Disclaimer: Saint Seiya pertence à Masami Kurumada e a ele todos os direitos são reservados. A personagem Alexandra Bianca é de autoria de Déia, a personagem Gabrielle é de autoria de Ephemeron. Essa é uma fic feita em conjunto pelo Pervas Clan Incorporate – Ephemeron, Medéia, Shinzô, Najiah, Chiara e Sayuri. Música incidental: "Por Enquanto", de Renato Russo.
POR ENQUANTO
Mudaram as estações e nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
sempre acaba?
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
VIII
REDENÇÃO
Eu já havia me retirado a algum tempo do salão, me sentia leve e descansado depois de tantas risadas e conversa amigável. Há quanto tempo não tínhamos uma noite como essa? Não sei mais... Respirei o ar fresco da noite pensando no quanto Shunrey se divertiria se estivesse conosco. E por mais que eu me sentisse bem com aquelas duas estranhas e conhecidas amazonas, estes últimos acontecimentos me fizeram sentir falta de minha terra natal mais que nunca. Mas deixemos de lembranças, pois os acontecimentos daquela noite estavam muito longe de terminarem...
Hiyoga estava muito cansado, mas antes de se retirar como os outros resolveu passar no quarto em que a irmã estava:
- Imaginei que ainda estivesse acordada. Isônia? (Hiyoga)
- Aqui não tem muito que fazer. (Bia)
Ela parecia distante e pensativa, com os olhos fixos em algum ponto. Hiyoga sentou-se ao lado da cama, um tanto preocupado.
- Você falou que encontrou um apartamento legal, não falou? Amanhã à tarde eu passo lá com você. (Hiyoga)
- Desculpe pela pressa de ir... Sei que mal cheguei, mas sei lá... Me sinto intrusa aqui e... Ao mesmo tempo, quero ficar perto de você. (Bia)
- Engraçado como você pára de bancar a durona e se abre um pouco quando estamos só os dois... O problema é a Saori? (Hiyoga)
- Não só a Saori. É essa frescura toda. Deve ter empregado aqui até pra te levar no banheiro! Eu gosto de ter meu canto, sem gente estranha perguntando a cada cinco minutos se eu preciso de alguma coisa. E também tem o tal do Julien que agora sabe onde eu estou. (Bia)
- Entendo. O fato de você chegar mudou as coisas pra mim também. Não que eu me ache agora auto suficiente e deseje abandonar meus amigos, mas como você disse... Acho que preciso passar mais tempo com você e, ao mesmo tempo, sozinho. Sabe, Alê... O problema das batalhas não é o risco de morte ou os ferimentos físicos. Elas mechem muito com nossos valores e... Confesso que por muitas vitórias me senti absolutamente derrotado. Passa tanta coisa na cabeça da gente que... É melhor nem mencionar. (Hiyoga)
Sim, eu entendia perfeitamente o que meu companheiro de batalhas dizia. Todos, acredito, estávamos pensando no quanto para ele – Cisne – essas mudanças eram difíceis. Isto comparando com nossas próprias duvidas e receios.
- Droga, você deve estar tão confuso... Aconteceu tudo tão rápido: eu, o Isaac, a Gabrielle... Egoísmo meu, olhar só pros meus motivos. (Bia)
- Que isso, não fala besteira. (Hiyoga)
- É que eu tenho medo de quando você descobrir algumas... Ou muitas coisas erradas que fiz, você passe a me odiar. E tem o Dennis que eu nem sei como te explicar, mas... (Bia)
Ela travou completamente ao pronunciar aquelas ultimas palavras, e em especial aquele nome, desviando o olhar imediatamente com receios de que o irmão questionasse algo. Hiyoga, parecendo não perceber ou fingindo isso, coloca a mão direita no ombro dela e toma a palavra:
- Você é minha irmã e é com isso que me importo. Errar, todos nós erramos bastante, todos os dias. Não precisa se achar privilegiada. Mas a gente ainda vai ter uma longa conversa sobre nossas idas e tropeços, tá bem?! Teremos muito tempo pra conversar.
Bianca volta a olhar pra ele e sorri confirmando com a cabeça, o abraçando em seguida. Tão aliviada estava por seu irmão respeitar – como qualquer outro jamais faria – o tempo que ela precisava para revelar seu passado. Porém esta tranqüilidade dura pouco, subitamente se lembra de algo e faz uma careta pra si mesma antes de soltar Hiyoga.
- Alex?
- Sim...?
- E se eu tivesse feito uma coisa querendo te ajudar a pensar, só que... Você não gostasse muito disso?
- O que foi que você aprontou desta vez?!
- Ah, é que... Eu sei que sua vida tá meio tumultuada e tal... E eu não queria que uma grande chance passasse despercebida por conta disso. Promete que não fica chateado, nem bravo comigo, nem... Furioso?
- Prometo. Mas espero que não tenha pego pesado comigo.
- Acho que não...
