Ginevra viu a filha saindo e foi para seu quarto. Não podia ser. Aquele jovem, era parecido demais com... ouviu uma batida na porta. Viu Harry entrar por ela e sentar na beira da cama. Olhou para o marido e percebeu o quanto ele também estava surpreso.
-Não pode ser ele – ouviu o marido sussurrar mais para sí mesmo do que para a esposa – ele está morto!
-Fale baixo Harry! Axel pode ouvir.
-Ginevra, você faz alguma idéia de quem seja aquele...
-Não Harry. É impossível que seja. Como você acabou de dizer ele... – uma lágrima desceu de seu rosto, depois de tanto tempo será que ele estaria vivo? – morto. Morto para sempre.
-Precisamos descobrir quem é ele. E o que fez com Grauben. Será um truque? Uma poção para nos amedrontar?
-Quem faria isto Harry?
-Granger. – Harry falou aquela palavra como se tivesse pavor dela. Uma lembrança veio em sua memória.
FlashbackEstavam jantando na Toca. Fazia dois dias que Harry havia anunciado seu "casamento" Ginevra. A família, com exceção de Ginny e Hermione, estava feliz e não parava de falar no casamento. Entre eles uma voz se destacou. Rony falava empolgado.
-Será o casamento do século! Há isso servirá para calar a boca daqueles que insinuavam que minha maninha aqui tinha algo com aquele Malfoy estúpido. Imagine! Se Ginny teria um "romance" com seu seqüestrador.
-CHEGA! – falou Ginny sentindo as lágrimas correrem. Todos se calaram vendo a raiva da ruiva – EU NÃO VOU ME CASAR COM O POTTER! NINGUÉM AQUI SABE O QUE REALMENTE ACONTECEU NAQUELA MANSÃO! E NÃO QUEREM ACREDITAR EM MIM, NÃO FAZ MAL! EU NÃO LIGO! – dizendo isso saiu correndo para o jardim.
-Pobre Ginny – falou Harry ingenuamente – ainda não se livrou completamente do feitiço de confusão. Espero que melhore logo...
-Não há feitiço algum. - Todos olharam para Hermione que agora estava de pé – Ginny está certa. Deveriam acreditar no que ela diz sobre o que aconteceu na Mansão. Pois querendo ou não, é a verdade. Potter seqüestrou Ginny. E depois matou Draco. Tentei por a cabeça para funcionar!
Harry a olhou como quem olhava para uma louca.
-Como pode dizer isso de mim Mione? EU salvei vocês daquele monstro! Como pode dizer que eu seqüestrei Ginny? EU AMO A GINEVRA! – falou Harry de modo a convencer todos os presentes.
-Mione você deve estar enfeitiçada, assim como Ginny. Amanhã posso ir ao St. Mungus com você se quiser para...
-Não preciso de nenhum hospital Ronald. Nem eu, nem Ginevra. Harry matou Draco. E seqüestrou Ginevra será que vocês n...
Porém Hermione não terminou a frase. Viu um Rony furioso se levantar e sacar a varinha.
-Se você vai ficar profanando mentiras em minha casa, Granger, é melhor ir embora!
-Se é assim que você quer Rony. Eu irei.
E dizendo isso Hermione saiu em direção ao jardim. Lá encontrou Ginny chorando. Deu um abraço na amiga e disse.
-Não sou mais bem vinda aqui Ginevra. Cuide-se. E lembre-se. Não és obrigada a nada.
-O que houve Hermione, aonde você vai?
-Vou para casa. Já faz muito tempo que preciso ir. Cuide-se. – e dizendo isso, Hermione aparatou.
Ginevra resolveu ir até a cozinha saber o que tinha acontecido. Pode ver uma lágrima correr dos olhos da amiga antes dela aparatar. Entrou na cozinha e um clima tenso se instalara.
-O que vocês fizeram com Hermione? Porque ela foi embora?
-Ela só sabe dizer mentiras. E nesta casa, mentirosos não são bem vindos.
-HERMIONE NÃO FALOU MENTIRAS! – disse Ginny novamente irritada. Não acreditava que Rony estava dizendo aquilo. Antes que pudesse continuar Ouviu Rony dizendo algo e ser atingida por um feitiço. Sentiu-se de repente sonolenta e caiu no chão da cozinha.
