Olá meninas! Estou correndo como uma louca e com problemas pessoais, mas ainda dá tempo de postar mais um capítulo. Esse é pra quem gosta do nosso Franco-Russo pinguim Kamus e aposta no romance dele com a Anisah. Obrigada pelas reviews... Sempre! Beijão pessoal!
Capítulo 31
Os Fênomenos de Kamus
Os dias foram se passando calmamente. Afrodite resolveu aparecer nas aulas para evitar futuras visitas desagradáveis. Mu também estava mais estranho e inquieto. O único que trocava poucas palavras com ele era Aldebaran. Kanon e Máscara da Morte também estavam ansiosos para acusar o suposto ladrão de provas, quando foram procurar Miro, ele chegou com más notícias.
-Calíope foi para um congresso e só volta na semana que vem. Vamos ter de esperar um pouco mais.
Kanon comentou a conversa que teve com o irmão com seu melhor amigo, Máscara da Morte também ficou bastante reflexivo. Saga conseguiu deixar os dois confusos.
Aioria e Marin incentivavam Shaka a correr atrás de Nínel. O final do ano estava muito próximo e ninguém tinha certeza do que ia acontecer com o destino.
Shura e Shina pareciam estar bem envolvidos, fazendo com que o sueco se sentisse cada vez pior. Dohko e Lígea tentavam fazer de tudo para animar o colega.
As provas mensais chegaram. O estresse estava contagiando todos, mas era bem menor do que as provas finais que estariam por vir. Por causa dos acontecimentos, os amigos resolveram estudar sozinhos ou em duplas. Kanon e Máscara da Morte davam conta dos testes por causa das colas, Aldebaran e Mu se esforçavam ao máximo nas matérias que não tinham aptidão. Aioria, Shaka e Marin estavam se reunindo e revisando a matéria juntos. Apesar de não precisar estudar para aquelas provas, Saga estava lendo o conteúdo sozinho. O mesmo se aplicava a Kia.
Kamus alternava seus horários para poder estudar com Miro e Anisah. Dohko e Lígea se juntaram para colocar Afrodite a par da matéria que havia perdido. Aioros, Shura e Shina formavam um grupo bastante animado. Sempre rindo e fazendo piadas, sem deixar as responsabilidades de lado. Apesar da fofoca reinar entre as garotas, elas conseguiam se concentrar quando era realmente necessário. Em uma das conversas entre os estudos, perguntaram sobre Aioros para Ísis.
-Se o Aioros fosse mais atento, eu até voltava com ele. Mas eu já estava perdendo todas as minhas roupas por causa das suas trapalhadas. Nada contra ele, ele é lindo, aqueles olhos lindos e a pele morena dele me tiram do sério, mas era uma humilhação enorme deixar os lugares toda suja! Imagina, um dia fomos a um restaurante japonês, eu estava com um vestido branco, ele derramou molho shoyu em mim!
As garotas tiveram de concordar com a egípcia.
Os testes não estavam difíceis, o único que apresentou problemas como sempre foi o de Grego, mas mesmo assim, não iam chover notas baixas como anteriormente. Já estavam pegando o jeito na matéria.
O último teste foi o de Física. Todos já tinham saído da prova quando Kamus deixou a sala. Vieram conferir a prova com o francês. Ele tinha anotado as respostas num papel como haviam combinado.
-Ixi... Eu esqueci de colocar a unidade de medida. Será que o Galileu vai descontar muita coisa por isso?
-Sei lá, Dohko. O professor Galileu disse que uma resposta sem unidade de medida é a mesma coisa que nada.
-Então espero que ele pelo menos considere o que eu fiz no exercício todo, Miro.
-A questão número 4 deu espelho côncavo, imagem virtual e menor?
-Pelo que eu vi, o Kamus colocou espelho convexo, imagem virtual e maior.
Anisah passou por eles conversando com uma amiga de sua classe. O francês observou a árabe.
-Pessoal, minhas respostas estão aí. Eu volto depois.
