Postando rapidamente o capítulo. Muito feliz mesmo com as reviews! XD Obrigada mesmo, pessoal... Logo mais a história atinge 100 reviews, que gratificante. Vamos seguir sem pressa. Beijos pessoal!
Capítulo 27
Visitas no Hospital
Eugeu estava no meio do ditado quando foi interrompido pelas batidas na porta do terceiro ano B. Os alunos estavam tão concentrados que levaram um grande susto.
-Professor Eugeu, com licença.
-Pois não, orientadora Calíope?
-Posso emprestar o Miro por alguns minutos?
-Logo o melhor aluno de Grego dessa classe? O que o garoto aprontou, hein? – Perguntou Eugeu com o mesmo sorriso sarcástico de sempre nos lábios, encarando Miro como se fosse a sua próxima vítima de ridicularização.
-Apenas quero bater um papo com ele.
Miro se levantou e Eugeu podia jurar que o olhar do grego para ele era bem raivoso.
-Vamos continuar...- O professor voltou a ditar a matéria quando a porta foi fechada.
A expressão no rosto de Calíope era a de poucos amigos, mas mesmo assim, não impedia o garoto grego de sonhar um pouco. Chegaram na sala dela. Olhou para os olhos azuis de Miro e se sentou. Apontou a cadeira para o garoto se acomodar também.
-Miro, que espécie de piada você está fazendo comigo?
-Como assim, Calíope? Piada? Eu sou uma pessoa séria.
-Meu querido...
"Ela me chamou de meu querido!"
-Diga, Calíope.
-A blusa que você me entregou não confere com o pedaço de tecido que eu tenho.
-É você que está brincando comigo!
-Veja você mesmo, Miro.
Calíope retirou a blusa do pacote e o pedaço de tecido.
-Nem é o mesmo tom de preto. A blusa rasgada do Mu é de soft. E esse pedaço é de veludo. Entende a diferença?
-Claro, mas não faz sentido!
-Você está mentindo para mim, rapaz!
-Juro que não estou! – Miro encarava os belos olhos verdes da orientadora – Calíope, por que eu faria uma coisa dessas?
-Decididamente eu não sei, mas como é que você me explica isso? O Mu não é o ladrão.
Miro olhava para Calíope quase sem piscar. Precisava achar solução para aquele mal entendido.
-Calíope, eu acho que Kanon e Máscara da Morte me enganaram.
-Você me disse que eles não iam trair a sua confiança!
-Eu juro que não tenho culpa se a jaqueta não confere!
-Já está mais do que na hora da polícia entrar no caso.
Se não quisesse perder o "estrelato", Miro precisava pensar rápido. Calíope tirou o telefone do gancho e começou a discar para a polícia. O rapaz colocou a mão sobre o botão que desligava o aparelho e interrompeu a ligação antes mesmo dela terminar de apertar os botões.
-Por que fez isso?
-Porque sou eu que vou resolver este caso.
-Você está me enrolando, Miro.
-Não. Agora aqueles dois vão ter que me explicar porque fizeram isso. É uma questão de honra!
Calíope suspirou.
-É a última chance que eu vou te dar, Miro. Se não conseguir, vou chamar a polícia. Não foi simplesmente um roubo de provas, rapazinho. O ladrão levou documentos do professor, chaves reservas do carro dele e o pagamento do mês.
-Eu sei...
-Sabe?
-Ora Calíope, pra você querer envolver a polícia nessa questão, é óbvio que existe muito mais por trás desse roubo. Além do mais, vocês disseram que a pessoa "limpou" o armário dele.
-Pois é, e não falamos sobre as outras coisas para não darmos mais idéias.
-Tudo bem. Mas cá entre nós, Calíope, o professor Eugeu foi muito burro de deixar o pagamento do mês dentro do armário dele.
-Se ele é burro ou não, Miro, o problema é dele, ele recebe o pagamento e faz o que quer. Além do mais, nunca tivemos esse tipo de problema aqui no colégio.
-Por isso mesmo, Calíope, que eu honrarei o nome da escola e descobrirei o verdadeiro culpado.
-Você já sabe, é a última chance.
