Aqui está a recompensa de vocês

Esta é a primeira parte de uma série (é, outra) de 4 capítulos. Focados, é claro, em Ichigo/ Rukia.

Realmente gosto delas...

Aliás, decidi não traduzir os títulos porque, se eu o fizesse, ficariam totalmente sem graça. Depois que postar os outros capítulos explico melhor.

Nota: 'Unspoken' é o mesmo que 'não dito', 'não pronunciado'. Viram o motivo por eu não traduzi-lo?

BLEACH não me pertence.


Unspoken

Quando ele a achou, ela estava sentada lá fora no telhado, seu cabelo esvoaçando com a brisa e seus ombros tremendo levemente pelo ar frio. Seus intensos olhos violetas encaravam o nada enquanto ela abraçava a si mesma, tentando se manter quente; ele sabia que aquilo não funcionaria, pois ela vestia uma blusinha fina, de alças. Assim, ele andou até ela, tirando sua jaqueta e a colocando em volta dos ombros nus dela. Ela se assustou quando os dedos mornos dele deslizaram suavemente pela sua pele.

"Por que você está aqui fora?" ele sussurrou, temendo que qualquer som pudesse romper a bonita calma que estava sobre a cidade.

"Pra pensar." Ela respondeu baixinho.

Nenhum dos dois falou por alguns minutos. Ele começava a sentir a perda de sua jaqueta quando o vento esvoaçava ao seu redor, soprando seu cabelo em todas as direções.

"Pensar sobre o quê?" finalmente ele perguntou.

Quando ela se virou para olha-lo, ele mirava a cidade, com os braços cruzados em frente ao peito, tendo uma expressão que quase a assustava. No momento em que ela voltava o olhar para a cidade, ele também se virou, os olhares se encontrando.

"Sobre voltar."

Ele sabia sobre o que ela falava; falava sobre deixar essa cidade, a escola, os amigos.

Falando sobre deixa-lo.

"E...?"

Ela não respondeu. Em vez disso, ela puxou a jaqueta para mais perto do corpo, agradecida por ser muito grande para ela. Ele voltou a olhar a cidade, respirando fundo o ar gelado da noite, que pinicou sua garganta, mas era reconfortante de algum modo. Fazia-o sentir-se vivo.

"Você sente falta?" ele perguntou, tentando receber uma resposta.

Ele sentiu que ela não responderia de novo, mas ela finalmente falou, com os olhos mirando os pés.

"Eu sinto falta dos meus amigos e da minha 'família'. Eu sinto falta de fazer parte de algo."

"Você faz parte de algo aqui." Ele argumentou.

"Não realmente. Todos os dias na escola, eu vejo você e seus amigos. Você fala sobre coisas que são totalmente normais, e quando voltamos para casa, tenho sempre de perguntar o que é. Eu não pertenço a esse mundo. Pertenço àquele lugar."

Ele não disse nada. Não podia argumentar que ela não sabia quase nada sobre o seu mundo, mas ele não queria que ela fosse; queria que ela estivesse ao seu lado para sempre. Mas ele sabia que isso nunca poderia acontecer. Um dia, ela teria de ir, e ele sabia disso.

"Você pertence a esse mundo também." Ele disse gentilmente, com os olhos levemente fechados pelo balanço do vento. Ela se virou, assim como ele, que sorria fracamente. Não o sorriso forçado que ele usava geralmente, mas um sorriso verdadeiro. Ela gostava de vê-lo sorrir.

"Não é como lá."

"Você pode pertencer a esse mundo."

"Mas eu quero isso?"

Ele não tinha resposta. Em vez disso, ele se aproximou dela e fechou o zíper da larga jaqueta que rodeava seus ombros. Ele não sabia o porquê de ter feito aquilo; naturalmente, talvez? Muitas coisas aconteciam naturalmente com ele, especialmente quando estava perto dela. Como protege-la. Fosse de um Hollow ou de pegar um resfriado, recentemente, aquilo fluía naturalmente.

"Não sei... mas eu quero."

