Aviso
Preparem os lencinhos porque o angust está em alta! T.T
OOO
Liebe
Capítulo 03 – Amor... Uma Verdade Inquestionável!
10:45 AM.
A penumbra preenchia todo o quarto. O silêncio era notável visto que seu ocupante encontrava-se adormecido graciosamente sobre a cama de lençóis claros. Os fios chocolates destacavam-se sobre o travesseiro e com lentidão o belo ser de olhos azuis desperta, permanecendo quieto, sem mover um músculo. Sua mente acordando aos poucos, trazendo-o a realidade.
Quando faz amor... Se olha no espelho!
Será que você gosta mesmo de mim?
Vai me dizer que é pra sempre...
Isso é amor ou uma doce mentira?
" Ich liebe dich!".
Aquelas palavras... Elas ainda ecoavam por sua mente, tocando cada célula e neurônio com precisão. Sempre desejou ouvi-las. Sim, era isso! Sempre quis ser amado e agora que era, tinha medo... Medo que tudo aquilo pudesse ser arrancado dele, afinal, Crawford não permitiria que eles ficassem juntos.
Finalmente moveu-se na cama, sentando-se, mas permaneceu quieto. Não sabia como conversar com o americano, mas tinha certeza de que isso era preciso, pois ele descobriria de um jeito ou de outro seu envolvimento com Schuldich. Sentia-se mal por tê-lo traído, mas saber que Schul o amava fazia seu coração palpitar mais fortemente, lhe dando forças pra continuar. Precisava acreditar que aquelas palavras eram reais.
"Não. Eu não preciso acreditar! Elas são reais.", Seus pensamentos apenas confirmam o que sentiu quando estava nos braços dele. Nagi não precisou pensar se Schul realmente o amava, sentiu isso através do elo mental que ambos compartilhavam.
Quando aquele elo foi criado? Nagi não sabia, não se importava realmente com o 'quando', o que era realmente importante é que o mesmo existia e com isso ele não precisava ter mais dúvidas. Sorriu como um menino que acabou de ganhar um pedaço suculento de bolo ao imaginar que quando sonhava, Schul pudesse estar em seus sonhos de verdade devido ao elo mental.
" Mas agora tenho que tratar de outra coisa.", Diz a si mesmo, determinado.
Caminhando até o banheiro, Nagi lava o rosto e se olha no espelho. Observou seu reflexo durante alguns minutos e decidiu-se por um banho, aproveitando para lavar os cabelos macios, rapidamente terminando e sentindo-se revigorado. Voltou ao quarto e escolheu uma roupa mais fresca, visto que aquela manhã estava mais quente, vestindo uma calça bege e uma blusa sem mangas preta. Penteou os cabelos e saiu do quarto.
Nagi desceu as escadas calmamente, olhando em direção ao corredor que o levaria ao escritório onde possivelmente estava Crawford, mas decidiu fazer o desjejum primeiro. Dirigiu-se a cozinha, preparando algo leve, tomando leite com achocolatado e algumas torradas. Sentia um frio em sua barriga devido à expectativa de ir falar com Crawford, mas isso era necessário.
Saiu da cozinha e entrou no corredor adjacente ao lado da escada, dirigindo-se ao escritório do americano, batendo na porta duas vezes e entrando, vasculhando rapidamente o interior a procura de Crawford, que se encontrava próximo à janela, observando o lado de fora. Entrou cautelosamente, sentindo o coração pulsar mais rápido. Aquele era um momento decisivo em sua vida.
" Crawford... Posso falar com você?", Disse em tom baixo, fechando a porta e caminhando lentamente até o meio do escritório.
" Veio me contar da sua traição?", Perguntou friamente sem fitá-lo.
Nagi sentiu seu coração gelar. Por mais que estivesse se preparando psicologicamente para isso, não achou que ele fosse tão direto. Aquelas palavras lhe diziam que ele sabia de tudo, com detalhes... Será que havia visto? Desviou o olhar da figura imponente que ainda se mantinha virado de costas, passando a mirar o chão de carpete avermelhado, sem saber como continuar.
" O que foi? Ficou silencioso.", As palavras frias saíam sarcásticas. Crawford virou-se, deixando que seus olhos caíssem sobre o corpo do pequeno Nagi.
" ...!", Naoe não sabia o que responder. Tinha que falar algo, mas...
" Você não parecia ser tão silencioso assim ontem.", Aproximou-se com passos lentos, sabendo que aquilo perturbaria mais o telecinético.
" Crawford...", Nagi sussurra quando percebe que ele parou logo a sua frente.
Usando de toda a sua força, Nagi ergueu a cabeça, finalmente vislumbrando a face de Crawford, que o olhava friamente. Havia raiva... Ódio... Desprezo naquele olhar, fazendo-o se sentir pequeno, sujo... Insignificante. Abriu a boca para tentar dizer algo, explicar, apesar de que não sabia se realmente havia explicação para o que fez. Estava com o líder dos Schawrz, tinha que ter terminado com ele primeiro antes de voltar pra Schuldich e...
" Bastardo!", Rosnando, Crawford ergueu a mão, descendo com velocidade e atingindo a face de Nagi com força, ouvindo um gemido do menino, que levou a mão à face maculada, que rapidamente se tingiu de vermelho devido a agressão.
" Eu...", A voz saiu num sussurro quase inaudível.
O americano segurou nos ombros de Nagi suavemente e curvou-se sobre o mesmo, deixando que seus lábios tocasse de leve na orelha perfeita daquela pobre e eterna criança abandonada, sentindo o leve tremor do corpo menor que evidenciava o medo que o mesmo tinha de si e isso o satisfazia. Acabaria com aquele relacionamento tolo de uma vez por todas.
" Ontem você parecia tão espontâneo em suas palavras... Ou deveria dizer, gemidos?", Perguntou cínica e maliciosamente, apertando de leve os ombros de Nagi.
Por que... Por que ele tinha que falar daquela forma? Por que tinha que jogar em sua cara o quão errado foi o que fez? Mas... Parecia tão certo antes! Amava Schuldich e agora sabia que era correspondido, mas ainda havia outra pessoa entre eles. Nagi sabia que a culpa era sua, afinal deixou-se levar pelas palavras de Crawford. Schuldich era orgulhoso demais, ele sempre soube disso, mas não soube esperar que o ruivo admitisse e agora se encontrava naquela situação.
" Diga-me, Nagi. Ele te tocava gostoso?", O tom malicioso era tão profundo que era quase palpável. A mão que estava em seu ombro subiu, chegando ao pescoço.
" Crawford...", Sua voz era quase um pedido para que ele parasse.
" Responda! Vamos, diga... O toque dele é bom?", Disse ameaçadoramente, fazendo Nagi olhá-lo nos olhos, deixando que o menino visse suas íris cintilando de ódio, machucando a pele branca ao segurá-lo pelo queixo tão fortemente.
" Por favor, eu...", Não pode terminar de falar, tudo o que sentiu foi uma dor profunda na boca de seu estômago ao ser atingido por um forte soco. Suas pernas fraquejaram e sua visão se tornou turva quando Nagi foi ao chão, abraçando-se e tossindo muito, um filete de sangue escorrendo por sua boca.
" Ora, o que foi? Não gosta de meus toques?", Pergunta cínico, sorrindo.
Nagi ainda estava trêmulo no chão, sua mente atordoada demais para reagir a Crawford. Era estranho, mas o outro tinha um domínio sobre ele que não entendia, porém queria se levantar e enfrentá-lo, por si mesmo e por Schul, mas suas forças sumiram... No fim, ele era apenas um garotinho. Era isso? Terminaria assim?
Crawford segurou a blusa de Nagi e o ergueu sem grande esforço, jogando-o em cima da mesa, ficando entre as pernas dele e dando um tapa na outra face, vendo o pequeno corpo se encolher. Sentia ódio! Sentia um ódio imenso corroendo-o por dentro ao lembrar-se de Nagi com Schuldich, da face do alemão quando tinha aquela criatura pequena nos braços e saber disso quase o levava a insanidade.
" É assim que agradece por eu tê-lo tirado das ruas? É dessa forma que mostra sua gratidão sendo que eu lhe dei carinho quando o ruivo o rejeitou?", Cada pergunta era como uma facada naquele coração que apesar de tudo ainda mantinha inocência.
" Eu... Eu só...", Havia lágrimas em seus olhos. Uma gama de sentimentos profundos e confusos se fazia presentes em seu coração, tão forte que pareciam afogá-lo em uma angustia sem fim.
" Mas ele te comeu de novo e você gostou muito, não?", Riu cruelmente.
" Pare! Por favor...", Aquelas palavras machucavam. Sabia que devia a Crawford apesar de tudo e ainda assim...
" Estava tão necessitado assim? Ou é apenas um vagabundo que fica com quem pedir? Se bem que você acredita tão fácil nas pessoas... Que mentiras ele te contou dessa vez?", Sentia um prazer indefinido com cada lágrima que via escorrer daqueles olhos profundos como o mar. Sabia muito bem que Nagi não ia contrariá-lo nunca mais.
"... 'Mentiras'...?!", Estava indefeso, mesmo com todo o poder que possuía... Não sentia forças para contrariar Brad Crawford.
Uh Baby!
Mas quando está só... Se morde de amor!
Rolando na cama chama o meu nome...
Sentia-se angustiado, mas então se lembrou de Schuldich... Daquele alemão que simplesmente tomava-lhe a mente e o corpo... De como ele o chamava e... Não podia evitar chamar por ele, afinal...
" Ich liebe dich!", Aquelas palavras ressoaram por sua mente, fazendo uma calma indefinida se apoderar de seu coração.
" Eu amo o Schul.", Afirmou baixinho, sua voz ainda falhando.
" O que disse?", Olhou dentro daqueles olhos. Não havia entendido direito.
" Eu amo o Schul e ele ME AMA, ENTENDEU?", Não sabia como, mas havia gritado aquelas palavras, colocando para fora tudo o que sentia.
Apesar da surpresa, Crawford continuou impassível.
" O Schul é MEU!", As palavras saíram fortes, convictas, surpreendendo ainda mais a Crawford.
" ...!", O americano o fitou em silêncio, sem acreditar na ousadia do menino.
" O coração dele ME pertence e ele nunca... NUNCA VAI AMAR OUTRA PESSOA!!!", Nagi não tinha certeza sobre o porquê de gritar aquelas palavras, mas era o que sentia... Era o que precisava falar pra Crawford. Jogar na cara dele o quanto o alemão pertencia a ele e a mais ninguém!
Schuldich disse a verdade, pela primeira vez mostrou seu coração a alguém e esse alguém era Nagi... Apenas o 'menino abandonado' como todos o fazia acreditar, mas ele não era mais apenas um garoto jogado num canto e ninguém tinha o direito de dizer que o ruivo estava mentindo. Não ia deixar ninguém falar dele assim!
" É mesmo?", O rosnado gélido fez um arrepio subir pela coluna de Nagi.
Ira... Cólera... O desejo de vingança. Esse era o sentimento que habitava Brad.
" Acredita mesmo que ele te amará para sempre?", Disse e segurou as mãos de Nagi com força, descendo a outra mão e começando a abrir a calça dele.
" O... O que está fazendo?", Tentou se mover, fugir, soltou as mãos, mas sentiu Crawford fechar os dedos em seu pescoço e apertar com força, deixando-o sem ar.
" Será que ele vai te amar se você for de outro agora?", Perguntou, terminando de abrir a calça de Nagi, abaixando-a um pouco, vendo a aflição do menino aumentar.
" Pare...", Aquele olhar... Ele lhe dava medo. Crawford queria...
" Acho que eu mereço provar esse corpinho mais uma vez, não?", Sorriu malicioso, vendo o desespero de Nagi aumentar, pois ele sabia o que viria. Via nos olhos dele essa certeza.
"Não! Isso não pode acontecer... Não pode. Eu... Eu não quero...", Debatia-se inutilmente. Ele era forte, poderia acabar com exércitos inteiros, mas naquele momento era apenas um garotinho temeroso demais para pensar em reagir.
" Vamos, Nagi. Geme pra mim!", Crawford riu de lado, descendo lentamente o zíper da calça, olhando-o com um sádico prazer.
"Schul...", Fechou os olhos com força, lágrimas quentes escorrendo.
" Não sabia que você precisava forçar pra transar com ele... Brad.", Crawford parou no mesmo instante ao ouvir aquela voz nasalada, olhando rapidamente em direção a porta, vendo-a aberta e passando por ela... Schuldich.
" Como você decaiu.", Balança a cabeça negativamente, olhando Crawford.
" Saia daqui.", O clarividente lançou um olhar mortal a Schuldich.
