Mentiras
"O que você faria, se fosse surpreendido pela afirmação de que os últimos nove anos de sua vida não passaram de uma mentira? Que foram apenas uma invenção de sua imaginação conturbada? Que o homem a quem você ama esta morto e o filho que tiveram juntos nunca existiu?"
Fic Yaoi
Casal principal: Duo e Heero
Gênero: Drama/ Mistério/ Ficção
Universo alternativo
Sinopse: Após um acidente de carro, Duo desperta em um manicômio e é surpreendido pela afirmação de seu psiquiatra e de seus amigos, que as lembranças que ele tem dos últimos nove anos de sua vida não passam de uma mentira inventada por sua mente conturbada e confusa, após a morte de Heero em um acidente de avião, e até mesmo Solo, o filho que ele acredita ter tido com Heero, também não passaria de uma invenção.
Inconformado com sua suposta "loucura", Duo vai atrás da verdade tentando descobrir o porquê de seus amigos tentarem convencê-lo de que Heero está morto e que Solo nunca existiu, e provar a si mesmo que suas preciosas lembranças realmente são reais e não um fruto de sua loucura.
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Capitulo 2: O que é real?
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Duo despertara ainda sonolento, bocejando, mas ainda se sentia cansado como se tivesse sido atropelado por um caminhão ou algo parecido olhando a sua volta rapidamente reconheceu seu antigo quarto finalmente estava em casa e não em um sanatório. Olhou para o relógio despertador já eram 09h40min da manha ao lado do despertador no criado mudo havia um bilhete pegou o papel e o abriu mesmo sem ler reconheceu a caligrafia bem desenhada.
"Bom dia Duo. Desculpe-me por ter te dado sonífero, mas é que você estava muito agitado. Eu tive que deixa-lo um pouco sozinho porque fui resolver alguns assuntos de trabalho, mas logo estarei de volta Wufei e Sally fizeram compras no supermercado pra você, ai encontrara tudo que precisa, por favor, não saia de casa antes de eu chegar. Volto logo.
Com carinho.
Quatre winner."
- Ah Quatre e sua velha mania de me tratar como criança. – o americano sorriu.
Levantou-se, tomou um banho demorado, escovou os dentes e finalmente trocou de roupa já que até agora estava usando o uniforme do manicômio, desceu as escadas e foi até a cozinha abriu a geladeira procurando algo para comer mas só encontrou comida natural, yogute, frutas, verduras, legumes e coisas do tipo isso só podia ser um pesadelo.
- De quem foi à maldita idéia de deixar o Wuffie fazer minhas compras? O que aquele chinês está tentando fazer? Matar-me? Eu não como essas comidas naturebas nem morto!
Sem ter muita opção Duo pegou algumas frutas da geladeira, leite e queijo, misturou o leite com bastante achocolatado separou um pouco de frutas em um prato e um pedaço de queijo foi para a sala de TV comer. Ele ligou a televisão e começou a passar os canais sem encontrar nada que realmente lhe chamasse a atenção.
De repente parando subitamente de comer algo lhe veio a mente, se lembrou das varias fitas de vídeo que ele e Heero gravavam quando faziam uma viajem ou simplesmente passavam um tempo junto a Solo, bem, se as fitas realmente existissem era uma prova mais do que concreta para Duo continuar acreditando em si mesmo. Ele se lembrou de que a ultima vez que Heero arrumara as fitas ele as guardara em uma caixa atrás de uma fileira de livros na estante da biblioteca. Duo levantou-se rapidamente e se dirigiu para o cômodo.
Ao chegar lá tudo estava exatamente como deveria estar, ele deu um leve suspiro de alivio, era uma esperança a mais que tinha para encontrar as fitas de vídeo. O local onde elas supostamente estavam escondidas era um pouco alto e Duo precisou pegar a cadeira da escrivaninha de Heero para conseguir alcança-las, começou cuidadosamente a retirar os livros, em seu intimo implorava que aquelas fitas estivessem lá.