O garoto assentiu com a cabeça.
Quando Miro deixou a sala da orientação já era a hora do intervalo. Correu atrás dos dois amigos inseparáveis.
-Vocês me enganaram! Ajudei vocês e me passaram a perna!
-Espere aí, Miro – Kanon colocou a mão sobre o peito do rapaz –No que enganamos você?
-Me deram a jaqueta errada!
-Não demos não! – Máscara da Morte começou a se exaltar – Demos um duro danado pra conseguir aquela droga e você vem falando que a gente te passou pra trás?
-É mesmo, Miro, qual é o seu problema?
Dava para ver que o garoto estava alterado. Andava de um lado para o outro aflito. A idéia de perder o seu lugar para a polícia quase o fazia delirar.
-O problema é que o tecido que a orientadora tem não bate com a jaqueta do Mu!
-Então o culpado não é o retardado do Mu! Bem simples, Miro!
-E nós corremos perigo à toa, Kanon!
-E não provamos nossa inocência também!
-Vocês dois que são os culpados. Confessem.
-Miro, qual é a tua? Semana passada você chega acusando o Mu, agora está nos acusando. Melhor você decidir quem é o culpado pra você! – Máscara da Morte apontava o dedo no rosto do rapaz.
-Vocês foram os criadores do plano, Eugeu detesta vocês e isso é recíproco. Mudaram as notas dos boletins e são bons em esportes.
-Não somos só nós que somos bons em esportes. Todos que estudam aqui são, até você mesmo! E sobre a história dos boletins, com a exceção de Aldebaran, Shaka e seu melhor amigo Kamus, todos se envolveram.
-E se quer saber, Miro, quem teve coragem de comprar boletim falso é muito capaz de fazer um também – Máscara da Morte não podia deixar sua opinião de lado – Nós demos as coordenadas, número do armário, demos a idéia. Era só outra pessoa executar.
-Miro, acho que está na hora de nós jogarmos limpo com você.
-Kanon, você vai contar para ele?
-Acho melhor, Mask. Ele tem contatos e é bom estrategista.
Miro os encarava confuso.
-Nós estávamos abrindo uma investigação por conta própria sobre o roubo das provas. O que você acha de nos unirmos? Seria perfeito, você tem o contato com a orientadora, deve saber de bem mais coisas que nós.
-Sei de muita coisa mesmo.
-Então, já que você já deu esse furo com a orientadora, acho que era melhor nós estudarmos melhor o caso. O que você acha então de se unir a nós nessa pesquisa?
Máscara da Morte continuava desconfiado das intenções de Miro. Miro os olhava pensativo.
-Está bem, mas não podemos tratar desse assunto aqui na escola. Precisamos nos encontrar em algum lugar para nos reunirmos.
-Pode ser na minha casa. – Disse o italiano enquanto coçava a cabeça – Afinal, na casa de Kanon existe o Saga.
-Por mim, tudo bem. – Disse Kanon.
-Tudo bem pra mim também. Então, nos vemos no domingo.
Miro saiu de perto dos dois, já mais calmo.
-Por que você resolveu deixar o Miro fazer parte das nossas investigações, Kanon?
-Ele tem contatos e também porque quero vigiá-lo de perto. Dessa forma, não vai ter jeito dele ele nos entregar.
-Pode ser que você esteja certo, Kanon, mas algo me desagrada nisso.
-O que te desagrada?
-Ele vai contar tudo pra amada dele, se ele for mal interpretado, nós vamos para o buraco e eu não quero ser preso de novo.
-Mask, já te falei. Nossa batata está assando, só nós mesmos que podemos fazer alguma coisa pra tirar ela do forno. Precisamos nos aliar a alguém que esteja ligado e que seja baba ovo dos professores. Ninguém melhor do que o Miro.
-Tudo bem, você parece saber o que está fazendo.
-O cara é super inteligente, Death Mask. Confie em mim.
-Se você está dizendo, eu confio. – Mas Máscara da Morte ainda não estava convencido de que Miro iria os ajudar.
