O Ultimo Samurai
Fic Yaoi
Casal principal: Duo e Heero
Gênero: Aventura / Drama/ Romance
Sinopse: Heero é o líder de um poderoso exercito de samurais que luta contra a ocidentalização de seu país. Ao interceptar um comboio de mercadorias estrangeiras os soldados de seu exercito poupam a vida de alguns escravos dentre eles um americano chamado Duo Maxwell que vira a vida de Heero de cabeça para baixo despertando novos sentimentos dentro do líder samurai e tornando este vulnerável no campo de batalha...
Alguns fatos, personagens e locais são frutos dos delírios da autora.
Capitulo 1 : Tormenta
-Meu senhor? - um homem de feições chinesas entra em uma tenda procurando seu comandante ao encontra-lo curva-se fazendo uma reverencia.
–Venho informa-lo que um grupo de nossos espiões localizou um comboio de mercadorias recém chegadas do ocidente que desembarcaram no porto da cidade de Altai. Ao que tudo indica as encomendas irão para o feudo da falsa imperatriz.
-Há quantos dias o navio aportou? E quais mercadorias eles transportam? - o comandante, um homem de claras feições orientais a não ser os indescritíveis olhos azul cobalto, pergunta se mostrando interessado na informação.
-Há dois dias mas, segundo os espiões, as mercadorias sairão da cidade amanha pela manha. Pelas informações conseguidas transportam armas de fogo e outros objetos estrangeiros.
-Se eles estão na cidade Altai para chegar ao feudo certamente terão que passar pela estrada que corta a região de Ykoru. - o comandante analisa suas possibilidades se orientando por uma maquete do território do país utilizada na elaboração de estratégias de ataque.
- Reúna uma pequena parcela do exercito partiremos hoje antes do anoitecer montaremos acampamento próximo a estrada e atacaremos o comboio. Ao que depender de mim eles não receberão mais armas estrangeiras.
-O Senhor vai lidera o grupo ou devo convocar um outro comandante?
-Eu mesmo liderarei o grupo. Quero ter o prazer de destruir com minhas próprias mãos essas armas estrangeiras.
-Sim Senhor, com sua licença. – o chinês novamente se curvou em reverencia.
-E Wufei? - o comandante chamou o soldado que já ia saindo da tenda mas ao ouvir seu primeiro nome sendo pronunciado voltou sua atenção para o comandante.
-Pois não?
-Me chame pelo primeiro nome, já são tantos anos de convivência e você ainda me trata por senhor!
-Me desculpe Heero mas é que eu não consigo me acostumar a essa informalidade. Tentarei chamar-lo apenas por seu primeiro nome. Com sua licença. – o chinês deixou a tenda.
Heero era o líder de um poderoso exercito de samurais que a cada dia que se passava vinha recebendo mais adeptos eram conhecidos como baderneiros e traidores uma fama não merecida pois lutavam contra a ocidentalização de seu país e o povo as vezes parecia não enxergar isso. O ultimo imperador da dinastia Saihitei 1 casou-se com uma ocidental, uma mulher vinda da Europa, e daí começou a "inofensiva" troca de culturas que veio como uma imposição de festas e costumes tradicionalmente ocidentais incorporados a sua cultura e alguns valores tipicamente orientais foram perdidos assim como a honra de ser samurai e até mesmo a proibição de treinar artes marciais e de se tornar um samurai o jovem comandante Heero até então líder do principal exercito samurai do império se rebelou contra essas imposições e foi seguido por seu exercito e desde então se tornou o principal defensor da cultura japonesa porem incompreendido por muitos e tratado como um rebelde traidor e sempre perseguido e duramente reprimido. Com a morte do ultimo imperador da dinastia Saihitei, este sem deixar nenhum herdeiro, a filha de sua mulher criada também como sua filha assumiu o posto de imperatriz esta foi a ultima afronta para os samurais uma ocidental assumir a liderança do império. A nova imperatriz continuou o que seu pai havia iniciado militarizando o exercito trazendo mais da cultura ocidental para o império, como a criação de uma corte em seu feudo, o exercito de Heero combatia destruindo cidades em estilo europeu conquistando território e interceptando comboios de mercadorias estrangeiras com a intenção de derrubar a imperatriz e estabelecer um império totalmente oriental.
Ao anoitecer o grupo de vinte e dois soldados incluindo o líder Heero e seu fiel braço direito Wufei estavam a meio caminho da estrada que corta a região de Ykoru.
-Não armaremos acampamento até chegar a estrada. – Heero anunciou aos soldados que assentiram sem nenhuma objeção.