Suspirou profundamente ao retirar alguns livros e ver que lá realmente existia uma caixa, Duo a pegou cuidadosamente e desceu da cadeira, com seu coração palpitando ele abriu a caixa tremulo, ao notar que lá dentro havia varias caixinhas com fitas de vídeo dentro e em todas elas havia uma descrição do conteúdo, Duo sentiu-se imensamente aliviado. Pegou a primeira fita que viu e leu a inscrição: "aniversario de oito anos do Solo". Essa era a penúltima gravação que havia de seu filho antes do desaparecimento. Duo segurou a fita tão forte como se de algum modo ela pudesse escapar de suas mãos e ele realmente temia por isso. Agarrado a fita correu para a sala, a colocou no vídeo, pegou o controle e se agachou à frente da TV, apertou play com uma expectativa enorme. A primeira cena que apareceu na tela da televisão fez Duo fraquejar e encheu seus olhos de lagrimas.
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-Cenas da fita de vídeo-
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Heero enchia uma porção de balões azuis e vermelhos com uma bombinha de hidrogênio e tentava enfeitar a parede com os balões.
- Duo, você quer fazer o favor de largar essa câmera e vir me ajudar aqui? Os convidados já estão para chegar!! – Heero pedia assistência enquanto amarrava um balão no outro.
-Eu já vou Hee, primeiro vou ver como está o bolo. – Duo desliga a câmera.
Logo imediatamente aparece a cena da mesa toda enfeitada, com bolo, brigadeiros, balinhas, doces variados e tudo o mais o tema da festa era "homem-aranha" então tudo estava em vermelho e azul inclusive o bolo.
- É acho que tudo ficou perfeito. – a voz de Heero foi ouvida ao fundo, mas sua imagem não foi gravada. – Vou tomar um banho antes dos convidados chegarem.
-Papai!!! – uma voz estonteante de criança é ouvida ao fundo. – Eu não consigo acertar o jeito de vestir essa fantasia, me ajuda?
Nesse momento a câmera é virada para o lugar de onde veio à voz infantil e ela focalizou a imagem de Heero ajoelhado ajudando um garotinho a vestir uma fantasia de homem-aranha. O garotinho tinha o mesmo cabelo rebelde e o mesmo tom de pele bronzeado que Heero e os olhos eram violetas, aparentava ter mais ou menos sete ou oito anos de idade.
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Duo apertou pause no controle e se aproximou da televisão com os olhos marejados, suas mãos e seus lábios tremiam levemente, ele levou uma mão ate tela da TV ate tocar a imagem do rosto do garoto suavemente. As lagrimas caíram dos olhos violetas, estava emocionado demais para suportar era a primeira vez em meses que via uma imagem de seu filho.
- Solo... Meu filhinho... Como podem me dizer que você... Não é real? – Duo dizia baixo entre soluços. – As duas pessoas que eu mais amo nesse mundo... – Duo passa a mão levemente pela imagem de Heero. – Eu sinto tanto a sua falta...
Duo aperta play e adianta um pouco a fita ate parar na cena dos parabéns. Nessa cena todos estavam presentes, Quatre, Trowa, Wuffie, Sally, Hilde, Noin, Zechs, Une, Relena... Todos... Juntos cantando parabéns e felicitando Solo, como eles podiam ter a coragem de dizer que Solo nunca existiu? Era uma loucura coletiva, o doido ali não era Duo, mas sim eles, aquela fita era a prova máxima disso. Por que ninguém acreditava em Duo?
O telefone tocou de repente e Duo deu um pulo de susto, teve medo de atender e ser alguém tentando lhe convencer de mais uma mentira, receoso se aproximou do telefone e o atendeu.
- A... Alô?
"- Duo? Graças a Allá, você atendeu." – era a voz de Quatre do outro lado da linha. "– Você está bem? Leu minha mensagem?"
- Eu estou bem Quatre. – Duo respondeu recuperado do susto.
"- Eu estou quase chegando ai, eu demorei porque tive muita coisa para fazer, desculpe-me por tê-lo deixado sozinho."
-Eu estou bem, Quatre, não precisa se preocupar.
"-Você se alimentou?"
-Sim.
"-Isso é bom. Eu só liguei pra saber como você estava. Eu não vou demorar muito a chegar ok? Tchau."
- Tchau.
Duo desligou o telefone, era clara a preocupação de Quatre pelo tom de sua voz, Duo ficava se sentindo incomodado pelo loiro ter que mudar toda a sua rotina apenas para cuidar dele, mas sabia que o amigo era assim. Ele não sabia do que Quatre tinha tanto medo, de Duo surtar outra vez ou de tentar se matar, Duo não duvidava nada que árabe, antes de sair, tivesse escondido todos os vidros de remédios e objetos cortantes.
