Título: Acidente

Autora: Umi no Kitsune / Adriana Adurens

Disclaimer: PoT e suas personagens são... dele. aponta para Takeshi Konomi

Avisos: Yaoi. Fic de mesmo universo de "Flácido"; não necessariamente acompanha, apenas usa o mesmo universo: Eiji VJ, Oishi médico, os dois vivem juntos. Essa fic não tem começo nem fim, ela é o próprio meio. Isso significa que terá pontos que ficarão sem explicação, como o problema do Fuji. Mas... isso é uma outra história... quem sabe um dia eu escrevo... :P Os pratos que aparecem aqui foram pegos da revista Gula, de Março de 2004, um pecado, se me permitem dizer... " Se você gostou da fic e a quer em seu site, por favor, peça permissão.


Oishi desceu do carro, vendo com um ar habitual um dos manobristas abrir nervosamente a porta para Eiji que agradeceu o gesto com um sorriso, entregando-lhe a chave do automóvel. Eram poucas as pessoas que não conheciam o ruivo e não se sentiam minimamente intimidadas por sua presença marcante, sendo ele uma pessoa famosa entre os jovens e amantes de música.

"Sejam bem-vindos.", uma moça de sorriso simpático e bem vestida foi até eles, cumprimentando-os educadamente.

"Oishi?", Eiji pegou o braço de Oishi, cruzando-o com o seu. Sorrindo, ele aproximou o rosto do namorado, encostando a testa e o nariz dos dois, "Hoje você escolhe. Vamos para o bar ou o restaurante?"

Oishi e Eiji gostavam de ir a esse bar-restaurante. O dono da casa era um cantor, amigo de Eiji, que fazia questão de recebê-los bem e tornar o clima acolhedor. Lá, ao contrário de outras casas do Japão, os casais sentiam-se livres para demonstrarem o carinho que sentiam sem as rígidas restrições de conduta as quais estavam acostumados no dia-a-dia. Os solteiros também não se aborreciam com isso e cada grupo de amigos ou casal ficava no seu canto, sem incomodar ou ser incomodado pelo comportamento do outro.

"Hm... algo especial no bar hoje?", Oishi perguntou para a recepcionista, abraçando Eiji pela cintura.

"Um grupo de universitários comemorando a formatura.", a moça respondeu, pegando um cardápio ao lado dela e entregando-o a Oishi, "No restaurante, teremos, especialmente hoje, escabeche de camarão à Consuelo."

Eiji abriu um amplo sorriso, "Ah, camarão...", e ele e Oishi falaram juntos, "Linguine al gambero rosso con profumo de curry!"

A recepcionista riu, "Sim, também temos linguine com camarão."

Oishi decidiu, então, "Peça para Miro já ir preparando a coppa fantasia, por favor.", ele disse enquanto Eiji abraçava-o, deixando um selinho de agradecimento.

"Ora, por favor...", uma voz grave soou atrás deles, "Não deveriam fazer isso em público."

Dois homens acabaram de entrar na recepção e olharam com asco para Oishi e Eiji, deixando a recepcionista em uma situação difícil, "Senhor, esta casa permite que os casais se relacionem carinhosamente...", ela explicou educadamente, guiando-os até o bar.

"Mas casais normais, não é?", um deles ainda disse em voz alta, olhando de relance para trás.

"Casais normais?", Eiji bufou olhando com raiva a entrada do bar, "E ele se acha muito normal, com um sapato marrom e meia azul!"

Oishi, que também estava um pouco irritado, riu da declaração do ruivo que sempre encontrava defeitos no vestuário das pessoas que queria criticar, "Esqueça, Eiji... vamos subir e aproveitar nossa janta.", ele disse carinhosamente, pegando-o pela mão e guiando-o até as escadas que davam para o andar superior da casa, onde ficava o restaurante.

No meio do jantar, Eiji lembrou-se de algo, "Ah! Fuji trocou de número.", ele apanhou um pequeno papel amassado no bolso traseiro da calça, dando-o para Oishi, que tirou o celular para gravar o número.

"De novo?", ele perguntou, um pouco distraído, "Não é a terceira vez esse ano?"

