O Ultimo Samurai
Fic Yaoi
O ULTIMO SAMURAI
"O amor nos torna fracos?"
Universo Alternativo
Casal principal: Duo e Heero
Gênero: Aventura / Drama/ Romance
Sinopse: Heero é o líder de um poderoso exercito de samurais que luta contra a ocidentalização de seu país. Ao interceptar um comboio de mercadorias estrangeiras os soldados de seu exercito poupam a vida de alguns escravos dentre eles um americano chamado Duo Maxwell que vira a vida de Heero de cabeça para baixo despertando novos sentimentos dentro do líder samurai e tornando este vulnerável no campo de batalha...
Vários fatos, personagens e locais são frutos dos delírios da autora.
Capitulo 2: Submissão.
Já fazia quatro dias que os estrangeiros haviam sido resgatados e Heero não via a hora de deixa-los na cidade mais próxima.
Após o "incidente" como assim considerou Heero ao ver o escravo tomando banho, logicamente não havia comentado isso com ninguém, nem mesmo com Wuffei, Heero o havia evitado ao máximo encontrar-se ou ate mesmo ver de longe o escravo, embora isso não fosse muito difícil já que as duas estrangeiras escravas e o tal escravo, que não saia da mente de Heero, não se misturavam muito com o resto do acampamento. Eles estavam sempre isolados e tímidos, na maioria das vezes eles ajudavam o cozinheiro do acampamento, ou alimentavam os animais mas sempre sem chamar muita a atenção.
Eles tinham medo de qualquer aproximação, afinal desde que chegaram aquele país não tiveram motivos algum para confiar em alguém, no acampamento mesmo já tinham tido problemas, alguns homens tentaram forçar relações sexuais com eles, as duas moças chamavam muito a atenção, mas, o que havia tido mais problemas com isso tinha sido o garoto, talvez por possuir uma beleza andrógena e nada discreta, Heero havia proibido qualquer um do acampamento de chegar perto deles mas logicamente havia tido alguns problemas.
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O garoto escravo e a estrangeira de cabelos curtos estavam no riacho lavando os utensílios de cozinha. Eles não tinham para onde ir, não conheciam aquela terra, então mesmo receosos decidiram ficar no acampamento, lá estariam protegidos do exercito de Rommefeller. Eles ajudavam sempre que podiam pois queriam demonstrar que eram úteis.
-Duo? – a garota de cabelos curtos chamou o escravo pelo seu primeiro nome. –O que você acha do líder desse bando?
-Como assim Hilde? – Duo não tirou a atenção do que estava fazendo.
-Ah... ele é bem bonitinho ne? E parece ser tão jovem e já é um líder...
-Aonde você quer chegar com essa conversa Hilde? – Duo encarou a garota não entendendo seus comentários.
-Sei lá. Você parece tão distante e esta tão calado ultimamente. Eu só queria puxar conversa. – a garota fez bico de magoada.
-Desculpe Hilde. Mas você sabe como é... eu não confio em ninguém aqui. Mesmo no líder desse bando apesar dele ter nos ajudado. Você sabe o que aconteceu da ultima vez que confiei em alguém não é? – Duo olhou triste para o vazio. –Nós viemos parar aqui, como escravos.
Hilde olhou Duo com pesar, pelo pouco que ela conhecia da vida do rapaz sabia que não tinha sido nada fácil. O garoto vinha de uma pobre família americana e já na infância havia sofrido abusos sexuais por parte de pessoas de sua própria família. Quando a mãe morreu Duo ficou órfão e sozinho no mundo, nenhum parente quis acolhe-lo. Vagando pelas perigosas ruas de sua terra natal Duo havia sido seqüestrado por um bando de contrabandistas de escravos de luxo, eles haviam visto em Duo um ótimo potencial para atrair grana, embora o garoto, pelo tempo que passou na rua, estivesse magro, sujo e descuidado era um dos rapazes mais bonitos que eles já haviam pego.
