Capítulo oito: Ao amanhecer
Vidros, poções, macas, Madame Promfey... Decididamente aquilo era a Ala Hospitalar. Mas como tudo havia acontecido? Por que Rony, permanecia ao seu lado, passando mal? Será que aquilo era contagioso? Como tudo havia se saído ontem?
Ela só se lembrava até a hora em que Gina disse o plano para os garotos e Rony a pegou no colo. Virou para o lado e viu que eles eram os únicos, além de Madame Promfey, na Ala Hospitalar. "Hermione Granger! Porque você foi acordar os meninos à noite! Agora, além de você, Rony também está passando mal!"
Ela não conseguia achar uma posição confortável. Virou de novo para o lado e ficou olhando Rony, que se encontrava em um sono profundo. Realmente, não iria conseguir viver sem aquele atrapalhado garoto, com sardas no rosto, olhos azuis e cabelos cor de fogo.
É. As coisas mudam. No começo, ela achava que era apenas uma rápida atração normal. Mas já haviam se passado sete anos e ela ainda sentia a mesma coisa. Até mais forte. Ela o amava.
"Ai, Hermione... Quantas vezes vou ter que dizer pra você parar de pensar no ruivo! Quantas? Talvez, setecentas por minuto? Ah, para, consciência idiota! Você já sabe que não adianta!"
A garota desviou o olhar para a janela, onde viu que agora nevava, e lá longe, nos montes de Hogwarts, havia um lindo nascer do Sol que dava um brilho romântico à neve. Voltou o olhar para Rony e se deparou com duas íris azuis.
- Ah! Rony, você acordou...
- É, eu acordei.
- O que aconteceu ontem? Por que ao invés de só eu estar aqui, você também está passando mal? O que aconteceu com o resto do pessoal? E... Merlin! O que é isso no seu braço?
- Qual das perguntas você quer que eu responda primeiro?
- Tanto faz. Você escolhe.
- Humm... Ta bom, vamos por ordem. Ontem, você tava passando mal, eu te paguei e vim te trazer pra Ala Hospitalar. Mas no caminho encontramos com Crabbe e Goyle, e eles começaram a atacar maldições imperdoáveis em mim. Só deu tempo de fazer um escudo com a varinha. O resto do pessoal chegou e o Prof° Slughorn levou os dois para cumprir detenções. Eu desmaiei, por isso estou passando mal aqui na Ala Hospitalar. O que aconteceu com o resto do pessoal só Merlin sabe. E isso no meu braço... – O garoto virou o rosto pra ver o que era. – Merlin! O que é isso?
- É apenas um corte, Sr. Weasley. – Madame Promfey acalmou seu paciente.
- Apenas! Você diz "apenas"! – Era um corte do grande, mas nada profundo.
- O Sr. Sente alguma dor? – Perguntou Madame Promfey, preparando uma poção para o corte de Rony.
- Esse é o mais incrível! Não dói! – A essa altura, Rony já estava com suas caretas esquisitas. Isso fez Hermione soltar uma leve risadinha.
- Tome isso. – Era um líquido marrom-meloso.
- Eca! O que é isso?
- Uma poção, o que mais?
- Uma poção muito nojenta por sinal!
- Sr. Weasley, eu não quero perder a paciência com o Sr.!
- Ok, eu tomo!
Rony tomou um gole do suco e cuspiu tudo de volta.
- Ah, o que o Sr. queria? Suco de abóbora?
- Seria melhor!
- Vamos, tome tudo agora!
Rony respirou fundo, tampou o nariz e engoliu meio copo.
- Vamos, tome o resto!
Ele olhou para Madame Promfey com a mesma cara como se visse milhares de aranhas, como no segundo ano.
Fechou e abriu os olhos várias vezes, tampou o nariz de novo e tomou o resto da poção.
Madame Promfey falou que depois de fazer os últimos exames em Hermione, os dois teriam alta.
Depois de uns quinze minutos, Hermione voltou ao lugar onde Rony estava. Juntos, eles saíram da Ala Hospitalar e foram para o Salão Comunal.