"Quarta.", Eiji respondeu, deliciando-se com seu prato de macarrão, "Ele está com aquele problema, lembra?"

"Hm... sei.", Oishi olhou para o papel amassado, com o kanji de Fuji escrito às pressas, "E porque você ainda não gravou o novo número dele no seu celular?", ele perguntou desconfiado, erguendo uma sobrancelha.

Eiji escondeu-se atrás do guardanapo, tomando um longo gole de vinho depois, "Bom... eu..."

"Esqueceu no estúdio?", Oishi arriscou, acertando quando o ruivo acenou com um sorriso maroto, "Não tem problema, nós passamos por lá na volta para casa."

"Não vamos voltar para o centro agora de noite. Eu o recupero na segunda-feira."

Oishi não gostava de pensar em Eiji sem o celular, pois não conseguiria manter o pouco controle que tinha sobre ele quando não estavam juntos, então, preparou-se para argumentar, quando uma voz irritada e um pouco bêbada disse atrás dele, "Não vou me sentar perto desses dois!"

Um silêncio tenso se apoderou de todo o ambiente quando os clientes e garçons pararam para observar dois homens que acabavam de chegar no restaurante. O garçom ficou um pouco sem graça, mas tentou resolver a situação guiando-os para uma mesa do outro lado do salão.

"Eu tento escapar daqueles baderneiros do bar e venho aqui para sentar-me ao lado desses dois viados?", ele disse com a voz claramente bêbada, com o amigo apenas concordando silenciosamente.

Os olhos de Eiji faiscaram de indignação e ele apoiou as mãos em punho na mesa, pronto para exigir uma retratação pela ofensa, mas outra pessoa foi mais rápida que ele, "Se você não gostou daqui, pode ir embora.", um rapaz disse em uma mesa ao lado.

"Faça um favor a si mesmo e liberte-se do que lhe incomoda.", a moça ao lado dele disse simplesmente, dando de ombros e recomeçando a conversa.

Oishi e Eiji não puderam nem agradecer pelo apoio dado, pois os dois distraíram-se completamente com o que discutiam novamente. Com os olhos arregalados e a boca aberta, um reparou na expressão do outro, olharam a cara emburrada dos dois homens e encararam-se novamente, um sorriso tímido aparecendo no rosto deles.

"No momento, esse é o meu restaurante favorito!", Eiji sorriu amplamente, com os olhos brilhantes de felicidade ao ver sua taça de sorvete chegando.

"Coppa fantasia de fruta di bosco!", o garçom anunciou sorrindo, colocando a taça na frente do ruivo, "Dessa vez, por conta da casa, com os cumprimentos do chef Miro, Kikumaru-san.", ele fez uma pequena reverência, saindo rapidamente.

Eiji pegou a colher e beliscou hesitante uma amora com chantilly, sentindo-se um pouco incomodado, "Acho que eles se sentem culpados pelo comportamento daqueles lá...", ele comentou, com a colher apoiada nos lábios, "Não devemos abusar, Oishi... eles não têm culpa..."

"Pode comer o sorvete.", Oishi o assegurou, colocando a mão sobre a de Eiji, "Eu converso com eles depois."

"Argh! Que coisa horrível!", a voz do homem soou atrás deles, chamando a atenção de todos novamente, "Eu não agüento ver isso!"

Ante as reclamações dos outros clientes que começaram a discutir com os dois homens, um garçom e mais um segurança correram para a mesa, falando baixinho e educadamente.

"O quê? Me retirar? Mas...!", ele bufou, passando meio trôpego entre as mesas, parando próximo a Oishi, que apertou a mão de Eiji na sua, tentando manter a calma do ruivo, "É melhor mesmo! Do que ficar... aqui...", ele murmurou alguma outra ofensa, mas foi abafada pela própria língua dormente com o álcool. Em segundos, os dois homens foram retirados do restaurante.

Apesar do maitrê e do chef irem pessoalmente à mesa dos dois para pedirem desculpas e prometerem falar com o amigo de Eiji, dono da casa, o clima da noite já estava arruinado e, não muito depois, Oishi e Eiji saíram com sorrisos complacentes entrando no carro com suspiros cansados.

