Pessoal, desta vez não farei comentários. Apenas quero que leiam o capítulo sem minha interferência. Vão querer me matar, eu sei, mas vamos lá. Obrigada pelas reviews!!

Capítulo 39

Uma festa conturbada

As sete e meia da noite os garotos já estavam no salão de festas do Clube de Campo de Atenas. Era impossível dizer quem estava mais bonito. Ver todos os garotos de terno e as meninas com vestido longo era a cena mais linda de todo o ano letivo.

-Minha nossa, Lígea, como o Dohko está lindo!

-Mas o Aioria também está, Marin!

-Olha o Shaka, Nínel! Você tem muita sorte! Nunca imaginei que caíssem tão bem os trajes a rigor para ele.

As meninas também ficaram maravilhadas com Kanon e Máscara da Morte. Como sempre se vestiam de modo descontraído, era impossível imaginá-los com terno e gravata. Também estavam de tirar o fôlego. Shina chegou com seus pais, seu vestido roxo vivo reavivava os olhos e cabelos verdes da italiana. Seus pais também estavam lindos. Ísis estava com seu vestido dourado e seu colar que tanto falara dias antes. Lígea, de azul turquesa, destacava com sua pele morena. Cabelos soltos e alisados. Estava quase irreconhecível. Marin fez um coque nos cabelos e parecia uma japonesa tradicional.

-Eu ADORO quando a Marin se veste desse jeito, irmão!

-É mesmo, Aioria, ela está lindíssima!

Mas todos pararam para uma visão deslumbrante. Não sabiam se olhavam para Anisah, com um vestido amarelo vivo, decotado e com um laço nas costas, na altura dos quadris, ou se contemplavam Kia, vestida de cinza, com bordados floridos e os cabelos curtos penteados com gel. Estava maravilhosa.

-Você viu a Kia, Saga?

-Vi... – O grego não tirava os olhos da árabe. Sentiu seu coração balançar.

Um pouco mais adiante, Miro conversava com Kamus. O francês perdeu a fala quando viu Anisah passar por ele. Até Miro se assustou com a visão.

-Kamus... Essa menina... Ela está...

-Maravilhosa.

Kamus arregalou os olhos quando percebeu o que tinha dito.

-Hahahaha!!! – Riu Miro – Se entregou!!! Finalmente!!!

-Não, Miro! – O francês ficou vermelho.

-Até quando você vai negar, Kamus? Se entrega logo!

-Eu... Eu só fiz um elogio!

-Ta bom, Kamus! Só um elogio!

Aldebaran apresentou Isabel aos seus amigos. Quando a garota teve de entrar para se sentar à mesa, Mu, Shaka e Aioria partiram para cima do brasileiro.

-AE DEBÃO! QUE GAROTA LEGAL!!

O brasileiro ficou sem graça com o comentário de Aioria.

-Vejo que todos nós temos namoradas. Isso não é muito bacana, pessoal?

-Todos, menos eu, Shaka.

-Não fica com a Kia porque não quer, Mu. O próprio Saga disse pra você a fazer feliz.

-Ah... Mas eu... Não é bem assim, Aldebaran.

-Mu, a Kia está uma gostosuda. Se eu fosse você, já chegava beijando!

-Aioria, quando você vai aprender que as pessoas não são iguais a você?

-Tem razão, Shaka. Eu sou mais eu mesmo e não tem pra ninguém!

Lígea estava conversando com Dohko quando viu a viatura da polícia chegar.

-Kamus conseguiu! – Vibrou a garota.

-Lígea, vá segurar o investigador que eu vou chamar Kamus. É melhor ninguém ver que a polícia está aqui. Tudo tem que sair perfeitamente, como Kanon disse.

-Está certo. Vai lá! – Lígea deu um gostoso beijo em Dohko antes dele ir a busca de Kamus.

Ela desceu as escadarias e cumprimentou o investigador. Estava muito bem vestido e bonito.

-Boa noite, senhor investigador... – Ela procurou por Afrodite ao seu lado e não o encontrou – Resolveu vir para nossa festa?

-Sim, pedido de um amigo seu, Kamus.

-Ora... Justo Kamus? – Fingiu Lígea o máximo que pode.

-Sim. Trouxe Afrodite comigo, mas ele está dentro do carro.

Lígea ia responder, mas logo seu namorado chegou com o francês.

-Boa noite, Kamus. Boa noite, Dohko.

-Boa noite, senhor investigador. – Responderam os dois.

-Trouxe comigo o Afrodite, agora, podemos resolver logo essa situação?