Subitamente Duo se lembrou da fita de vídeo, voltou ate a sala, a retirou do vídeo e voltou a escondê-la junto com as outras fitas na estante da biblioteca, apenas por precaução, pois alguma coisa dentro dele lhe dizia que não era seguro mostrar essas fitas a ninguém pelo menos por enquanto. Nesse momento ela era a única prova de sua sanidade e o único elo que o mantinha firme as suas lembranças, pois em alguns momentos Duo chegou a duvidar de si mesmo, mas agora jamais voltaria a duvidar novamente. Seu passado era uma verdade e ele iria provar isso.
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Duas horas após o telefonema Quatre retornara a casa de Duo, estava preocupado com o americano, entrou rapidamente na casa a procura de Duo. Olhou na sala, na cozinha, nos quartos e nada, chamava por ele e nada, já estava começando a ficar desesperado quando ao passar pela cozinha pela segunda vez avistou o americano sentado em um balanço que estava pendurado a um alto carvalho que ficava no jardim no fundo da casa. Abriu a porta da cozinha e aproximou-se, Duo estava encarando o vazio, com um olhar longe e perdido.
- Duo? – chamou, mas o americano pareceu não escuta-lo. – Duo? –insistiu.
- Solo adorava se sentar aqui e balançar bem alto. – Duo continuou encarando o vazio como se falasse consigo mesmo. – Heero que fez esse balanço... Eu costumava balançar o Solo aqui...
- Duo? Você esta bem?
- Uma vez Solo se balançou tão alto que ele se desequilibrou e caiu... ainda bem que ele só teve alguns arranhões, eu fiquei preocupado...
Quatre lançou um olhar de pena ao amigo, pelo visto Duo ainda insistia em afirmar a existência de Solo. O loiro se colocou frente a Duo e abaixou-se para ficar da mesma altura de Duo que estava sentado no balanço.
-Duo? – Quatre segurou o rosto do americano fazendo-o encara-lo.
- Você se lembra Quatre? – o americano perguntou sorrindo e encarando o loiro.
- Vamos Duo... Vamos pra dentro! – Quatre evitou responder a pergunta de Duo segurou os braços dele o fazendo levantar-se.
Duo foi o primeiro a entrar e, antes de também entrar, Quatre deu uma olhada para o quintal e viu de relance a imagem de um garoto de mais ou menos oito anos de idade muito parecido com Duo correr ate o balanço sorrindo, Quatre sacudiu a cabeça estranhando o lapso de memória, será que estava ficando doido assim como Duo? Como ele poderia ter a lembrança de algo que nunca aconteceu? Mesmo que apenas por alguns segundos? Ou será que aquilo não passou de sua imaginação influenciada pela demência do amigo? Porem aquele flash-back pareceu real de mais para ser ignorado.
Quatre sabia que isso era loucura, mas por algum motivo estranho seu coração dizia para acreditar em Duo enquanto a parte sã de sua mente dizia para convencer Duo de sua dura realidade. Quatre era emotivo demais para dar razão a sua parte sã, decidiu dar uma chance a seu coração de provar que algo naquela historia toda não se encaixava, tinha que admitir que algo estava muito estranho. Sabia que Duo podia ser muito convincente quando queria, mas às vezes, sinceramente, não achava que aquilo tudo era apenas invenção da mente Duo, porque inventar um filho? Ele podia ate não querer aceitar a morte de Heero mais daí inventar um filho? Isso não se encaixava em sua lógica.
Quatre saiu de seus devaneios e entrou na casa a procura de Duo, a primeira vista não o encontrou na cozinha, procurou na sala e avistou o americano sentado no chão encolhido em um canto, parecia alheio ao que ocorria ao seu redor, viu que Duo segurava algo em sua mão, ele conversava sozinho como se estivesse brincando com algo e parecia feliz. O árabe se aproximou meio receoso.
-Duo? O que esta fazendo? – perguntou com a expressão mais amigável possível.
-Solo adorava brincar com estes soldadinhos. – Duo levantou suas mãos e mostrou a Quatre o que segurava, eram dois soldadinhos verdes, daqueles que vinha em caixas de cereais, segurando armas. – Eu ficava contando historias de guerra pra ele enquanto brincávamos de resgatar soldados.