Ele saiu atrás da garota.
-Ora, ora... Vejam só, finalmente ele está se interessando por alguém.
-Até o Kamus, hein pessoal? Estou começando a achar que milagres acontecem! – Comentou Dohko.
-Só aconteceram porque eu dei o pontapé inicial! – Disse Miro com orgulho.
-Espero que as coisas dêem certo para o nosso amiguinho francês!
Todos riram do comentário de Aioros.
Anisah já estava quase na cantina quando Kamus a alcançou. Ela continuava conversando com sua colega de classe. Quando a acompanhante de Anisah viu o francês chegando, tratou de se despedir logo.
-Então ta certo, Anisah. A gente se fala depois.
A árabe olhou de canto e percebeu quem estava por perto. Sorriu para a amiga.
-Me liga hoje à noite, Lina.
Se despediram.
-Tudo bom, Anisah? Não precisa dispensar a sua amiga pra conversar comigo.
-Tudo ótimo, Kamus! Muito bem! Você é o melhor professor de Física no mundo! Com certeza se tornará um excelente Físico!
-Isso quer dizer que se saiu bem no teste?
-Muito bem! Acho que consegui tirar uns 9!
-Mas isso é muito bom! Precisava de muito para recuperar?
-Se eu conseguisse tirar 6 dava para ficar tranqüila! Agora até tenho nota sobrando!
-Fico mesmo muito feliz por você ter conseguido. Mas não relaxe, continue se esforçando.
-Claro! Devo tudo a você!
-Não, você só foi bem porque estudou. Mais da metade disso tudo se deve ao seu empenho.
-Mas se não fosse você, eu estaria perdida. – Ela o encarou diretamente nos olhos.
Os dois ficaram alguns minutos em silêncio.
-Você deve ter tirado 10 na sua prova...
-Não sei, eu acho que fui bem mesmo, mas prefiro esperar o resultado antes de cantar vitória.
-Faz bem! É sempre bom ser prudente.
Kamus quase sorriu.
-Você tem mais alguma prova, Kamus?
-Não, as minhas acabaram hoje. E você?
-Amanhã eu ainda tenho de Matemática.
-E você se dá bem com ela?
-Mais ou menos. Digamos que no assunto que vai cair amanhã eu consigo me virar.
-Já estudou?
-Sim. Sempre estou estudando.
-Faz bem, muito bem.
-Kamus... Você vai fazer alguma coisa... Hoje à tarde?
-Que eu saiba não. Por quê?
-É que eu... Bem, eu estava pensando... Se você não gostaria... De ir tomar um sorvete comigo.
-Hum... Pode ser. Leve seus livros com você, posso tentar te ajudar a estudar.
Anisah não queria estudar. Queria saber mais sobre as suas intimidades, algum momento para se tornar mais próxima do francês, mas sabia que tinha que abordá-lo de uma forma em que não se sentisse pressionado.
-É que nesse caso, eu estava pensando... Em espairecer, sabe? Passei a semana toda atrás de livros. Você também deve estar exausto, apesar de gostar de estudar.
Kamus parou um momento para pensar antes de responder àquele convite.
"Pode ser que tomar um sorvete não me cause mal algum."
-Pode ser, Anisah.
-Você está falando sério? – O olhar dela agora era de extrema admiração.
-Er... Sim, sério.
-Então, me encontra na Gelateria Chronos, umas três horas? Assim da tempo de ir para casa, almoçar com calma.
-Por mim, está perfeito.
-Então a gente se vê depois. Mais uma vez, obrigada Kamus.
-Disponha sempre, Anisah.
"É só um sorvete e nada mais."
-E então, senhor Razão, conversando com o seu... "Contato profissional"?
-É, Miro. Perguntando a ela se foi bem no teste de Física.
-Como ela foi?
-Disse que foi bem.
-Também, quando estamos apaixonados, fazemos as coisas de uma forma melhor... Mais proveitosa.