Aquela cara de moleca sapeca o fazia no mínimo sorrir e voltar a sonhar com seus cinco, seis anos de idade. Alexei segurou o rosto da irmã com as duas mãos, novamente enxergando os olhos da mãe através dos dela, o que quase o fez voltar a se emocionar. Beijou-lhe a testa e sentiu que sua própria voz não passava de um sussurro, embora se esforçasse tremendamente para o fazer:
- Não sabe como fico feliz que esteja viva e aqui, comigo... Chega a ser assustador, Bianca. Volto a temer que a usem para me derrotar, pois o conseguiriam facilmente.
- Eu sei me defender, tá tudo bem!
- Ainda assim, buscarei protegê-la. Papai assim o desejaria.
- Nunca pensei que fosse de falar dele.
- Não falo. Dói ainda mais que falar de nossa mãe... E a perda dele se mistura com a sua, de um certo modo.
Hiyoga respirou fundo e levantou-se, fugindo de seus fantasmas pessoais.
- Boa noite, Bianca.
- Boa noite, Alexei.
Hiyoga sorriu um tanto melancólico, fato este que não deixou de ser notado por Bianca e se afastava quando a ouviu novamente:
- Alex?
Ao se virar, foi imediatamente bombardeado com um travesseiro.
- Vê se tira essa cara horrível, te envelhece uns dez anos!
Hiyoga faz uma careta e devolve a travesseirada, reaproximando-se.
- Se me chamar de velho de novo, cê vai ver só uma coisa, sua pirralha!
Disse já se desviando de uma almofada e a lançando de volta com mais força. No meio do golpe é atingido novamente pelo travesseiro e quase perde o equilíbrio.
- E não é que o Cavaleiro de Cisne baixou a guarda?!
- Tá bom, ôh Amazona do Cruzeiro do Sul! Mas agora vai dormir antes que algum empregado venha perguntar se você precisa de alguma coisa!
Devolveu-lhe o travesseiro com um leve arremesso e já foi saindo.
- Bom descanso, pentelha.
- Pra você também...
Quando Hiyoga abre a porta, tem uma importante lembrança e se volta pra ela novamente, tentando parecer severo.
- Sabe uma coisa que me deixa intrigado? A sua moto.
- Ela é bonitinha, né?! Não é nenhuma Kawasaki, nenhuma Harley... Mas eu gosto dela.
- Bianca, você sabe do que eu estou falando.
- Ah, ninguém precisa saber que eu não tenho carta...
- Garota, se a polícia te pega! Nem eu vou poder te ajudar.
- Também sei contornar essa situação.
- Já vou avisando, se alguma coisa te acontecer, você vai depender da boa vontade da Saori.
- Num me provoca, Alexei. Não vai adiantar nada.
- Deus me ajude a cuidar de você...! Mas depois eu volto a falar nisso. Agora vê se dorme.
- Tá bom, seu loiro chato.
- Não precisa falar tão alto, baixinha nervosa.
- Se eu sou baixinha, o Seiya é o quê? Anão de jardim?
- (risos) Anão de jardim é ótimo... Boa noite, pequena.
E fechou a porta atrás de si.
- Olha só, que filho da mãe! Tirou uma comigo na cara dura! Deixa só ele ver a surpresinha que tem no quarto dele...
Andava pelos corredores calmamente até seu quarto e o cavaleiro do gelo sorria. Lembrava-se do passado e imaginava o futuro ao lado de alguém que pensava ter perdido, ao lado de emoções que imaginava jamais poder sentir novamente... Entra no quarto sem maiores barulhos, pois todos já haviam se recolhido, e em meio aos devaneios conclui que pensar em novas batalhas agora seria no mínimo um sacrilégio à felicidade.
Era lua cheia e o lugar se iluminava com a luz fria do início de outono. Cansado, suspirou e tirou a camisa, sem acender a luz. Lembro-me que desde a infância ele gostara deste tipo de clima enregelado, sem se importar. Jogou a peça de roupa em cima da cadeira e foi até a escrivaninha, onde se encontrava o porta-retrato e muito mais que a foto, era aquela estranha sensação que lhe vinha ao perceber como e por quem ela lhe chegara em mãos. Fato é que nenhum de nós pensara que seria necessário um anjo para nos abrir os olhos para a vida novamente. E creio todos, antes de saber a cruel verdade, ao ver Gabrielle pensamos no etéreo, na beleza angelical e suave... Hiyoga se sentia confuso, decerto, mas uma coisa era certa em sua alma e era isso o que o incomodava... O carinho que tinha por ela era muito mais que uma amizade, já sentira isso... Era o mesmo sentimento que o guiara há pouco mais de dois anos, e que ainda o guiava... Por mais distante que estivesse dela. Eu podia me lembrar da felicidade que ele sentira naquela época.