-Pessoal! – Gritou Calíope – Todos acompanhando seus pais para a grande entrada! Vamos fazer igual ao ensaio! Vamos, por ordem alfabética, todos aqui!

-Senhor investigador, teria como o senhor entrar com o Afrodite e permanecer na sombra até a hora da revelação? – Pediu Kamus.

-Eu sabia que isso era uma brincadeira! Não vim até aqui pra brincar de pique-esconde!

-Não, é que se o senhor entrar com o Afrodite, vão perceber que vamos... – Disse Dohko aflito.

-LÍGEA, DOHKO E KAMUS! ONDE ESTÃO VOCÊS? – Gritou Calíope.

-Por favor, senhor investigador, nós precisamos que colabore conosco!

-NÃO VOU CHAMAR DE NOVO!

-Temos que ir. Contamos com o senhor.- Lígea olhou para o investigador como se suplicasse antes de começar a correr.

Hipérion ficou observando os três subindo as escadas correndo. Abriu a porta do carro e ajudou o sueco a descer.

-Parece que eles criaram uma espécie de plano para te ajudar. Pelo visto, você tem amigos sim.

-Eu sabia que o Dohko não ia me deixar na mão...

-Então, vamos esperar eles entrarem no salão e depois entraremos por uma das laterais.

-Será que o senhor... É... Não podia me soltar? Eu... Eu não vou fugir...

-Não. – Respondeu Hipérion secamente – Enquanto não resolvermos a situação, você ainda continua preso.

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A música começou a soar e os garotos começaram a entrar, junto dos pais no salão de festas. Como Afrodite era o primeiro a entrar, não foi chamado. A fila foi puxada por Aldebaran. Quando entrou no salão, observou que Astride, mãe do sueco estava lá. Até estranhou, mas continuou sorrindo. Viu Isabel acenando para ele. Ocupou sua cadeira, no lado direito do salão de festas.

As cadeiras foram divididas em turma A e B. A classe A se situava na direita do corredor que havia ao meio, feita por um tapete vermelho. Logicamente a classe B tinha suas cadeiras situadas na esquerda. Aioria entrou com seu pai e Aioros com sua mãe. Aos poucos todos já ocupavam seus lugares.

Uma mesa grande estava montada embaixo do palco e lá se encontravam todos os professores, inclusive os dos cursos alternativos. Nix estava lindíssima, ainda toda vestida de negro. Kanon não tirava os olhos daquela mulher.

Se acomodaram. Kanon e Máscara da Morte distribuíram serpentinas e confetes para a hora em que fossem receber os diplomas todos festejarem juntamente. Os sorrisos dos garotos brilhavam. Alguns brilhavam mais que outros, mas era por causa da preocupação. Sem ninguém perceber, Hipérion entrou com Afrodite e ficaram num canto escuro do salão. Calíope, vestida de vermelho, com os cabelos cacheados e soltos estava deslumbrante. Tirava o fôlego de Miro. Kamus, por mais que tentasse, não conseguia desviar o olhar de Anisah. A sorte dele era que a garota estava conversando com a família em todos os momentos. Shion estava sentado bem ao meio da mesa dos professores, sempre com a pose séria. A orientadora se levantou e subiu ao palco. Testou o microfone e pediu a atenção de todos.

-Boa noite a todos!

-Boa noite! – A saudação ressoou por todo o salão.

-Estamos aqui para encerrar mais um ano letivo, desse terceiro ano bastante... Agitado.

Os alunos riram da frase de Calíope.

-Tivemos um ano bastante diferente dos anteriores. Com direito a mudança de notas nos boletins... – A orientadora olhou para a dupla dinâmica – Roubo de provas, Semana Cultural e vários outros acontecimentos. Essa turma foi de longe, a que nos deu mais trabalho! Não é mesmo, professores?

Os professores concordaram entre si. Os alunos ainda riam dos comentários bem humorados da orientadora.

-Mas todos são excelentes e farão muito bonito na faculdade que escolherem. Fico muito realizada em saber que conseguimos mais uma vez concluir nossa meta.

Todos se levantaram para bater palmas, sorrindo.

-O que foi, Mu? Te sinto meio apagado...

-Não foi nada, Aldebaran. – Mu virou sua cabeça em direção ao palco.

-Gostaria de chamar aqui em cima, nossos paraninfos de turma: Galileu e Kim.

Todos pegaram seus confetes e jogaram para cima, enquanto a dupla se dirigia ao palco. Kanon, Máscara da Morte, Aioros e Shura sopravam suas cornetinhas. A turma urrava.

-Boa noite a todos! – Gritou o professor Kim.

