Cap 4 – O encontro

-Pequena Grauben. Finalmente nos conhecemos.

-Quem é você?? – falou a menina com força sem deixar transparecer o medo em sua voz.

-Então não me reconheces? – disse o jovem retirando a capa e sentando-se em frente à Grauben – sou tão diferente assim do que quando estou escrevendo?

Grauben abaixou a varinha e um sorriso se abriu em seu rosto.

-Matt?

-Sim Grauben sou eu.

Grauben se levantou e deu um abraço apertado em Matt que quase o derrubou. Não esperava vê-lo tão cedo. Quando finalmente separaram-se ela o olhou como que pela primeira vez (o que não deixava de ser).

Era um jovem alto de olhos verde-prata. Cabelos loiros, porém não tanto quanto os dela, e lisos, caindo sobre o olho.

-O que fazes aqui? Como me encontrou? – falou a menina puxando-o para se sentar ao seu lado.

-Decidi vir para podermos nos falar melhor. Fui até a sua casa e a vi saindo. Parei para comer algo e depois vim a sua procura. Não sabia onde encontrá-la mais tinha alguma idéia. – Falou em ele abrindo um longo sorriso em seguida – Estás triste? Não pareces muito feliz. O que há?

-Briguei de novo com mamãe. - Disse ela.

-Não se preocupe. Estou aqui, e nada poderá machucá-la – disse ele a puxando para junto de si.

Grauben sentiu seu braço em volta de seu ombro. Sentiu-se protegida. Uma forte emoção lhe veio e ela começou a chorar. Chorou até sentir-se aliviada e em seguida adormeceu deitada no ombro de Matt.

Matt era filho de um comensal e, por herança, havia se tornado um comensal também. Grauben sabia que Harry era inimigo de Voldemort e por isso foi procurar a respeito do padrasto junto de seus inimigos. Conseguiu também saber através de sua tia Hermione que sua mãe havia conhecido um comensal. A tia que tentou se desmentir deixou escapulir isso em uma conversa com a sobrinha. Grauben foi procurar por esse comensal e para isso pediu a ajuda de Matt, que apesar de ser um comensal, não era uma pessoa alegre e gentil. Nunca haviam se visto pessoalmente até aquele dia, se correspondendo apenas por carta. Tornaram-se grandes amigos e sabiam mais um sobre o outro do que qualquer um.

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Grauben dormiu profundamente um sono tranqüilo que a muito não tinha. Quando acordou já tinha amanhecido, porém não devia passar ainda das 8h. Levantou-se e não viu Matt no quarto. "Terá sido um sonho?" pensou tristemente. Porém quando saiu do quarto um leve cheiro de café e ovos mexidos, lhe convenceram de que não havia sido um sonho. Desceu até a cozinha e em vez de poeira e teias de aranha viu uma cozinha limpa e arrumada com a mesa posta. Sentou-se na mesa e viu Matt entrar na casa com algumas margaridas recém colhidas que ele colocou em um vaso em cima da mesa.

-Bom dia preguiçosa!

-Bom dia. – falou Grauben manhosa logo após um bocejo – a tempos que eu não dormia tão bem. Preciso dormir mais aqui.

Tomaram café da manhã enquanto conversavam animadamente. Ao terminarem, com um simples feitiço limparam a cozinha toda e em seguida voltaram para o quarto.

-Bom Matt, na sua última carta disse que tinha algo importante para me falar.

-Não quis contá-la por carta então decidi vir pessoalmente. Confesso que fiquei com medo que com a notícia você fizesse alo precipitado.

-Estás me deixando nervosa! Fale logo.

-Bom. Descobri algumas coisas em respeito a sua mãe e ao tal comensal. – disse de modo cauteloso

-Conte-me logo Matt.

-Bom, o nome dele era Malfoy. Draco Malfoy. Uma família tradicional e muito antiga. Estudou em Hogwarts e era sangue-puro. Odiava quem não fosse. Pelo que se sabe, não chegou a prestar nenhum serviço ao Lorde, morreu logo em sua primeira missão.

-Na primeira?

-Sim. Estranho? Nem tanto. Olhe esta manchete do Profeta Diário. Saiu no dia anterior a sua morte.

"Seqüestro de uma Weasley ainda não solucionado.