Rony aproximou-se de Ginny e a levou para o quarto. Sentou-se ao lado de sua cama e viu a irmã dormir.
-Desculpe maninha – disse ele – mais isso é para o seu próprio bem.
No dia seguinte, levaram Ginevra ao St Mungus, porém nenhum feitiço foi detectado na menina. A enfermeira entrou no quarto onde Ginny ainda dormia sob sedativos, e encontrou Harry olhando-a.
-Ela ficará bem sr Potter.
-Eu sei. Porém me preocupam as coisas que ela fala. Não fazem sentido algum.
-Não é porque ela não estava enfeitiçada no momento em que os senhores a trouxeram que signifique que ela não tenha ficado com algum resquício de feitiço senhor. Porém, não podemos detectar depois de 48h se houve ou não algum feitiço. – a enfermeira falou saindo em seguida.
A mente de Harry se abriu. Então era isso. Seria este o jeito que calaria Ginny e seus irmãos. Era simples. Precisava apenas fazer com que ela e os outros pensassem que ela foi enfeitiçada; e para isso nada melhor do que um feitiço de confusão pensou Harry sacando a varinha.
Fim do Flashback
-Hermione seria sim capaz de fazer isso. – falou Harry com um tom de raiva
-Mas há tanto tempo que não a vemos. Como saberia onde moramos?
-Isto seria o mais fácil a descobrir.
Falando isso Harry saiu com uma idéia.
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Axel terminou de juntar as coisas da irmã. Ouviu o pai saindo e resolveu esperar um pouco. Não seria bom ser pego levando a mala da irmã. Esperou alguns minutos e depois saiu. Pegou o Noitibus para chegar até a Mansão onde a irmã estava. O difícil seria não ser visto no povoado.
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Ginevra viu o marido sair e em seguida dormiu. Um sono pesado e cheio de lembranças que lhe atormentavam.
"Viu Draco ser pego pelos braços por dois homens que o colocaram sentado ao lado de uma mesa. Draco não protestou, apenas a olhava como que implorando para que ela acreditasse em suas palavras. Viu o braço do loiro ser esticado em cima da mesa e a viu a dor em seus olhos. Uma agulha perfurou-lhe a carne para realizar a tatuagem. Depois de desenhada, jogaram um feitiço que ela não sabia para que servia. Ouviu a voz do loiro. E em seguida uma outra voz.
-Eu te amo. Nunca mentiria para você.
-Avada Kedrava!
Acordou suando assustada. Tudo não passara de um sonho. Porém, seu coração não concordava. Sabia que tudo aquilo tinha acontecido. Ele estava morto. Para sempre.
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Grauben e Matt chegaram a Mansão. Subiram até o já conhecido quarto e ficaram em silêncio por algum tempo. Até Grauben quebrar o silêncio.
-Me desculpe. – falou ela com os olhos embaçados de lágrimas.
-Pelo que pequena? – falou Matt abraçando Grauben sem entender
-Não queria que tivesse sido daquele jeito. Queria ter te apresentado de um jeito menos...
-Não se preocupe pequena, não me importo. Mesmo. Não precisas chorar.
-Tá. – disse ela enxugando as lágrimas.
-Agora o que você acha de darmos uma olhada naquele diário que seu irmão lhe deu?
-Pode ser.
Grauben se levantou e pegou o diário. Sentou-se ao lado de Matt e começaram a folheá-lo. Era um diário de couro preto, muito velho e desgastado. Uma pequena corrente também de couro fechava com um nó o livro. Desfizeram o nó com alguma dificuldade e logo na primeira capa as seguintes palavras escritas magicamente reluziam.
"Este diário pertence à Família Malfoy
Deve ser passado por todos os homens Malfoy's para que registrem
Feitos, avisos, ou preocupações.
A quem ler este diário no futuro saiba, tudo escrito aqui é secreto e amaldiçoado: bisbilhoteiros não são bem vindos"
Viraram a Segunda página onde continham em letras miúdas vários nomes com as respectivas páginas de cada Malfoy que al escreveu. No pé da página reluzia o último nome: Draco Malfoy.
Abriram na página destinada ao último Malfoy. Lá, um nome reluzia em uma letra cursiva e bem desenhada. Grauben leu e releu o nome sem acreditar. No meio da página estava escrito
"À Grauben Weasley Malfoy,
Minha herdeira"