" Poderia soltá-lo?", Fala sério, aproximando-se mais um pouco.
Crawford estreita os olhos, vendo o alemão aproximando-se lentamente. Schuldich usava uma calça social azul-marinho e uma blusa de seda fina com botões dourados, estes estavam abertos até próximo ao umbigo, deixando a vista o tórax delineado do ruivo, que mantinha os cabelos soltos, que caíam displicentes sobre o ombro do telepata.
" Ah... Que romântico! Veio salvar o amante?", Perguntou, levando a mão aos óculos e ajeitando-os.
" Não use essa palavra em sentido tão depreciativo.", Respondeu sério.
O americano soltou Nagi e se concentrou em Schuldich. Sabia que a ameaça era ele e não o garoto que apenas mantinha-se alarmado sobre a mesa, tremendo de medo. Percebeu que o menino ajeitou a roupa que estava aberta e com dificuldade tocou com seus pés o piso, meio cambaleante, olhando para baixo, sua franja encobrindo os olhos.
Nagi ainda tremia. Pensar que poderia ter sido estuprado se Schuldich não chegasse o deixava muito perturbado. Já vira estupros quando era apenas uma criança e sabia... Não era nada bonito de se ver e... Sentiu as pernas fraquejar de novo e tentou se manter de pé, mas simplesmente não conseguiu. Não conseguia pensar direito e quando deu por si, braços fortes e quentes o envolviam, deixando-o surpreso e com timidez, Nagi foi erguendo os olhos, sentindo os fios rubros fazendo cócegas em suas bochechas.
" Mein schön, não precisa ficar assim!", O ruivo disse telepaticamente.
" Schul...", Sua voz trêmula denunciava que ainda tinha medo.
" Por que mein klein tem lágrimas nos olhos? Já acabou.", Sorriu a ele.
" Eu não sou seu pequeno.", Quase fez bico. Ele não era mais uma criança!
" Ja, você é. Não precisa negar, mein kind!", Afaga os cabelos dele.
" Schuldich!", Olha feio para o alemão em repreensão. A tentativa de estupro que ocorrera a segundos parecia ter sumido de sua mente, nem mesmo notava mais a presença de Crawford na sala, apenas tinha olhos para Schuldich. Toda sua atenção estava nele.
O americano apenas observava... Parecendo um monstro nas sombras.
" Então seja um bom menino e saia da sala. Eu vou conversar com o bicho-papão.", Pediu na mente dele. Ia por um ponto final naquilo tudo de uma vez por todas.
" Mas...", Preocupou-se imediatamente. E se Crawford o ferisse?
" Nada de 'mas'. Isso é papo de adulto.", Falou, piscando um dos olhos e segurando-o pelos ombros, caminhando com ele até a porta, colocando-o para fora do cômodo e curvando-se sobre o menino, deposita um beijo nos lábios dele.
" Schuldich!", O olhou apreensivo. E se ele...?
" Não se preocupe. Eu não vou te abandonar agora.", Falou mentalmente, fechando a porta e voltando sua atenção ao moreno, que mantinha-se parado próximo a mesa.
" Quanta preocupação!", Fala cinicamente, vendo-o dar um sorriso debochado.
" Eu cuido do que é meu, mas isso te perturba muito, não é... Brad?", Fala, dando passos à frente e parando a poucos metros de Crawford, escorando-se na mesa displicentemente.
" Me perturba? Ah, sim. Tem razão! Isso pode prejudicar os Schawrz.", Responde, não gostando do tom de voz usando por Schuldich.
" Não é só isso... Te perturba pessoalmente.", Fala ainda mantendo o mesmo sorriso debochado, os olhos demonstrando o prazer de quem sabe de algo muito valioso.
" E o que está querendo dizer?", Cruza os braços, esperando uma resposta.
" Eu sei o que se passa na sua mente, Brad.", O sorriso de Schuldich se mostra mais convencido, seus olhos azuis brilhando em satisfação.
" Há! Não diga bobagens! Você não tem poder pra ler minha mente.", Ri, vendo que tudo não passava de blefe.
" E quem disse que eu preciso ler sua mente pra saber algo?", Sorri satisfeito.
"O que ele quer dizer com tudo isso?", Crawford estreita os olhos.
" Seus olhos me dizem muitas coisas... Brad. Seus olhos... Suas palavras... Você é mais transparente do que imagina.", O alemão joga a cabeça ligeiramente para o lado, enquanto apoiava as mãos na mesa, curvando-se um pouco para trás, a blusa de seda abrindo-se mais ante ao movimento.
" E o que você acha que vê?", Ficou a um passo de Schul, olhando-o como um predador sombrio capaz de aniquilá-lo em segundos. Como ele ousava ficar provocando-o?
" Eu vejo ciúmes...", Seu sorriso se alarga enquanto o olha nos olhos.
" Ciúmes?!", Crawford se aproxima mais um pouco. Aquela calma de Schuldich o irritava, o afrontava. Será que Schul achava mesmo que podia desafiá-lo?
" Nós dois sabemos muito bem que você não ama Nagi.", Afirma convicto.
" Mas isso não significa que eu o deixarei pra você.", Sorri sarcástico.
" Sim, você não quer deixá-lo... Por ciúmes.", Morde o lábio inferior em expectativa do que diria em seguida. Preparou-se muito bem para aquele momento... Moveu-se naquele jogo para ganhar... Arriscou-se, mas agora colheria frutos e estes seriam bons frutos... Para ele.
" Humph! Eu não tenho ciúmes de Nagi, seu idiota.", Schuldich seria realmente tolo se acreditasse em algo assim. Pelo visto se preocupara à toa.
" Isso mesmo.", Fala quase sibiladamente, em tom mais baixo.
Crawford apenas o olha, internamente confuso com aquelas palavras. Tinha previsto a traição de Nagi, sabia que o mesmo viria a ele para conversarem. Deixou que acontecesse porque tinha coisas mais importantes a fazer, como manter seu status perante a família Takatori, mas usaria suas armas pra voltar a ter o controle total de Naoe, porém... Não conseguia compreender aquelas palavras. Tinha consciência de que Schuldich viria a ele, mas não tinha visto que ele diria aquilo e...
" Você tem ciúmes de mim!", Ouviu o sussurro nasalado em seu ouvido, o hálito quente quase o fazendo arrepiar-se. Quando ele se aproximou tanto? Sentia o perfume envolvente dele, o cheiro dos cabelos ruivos...
" Ciúmes... De Você?", Apesar da voz fria, estava internamente alarmado com aquelas palavras. Ele... Com ciúmes de Schuldich? O ruivo estava delirando!
" Sim. Você me ama... Brad.", A voz rouca e nasalada de Schul continuava a sussurrar aquelas palavras como uma melodia profana afim de corromper a mente... O corpo... A alma.
" Pare de falar besteiras!", A voz de Crawford saiu ameaçadora e rapidamente ele levou a mão ao pescoço de Schuldich, apertando o mesmo, encostando-o mais na mesa e olhando-o raivosamente. O pulso direito do alemão também estava firmemente seguro por sua mão e tudo o que ele queria era quebrar aquela face que mostrava tamanha convicção em suas palavras.
" Então por que a implicância? Você não o quer de verdade.", Falou calmo.
" Isso não muda o fato de que ele é meu.", Falou num rosnado.
" Ainda se escondendo atrás dessas palavras? Você apenas não quer admitir quem realmente deseja... Brad.", Aquela voz melodiosamente sarcástica e vitoriosa o irritava. Como... Como ele ousava falar aquilo?
" É você quem me deseja, Schuldich! Acha que não notei sua aproximação indireta?", Diz sibilante no ouvido do ruivo, ainda o segurando com força. Era isso. Schul que sentia desejos por ele e não admitia, afinal, seu orgulho não permitiria! Essa era a tática dele... Mudar o foco para se safar, mas não cairia naquele jogo.
" Se sou eu quem te desejo...", Sua voz saía num sussurro baixo.
Brad sentia que aquelas palavras ressoavam dentro de sua mente, mas... Por quê?
" ... Por que você está tão... Excitado... E eu não?", Schul falava pausadamente, de maneira lenta... Perturbadora... Criminosa.
Aquelas poucas palavras foram um choque para Crawford. Sua face nada mostrava, mas estava alarmado. Só agora percebera que estava agarrando Schuldich, que havia envolvido a cintura dele, colocando uma perna entre as do ruivo e deixando que a dele ficava entre as suas. Segurava uma mecha do cabelo ruivo e seus corpos estavam tão colados que era impossível negar que estava excitado e... Estava EXCITADO?
"Mas que merda é essa?", Se pergunta, despertando completamente para a realidade.
" Você fica uma gracinha alarmado... Brad!", Ri sarcástico, divertindo-se.
" Maldito! Acha que pode brincar comigo e vencer, Schuldich?", Rosna irado.
"Vamos. Reaja de maneira adequada.", Schul continuava rindo.
" Brincar, Brad? Você começou com o jogo... Eu estou apenas terminando-o.", Responde com cinismo na voz, olhando-o desafiadoramente.
Não houve resposta de Crawford, tudo o que o americano fez foi puxar o corpo do ruivo e tomar aqueles lábios carnudos em um beijo profundo e selvagem, não se importando se tiraria sangue dele. O faria pagar! O humilharia tanto que Schuldich ia implorar para que ele parasse... E ele não iria parar. Nunca!
"Isso. Se descontrole.".
O som de tecido rasgando podia ser ouvido. O americano não pensava em nada, apenas em humilhar aquele ruivo, em tê-lo debaixo de si gritando de dor e prazer... Sim! Ele o faria ver que também podia sentir prazer na dor e o esmagaria, mostrando quem mandava ali. Schuldich não podia vencer! Ele sempre seria menos poderoso, ninguém nunca tomaria sua liderança e...
Sente uma dor cortante em sua mente, fazendo-o levar a mão na cabeça. A realidade pareceu se distorcer ao seu redor e tudo se tornou muito confuso. Piscou os olhos várias vezes vendo que não mais se encontrava no escritório, mas sim em... Um local vazio? Parecia uma planície... Mas... Estava flutuando sobre a água? Cada passo seu irradiava pequenas ondas naquele mar sem fim. O céu era vermelho e parecia ser tocado pela aurora boreal. O que significava tudo aquilo?
"Será que...?", Captou a presença de um vulto e virou-se rapidamente.
" Isso mesmo, Brad. Bem vindo ao plano astral!", Schul abriu os braços mostrando o ambiente ao redor, sorrindo sarcasticamente.
Crawford via Schuldich levitando, seus pés não tocavam aquela superfície aquosa. Os longos cabelos ruivos se moviam dando a ele uma aparência quase surreal. O telepata parecia lindo, mas o americano sabia que ele era muito perigoso, principalmente ali... Estava em desvantagem, pois se encontrava em território inimigo, mas isso não significava que se encontrava indefeso.
" Sabe, por mais que eu goste de beijos selvagens, prefiro os lábios de Nagi sobre os meus.", Ri divertido, sem deixar de fitar Brad.
" Se você acha que vai me tirar a liderança dos Schawrz está muito enganado.", Avisa, afrouxando a gravata e desabotoando os dois primeiros botões da blusa social que vestia.
"Minha teoria estava certa. Quando Crawford está alarmado, confuso... Seu poder de prever o futuro falha, por isso ele sempre se mantém frio e controla tão bem suas emoções. Sua mente tem que se manter limpa para que ele possa ver...", Concluiu mentalmente.
Schuldich sabia que desde o início estava jogando... E era um jogo muito perigoso. Ao longo dos anos que se manteve ao lado do moreno nos Schawrz sempre viu que ele mantinha a calma, a frieza em todas as suas ações, mesmo quando não estava em missão. Isso o intrigava, mas não fazia idéia do porquê o americano agir assim, no entanto, percebia que algumas vezes quando ele se mostrava irritado, não tinha nenhuma visão. Sempre soube que Crawford tinha um sentimento de posse por Nagi, mas sabia que o mesmo nunca sentiu um desejo realmente forte pelo menino, o que lhe intrigou, afinal... Por que o súbito interesse em Naoe logo depois que começou a se relacionar com o menino?
Depois de cair no jogo dele começou a pensar nos 'porquês'. O que o levou a fazer aquilo? O que Crawford ganhava com aquele joguinho? Via... Sentia que tudo não passava de algo supérfluo para o clarividente, ele não parecia ter ciúmes de Nagi, mas... Quando o menino estava perto de si, sempre era ríspido e mais frio. Foi então que teve a idéia... Caso se aproximasse de Brad, poderia como quem não quer nada sugerir que via certo interesse do moreno nele, deixá-lo com a impressão de que sabia de algo a mais.
