II – Uma nova caçadora.

Quando Sakura abriu os olhos, estava no seu quarto, deitada na cama. A cara de Touya surgiu na sua visão.

- Estás bem?

Sakura anuiu, e voltou-se de costas para o irmão, para que este não a visse chorar.

- Os outros disseram-me o que se passou – explicou Touya. – Lamento, Sakura.

Sakura fechou os olhos com força e encolheu-se, enquanto chorava. Touya levantou-se e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si.

Na sala, Meilin apertava com força a bola, pensando no que iria fazer com ela. E então, lembrou-se.

- Tenho que ir lá fora!

Tomoyo, que estava sentada ao lado dela foi com ela até ao jardim das traseiras.

- O que se passa, Meilin?

- Normalmente, a bola mágica é passada de geração em geração na Dinastia Li. A bola é entregue ao rapaz mais novo da família, que tem de treinar para conseguir caçar cartas mágicas. Uma vez que o rapaz mais novo morreu, a bola mágica passa para a rapariga mais nova da Dinastia Li, que sou eu. E como sabes, tanto eu como o Syaoran fomos treinados para capturar e usar as cartas de Clow. Resta agora saber se eu consigo usar a bola mágica ou não.

Meilin colocou-se no centro do jardim, abriu a mão com a bola e concentrou-se.

- "Esfera que passaste pelas mãos da Dinastia Li. Elege-me como tua nova portadora. Torna-te no meu instrumento mágico. Liberta o poder!"

O círculo mágico da Dinastia Li surgiu no chão, rodeando Meilin, enquanto a bola mágica se elevava no ar. Raios de magia pura saltavam da bola como fogo-de-artifício. A bola abriu-se ao meio, deixando um veio de luz saltar para o exterior. Esse veio metamorfoseou-se numa corda negra. A luz cedeu e Meilin pôde ver o que estava a segurar.

O chicote tinha uma pega dourada, com um rubi na base. A corda do chicote era negra, com runas prateadas, todas elas ligadas entre si. As runas pareciam emitir uma espécie de brilho para a extremidade do chicote, que empunhava uma estrela de oito pontas.

Meilin arregalou os olhos perante aquela energia. Olhou para Tomoyo, mas deparou-se com uma câmara de filmar.

- Tomoyo!

Tomoyo espreitou por cima da câmara.

- O que foi?

- O que vou invocar? - Perguntou Meilin. - Não tenho cartas mágicas nem pergaminhos!