Ele balançou a cabeça, passando a mão nervosamente pelos cabelos. Sim, era difícil demais compreender os caminhos do destino ou o desejo de um coração. A vontade da alma. Ele tomou o porta-retrato nas mãos, tentando focar seu pensamento em algo que não fosse ela... Olhava atentamente o rosto de sua mãe, para o olhar dela e então lhe veio a imagem de Bianca, aquele era o olhar de sua irmã. Sua mente voava novamente... Fechou os olhos com força, precisava se acalmar, precisava de um bom e relaxante banho! Soltou o ar lentamente, ombros arqueados... Seu corpo parecia pesar. Deixava, naquele momento, a fotografia sobre a escrivaninha quando viu... E por um único segundo pensou ser o cansaço ou sua imaginação. Através do reflexo no vidro da foto podia vê-la dormir. Virou-se para a cama achando que fosse uma ilusão... E temendo não sê-la.
Gabrielle dormia profundamente em sua cama. Os cabelos acobreados, da cor do outono, espalhavam-se pelo travesseiro e alguns fios lhe caiam sobre o rosto displicentes, sua respiração era tranqüila e os lábios se encontravam levemente entreabertos, o lençol azul cobria o delicado corpo deitado de lado...As mãos dispostas uma sobre a outra pareciam dizer que ela havia adormecido em meio a uma prece... Um anjo que dormira a orar. Naquele momento Hiyoga não quis e muito menos conseguiu pensar em quando ou como ela entrara ali, estava completamente entorpecido por aquela imagem. Aproximou-se lentamente da cama, numa atitude inconsciente e inconseqüente... Abaixou-se no nível do rosto da dama, os olhos dele iam de um lado a outro como se vissem mais que meramente o ser adormecido, o coração acelerava-se e ele não se continha. O medo de tocá-la era completamente suplantado pelo inevitável desejo de saber se tudo aquilo não passava de um sonho. E Hiyoga estava tão atordoado que não percebia o perigo de uma atitude como aquela, o risco de que ela soubesse tampouco porque dormia naquele quarto...
Por toda aquela noite aquela seria a última chance de os dois descobrirem seus porquês... Juntos.
- Take me through the centuries to supersonic years! Electrifying enemy is drowning in his tears...
Num susto absurdo, como alguém que é acordado no meio da noite, Hiyoga se desequilibrou e caiu sentado no chão. Bianca escutava um louco rock no quarto vizinho e acordou outros na mansão, sem dúvida – incluindo eu. Foi então que Cisne entendeu o que estava acontecendo...Na mesma posição em que caiu ele ficou a colocar as mãos na cabeça, tentando lembrar todos os palavrões em russo que conhecia e no que falaria para Gabrielle. Com o rosto vermelho levantou-se esperando ver uma Gabi acordada, assustada e muito envergonhada...
- Acho que ela estava mesmo cansada...
Com um sorriso engraçado e uma sobrancelha arqueada, viu a menina ainda a dormir da mesma maneira encantadora...Fez uma careta...Não sabia como ela conseguia, pois o último volume de uma música estridente e pouco melódica continuava no quarto ao lado!
Bianca tentava ouvir a voz de Gabrielle do outro lado da parede, mas tudo parecia em silêncio apesar da sua algazarra particular.
- Droga! Como a Bárbara consegue morrer, em vez de dormir à noite?!
Aumentou ainda mais o volume, enquanto procurava um cd mais barulhento, mas os rocks que curtia não eram muito piores do que aquele...
- Ai, que saco! Ruivinha dorminhoca, você precisa acordar!!!
Desesperadamente, ela começou a dar pancadas na parede, pular na cama e até arremessar coisas para provocar algum resultado efetivo. Bateu, jogou objetos pesados no chão ou contra a parede, aumentou o som. Nada... Resolveu trocar a música.
- Can you feel that? oh, shit. O-WA-A-A-A. O-WA-A-A-A. Get up, come on get down with the sickness...
Novamente colocou o ouvido na parede do quarto e para sua decepção e grande irritação, não percebeu nenhum movimento brusco ou diferente, a não ser por Hiyoga, que novamente sobressalta-se, completamente espantado pela imobilidade do anjo ruivo em sua cama.
- Grrrr... Você hiberna Bárbara! Hiberna! Pior que urso polar!!! Por Zeus, eu te odeio!
Foi quando ouviu os passos de Hiyoga no quarto, pois para ele, a irmã acabara de passar dos limites e o irritara profundamente. Fez uma careta e desceu da cama num pulo. Desligou tudo e correu para a janela, escondendo-se próxima a escada de incêndio. Esquecendo-se que trocara de roupa e calçara as botas novamente durante a confusão para sair mais tarde, pisou em falso e escorregou. Em um baque surdo, caiu entre os arbustos do jardim.
Ikky finalmente chegava de seu passeio noturno e passava pelo jardim quando viu a cena, no mínimo cômica. Bianca definitivamente se estatelou no chão, caindo sentada por detrás de alguns arbustos. Levantou-se furiosa, passando a mão nervosamente pela parte do corpo afetada pela queda.