"Eu sabia que ele ficaria confuso e... Ficando confuso, Crawford não conseguiria decifrar ou ver todas as visões referentes ao que eu planejava fazer. Insinuei coisas... Falei meias palavras... Tudo para conseguir o meu objetivo! Deixar a mente dele dispersa demais e dessa forma... Vulnerável ao meu poder.".
" Eu não me importo com a liderança dos Schawrz, Brad. Quero apenas ficar com Nagi numa boa e sem sua implicância. Pouco me importa matar quem você deseja. Sou um assassino e meu romance com ele não me impede de acabar com a vida de ninguém como Schawrz que eu sou.", Sorriu de lado.
" Acha que eu acredito em suas palavras?", Disse, tentando se concentrar ao máximo. Tinha que focar sua mente para forçar Schuldich e abandonar o plano astral.
" Se você acredita ou não é problema seu. Eu quero ficar com Nagi.", Fala, vendo Brad aproximar-se e atacá-lo.
Sem muito problema, Schuldich desviou de cada golpe. No plano astral o que conta é a força da mente e não do corpo. Mesmo tendo praticamente a mesma força física, sua mente era a mais forte no momento, então seus golpes eram mais intensos e com maior capacidade de causar danos, mas o alemão sabia que não podia manter isso pra sempre. Crawford continuava atacando e ele apenas desviando, sempre flutuando sobre aquelas águas de um azul tão escuro como o fundo do mar... Tão idêntico as íris de Nagi.
" Fico pensando o que os outros diriam se soubesse que você me ama. O que os Takatori diriam, Brad?", Perguntou, vendo um golpe vir em maior velocidade e desviou por pouco, erguendo-se e flutuando mais alto.
" Acha que eles acreditariam?", Gargalha insano.
" A questão não é bem acreditar...", Fala, vendo aqueles olhos fumegarem.
" Eu não amo você.", Diz com desprezo.
" Pois é... Mas a dúvida já está plantada...", Fala de maneira enigmática.
" Você só está causando sua ruína.", A concentração de Crawford estava cada vez mais centrada. Estava se acostumando aquele lugar... Adaptava-se rapidamente, começando a entender como atacar, tornando as coisas um pouco mais difíceis pra Schul.
"Ele é inteligente. Crawford está começando a usar a força da mente contra mim, está querendo me pressionar a voltar a realidade. Por mais que eu o ameace sua posição, não vai adiantar, é preciso algo que ameace... A vida dele.".
" Você não me ama... Não ama Nagi... O que perde me deixando com ele?", Pergunta começando a se sentir cansado. Não era fácil levar uma mente como a de Brad Crawford para o plano astral e mantê-lo lá por muito tempo, na verdade, apenas arrancar uma pessoa da realidade consumia muita energia.
" ...!", Crawford não respondeu, apenas atacou, mas foi atingido no estômago por Schuldich, que o fez cair para trás, criando longas ondulações sobre a água.
"Vamos. Leve isso as últimas conseqüências.", Esperava com paciência.
" Maldito!", Praguejou. Não ia perder para Schuldich.
"Eu sei que esse não é toda a sua força. Vamos... Só mais um pouco.", O que faria era ainda mais arriscado, pois não dependia dele e sim de outra pessoa.
" Vou te mostrar que você NUNCA deve me desafiar!", Falou Crawford, erguendo-se e olhando Schuldich agora completamente concentrado.
"É agora!", Esses foram os pensamentos de Schuldich quando foi atingido por Brad. Já estava cansado e o maldito americano já havia aprendido a canalizar a força do pensamento, então...
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Andando de um lado para o outro, Nagi mostrava sua ansiedade. Havia acabado de sentir um choque leve em sua mente e sabia... Isso vinha de Schuldich. Algo aconteceu ao telepata. Sua preocupação estava chegando a níveis altíssimos, tanto que as janelas tremiam ante a pequena e quase imperceptível aura telecinética que emitia.
" Droga! O que eles tanto conversam?", Se pergunta, dando um soco na parede, não percebendo a mesma se trincando ao redor.
"E se algo acontecer a ele? E se ele se ferir?", Perguntava-se e decidiu que tinha que fazer alguma coisa.
Caminhou na direção da porta do escritório decidido a entrar lá e enfrentar isso ao lado de Schuldich. O ruivo não é o único que deve lutar por eles, ele também tem que fazer sua parte, apoiar o alemão, mostrar a Crawford que a única coisa que queria era ficar com o telepata, mas que isso não significava que estaria traindo os Schawrz. Parou em frente a porta.
Eu não quero tocar em você, ó baby!
E fazer seu jogo vai me deixar louco.
Sei que você pensa o amor é do seu jeito...
Coração quebrado e orgulho inteiro!
"É agora que decidiremos... O nosso futuro!", Pensou determinado, afinal, aquilo não devia ser feito apenas por Schul, mas por ele também! Não iria correr nenhum risco por causa do orgulho do ruivo telepata, porque o amava... O amava muito!
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A realidade novamente se distorce. Crawford está caído no chão e vai se erguendo, até que sente uma forte dor na boca do estômago e tosse, vendo seu sangue escorrer de seus lábios e manchar o carpete. Ficou surpreso. Limpou a boca e em seguida viu o sangue em sua mão... Seu sangue.
" Isso...", Ficou confuso por um instante, ouvindo um gemido, lembrando-se que Schuldich também estava na sala e rapidamente o fitou.
" Isso... Aconteceu porque eu te ataquei no plano psíquico. Qualquer ferimento conseguido no plano astral se reflete no corpo de quem o recebeu... Brad.", Explica, também se erguendo e apoiando-se na mesa. Estava ligeiramente trêmulo. Usou muito de seus poderes telepáticos e sabia que não poderia se defender agora.
"Mas ele ainda não levou isso as últimas conseqüências.", Lembrou-se.
" Interessante. Agora estou entendendo. Você me confundiu, dispersou minha mente para que dessa forma as visões se emaranhassem de tal maneira que eu não as via... Ou não percebia.", Sorriu, vendo que aquele ali era realmente esperto.
" Uh! Bingo! Seu ponto fraco, Brad.", Sua respiração estava descompassada.
" Mas agora você está fraco, afinal... Ter me arrastado ao plano psiônico não é algo fácil, mas você realmente está se tornando um grande telepata... Schuldich.", Sorriu malicioso, vendo o outro com dificuldades para respiração, cansado e indefeso.
"Falta pouco...", Sabia! Sozinho não podia contra ele.
" Foi um prazer, Brad!", Respondeu sarcástico, provocativo.
Com passos lentos, Crawford dirigiu-se a mesa, contornando-a e abrindo uma das gavetas, retirando uma arma silenciosa de dentro, fechando logo em seguida. A mesma estava carregada e ele apontou para o ruivo, atirando, vendo o mesmo desviar e a bala passar raspando em seu braço esquerdo, causando um ferimento superficial. Viu os olhos claros estreitarem-se devido a dor e o mesmo se afastar, dando passos para trás até encostar-se a parede.
" Vamos! Puxe o gatilho e assine a sua sentença de morte!", Desafiou sem se importar com o que aconteceria a seguir.
" Adeus, Schuldich!", O americano disse friamente, apertando o gatilho.
Os olhos escuros de Crawford seguiram a cena como se a mesma ocorresse em câmera lenta. Viu a bala percorrer o curto caminho até Schuldich atingindo-o no peito. O grito do alemão foi baixo, mas sua bela face expressava bem a dor que sentiu. O sangue espirrou e o corpo delineado do ruivo foi caindo, os cabelos seguindo os movimentos da queda, até que com um baque surto, se encontrasse no chão. O líquido vital se espalhava pelo carpete claro e Brad continuava vislumbrando a cena que lhe pareceu tão linda... Talvez porque quem estava dentro dela era Schuldich.
" Na... Nagi...", Sussurrou o ruivo, sangue escorrendo de seus lábios.
" Pena. Eu sou a única coisa que verá antes de morrer.", Aproxima-se, contornando o corpo caído ao chão.
" SCHULDICH!!!", Um grito agudo, refletindo ódio e dor pode ser ouvido.
Crawford se virou em direção à porta, vendo-a explodir e voar pelo cômodo. Afastou-se rapidamente a tempo de ver uma parte atravessar a janela e quebrá-la e a outro se chocar contra a estante e parado no corredor... Lá estava ele... O pequeno telecinético, os olhos brilhando num tom avermelhado, os finos cabelos chocolates esvoaçantes devido a aura telecinética que o envolvia.
" Nagi! O que você faz aqui?", Perguntou o americano, mas o japonês não tinha olhos para ele.
" Schuldich!", Nagi repetiu o nome do amado e correu até ele, desesperado.
" Liebe...", Tossiu forte, não conseguia enxergá-lo.
Schuldich sentiu braços pequenos e quentes envolvendo seu corpo e sabia... Pertenciam a Nagi Naoe. Abriu os olhos turvos, fitando aquela face que expressava tanta tristeza. Não. Aquele sentimento não combinava com ele. Gostava dele sério, dando aquele tímido sorriso... Expressando prazer sob suas carícias.
" Não faça... Essa carinha...", Sussurrou baixo, sentindo o gosto amargo de sangue em sua boca.
" Sangue! Meu Deus! Tanto sangue... Schul, por favor, resista!", A voz de Nagi saía baixa, trêmula, temerosa que o ruivo não resistisse ao ferimento.
" Está tudo bem...", Levou a mão à face dele, tocando-a com carinho.
Crawford permaneceu quieto. Por quê? Ele também não sabia, mas... Apenas ficava ali. Nagi abraça o corpo debilitado de Schul com força e desespero... Havia medo em seus olhos... Medo de perder aquele que amava. Via o carinho, o... Amor com que Schuldich olhava para Nagi mesmo prestes a morrer. Como ele conseguia? Não sabia, mas... Por um momento... Sentiu inveja!
"O que?", Surpreendeu-se com o rumo de seus pensamentos.
" Por quê? Por que teve que fazer isso sozinho?", Perguntava desesperado, vendo o sangue continuar a fluir, abandonando o corpo do telepata, fazendo lágrimas inundar seus olhos e transbordar, maculando sua face alva.
" Sie... Não chore.", Apoiou uma mão no chão e ergueu-se um pouco, sendo ajudado por Nagi, que terminou de puxá-lo e o abraçou novamente.
Amar assim...
Jamais dizer adeus!!!
Já não é mais a grande surpresa.
Viver assim a se morder de amor!
" Não morra! Não me abandone!", Nagi soluçava, chorando abundante, já prevendo o inevitável.
" Ich liebe dich, Nagi!", Falou bem baixinho no ouvido de Naoe.
A mão que se encontrava na face de Nagi caiu lentamente assustando o menino, que rapidamente olhou para a face do ruivo, vendo os olhos fechados e se desesperando mais, balançando o corpo desfalecido em seus braços constantemente, querendo acordá-lo, tomando o pulso do mesmo e constatando o que não queria... O coração dele não bate mais!
" Schuldich, acorde! Abra os olhos... ACORDE!!!", Dizia entre soluços, seus olhos turvos pelas lágrimas constantes que caíam quentes sobre o agora cadáver do ruivo.
" Ele está morto.", Havia certa frustração na voz de Crawford ao pronunciar essas palavras, como se uma minúscula parte de si lamentasse o ocorrido.
" Não faça isso comigo! Abra os olhos... Por favor.", Repetia o menino.
" Levante-se daí.", Ordenou. Aquela cena dramática estava enojando-o.
" Não me abandone! Não me abandone! Não me abandone...", Nagi sussurrava cada vez mais baixinho, até que sua voz sumiu e tudo o que restou foram suas lágrimas.
O silêncio era quebrado apenas por um soluço ou outro mais alto de Nagi. Crawford permaneceu quieto, preso aquele lugar por um motivo indefinido. Viu que o telecinético foi se acalmando aos poucos, provavelmente aceitando aquele fato como consumado, os olhos azuis tão escuros como o fundo do mar se ergueram com lentidão, repousando sobre sua pessoa, fazendo algo indefinido revirar-se em seu estômago.
" Você...", Falou baixinho o menino, ainda mirando o americano.
" O que foi? Está com raiva... Nagi?", Perguntou cínico, arrumando os óculos.
" É tudo culpa sua.", As palavras saíram num rosnado feroz.
Crawford deu um passo para trás, mas sentiu seu corpo paralisar contra sua vontade. Olhou para Nagi e o viu ainda ajoelhado no chão segurando o corpo do ruivo e sabia... A telecinésia dele estava agindo sobre seu corpo, prendendo-o no mesmo lugar. Tentou erguer a arma, mas a mesma se desfez em sua mão virando milhares de pedaços que se espalharam imediatamente pelo cômodo como se tivesse sido atingida por uma bomba e sua mão torceu, quase a ponto de quebrar.