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Aos poucos, a notícia de que Mu tinha sido atropelado se espalhou. Shaka e Aioria sensibilizados pelo acontecido resolveram ir visitá-lo após a aula do dia. No final, quase a turma toda resolveu acompanhar os dois na visita. Todos gostavam muito de Mu, precisavam prestar solidariedade.
-Saga, você tem de se controlar, principalmente na hora em que Kia estiver junto de você.
-Eu sei, irmão. Nós precisamos ir para manter a mentira e eu para pegar a Kia com a boca na botija.
-Por que você não larga dela logo, irmão?
-Kanon, ela merece sofrer.
-Só acho que você fica empatando sua vida a toa e se machucando muito mais.
Tiveram que interromper o assunto, pois Kia estava se aproximando dos dois, cheia de sorrisos.
"Agora que teve notícias do amante, sorri. Mas é uma filha da mãe mesmo."
Não foi preciso dizer que ao chegar no hospital, foram barrados ao tentarem entrar todos juntos no quarto do enfermo. Uma enfermeira pediu que formassem no máximo grupos de quatro pessoas e que fossem um de cada vez. Estabeleceram uma ordem de grupos.
Shaka, Aioria e Aioros foram os primeiros a entrar. Quando viram o olho de Mu roxo, quase tiveram um ataque do coração. Depois, entraram Marin, Nínel, Ísis e Shina. Saíram do quarto com muita pena do tibetano.
-Espero que nenhuma cicatriz fique naquele rostinho lindo. – Comentou a egípcia.
-Eu acho o Mu tão gracinha, pena que ele não se interesse por ninguém.
-Será mesmo que ele não se interessa, Shina?
-Sei lá, Nínel, o Mu é tão calado...
Depois entraram Kamus, Miro, Shura e Aldebaran.
-Está doendo muito o atropelamento, Mu? – Perguntou Miro de modo sarcástico.
Kamus não gostou da atitude do amigo.
-Claro, Miro, não é todo dia que se leva 26 pontos.
-Putz, você então deve estar parecendo uma boneca de pano remendada, hein cara?
-É, Shura. Bem por aí...
Os três saíram e somente Aldebaran ficou. Quando a porta do quarto foi aberta, Mu sentia que ia ter convulsões.
-Olá, vaquinha, viemos te visitar. – Sorriu Máscara da Morte ironicamente.
-Meu irmão te liquidou profundamente, hein? – Kanon foi se aproximando do tibetano que estava deitado – Nossa, seu olho está da cor dos seus cabelos.
-Não precisa ficar falando o que eu já sei, Kanon.
-E se eu apertar aqui? – Kanon foi direto num curativo que envolvia o braço esquerdo de Mu.
-NÃO FAZ ISSO! – Gritou Mu sentindo o braço latejar.
Os dois deram risada.
-Mu, você não sabe o que o espera... – Máscara da Morte estava com um olhar maligno.
-Kanon e Máscara da Morte, se vocês só vieram aqui pra isso, vão embora, o Mu já está bastante humilhado.
-Beleza, Deba. A gente só veio pra falar um "oi" básico.
-Eu vi, Kanon, agora, melhor vocês irem pra dar espaço pros outros.
Por fim, entraram Dohko, Lígea, Saga e Kia. O chinês achou melhor entrar junto de Saga, pois tinha medo que ele pudesse encrencar novamente com o tibetano e com duas meninas dentro do quarto, as chances de uma briga acontecer seria menor.
-Você parece meio nervoso, amor. – Kia observava enquanto caminhavam no corredor.
-Impressão, querida.
O outro casal apenas ouvia.
Bateram na porta do quarto e Aldebaran quem abriu. Quando viu o grego, ficou inquieto.
-Minha nossa! – Kia correu para a cabeceira da cama, onde se encontrava o rosto de Mu – O que fizeram com você? Você está bem? Me deixou muito preocupada...
Mu olhou diretamente nos olhos de Saga antes de responder qualquer coisa.
-Vou pedir pra você ficar longe de mim, Kia. Eu preciso respirar.
A árabe olhou para o rapaz, completamente confusa.
-Melhorou, Mu? – Dohko perguntou, enquanto Saga ainda permanecia em silêncio.
-Estou levando...