- Hm, mas que merda...Isso doeu.
- E aí fujona? Que você tá fazendo aqui fora, treinando camuflagem?
- Mas que p... Logo você tinha que ver isso!
- Rs... Quebrou alguma coisa, ou vai sobreviver pra me encher o saco?!
- Na verdade eu quebrei uma perna e um braço, mas estou de pé porque meu treinamento de telecinese foi forte... Claro que eu tô bem, seu idiota!!!
- Ah, é... Ignorância minha perguntar. Como foi que você conseguiu a proeza de parar aqui tão depressa, rs?
Ikky segurou a mão direita da amiga e a ajudou a sair do meio dos arbustos.
- Telecinese também! É óbvio que eu caí, né Ikky?!
- Só quis saber como pôde ser tão esperta.
- Hunf... Fui me esconder do Hiyoga na escada de incêndio e esqueci que tava de bota de salto. Torci o pé e escorreguei.
- Brilhante! O ariano se orgulharia muito da sua pupila se soubesse, haha!
Caminhando agarrada ao ombro de Fênix, instintivamente ela dá um tapa no braço do amigo, que ri ainda mais por vê-la tão irritada e sem graça.
- Falou o cavaleiro perfeito!
- Eu sou mesmo.
- E modesto...
- O que eu tenho de melhor, rs. Você tava de saída ou aprontou das suas e tava só se escondendo?
- As duas coisas. Você já cansou por hoje, ou tá afim de dar um rolê de moto?
- Hm... Não sei.
- Tá bancando o difícil hoje, é?!
- Você me deu o fora primeiro.
- Deixa de ser vingativo, eu tava conversando!
- É, eu notei sua intimidade pra "conversar" com o ex-marina caolho.
- Você tá com ciúmes do Isaac?
- Ciúmes? De uma pirralha pentelha feito você?! Era só que me faltava!
- Você vai comigo ou não?
- Deuses... Reduzido a babá da irmã do pato!
- Eu não preciso de nenhuma babá, foi só um convite seu imbecil!
Desta feita ela ficou realmente nervosa e afastou-se dele, na direção da garagem. Ikky ainda não conseguiu conter seu divertimento, pois adorava vê-la revoltada como estava, uma vez que aquele estado emocional parecia ressaltar sua beleza.
- Sabia que os homens adoram quando você despeja toda essa sua educação feminina?
- Vai pro inferno!
- De novo?
- É! De novo! Mas vê se não volta!
- Ei, onde você pensa que tá indo, pirralha?
- Pegar a minha moto. É até melhor que você não venha, assim eu consigo fazer uma corrida descente.
- Você realmente convive com aquele tipo de cara, pra ficar tirando racha?
- Não é da sua conta.
- Tá nervosinha por quê?
- Se me seguir eu te mato, ouviu?!
- Não seja pretensiosa, não está com essa bola toda.
- Nem você, então vai dormir que ganha mais, seu frango de macumba!
Naquele momento Bianca consegue atingir o orgulho de Fênix em cheio, mas por pouco também não sentencia sua morte. Com a velocidade de cavaleiro que tinha, ele aproximou-se e a segurou pelo pescoço.
- Repete.
Bianca sorriu cínica, achando graça na irritação dele.
- Se eu repetir você vai me jogar contra a parede também? Assim eu me apaixono, Ikky.
Ikky a larga imediatamente, no mínimo furioso e tentando em vão conter o calor que traspassou por seu corpo com aquele olhar perspicaz da irmã de Cisne.
- Ninfeta maldita.
- Também te amo, Ikky. A gente se vê amanhã.
Ela piscou e sorriu novamente, entrando na garagem e deixando o cavaleiro voltar com dificuldade para a direção da outra porta, com raiva de si mesmo pela fraqueza cometida. Ainda teve tempo de ouvir um ronco de moto passar atrás de si, antes de entrar.
- Hm. Essa fedelha ainda vai se matar por aí...
Subitamente, silêncio no quarto. Hiyoga soltou um suspiro e fechou os olhos tentando se acalmar. Soltou a maçaneta da porta e virou-se. Gabrielle pouco se movera durante aquela verdadeira guerra travada entre os irmãos e pensou em qual atividade ela fizera para dormir daquela maneira! Observou-a abraçada ao travesseiro...Seu travesseiro! Cabelos mais espalhados ainda, numa cascata de cor em meio ao frio azul de seu quarto, os joelhos próximos ao corpo...Ele engoliu em seco. Foi até a janela e fechou um dos vidros...Olhou mais uma vez para o anjo e foi, enfim, tomar seu merecido banho.
