Obrigado, Kahyne Mitsu, pelas correcções. (Daigochi Daidouji; Ariol Eriol). E pessoal, façam uma beca de publicidade, se faz favor. Thanks! xD

V – Hong Kong, Reminiscências e Escuridão

- Chegámos!

Hong Kong era uma cidade muito movimentada. Grandes placards com luzes de néon iluminavam as ruas, fazendo publicidade a casinos, hotéis e parques de diversões. Pessoas de diferentes países caminhavam, olhando para todo o lado como crianças.

O helicóptero aterrou no topo do Hotel Hiragizawa, um dos edifícios mais altos da cidade. Sakura, Tomoyo e Meilin saltaram dos bancos e saíram do helicóptero. Quando se afastavam, Tomoyo bateu com a mão na boca. Voltou a correr para o helicóptero, e dirigiu-se ao porta-bagagens, abrindo-o.

- Desculpa Touya!

Sakura congelou e virou-se. Do porta-bagagens saía um Touya despenteado e amarrotado, mas com ar satisfeito.

- O que raio se passou a meio da viagem? – Perguntou Touya.

- Nós logo te contamos, no quarto – respondeu Tomoyo. Correu e juntou-se a Sakura, seguida de perto por Touya.

Sakura olhou para ela com ar recriminador.

- Pára de olhar assim para mim! Ele obrigou-me! – Queixou-se Tomoyo.

- Ainda assim, porque é que não o puseste noutro helicóptero? – Perguntou Sakura, enquanto se aproximavam das escadas. Assim podia ter ido parar ao Kazaquistão, ou qualquer coisa do género.

Tomoyo sorriu e desceu as escadas. Meilin vinha muito calada.

Quando chegaram ao piso inferior, encontraram um comité de boas-vindas, formado por 4 empregadas, 2 seguranças e um rapaz de cabelo azul-acinzentado.

- Eriol!

Sakura correu para cumprimentar o amigo. Eriol sorriu.

- O que fazes aqui? – Perguntou Meilin.

- A Tomoyo não vos disse? – Estranhou Eriol, olhando de soslaio para Tomoyo. Eu sou o dono deste hotel.

Sakura soltou um "Oh!" de admiração.

Eriol tinha mudado com o tempo. O cabelo, que outrora se apresentava curto e desalinhado, estava agora um pouco mais crescido, e arranjado elaboradamente, com a ajuda de gel. Algumas madeixas de cabelo encontravam-se à frente da sua cara, de modo a que se a luz fosse projectada de cima lançasse sombras na cara. Os óculos eram desta vez mais pequenos, quadrados e sem hastes à volta das lentes. O corpo de Eriol era mais forte, mas não gordo. As faces da sua cara estavam mais definidas, já se notando a forma adulta.

- Bem, vamos mostrar-vos o vosso quarto – disse Eriol.

As raparigas e Touya seguiram Eriol até uma suite ali perto. Eriol abriu a porta com uma chave dourada. Sakura e Meilin não se contiveram.

À frente delas encontrava-se uma suite enorme. Um sofá gigantesco ocupava grande parte da sala, que estava atapetada de vermelho, assim como as paredes. A casa de banho era luxuosa, em tons de creme e azul. Os quartos eram dignos de príncipes e princesas.

As raparigas gastaram a meia hora seguinte a revistar toda a suite, até que se lembraram que Eriol estava à espera delas.

- Desculpa Eriol – disse Sakura, envergonhada.

Eriol sorriu.

- Não faz mal.

Eriol deixou a chave da suite em cima de uma mesinha perto da porta e saiu, deixando Sakura, Tomoyo, Meilin, Touya e mais alguém no quarto. Isto porque, quando a porta se fechou, o malão de Sakura começou a abanar violentamente. Sakura apressou-se a abri-lo, e de lá de dentro saltou Kero, todo despenteado.

- Nunca mais!

E saltou para cima de Sakura, inadvertido pela presença de Touya.

- Kero, pára! – Pediu Sakura.

Kero parou de pular em cima de Sakura e afastou-se, flutuando, até dar de caras com Touya. Toda a gente parou, congelada. Até o relógio parou de fazer tique-taque. Touya observou Kero, avaliando-o. Depois de um silêncio constrangedor, Touya voltou-se de costas e disse:

- Com que então o peluche voa…

PIM!

Com um ruído ensurdecedor, Kero atirou a bandeja de prata que estava em cima de uma mesa à cabeça de Touya. Este caiu de boca e estatelou-se no chão.

- NUNCA ME CHAMES PELUCHE! – Vociferou Kero, invocando a magia.

Asas gigantescas brotaram das costas de Kero, enquanto que o glifo Clow surgia sob os seus pés. As asas fecharam-se, para se voltarem a abrir segundos depois, revelando a verdadeira forma de Kero, como o Guardião Keroberos.

Touya voltou-se e deparou com um tigre na sala.

- Há muito que deixei de me assustar com a tua forma original, Keroberos.

As raparigas permaneciam no seu lugar, observando o diálogo entre os dois.

- Estou a ver… – resmungou Keroberos, retornando à sua forma original.

Alguém bateu à porta. Sakura apressou-se a abri-la. Eriol entrou rapidamente.

- Sakura, há problemas!


Sakura, Meilin, Tomoyo, Kero, Touya e Eriol corriam escadas abaixo.

- Há uma hora atrás, quando vocês aterraram, um homem foi encontrado morto por electrocussão no topo do Casino Kisaragi. As provas indicam que o homem subiu ao painel luminoso com o nome do casino e, aí, foi electrocutado. O homem estava molhado. Não há água nos últimos 20 pisos do casino, portanto, o homem não se pode ter molhado, caso contrário, teria secado antes de chegar ao topo. – Eriol levantou a mão para impedir Sakura de o interromper – Sei exactamente no que estás a pensar. O responsável pode ser a mesma pessoa que vos atacou no caminho para cá. E temo que traga mais cartas como aquela que ele revelou. Ou piores.


A 30 quarteirões para sul, um homem com uma capa negra encontrava-se na berma, no topo de um edifício com 80 andares de altura. Uma garra saía da sua manga direita. O homem arranhava distraidamente o metal de um painel luminoso com uma das pontas de diamante da garra. O painel dizia "Kisaragi Casino".