Quando atingiram a estrada já era tarde da noite o dia já quase apontava no horizonte nenhum dos integrantes do pequeno exercito havia dormido mas não demonstravam qualquer sinal de cansaço fazia parte da rotina deles passar horas até mesmo dias sem pregar o olho numa guerra se você cochila pode nunca mais acordar era o que Heero repetia sempre.
-Recostem-se um pouco e tentem descansar o comboio deve demorar a passar pela estrada, não se preocupe que eu ficarei acordado vigiando. – Heero deu a ordem a todos.
Todos os soldados procuram um canto para descansarem deveriam estar preparados e bem descansados para a batalha que travariam, o lugar era uma colina cheia de arvores que na borda tinha uma visão completa da estrada onde passaria o comboio Heero se recostou numa arvore de onde podia ter uma visão geral da estrada e do sol que nascia passou-se algumas horas o sol estava no auge o sono se abatera sobre o japonês mas ele se recusava a ceder.
-Mamãe... mamãe...
-Cale-se garoto e observe! – dois homens seguravam o garoto que parecia não ter mais do que 6 ou 7 anos.
-Não! Me soltem! Mamãe... – o garoto de mãos estendidas tentava alcançar a mãe.
Heero despertou num susto tinha cochilado por alguns segundos e os sonhos que o assombravam insistiam em atormenta-lo.
-você deveria descansar um pouco...
Heero se assustou com a voz a suas costas.
-Calma sou eu Wufei, lembra-se? – o soldado se sentou ao lado de Heero. - Você está com uma cara péssima deveria dormir há varias noites você não prega o olho até um cara como você precisa disso de vez em quando. Pode ir que eu assumo seu posto.
-Não se preocupe Wufei eu estou bem pode ir descansar que eu continuarei vigiando.
O soldado revirou os olhos não acreditando no que ouvira seu comandante parecia ter prazer em se alto torturar sabia que não adiantaria discutir pois acabaria perdendo.
Ao entardecer avistaram um grupo de soldados bem armados á cavalo escoltando varias carroças deveria ser o tal comboio com armas estrangeiras Heero avisou a todos, assumiram seus postos escondidos entre arbustos esperando o momento certo de atacar. O comboio era relativamente grande tinha mais ou menos uns 38 soldados munidos com revolveres e espingardas escoltavam 5 carruagens carregadas de armas e uma carruagem com pessoas acorrentadas certamente escravos estrangeiros para agradar a imperatriz. No momento certo Heero deu o sinal e todos os Samurais assumiram seus postos prontos para atacar os soldados nos cavalos espantados agarraram-se a suas armas em posição de ataque. Acreditavam estar em vantagem pelas armas e por estarem com cavalos.
-Se quiserem que suas vidas sejam poupadas é melhor abandonarem as armas e as carroças e fugirem.
Heero anunciou mas os soldados pareciam querer lutar.
-Então você deve ser o famoso Soldado Perfeito nem morto eu me renderia a um traidor como você. – Um homem que parecia ser o capitão da tropa se pôs a frente de Heero. - Você acha que ira conseguir me vencer com essa tropa de esfarrapados com pedaços de metal inútil nas mãos faca-me um favor saiam do meu caminho antes que eu o mate.
As palavras do homem não atingiram Heero que manteve a mesma expressão fria nos olhos.
-Homens ataquem esses esfarrapados! – o capitão da tropa ordenou.
Com um leve movimento de cabeça Heero deu o sinal para que seus homens se defendessem dos tiros com agilidade incrível todos se esquivaram da saúva de tiros um dos samurais tocou um apito estranho que no mesmo instante fez os cavalos se agitarem e derrubarem os soldados dos cavalos alguns dos cavalos até arrebentaram o arreio das carroças fugindo do barulho infernal que o apito causava em seus ouvidos os soldados caídos tentaram recuperar as armas e contra-atacar. Alguns apelaram para as armas dentro das carroças atiravam para todos os lados mas não conseguiam atingir os samurais eles eram ágeis que com rápidos golpes de espada retalhavam as armas em picadinhos, o grupo de escravos preso numa espécie de carroça-jaula estavam em polvorosa amedrontados com a sangrenta batalha que presenciavam os samurais tentavam golpear os soldados sem mata-los essa era a ordem de Heero para que evitassem derramamento de sangue inútil mas alguns soldados pela arrogância e insistência foram mortos o capitão da tropa tendo o trair em sua mira sacou sua arma e apontou para Heero que distraído lutava com outros três soldados Wufei presenciou o exato momento em que o homem disparou e tentou avisar seu comandante do perigo.
-Heero...