Qual o motivo de tudo aquilo? – ele perguntava – Porque sua irmã tentava forçá-lo? Se ele nem mesmo tinha certeza do que sentia... Se aquele sentimento era verdadeiro ou apenas uma fuga para aquele passado não muito distante. Eu mesmo demorara muito para esquecer daquela noite no Brasil, e ela jamais me escrevera. Ao contrário do que ocorrera com Hiyoga que, agora – a secar o cabelo com a toalha – olhava as cartas recebidas e aquelas nunca respondidas para alguém que ele amara como a nenhuma outra pessoa...
Ouviu ela se mover e voltou-se para a cama, o anjo encolhia-se cada vez mais... Sim, ele talvez não percebesse, mas o ar estava mais gelado na madrugada e Gabrielle, vinda de tão longe, sentia o clima diferente do Japão. Ele não pensou por mais, pegou rapidamente o único cobertor que dispunha no armário e colocou sobre ela com cuidado. Gabi relaxou os ombros com a confortante sensação de calor... Parecia estar sonhando ou a se recordar de algo pois que, ao sentir aquele cuidado de Hiyoga, seus lábios se abriram num leve e sonolento sorriso. Ele se sentiu estranho e logo se afastou. Num ímpeto quase desesperado começou a juntar os papéis que se encontravam no móvel e guardou-os na gaveta. Por um estranho e particular motivo não queria que ela – Gabrielle – soubesse daquela parte de seu passado. Lágrimas vieram aos olhos de Hiyoga... Tudo estava demasiado confuso em seu coração, apesar daquela certeza em sua alma!
Sentou-se na varanda, sentindo o ar gelado... Não conseguiria dormir de qualquer maneira. Velava a menina-anjo, assim como a lua o fazia iluminando com seus claros raios a criança que dormia sem saber seu futuro. Hiyoga não sabia. Não entendia o porque ela aparecer em sua vida agora, quando pensamos que todas as mudanças já ocorreram, é como se algo ou alguém nos deixasse uma surpresa ao final. Para todos nós, foi isso que ocorreu há dois anos... Quando pudemos vê-las dançar e nos sentir sumariamente humanos. A maneira de viver daquelas garotas foi para nós mais forte que qualquer cosmo energia, qualquer treinamento que houvéssemos passado. E ela... Para ele chegara com um beijo suave, aquecendo pela primeira vez o coração do mais frio cavaleiro. Agora ali se encontrava Hiyoga, sentindo o mesmo calor em seu interior. Como?! Porquê?! As perguntas tomavam a mente de meu companheiro. A última carta que ele recebeu foi a exatos dois anos, porque ele se sentia tão estranho ao gostar de Gabrielle? Realmente gostava? Mal a conhecia...Aceitaria o risco de sofrer novamente? Agüentaria este fardo, o do sofrimento? As mãos seguravam a cabeça com tristeza... Aquele anjo, aquele belo anjo mexia com todos os seus mais profundos sentimentos.
Fechou os olhos um instante – ou talvez o que pareceu um instante – e as boas lembranças invadiram seu ser. De súbito encontrava-se com aquela o qual amava. Estavam rindo de mãos dadas num local semelhante a um parque que ele não saberia definir... De repente ela o beijou, e ele a envolveu com seus braços num lento e terno abraço. Recordação, visão, o que era?! Quando se deu conta estava a beijar Gabrielle... Ela sorria para ele, e Hiyoga, um pouco assustado viu-se frente ao mesmo sorriso, o sorrir de olhos semicerrados e ela tocou seu rosto... E era o mesmo toque suave. Balançou a cabeça transtornado, olhando para ela confuso... Dor, paixão, perda, desejo, medo!
Acordou de seu devaneio respirando com dificuldade no silêncio antes do amanhecer, nada mudara ou se movera... Ele continuava na varanda de seu quarto, ela ainda dormia profundamente. Desta feita não conseguiu impedir as lágrimas de correrem por seu rosto...
- Bárbara... O que aconteceu?
Ele jogava as palavras ao vento, enxugando o choro com as costas da mão...
- Por que o mesmo sorriso?
Abaixou a cabeça, angustiado...
- Por que o mesmo olhar?
A vida tem seus momentos de viravoltas, de mudanças tão bruscas que não sabemos nem mesmo o que nos atingiu. Este era um destes momentos para Hiyoga... E para todos nós.
Dizem que alguém que amamos nunca é esquecido, o amor nunca é perdido. O amor simplesmente se transforma, se inclui... De mais amor. O processo por ser lento, por muitas vezes doloroso e, pudera, cruel... Mas aos poucos as feridas trazidas por um amor perdido são cicatrizadas pelo mesmo sentimento que as causou. Porque do amargo fel da tristeza e da saudade, nasce um néctar vindo das profundezas da alma: nasce a esperança de um novo amor. Mas até que esse novo gosto seja percebido, o sabor da solidão poderá ter feito muitos estragos...
O céu começava a tomar as cores do início da manhã, as árvores tinham suas formas mais claras e as aves cantavam saudando o astro rei que despontava no horizonte... O sol nascente. Hiyoga percebe aquela movimentação do mundo e, ainda mergulhado em melancolia, levanta-se lentamente. Precisava conversar com alguém e, pensou bem, não havia vingança maior do que acordar sua irmã às cinco da madrugada. Antes, porém, foi novamente impelido a olhar para ela.