A caçula dos Weasley's, Ginevra que está em seu 6° ano em Hogwarts, desapareceu ontem logo após cumprir sua primeira prova. Não se sabe ainda seu paradeiro e nenhum sinal dos seqüestradores. A família está assustada com a demora de algum sinal e já acionou os aurores"

-No dia seguinte saiu esta outra matéria:

"Lúcius Malfoy e seu filho, Draco Malfoy, foram encontrados ontem pela manhã mortos em uma das masmorras da Mansão Malfoy. O garoto que pelo que se sabe tinha ido fazer uma visita ao pai, teria acabado de se iniciar na "carreira" de comensal da morte. Nenhum suspeito ainda foi encontrado".

-Matt. Olhe esta foto. Não lhe parece familiar? – Grauben mostrou a foto de uma Mansão antiga, porém bem conservada.

-Sim. Estamos nela. Esta é a Mansão Malfoy.

-Mais então será que há alguma ligação entre o seqüestro e a morte destes Malfoy's?

-É bem provável. Não se sabe muito a respeito dos dois acontecimentos, apenas que os dois estudavam em Hogwarts.

-Draco Malfoy... Este nome não me é estranho.

-Provavelmente não. Foi uma família muito popular no meio das trevas.

-Bom, acho que então, talvez possamos descobrir alguma coisa aqui na Mansão. Podemos procurar alguma ligação entre os dois.

-Mais antes precisamos dar uma limpeza neste lugar.

-É. Mas podemos fazer isso depois do almoço certo?

-Certo. Onde iramos almoçar?

-Que tal irmos até o povoado? Podemos comer algo por lá.

-Não precisas ir a casa?

-Precisar é uma coisa. Querer é bem diferente.

-Entendo. Só não quero que pensem que eu também seqüestrei a menina Weasley! – falou Matt abraçando Grauben pela cintura.

-Pois sendo assim tenho uma idéia. Que tal ir comigo até lá? Provavelmente apenas meu irmão estará lá. – disse Grauben abraçando o amigo também.

-Ok.

-Então vamos. Não quero ter que encontrar minha mãe hoje.

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Chegaram a casa ainda não eram 13h. Entraram e se dirigiram pra a cozinha para comer algo. Fizeram sanduíches e se dirigiram para a sala para comer. Estavam quase terminando quando ouvem a lareira acender e de lá saem primeiro Axel, em seguida Ginevra e por último Harry.

-Filha! Você está bem? Fiquei preocupada.

-Estou bem mãe, não devias se preocupar. – falou Grauben revirando os olhos

-Quem é o seu amigo, maninha? – perguntou Axel curioso.

-Este é o Matt. Um amigo. Chegou ontem à noite. Está hospedado no povoado.

Ginevra ainda não tinha olhado para o garoto que estava sentado ao lado de sua filha. Olhou-o com extrema atenção. O conhecia de algum lugar, tinha certeza.

-Como vai senhora Weasley? Senhor Potter, Axel?

-Bem, obrigado. – falou Harry também reconhecendo o menino.

-Bom gente – começou Grauben já cansada daquilo tudo – a conversa está muito boa, mas eu e Matt temos muito o que fazer. Vamos, Matt?

-Claro. – disse ele se levantando. Com um gesto simples fez desaparecer toda a sujeira que haviam feito. Em seguida virou-se para os outros.

-Foi um prazer conhece-los. Espero que nos encontremos novamente.

-Esperamos o mesmo. – falou Harry um pouco desconfiado.

Já estavam no jardim quando Axel veio correndo até a irmã.

-Esqueci de lhe entregar isso. Tinha me pedido algo sobre o tempo da mamãe em Hogwarts. É um diário. Estava no sótão.

-Obrigado Axel. Isto servirá.

-Para onde vão?

-Estamos numa casa abandonada logo após o povoado. Posso lhe pedir mais um favor, maninho?

-Claro, mais custará mais alguns galeões...

-Ok, tome aqui. Mande meu malão para a casa. Aqui está o endereço. Irei direto para Hogwarts na Segunda.

-Certo. Então nos vemos lá. Até logo.

-Tchau.

Axel ficou vendo a irmã e Matt se afastarem. Então era pra ele que ela tanto escrevia. Só podia ser. Entrou na casa. Estava subindo para o quarto da irmã quando seu pai o chamou.

Foram até o escritório e lá o pai começou.

-Então, quem é aquele jovem rapaz que estava com sua irmã?

-Não sei pai. O conheci agora também.

-Tens certeza? Nunca o viu antes?

-Não... Mais porque perguntas?

-Nada. Apenas queria saber. Para onde foram?

-Disseram que iam dar uma volta em um povoado próximo.

-Certo. Bom então está certo. Preciso voltar para o trabalho. Até mais tarde filho.

-Até – disse Axel saindo do escritório do pai e indo realizar o pedido da irmã.