Quatre olhou para os soldadinhos não mão de Duo e estranhou. Não havia brinquedos na casa, onde Duo havia achado-os?
-Onde você encontrou esses soldadinhos Duo? – Quatre tratava o americano quase como uma criança.
-Estavam no quintal, enterrados. – Duo fez uma pausa e sorriu. –Solo os enterrou lá porque em uma de nossas missões de resgates estes soldados haviam morrido ai só por brincadeira os enterramos.
-Duo... Diga-me a verdade... Solo não os enterrou lá... Foi você? – Quatre tentou fazer Duo admitir que Solo não enterrou os soldados porque solo não existia.
-Não. Eu já disse que foi o Solo. – Duo pareceu ignorar a insinuação do loiro.
-Duo? – Quatre tocou às mãos de Duo fazendo com que o americano o encarasse com um olhar desafiador.
-Você não acredita em mim não é mesmo Quatre? – Duo o olhou com raiva. –Eu não sou louco... Não sou... E vou provar isso. – Duo se levantou abruptamente correndo ate as escadas e subindo-as como um louco.
-Duo espera... – Quatre tentou alcançar o americano mais este foi mais rápido.
Duo correu para o quarto onde dissera ser o quarto de Solo e se trancou lá. O quarto agora nada mais era do que um escritório, o cômodo estava coberto por um papel de parede branco, com listras azuis marinho. Nada que pertencia a seu filho estava lá agora só havia uma escrivaninha e um computador. Duo já havia surtado uma vez ali, quando entrara pela primeira vez, mesmo assim ainda não se acostumara coma à idéia de alguém ter tirado tudo que pertencia a seu filho daquele quarto e colocado sabe se Deus aonde, por um momento havia se esquecido disso. Tinha corrido para aquela quarto para tentar encontrar conforto nas coisas de seu filho e seu olhar agora era de ódio ao se lembrar e constatar que aquele quarto não era mais o mesmo.
Aquelas paredes frias o estavam incomodando, onde estavam as pinturas de peixinhos que seu filho havia feito? Onde estavam as cores que lembravam o oceano? Aquilo não era real, tinham que estar em algum lugar. Duo começou a friccionar suas unhas contra o papel de parede numa tentativa desesperada de tentar arranca-los dali. Pouco se importou quando suas unhas começaram a se quebrar e a sagrar, isso só o fazia ter mais vontade de arrancar tudo aquilo dali.
O papel de parede aos poucos ia se soltando e se misturando com o sangue que saia das pontas dos dedos de Duo, mas o que o americano viu só o fez sorrir e continuar a arrancar o papel da parede. Por debaixo daquele papel branco com listras azuis havia outro, azul da cor do fundo do mar e com peixinhos pintados por cima, os dedos de Duo tremiam e estavam todos ensangüentados, mas ele não sentia dor, sentia apenas felicidade ao ver o quarto de seu filho voltar a ter a cor de antes.
Quatre estava preocupado, batia na porta desesperadamente, mas Duo não o respondia. Ouvia o barulho de algo sendo arrancado e Duo rir como se estivesse imensamente feliz.
-Duo? DUO? Abra a porta pelo amor de Deus. O que você esta fazendo? DUOOO.
Quatre tentava inutilmente abrir a porta, já havia pegado seu celular para ligar para Trowa, pois já não sabia mais o que fazer quando a porta foi destrancada. Abriu-a com cuidado temendo o que iria encontrar. Olhou perplexo para a parede, esta estava um pouco manchada de sangue, mas não foi isso que deixou chocado e sim a cor da parede, ele era azul cor de oceano e havia peixinhos pintados nela de forma aleatória parecia que haviam sido feitos por uma criança.
-Eu não disse Quatre? Esta vendo? – Duo apontava para a parede. –Eu não estou louco.
Quatre entrou no quarto com a boca aberta, Duo não poderia ter feito aquilo sozinho e depois coberto então o que aquilo significava? O loiro estava confuso, aquilo não era prova suficiente para atestar que Duo não estava louco, mas tinha que admitir que era assustador. O árabe olhou para Duo e só então percebeu que as mãos dele pingavam sangue.
-Duo suas mãos estão sangrando. – Quatre se aproximou de Duo assustado, deduziu que o americano havia se machucado arrancando o papel da parede.