" Solte-me.", Ordenou entre dentes, trincando-os quando seu braço virou, quebrando ante ao poder do menino.
" Você o matou. Morra!", Disse o garoto de apenas quinze anos, levantando-se. A aura telecinética se intensificando e explodindo, fazendo as janelas quebrarem, as paredes trincarem e os móveis levitarem, sendo esmagados por seu imenso poder.
" Aaarrgggggg...", Crawford gritou não acreditando no que estava acontecendo.
" Morra! Morra! Morra! MORRAAAAAAAAA!!!", Gritou insanamente.
O menino ergueu a mão direita em direção a Crawford, mantendo a palma aberta. Cortes profundos apareciam no corpo do americano seguidamente, seus ossos se quebravam e quando a mão de Nagi se fechou, o tórax de Crawford se comprimiu, fazendo todos os órgãos internos explodirem, espirrando o sangue do maldito pelas paredes e o que um dia foi móveis de um escritório.
OOO
O silêncio preenchia todo o cômodo, os olhos escuros pareciam focar o nada, o vento que vinha da janela tocava suavemente seu corpo e ele permanecia da mesma forma... Apontando a arma para Schul, que se encontrava escorado a parede, com a mão no braço, que sangrava... Os olhos dele eram determinados e... Crawford pisca os olhos, confuso.
" Vamos! Puxe o gatilho e assine a sua sentença de morte!", Desafiou sem se importar com o que aconteceria a seguir.
"Uma visão... Aquilo foi uma visão."¸ O entendimento veio em segundos.
Crawford ainda mantinha-se parado, apontando a arma. Pelo visto Schul acertou mesmo. Quando está disperso ou em dúvida, ele não capta as coisas, ou seja, sua mente se fecha para a realidade... Para as energias fluentes nos diversos futuros que podem ocorrer e a visão não vem ou ele não se concentra nela o suficiente para decifrá-la. Pelo menos essa era a teoria do alemão e ela não estava de todo errada, mas...
"Se eu apertar o gatilho...", Abaixou a arma, olhando seriamente para ele.
" O que foi? Você não ia me matar?", Perguntou, erguendo uma sobrancelha.
" Não vale a pena matar você.", Falou, virando-se, guardando a arma em seguida. Ainda estava perturbado, apesar de não demonstrar. A visão de sua morte não foi algo bonito de se ver. Fora tão... Real!
" Teve uma visão... Brad? Viu sua morte?", Perguntou o ruivo sorrindo.
" Não me provoque, Schul. Há outros modos de fazer você sofrer... E Nagi também.", Ameaça, lançando ao ruivo um olhar fulminante.
Com passos largos, Crawford abriu a porta do escritório, dando de cara com Nagi que arregalou os olhos e deu um passo para trás. No mesmo instante o americano estreitou os olhos ao lembrar de como aquela pequena criança tinha poder suficiente para matá-lo, mas aquele era um futuro que nunca se tornaria realidade... E ele se encarregaria muito bem disso.
Nagi viu Crawford passando por ele sem nada dizer, mas o olhar que recebeu era tão intrigante que o fazia se arrepiar. Rapidamente voltou seus olhos para dentro do cômodo, vendo Schul escorado na parede e correu até ele, procurando por algum ferimento, por algo que indicasse que o ruivo não estava bem.
" Você está ferido!", Disse de sobressalto, vendo o braço do ruivo sangrar.
" Tudo bem!", Sorri para ele.
" 'Tudo bem', nada! Temos que cuidar disso agora.", Falou fechando a cara.
Schuldich viu Nagi estancar o sangue, rasgar um pedaço da blusa e enrolar no ferimento. Ele era tão lindo! Levou a mão a face dele, acariciando, levando os dedos a nuca do mesmo e puxando-o para si, beijando aqueles lábios demoradamente, sentindo a surpresa de Nagi, mas no segundo seguinte corresponder na mesma intensidade, derretendo-se em seus braços.
" Nagi...", Sussurra, abrindo os olhos e fitando o jovem.
" Hum?", A língua rósea passa sobre os lábios para capturar aquele doce sabor.
" Se Brad me matasse... O que você faria?", Perguntou no ouvido de Nagi.
" O que? Que pergunta Schul!", Diz. Nem queria saber o que faria se isso acontecesse. Tinha medo até de pensar!
" Me responda.", Faz Nagi voltar a fitá-lo.
" Eu... Eu não sei! Acho que... Eu o mataria...", Fala meio desajeitado com aquela pergunta. Por mais que Crawford estivesse impedindo-os de ficar juntos, fôra o americano que o tirou das ruas e pensar sobre isso o deixava alarmado.
"Será que foi isso que ele viu? Se é que teve uma visão...", Pensa no motivo dele ter saído e os deixado assim... Sem mais nem menos.
" Schul.", Chamou o outro baixinho.
"Mas a face dele... Era de quem viu algo sim. Eu sei!", Continuava discutindo consigo mesmo, afinal, tinha que estar preparado para tudo. Seu plano fora muito arriscado, podia mesmo ter morrido. Provocou Crawford até quase o mesmo matá-lo, pra ver se a ação dele causaria uma reação em Nagi e isso pudesse gerar uma visão.
" Schul...", Chamou um pouco impaciente, pois o ruivo não parecia ouvi-lo.
"Foi um pouco imprudente da minha parte. Sei que se algo realmente sério acontecesse comigo, Nagi sentiria pelo elo mental e ele disse que mataria Brad e eu sei que levado por emoções, ele o faria mesmo. Devo concluir então que ele teve uma visão disso e parou?", Perguntou-se internamente.
" Schuldich, quer fazer o favor de me ouvir?!", Quase gritou na mente dele, realmente irritado, olhando feio para o alemão.
" Wow, Liebe! Não precisa gritar na minha mente.", Dá atenção ao menino.
" Você não estava me ouvindo.", ¬¬ Responde sem pestanejar.
" Hum... Sou todo seu, liebechen!", Vira Nagi, prensando-o na parede e beijando o pescoço dele.
" Espera! Pára!", Ouvia a risada nasalada contra sua pele e continuou a brigar, mas a verdade era que estava intimamente feliz por ver que ele estava realmente bem e Crawford saíra sem nada dizer. Será que isso significava que estava tudo bem em ficar junto de Schul?
OOO
O carro corria em velocidade acelerada pelas ruas desertas. Já estava anoitecendo e ele resolveu que precisava mesmo espairecer um pouco, pensar... Meditar onde ele pode ter errado, pois ele cometeu um erro... Um deslize. O que o fizera cair no jogo de Schuldich? Porque sabia... Aquilo fora um jogo. O ruivo usou as palavras para atraí-lo, confundi-lo... Não. Ele não estava confuso.
"Eu sabia que era um jogo desde o início, então... Por quê?", Perguntava-se vez após vez, revendo os fatos, passo por passo para identificar o problema.
Primeiro. Ele não viu que Schuldich iria levá-lo ao plano astral. Nunca imaginou que ele tivesse tanto poder assim... Pelo visto o telepata evoluiu muito, pois ele sabe, fazer o que o alemão fez necessita de muito poder e experiência do telepata em si. Quando voltou a realidade, queria eliminá-lo, pois ele se tornou uma ameaça e... Foi aí que teve a visão, segundos antes de apertar o gatilho.
Sim, foi isso... Aquelas palavras despertaram seu instinto de sobrevivência e ocasionou a visão. Será que realmente foi isso? O desafio nas palavras do ruivo o fariam atirar, sobre essa questão não resta dúvidas e aquela reação sua desencadearia uma seqüência de eventos que culminaria em sua morte.
Segundo... Segundo. Não sabia qual era o segundo motivo e aquilo o frustrava. Estava revendo tudo o que aconteceu desde que Schul começou a se reaproximar de Nagi e tudo o que lembrava era daquela voz sexy, dos movimentos propositalmente lânguidos, dos olhares desafiadores, das palavras excitantes e...
"Merda!", Xingou-se em pensamento. O que significava aquela linha de raciocínio? Ele não podia estar gostando... Er... Sentindo desejos pelo ruivo, poderia?
A única resposta plausível era que... Sim. E essa resposta o irritava profundamente, mas era inegável que se excitou visível e perceptivelmente enquanto conversava com o ruivo... O maldito ruivo! Como aquele alemão podia ser tão sexy? Não sabia a resposta, mas... Tinha que admitir que aquilo o atrapalhou muito e...
" Quem precisa daquele ser detestável?", Segura com mais força no volante e acelera.
O americano sabia... Precisava descansar, tomar um bom banho e dormir. Não chegaria a nenhuma conclusão plausível de cabeça quente. Tinha que ficar calmo e centrado de novo para entender tudo, coisa por coisa. Abriu mais os vidros de seu carro e colocou uma música suave e relaxante para tocar. Tinha muita coisa pra pensar ainda...
OOO
18:00 PM. Dois dias depois.
Sua respiração estava suave e lenta, evidenciando o estado de relaxamento em que seu corpo se encontrava. Estava deitado em sua cama de bruços, enrolado até a cabeça, seu quarto estava na penumbra e tudo aquilo apenas o fazia querer dormir mais e mais e depois... Dormir mais um pouco.
" Nagi...", Ouve um sussurro ao longe, mas não dá bola. Está tão bom ali na cama que não quer levantar.
Schuldich estava escorado no batente da porta, olhando para Nagi adormecido na cama com um sorriso malicioso nos lábios. Naoe passara as últimas trinta e seis horas na frente de um computador invadindo sistemas como fôra pedido pelo cliente, teve que passar por várias seguranças, roubar arquivos e apagar sua entrada e isso lhe exigiu muita atenção, tanta que não pôde nem se aproximar muito do pequeno, porque senão atrapalharia a concentração dele.
"Mas agora você não me escapa... Katzchen.", Pensou consigo mesmo, adentrando no cômodo escuro e chegando até a cama do menino, sentando-se na borda.
Com lentidão Schuldich desenrolou Nagi, que vestia um pijama no mínimo pecaminoso. As peças eram pérola, destacando-se na pele cremosa de Nagi que continuava dormindo suavemente. Seus olhos claros percorreram o corpo do menino, reparando as pernas de fora, visto que ele estava com um short minúsculo por causa do calor que fazia aqueles dias e o mesmo deixava uma pequena parte das nádegas redondinhas a mostra. A blusa fina de manga curta estava erguida e Schul via a pele da cintura a sua total disposição.
"Hummm... Eu quero comer ele todinho!", O ruivo passa a língua nos lábios demoradamente, enquanto devorava aquele corpinho com os olhos.
Agora que a situação entre eles estava resolvida, Schuldich queria fazer amor com Nagi, mas devido aos trabalhos que executavam, teve que se manter afastado e... Só Deus sabe como isso fora difícil! Deixou o menino dormir por quase dez agora, mas agora não conseguia mais manter suas mãos afastadas dele.
" Nagi.", Chamou no ouvido dele após debruçar-se sobre o corpo menor.
" Hummm...", Apenas resmungou algo ininteligível e ficou na mesma posição.
" Vamos, acorde! Senão eu faço você acordar.", Avisou, agora torcendo pra que ele não acordasse.
" Me deixa dormir...", Falou de modo arrastado, virando o rosto pro outro lado.
" Você quem pediu.", Falou, um sorriso malicioso dançando em seus lábios.
Schuldich abaixou-se beijando a nuca dele bem de leve e foi descendo, até chegar a cintura, a mão atrevida apertando a coxa de leve, caminhando para a parte interna, vendo o corpo menor se remexer. Ia fazer Nagi acordar gemendo. Olhou aquele bumbum lindo e viu que a o tecido pegava três centímetros acima da curva e beijou bem ali, dando leves mordidinhas, lambendo logo em seguida, sentindo Nagi ficar mais e mais inquieto.
" Hummm...Uhhmm...", Por mais que quisesse ficar quieto, os toques de Schul faziam seu corpo reagir lentamente e os pensamentos dele pareciam música em sua cabeça. Não entendia as palavras, mas havia uma melodia... Uma melodia lasciva que deixava os fios de sua nuca eriçados.
Os dedos de Schul invadiam o insignificante short de Nagi, acariciando, os fios ruivos roçavam nas coxas do menino, causando arrepios visíveis. Sabia que ele estava despertando... Ou melhor, estava desperto já, apenas se mantinha quieto porque era teimoso ou talvez porque queria mesmo ser enlouquecido bem ali.
" Schul... Por que você não... Me deixa dormir quieto?", Perguntou pausadamente, ainda sonolento, mas despertando em outros sentidos.