-Foi um caminhão que te pegou, Mu? – Kia agora olhava perplexa para os seus machucados – Só pode ter sido, não?
-Ouvi dizer que foi um caminhão de carga pesada. É verdade? – Saga disse em completa calma, com o olhar fixo, quase doentio.
-Na verdade, foi uma van. Mas logo eu me recupero... – Mu encarava o olhar do colega de frente.
Lígea percebeu a troca de olhares entre eles.
-Kia, vamos ao banheiro?
-Você não pode ir sozinha?
-Não, vamos?
A árabe saiu com Lígea, contrariada. Fecharam a porta deixando os quatro rapazes sozinhos.
-Veio ver o estrago que você me causou, Saga?
-Na verdade, Mu, estou pouco ligando para o estrago que eu te fiz. Aliás, acho que você até deveria agradecer meu irmão quando deixar esse hospital, porque não sei se você sabe, foi ele que te salvou a vida.
-Saga...
-Dohko, fique na sua. Vim mais para manter a pose e fazer um social, claro, afinal, a minha namorada até então, não sabe o que eu sei.
-Eu acho melhor você esperar o Mu sair do hospital para conversar com ele sobre o ocorrido, Saga.
-Eu não quero saber o que você acha ou deixa de achar, Aldebaran. Pra mim, pouco me importa agora a opinião dos outros. Você sabia que a Kia me traía com ele e não veio me dizer...
-Saga, se coloca um pouco no meu lugar, não podia me meter nisso. Detesto fofocas.
-Parece até o Kamus falando. Bom, como já disse antes, não importa mais. O bom é que a história ainda não se espalhou...
Saga foi caminhando lentamente até onde repousava o rosto de Mu.
-Se você abrir a sua linda boquinha sobre mim, eu termino de quebrar seus dentes verdadeiros que restaram.
-O recado já foi dado por nós ontem – Dohko chegou segurando o braço do grego – Agora já chega de violência.
-Dohko, se você pegasse a Lígea te traindo com o meu irmão, o que é que você faria?
-Não parei para pensar a respeito disso, colega. Agora não é uma boa hora para discutirmos isso.
-Pois é, você sempre precisa parar pra pensar. Eu também, sempre parei pra pensar, sempre quis resolver as coisas na conversa... Veja no que deu.
-Podia ter dado problema pra você na escola, se tivessem te pegado.
-Mas não deu, Aldebaran.
De novo, Saga foi até a cama, mas não chegou perto do rosto do menino. Parou no meio.
-Mu, você já foi traído?
O tibetano não respondeu.
-Eu te fiz uma pergunta. O que foi, o gato comeu sua língua? Ou melhor, a Kia comeu sua língua?
Dohko e Aldebaran se olharam aflitos.
-Não, Saga, nunca fui traído.
-Então, você não sabe como é a dor de alguém que vê, com seus próprios olhos, a pessoa que ama, beijando outra... Apaixonadamente.
-Realmente eu não conheço essa dor.
Saga sem pensar, cerrou o punho e acertou em cheio o estômago do colega hospitalizado. Mu se contorceu de dor. Dohko e Aldebaran correram para segurar o grego, antes que ele fizesse mais uma besteira.
-Nossa, mas o que está acontecendo aqui? Porque estão segurando meu namorado dessa maneira? – Perguntava Kia, de olhos arregalados.
-De repente me deu uma dor nas costas, querida. Aldebaran e Dohko estavam tentando estralar pra ver se era algum nervo fora do lugar.
Lígea percebeu que aquilo era mentira, embora tivesse achado a atuação de Saga impressionante.
-Vamos indo, paixão? Tenho que ir para casa ver se eu dou uma estudada.
-Mas já? Acabamos de chegar, querido!
-É que depois vai ficar tarde.
-Bom... Então... Olha Mu, fique tranqüilo, nós viremos te visitar mais vezes até você sair daqui.
-Não precisa, eu vou sair na sexta-feira, o médico disse pra eu ficar em repouso... – Mu aos poucos ia recuperando o fôlego do murro que havia levado.
-Alguém vai dormir aqui com você? Não quer que Saga e eu fiquemos por aqui para te fazer companhia?
