O ULTIMO SAMURAI

Fic Yaoi

"O amor nos torna fracos?"

Universo Alternativo

Casal principal: Duo e Heero

Gênero: Aventura / Drama/ Romance

Sinopse: Heero é o líder de um poderoso exercito de samurais que luta contra a ocidentalização de seu país. Ao interceptar um comboio de mercadorias estrangeiras os soldados de seu exercito poupam a vida de alguns escravos dentre eles um americano chamado Duo Maxwell que vira a vida de Heero de cabeça para baixo despertando novos sentimentos dentro do líder samurai e tornando este vulnerável no campo de batalha...

Vários fatos, personagens e locais são frutos dos delírios da autora.

Aviso: A todos que leram "Apenas Dois Estranhos" eu vou escrever uma continuação da fic sim, atendendo ao pedindo de vocês!!

Antes de começar gostaria de agradecer a todos que postaram review, é muito bom ler os incentivos de vocês. Obrigado especial a Polarres ,A.S.N.S.H, Tina-Chan 0, Bellonishi e Kiara Salkys, cada vez que leio o comentários de vocês me dá mais vontade de prosseguir com a fic, Pollares eu parei naquele parte justamente para deixar todos curiosos e ansiosos hehe, não eh maldade naum. Obrigada também a Joana, acabei de ler seu comentario e esta ai a continuação!! Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa ne?

Capitulo 3: Abraço?

Heero não sabia como agir, o que diabos aquele garoto estava fazendo ali em sua tenda, sentado em sua cama.

-Eu sou um dicionário de cama.

Duo falou com uma voz baixa e triste sua postura era tão submissa. Heero sentiu raiva daquele gesto, não raiva de Duo e sim de quem o fizera ser assim, tão frágil e submisso.

Vim satisfazer seus desejos meu senhor. – Duo concluiu.

Heero quase teve um enfarte ao ouvir as palavras de Duo, chocado demais para ter qualquer reação imediata ficou lá parado imobilizado. Duo ficou apenas de cabeça baixa sem coragem de levantar seus olhos e fitar a expressão de Heero que no imaginário de Duo certamente deveria ser de luxuria e possessão, não queria ver isso nos olhos de Heero, por alguma razão ainda desconhecida ele sabia que não iria suportar isso vindo do líder samurai. Estranhando a falta de reação de Heero, Duo resolveu seguir o seu treinamento, o procedimento padrão era mostrar as múltiplas opções que seu senhor teria para ele satisfazer.

-Como deseja que eu comece meu senhor?

Duo falou com uma voz baixa e rouca se esforçando para que seu tom saísse sedutor e provocante, mas saiu triste e receoso. Levantando-se devagar da cama Duo se colocou de pé a frente de Heero, segurou as pontas de seu quimono branco, ele já estava solto pronto para ser tirado, Duo apenas deixou que seu quimono deslizasse para o chão, revelando seu corpo magro porem muito bonito, a pele branca, sem defeito algum, parecia ter sido desenhado com um cuidado incrível. Heero quase teve um enfarte pela segunda vez, só que este bem maior que o primeiro, seu coração já batia acelerado só de ver aquele garoto e agora com ele sem roupa, o coração de Heero quase saiu pela boca.

Totalmente nu na frente de Heero Duo finalmente juntou todas as suas forças e encarou o japonês que o olhava com espanto, Duo não sabia explicar porque mas ele queria que Heero o olhasse que o desejasse, só não conseguia entender porque desse sentimento.

Forçando seu corpo a ter alguma reação alem da leve tremedeira em suas pernas, Heero se abaixou e pegou o quimono de Duo do chão e rapidamente cobriu o corpo do escravo.

-O que esta fazendo? Ficou louco? – Heero tentou falar o mais impassível possível, mas sua voz saiu um pouco tremula.

Duo olhou Heero nos olhos estranhando a sua atitude, Heero tinha falado muito rápido não dando tempo de Duo entende-lo, seus corpos estavam bastante próximos, Heero ainda estava com as mãos sobre os ombros de Duo desde que tinha recolocado o quimono sobre o corpo do garoto só então próximos dessa maneira Duo pode perceber que Heero era uns dez centímetros mais alto que ele, Duo pôde perceber também o quão azuis eram os olhos do japonês e como era fascinante encara-los.

-Você não me quer?