Graças ao aviso Heero desviou a tempo derrotou os três soldados e encarou o comandante da tropa, em pânico o capitão começou a descarregar sua arma no Samurai mas Heero desviou todos os tiros refletindo-os com sua espada.
-Seu demônio como você consegue fazer isso?
O capitão estava espantado com a agilidade do samurai como alguem conseguiria desviar tantos tiros a menos de três metros de distancia? Heero atingiu um homem com um soco e retalhou sua arma o capitão ficou indefeso caído ao chão.
-Vamos o que você esta esperando para me matar? –o capitão blasfemou.
-Eu não costumo matar homens desarmados alem do mais sua morte não traria nenhuma honra a minha espada. – Heero deu as costas ao homem e saiu andando seu exercito já tinha vencido a batalha e muitos soldados tinham fugido.
-Não deveria dar as costas pra mim rapaz...
O homem caído sacou uma arma escondia em sua roupa e atirou contra Heero que estava de costas o Samurai simplesmente desembainhou a espada e refletiu o tiro. O homem caído no chão pelo olhar gélido que recebeu soube que tinha assinado sua sentença de morte não deu tempo de seus olhos registrarem o que aconteceu seu corpo foi atravessado por uma lamina gelada, os escravos, todos com os pés e as mãos acorrentadas presenciaram tudo amedrontados. Heero olhou a sua volta fazendo um balanço do ocorrido na batalha seus homens estavam apenas com ferimentos leves havia soldados inimigos mortos no chão mas a maioria tinha fugido.
-Peguem todas as mercadorias destruam as armas e queimem o resto. – Heero ordenou.
-Senhor o que fazemos com isso? - um dos samurais perguntou apontando para o pequeno grupo de escravos.
-Isso o que?
-São os tais escravos brancos de que os espiões falaram. – Wufei olhava com curiosidade para o grupo encolhido em um canto não era todo o dia que ele podia olhar para pessoas brancas de olhos claros.
-Escravos? Não precisamos deles.
Heero olhou para as três pessoas que julgou serem três mulheres uma com curtos cabelos preto-azulados e olhos azuis a outra loira de olhos verdes e uma terceira que lhe chamou atenção tinha longuíssimos cabelos castanhos claros presos numa trança olhos de uma cor quase absurda para o olho humano eram violetas a pele branca e alvo as três estavam encolhidas e abraçadas com medo a cena era de dar pena as mãos e os pés acorrentados vestindo apenas farrapos de panos sujos.
-São apenas mulheres. Soltem-nas vamos leva-las conosco, depois decidiremos o que fazer.
Os escravos não entendiam nada do que era pronunciado ali aquela língua lhes eram completamente estranha tudo que haviam aprendido era poucas palavras naquele idioma apenas palavras que davam sinal de obediência. Heero se aproximou da escrava de tranças e desembainhou a espada enquanto Wufei soltava as outras duas.
-Please... D…Don't wound me… Por favor... n... não me machuque... – o escrava pronunciou em seu idioma natal sua voz saiu ronca e fraca.
Heero estranhou a voz grave e dando uma olhada de cima a baixo na escrava percebeu que se tratava de um garoto era um escravo estava em estado lastimável vestindo uma camisa de manga longa amarelada uma calca preta e descalço dava para ver que as correntes o machucavam pois escorria sangue sobre a corrente do pé e das mãos, Heero teve pena do garoto se ajoelhou ficando da altura do rapaz.
-Você é um garoto? Não se preocupe eu não vou machuca-lo. – Heero disse com sua costumeira voz fria isso amedrontou mais o garoto que não entendeu uma palavra.
Heero ergueu sua espada e o garoto fechou os olhos achando que morreria quando abriu os olhos novamente as correntes dos pés e das mãos haviam sido tiradas e suas amigas também tinham sido soltas.
-De... desculpe-nos senhor eles não sabem falar seu idioma, eu entendo muito pouco. – a garota loira de olhos verdes tentou se comunicar com os samurais em seu mandarim precário.
-Diga a eles que vamos leva-los para um lugar seguro não precisa ter medo não vamos mata-los. – Heero disse a garota e lhe deu as costas em sinal de pouca importância com o fato.
A garota virou para os outros dois e repetiu as palavras do Samurai em inglês. Os outros samurais destruíram as armas restantes, queimaram as mercadorias, laçaram os cavalos que sobraram e começaram a jornada de volta ao acampamento os escravos os seguiam de longe receosos e eram sempre observados por todos uns lhes lançavam olhar de pena e outros de pura cobiça e luxuria principalmente para o garoto de tranças.