Certamente algo acontecia quando ele estava perto dela...Algo que ao mesmo tempo que doía... Curava...
- Bárbara...
As palavras saíram murmuradas sem que ele pedisse... Tocou nos cabelos dela suavemente, tirando os fios que encobriam seu rosto...
- Porque você é tão parecida com ela, Gabrielle?
Fechou a mão que a tocara, como a segurar algo precioso... Soltou o ar com tristeza, ajeitando o cobertor sobre ela, logo após saindo do quarto sem maiores barulhos...
O mais recente cavaleiro de Athena – Isaac – não se agüentava de curiosidade... Naquela manhã a missão que tinha era descobrir se o que imaginara como sendo o plano de Bianca dera certo. Para isso se encaminhava pelos corredores, a procura do amigo Hiyoga... Mas o que encontrou foi melhor que isso: adentrando o que seria o quarto de Cisne pode ver a silhueta de Gabrielle na varanda... Sim, Bianca fizera exatamente o que ele imaginara:
- Bom dia!!! (Isaac)
Uma leve risada do guerreiro de Kraken e ele completa:
- Dormiu bem, Gabi?
Nitidamente provocando uma reação, ele aguarda. Mas, quando ela se vira então percebe que, talvez, aquela brincadeira podia ter mais conseqüências do que ele apostaria:
- Não jogue comigo, Isaac.
Seus olhos estavam molhados e uma ou outra lágrima ainda rolava pela face pálida do anjo. Ele silenciou. O que havia para dizer? Tal como fez com Bianca, esperou que ela falasse... Só a partir disso poderia ajudá-la. Porém, Gabrielle não tinha intenção nenhuma de se abrir a um estranho, por mais que demonstrasse o contrário.
- Agradeço a intenção de vocês, a preocupação. Mas, para mim, as coisas não são tão simples.
- São simples, sim, Gabi. A gente é que complica.
Ela se voltou para ele, então, rápida e firmemente...
- Então não complique para mim.
Seu olhar dizia sem palavras que ninguém poderia saber o que ela passava e que ela nem ao menos desejava que os outros soubessem. Isaac entendeu completamente o recado, sentindo que dentro dela existia uma dor tão intrínseca que não dissiparia tão cedo. Por enquanto ele não podia fazer nada.
Gabrielle viu que essa frase incomodou Isaac e, arrumando suas coisas na mochila resolveu tentar amenizar a situação:
- Eu estaria mentindo se dissesse que não gosto dele, Isaac... E sei também que ele sente algo por mim...
Ela deu um meio sorriso triste e continuou:
- É mútuo. Acho as vezes que está mais claro do que eu gostaria.
Ela vê, então, o presente que havia dado a Hiyoga na escrivaninha e, segurando-o com as mãos, se pergunta novamente como não percebera antes... Como não vira que estava no quarto dele?! Isaac se aproxima para falar algo, mas ela não deixa:
- E é por isso, Isaac, que devemos deixar isso correr...No nosso ritmo. O que tiver que ser vai ser... Mais cedo ou mais tarde...
Ela passa a mão pelo rosto, tentando resistir a novas lágrimas, sussurrando...
- Talvez tarde demais...
Ambos ficam em silêncio por alguns instantes. Gabrielle tentando controlar a emoção e Isaac tentando entender o que havia nela de tão duro para ser falado...
- Vai ficar tudo bem, Isaac...
Ela respira profundamente e sorri. O cavaleiro, ao ver aquele gesto, se recorda das palavras de seu mestre: "uma amazona de Zeus não usa máscara no rosto porque sua máscara está em seu coração..." Aquele sorriso não era real, carregava a maior das dores...
- Vai ser mais fácil assim, você vai ver... Por isso... Não interfiram de novo, ok?
Ele observa mais uma vez seus olhos, procurando respostas e só encontrando mais perguntas. Sem pensar muito, entendendo que aquilo era a única coisa que podia fazer por ela naquele momento, ele a abraça. Naquele ato dizia a ela para não se preocupar, eles não iriam mais interferir...Pode sentir que ela volta a chorar levemente e deixa as lágrimas da amazona pararem por completo antes de se retirar. Gabrielle fica parada, segurando com força as costas da cadeira... Num ímpeto irracional de se apoiar em algo. Isaac tocado pela cena acaba por falar o que sente:
- No momento que te vi, achei você muito parecida com a Bianca, porém um pouco mais aberta e alegre do que ela... Eu estava tão enganado. Não esperava perceber que isso é apenas um disfarce da sua alma para enganar seu coração. Ver, Gabrielle, que você é mais fechada que ela e sentir... Que existem tantos mistérios ao seu redor.