-Não se preocupe Q. eu estou bem. – Duo sorria parecendo imensamente feliz.
-Vamos Duo. – Quatre segurou às mãos do americano. –Vamos cuidar desses ferimentos.
-Você acredita em mim agora Quatre? – Duo ansiava por uma resposta positiva.
-Sim Duo. Eu acredito. – Quatre não quis contrariar o americano, estava preocupado com os ferimentos dele.
Ambos desceram as escadas e foram ate a cozinha, o árabe pegou um quite de primeiros socorros, limpou e enfaixou os dedos de Duo. Sua mente estava a mil por hora criando varias explicação para o que os seus olhos haviam visto naquele quarto. Será que era real? Tinha que falar com alguém que lhe confirmasse isso. Pegou o celular e ligou para Trowa pedindo que viesse imediatamente ate a residência de Duo, mas Trowa estava um pouco ocupado com o trabalho e havia lhe dito que demoraria mais ou menos uma hora e meia pra chegar ate lá. Apesar da insistência do latino Quatre não quis explicar nada por telefone, queria que Trowa visse com seus próprios olhos.
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Acordou com o toque insistente da companhia, estranhou a leve dor de cabeça levando sua mão direita ate sua têmpora massageando-a, não se lembrava de quando tinha pegado no sono. Logo se lembrou de Duo e olhou a sua volta, este estava deitado no outro sofá e também parecia dormir. Quatre levantou-se e caminhou ate a porta com cuidado para não acordar Duo, abriu a porta já imaginando que seria Trowa. Ao ver o latino do outro lado da porta seu coração se tranqüilizou, abriu mais a porta dando passagem para o moreno.
Assim que pôs os olhos em Quatre, Trowa se preocupou, o loiro parecia não estar nada bem, alem de aparentar muito cansaço havia algo diferente, algo que ele não soube reconhecer de imediato o que era.
-Quatre como você esta? – foi a primeira pergunta do latino e a que mais o angustiava no momento.
-Eu estou bem Tro, não se preocupe. – o loiro o tranqüilizou.
-E o Duo? Ele esta bem? Aconteceu alguma coisa com ele? – Trowa se desesperou ao se lembrar do atual estado do amigo.
-Calma Tro, o Duo esta bem, não aconteceu nada, ele esta dormindo agora. Veja. - o loiro apontou para o sofá onde Duo dormia aparentemente tranqüilo.
-Então... Porque você me ligou? Você não quis dizer nada por telefone.
-Desculpe-me por preocupá-lo. – Quatre o abraçou. - Tro eu quero que você veja alguma coisa.
-O que? – Trowa não estava entendo onde o loiro queria chegar.
-Venha.
Quatre segurou a mão de Trowa e o guiou ate a escada, subindo-a e chegando ao pavimento superior da casa. Seguiu ate o escritório onde Duo insistia em dizer que era o quarto de Solo e que agora ate mesmo Quatre estava tentado em acreditar no que o americano afirmava. Trowa olhou para o loiro intrigado quando pararam em frente ao tal escritório. O que haveria de tão importante pra se ver lá?
-Quero que veja isso.
Quatre abriu a porta esperando que Trowa entrasse depois acendeu o interruptor, queria que o outro também visse o que ele viu com seus próprios olhos e lhe dissesse que ele não estava louco. Quando as luzes se acenderam e Quatre pôde ver o escritório seus olhos se arregalaram em surpresa. Não estava mais lá... Não estava...
-Mas... Estava aqui... Eu... Não entendo... Estava... – Quatre gaguejava perplexo com o que via, ou melhor, não via.
O lugar estava intacto, parecia normal, o mesmo papel de parede branco com listras azul marinho. Onde estava toda a bagunça que Duo havia feito tentando arrancar o maldito papel de parede? Onde estava o papel de parede azul da cor do fundo do mar com peixinhos pintados? Onde estavam as marcas de sangue que Duo deixara ao se machucar? Nada disso estava lá... Trowa olhou para Quatre como se interrogasse o que o loiro queria que ele visse ali.
Alguma coisa não se encaixava. Tinha algo muito errado nisso tudo... Afinal, o que era real?
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Continua...
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Cantinho da autora:
Aiai gomenasai pela demora, sei que demorei demais...
Comentem!
Ate logo, não vou mais demorar tanto... Prometo.
Beijos da Asu-chan