Foi a única frase que Duo conseguiu pronunciar, disse sem pensar, por impulso, alem de surpresa podia ate se dizer que tinha uma pontinha de tristeza em sua voz.

-Por favor, vista-se. – Heero falou sem exatamente responder a pergunta do garoto.

Duo olhou para ele como se não entendesse uma palavra do que foi dita e, realmente, não havia entendido pois seu japonês era fraco e ele não compreendia exatamente tudo.

Heero suspirou.

-Vista-se! – Heero gesticulou para que Duo o entendesse.

Heero se virou de costas para não ver a tentadora e divina imagem de Duo nu, pois para vestir o quimono ele teria que primeiro retira-lo de cima de seu corpo para recoloca-lo de maneira correta. Duo sem entender o porque de Heero manda-lo se vestir assentiu ao pedido e colocou a roupa, ficou esperando que Heero se virasse pra ele mas este não se virou.

-Se você me dá uma ordem, eu a obedeço!- Duo falou com a voz baixa e se vestiu. -Se você não precisa de meus serviços agora... Eu vou me retirar.

Duo falou apressado se encaminhando para a saída da tenda, somente ao ouvir Duo falar que Heero pôde perceber que chovia e relampeava muito lá fora, ele nem ao menos havia percebido quando começara a chover, estar perto daquele garoto o fazia perder completamente a noção de tempo e, Heero Yuy perder a noção de tempo era algo completamente, absolutamente inédito pois ele estava sempre atento ao que acontecia ao redor de si.

Ao ver o garoto americano se aproximar da saída Heero segurou o pulso dele tentando impedi-lo, ao entrar em contato com a pele macia e sedosa de Duo, um arrepio percorreu todo o corpo de Heero, Duo se virou para ele olhou primeiro a mão de Heero que segurava seu pulso e depois para os olhos do japonês.

-Está chovendo muito. – Heero disse soltando o garoto. –Espera um pouco essa chuva passar. – Heero concluiu meio sem jeito e tentando entender porque tivera aquela idéia maluca de mandar o garoto esperar.

-Não se preocupe. Estou acostumado a enfrentar temporais. – Duo falou com sua pronuncia meio errada.

-Não vou deixar que você saia. – sem querer a voz de Heero saiu baixa e ameaçadora.

Os olhos de Duo logo se arregalaram já pensando o pior, agora o japonês o queria?

Vendo a expressão assustada no rosto de Duo, Heero logo começou a gesticular tentando dizer que não era nada disso que ele estava pensando.

-Olhe só pra você. Esta tão pálido, mal deve ter se alimentado. Se sair nessa chuva com certeza ficara doente. – ao ver a expressão de Duo se suavizar Heero ficou mais calmo. –Durma aqui esta noite.

-Dormir aqui? Com você? – Duo perguntou espantado.

-N... não. Comigo não! Pode dormir em minha cama, eu me viro em outro lugar.

Duo achou graça da cara de Heero e abriu um sorriso tímido porem agradável. Heero observou o garoto sorrir ele parecia tão inocente e frágil, o tipo de pessoa a quem se quer proteger.

-Esta bem. – Duo resolveu aceitar a proposta, afinal, não era todo dia que lhe ofereciam uma cama para dormir sem quererem nada em troca. –Mas... onde você vai dormir?

-Eu não preciso dormir.

Heero aprontou a cama para que Duo se deitasse, ela era meio desajeitada pouco confortável mas já era alguma coisa. Duo se deitou na cama enquanto Heero apanhou sua espada, sentou-se próximo a cama, não iria dormir esta noite, provavelmente todos os homens de seu exercito estavam bêbados e dormindo, era melhor que ficasse acordado, de guarda, com a chuva que caia, provavelmente não seria nada útil ficar acordado, alem do mais, fazia dias que Heero não dormia.

Meio sem jeito Duo se acomodou na cama de Heero, ele realmente estava com sono e cansado, queria dormir, mas sua experiência de vida deixava seu corpo sempre alerta a noite, pois geralmente eram a noite que as piores coisas aconteciam a ele, mas alguma coisa lhe dizia que ele poderia dormir esta noite, com Heero nada de mal lhe aconteceria, foi com esse pensamento que Duo adormeceu e sua mente começou a vagar pelo maravilhoso e estranho mundo dos sonhos.

Ao perceber que a respiração de Duo se suavizara Heero teve a certeza de que ele estava dormindo, ficou tranqüilo sabendo que o jovem estava bem. Heero tentou se manter acordado por mais algum tempo, mas logo seus olhos começaram a pesar e devagar foram se fechando.