O silêncio reina no quarto, interrompido apenas por risadas vindas possivelmente do outro quarto... Ele estava prestes a sair dali quando ela disse, de costas para ele e com voz embargada:
- Bem que me avisaram, Isaac...Que você tem uma pontaria danada!
Ele sorri já caminhando para o corredor:
- Espero poder te ajudar um dia, Gabi.
E nas escadarias, Isaac pode sentir um perfume suave de flores enquanto escuta como uma melodia em sua mente a voz do anjo:
- Já ajudou Isaac...
Em uma noite que serviu para trazer de volta lembranças e muita alegria, a madrugada parecia ter carregado com ela a sensação de retorno e deixado apenas a melancolia da saudade. Parecia-me que todos haviam ficado sem dormir, deixando vir à tona toda e qualquer memória de tempos passados, fechados em seus quartos... Criando um sentimento de angústia, como se a um momento aquela mudança vinda destes novos personagens em nossas vidas pudesse levar embora todas aquelas cenas. Mas estávamos enganados, naquela manhã não sabíamos, mas a mudança só acentuaria a emoção...Só nos traria ainda mais... Felicidade.
Isaac partiu em silêncio, temendo algum tipo de despedida ou desacordo para com sua saída. Ninguém ainda ousara sair dos quartos, mas Hiyoga já executava a sua pequena vingança...
CONTINUA...
NA: buááaáááaááá! Esse capítulo é taum triste, snif... Tadinho do Hiyoga...
\o/ Estamos voltando, estamos voltando! Agora agüentem! XD Seguinte: à partir deste capítulo começaremos a colocar "erros de gravação e cenas deletadas" dos nossos amados atores do MA! XP Uma inutilidade a parte só pra descontrair!
o/ Em breve também estaremos deixando disponível estas cenas nos capítulos anteriores e assim que isto for atualizado, avisaremos!
ERROS DE GRAVAÇÃO E CENAS DELETADAS
- Miracle Angels, cena dois, capítulo oito, gravando!
- Engraçado como você pára de bancar a durona e se abre um pouco quando estamos só os dois... O problema é a Saori? (Hiyoga)
- Claroqueéaquelaperuapatricinhaenjoada! Nãoagüentomaisouvirela dizerporaí "Eusempreconfieiemvocê,Seiya!" enofimtodomundoseferraporcausa daquelenanico, queficacomtodososcréditosdaquelatonta-quenãosabereconhecer-oesforçodevocês-eficababandoovopracimadele! Eunãoagüentomaisisso! Porqueelenãopegaelalogodeumavez-edáumsossegaleãonela, praversedeixadebancaramocréiasonsa-eacordapravida!
- COOORTAAAAAA!!!! (Ephemeron) – Uma ruiva de cabelos curtos e óculos de aro retangular, usando uma boina, levanta de sua cadeira de diretora com o roteiro nas mãos, apontando para ele aos berros, enquanto Hiyoga, vermelho, tentava se agüentar pelo desabafo de Alexandra.
- rsrsrs... (Hiyoga)
- Você ficou maluca?!!!!! (Ephemeron)
- Ah, foi mais forte eu... XD(Bia)
- Quantas vezes vou ter que dizer, pra você seguir o texto, Alexandra???
- hahaahahahahahahahuhhuahuahuahau!!!! Muito bom!!! Mocréia sonsa!!! Sossega leão!!! Isso foi demais, hahahaahaahhahaha!!!(Medéia)
Na cadeira ao lado, a segunda diretora, de cabelos castanhos até pouco abaixo dos ombros, se abanava com sua boina e afundava-se na cadeira com a outra mão sobre a barriga, completamente sem fôlego. Ephemeron olha pra trás inconformada e roxa de raiva, quando sente um ar gélido passar sobre ela e arregala os olhos, ao perceber a gafe.
- Ahm... chefinha... você chamou ela de Ale... hum...daquele nome que ela não...(Hiyoga)
- Eu odeio esse nome! (Bia)
O bloco com o roteiro congela-se e racha-se nas mãos de Ephemeron.
- Ahm... Biazinha querida, se você não tivesse saído do texto, eu não teria dito isso! (Ephemeron)
Bianca não parece nem um pouco tranquilizada com a atitude da ruiva, e Medéia, enxugando as lágrimas e recuperando-se, dentro do possível, aproxima-se de Alexandra.
- Calma Bia, haha! Calma... vamos com calma, hahahaahah! A piada foi ótima, mas a gente não pode ficar falando tão mal assim da mocré...hum... da Srta. Saori desse jeito, porque ela é a heroína de Saint Seiya! Isso foi o Kurumada que decidiu e não nós, então respira fundo e vamos tentar de novo ok? Rs...sossega leão foi ótimo... (Medéia)
- Se ela me chamar de Alexandra de novo eu juro que...(Bia)
- Ela não vai chamar, né Ephe? (Medéia)
Ephemeron estava visivelmente emburrada com a falta de autoridade.