-Já que insiste nesse assunto, Miro, como anda a sua paixão?
-Está num Congresso. Volta só na semana que vem.
-Entendo. Deve ser difícil pra você ficar longe de sua amada, não?
-Se é, Kamus – Miro deu um tapa nas costas do francês – Mas logo ela volta e poderei por em prática meus planos.
-Planos? Que planos? – Kamus não gostou da idéia.
-Você verá. Logo em breve.
-Tem a ver com o que?
-Com a escola, Kamus.
-Não gosto quando você se envolve com isso.
-Relaxa, cara. Confie em mim.
-Miro, eu já te disse pra não se envolver com os professores, orientadores, diretor. É melhor ficar na sua.
-Kamus, o meu "grã finale" será espetacular. No fim, a Calíope ficará tão orgulhosa de mim que vai aceitar o convite que vou propor a ela.
-Zeus... Que convite?
-Vou convidá-la a tomar um champagne comigo em meu apartamento. Já comprei uma roupa nova na Campos Elíseos...
-Mas essa loja é muito cara, Miro. Seu pai te deu dinheiro pra isso?
-Pra isso não. Não falei que era pra isso. Mas deixa-me continuar, conversei com o dono do empório que tem perto da minha casa, ele já fez a encomenda do melhor Champagne francês que existe. Clicout é a marca, com certeza você já deve ter ouvido falar.
-Miro...
-E aí, é claro, nós beberemos olhando as estrelas da varanda do meu quarto, porque você sabe, a vista de lá é maravilhosa. E depois de beber, com a minha cama ali perto, ela não vai resistir...
-Miro, você está delirando...
-Eu não vejo a hora de poder realizar esse meu sonho. Aquela mulher me deixa maluco, Kamus. Ela me tira de sintonia. Quando eu chego perto dela, me dá uma vontade enorme de me atirar nos braços dela, tirar aquela blusa...
-Chega! – Interrompeu Kamus – Miro, tome cuidado. É sério. Estou começando a me preocupar de verdade.
-Abuse da sua imaginação, Kamus! Aproveite a vida! Você vai ter todo o tempo do mundo para trabalhar e estudar depois. Essa nossa fase não volta!
Kamus achou melhor não responder nada e também nem fez questão de falar sobre o encontro marcado com Anisah.
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O francês olhou várias vezes para o relógio. Estava pronto uma hora antes do encontro. Passou várias vezes na frente do espelho.
"Apenas preciso ver se estou discreto. Não tem nada de mais em ser discreto. Mas acho que essa camisa não está discreta.."
Abriu a porta do armário. O telefone tocou.
"Mon Dieu... Quem será agora?"
-Alô?
-Oi Kamus! Eu te liguei pra saber uma coisa, já que você é francês...
-Oi Miro. – Kamus olhava aflito para o relógio.
-Que champagne que é melhor? O Clicout ou o Moet Chandom?
-Eu não entendo de bebidas alcoólicas, Miro.
-Mas você é francês! Seus pais não conhecem? Não pode ligar pra eles?
-Mais tarde eu ligo. Agora não dá.
-O que você vai fazer agora a tarde? Eu ia te convidar pra ir comigo ao shopping decidir um presente pra dar pra Calíope!
-Miro, eu... Preciso desligar. – Kamus olhava para o relógio desesperado.
-Você está estranho... Aconteceu alguma coisa?
-Não, realmente eu preciso desligar.
-Já sei! A Anisah está aí!
-Miro, não delira. Olha, eu vou desligar. Assim que eu puder, eu retorno a ligação.
Kamus colocou o telefone no gancho ainda sob protestos de Miro. Trocou a camisa rapidamente. Seguiu para a sorveteria quando ainda faltava meia-hora para o horário combinado.
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Anisah trocou de roupa dez vezes até se decidir o que era melhor para vestir. Parou, sentou na cama e pensou.
