4. A viagem
O dia estava parcialmente nublado na cidade. No entanto, a maior notícia da cidade era que a filha do rico senhor Claus Field havia fugido de casa e do noivo. Havia guardas por toda a parte, o Sr. Field colocou toda a polícia e mais alguns criados atrás de Valey e chegara até a oferecer uma recompensa para quem conseguisse trazê-la de volta. Mas á princípio as suspeitas recaíram sobre Margarett:
-Se você sabe alguma coisa de minha filha Margarett, fale agora! – ordenou o Sr. Field.
-Eu não sei nada, meu senhor! A única coisa que sei é que cinco minutos antes da suposta fuga de Valey, ela pediu para que eu avisasse o Sr. Dreik para subir. Eu estou tão surpresa quanto o senhor, por favor, não me mande embora! – implorou Margarett.
-Se eu souber que você sabia de alguma coisa e não me contou, você se arrependerá!
Margarett estava rezando para que nada de mal acontecesse com a sua menina, mas Valey era esperta, ela passou a noite em uma das ruelas da cidade junto com alguns mendigos, eles só não a roubaram porque ela estava armada e possilvemente porque estava vestida como um homem. Quando amanheceu e ela viu que havia guardas por toda a parte perguntando por ela, ela percebeu que devia ser cautelosa, pois havia uma viagem em seus planos, então percebeu que devia fazê-la o mais rápido possível. Saiu de seu "esconderijo" e dirigiu-se ao porto. No caminho um guarda a parou, ela tentou ficar calma:
-Com licença, senhor. – ele mostrou-lhe uma foto – O senhor por acaso viu esta moça?
-Nunca a vi na minha vida – respondeu Valey tentando disfarçar a voz.
-Sua voz é estranha, o senhor é daqui?
-Eu estou em um princípio de gripe. Não sou daqui, passei alguns dias aqui mas já estou retornando a minha cidade e não tenho tempo a perder. Adeus. – disse Valey se distanciando do guarda.
Nessa hora ela sentiu falta de seu cavalo, ela sentiu que não poderia levá-lo consigo e o deixou pra trás, além disso pensou que poderiam encontrá-la através dele. Mas naquela hora ele seria útil para que ela chegasse ao porto mais rápido. Ela caminhou praticamente o dia inteiro e chegou lá pela parte da tarde. Viu que o homem que vendia as passagens estava fechando mas conseguiu chegar até lá a tempo.
-Espere! Não feche! Eu quero comprar uma passagem. – disse ela.
-Teve sorte, estou quase fechando. Visto de saída.
-O quê?
-Seu visto de saída, sem ele não viaja. Volte amanhã com o visto de saída. Boa tarde. – disse o homem fechando a venda de passagens.
-Eu não posso esperar até amanhã! É urgente! – disse Valey impedindo que ele fechasse.
-Sem visto de saída eu não posso dar uma passagem. Sinto muito.
Valey pensou um pouco e pegou uma nota de dinheiro na calça.
-O que me diz se recebendo isso, nós esquecemos o visto de saída? – disse ela dando a nota para o homem que pensou um pouco, olhou para os lados e pegou a nota.
-Qual é o destino?
-Kenya, África do Sul.
-Teve sorte, esta é a última passagem para o navio que sai ás 18h. Boa viagem.
-Obrigada.
E Valey esperou até a hora do navio partir.