Por causa de sua aparência andrógena Duo foi escolhido para ser um "dicionário de cama", ou seja, um escravo para fins sexuais, a função de Duo era satisfazer todos os desejos sujos de quem o comprasse, também era treinado para fazer a iniciação sexuais de rapazes. Duo foi arrematado em um leilão por uma alta continha de dinheiro por Rommefeller, o líder de um exercito no Japão, Rommefeller era um estrangeiro nessa terra que trabalhava para a imperatriz Relena.
Duo tinha arrepios só de ouvir falar no nome de Rommefeller, ele era um homem asqueroso e sem escrúpulos e Duo tremia só de pensar em ser escravo deste homem, de pensar nos desejos sórdidos que teria que satisfazer.
As garotas que estavam com Duo, Hilde e Emily, eram como "bonequinhas de luxo", ou seja, damas de companhia mas isso não impedia de quem quer que as comprasse abusassem delas sexualmente, afinal, eram apenas escravas.
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Heero estava em sua tenda estudando qual seria a próxima cidade que atacariam, para livra-la do domínio de estrangeiros.
-E então Yuy posso mandar os homens levantar acampamento? – wuffei entrou na tenda.
-Sim.
-E para onde vamos?
-Para Kyoto, essa cidade está sob domínio de Rommefeller, vamos atacar e depor os soldados dele do poder.
-Como preferir Yuy. – Wuffei ia se retirar da tenda porem se voltou novamente para Heero. –E o que faremos com os escravos?
-Deixaremos eles em Kyoto. Assim não haverá mais distrações aqui.
-Esta certo. – Wuffei se retirou.
O chinês ordenou para todos levantarem acampamento e informou para onde iriam. A cidade de kyoto estava sob domínio de Rommefeller e seus habitantes estavam sendo forçados a pagar impostos abusivos ao exercito alem de serem explorados de todas as maneiras possíveis pelo exercito da falsa imperatriz.
Wuffei se dirigiu ate os três estrangeiros escravos e ordenou para que eles levantassem acampamento rápido pois partiriam esta noite. A garota loira, Emily, compreendera tudo já que era a única entre os três que sabia realmente falar japonês, embora Duo e Hilde entendessem um pouco pelo tempo que eram escravos.
Todos levantaram acampamento e seguiram rumo a cidade de Kyoto, a viajem não era muito longa pois a cidade ficava a um dia de viajem. Ao se aproximarem da cidade afastaram-se da estrada pois não queriam que seu ataque fosse esperado. Porem ao chegarem a cidade um exercito de homens bem armados os esperavam, era estranho pois não tinham sido vistos por ninguém.
"Será que há um traidor entre nos?" – foi o que passou pela cabeça de Heero.
Pegos de surpresa Heero e os outros samurais estavam em desvantagem pois já foram atacados logo de cara. A cidade estava completamente vazia, parecia que tinha sido evacuada e só estivesse restado aquele exercito que os atacara. Todas as portas e janelas das casas estavam fechadas, pareceria uma cidade fantasma se não fosse pelo exercito que os aguardavam.
Os homens de Heero se espalharam pela cidade cada um lutando contra um oponente, Heero havia ordenado que evitassem ao máximo o derramamento desnecessário de sangue, mas ao final de uma batalha sangrenta, que Heero não sabia por quem havia sido tramada, muito sangue havia sido derramado. Houvera perdas de seu lado mas nem de longe se comparavam as perdas que o exercito de Rommefeller sofrera, o exercito de samurais que acompanhavam Heero era de longe superior em força e técnica mas não em numero.
O exercito de Heero era superior por serem os melhores samurais de todo o Japão, desde que Heero se voltara contra uma imperatriz estrangeira, legiões de exércitos haviam se rendido a Heero por vontade própria, pois compartilhavam o mesmo sentimento de revolta, ao ver seu país tornar-se "estrangeiro" com costumes europeus.