"Preciso ser discreta, Kamus gostará muito disso. Meus olhos e minha pele já chamam atenção, se eu chegar parecendo um carro alegórico ambulante, ele vai sair correndo."
Pela décima primeira vez, abriu o armário e encontrou a roupa ideal. Uma calça social preta e uma camisa creme.
A grande diferença entre Anisah e Kia é que a irmã mais nova sabia exatamente a hora de atacar e recuar.
-Kia, estou saindo. Acho que não demoro muito. No máximo no final da tarde.
-Onde vai? – Kia entrou no quarto da irmã com o rosto vermelho.
-Ainda está chorando? Kia, é melhor você se conformar com essa história... Acabou...
-Eu perdi os dois, irmã... O Saga me acha uma vadia e o Mu não vai mais querer ficar comigo por causa da confusão. O Saga me queimou muito feio com todos. – Kia começou a chorar novamente.
Anisah deu um abraço forte na irmã mais velha.
-Eu acho que antes de você começar a se desesperar, deveria esperar a poeira baixar. Depois você os procura... É a melhor coisa a se fazer, Kia. Dê tempo ao tempo.
-Você ainda não disse aonde vai... – Kia passava a mão nos olhos.
-Ah, eu vou tomar um sorvete com o Kamus.
-Ele aceitou? – Na mesma hora Kia parou de chorar.
-Sim! – Disse Anisah sorrindo.
Dessa vez o abraço partiu de Kia. Um abraço cheio de carinho.
-Anisah, te desejo toda boa sorte do mundo! Você merece.
-Obrigada, minha querida irmã.
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Kamus já estava sentado em uma mesa quando Anisah chegou.
-Me atrasei? Perdoe-me, Kamus!
-Não. Está na hora certa. Eu é que cheguei mais cedo.
"Ele estava ansioso! Isso é um ponto ao meu favor?"
Ela sorriu carinhosamente para ele.
"Esses sorrisos..." – Pensou ele incomodado.
-Como está o clima entre você e sua irmã? Ela melhorou?
-Sim, melhorou. Depois do que você me disse, eu não briguei com ela. Conversamos e ela me contou toda a história. Disse que...
-Não precisa me contar, Anisah. – Kamus a interrompeu – Só o fato de saber que está tudo bem entre vocês, é muito bom para mim.
-Eu só queria te contar que ela não é uma pessoa ruim...
-Sei que ela não é ruim, Anisah. Ela apenas cometeu um erro. Foi só isso.
-Você é uma pessoa maravilhosa, Kamus. Seus amigos te julgam mal.
Ele encarou os lindos olhos cor de âmbar da árabe. Tinha algo ali que o incomodava muito.
-Você também. As pessoas não compreendem que os sentimentos podem existir em uma pessoa racional.
-Claro! – Anisah sorriu novamente – Posso te fazer uma pergunta?
Kamus tinha receio das perguntas da garota, mas assentiu com a cabeça.
-Você... Já namorou antes?
-Er... Anisah, prefiro não falar nesse assunto.
-Tudo bem, eu entendo. Falamos disso quando você se sentir à vontade.
-Não que eu não me sinta à vontade, mas é que eu acredito que o passado deve permanecer no passado.
"Ora, mas por que é que eu estou me justificando?"
-Certo! Vamos pedir nosso sorvete?
-Vamos.
Foram até o balcão e fizeram seus pedidos. Ele pediu um sorvete de massa de limão e ela um picolé de chocolate. O francês fez questão de pagar para ela.
-Você deu a idéia, eu pago.
-Não, de jeito nenhum, Kamus.
-Da próxima vez, você paga.
-Então quer dizer que vai haver uma próxima vez?
-E por que não?
"E POR QUE NÃO?"
Anisah deu um sorriso maior ainda. Quando voltaram para a mesa, ela resolveu brincar com ele.
-Olha! Dá pra fazer um doce assim, de chocolate com limão! Deve ficar bom! Você que entende de culinária, não ficaria bom?
-Hehehe – Kamus sorriu timidamente – Acho que sim.