Geralmente era Eiji quem dirigia, mas, como havia bebido muito, Oishi tomou-lhe o lugar do motorista assim que o manobrista desceu.

Eiji estava com as bochechas vermelhas e um bico enorme no rosto pelo jantar, reclamando em voz alta e com gestos amplos. Oishi apenas respondia com monossílabas, muito cansado para prestar atenção no que já sabia, tentando manter-se alerta nas ruas e avenidas, quase desertas pelo horário tardio.

Dirigindo quase que automaticamente para o prédio da estação de televisão onde Eiji trabalhava, Oishi assustou-se quando, em um momento, percebeu que um carro seguia-os há algum tempo. Olhando de relance para o ruivo ao seu lado, ele preferiu ficar calado, esperando chegar rapidamente à estação.

"Eiji...", ele chamou-o devagar, enquanto entrava no estacionamento do prédio, cumprimentando o segurança com um aceno curto de cabeça, "Chegamos... vá rápido lá pra cima e pegue o seu celular."

"Uh? Oh... você veio pra cá, Oishi? Eu disse que..."

"Rápido, Eiji."

Um pouco sonolento, Eiji apenas acenou e saiu do carro, apoiando-se na parede espelhada do elevador e sumindo por alguns minutos. Quando voltou, ele suspirou, guardando o celular na bolsa, "Descarregou..."

"Tudo bem... Você viu alguém?", ele perguntou, passando a mão de leve nos cabelos ruivos.

"Só o pessoal da noite...", Eiji bocejou, inclinando a cabeça na mão do namorado.

Oishi sorriu, "Ok... vamos pra casa."

Quando saiu do estacionamento, Oishi reparou que o mesmo carro que estivera seguindo-os estava agora parado, do outro lado da rua. Incomodado, ele acelerou, dizendo a si mesmo que não deveria se preocupar. Porém, segundos após virar a primeira esquina, viu o mesmo carro, seguindo-os novamente e acelerando muito rapidamente.

"Eiji, tome cuidado.", ele sacudiu o ruivo, que o olhou confuso, "Olhe no retrovisor; estamos sendo seguidos."

"Oh!", Eiji virou o corpo para trás, vendo o farol do outro carro aproximar-se perigosamente deles, "Oishi, cuidado!"

A batida foi leve, mas fez com que Eiji, caísse para trás, batendo no painel, "Eiji, sente-se direito!", ele empurrou o ruivo contra o banco com uma mão, dirigindo com a outra, "Ele está vindo de novo!"

Eiji segurou-se dessa vez, sentindo o tecido do cinto roçando com violência contra seu ombro, "Precisamos despistá-los! Vire aqui!"

"É contra-mão!"

"Isso não importa!", Eiji gritou, segurando o volante e girando-o com força, "Vamos fugir!"

"Eiji!", Oishi tomou o controle do volante, lançando um olhar raivoso para o ruivo, "Não faça mais isso!", ele gritou, desesperado ao ver o carro aproximando-se deles novamente, "Pegue o meu celular e ligue para a polícia. Rápido."

Eiji estendeu os braços e procurou o celular na cintura de Oishi, achando-o rapidamente. Quando olhou o display, viu que o aparelho já discou e que alguém tinha atendido, "Alô?"

"Eiji?", uma voz sonolenta perguntou do outro lado da linha, com um bocejo cansado,"O que houve?"

"Fuji! Estamos sendo perseguidos!", Eiji gritou ao sentir mais uma forte batida na traseira do carro, "Alguém está batendo no nosso carro!"

"O quê?", a voz de Fuji já estava mais clara, "Onde vocês estão?"

"Ah...", Eiji ia ler uma placa de rua, mas Oishi virou em uma esquina tão rapidamente que ele não pôde ler o nome nem de uma nem de outra, "Ainda estamos no centro! Preciso ligar para a polícia!"

"Eiji, cuidado!"

De repente, um tranco jogou os dois para frente, fazendo o celular escapar das mãos de Eiji. O carro perseguidor enganchou o pára-lama na traseira deles e empurrava-os cada vez mais rápido. A rua fazia uma curva e, em pouco tempo, eles iriam bater na fachada de uma loja de eletrônicos.