Capítulo oito: Ao amanhecer
Vidros, poções, macas, Madame Promfey... Decididamente aquilo era a Ala Hospitalar. Mas como tudo havia acontecido? Por que Rony, permanecia ao seu lado, passando mal? Será que aquilo era contagioso? Como tudo havia se saído ontem?
Ela só se lembrava até a hora em que Gina disse o plano para os garotos e Rony a pegou no colo. Virou para o lado e viu que eles eram os únicos, além de Madame Promfey, na Ala Hospitalar. "Hermione Granger! Porque você foi acordar os meninos à noite! Agora, além de você, Rony também está passando mal!"
Ela não conseguia achar uma posição confortável. Virou de novo para o lado e ficou olhando Rony, que se encontrava em um sono profundo. Realmente, não iria conseguir viver sem aquele atrapalhado garoto, com sardas no rosto, olhos azuis e cabelos cor de fogo.
É. As coisas mudam. No começo, ela achava que era apenas uma rápida atração normal. Mas já haviam se passado sete anos e ela ainda sentia a mesma coisa. Até mais forte. Ela o amava.
"Ai, Hermione... Quantas vezes vou ter que dizer pra você parar de pensar no ruivo! Quantas? Talvez, setecentas por minuto? Ah, para, consciência idiota! Você já sabe que não adianta!"
A garota desviou o olhar para a janela, onde viu que agora nevava, e lá longe, nos montes de Hogwarts, havia um lindo nascer do Sol que dava um brilho romântico à neve. Voltou o olhar para Rony e se deparou com duas íris azuis.
- Ah! Rony, você acordou...
- É, eu acordei.
- O que aconteceu ontem? Por que ao invés de só eu estar aqui, você também está passando mal? O que aconteceu com o resto do pessoal? E... Merlin! O que é isso no seu braço?
- Qual das perguntas você quer que eu responda primeiro?
- Tanto faz. Você escolhe.
- Humm... Ta bom, vamos por ordem. Ontem, você tava passando mal, eu te paguei e vim te trazer pra Ala Hospitalar. Mas no caminho encontramos com Crabbe e Goyle, e eles começaram a atacar maldições imperdoáveis em mim. Só deu tempo de fazer um escudo com a varinha. O resto do pessoal chegou e o Prof° Slughorn levou os dois para cumprir detenções. Eu desmaiei, por isso estou passando mal aqui na Ala Hospitalar. O que aconteceu com o resto do pessoal só Merlin sabe. E isso no meu braço... – O garoto virou o rosto pra ver o que era. – Merlin! O que é isso?
- É apenas um corte, Sr. Weasley. – Madame Promfey acalmou seu paciente.
- Apenas! Você diz "apenas"! – Era um corte do grande, mas nada profundo.
- O Sr. Sente alguma dor? – Perguntou Madame Promfey, preparando uma poção para o corte de Rony.
- Esse é o mais incrível! Não dói! – A essa altura, Rony já estava com suas caretas esquisitas. Isso fez Hermione soltar uma leve risadinha.
- Tome isso. – Era um líquido marrom-meloso.
- Eca! O que é isso?
- Uma poção, o que mais?
- Uma poção muito nojenta por sinal!
- Sr. Weasley, eu não quero perder a paciência com o Sr.!
- Ok, eu tomo!
Rony tomou um gole do suco e cuspiu tudo de volta.
- Ah, o que o Sr. queria? Suco de abóbora?
- Seria melhor!
- Vamos, tome tudo agora!
Rony respirou fundo, tampou o nariz e engoliu meio copo.
- Vamos, tome o resto!
Ele olhou para Madame Promfey com a mesma cara como se visse milhares de aranhas, como no segundo ano.
Fechou e abriu os olhos várias vezes, tampou o nariz de novo e tomou o resto da poção.
Madame Promfey falou que depois de fazer os últimos exames em Hermione, os dois teriam alta.
Depois de uns quinze minutos, Hermione voltou ao lugar onde Rony estava. Juntos, eles saíram da Ala Hospitalar e foram para o Salão Comunal.