Heero não sabia como o exercito de Rommefeller havia descoberto seus planos de atacar a cidade mas nem mesmo assim o exercito de samurais perderia.
Enquanto Heero estava ocupado lutando contra dois homens enormes e muito fortes, os três escravos estrangeiros estavam totalmente perdidos sem saber o que fazer ou para onde correr, haviam se separado no meio de toda essa confusão, Hilde e Emily haviam corrido para o mesmo lado porem Duo se separara delas, quando Duo foi interceptado por um homem que trajava roupas no estilo do exercito europeu porem usava uma espada japonesa e possuía feições orientais, ao vê-lo Duo o reconheceu imediatamente.
-Então foi junto com esses rebeldes que você se escondeu? – o homem riu olhando Duo de cima a baixo com um olhar de cobiça.
Duo apenas o olhou com medo suas pernas travaram, ele não conseguia correr embora desejasse muito isso. O homem que estava a sua frente era um dos capangas de Rommefeller e, quando Duo havia sido comprado em um leilão pelo asqueroso líder do exercito da imperatriz, esse mesmo capanga estava acompanhando Rommefeller e agora ele possuía aquele mesmo olhar de luxuria, de cobiça de selvageria de quando vira o americano pela primeira vez, e Duo tinha muito medo dele, não saberia dizer de quem ele sentia mais pavor se era daquele capanga ou se era de Rommefeller.
-É muito bom ver você, moleque! Rommefeller vai adorar saber onde esta seu brinquedinho favorito. – o homem riu se aproximando de Duo.
-N...não.. chegue... perto de mim... – Duo tentou se expressar em um japonês pouco coerente.
O americano dava passos pequenos para trás tentando fazer com que suas pernas o obedecessem, seus olhos arregalados demonstravam repulsa a aproximação do homem, Duo se sentia um cãozinho acuado, deu passos para trás ate tropeçar em seu próprio medo e cair de sentado no cão. O homem a sua frente apenas sorriu vitorioso, chegando bem próximo de Duo deliciando a sua vitória sobre o frágil garoto a sua frente.
-Não tente fugir de mim, moleque!
O homem agarrou os braços de Duo e o forçou a se levantar arrastando-o. Hilde que procurava desesperada por um sinal de Duo o viu ser arrastado por um homem que ela também conhecia e temia, desesperada Hilde e Emily correram no meio a multidão de samurais temendo pelo que aconteceria com Duo. Como aquele crápula poderia ter passado desapercebido por tantos samurais e encontrado justamente Duo?
-DUOOOOOO. – Hilde gritava sem poder ser ouvida por ninguém.
Heero havia acabado de derrotar os dois brutamontes que ousarão se levantar contra ele quando ouviu uma das garotas escravas gritar um nome, ao olhar na direção em que ela corria viu o garoto escravo ser arrastado violentamente por um homens de feições maléficas, Heero o reconheceu imediatamente, era um dos capangas de confiança de Rommefeller.
Ao ver aquele crápula arrastar Duo como se ele fosse um objeto, Heero não soube explicar o sentimento de fúria que invadiu o seu coração. Sem nem ao menos pensar em nada Heero se dirigiu furiosamente em direção ao homem.
-Solte-o. – a voz de Heero saiu perigosamente baixa e fria.
O homem que estava costas para Heero e segurava Duo com uma das mãos, olhou de canto de olho para o samurai que o incomodara.
-Então é você? O famoso samurai rebelde? – o homem se virou e sorriu sarcástico. – Quem diria um descendente de estrangeiro lutando contra estrangeiros.
-Cuidado com o que você fala. – a face de Heero estava assustadoramente sem expressão.
-Acredite-me, você não vai querer esse escravo, ele pertence a Rommefeller, ele pagou caro por esse escravo. – o homem tentava convencer Heero pois conhecia sua fama e sabia que não seria palio para o samurai.