" Hum... Por que estou com saudades e quero sair com você?", Ri divertido, mordendo de leve o lóbulo da orelha de Nagi.
" Some daqui... Senão eu te jogo na parede.", Resmungou sem a mínima vontade de sair. Até que se fosse pra ficar se agarrando ali na cama ele se animava.
Por um momento Schuldich se irritou com aquilo. Será que Nagi não percebia que ele estava morto de saudades, que queria beijá-lo, falar coisas bobas como um idiota apaixonado, coisa que definitivamente não combinava com ele, ficar em toda aquela melação apenas pra fazer o pequeno feliz? Não... Isso era algo que Fujimiya faria.
"Essas coisas não combinam comigo mesmo.", Ri ao pensar nisso.
" Apaga a luz quando sair...", Diz o menino, relaxando na cama de novo.
" Ah, Nagi... Vamos...", Sussurra no ouvido dele, persuasivo.
" ...!", Fica quieto, mas aquele tom de voz...
" Eu queria tanto comemorar nossa vitória... Te levar para algum lugar... Beijar você todinho... Ver seu corpo arrepiar-se de prazer... Hummm...", Seus dedos rodopiavam sobre as costas de Nagi, instigando sutilmente o adorável telecinético.
O telecinético se virou na cama, ficando de lado, olhando o telepata que sorria de maneira charmosa, a cabeça pendendo para o lado. Ainda estava muito cansado, ficara muito tempo decifrando códigos sem parar e não tinha dormido ainda nem dez horas, mas Schuldich lhe prometia o paraíso e ele estava quase tentado a aceitar.
" Vem, Nagi! Prometo realizar todos os seus desejos!", Lambe os lábios sensualmente, deixando que a ponta de seus dedos percorressem o braço exposto.
" Aonde você quer me levar?", Pergunta, cada vez mais propício a aceitar as propostas de Schuldich, além disso, ele estava tão lindo, sexy e instigante ali...
" Pensei em um hotel com uma linda vista para passarmos o final de semana fazendo amor... Ou sexo selvagem.", Uma gargalhada gostosa pode ser ouvida.
" Você não presta.", ¬¬ Dá um tapa na mão dele, balançando a cabeça.
" Mas você gosta!", Ainda portava o mesmo sorriso nos lábios.
" Para com isso.", Falou ainda vendo aqueles lábios curvados em um sorriso lascivo e aqueles olhos que queimavam em luxúria e... Amor.
" Trouxe uma roupa especial para você.", Falou, levantando-se e pegando uma sacola, realmente empolgado, sabendo que o moreninho não estava gostando muito da tal 'roupa especial', mesmo ainda não tendo visto a mesma.
" Eu já acordei e até me levanto, mas me recuso a vestir qualquer coisa que tenha escolhido pra mim.", ù.ú Avisa de antemão, levantando-se lentamente e erguendo os braços, esticando-se e se espreguiçando todo, quase caindo sentado na cama de novo ao se desequilibrar, mas os braços fortes de Schuldich enlaçaram sua cintura numa velocidade sobre-humana.
" Não quer vestir?", Pergunta baixinho no ouvido dele, fazendo-o arrepiar-se.
" Não...", Respondeu sem muita convicção.
" Vista e eu realizarei todos os seus... Tiefe Wünsche.", Lambeu a orelha de Nagi, mordiscando o lóbulo, enquanto suas mãos subiam por dentro da blusa pérola, prometendo com aquelas palavras realizar os desejos mais profundos do telecinético.
" Humm...", Mordeu os lábios, começando a sentir calor. Ah, seus desejos! Por que parecia tão deliciosamente pecaminoso quando era Schul quem dizia que realizaria seus mais profundos desejos?
" Coloca pra mim!", Pediu daquela maneira altamente instigante que tornava impossível dizer 'não'.
Rendendo-se, Nagi se afastou com dificuldade. Schuldich era realmente sua perdição! Suspirou e pegou a sacola das mãos dele, retirando as peças e olhando torto pro ruivo que sorria de orelha a orelha com um olhar pervertido que fez um frio subir por sua coluna, deixando-o desconcertado e para sua surpresa... Excitado com o que podia acontecer naquela noite.
"Pensando bem, só ficamos juntos aquele dia.", Se lembra da noite que resolveu tirar algumas satisfações com o telepata e... Acabou fazendo amor com ele. Passou os dias seguintes tão centrado no trabalho que mal beijou aquela boca deliciosa e agora realmente estava sentindo vontade de ficar com ele, sentir seu toque, seus beijos...
Nagi entrou no banheiro, tomando um banho rápido e logo se enxugou, voltando ao quarto, olhando a sacola deixada ali por Schuldich, retirando as peças da mesma, colocando-as sobre a cama. Vestia a roupa lentamente, pensando em como elas cabiam nele, já que aparentemente eram apertadas, mas para sua surpresa, eram incrivelmente confortáveis, delineando seu corpo apenas. O tecido era como uma segunda pele, macia ao toque, altamente sugestiva e... Era estranho, mas... Também excitante.
"Será que o Crawford não vai mesmo implicar com a gente? Schul falou de vitória, mas... Não sei. Se bem que o Crawford falou comigo apenas o necessário e mal se aproximou do Schul... Tá um clima meio estranho, mas... Que seja!", Deu de ombros. Sabia que o americano não parecia totalmente bem, lógico que ele conseguia enganar os clientes que continuavam achando-o o mesmo de sempre, mas ele via que o clarividente parecia ligeiramente disperso e definitivamente perturbado.
" Queria saber o que houve lá no escritório.", Falava consigo mesmo enquanto terminava de vestir a blusa e passava um perfume, olhando-se no espelho e penteando os cabelos.
Crawford queria mantê-los separado, tentou até mesmo estuprá-lo, além de ter falado todas aquelas palavras. Nagi sabia que ainda devia se sentir mal, mas por algum motivo, apesar de se lembrar claramente dos detalhes, sentia como se visse isso de fora, como um telespectador e não como alguém que 'participava da cena'.
"Talvez Schul tenha feito alguma coisa... Pra eu não sofrer.", Pensa, gostando de imaginar que o telepata se importava a esse ponto.
" Até quando vai ficar parado em frente ao espelho?", Ouviu a voz do alemão, virando-se para o mesmo.
" Não precisava vir aqui. Eu já acabei.", Falou bravo, desejando ter vestido o sobretudo antes, mas agora já era tarde demais.
" Oh, Gott! Nagi... Sie regen mich auf!", O ruivo morde os lábios pra se conter.
" Schuldich!", Tenta repreendê-lo em vão.
" Mas é verdade... Sie es sind aufregend!", Aproximou-se e o abraçou, depositando as palavras em alemão no ouvido de Nagi em um sussurro charmoso.
" Pá... Pára...", Corou até o último fio de cabelo. Por que Schuldich tinha que ficar falando que ele o excita, que ele é excitante? Isso o desconcertava...
" Não gosta que eu fale assim?", O puxou mais para si, deixando-o na ponta dos pés.
" Ahh... Schul...", Nagi gemeu envergonhado e ao mesmo tempo deliciado com as palavras dele. Não sabia se era a aproximação, a língua alemã que na boca de Schul parecia tão provocativa ou se era aquela roupa tão colava que o deixava tão... Abalado.
" Vamos.", Disse o ruivo, dando um beijo nos lábios macios e puxando Nagi.
OOO
A melodia parecia ter o som do pecado, o ambiente escuro era iluminado precariamente por luzes fracas, dando ao lugar um ar excitante. Corpos se moviam de acordo com a música de batida forte e profunda, que parecia atravessar sua mente e fazer com que se movesse em seu ritmo sem ao menos notar, seguindo a composição de forma quase inebriada.
Abriu os olhos azuis e fitou ao redor, não sabia como ninguém ainda não tinha implicado com ele ali ou mesmo como foi convencido a ir aquele lugar. Detestava lugares e músicas barulhentas, mas aquela lhe parecia especialmente... Apreciável! Ou seria na verdade uma aprovação vinda de Schul que ele sentia através do elo que partilhavam? Não sabia a resposta, mas... Estava adorando dançar ali. Nagi era o alvo de vários olhares, de homens e mulheres, gostando deveras de receber aquela atenção.
Nagi parecia uma presença encantadora como um pequeno deus do amor que encantava todos com sua beleza infante e ao mesmo tempo excitante. A roupa que adornava aquele corpo parecia mais uma segunda pele, a calça negra descia, parando cinco centímetros abaixo da virilha, onde havia um emaranhado de laços que permitia parte de sua pele ser vista, ligando o que poderia ser na verdade considerado um short as pernas de uma calça, que desciam coladas até os calcanhares, em seu pescoço havia uma fina e delicada coleira negra e seu tórax era coberto por uma blusa azul-marinho de manga longa, que deixava apenas a ponta de seus dedos a vista, três botões no meio fechados, deixando a mostra a pele do pescoço e abdômen.
Do outro lado da pista uma figura elegante e distinta se destacou. Os olhos azul-céu fixaram-se no pequeno corpo que se remexia sensualmente no ritmo da melodia, os fios chocolates eram lançados de um lado para o outro devido aos movimentos da cabeça e Schuldich lambeu os lábios, caminhando entre a multidão, como o predador entre os predadores, tendo apenas um alvo... Aquele anjo caído que se movia incessantemente.
Eu não quero tocar em você, ó baby!
E fazer seu jogo vai me deixar louco.
Sei que você pensa o amor é do seu jeito...
Coração quebrado e orgulho inteiro!
Schuldich chegou até onde estava o ser encantador de madeixas chocolate, contornando-o, fazendo os azuis em tons diferentes se encontrarem. Em movimentos lânguidos ele se aproximou mais, colocando a mão na cintura delgada e passaram a seguir o ritmo, juntos, exalando sensualidade e erotismo.
"Schul... Estão todos olhando.", Disse mentalmente ao mesmo, corado.
"Que eles vejam! Por que é só isso que vão fazer.", Sorriu divertido, ainda seguindo o ritmo da música.
Nagi sorriu timidamente e mesmo envergonhado estava gostando... Adorando... Amando ter aqueles olhos claros o devorando daquela maneira lasciva. Olhando dentro das íris de Schuldich, Nagi foi se soltando aos poucos, seus movimentos foram se tornando mais fluídos e provocantes, percebendo que estava agradando e em pouco tempo já havia erguido as mãos, remexendo os quadris sensualmente, virando, as mãos descendo pelo corpo lentamente, instigando...
Não suportando apenas olhar, Schuldich enlaçou a cintura do garoto, colocando as costas dele em seu tórax, dançando junto com o menino, aspirando o perfume suave e delicioso de Nagi, seus lábios apoderando-se na orelha dele enquanto suas mãos faziam círculos no abdômen do garoto, sentindo o menor estremecer, excitando-se com isso, percebendo o próprio corpo corresponder a presença delicada e sensual colada a ele.
A noção das coisas e pessoas ao redor foi esquecida. Um notava apenas o outro, o corpo... A mente... Moviam-se em sincronia, os quadris se esfregavam e Nagi podia sentir a excitação de Schul as suas costas, enquanto o ruivo captava seu estado pelos tremores extasiados de seu corpo. Aos olhos dos outros eles pareciam dois deuses dançando... Ou seria mais apropriado dizer, fazendo amor? A cena era bela, excitante... Ambos estavam banhados em luxúria, parecendo entidades etéreas ante tal perfeição.
"Schul...", O sussurro mental de Nagi parecia mais um gemido, estava ofegante e sua calça estava deveras apertada.
"Sim, Nagi?", Perguntou como se não notasse o que ocorria.
"Eu... Vamos parar...", O ar era puxado por sua boca rósea, quando foi simplesmente virado e teve seus lábios tomados pela boca carnuda de Schuldich, que continuava dançando, colocando sutilmente uma perna entre as suas, fazendo a temperatura de seu corpo aumentar.
O ruivo estava deliciado... Intoxicado com cada gemidos, sussurro ou reação que Nagi lhe mostrava. Era um viciado, mas já sabia disso há tempos! Desceu as mãos acariciando as costas delicadas, descendo e com a mão direita apertando as nádegas redondas, puxando-o mais para si, pressionando seu corpo.
" Schu... Schul...", Gemeu Nagi, corado, erguendo a cabeça quando sentiu seu corpo ser pressionado contra o dele ao ter as nádegas apertadas.
" Ja?", Perguntou deslizando seus lábios pelo pescoço alvo, fazendo movimentos circulares com a língua sobre um ponto logo atrás da orelha.
" Aahh... Pa-Pare... Aqui... Não...", Ofegava, sentindo seu membro enrijecer mais dentro da calça apertada, corando, não sabendo como afastá-lo.