"ACHO QUE SIM?? Kamus!"
-Você sorriu!! – Anisah disse maravilhada – Como seu sorriso é lindo!
-Não, não é.
-É sim! Você devia sorrir mais vezes!
-Não gosto do meu sorriso. Prefiro ver os outros sorrindo.
-Você parece não gostar de quando te elogiam... – Anisah novamente olhou para ele como se fosse uma divindade.
"Não me olhe assim! Não gosto que me olhe assim!"
-Anisah, seu sorvete está derretendo...
Ela olhou para a pequena poça de chocolate sobre a mesa.
-Essa é uma verdadeira poça de chocolote, Kamus! Depois dizem que você é frio, hein? Se eu deixar, essa poça pode virar um rio!
-Hehehe. Então, eles precisavam estar aqui para ver isso...
"Minha nossa! PENSE, pense! O que você está falando??"
-Sorriu de novo! Que bom que você veio comigo. Sua companhia me faz bem! – Ela o olhou, porém, com mais intensidade dessa vez.
-Você também me faz bem.
"Já entendi porque eu não gosto quando ela me olha desse jeito! É porque eu não consigo pensar!"
-Ninguém mais falou do roubo, Kamus?
-Não. E se quiser saber, essa é a última coisa em que quero pensar agora.
-O que quer pensar agora, Kamus?
"Qualquer coisa! Mas eu PRECISO pensar!"
-Ah... Não sei. Qualquer coisa. – O francês terminou de tomar o sorvete, olhando para os lados.
"Descobri como pegar o Kamus de jeito."
Anisah sorriu para ele e aos poucos tentou pegar em sua mão. Novamente ele deixou e a segurou com carinho. Tentou se controlar ao máximo para não demonstrar o seu nervosismo.
Ficaram um tempo se olhando, até que perceberam que o sol começou a baixar.
-Anisah, você vai ficar chateada se eu for embora agora?
-Não, claro que não! São quase seis da tarde...
-Então, nos vemos amanhã.
-Claro!
O francês se levantou da cadeira um pouco desajeitado. Já estava indo embora quando Anisah criou coragem. Respirou fundo.
-Me dá um abraço de despedida?
"Só um abraço... Só um abraço..."
Ele deu. A árabe novamente pôde sentir o coração pulsar ansioso. Quando foram de soltando, ele olhou confuso para ela. Anisah acenou e foi embora.
Kamus resolveu voltar para casa caminhando. Seus pensamentos estavam perturbados.
"Não, eu não estou condenado como o Miro disse! É só uma amizade entre um garoto e uma garota! Não há nada de mais nisso!"
Ele dobrou a esquina e depois seguiu em frente.
"Por que você responde essas coisas quando ela pergunta aquelas coisas? Mon Dieu, quanta coisa! Vejá só como você está abalado! Não! Não estou abalado! É ilusão! Somente ilusão!"
Tratou de correr, já estava muito próximo de casa.
Quando chegou em seu prédio, pegou o elevador depressa. Entrou em casa com a respiração ofegante. Fechou a porta com força e ficou encostado nela por alguns segundos.
"Aquele negócio quente dentro do meu peito de novo!"
Correu para o banheiro e ligou a torneira do chuveiro. Com a água ainda fria, entrou para o banho.
"Não Kamus, não se renda a isso! Você sempre foi capaz de controlar o que sentia! Não deixe que esses fenômenos estranhos tomem conta de você."
Desligou o chuveiro e aquela sensação ainda não tinha passado. Já era tarde demais. Quanto mais negava, mais tinha certeza de que o mais temia aconteceu.
Parou em frente ao espelho. Estava realmente exausto. Exausto de lutar contra si mesmo. Contra seus pensamentos. Abaixou a cabeça como se tivesse sido derrotado. Como se conversasse com o seu próprio reflexo, disse:
-Você realmente se tornou um babaca, Kamus. Pior que o Miro... Tinha razão.