-Yuy você tem certeza de que é uma boa idéia leva-los conosco? – Wufei quase que sussurrava para Heero.
-Que mal eles podem nos fazer? São só escravos assustados. Mas em todo caso é melhor você ficar de olho neles.
-Esta bem, eu só não entendo que tipo de pessoa seria capaz de escravizar outro ser humano. Ao que tudo indica eram escravos encomendados por Romefeller.
-Romefeller? Aquele crápula. – Heero rangeu os dentes em sinal de raiva.
A viajem era longa e cansativa caminhavam a mais de quatro horas sem parar para descansar ou tomar água os samurais pareciam não se incomodar com isso mas os escravos que os acompanhavam estavam á dias sem comer quase não conseguiam andar de tão cansados e famintos Hilde, a morena de cabelos curtos, foi a primeira a cair o garoto de tranças e a loira apararam a garota ambos não conseguiam prosseguir andando.
-Hilde, please, stand up you will don't stay behind… I know…you are wearying, me too but we can't desist now… we are free… one day. Hilde, por favor, levante-se você não quer ficar para trás... Eu sei... você esta cansada, eu também mas não podemos desistir agora... seremos livres... um dia. -o garoto tentava levantar Hilde embora estivesse tão cansado e perdido quanto ela.
Wufei os observava de longe com ar de desconfiança, não confiava em ninguém nem em sua própria sombra quem dirá em escravos vindos do ocidente a única pessoa em quem aprendera a confiar fora Heero que o acolhera como a um irmão mesmo o próprio Wuffei sendo um estrangeiro.
Após muito caminharem finalmente chegaram ao acampamento onde os outros seguidores de Heero estavam, ao ouvirem o sons de cavalos chegarem e o falatório dos samurais recém-chagados os samurais que haviam ficado no acampamento pararam para saudar o grupo que regressava, porem, o que mais chamava a atenção de todos eram as três figuras sujas e maltrapilhas que andavam cabisbaixos na ultima fileira do grupo, os samurais não faziam a menor questão de esconder suas curiosidades sobre os três, afinal de contas não eram todos os dias que viam pessoas de olhos e cabelos claros, mas, o que lhes chamavam maior atenção era o fato de ver mulheres no acampamento, muitos dos homens que acompanhavam Heero não viam uma mulher de perto a meses e isso despertos os hormônios da maioria que logo começaram a assoviar e dizer coisas obscenas. Heero logo percebeu que não seria uma boa idéia deixar aqueles três sozinhos a mercê de seus homens pois sabia que muitos deles não possuíam o menor escrúpulo e certamente causariam problemas.
-Wuffei? –Heero o chamou em voz baixa.
-Pois não?
-Quero que arrume um lugar seguro para esses três ficarem e se possível tome conta deles. Não deixe esses homens aproveitar... você sabe como... deles.
-Yuy esses escravos só vão nos trazer problemas, você não acha melhor nos livrarmos deles? –Wuffei tentou argumentar.
-É isso que eu farei, assim que passarmos por alguma cidade os deixaremos lá. Enquanto isso, por favor, tome conta deles.
Wuffei apenas revirou os olhos aceitando a missão que lhe foi dada, não gostara nem um pouco da idéia de ser babá.
-Homens! –Heero falou em voz alta chamando a atenção de todos para si.-Eu lhes trouxe alguns presentes. Estão nas carroças que trouxemos, peguem o que quiserem, sirvam-se! – Heero apontou para as três carroças que haviam sido poupadas de serem incendiadas junto com as armas quando interceptou o comboio de mercadorias estrangeiras, nessas carroças só haviam produtos de higiene pessoal, bebida alcoólica e comida.
Após assistir um pouco do ataque feroz de seus homens as carroças Heero foi para sua tenda descansar e meditar sobre o próximo passo que daria, estava cansado, havia feito um jornada muito longa a pé.
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Wuffei sem saber muito o que fazer com os três escravos aproveitou que todos estavam distraídos com os objetos que Heero trouxera para levar os escravos para pelo menos tomarem um banho, estava certo que ele não gostava de estrangeiros, muito menos daqueles escravos em particular, mas tinha que reconhecer que eles estavam em um estado lastimável e mereciam um banho. O chinês pediu que os três o acompanharem, ainda bem que a garota loira entendia de japonês pois não estava nem um pouco afim de ficar gesticulando sobre o que gostaria que os estrangeiros fizessem.
Wuffei pegou alguns objetos de higiene pessoal e roupas limpas para os escravos e os conduziram ate um riacho que passava próximo ao acampamento.
-Vocês podem tomar banho aqui. É seguro.