-Uma vida não pode ser comprada assim. – Heero se enfureceu com o deboche do homem.
-Não se meta em assuntos que não lhe diz respeito.
O homem deu as costas para Heero e continuou a arrastar Duo como se ele fosse um animal. Ao olhar a expressão de mais puro medo nos olhos de Duo algo despertou dentro do peito de Heero. Sentiu uma imensa vontade de abraçar aquele frágil garoto e tirar todo o medo de seus olhos, não sabia explicar porque mas, tudo que queria, naquele momento, era proteger aquela vida.
-Jamais dê as costas pra mim! – Heero falou baixo porem audível.
O homem se enfureceu com a petulância de Heero, largou Duo como se ele não fosse nada alem de um objeto, embainhou sua espada desafiando Heero que apenas sorriu sarcástico.
-Eu vou ganhar um cargo bastante importante no governo assim que matar o líder dessa ridícula rebelião.
As espadas deram uma primeira cruzada, lamina com lamina. Heero podia ate ter subestimado um pouco aquele homem pois ele era bastante forte. Percebendo que mesmo lutando bem não iria vencer Heero, o homem apelou para seus recursos baixos e desleais, ele não era bobo havia percebido o que Heero se esforçava para esconder, ele se importava com o que podia acontecer com aquele escravo.
Percebendo isso o homem se desviou da luta, Heero estranhou o comportamento dele, achou que ele estava fugindo da luta mas ao perceber o que realmente aquele homem pretendia fazer já era tarde demais para conseguir evitar.
-Ele é só um escravo. Não precisa se importar com o que vai acontecer com ele.
O homem ria sarcástico enquanto agarrava a enorme trança do garoto escravo puxando-a violentamente fazendo-o ficar com o pescoço totalmente exposto, apertou a ponta da espada em seu fino pescoço. Os olhos de Heero se estreitaram ao pensar na possibilidade daquele louco matar o garoto, ele não podia demonstrar nenhuma emoção pois sabia que era isso que o deixaria vulnerável.
Os olhos de Duo se arregalaram em desespero já se imaginava morto e talvez fosse ate melhor assim pois sua vida não lhe dava motivo algum para continuar vivo.
-Isso te assusta? – o homem perguntou para Heero. –Te assusta a possibilidade dele morrer? – o homem apertava mais ainda a espada no pescoço de Duo que ate começou a escorrer algumas gotas de sangue por causa de um corte superficial.
-É como você mesmo disse ele é apenas um escravo. Não faz diferença pra mim se esta vivo ou morto. Afinal... – Heero riu. –Não fui eu quem pagou uma fortuna por ele.
O homem afastou um pouco a espada do pescoço de Duo ponderando, pensando no que Heero dissera, era verdade Duo era mais valioso vivo, mas não podia deixar de blefar para fazer Heero acreditar em suas ameaças. Quando ele apertou novamente a espada no pescoço de Duo já era tarde pois Heero já havia enxergado e conseguido distinguir o que era verdade e o que era mentira nas ameaças daquele homem e sabia que matar Duo era uma das ameaças falsas.
Sem vacilar Heero deu um golpe rápido derrubou o homem o fazendo soltar Duo e cair longe dele. Duo que estava de olhos fechados esperando aquela lamina fria atravessar seu pescoço não soube o que aconteceu ao não receber o golpe. Abriu os olhos e viu Heero lutando com o tal capanga de Rommefeller, Heero o golpeava varias vezes como se estivesse com muita raiva dele e realmente estava. O atingiu varias vezes mas não o matou, não era de seu feitio matar sem necessidade alem de ser totalmente inútil.
-Você esta bem? – Heero caminhou na direção de Duo, que estava caído ainda assustado, a expressão de Heero era tão assustadora quanto pois não demonstrava emoção alguma.