" Mas por quê? Você está gostando tanto...", Riu deliciado na mente dele.
" Uhhmm... Onegai.", Apertou os braços dele, sentindo que podia morrer... Ou simplesmente chegar ao orgasmo apenas roçando seu corpo no dele, afinal... Aquela calça não parecia capaz de protegê-lo de nada e sua textura fina apenas contribuía para piorar seu estado.
" Quer sair daqui? Ir a um lugar mais... Reservado?", Mordiscou o lóbulo.
" H-Hai!", Afirmou, mordendo os lábios. Como ele podia fazer isso com ele?
Sorrindo, Schuldich afastou-se apenas um pouco, beijando Nagi rapidamente, mordendo o lábio inferior e puxando-o de leve, abraçando o corpo menor e caminhando junto do Prodígio, retirando a indução de que Nagi podia freqüentar o lugar, vendo os seguranças olharem alarmados, mas agora nada podiam fazer visto que estavam saindo. Deu sinal para um táxi e entrou, acomodando-se no banco de trás ao lado de Nagi.
O motorista olhava suspeito para os dois que se encontravam próximos demais para seu gosto e a roupa do menino lhe chamava muito a atenção. Viu o ruivo correr os dedos pela coxa do menor e já virou para trás a fim de xingar todos os palavrões do mundo e mandá-los sair do carro, isso se não chamasse a polícia para o homem mais velho que estava claramente abusando do menor, que com certeza estaria drogado.
" Nos leve ao hotel.", O sussurro mental ecoou pela mente do motorista e ele se virou para frente, obedecendo a ordem dada, pois era impossível desobedecer a mesma, afinal, ele precisava levá-los ou assim acreditava.
Vendo que esse problema já havia sido resolvido, Schul voltou-se para assuntos mais interessantes, passando a beijar o pescoço de Nagi enquanto sua mão subiu pela parte interna da coxa delineada, chegando ao membro, passando a palma da mão sobre o mesmo e então apertando de leve, sensualmente.
" Aahhhh...", Nagi gemeu, corado, contorcendo-se completamente excitado.
" Hummmm... Você é tão delicioso!", Elogia enquanto seus lábios percorriam o peito de Nagi e sua mão o massageava.
" Schul... Aahh... Pare...", Falava, sentindo arrepios percorrer sua coluna enquanto era acariciado por aquelas mãos grandes e gentis. Não tinha forças para afastá-lo e no momento não lembrava que tinha telesinése.
" Mas é tão bom... Ouvir você gemendo... Ver essa carinha corada...", Mordia os lábios de Nagi, olhando-o cheio de luxúria.
" Mas assim... Eu...", Ofegava. Pelo visto Schuldich queria enlouquecê-lo antes de chegar ao tal hotel que disse que o levaria, mas o faria se arrepender. O ruivo não podia simplesmente provocá-lo assim, era maldade demais!
" Huhuhu... Eu?! Malvado?", Pergunta malicioso, afastando o rosto para fitá-lo.
" Pare de ler minha mente.", O fuzila com o olhar, mas... Não adianta muito.
" Veja, chegamos!", Fala muito satisfeito.
" Eu vou fazer você pagar.", Falou o menino, saindo o carro com as pernas cambaleantes, mas logo conseguiu se firmar, porém... Ainda estava excitado e aquela calça não era a coisa mais discreta do mundo.
O elegante alemão logo pagou ao taxista, mandando-o embora sem sequer lembrar-se da cara deles, abraçou Nagi pela cintura e como não queria chatice, simplesmente já usou seus poderes, distorcendo a percepção da realidade das pessoas que ali trabalhavam para que não implicasse com o garoto ao seu lado, tornando para eles algo normal ter uma coisinha jovem e gostosa como aquela como namorado.
Pegou as chaves e perguntou se estava tudo preparado como ele pedira e obteve uma resposta positiva, o que o deixou muito satisfeito. Rapidamente entrou com Nagi no elevador, já olhando o menino com ambição e vendo nos olhos azuis que o mesmo captou muito bem o que estava pensando.
" Ah, não! No elevador, não!", Disse Nagi, dando um passo para trás.
" Ah, Nagi... Eu sempre quis te amassar no elevador.", Confessa safado.
" Mas hoje não.", u.u Responde, cruzando os braços.
" Então amanhã eu posso?", Gargalha e o puxa para si, abraçando-o.
" Não. Não pode!", Briga com ele, mas acaba beijando aquela boca deliciosa.
Saíram do elevador ainda se beijando, caminhando desajeitadamente, até que seus corpos foram parados ao se chocar com a porta do quarto em que ficariam. Rapidamente Schuldich abriu a última barreira que o impedia de estar em um lugar bem calmo e tranqüilo onde poderia fazer o que quisesse com aquele menino que sempre o deixava enlouquecido.
" E quem disse que você vai fazer alguma coisa?", Ouviu a voz de Nagi que usou seu dom para fechar a porta e empurrá-lo através do grande quarto e quando o ruivo se deu conta, estava sendo jogado na cama, ficando preso a mesma pelo poder telecinético do menino.
Amar assim...
Jamais dizer adeus!!!
Já não é mais...
" Wow! O que é isso, Liebe? Você está muito safado!", Perguntou erguendo a cabeça e olhando Nagi, que estava parado próximo a cama. Apesar de não poder se mover, sentia-se bem elétrico com a possibilidade de uma 'vingança' da parte dele. Queria saber do que seu pequeno garoto era capaz de fazer.
" Se acha que vai me provocar para que eu pare... Está muito enganado.", Fala, levando a mão aos botões da camisa que ainda estavam fechados e os abre, deixando o tecido suave deslizar por seus ombros e ir ao chão, logo em seguida passando a mão pelo peito claro lentamente, rodeando o mamilo que se arrepia com o toque, vendo os olhos de Schuldich fixos nele.
" Nagi...", Sussurra, arrepiando-se com a sensualidade do SEU garoto.
Nagi levou a mão no pescoço, passando o dedo indicador pela coleira negra, descendo pelo corpo, enquanto remexia-se sutilmente como se alguém estivesse ali, fazendo aquelas carícias, vendo os olhos azul-céu se escurecerem, deixando-o ainda mais lindo! Continuou seu intento e ajoelhou-se ao pé da cama, colocando lentamente as mãos nos lençóis, começando a engatinhar suavemente até chegar entre as pernas de Schul e colocar cada uma de um lado da cintura dele, sentando-se sobre as coxas musculosas, colocando as mãos no tórax definido.
" Hummm... Schul... Você está tão lindo assim! Tão perfeito! Mas você sabe disso, não é?", Fala, levando os dedos aos botões da blusa, abrindo um por um sem pressa alguma, lançando olhares lascivos e instigadores ao telepata.
" Sim, eu sei que sou gostoso!", Ele sorriu maliciosamente.
" Convencido!", Nagi acusou, ainda mantendo o pobre telepata paralisado.
" É apenas a verdade! Mas... Agora... Que tal me soltar?", Ele inquiriu.
" Pra que? Está tão bom assim!", Respondeu Nagi com um sorriso nos lábios.
" Nagi, Nagi... Não me provoque.", Avisa o menino.
Nagi, porém, não deu ouvidos, apenas deixou um sorriso travesso abandonar sua boca, enquanto olhava para o alemão indefeso na cama de lençóis amora. Ele abaixou-se, tomando os lábios carnudos, saboreando o gosto delicioso do telepata, brincando com a língua dele, sugando de leve e quando sentiu que Schul queria aprofundar o beijo, o encerrou-o para contrariar o ruivo, passando a mordiscar e lamber o queixo dele, descendo mais, deleitando-se com o pescoço do mesmo, mordendo logo atrás da orelha, ouvindo um gemido e ficando muito satisfeito com isso.
O ruivo sentiu que os beijos e mordiscadas desciam mais, chegando agora no peito onde a língua rósea fazia círculos. Viu o momento em que ela tocou de leve seu mamilo, fazendo-o enrijecer-se e o ruivo soube... Nagi não ia parar com suas 'torturas' tão cedo, mas o deixaria conduzir por mais algum tempo. A visão dele sugando seu mamilo era algo extremamente estimulante, fazendo sua respiração acelerar-se, apesar de tentar se controlar ao máximo.
" Hum... Gosta?", Nagi perguntou, seu tom de voz mais rouco que o habitual, após morder o mamilo do ruivo, vendo-o trincar os dentes pra não gemer alto.
" Humm... Liebechen... Eu estou avisando...", Schul disse, rouquíssimo.
" Pode avisar o quanto quiser... Não vai adiantar nada!", O sussurro melodioso apenas fazia Schuldich se excitar mais.
Querendo continuar sua pequena vingança, Nagi sentou-se sobre o membro coberto de Schuldich. Logicamente aquilo também era uma tortura para ele, mas... Ver o ruivo tentando se mover, louco para tocá-lo e com as íris escuras de desejo por ele valia a pena. Começou a se acariciar, apertando os próprios mamilos e remexendo o quadril languidamente, deixando pequenos gemidos sexys deixar sua garganta.
" Ah, Schul... Isso é tão gostoso!", Falou langoroso e corado. Ficava ligeiramente seu jeito por falar assim, mas sabia que isso excitaria mais o ruivo e... Realmente estava se divertindo com tudo o que estava fazendo.
" Nagi...", O nome do menino foi pronunciado num rosnado.
Nagi continuou a soltar gemidos ilegais de tão delirantes, fazendo a libido do ruivo chegar a níveis altíssimos, mas ainda assim, o moreninho o deixava preso a cama, enquanto arquejava e lançava a cabeça para trás de uma maneira sedutora, mas então tudo parou! Nagi se ergueu e desceu um pouco ficando entre as pernas do alemão, permanecendo quieto, fitando-o como se esperasse não só o corpo de Schul se acalmar como o dele também. Sorriu e olhou para a calça que o mesmo usava, abrindo o botão com sua telecinese, passando a língua nos lábios e se abaixando.
" Gott!", O ruivo exclamou ao ver Nagi puxando o zíper de sua calça com os dentes, o barulho parecendo a coisa mais erótica que já ouviu, talvez por ser produzida por uma ação do menino.
Assim que o zíper foi completamente abaixado, Nagi tratou de usar seu dom para retirar a peça, suspirando ao ver o quão afetado por suas carícias o ruivo estava. Ter um homem como o alemão na cama não era pra qualquer um e ele se sentia lisonjeado para não dizer orgulhoso de saber que fazia tudo isso com o ruivo.
" Que tal parar a brincadeira agora?", Perguntou o ruivo, seus olhos parecendo muito mais escuros que o normal devido a dilatação das pupilas.
" Mas estou me divertindo tanto...", O menino sorriu de maneira inocente, fazendo o ruivo sentir uma vontade insana de agarrá-lo no mesmo instante.
Antes que o ruivo pudesse falar algo, sentiu o toque dos lábios de Nagi em seu membro, ainda por cima da peça íntima de seda que usava e não pôde controlar um gemido mais alto que saiu de sua garganta, não acreditando em toda a sensualidade daquele menino tão fofo e sabia, pela mente dele, que o telecinético nunca fez algo parecido com Crawford e isso fazia uma satisfação a mais invadir seu ser.
Nagi soltava gemidinhos suaves como se estivesse sendo possuído, enquanto continuava seu trabalho, sentindo o membro do ruivo enrijecendo mais dentro da peça carmim, estimulando ainda mais o ruivo e quase estremecendo a cada gemido ou palavra desconexa que ouvia vindo de Schuldich.
" Ahh... Nagi...", Schuldich tentava mover o quadril para ter mais contato, mas a telecinese de Naoe o impedia de se mover.
" Hummm... Schul...", Apertou as coxas definidas e sugou com um pouco mais de força, sua face corada de prazer.
"Gott! Ele quer mesmo me enlouquecer!", Pensou o ruivo e sabia, tinha que fazer algo e logo! Tomado pelo desejo de tocá-lo, de ouvir aquele menino gritar de prazer seu nome de maneira desesperada, o telepata projetou para Nagi todo a onda extasiante que sentia através do elo mental que compartilhavam, vendo o corpo menor estremecer no mesmo instante.
" Aahhhhhhh...", Nagi gemeu alto quase caindo na cama, totalmente trêmulo e zonzo. O que sentiu vindo de Schul foi tão intenso que o desconcentrou, fazendo-o sentar-se e respirar fundo a fim de se controlar.
" O que foi, Liebe?", O ruivo já estava sentado na cama, sussurrando no ouvido de Nagi, sorrindo malicioso ao ver que o desequilibrou com tão pouco.