- Contanto que ela não... nossa que frio! Ahm... não! Num vou naum.
- Ai, ai... você é demais, Bia, haha! Vamos lá, do começo meninos! (Medéia)
- Déia!!! É assim que você tira a minha autoridade e deixa isso aqui virar uma zona! (Ephemeron)
- Gravandoooo! Rsrs, mocréia sonsa... (Medéia)
- hunf... ¬¬ (Ephemeron)
- Miracle Angels, cena quatro, capítulo oito, gravando!
- Alex?
Ao se virar, foi imediatamente bombardeado com um travesseiro.
- Vê se tira essa cara horrível, te envelhece uns dez anos!
Hiyoga faz uma careta e devolve a travesseirada, reaproximando-se.
- Se me chamar de velho de novo, cê vai ver só uma coisa, sua pirralha!
Disse já se desviando de uma almofada e a lançando de volta com mais força. No meio do golpe é atingido novamente pelo travesseiro, perde o equilíbrio e é bombardeado com as outras tantas almofadas que estavam largadas ao lado da cama.
- Rs... Eeei! Pára! Pára com isso!!! Hahahahaah
- É gueeerra!!!! XD (Bia)
Hiyoga começa a jogar as outras almofadas de volta, e as penas começam a voar no set. Uma confusão e ninguém consegue enxergar mais nada! Ele até se engasga com uma pena, que por pouco não engoliu.
- Ptchu, ptchu! Cof, Cof! Rs...(Hiyoga)
- Depenaram o ganso! Ajuda aqui, ele ta morrendo, rs... Ptchu, ptchu! Corf! (Bia)
- Corta! Rs... (Ephe)
- Vamos lá pessoal, recolhendo a bagunça, vamo de novo!rs... (Déia)
- Miracle Angels, cena cinco, capítulo oito, gravando.
Naquele momento Hiyoga não quis e muito menos conseguiu pensar em quando ou como ela entrara ali, estava completamente entorpecido por aquela imagem. Aproximou-se lentamente da cama, numa atit...
- Ai! (Hiyoga)
- Rsrs...ahahhahahahaha (Gabi)
Hiyoga colocava a mão sobre a canela, saltando de dor, por ter tropeçado na cama no meio do trajeto.
- Ai, isso doeu...rs (Hiyoga)
- Ôh, loirinho burro... ¬¬ (Déia)
- Corta! rs(Ephe)
- Miracle Angels, Cena seis, capítulo oito, gravando...¬¬
- Take me through the centuries to supersonic years! Electrifying enemy is drowning in his tears...
Num susto absurdo, como alguém que é acordado no meio da noite, Hiyoga se desequilibrou e caiu sentado no chão. Bianca escutava um louco rock no quarto vizinho e acordou outros na mansão, sem dúvida – incluindo eu. Foi então que Cisne entendeu o que estava acontecendo... Na mesma posição em que caiu ele ficou a colocar as mãos na cabeça, tentando lembrar todos os palavrões em russo que conhecia e no que falaria para Gabrielle. Com o rosto vermelho levantou-se esperando ver uma Gabi acordada, assustada e muito envergonhada...
- Acho que ela estava mesmo cansada...
- rsrsrs...hahahaha, desculpa! Foi mal! (Gabi)
- Ninguém dorme desse jeito, fala sério! Rsrs...(Hiyoga)
- Pior que eu durmo... XP (Gabi)
- ... ¬¬ (Hiyoga)
- Nhá, eu também... (Ephe batendo os dedinhos um no outro)
- Corta... ¬¬(Déia)
- Miracle Angels, cena dez, capítulo... Ah, começa logo essa p...!
- Nem você, então vai dormir que ganha mais, seu frango de macumba!
Naquele momento Bianca consegue atingir o orgulho de Fênix em cheio, mas por pouco também não sentencia sua morte. Com a velocidade de cavaleiro que tinha, ele aproximou-se e a segurou pelo pescoço.
- Repete.
Bianca sorriu cínica, achando graça na irritação dele.
- Se eu repetir você vai me jogar contra a parede também? Assim eu me apaixono, Ikky...
Ikky imediatamente a empurra de volta contra a parede da mansão, quase fazendo-a tropeçar e sorri cinicamente.
- Não fique me dando idéias...
- Frango de macumba... – diz Bia devolvendo o cinismo e estreitando o olhar.
- Cortaaa!!! Ikky, vamos parando com o chaveco aí!!! (Ephe)
Fênix a solta, bufando por não ter conseguido deixar Bia sem graça.
- Depois que a gente agarra uma pirralha dessa, ainda toma um tapa!
- Mas é claro, seu pistoleiro! (hm, uma pena que você nem tentou...) – resmunga Bia
- O quê??? (Ikky)
- Ahm... nada não... XD (Bia)
- Ai, ai... - Medéia e Ephe passando mal, se abanando com suas boinas. Enxugam a baba. – Ahm, hu-hum... Corta!