-Boa noite!

-Boa noite a todos os alunos, familiares e amigos! – Gritou o professor Galileu.

A turma vibrou novamente. Os professores estavam emocionados com o carinho dos alunos por eles.

-Estamos aqui graças a vocês! Que fizeram bonito durante o ano todo. – Começou a falar o professor Kim – Fomos escolhidos por duas turmas diferentes, mas os motivos foram os mesmos. Queríamos agradecer todo o carinho que vocês têm por nós.

-Por isso, Kim e eu separamos um texto... Não se preocupem! Não é chato! – Disse Galileu ao ver a expressão de desânimo dos garotos.

O salão todo riu na mesma hora.

-Sabemos o quanto vocês suaram durante o ano todo e garanto que vocês não estariam aqui, se não fosse por causa da esperança, pela vontade de fazer algo diferente pela humanidade.

-Por isso mesmo que Galileu e eu escolhemos esse texto. Para mostrar que quando se acredita se vai longe. Além disso, é preciso acreditar em si mesmo para vencer. Você começa, Galileu?

-Sim! Vamos lá!

Galileu tirou o papel do bolso do blaiser e respirou fundo. Todos estavam em silêncio, aguardando as palavras do professor.

-Pegue o seu "sorriso" e presenteie a quem nunca teve um. Descubra uma "fonte" e banhe quem vive na lama. Use sua "valentia" para dar força e ânimo a quem não sabe lutar. Tenha "esperança" e viva em sua luz. Descubra o "amor". – Galileu sorriu quando disse isso e olhou para Aioria e Marin, se lembrando do buquê de rosas entregue em uma de suas aulas. – E passe a conhecer o mundo.

Nesse momento, Galileu entregou o microfone a Kim. O professor de biologia se preparou para continuar.

- Pegue um "raio de sol" e faça-o brilhar onde reina a escuridão. Pegue uma "lágrima" e ponha-a no rosto de quem nunca chorou. Descubra a "vida" e ensine-a a quem não sabe entendê-la. Pegue a sua "bondade" e dê-a a quem não sabe dar!

O salão todo, inclusive quem estava assistindo somente se levantou para bater palmas para o texto. Quando se acalmaram, o professor Kim continuou.

-Sejam sempre o sorriso, a fonte, a esperança, o amor, o raio de sol, até mesmo a lágrima. Sem lágrimas a vitória fica sem seu gosto real, sejam a vida e principalmente a bondade. Sejam exemplos bons.

-Nós acreditamos muito em vocês, queridos alunos!

Kanon e Máscara da Morte guiaram a bagunça a partir do final das palavras dos professores.

Calíope subiu ao palco novamente.

-Kanon, quando é que vamos colocar o plano em prática? – Perguntou Lígea aflita.

-Não sei se vou querer por o plano em prática.

-Kanon, o investigador está aí! Vai desistir agora?

-Eu não posso acusar o meu irmão na frente de todos!

-Do que vocês estão falando? – Aioria resolveu se intrometer.

De cima do palco, a orientadora olhava feio para os três. Seria possível não respeitar nem mesmo a própria formatura? Os três se calaram no mesmo momento.

-Gostaria de chamar aqui nossos dois oradores de turma: Saga e Miro.

Mais uma vez a turma fez bagunça para os dois que se encaminharam para o palco, porém, dessa vez, Kanon ficou quieto. Lígea olhava para Dohko com expressão raivosa. Não podia deixar o investigador a ver navios. Máscara da Morte cochichou no ouvido do amigo. Kanon negou para ele. O italiano ficou desesperado.

-Parece que Kanon está desistindo, Kamus.

-Como assim, Dohko?

-É o que a Lígea está tentando me dizer, Kamus.

-Ele não pode desistir agora! O investigador vai prender a todos nós por termos feito ele vir até aqui com o Afrodite! Vai achar que estamos zombando da cara dele!

A dupla já estava no palco quando as duas turmas se silenciaram. Quem tomou partido foi Miro.

-Saudações, caros colegas de turma!

-Saudações!

-Olá pessoal! – Disse Saga sorrindo.

Miro tomou o microfone das mãos de Saga.

-Estamos aqui para passar uma mensagem não somente para os alunos, mas a todos os presentes.

-Exatamente! Também preparamos um texto! – Continuou Saga – Mas é um texto diferente! Um texto que fala muito sobre nós.

-Fala sobre o ser humano e um sentimento muito poderoso que existe dentro de nós.

-A amizade! Você começa Miro!

