Cap 6 – O Diário parte l

Abriram na página destinada ao último Malfoy. Lá, um nome reluzia em uma letra cursiva e bem desenhada. Grauben leu e releu o nome sem acreditar. No meio da página estava escrito

"À Grauben Weasley Malfoy,

minha herdeira"

Matt olhou para Grauben preocupado. Viu os olhos da menina reluzirem brilhantes. Segurou-a pelos ombros virando-a para si.

-Não precisas fazer isso se não quiser. Talvez, pois há uma chance, de não ser verdade. Queres mesmo isto?

-Você sabe que sim. – falou Grauben como se só aquelas palavras bastassem, e realmente bastaram. Matt sabia o que aquilo significava para a Grauben. Abraçou Grauben apertado. E então sem mais palavras, saiu do quarto.

Grauben viu o amigo sair, e agradeceu a ele mentalmente por entender que ela precisava ficar sozinha. Pegou o diário, virou à Segunda página destinada ao último dos Malfoy's e começou a ler.

"Em primeiro lugar, permita-me que eu me apresente. Sou Draco Malfoy, tenho atualmente 18 anos. 2 anos já se passaram desde a minha suposta "morte". Sim suposta, pois todos pensam que morri. Para que possas entender como tudo se passou, ou ao menos tudo que eu sei como se passou, precisarei lhe contar do início. Tentarei resumir, pois bem sem o quanto "História da Magia" é monótona e deprimente.

Em meu último ano em Hogwarts, não me preocupava mais tanto com estudos e boa aparência. Dali a um ano atingiria a maioridade bruxa e poderia, infelizmente, cumprir a "vida" que meu pai havia planejado para mim: formar-me em Hogwarts, e servir pelo resto da vida ao Lorde das Trevas. Porém, como tudo que é certo demais tende a se desalinhar, em uma detenção que tinha tudo para dar errado, o "destino", ou sei lá o que, aproximou eu e Ginevra Weasley. Tínhamos tudo para dar errado, eu um Malfoy e ela uma Weasley, porém isto não aconteceu. É preciso, porém lembrar, que não basta neste mundo, apenas querermos. É necessário muito mais que isso. E infelizmente nós nos esquecemos disso. E mais uma vez por ironia do destino (supondo que existe um), meu amável pai junto com o Potter, deu um jeito de seqüestrar Ginevra de modo que ela pensasse ter sido eu o autor do seqüestro. Depois de muita discussão, e preciso acrescentar a ajuda da senhorita Granger, conseguimos esclarecer a situação. Porém, neste meio tempo, a Marca Negra já havia sido marcada em meu braço, e mais que isso. Falaremos da Marca mais tarde. Potter, por supostamente, estar na Mansão para salvar Ginevra, em um ato de ciúmes descontrolado, lançou-me a Maldição de Morte.

Quero que entenda Grauben, (oh sim sei como se chama) que nada disso pode ser encarado como destino, ou futuro. Não. Decisões podem levar ao erro, ou não. Erros que em determinado momento podem nos parecer certo ou errado. Fáceis ou difíceis. Ninguém esta história toda tem culpa. Ou talvez todos tenham. Não sei. E me arrisco a crer que ninguém sabe.

Quero que entenda que nada pode ser mudado. Nem esquecido. Palavras ditas, não podem ser apagadas. Por mais que dissemos que esquecemos, nós nunca esquecemos. Em algum lugar de nosso cérebro, aquelas palavras ficam adormecidas, esperando o momento certo de acordar. Porém, às vezes elas acordam antes ou depois do momento que acharia devido. Eu amava Ginevra. Amo Ginevra. Porém, nossas vidas se distanciaram. E agora, nada mais nos liga. Talvez você pense que isso aconteceu por causa da minha "morte". Pois eu digo que não. Ou que sim. Não podemos prever nem mudar nada. Cada palavra, cada gesto que fazemos interfere no que chamamos de "futuro". Porém, se tudo interfere nele, o tal "futuro" está em constante mudança. E em constante confirmação."

Grauben leu aquelas linhas como que as engolindo. Milhares de dúvidas pairavam em sua cabeça. Respirou fundo, e prosseguiu.

"Agora, vamos aos fatos, que em certos momentos, nos são mais úteis do que este emaranhado confuso de dúvidas e sentimentos.