O chinês se dirigiu diretamente a garota loira que compreendeu o que ele falou e em seguida se voltou para os outros traduzindo a fala de Wuffei.
-Obrigada. Estamos a dias viajando sem sequer comer ou tomar um banho. – a garota loira disse a Wuffei em seu japonês precário.
O chinês ate sentiu um pouco de pena daqueles escravos, a vida deles deveria ser algo próximo do inferno, senão o próprio inferno. Assentiu com a cabeça fazendo um leve curvar em reverencia e os deixou sozinhos para tomarem banho.
As duas garotas embora ficassem muito tempo ao lado do garoto que as acompanhavam ficaram com vergonha de se despir perante ele. O rapaz entendeu o receio das duas e pegou algumas vestimentas e sabonete e se afastou delas para deixa-las mais a vontade, na verdade ele estava com medo de ficar sozinho e ser atacado por algum daqueles samurais. Um pouco afastado delas e sozinho o garoto começou a tirar sua roupa e entrou no rio.
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Heero saiu de sua tenda após alguns poucos minutos de descanso, não conseguia ficar parado por muito tempo. Saiu de sua tenda sem ser notado, se afastou um pouco do acampamento, caminhou até chegar ao rio que ficava próximo ao acampamento, o rio estava calmo como sempre, desde que acamparam por ali, Heero gostava de ir ate o rio sozinho e apenas meditar, seguindo a calmaria do rio e ouvindo sua correnteza.
Perdido em seus pensamentos Heero se assustou ao ouvir um barulho na água, era como se alguém estivesse mergulhado no rio, apreensivo o samurai desembainhou sua espada e se pos alerta, estreitou os olhos para localizar de onde vinha o barulho, arregalou os olhos e corou imediatamente ao ver quem era o autor do tal mergulho no rio, a visão que Heero teve era quase indescritível. Era a própria visão de um anjo.
O escravo que ele havia resgatado daquele comboio de mercadorias estrangeiras estava nu, com a água cobrindo-o ate a cintura, ele banhava alheio a qualquer coisa a sua volta, seu enorme cabelo castanho dourado estava solto cobrindo-lhe os ombros e o tórax, a luz do sol batia nos fios de seu cabelo e refletia um dourado intenso, ele era tão branco e tinha uma expressão tão angelical em seu rosto, sua beleza era quase surreal, a verdadeira imagem do paraíso.
Heero não tinha consciência do que se passava a sua volta tudo que ele conseguia enxergar e prestar atenção era naquele anjo tomando banho, Heero nunca tinha visto algo assim, não conseguia explicar mas seu coração batia muito acelerado e havia uma certa inquietação nas suas partes baixas. Recuperando sua consciência Heero recolocou a espada de volta na bainha, relutante ele se afastou totalmente confuso com todos os pensamentos estranhos que passavam por sua mente e todos os sentimentos que transbordavam em seu coração, o que havia sido aquilo? Por que havia se imaginado entrando naquele rio e beijando aquele escravo?
Heero nunca havia tido um contato digamos "humano" com alguém, nem com homens ou mulheres, não por falta de oportunidades mas sim por achar esse tipo de contato totalmente desnecessário e uma enorme distração. Nunca havia desejado tocar ou beijar ninguém, então, por que agora? Por que com aquele escravo? Isso era totalmente novo e desconhecido para Heero.
Antes que sua presença fosse notada pelo anjo que tomava banho Heero se afastou discretamente. Estava transtornado com esses pensamentos e desejos carnais. Caminhou meio sem noção da realidade ate sua tenda, não conseguia parar de pensar na visão daquele jovem tomando banho, ele era tão magro porem seu corpo era tão bonito e desejável. Heero não podia deixar de se imaginar tocando aquela pele branca.
Teria que se livrar imediatamente daquele jovem pois sabia que se o visse de novo seria uma distração enorme. Teria que se livrar o quanto antes daquele garoto antes que ele se tornasse uma tormenta em sua vida.
Continua...
Cantinho da autora: Hammmmm! O que acharam? O Heero é tão inocente...
Se vocês gostaram desse capitulo esperem só ate ler o próximo... hehehehehe... aiaiaiai to com peninha do Hee-chan... ele vai ter que resistir a tentação que é o Duo!
Obrigada pelo comentário Kiara Salkys, explicando a sua duvida o Duo foi treinado para ser um "dicionário de cama" sim, você viu aquele filme Dicionário de Cama? É mais ou menos aquilo. O coitado do Duo já sofreu muitooooo. (ou seja ele é um escravo para fins sexuais)
Por favor comentem! O comentario de voces é um incentivo para postar o proximo capitulo mais rapido!