Cometera um grave erro ao não mata-lo, deixara o homem quase inconsciente mas com as poucas forças que lhe restava o homem pegou sua espada que estava caída ao lado de seu corpo. Tentou se levantar, cambaleando, mirou a lamina de sua espada na direção de Duo e a arremessou.
Heero estava de costas para o homem e não perceberia seu ataque se não tivesse visto os olhos do garoto escravo se arregalarem e o brilho da lamina refletida em seus olhos. Em um rápido movimento Heero desembainhou sua espada e com ela impediu que a espada do inimigo chegasse a atingir Duo porem quase que seus reflexos não foram rápidos o bastante, mais alguns milésimos de segundo e aquele espada estaria cravada no peito de Duo. A pontaria daquele homem era perfeita, Heero se enfureceu só de imaginar a cena de Duo sendo atingido. Agora aquele homem havia conseguido realmente irrita-lo. Se era morrer que ele queria então morreria.
Heero se voltou pra ele com uma face que não expressava nada alem de frieza, ao ver a face da morte no rosto de Heero o homem apenas sorriu sarcástico. Sem perdão a espada de Heero atravessou o estomago do homem.
Wuffei apenas observou tudo de longe, Heero nunca havia se comportado assim antes, agindo por impulso, alguma coisa dentro dele havia mudado.
A batalha já estava ganha e os homens do exercito de Rommefeller que ainda estavam vivos haviam batido em retirada. Assim que tudo se acalmou os primeiros moradores da cidade começaram a deixar suas casas felizes por não estar mais sobre o comando daquele maldito exercito, mas sabiam que eram tempos difíceis e que a qualquer momento poderiam voltar a ser comandados por Rommefeller.
Os moradores ofereceram abrigo a Heero e seu exercito mas Heero preferia não aceitar, não queria se misturar com civis, essa luta não era deles, ordenou que seus homens montassem acampamento perto da cidade. Após a montagem do acampamento alguns de seus homens foram comemorar e beber na cidade. Heero obviamente não fora.
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Wuffei, que preferia não beber como os outros, estava em sua tenda pensando na conversa que tivera com Heero a alguns minutos atrás.
Flash- Back
Já era noite e o céu estava um pouco nublado, com certeza choveria mais tarde, ao ver os três escravos no acampamento, Wuffei estranhara o que eles ainda estariam fazendo ali, afinal, o próprio Heero lhe dera ordens para deixa-los em Kyoto e se estavam ali significava que continuariam viajando com eles.
-Yuy? – Wuffei entrou na tenda de seu líder. –Não era para aqueles três escravos ficarem em Kyoto?
-Era.
-Então... o que eles ainda estão fazendo no acampamento? – Wuffei perguntou ainda sem entender.
-Eles seguiram viajem conosco.
-O quê? – Wuffei pensou ter ouvido errado, o próprio Heero havia dito que aqueles três eram uma distração. –Mas... você disse que...
-é mais seguro assim Wuffei.
Wuffei olhou Heero como se ele fosse um extra-terrestre não entendendo esta decisão.
-Percebi que correm muito perigo ficando sozinhos. Alem do mais o garoto é uma ótima isca par atrair Rommefeller. – Heero dizia sem olhar diretamente para Wuffei, ele apenas continuava a limpar sua espada que era o que ele fizera desde que Wuffei entrou em sua tenda.
-Se é assim que você pensa...
Wuffei apenas deixou a tenda de Heero, ainda não entendo a decisão de Heero.
Fim do Flash-Back
O chinês não queria aceitar a conclusão na qual havia chegado, era absurda demais, não podia ser verdade mas a forma como Heero agira era a única explicação lógica. Decidido a saber realmente a verdade, Wuffei deixou sua tenda com uma idéia nada apropriada. Já era hora de Heero começar a ser humano, Wuffei era seu amigo e se importava com ele, queria que ele aceitasse e se permitisse ser humano. Wuffei estava decidido a por sua idéia em pratica.