Ao cravarem a força a Marca Negra em meu braço, não fizeram dela, apenas uma ligação ao Lorde. Não. Fizeram algo mais. Algo que poderia muito em breve me salvar, ou talvez a palavra seja predestinar, da morte. A magia é algo muito mais interessante do que a maioria dos bruxos pensa. Mágicas antigas podem ser capazes de coisas que nem em nossos piores medos podemos imaginar existir. Uma delas é essa. Um feitiço, que nos liga a outra pessoa, de um jeito, muito, muito poderoso. Creio que Potter não fale muito disso em casa, seria o cúmulo para Ginevra, espero. Porém, às vezes é melhor conhecer tudo, a Ter que enfrentar o desconhecido. Este feitiço faz com que ambas as pessoas ligadas tenham a obrigação de proteger uma a outra. Seja quanto ao mais simples feitiço de paralisação, seja quanto a Maldições Imperdoáveis. Lorde Voldemort e eu estávamos ligados um ao outro. Este "elo" entre as pessoas faz com que elas sejam imunes a "morte" em si, porém algo pior que a morte as acontece. Algo que creio não ser necessário relatar aqui. Pois bem. Para evitar que isto acontecesse a mim e ao ele próprio, o Lorde das Trevas me protegeu da única maneira que ele conhecia ser possível. Entrou em meu corpo, me possuindo, fazendo com que, eu e ele, fossemos um só. Bom até aí entende que não serviria de nada a proteção: morreríamos os dois. Porém é conhecida a história, de que Lorde Voldemort tem sua alma partida sete vezes, o que o impede de morrer antes de todas as partes de sua alma serem destruídas. Aproveitando-se disso, Lorde fez com que ficássemos em um mesmo corpo, evitando assim, que morrêssemos, ou fossemos afetados pelo feitiço. É lógico que não saímos completamente sãs desta experiência, um tanto quanto desconfortável, "interessante". Nosso elo foi rompido, e nos tornamos algo que ainda não sei exatamente o que é. Creio ser um espírito ou, talvez seja a interpretação mais correta, uma alma. Nossas almas se separaram e agora, precisamos de algo que as una de novo, de modo que possamos cada um de nós voltar para seu próprio corpo.

Querida Grauben, espero não está-la afastando de mim, quando o que quero é o oposto. É necessário que saiba cada detalhe, pois creio que em breve poderás me ajudar. Se quiser. Por hoje já basta. Devo alertá-la para Ter extremo cuidado ao mostrar este diário seja a quem for. Apenas você pode permitir que o leiam, tendo você, sangue Malfoy. Porém isto agora não importa. Espero que nos vejamos em breve. Até lá, deixo contigo minhas lembranças e palavras, que um dia, quero dizer-lhes em voz alta.

De uma alma, que chora a solidão."

Grauben leu aquelas últimas palavras e fechou o diário. Abriu-o novamente, porém, nenhuma palavra mais rilhava em suas folhas. Foi até a última página que havia lido, porém, após isso, nada mais se lia.

Deitou-se no sofá abraçada no livro, e adormeceu.

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A alguns quilômetros dali, na Londres trouxa, uma mulher de cabelos castanhos e cheios voltava para casa. Entrou em seu apartamento, tirando o casaco e indo até a secretária eletrônica. Alguns recados de trabalho e nada mais. Foi até seu quarto, vestiu um pijama de flanela, bem quentinho, e foi preparar algo para comer. Ligou a TV, e já estava quase dormindo quando, um pio alto a desperta. Olha para a janela e em seu parapeito uma coruja branca quica o vidro. Estranhando receber uma coruja, à anos que não recebia nenhuma, pega a carta que ela traz e lhe serve um pouco de comida. Abre o envelope curiosa e uma letra, que a muito não via, forma palavras no pergaminho.

"Cara Granger,

Anos correm e voltamos a nos falar. Porém, hoje, não teremos uma conversa descontraída como tínhamos em frente à lareira no salão comunal.

Espere-me no terraço, às 1h. Não se atrase

Ass: Harry Potter"

NA: Bom gente, é isso aí. Finalmente, republicando, fic betada e se merlin quiser, até domingo publico um cap novo. Para isso, preciso da ajuda de vcs, então... Não tenham medo, o botãozinho ali embaixo que diz GO não morde!

Até o próximo capitulo!