Em seus sonhos Duo se transportou para sua infância, ele odiava dias chuvosos, sempre odiou, mas de noites chuvosas ele tinha pavor, e ele tinha muitos motivos para temer as noites chuvosas, mesmo inconsciente e dormindo o corpo de Duo tremia cada vez que um trovão fazia barulho no céu.

Duo era um nativo americano, um índio, morava em uma das poucas aldeias de nativos que ainda resistia em existir, vivia em uma humilde casa com sua mãe, que no momento estava bastante enferma e havia ido se tratar com um curandeiro local. Duo não era aceito em sua tribo por ser um mestiço, ele era filho de uma índia com um branco estrangeiro, as pessoas de sua tribo e ate de sua própria família sempre o tratavam como se ele fosse uma coisa qualquer, um objeto que não merecia muito valor.

Duo tinha mais ou menos dez ou onze anos de idade estava em sua terra natal, em sua vila, em sua casa, era uma noite chuvosa, Duo estava dormindo em sua humilde cama, estava sozinho em casa, sua mãe estava em outro lugar se tratando de uma doença. No meio da noite Duo ouviu passos carregados em direção de seu quarto, de repente um homem bêbado carregando uma garrafa de pinga barata abriu a porta do seu quarto violentamente, com medo Duo se cobriu, tentando se esconder debaixo de seu cobertor, como se ele pudesse simplesmente desaparecer debaixo dele.

-Moleque!! – o homem bêbado o chamou.

Duo afundou sua cabeça no travesseiro, odiava quando seu tio chegava bêbado de algum lugar e o agredia.

-Moleque mal criado! – resmungou o homem se aproximando da cama de Duo. –Eu estou falando com você fedelho!

O homem arrancou o cobertor de cima do pequeno Duo.

-Minha mãe não esta. Por favor, vai embora tio. – Duo suplicou com uma vozeia chorosa.

-Você chora como uma mulher! Vou te ensinar a ser homem seu pirralho.

Duo curvou seu corpo em uma posição fetal esperando para ser espancado, já estava acostumado a ser saco de pancadas para a ressaca de seu tio. Mas, ao invés de uma surra veio algo diferente, seu tio começou a toca-lo de um jeito diferente, puxou seu corpo o forçando a ficar deitado e subiu em cima dele.

-O que você esta fazendo? – Duo tentou se debater.

-Shhhhhhhhh! – o homem tapou a boca de Duo. –Não quero que ninguém ouça você gritar!

-Me solta!

O homem nem se moveu, segurou Duo com uma de suas mãos e com a outra tirou sua própria calça.

-Aposto que você nunca esteve com ninguém não e? – o homem falava com o hálito cheirando a pinga. –Deve ser um virgenzinho puro!!

O homem olhou com cobiça para o pequeno garoto abaixo de si, Duo o olhava assustado e chorando. O pequeno garoto se debatia para tentar se soltar.

-Me solta!!

O homem apenas atacou seu pescoço com beijos sufocantes e abafados, Duo continuava a se debater enquanto ouvia a chuva cair e os sons de trovoes abafarem os seus pedidos de ajuda. Ninguém viria ajuda-lo.

Duo acordou assustado e gritando de seu pesadelo, ainda chovia e trovejava lá fora, e seu sonho parecia ser tão real que ate doía, ate podia sentir aquele homem em cima de si. Na mesma hora em que Duo acordou gritando, Heero despertou de seu sono se pondo automaticamente em posição de defesa desembainhando sua espada.

-ME SOLTAAAAAAAAAAA. – Duo gritava.

Heero ficou assustado ao ver o jovem se debatendo e chorando, olhou a sua volta e viu que não havia nenhum perigo eminente, o garoto-escravo devia ter tido um pesadelo. Heero recolocou sua espada na bainha e foi tentar acalmar o garoto.

Heero se aproximou sentando na beirada da cama, Duo parecia estar em transe, ele se debatia tentando se soltar de algo que no seu imaginário o segurava, o japonês segurou os pulsos do garoto tentando faze-lo parar de se debater pois poderia acabar se machucando.

-Ei garoto. Pare com isso. – Heero tentava fazer Duo sair de seu transe. –Esta tudo bem!