Ela estava totalmente despreparada para ouvi-lo dizer aquilo.

O silêncio caiu sobre os dois. Ela não dizia nada, assim como ele.

"Você quer?"

"É, eu quero."

Essa foi a primeira conversa que eles tiveram em um bom tempo que não tivesse inúmeros berros e xingamentos, e ela percebeu que preferia assim. Era bom falar com ele sem gritos e insultos.

"Não sei se posso. Eu quero ver todos que conheci antes. Eu quero estar lá de novo, lutando lado a lado com meus amigos."

"Então, eu irei com você. Ficarei ao seu lado." Ele sussurrou.

"Mas sua família..."

"Eu não irei para sempre. Eu voltarei. Mas isso é algo que quero fazer. Não quero abandonar você e não quero esquecer."

Ela sorriu um pouco, virando o rosto para ele. Ela percebeu que ele ainda a olhava, suas mãos dentro dos bolsos para mantê-las aquecidas. Ele estava bem mais próximo do que ela se lembrava.

"Você realmente iria atrás de mim?"

"Sim."

Ela percebeu que ele respondeu sem hesitação.

O sorriso dela cresceu e, tomando vantagem da proximidade deles, encostou sua cabeça no peito dele. Ele ficou surpreso no começo, mas lentamente tirou as mãos dos bolsos e envolveu os braços dela, puxando-a para ele. Ela parecia tão frágil ali, em seus braços, e ele sabia que faria qualquer coisa para protege-la.

Ficaram assim por uns instantes, sem dizer nada. O rosto dela ainda estava encostado nele, mas seu nariz continuava gelado.

"Ichigo, meu nariz está congelando."

Ele sorriu e beijou a ponta do nariz rosado, a surpreendendo.

"Então, vamos entrar, Rukia."

Mas eles não entraram. Ficaram lá fora no telhado por um pouco mais, Rukia envolvida pelos braços de Ichigo, pois eles sabiam que a paz e a tranqüilidade, não durariam para sempre, mas aqueles pequenos momentos sim, se não pra alguém, então para eles.

Nenhum disse aquilo em voz alta, mas ele sabia, ela também. Eles se amavam.

E pequenos momentos como esse faziam eles compreenderem aquilo não fora dito.


Fofo

Chrno Christopher: Ahhh... menino mau, menino mau. Mas eu entendo… às vezes a preguiça é maior do que tudo. Eu por exemplo só estudo para as provas um dia antes x P. Ah, brigada pelos parabéns o/ E, bem, sobre o Ichigo... sim, ele sente alguma coisa pela Inoue também. Desejo, talvez? Huahsuahs! Ai, que estranho! O Ichigo não parece ser daqueles que sentem isso. Bah, mas do que eu estou falando! Quem sou eu para afirmar algo que se passe na cabeça de um garoto? Enfim, se o Ichigo resolver ficar com as duas (safado!), a Rukia fica como amante, porque não quero que ela seja chifrada! Deixa isso pra Inoue! Chifres na Inoue jááá! \o/ Huahsuah!! Ah, e os mangas tão meio lentinhos mesmo... mas enquanto eles não vêm, tento acabar de ler Death Note. Ah, e o Sado não pode ficar com o periquito... porque ele morreu! Nhaa O periquito do Sado morreeeeu! Huahsuahs!! Aff... não liga pros meus comentários retardados, mas é que não consigo me segurar! Huahsua!

Hyuuga Tha: Ah, que bom E brigada pelos parabéns o/ E aí, o que achou da fic de hoje?

Lady Mari: Bom,... talvez a caixinha de suco fosse importada?? Nhaa... péssima teoria! Mas mesmo assim achei aquilo tão bonitinho. O Ichigo ajudando a Rukia, quero dizer. Pensando bem, isso só apareceu no anime, porque no manga, nem sinal... Ah, acho que você e eu somos duas fangirls loucas! Vamos fundar um clube então: OFDVPT (organização das fangirls doidas varridas que precisam de terapia! Huahsuahs!) E brigada pelos parabéns o/

Até amanhã