-Tudo bem, Saga. – Miro olhou para todos, radiante. Estava com toda a atenção voltada para ele – Nós descobrimos que os amigos são de diferentes cores, pois existem diferentes tipos de amizade.

-Isso mesmo, porque os amigos se completam!

-Então... Começando... – Miro tirou o papel do bolso da calça – Há o Amigo "cor azul": Ele sempre traz palavras de paz e serenidade, dando-nos a impressão, ao ouvi-lo, de que estamos em contato direto com o céu ou com o profundo azul do mar. Ele nos eleva! – Miro deu um sorriso – Dohko, você é o Marciano da história!

A classe B toda deu risada. O chinês ficou sem graça.

-E digamos que da minha classe, Miro, essa pessoa é o Aldebaran. Como se sente em ser o Marciano da A, Debão?

Todos riram da brincadeira de Saga.

-Agora é a minha vez, Miro, de continuar. – Saga pegou o microfone – Há o amigo "cor amarela": Ele nos aquece, assim como o sol; faz-nos rir, sorrir e enxergar o amarelo brilho das estrelas bem ao alcance das nossas mãos. – Saga se virou para a dupla dinâmica– Meu irmão Kanon e Máscara da Morte as criaturas solares são vocês! Fizeram o que fizeram e estão aqui, até hoje!

Todos fizeram a maior festa, mas a dupla sorria apenas para não demonstrar o nervosismo.

-E como não pode deixar de faltar, na minha classe, essa pessoa solar é o Aioros! Sempre vivo, otimista e nos faz rir muito com seus foras e gafes!

-TINHA QUE SER O AIOROS! – As duas salas se uniram para gritar aquela frase. Até mesmo Aioros entrou na farra.

-Continuando... Há o amigo "cor laranja": Ele nos traz a sensação de vigor, saúde, enriquece nosso espírito com energias que são verdadeiras vitaminas para o nosso crescimento. – Miro sorriu – Sem querer me gabar, mas o laranja sou eu!

-Hahahaha! Nem é orgulhoso! Bom, da minha classe, o laranja... Também poderia ser eu, Miro. Assim, não deixo a bola toda para você.

Todos aplaudiram, concordando com os dois.

-Este aqui é bastante interessante, Miro. Quando eu peguei o texto para ler, nem precisei pensar duas vezes! Já estava na cara!

-Se for o amigo "cor vermelha", também sei alguém como ele!

-Acertou! Então, vou contar como ele é: Há o amigo "cor vermelha": É aquele que domina as regras de viver, é como nosso sangue. Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem. É pródigo em palavras apaixonadas e repletas de caloroso amor! – Saga virou para o mais orgulhoso dos amigos – Esse vermelhão, é você Aioria!

Aioria se levantou da cadeira, querendo que todos o vissem. A turma caiu na gargalhada.

-E da sua turma, Miro, quem é o "cor vermelha"?

-Tirando a parte de "repletas de caloroso amor" esse vai para o Shura!

-Valeu, Miro! – gritou o espanhol rindo.

-Calma... Tem mais. Há o amigo "cor roxa": Ele traz à tona nossa essência majestosa, como a dos reis e dos magos. Suas palavras têm nobreza, autoridade e sabedoria. – Quando Miro terminou de ler, ficou pensativo – Sabe, acho que se Afrodite estivesse aqui, ele se encaixaria nessas palavras, não concorda, Saga?

-Talvez. Na minha classe, eu diria que esse amigo "cor roxa" seria o Shaka. Ela remete exatamente o que ele é em essência.

Os colegas de Shaka até fizeram reverências para ele. O indiano ficou um pouco encabulado.

-Hum... Este aqui é bastante interessante. Vou ler, Miro.

-Sim, sim! Estou ansioso!

-Há o amigo "cor cinza": Ele nos ensina o silêncio, a internalização e o autoconhecimento. É um indutor a pensamentos e reflexões. Ajuda-nos a nos aprofundarmos em nós mesmos.

-Não consigo pensar em ninguém assim da minha classe, Saga.

-Mas na minha existe uma pessoa assim. Ele... É o Mu.

Todos olharam para o tibetano. Ele apenas sorriu com a analogia.

-Esse aqui é perfeito pra uma pessoa, Saga. Mas somente ela.

-Manda bala, Miro.

-Há o amigo "cor preta": Ele é mestre em mostrar nosso lado mais obscuro, com palavras geralmente duras, atinge-nos sem "anestesia" e, com boas intenções, leva-nos a melhor considerar nossas atitudes perante a vida. – Neste momento Miro se virou para todos os alunos – Sabem quem é ele?

-KAMUS! – Todos gritaram juntos em coro.