" Schul!", Nagi mal pode dizer o nome dele e já foi agarrado pela cintura e virado, sentindo as costas bater suavemente sobre os lençóis frios, tendo rapidamente as mãos seguras pelo telepata, que lhe sorriu maliciosa e sarcasticamente para ele.
" Agora é minha vez... Não acha, Liebe?", Passou a língua nos lábios.
" Ainda nã... Aahhhhh...", Não pode concluir a frase, pois sentiu os dedos longos de Schul tocando seu membro para então apertá-lo, fazendo-o arquear e não conseguir se concentrar para afastar Schul.
" Hummm... Agora sim. Eu vou fazer você gemer... Nagi!", Disse o ruivo ainda com um sorriso nos lábios.
Schuldich sabia que Nagi era jovem e ainda não tinha muito controle sobre si mesmo, por isso fora fácil desconcentrá-lo, mas realmente queria muito ouvir e ver o prazer de Nagi, aquela boca pequena se abrindo para despejar seus langorosos gemidos, a face corada em quase êxtase, o corpo tremendo pelos toques que ele empregava. Com habilidade, abriu o zíper da calça e desceu-a até quase o meio das coxas, surpreendendo-se ao ver que não havia nada por baixo.
" Ora, como estamos ficando safados, não?", Pergunta malicioso.
" Não é isso! Apenas ia aparecer a marca e... Para de me olhar assim!", Brigou, agora completamente corado de vergonha e ainda excitado. Virou o rosto, desviando o olhar do de Schuldich.
" Eu sei, liebechen.", Riu baixinho. Nagi ficava ainda mais adorável corado.
" ...!", Nagi ainda não tinha coragem de fitá-lo.
" Eu sei que você não é safado... É tão doce e puro! Dá vontade de te morder todinho!", Beija a face dele, descendo pelo maxilar, dando mordiscadas instigantes, enquanto seus dedos tocaram de leve o membro intumescido, subindo e descendo bem devagar, sendo que apenas os dígitos tocavam a pele sensível do pênis.
" Aahhhhh... Schul...", Gemeu Nagi, arquejando. O toque era suave, mas muito prazeroso e ele estava muito sensível, visto que estava sendo instigado desde que acordara naquela noite.
Schuldich beijava o tórax macio, contornando o mamilo com a língua, para então morder de leve, prender o mesmo entre os dentes e depois sugar. Seu indicador batia de leve na pequena fenda que deixava um líquido perolado escapar, ouvindo com prazer os gemidos de Nagi, que movia o quadril contra si, desejando mais contato.
Nagi sentiu seus pulsos serem soltos, mas permaneceu quieto, ainda tentava controlar a respiração e o as reações de seu corpo, sentindo que aquela calça justa era retirada de seu corpo rapidamente e procurou o olhar de Schuldich, que lhe sorriu e veio até ele, tomando seus lábios em um beijo profundo, onde saborearam o gosto um do outro, enquanto suas mãos percorriam aquelas costas largas do alemão, sentindo os músculos tensos sob a ponta de seus dedos.
" Ahh... Schul... Hummm... Venha...", Pediu em um sussurro doce no ouvido do alemão, sentindo ele se arrepiar completamente.
" Ainda não, mein klein!", Olhou-o nos olhos, acariciando a face clara.
" Mas Schul...", Nagi choramingou. Estava sendo torturado desde que fora acordado por Schul, não estava achando aquilo justo para consigo.
" Shhh...", Colocou um dedo sobre os lábios dele, silenciando-o.
Ergueu-se, olhando aquele corpo sobre a cama, a pele clara destacando-se nos lençóis amora, os olhos azuis lhe lembrando o mais profundo oceano repleto de desejos por ele, ansiando seu toque, completamente entregue, apenas esperando... E ele não ia decepcionar. Voltou a tocar o membro intumescido e abaixou-se, tocando a glande com a língua, ouvindo um gemido mais alto. Segurou os quadris delicados para mantê-lo no lugar e foi engolindo-o aos poucos, até tê-lo todo dentro da boca.
" Aaahhhhhh... Schu... Schul...", Os lençóis eram repuxados por Nagi, que mordia os lábios tentando se controlar quando a boca quente do alemão começou a subir e descer lentamente, fazendo correntes elétricas percorrerem sua coluna e seu baixo-ventre, aumentando a cada segundo, tornando-se cada vez mais difícil de conter.
" Deixa eu te provar, Liebe!", A voz de Schul ressonou lânguida na mente de Nagi, enquanto ele aumentava o ritmo, abrindo mais as pernas macias, apertando a parte interna da coxa com uma mão e acariciando os testículos com a outra.
" Aaahhhhhhhhhhhh...", Nagi gritou alto, arqueando, sentindo a realidade ao seu redor sumir quando caiu naquele abismo chamado orgasmo, todo seu corpo tremendo e espasmos arraigando por cada célula, fazendo-o verter dentro daquela talentosa boca todo o seu prazer.
Schuldich sugou Nagi até a última gota, sentindo seu membro endurecer mais enquanto provava o gosto único daquele menino que havia roubado-lhe o coração e a alma, erguendo-se e olhando a face corada de prazer, enquanto o mesmo tentava acalmar a respiração. Deu-lhe um beijo rápido nos lábios e se levantou, caminhando até o uma pequena geladeira e pegando champanhe para comemorar, vendo que ali também tinha creme de leite, morangos... A noite seria longa e a fome de ambos com certeza seria saciada.
" Schul... O que está fazendo?", Perguntou Nagi, sentando-se e olhando Schul.
" Apenas pegando uma bebida.", Disse, voltando a cama. Estava se controlando bravamente, mas sabia que faltava pouco para perder a cabeça e atacar o menino de vez.
" Beber agora? Pelo amor de Deus, Schul! Deixa essa garrafa pra depois.", Falou contrariado, já pensando em trazê-lo pra cama com seus poderes.
" Hum... Me quer dentro de você agora, Nagi?", Perguntou safado.
" Por que? Vai me dizer que não está louco pra se ver dentro de mim?", Rebateu, pendendo a cabeça de lado e passeando os dedos pelo próprio abdômen.
" Você está mesmo provocante hoje, hum?", Disse, voltando a cama, ajoelhando-se nela e beijando a boca do menino, fazendo-o sentir seu próprio gosto.
Beijaram-se por um longo tempo, até que Schul parou por um tempo e abriu a garrafa, não ligando para a falta de copos, na verdade esse acessório não estava em seus planos mesmo. Quem precisa de copo? Tomou um pouco e então voltou a beijar Nagi, compartilhando a bebida com ele, que escorreu um pouco pelo canto dos lábios enquanto permaneciam se beijando cada vez mais intensamente. O ruivo deitou Nagi na cama e o fez beber mais um pouco, voltando a beijá-lo, sempre tendo o cuidado de não deixá-lo engasgar. Foi descendo os beijos e então derramou um pouco na barriga do telecinético, lambendo e enfiando a língua no umbigo, ouvindo novos gemidos.
Permaneceram naquela brincadeira por algum tempo, até que Schuldich percebeu que Nagi voltava a se excitar. Riu malicioso e derramou um pouco da bebida borbulhante sobre o membro dele, ouvindo um gritinho de susto pelo frio, mas logo Nagi se aqueceu quando sentiu a boca do ruivo nele de novo. A garrafa foi esquecida e agora os dedos do telepata eram sugados pelo moreninho que voltava a sentir a língua do amante em seu abdômen. Quando os dedos estavam suficientemente úmidos, foram imediatamente retirados de sua boca.
" Ich wünsche Sie... Ah, Nagi, eu desejo tanto... Você nem sabe o quanto!", Sussurrou rouco, introduzindo um dedo dentro dele, vendo o menino arquear gracioso e remexer-se todo sob seus toques, acariciando-o por dentro, preparando-o cuidadosamente.
" Aahhhh... Schul... Hummm... Motto...", Pediu já bastante excitado. O ruivo realmente sabia como despertar seus desejos!
Atendendo aos pedidos do pequeno, Schuldich acrescentou mais um dedo, tocando bem de leve aquele ponto mágico dentro de Nagi, ouvindo os gemidos langorosos dele se desprenderem de sua garganta com mais facilidade e freqüência. Logo um terceiro dedo foi acrescentado, fazendo companhia aos outros dois, alargando-o mais para recebê-lo, quase enlouquecendo com as contrações que sentia do canal sobre seus dedos.
" Mögen sie?", Perguntou, mordendo os lábios.
" Ha-Hai... Gosto!", Respondeu entre gemidos, movendo o quadril, lançando a Schul um olhar de puro desejo, querendo senti-lo logo dentro de si, por isso ergueu as mãos chamando-o num pedido mudo para que o tomasse logo.
Não resistindo, Schuldich retirou os dedos, erguendo-se, passando a mão sobre o membro ainda preso dentro da peça íntima, apertando e gemendo para Naoe ver, percebendo que isso excitou mais seu pequeno amante. Sabia... Nagi tinha uma grande influência, podia até dizer controle sobre si, mas ele não se importava! Daria os céus aquele menino e condenaria a morte quem quisesse feri-lo. Claro! Aquilo não combinava com ele, mas... Ninguém precisava saber mesmo! Retirou a peça, jogando-a longe e deitou-se sobre o amante.
Nagi logo enlaçou o pescoço do ruivo, beijando-o e sendo correspondido na mesma intensidade. Suas pernas foram afastadas e o alemão encaixou-se entre elas, segurando os quadris com firmeza, roçando a glande na entrada do jovem que se contraía, lubrificando um pouco mais para só então iniciar a penetração lentamente, engolindo os gemidos de Nagi, que o apertou mais no abraço.
" Aahhhh... Schul...", Gemeu, lançando a cabeça para trás.
" Hummmm... Você é tão bom! Gott! Tão apertado...", Rosnou extasiado no ouvido de Nagi, entrando mais e mais, até se ver todo dentro dele, parando para que o menino pudesse se acostumar.
Nagi estava maravilhado! Sentia todo o carinho, paixão... Amor vindo de Schuldich. Por mais que ele não lhe dissesse tudo o que estava em seu coração, podia sentir isso, cada sentimento dele, afinal, compartilhavam de um elo profundo. Sentiu beijinhos em sua face e abriu os olhos, sorrindo ao ruivo e movendo o quadril circularmente, vendo a expressão de doce prazer no rosto do alemão.
" Mova-se... Venha... Eu quero!", Gemeu no ouvido dele, totalmente entregue. O queria bem forte, o tocando fundo e de maneira enlouquecida.
" Ah... Liebe! Ich bilde wohles starkes! Ich berühre Sie tief!", Declarou, retirando-se de dentro dele para voltar logo depois com força, tocando-o bem fundo como disse em sua língua natal que faria.
" Aahhhhhhh...", Nagi gritou, jogando a cabeça para trás, sentindo as investidas profundas tocarem com força seu ponto sensível, proporcionando um prazer cem vezes mais intenso do que quando os dedos do alemão estavam dentro dele.
" Uhhmmm... Isso... Geme... Es ächzt für mich, Liebe!", Schul pediu, mordendo o pescoço de Nagi, segurando a cintura dele com uma das mãos e puxando-o mais para si, angulando o quadril para atingi-lo de maneira mais intensa e prazerosa.
" Aahh... Aahhhhhh... Schul... Motto... Motto... Aahhhh... Onegai...", Nagi realizava o desejo de Schul, gemendo mais e mais. As pernas esguias enlaçaram-se na cintura do alemão, apertando-o, permitindo que ele entrasse ainda mais profundamente em si, perdendo-se naquelas sensações maravilhosas, sentindo seu coração acelerar e sabendo que o mesmo acontecia com o de Schuldich.
Schuldich rosnou ao ouvir as súplicas langorosas de Nagi, se propondo a realizar aquele pedido imediatamente, aumentando em força e velocidade, tomando os lábios macios em seguida, devorando a boca doce, sentindo aquelas unhas finas em suas costas o arranhando, mas não se importava se ficasse marcas, na verdade aqueles gestos dele apenas o deliciava mais. Seus dedos procuraram os de Nagi, entrelaçando-se neles, abandonando os lábios do moreninho a fim de permitir que o mesmo expressasse tudo o que estava sentindo em gritos extasiados.
" Aahhh... Schu... Schu... Isso... Hummm...", Nagi se sentia completamente em paz naquele momento, estava no paraíso, um paraíso particular que só conseguia alcançar nos braços daquele que mais amava.
" É assim... Que quer... Liebe? Está... Gostoso?", Sussurra no ouvido de Nagi. Logicamente sabia o quão ele estava apreciando tudo o que faziam, mas... Queria ouvir.
" Aahh... Haaaiii... Isso... Isso é tão boooommm...", A voz do menino saiu arrastada e ele se deixava levar mais e mais pelo prazer que o assolava, enquanto seu corpo se movia em sincronia com o de Schuldich.