-NÃO! – Mu percebeu o olhar arregalado da árabe novamente e se recompôs – O Aldebaran vai ficar, já combinei com ele.
Saga sorriu sarcasticamente.
-Bom... Então tá, mas mesmo que o Saga não possa vir, eu faço questão de vir te visitar sozinha, afinal, você nos recebe em sua casa tão bem.
O sorriso no rosto de Saga sumiu. Aldebaran e Dohko perceberam que o clima ia piorar se a garota continuasse falando sem pensar. Lígea resolveu se intrometer.
-Você não acha melhor você ficar na sua casa e cuidar do seu namorado? O Mu já está sendo tratado por médicos. Não precisa que você fique mimando ele, Kia.
-Mas eu não quero mimar ninguém! Ele é um grande amigo. Solidário... Isso que aconteceu com ele foi uma fatalidade enorme! É por isso que às vezes eu desconfio da existência de qualquer tipo de deus. Acidentes só acontecem com pessoas puras, que não fazem mal para ninguém!
-Pois é, Kia. Vaso ruim não quebra.
-Isso foi uma indireta, Lígea?
-Gente, isso aqui é um hospital, vamos respeitar o ambiente?
-Eu acho o ambiente ótimo para um acerto de contas, Aldebaran, afinal, se acontecer algo aqui dentro, já existem médicos para tratar de ferimentos... Profundos. – Lígea olhava com raiva para a colega de sala.
-Lígea, você é mesmo uma grossa. Te falta amor.
-E pra você, querida, sobra.
-Como assim?
-Vamos embora, Kia. Tchau para todos!
-Tchau gente...
Quando o casal fechou a porta, os três garotos respiraram aliviados.
-Você enlouqueceu, Lígea? E a sua promessa?
-Dohko, não enche! Olha, se eu pudesse, pegava ela pelo pescoço e torcia bem. É assim que se mata galinha em sítio.
-Vocês todos viram, não viram? Eu não faço nada, ela que parte pra cima de mim!
-Você teve a sua parcela de culpa, Mu!
-Aldebaran, eu mereço passar por essa situação, dessa maneira?
-Dessa maneira eu não posso responder, mas que merece... Merece.
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Dohko saiu do hospital discutindo a atitude que Lígea tomou diante de Kia. O chinês explicava que em certas situações ela precisava manter a calma, pois algumas discussões poderiam ser resolvidas com diplomacia. Ela dizia que não concordava, porque em alguns casos o problema tinha de ser parado cortando o mal pela raiz. Dohko suspirou e olhou para os lados. Viu Marin, sentada no ponto de ônibus.
-Ué, ainda não foi embora?
-Pois é, Dohko, o ônibus que eu pego demora um pouco pra passar...
-Então vamos juntos, dou uma carona, meu pai vem nos pegar agora mesmo. – Disse Lígea, sendo solidária.
-Moro do outro lado da cidade, não se preocupe.
-De jeito nenhum. Você vai comigo.
Marin então acabou aceitando a carona. Discutir com Lígea não levava ninguém a lugar algum.
-Pelo visto, vocês voltaram a se falar... Isso é tão bom...
O casal sorriu para a ruiva de olhos azuis. Dohko tomou cuidado ao abordar o assunto delicado.
-Marin, talvez você não queira falar disso, mas... E a sua situação com o Aioria?
-Acho que ele está esperando que eu vá correndo pedir desculpas por um erro que eu não cometi.
-Já te falei, ele é muito orgulhoso!
-Eu sei, Lígea e olhem – Ela encarou os dois – Já cansei de facilitar. Se ele quiser algo ainda comigo, ele que venha me procurar. Não estou nem aí!
Dohko e Lígea perceberam que a frase final de Marin estava repleta de rancor e que não era bem verdade. A japonesa se sentiu incomodada com aquilo e se justificou.
-Na verdade estou, mas, quero que ele abaixe aquela crista e me procure, afinal, é ele quem está perdendo uma grande mulher.
-É isso mesmo, Marin. Estou de acordo com você. – Dohko finalizou o assunto na mesma hora em que o pai de Lígea chegou.
