Boa Leitura!


Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem. Caos e Nix são criações minhas, baseados em divindades mitológicas, para essa saga.


Crônicas de Amor e Confusão XI

Xeque Mate

By Dama 9


Capitulo 3: Epílogo.

.V.

Sentou-se em um divã num canto do templo, vendo gotas cristalinas pularem de dentro de uma bela fonte de mármore, a alguns passos de distancia. Parecia que fazia tanto tempo desde que estivera na Terra.

Por um momento pensou em permanecer um pouco mais por lá. Por que? Em seu intimo tentava ignorar essa pergunta, mas sabia que era para procura-la, sabia que a esperança ainda não havia morrido em seu coração.

Talvez, mesmo depois de todos aqueles séculos, aquela esperança nunca houvesse lhe abandonado e estivesse apenas adormecida, esperando o momento que deixasse sua imaturidade de lado e resolvesse finalmente lutar para ser feliz.

Ouviu as portas do templo abrirem-se com brusquidão e o grito de Aimê ecoou por todo o lugar, lhe fazendo dar um pulo do divã, quase indo ao chão pelo susto.

-HYPNOS; ela chamou, buscando-o por todo o lugar.

-Estou aqui; ele respondeu, correndo até ela.

Nos últimos anos, haviam se tornado grandes amigos e diferente das expectativas de uns e outros, que preferia não mencionar, estavam bem nessa condição.

Aproximou-se correndo, vendo-a apoiada em um dos pilares ofegando.

-O que foi?

-Vem de pressa, é muito importante; Aimê falou, fitando-o com um olhar aflito, que gelou-lhe o coração.

Sem saber o que fazer, apenas deixou-se guiar a passos apressados pela jovem. Deixaram o templo, seguindo um pequeno caminho de seixos até uma colina, aos fundos, que lhes dava uma visão privilegiada de um belo campo.

Estancou surpreso ao chegarem ao topo, sairá com tanta pressa que mal notara o caminho que estavam fazendo, mas a intenção não era a colina, e sim, a vista que ela lhe proporcionava de seu próprio templo.

Rosas, uma infinidade de rosas das mais variadas cores, formavam um jardim em volta do templo, tornando aquele paraíso ainda mais celestial.

Entreabriu os lábios, porém palavra alguma saia. Voltou-se para a jovem que o fitava, com um sorriso sereno.

-Espero que goste; Aimê falou, sentando-se na grama, vendo-o lhe acompanhar. –Ainda não tinha lhe agradecido pelo que fez por mim, então, só consegui pensar nisso;

-Obrigado, é lindo; Hypnos falou num fraco sussurro, deixando seus olhos correrem por todo o local, até seus olhos deterem-se em um canteiro repleto de rosas vermelhas, não sabia dizer o que era, mas aquelas rosas eram diferentes.

-São rosas eternas; ela falou, como se lesse seus pensamentos. –Rosas que nascem de sentimentos eternos que jamais serão esquecidos, mas que devem ficar guardados em um lugar especial do coração;

-Como? –piscou confuso, voltando-se para ela.

-Lembranças boas são para serem guardas em um lugar especial do nosso coração, não para nos impedir de viver; Aimê falou compreensiva. –É difícil seguir em frente, dói, mas às vezes precisamos disso para dar valor e aprender a escolher o melhor caminho a se seguir;

Fitou-a em silencio, ela estava certa e sabia o porque dela lhe falar isso. Há algum tempo atrás ela e Nix ficaram bastante intimas, o que o fez ficar pelo menos uma semana com a orelha vermelha pelos puxões que levara da jovem, que sempre lhe cobrava uma atitude.

-Agora, a força para seguir em frente só pode vir de você. É uma escolha que você tem de fazer; a jovem falou, apontando para um lugar em meio às folhagens e roseiras.

Franziu o cenho, seguindo com o olhar o local que ela apontava. Sentiu seu coração falhar uma batida ao ver uma jovem de longas melenas castanhas e orbes azuis em meio às rosas, os cabelos esvoaçavam com o vento e a aquela expressão serena jamais sairia de sua memória, mesmo que uma eternidade se passasse.

-Vai lá; a jovem falou, emburrando-o, assim que se levantaram.

-Mas...; Ele falou hesitante, voltando-se para ela.

-Vai logo, ou prefere que eu te chute? Mas já aviso, cair sobre roseiras não é nada agradável; Aimê falou, com um sorriso maroto nos lábios.

Balançou levemente a cabeça para os lados, como Perséfone disse uma vez, tem coisas que simplesmente não explicamos.

Despediu-se com um aceno, descendo rapidamente a colina, enquanto a jovem seguia o caminho contrario, encontrando com alguém que parecia estar lhe esperando.

Com cautela viu-a acariciar as rosas, com dedos delicados e toques suaves. A jovem de melenas castanhas voltou-se em sua direção, como se sentisse sua presença.

Fitaram-se por alguns minutos, que pareceram eternos para ambos, para no momento seguinte, a jovem lançar-se em seus braços.

-Hypnos; ela falou, abraçando-o fortemente, temendo que aquele reencontro fosse apenas mais uma ilusão de sua mente e coração.

-Você voltou; ele sussurrou, estreitando os braços em torno da cintura dela.

-Eu sempre vou voltar pra você; a bela graça respondeu, fitando-o com os orbes marejados, antes de serra-los, sentindo a respiração quente e ritmada da divindade chocar-se contra sua face, antes dos lábios se tocarem num beijo carregado de saudade e espera por aquele reencontro.

-o-o-o-o-

-Finalmente; Thanatos falou, dando um baixo suspiro, vendo tudo a distancia.

-Não seja chato; Aimê ralhou, fitando-o com um olhar entrecortado.

-Mas é verdade; ele respondeu, como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

-Puff; ela resmungou.

-Oras, você deveria me agradecer, foi eu que a achei; o Deus da Morte falou, convencido.

-Não fez mais do que a obrigação, Nix me contou que você andou provocando o Hypnos e ele quase te mandou pro Tártaro; a jovem rebateu.

-O que? –Thanatos falou indignado.

-Isso mesmo; Aimê rebateu, começando a conjurar uma rosa negra entre os dedos. –Ou você esta dizendo que estou errada?

-Não, imagina; ele apressou-se em dizer, sentindo uma gotinha de suor frio escorrer em sua testa. –Mas olha só; ele falou, apontando em outra direção.

Virou-se deixando a rosa desaparecer novamente, um meio sorriso formou-se em seus lábios ao ver o casal novamente junto.

Como diria Machado de Assis, 'A arte de viver, consiste em tirar o maior bem, do maior mal'.

Mesmo em tempos conturbados, como aqueles que precedem as guerras, sentimentos eternos nascem, renovando as forças daqueles que jamais desistem de lutar por aquilo que desejam e pelo mundo de paz que almejam.

Tudo não passa de um ciclo continuo de buscas e reencontros, não apenas de encontros casuais, que se sucedem ao acaso. Tudo tem um inicio e um momento certo para acontecer.

Assim é a vida e nem mesmo as Deusas do Destino podem mudar isso.

#Fim#


Domo pessoal

Mais uma fic chegando ao fim, sinceramente espero que tenham gostado. Agradeço de coração a todos que acompanharam essa história e ainda perderam um pouco de tempo ainda comentando. Muito obrigada mesmo.

Um forte abraço e até a próxima

Já ne...

Dama 9