"Precisamos sair daqui! Acelere, Oishi!"

"Eu estou tentando!"

"Vamos sair do carro!", Eiji retirou o cinto de segurança, querendo saltar.

"Não, estamos muito rápidos! Fique aqui! Ele pode passar por cima de você!"

Eiji olhou desesperado para Oishi, para a loja e para Oishi novamente, "Nós vamos bater!"

Desistindo de escapar, Oishi soltou-se do próprio cinto de segurança, abraçando Eiji e escondendo o corpo do ruivo sob o seu segundos antes do carro deles estraçalhar a vitrine da loja. Ele ouviu o vidro dianteiro do carro quebrando e sentiu os pequenos estilhaços rasgando sua roupa e pele, assim como coisas que não soube identificar batendo em suas costas e cabeça.

O carro avançou para dentro da loja, levando estantes e aparelhos até bater e parar, forçando inutilmente a parede dos fundos. Em poucos segundos, tudo ficou silencioso, a não ser pelo barulho insistente de uma voz, saindo do celular, "Eiji? Eiji, responda! Eiji?!"


"Ele está acordando."

"Oh, que bom."

"Vamos fazer alguns exames nele...", Eiji escutou uma voz estranha e distante falando calmamente, "... se puder se retirar por alguns segundos..."

Ao ouvir isso, o ruivo arregalou os olhos, olhando rapidamente em volta, procurando por Oishi.

"Eiji?", ao seu lado, conversando com uma enfermeira, estava o seu amigo, Fuji, "Como está?", ele perguntou, com um sorriso calmo no rosto.

"Fuji..."

Ignorando o olhar da enfermeira, o loiro aproximou-se, afastando o cabelo da testa suada de Eiji, "Está tudo bem agora, não se preocupe."

"Oishi?", ele perguntou com a voz rouca, sua garganta parecendo exageradamente seca.

"Também está bem... daqui a pouco ele estará aqui.", Fuji percebeu o olhar assustado do amigo e explicou rapidamente, "Calma... não foi nada grave. Ele mesmo conversou comigo antes... Estava lúcido e feliz."

"Feliz?"

"Porque você está a salvo, claro.", Fuji sorriu mais ainda ao ouvir o suspiro da enfermeira, que desistiu dos exames e saiu do quarto, deixando-os a sós, "Conseguiu me assustar de verdade dessa vez."

Eiji estava com pequenas escoriações pelo corpo, um grande galo na cabeça e uma mancha roxa nas costas. Nenhum aparelho monitorava seu organismo, ele apenas estava deitado na cama, com uma camisola do hospital e cheio de gazes cobrindo a pele.

Ao ouvir Fuji falando que ficou assustado, lembrou-se de tudo o que aconteceu. Sem conseguir se controlar, seus olhos encheram-se de lágrimas e seus lábios tremeram, "... Eu... eu... fiquei com...", ele soluçou, fechando os olhos e deixando as lágrimas escorrerem, "Fiquei com tanto medo!"

Fuji inclinou-se sobre ele, abraçando-o cuidadosamente, "Eu sei... eu ouvi tudo...", sussurrou, sentindo ser abraçado com força também, "Eu liguei para os seus irmãos. Eles estão vindo pra cá."

Sem surpresa, Eiji chorou mais, "Eu não quero os meus irmãos aqui."

"Eu sei... mas eles precisavam saber.", e, um pouco ressentido, ele acrescentou, "E eles são os únicos responsáveis por você..."

"Eu tenho o Oishi!", Eiji praticamente gemeu, choramingando entre soluços.

"Eu sei, eu sei..."

"Eles vão culpar o Oishi!"

Soltando-se do abraço, Fuji sorriu para o amigo, voltando a afastar os cabelos ruivos em desalinho, "Não vão fazer isso se souberem da verdade."

Eiji franziu o cenho, sem entender, "Que verdade?"

Uma enfermeira abriu a porta do quarto, com um olhar determinado. O sorriso de Fuji se alargou, mas ele manteve o mistério, "Depois conversamos sobre isso... agora você precisa descansar.", ele saiu do quarto calmamente, cumprimentando a enfermeira com um sorriso educado.