O francês cruzou os braços e deu um sorriso tímido. Não falou nada. Lígea fazia sinais com a mão para Dohko.

-Não estou entendendo o que ela quer, Kamus.

-Acho que ela está mandando você subir no palco com ela, Dohko.

-Mas eu não posso fazer isso!

-É melhor a gente fazer alguma coisa logo.

-E para finalizar, há o amigo "cor branca": Esse nos revela verdades nascidas da vivência e da incorporação de conhecimentos. Ele nos prova que, não só ele, mas também todos os outros têm verdades aprendidas para partilhar conosco.

-Então, Saga, acho que todos nós temos um pouco da cor branca, não acha?

-Com certeza, Miro! Todos nós precisamos da verdade e da sinceridade para construirmos qualquer coisa sólida.

O salão todo bateu palma para a conclusão dos dois rapazes. Foi nesse momento que Lígea saiu de seu lugar, agarrou a mão de Dohko e o puxou para cima do palco.

-Que bonito, Saga! Ensinando coisas sobre a verdade quando a verdade mesmo é que você é um ÓTIMO mentiroso!

Lá de baixo ninguém entendia nada, apenas Kamus, Kanon e Máscara da Morte.

-O que você está fazendo aqui, Lígea? Ainda não acabamos o discurso!

-E nem vai acabar, Saga! Eu não agüento mais ouvir as suas mentiras lá do meu lugar! Você é um dissimulado! Um louco!

-Lígea... Acalme-se...

-Me acalmar, Dohko? Como? Não era você que queria provar a inocência do Afrodite? – Lígea olhou para todos ao redor – Investigador Hipérion, onde o senhor está? Apareça agora e venha prender o verdadeiro culpado do roubo!

Todos começaram a se assustar. Os pais dos alunos conversavam entre si de forma aflita. Os professores também não estavam entendendo a atitude da garota. Eugeu se levantou e foi conferir a discussão de perto. Hipérion apareceu da sombra, levando Afrodite pelo braço. Pararam bem no meio do salão e não subiram no palco. Ele encarava a grega com uma expressão bem raivosa em seu rosto. Kamus aguardava parado a continuação dos dizeres de Lígea.

-O senhor está diante do ladrão de cheques, provas e as chaves do carro do professor Eugeu! Foi ele! – Lígea apontou para Saga.

Miro olhava incrédulo para o colega orador.

-Lígea, você enlouqueceu, foi? Eu não roubei nada! Com que base você alega isso?

-Você ia bem em Grego! Podia fazer a prova de novo sem problema nenhum! Depois, você comprou o colar para a Kia, no valor de 800 euros! O valor do cheque do Eugeu! E depois, você é ótimo em salto em altura!

Um "oh!" ressoou pelo local. Afrodite tinha lágrimas nos olhos. Hipérion aguardava a defesa de Saga. O grego olhou para o seu pai. Estava nitidamente desapontado. Kanon começou a chorar.

-Não! – Gritou ele saindo de seu lugar – Não foi o Saga! Fui eu!

-Não faça isso, Kanon! Seu irmão é que cometeu o crime! Ele que deve pagar por isso!

-Não! Nós somos iguais, a noite ninguém percebe nossas diferenças!- Kanon andou com as pernas bambas até o investigador Hipérion e se ajoelhou perante ele – Fui eu, pode me levar. O meu... Meu irmão não... Não tem culpa de nada! Fui eu...

Lígea pela primeira vez teve pena de Kanon. Não podia deixar que ele pagasse pelo crime do irmão.

-Investigador, o Kanon está fazendo isso porque não quer que o pai dele fique desapontado com o Saga, mas o próprio Saga sabe que é o culpado! – Ela se virou para o amigo – Como você consegue deixar que seu irmão se entregue em seu lugar, Saga?

-MAS NÃO FUI EU! EU PEDI O DINHEIRO PARA O COLAR PARA O MEU PAI! ELE ESTÁ AQUI, PERGUNTE A ELE, LÍGEA!

-Você pode ter gastado ele então com outras coisas! Vamos Saga, assuma! Foi você!

-Lígea...

-Não tente me acalmar, Dohko! Foi ele! Uma pessoa que confiei muito! Que fingiu ser meu amigo! É um enorme mentiroso!

-CHEGA!!!!! PAREM DE ACUSAR O SAGA! EU SEI QUE NÃO FOI ELE!

Continua...

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E aí, querem fazer um bolão de quem foi o ladrão e quem sabe quem foi?! Gente, já desejo um Feliz Natal!! Cheio de paz, luz e harmonia.