Ao ouvir a voz de Heero, Duo abriu os olhos e viu que não era mais uma criança, não tinha mais onze anos de idade, não estava mais em sua vila, não estava mais sendo molestado por um bêbado. Aos poucos Duo foi se acalmando, abraçou o corpo do japonês, escondendo seu rosto no peito de Heero, tentando se agarrar àquela realidade e não mais sonhar.

Heero se surpreendeu com o abraço do garoto, ninguém nunca o abraçava, não tinham coragem para tanto, o garoto tremia, parecia um animalzinho acuado e indefeso, Heero não sabia como agir nessas horas, não sabia ser emocional. Meio sem jeito começou a passar cuidadosamente suas mãos sobre os cabelos de Duo.

-Não precisa chorar. – Heero tentou falar algo confortável. –Está tudo bem agora.

-Eu sei. – Duo falou parando de chorar. –Eu tenho medo de tempestades, o barulho me traz más recordações.

Ficou assim por alguns minutos, sentindo Heero afagar seu cabelo, geralmente não gostava que ninguém tocasse em seu cabelo, mas não se importou de Heero toca-lo, ficou sentindo o abraço protetor de Heero, finalmente estava seguro.

-Durma aqui comigo... por favor. – Duo pediu com uma voz tão doce e inocente.

-Com você?

-Me abraça essa noite até eu pegue no sono. Se eu me sentir seguro não vou ter pesadelos.

Duo pediu inocentemente que Heero dormisse na mesma cama que ele sem nem imaginar a turbulência que isso causava aos sentimentos do jovem samurai, desde que conhecera Duo sua vida tinha virado de pernas pro ar. Não sabia exatamente explicar o que sentia quando o garoto estava por perto.

Duo se afastou de seu abraço para encara-lo, o olhava parecendo uma criança pidona, como Heero podia dizer não? Heero não sabia como agir na presença de Duo, tudo ficava confuso e ele acabava agindo de maneira estranha.

-Acho que essa cama não cabe nos dois. – Heero falou com uma expressão calma nem parecia o mesmo Heero Yui de sempre.

-Por favor. – Duo pediu mais uma vez.

-Esta bem. Só ate você dormir.

Duo se deitou no canto da cama dando espaço para que Heero pudesse se espremer no outro canto da cama. Deitados um de frente para o outro Duo sorriu para Heero, o japonês parecia um pimentão de tão vermelho que estavam suas bochechas. Duo colocou sua cabeça sobre o peito de Heero para que este pudesse afagar seus cabelos, o toque de Heero era to bom que Duo não podia se impedir de ser tocado. Meio sem jeito e totalmente surpreso Heero começou a afagar os cabelos de Duo, torcendo para que este não percebesse o quanto o seu coração batia forte e descompassado.

Era uma cena engraçada, Heero acalentando o sono de alguém, isso era praticamente impossível de um dia acontecer, impossível ate o dia em que um escravo estrangeiro cruzara seu caminho, agora Heero fazia coisas sem sentido para ele, agia como um bobo, isso não fazia parte da personalidade de Heero ser tão humano, não estava acostumado a isso. Mas tinha que admitir que abraçar o garoto era muito bom. Algo totalmente novo e ao mesmo tempo já se tornava necessário a sua existência.

-Não estou mais com medo dos trovoes. – Duo falou com uma voz sonolenta, já estava quase dormindo, seu corpo não tremia mais ao ouvir o barulho dos trovoes.

Heero se sentiu bem sabendo que Duo estava bem. O garoto já havia pegado no sono, mas Heero não quis se mover de onde estava, não queria perder o contato com o corpo do garoto, esse contato já se tornava necessário para seu próprio corpo, ficaria ali essa noite, velando o sono do garoto, o protegendo de seus pesadelos. Heero não quis pensar o quão estranhas estavam sendo suas reações, apenas se deixou agir por suas emoções, algo que nunca tinha feito em sua vida.

Algo desconhecido estava crescendo dentro de Heero e pela primeira vez ele se permitiu sentir isso, sempre reprimia qualquer reação humana dentro de si,mas agora... era diferente, ele realmente queria afastar todo o mal que se aproximasse de Duo.

-Eu nunca mais vou permitir que te façam chorar. – Heero falou baixinho para si como se aquilo fosse uma promessa silenciosa.

Continua...

Cantinho da autora: Hammmm. O que acharam? Gomenasai pela demora.

Por favor deixem review.

Beijos da Asu-chan