Eiji acordou mais tarde sentindo-se muito mais forte. Sentou-se na cama e espreguiçou o corpo, fazendo uma careta de dor.

"Ah... você acordou."

Virando-se rapidamente para a voz, Eiji encontrou Oishi deitado na cama ao lado, sorrindo para ele. Estava com uma perna enfaixada, e com os braços e as costas cobertos de gaze, além de um grande corte na testa, perto do olho direito.

"Oishi!", sem se importar com a dor, Eiji ergueu-se da cama e correu até o namorado, parando próximo, com medo de tocá-lo, "Oishi..."

"Você está bem?", Oishi ergueu o braço esquerdo, fazendo um carinho em Eiji, "Parece que se machucou...", ele comentou preocupado, quando seus dedos passaram pelas marcas no rosto dele.

Eiji sentiu que iria chorar e negou com a cabeça firmemente, "Não fale assim! Olhe só pra você!", ele pegou a mão em seu rosto, apertando-a entre as suas.

Oishi apenas sorriu, "Eu estou bem...", diante do olhar bravo de Eiji, ele insistiu, rindo, "É verdade, estou bem mesmo!", como o ruivo apenas apertou os lábios, com os olhos marejados, ele continuou, "Devemos agradecer o Fuji... ele ajudou muito."

"Eu sei..."

"Você sabe o que aconteceu depois?"

Eiji piscou, confuso, "Como assim?"

Oishi suspirou, olhando para o teto, "Lembra aqueles dois homens no restaurante?", ao aceno afirmativo de Eiji, ele continuou, "Eram eles que estavam nos perseguindo... mas... o que dirigia estava tão bêbado... que vomitou dentro do carro durante a perseguição."

Eiji riu, "Bem feito pra ele."

Sério, Oishi continuou, "Mas ele engasgou no próprio vômito e desmaiou por falta de ar... Por isso, o carro deles ficou desgovernado e enganchou no nosso... e não parou até bater."

"E o que aconteceu depois?", Eiji perguntou um pouco temeroso, percebendo a seriedade nas palavras de Oishi.

"Ele morreu... depois de ficar em coma alcoólico."

Depois de alguns segundos, Oishi começou a fazer um pequeno carinho na mão de Eiji e este, minutos depois, suspirou, fechando os olhos, "Eu sei que não deveria me sentir assim... mas..."

"Tudo bem...", Oishi o interrompeu, adivinhado o que ele ia falar, "Eu entendo... por um momento, eu também me senti assim... feliz por ele ter morrido."

"Oishi..."

"Seus irmãos passaram por aqui.", Oishi continuou, querendo mudar de assunto, "Fuji falou com eles..."

"Eles deram trabalho, então, não foi?"

Oishi riu, puxando Eiji pelo braço, obrigando-o a inclinar-se sobre ele, "Não muito... eles trouxeram um advogado junto."

"Ah, não..."

"Mas Fuji estava acompanhado de um policial e um amigo nosso em comum que ajudou muito.", Oishi explicou, sorrindo, "Eles disseram que passarão amanhã em casa para te ver."

"Um policial?!", Eiji arregalou os olhos, tomando o cuidado de não apoiar-se sobre o namorado, "Mas o que um policial...", de repente, outro detalhe chamou a atenção de Eiji, "Quem era esse amigo em comum?"

"Ele... o problema do Fuji."

Eiji entendeu a explicação, sorrindo de lado, "Ah... o probleminha dele."

"Fuji terá que trocar de número novamente...", Oishi comentou, sorrindo também, trazendo o ruivo mais próximo, "Será a quinta vez esse ano."

Eiji riu, "Ele não tem a mesma sorte de Kikumaru-sama."

"Ah, é?"

"Hm-hmm...", Eiji inclinou-se sobre Oishi, fechando a distância entre eles e beijando-o lentamente, "Da próxima vez, deixe-me acabar com os malvados ainda no restaurante, ok?"

"Eiji!", Oishi o repreendeu, não muito convincentemente, dando uma palmada no bumbum do ruivo.

Fim.