Foi ate a tenda onde os escravos dormiriam, perfeito, Duo estava sozinho. Wuffei forçou sua garganta fazendo barulho para que o escravo, que refazia sua trança, percebesse sua presença.
-Hum...Hum
Duo olhou para Wuffei estranhando ele ter entrado em sua tenda, desconfiado, Duo estremeceu de medo pensando no pior, seus olhos já assustados.
Ao ver a reação do garoto Wuffei tentou gesticular que não queria fazer mal algum para ele. Ao ver o quanto aquele garoto era frágil e causava um desejo enorme de proteção Wuffei entendeu a decisão de Heero. Ponderou um pouco se o que faria seria o certo. Parecia que aquele garoto tinha tanto trauma e medo de qualquer contato físico com uma pessoa, Wuffei sentiu ate pena, mas sabia que com Heero seria diferente. Meio receoso seguiu com sua "idéia".
-Eu vim te trazer um recado... você consegue me entender? – Wuffei gesticulou não sabendo se Duo entendia seu idioma.
Duo apenas afirmou balançando a cabeça. Ele não entendia exatamente tudo mas o japonês já não era tão difícil de entender assim pra ele.
-Heero, o meu líder... – Wuffei gesticulava parecendo um bobo. –Pediu que você fosse a tenda dele.
Duo apenas olhava pra Wuffei achando graça dos gestos dele e o chinês ficou sem saber se era entendido ou não.
-Você me entende? Ele precisa bem... de.. hum...hum... seus... serviços. – Wuffei gesticulava ainda mais nem percebendo a forma como tinha falado.
Quando entendeu o que Wuffei queria dizer Duo mudou de expressão, começou a tremer levemente, o chinês nem havia percebido mudança no comportamento do escravo. Duo não podia acreditar no que ouvira, estava começando a confiar em Heero, pensou que ele seria diferente dos outros, mas no fim eram todos iguais.
-Eu entendi. – Duo baixou a cabeça falando em tom baixo.
Wuffei se retirou da tenda nem percebendo o estrago que fizera. Duo estava completamente decepcionado com Heero, pensou ate em não ir à sua tenda mas, Heero lhe acolhera, lhe dera um teto e comida alem de defende-lo, seria justa negar essa ordem? Duo concluiu que não, no fim seu destino era sempre ser usado.
Duo saiu de sua tenda após terminar de fazer sua trança foi em direção a tenda do líder samurai, encontrou-a na penumbra, Heero não estava lá, achou melhor assim teria mais tempo para se preparar, para vestir sua mascara de bom escravo e satisfazer os desejos sórdidos de seu novo mestre. Queria tanto que fosse diferente, desde a primeira vez que vira Heero, sentira algo diferente sentira que ele tinha um bom coração mas agora tudo parecia não passar de um engano.
Após alguns minutos Heero entrou em sua tenda sem nem desconfiar o que te esperava. Ao acender um dos lampiões que iluminava sua tenda levou um susto ao ver Duo, o garoto americano, sentado em sua cama, ele trajava um quimono branco que ficava um poço largo em seu corpo magro, a cor do quimono fazia Duo parecer mais branco do que ele já era, sua trança estava bem feita e seu cheiro era tão doce e agradável.
Heero não sabia como agir, o que diabos aquele garoto estava fazendo ali em sua tenda, sentado em sua cama.
-Eu sou um dicionário de cama.
Duo falou com uma voz baixa e triste sua postura era tão submissa. Heero sentiu raiva daquele gesto, não raiva de Duo e sim de quem o fizera ser assim, tão frágil e submisso.
–Vim satisfazer seus desejos meu senhor. – Duo concluiu.
Continua...
Cantinho da autora: Nhammmm, curiosos para saber o que vai acontecer? Só se tiver review que eu continuo a historia.
Beijos da Asu-chan