" Aahhh... Bom...", Gemeu, uma fina camada de suor cobrindo o corpo de Schuldich e o ruivo via que o mesmo acontecia com Nagi. Beijou a mão dele e ergueu-se apenas um pouco, continuando as firmes investidas, levando os dedos ao membro que era acariciado por seu abdômen e envolvendo-os, passando a estimulá-lo com mais intensidade.
" Aaahhhhhhhh...", Seu gemido aproximou-se muito mais de um grito.
Os pensamentos desconexos chegavam a Schuldich rapidamente, as sensações em seu corpo eram fortes, fazendo-o se perder naquele mar de extasiante. Nagi não sabia como estava conseguindo resistir, mas ser estimulado por dentro e por fora tão intensamente e sentir ondas de prazer vindas de Schul através do elo mental de ambos estava sendo demais para ele!
" Schul... Eu... Assim... Aahhhh...", Nagi não conseguia controlar a respiração, não conseguia lidar com tudo o que sentia... Entreabriu os olhos azuis, que agora podiam ser facilmente confundidos com negro de tão dilatadas que estavam as pupilas e puxou o ruivo mais para si, apertando as pernas ao redor da cintura do alemão.
" Aahhh... Goza... Es genießt für mich!", As palavras foram sussurradas no ouvido do menor quando Schul viu que também não era capaz de resistir por muito tempo.
"Então vem comigo!", Nagi não era capaz de pronunciar palavras, então apenas sibilou em pensamento, sabendo que Schul captaria, agarrando o ruivo, mordendo o ombro dele, enquanto sentia que o mundo explodia diante de si.
O orgasmo veio no mesmo instante para os dois, que gemeram longamente. O corpo menor contraiu-se completamente e Nagi lançou a cabeça para trás, contorcendo-se e sentindo os intensos espasmos percorrerem cada célula enquanto vertia seu prazer nas mãos de Schuldich, que ao ter o membro pressionado e massageado pelo canal apertado que se contraía sucessivamente, deixou-se levar pelo êxtase, derramando-se todo dentro do moreninho, gemendo o nome dele no processo.
Os quadris ainda se moviam juntos, até que foram parando como se um acordo fosse firmado entre eles. Tudo parou e o silêncio no quarto era quebrado apenas pela respiração ainda ofegante dos amantes, que depois de alguns minutos normalizaram-se. Os azul-céu de Schuldich se encontraram com os azul-oceano de Nagi e ambos permaneceram numa admiração mútua por longos minutos onde nada era importante, a não ser um ao outro. O alemão foi aproximando-se lentamente tocando os lábios avermelhados de Nagi em um beijo repleto de amor, ambos ainda sentindo os vestígios do êxtase obtido.
" Aishiteru!", Nagi diz olhando-o apaixonadamente.
" Aishiterumo!", Responde acariciando a face clara com devoção.
" Hum... Achei que fosse responder em alemão.", Sorri divertido.
" Oh! Você queria em alemão? Gostou, né? Confessa que você acha super sexy quando eu falo 'goza pra mim', em alemão!", O ruivo sorri malicioso, piscando o olho.
" Ah, Schul! Pelo amor de Deus!", ò.ó O menino fica bravo ante aquelas palavras. Sabia que ele estava brincando, mas... Poxa! Eles estavam, num momento romântico!
" Ah, Liebe... Ich liebe Sie auch!", Repete, dizendo que também o ama, retirando-se enfim de dentro do menino, meio que se lamentando pela perda de calor.
Nagi ficou em silêncio, sorrindo, principalmente ao sentir seu corpo sendo puxado pelo ruivo, sendo acalentado por aqueles braços quentes e relaxando, finalmente se sentindo em paz... Uma paz que não parecia ser capaz de ser abalada por nada nem ninguém!
"Mas... E se Crawford resolver nos separar? Afinal... Ele não aceita fácil uma derrota. Eu sei que ele perdeu pro Schul, mas... Isso não significa que ele tenha desistido e...", Sentiu seu rosto sendo erguido pelos dedos de Schul, que o olhava sério.
" Não pense nele agora.", Disse mantendo o olhar de Nagi fixo no seu.
" Mas...", Os dedos tocaram seus lábios, silenciando-o.
" Ele não vai nos atrapalhar. Não há vantagem nisso para ele, apenas... Desvantagens. Então não pense mais nisso. Esqueça que um dia Crawford te tocou.", Fala seriamente, uma pequena parte de si desejando que Nagi esquecesse tudo... Até mesmo do prazer distorcido que o americano lhe havia proporcionado.
" Hum. Entendi.", Responde, achando lógica naquelas palavras.
" Bom mesmo.", u.u Agora que não ia mesmo deixar que outros se aproximassem de seu e só SEU Liebe.
" Está com ciúmes?", Õ.o Perguntou, achando estranha tal reação.
" Eu?! Com ciúmes? Por favor, Nagi! Eu sou o telepata ruivo gostosão! Quem seria capaz de me roubar você?", Fala de modo arrogante como se fosse o óbvio.
Nagi revira os olhos e se senta, olhando ao redor, só agora reparando no quarto, percebendo o quão luxuoso era o mesmo e com certeza custaria um valor absurdo de tão alto. Só agora lhe veio a mente que podiam ter ficado juntos em casa, mas o ruivo queria muito sair e depois lhe trouxe para aquele hotel pomposo. Fez menção de se levantar, mas sentiu braços fortes envolvendo-o e a cabeça do ruivo descansar em seu ombro, os fios macios fazendo cócegas em seu peito.
" Schul?", Nagi chama ao ver que o ruivo não ia falar nada.
" Hum?", Permaneceu na mesma posição, apenas apertando-o mais contra si.
" Não é melhor irmos? Vai ficar caro...", Comenta, não sabendo o que pensar da atitude do ruivo. Não sabia o que Schuldich estava pensando, mas sentia algo tão cálido vindo dele!
" Isso é irrelevante!", Fala em tom baixo.
" Mas...", Tenta fitar os olhos dele, mas não consegue.
" Vamos ficar aqui a noite toda fazendo amor... Eu não vou te deixar dormir!", Diz dando um beijo no pescoço dele, logo após sussurrar aquelas palavras.
" Schuldich...", Morde o lábio inferior, sentindo-se estremecer por dentro.
" Passarei a noite toda aqui com você... Acariciando seu corpo, te dando prazer... Provando que nada disso é brincadeira, que é real... E tão importante pra mim quanto é pra você.", Falou no ouvido dele num sussurro suave, mas convicto, mostrando que não havia falsidade naquelas palavras.
Nagi virou-se, olhando dentro dos olhos azuis, sabendo que não era uma mentira... Via dentro das íris claras... Sentia dentro de seu coração que não havia MAIS brincadeira, mas sim uma seriedade profunda e sorriu... Sorriu como nunca havia feito antes, completamente feliz por saber que era amado da mesma forma que amava, por saber que agora nunca mais seria... Abandonado.
" Ich liebe dich!", Ouviu novamente aquela declaração e deixou seus lábios serem tomados pela boca de Schuldich, entregue aquele nobre sentimento.
Amar assim...
Jamais dizer adeus!!!
Já não é mais a grande surpresa.
Viver assim a se morder de amor!
Liebe... Amor... Um sentindo que para Schuldich representava fraqueza... Uma fraqueza absoluta e sem igual, mas essa palavra agora tinha um novo significado em seu vocabulário... Representava determinação, força... Poder! Era algo que transcendia todas as coisas, mas... Ninguém precisava saber que ele pensava isso agora... Ninguém, a não ser uma pessoa...
" Hum... Meine Liebe!", E seus corpos caíram na cama, tocando um ao outro em reconhecimento e Nagi tinha certeza de uma coisa... Naquela noite não dormiria, mas... Aquilo não parecia tão mal assim, afinal... Estava salvo em um paraíso só seu.
Fim!!!
OOO
Uaahhhhhhhhhhhhhh!!! Acabei!!!! \o/
Finalmente depois de tanto tempo essa trilogia está completa... E eu consegui finalizar Liebe! Tudo bem que ela já estava toda escrita quando publiquei o capítulo 01, mas... Nyahhhh! Eu acabei! o//
Devo dizer que eu empaquei legal antes de começar a escrever Liebe. Tudo por causa de trabalho e doença... Os dois muito interligados se é que me entendem. ¬¬' Bom... Eu havia terminado 'Eu Apaixonado?!' em 14/01/2006... E comecei a escrever Liebe em 17/04/2006... Mas aí empaquei e ela ficou meio largada... Então recomecei a escrevê-la em 23/06/2006, mas foi outra tentativa falha... Eu não tava gostando, parecia que faltava algo e junto com todos os meus outros problemas e eu achei que nunca ia terminá-la, no entanto, em 15/10/2006... Lá vai Yume escrever a fic, mas agora começando do zero... Determinada E a coisa foi fluindo... E quando dei por mim... Ela estava finalizada em 03/12/2006/o/ Sim, povo! Essa foi à trajetória dessa fic e da minha batalha pra finalizá-la e agora ela está completa em suas mãos! XD
Se bem que, como terminei Liebe em Dezembro e não Novembro, adquiri uma dívida com a Evil... ¬¬ E terei que fazer uma fic com o Brad uke... XDDD Mas isso é outra história e há controvérsias se eu realmente prometi terminar o cap 03 antes do último dia de Novembro, mas tudo bem... u.u Será um desafio que eu aceito e... Whauauahuaau vai ser MUITO engraçado. Sim, eu já tenho a história em mente! XD
Mas voltando a Liebe... XDDD
A música desse capítulo é Mordida de Amor, do Yahoo. Ela é a versão brasileira da música Love Bites, do Cap 01. Adoro ela! - Acho que combina com a história dos dois e era pra mesma ter sido incluída no cap 02, mas... Eu acabei esquecendo. ¬¬
Agora vamos ao dicionário desse capítulo para entendermos o que o nosso ruivo telepata gostosão quis dizer pro Nagi fofo! XP Agradeço a Lady Anúbis por me ajudar com ele!
Mein schön - Meu Lindo.
Mein klein - Meu Pequeno.
Ja - Sim.
Mein kind - Minha Criança.
Liebe - Amor! XP
Sie - Não.
Ich liebe dich - Eu te amo.
Liebechen - Amorzinho.
Katzchen - Gatinho.
Tiefe Wünsche - Desejos profundos.
Gott - Deus.
Sie regen mich auf - Você me excita.
Sie es sind aufregend - Você é excitante.
Ich wünsche Sie - Eu desejo você.
Mögen sie? - Você gosta?
Ich bilde wohles starkes! Ich berühre Sie tief - Farei bem forte! Te tocarei bem fundo.
Es ächzt für mich, Liebe - Geme pra mim, amor!
Es genießt für mich - Goza pra mim.
Ich liebe Sie auch - Eu também te amo.
Sei que todo muito já sabe o que significam essas palavras em japonês, mas... Não custa nada colocar o significado, né!
Onegai - Por favor.
Hai - Sim.
Motto - Mais.
Aishiteru - Eu te amo.
Aishiterumo - Eu também te amo.
Agradeço a Lady Anúbis, Mystik, Freya de Niord, Yue-chan, Ana Paula e Aya-chan pelos comentários enviados. Adorei cada um! Obrigada também a Dark Wolf pelo comentário lindo que deixou quando atualizou o site e falou da minha fic!
E também um agradecimento especial a Evil Kitsune, Lady Anúbis e Mey Lyen por me atuarem no MSN, quando eu ficava querendo saber a cada página escrita se tá 'legal'. XDD
Ofereço esse capítulo a Lady Anúbis, que me incentivou muito e também me acalmou nas cenas em que o Schul conversava e depois lutava com o Brad, porque eu ficava insegura se tava bom ou não e ela dissipava minha insegurança!
Ah! Uma certa banana terá que fazer muito pra se redimir, sabe... ¬¬'
Muito obrigada, Evil Kitsune por betar a fic pra mim! Valeu/o/ Mesmo que você tenha demorado um pouquinho, você sabe que eu amo a sua forma de betar e... Seus comentários na revisão são ótimos! XD
Espero receber mais coments e peço que me falem o que achou da luta do Schul com o Brad, bem como foi esse capítulo em geral... O que acharam do lemon? Ou melhor, a fic como um todo. Ela realmente ficou boa? lado inseguro em alta O.o
Lembrem-se: Mais comentários, mais fics! E veremos o que mais o Schul pode fazer com o Nagi! XDDDD
Um abraço a todos e muito obrigada por lerem a fic!
03 de Dezembro de 2006.
01:19 AM.
Yume Vy
