciando-se, ele levantou-a e levou-a para a cama.

Draco recostou-a nas almofadas negras, que contrastavam com a pele pálida dela. Ele manteve-se de pé para tirar a camisa, deixando descoberto o seu peito másculo. Depois tirou o cinto e começou a tirar as calças, enquanto Ginny o contemplava. Sentiu-se ruborizar ligeiramente por o olhar assim, tão abertamente.

Draco ajouelhou-se ao lado dela, tirou-lhe o soutien e as calcinhas, fazendo deslizar cada uma das peças com uma lentidão agonizante. Por fim, estendeu-se ao lado dela e tomou um dos seios com a mão, levando-o à boca. Descreveu círculos de beijos em seu redor, cada vez mas próximos do cume. Acariciou o mamilo com um movimento circular dos lábios.

Ginny estremeceu. Draco deixou a sua mão deslizar pela curva da anca até á coxa. Um gemido surgiu dos lábio de Ginny.

Quando nenhum dos dois podia resistir mais um segundo, Draco acomodou-se sobre ela e afundou-se entre desejo e paixão. Ele sentiu a tensão das coxas demininas fechando-se sobre ele.

-Não te vou magoar...- ele murmurou, dando-lhe um doce beijo nos lábios.- desta vez não te vou magoar.

Pouco a pouco, as pernas de Ginny separaram-se e ele uniu-se a ela. Ele moveu-se suavemente. Instintivamente, Ginny começou a arquear as costas e a mexer as ancas, entregando-se áquele maravilhoso momento.

Quando tudo terminou mantiveram-se abraçados e em silêncio até que os seus corações se acalmassem e um cansaço delicioso os envolveu.

Draco recompôs-se por fim, afastou-se dela e deitou-se de costas ao seu lado, ofegante. Ele olhou para ela, admirando-a, não só fisicamente. Estava admirado pela delicadeza e força encerrada naquele corpo suave.

Ginny fechou os olhos e pousou a cabeça sobre o peito forte dele.

Na manhã seguinte, ginny acordou assustada. Teria tudo sido um sonho? Ela levantou-se e ver Draco dormindo ao seu lado tranquilizou-a. Admirou o corpo do marido e mais uma vez ruburizou, ao vê-lo completamente nu e sem qualquer tipo de roupa a cobri-lo. Sorriu e riu do seu próprio descaramento. Estava feliz, mais feliz do que alguma vez tinha estado.

-Mamã!- ela ouviu do corredor. Draco acordou sobressaltado e só teve tempo de puxar um lemçol para se cobrir pois Fabián entrava pelo quarto dentro. A criança olhou para os dois desconfiado.- O que fazes aqui?- ele perguntou a Ginny.

-A mamã dormiu aqui...- ela murmurou, completamente envergonhada por ter sido apanhada pelo filho naquela situação. Draco olhava para Ginny e para Fabián tentando conter o riso. Nunca na vida julgou ser capaz de se sentir intimidado por uma criança, muito menos o seu filho, mas a situação era bem comprometedora.

-Porquê? E porque estás te tapando?

-Porque... está frio!- ela disse.- Querido. Vai tomar o pequeno almoço com Nukky, a mamã já desce!- Ginny tentou desesperadamente.

-Ok, estou mesmo com fome mas ainda vais ter que me responder mais algumas perguntas!- Fabián disse, com uma sobrancelha arqueada e olhando o seu pai e mãe com desconfiança. Depois saiu e desceu as escadas chamando por Nukky.

Draco começou a rir ás gargalhadas e Ginny olhou para ele zangada.

-O nosso filho apanha-nos neste estado e tu ris?

-Claro. Estou rindo porque só agora reparei como ele se parece comigo, eu na idade dele teria feito exactamente o mesmo, por isso prepara-te para um interrogatório.

-Não penses que te escapas. Vais comigo esclarecer o nosso filho e vai pensando numa boa desculpa!- ela disse, mas já com um sorriso nos lábios.

-Mas ainda temos tempo, ele vai tomar o pequeno-almoço. Eu quero aproveitar esses minutos de paz antes de ser bombardeado.- Draco disse puxando Ginny para ele e beijando-a. Ginny sentiu-se capaz de explodir de felicidade.

Era o primeiro dia de uma nova vida. E ela já começava a adorar aquela nova vida. Tinha tudo o que queria: um filho maravilhoso e um marido fantástico que a amava.


FIM


N/A: Este capítulo foi reescrito, por isso não está igual ao original. Tive um pouco de dificuldade em escrevê-lo, nem sabia como por estes os dois juntos mas acho que até nem está mau. Obrigado a todos os que leram, a todos os que deixaram review e espero que gostem.