Capítulo II – "Plaisanteries avec les Débutants"

Universidade de Paris - Sorbonne, Paris, França, quinta-feira, 11:25.

- Arghh! Por que os veteranos fazem trotes com os calouros! - indagava-se Milo em voz alta - Pelo menos a minha calça ficou com um visual renovado! - sorriu olhando para as calças sujas de tinta.

Milo olhou para os lados, ainda procurava pelo rapaz ruivo que tinha avistado no primeiro dia de aula. Andou um pouco para fora do prédio onde ocorriam as suas aulas e sentou-se em cima de uma grande mesa de cimento que estava em frente à cantina do local. Abriu o caderno e conferiu quais seriam as aulas de amanhã, sexta-feira. Ficou aliviado, teria somente uma única aula, de "Introdução à Publicidade e Propaganda". Ficou bastante contente, porque era a aula que estava esperando a semana inteira para acontecer, pois acreditava que esta seria a disciplina que abriria as "portas do mundo da publicidade" ou, ao menos, traria alguma noção do que era a profissão que ele escolheu.

Enquanto estava sentado, ergueu um pouco para cima os quadris, e tirou de dentro do bolso dianteiro da calça um caneta esferográfica, e escolheu uma folha em branca do caderno para rabiscá-la um pouco. Começou a desenhar. Primeiramente um círculo meio ovulado, em seguida três linhas paralelas na horizontal e uma na vertical cortando-as, sendo todas curvas, que dividiram o círculo em oito partes. A linha central foi usada como referência para encontrar o meio do nariz e da boca, as duas primeiras linha paralelas serviram de referência para desenhar os olhos, enquanto que a terceira, a boca. Esboçou a boca com cuidado, desenhando os lábios superiores e inferiores e dando-lhes a impressão de que estavam sorrindo para o grego. Tal ação que fez Milo pensar "Será que é assim...". Então, sentiu uma unha o tocando nas costas.

- Hi, honey! Como vai você?

- Ah... Oi Dido. Vou bem cara, e você? - Milo fechou o caderno certificando que tinha marcado a folha com a caneta.

- Xii... Acho que eu não cheguei em boa hora... Mas eu vou bem, apesar do meu estado las-ti-má-vel. Como podem deixar uma pessoa como eu desse jeito! -resmungou o sueco.

- Num é nada cara, é porque ontem você não apareceu na aula de "PT" e fiquei me perguntando o que poderia ter acontecido com você.

- "PT"? Produção Textual? - perguntou Dido ao amigo e ele balançou a cabeça afirmando - Você se preocupou comigo, honey? - Dido segurou o queixo de Milo e falou sorrindo - Que gracinha! Deixa eu ver a sua camisa! Qual é a frase de hoje? Aaa... Num tem frase hoje ...

- É só uma guitarra prateada, gostou?

- Sim! - Dido sorriu para Milo.

- Eu queria perguntar algo a você, posso? Pode ser até meio indiscreto...

- Diga.

- Num leva a mau não Dido, mas esse não é o seu nome de verdade, é? - pergunto Milo.

- Hummm... Esse vai ser o nosso segredinho... - Dido falou no pé do ouvido de Milo o seu verdadeiro nome - Você não vai contar pra ninguém, né? Combinado?

- Não se preocupe o segredo está guardado comigo - o grego fez um gesto de como estivesse fechando a boca com um zíper.

- Ai que ótimo! - o sueco pegou as mãos do loiro e as segurou com força.

- Mas por que tanto aborrecimento por causa da sua imagem? Você apenas está com a maquiagem do rosto borrada e a blusa cheia de tinta. E olha a minha calça! - Milo começa a rir do próprio do comentário.

- Só isso! Homens! ... Eu juro que vou matar a pessoa que mandou fazer isso comigo! A minha blusa...

As palavras que Dido exclamava estavam ficando distantes e sem sonoridade para o loiro. A sua atenção estava voltada para uma mulher que se aproximava dos dois e apontava para Dido com o dedo indicador de uma mão e pedindo com a outra para que o grego permanecesse calado.

- Quem é? - indagou-se Dido ao sentir alguém tampando-lhe os olhos.

- É um homem bem gostoso doido pra dá uns amassos fortes nessa gracinha aqui!

- Anna! Darling, querida, há quanto tempo? Sua perua! Olha o que fizeram comigo! - disse Dido empurrando de leve a mulher e apontando para as manchas de tinta colorida que estavam distribuídas em locais diferentes da camisa.

- Dido ... - ela faz uma cara de manhosa - Olha, a culpa não é minha, apesar deu ser diretora do centro acadêmico, eu não pude fazer nada. Eu sei que isso é armação dos alunos que entraram no ano passado. Mas até que o seu trote foi levinho, vai... Teve gente que saiu praticamente irreconhecível!

- Mas olha o estado da minha blusa nova! Ela é de linho e essas manchas vão ser difíceis de tirar!

- Não tem problema... Faça o seguinte: leve até a lavanderia que é a três quarteirões de onde você mora. Eu tenho uma conta lá e você pode deixá-la, depois é só me reembolsar, tá! O serviço deles é ma-ra-vi-lho-so...

A conversa entre Dido e Anna estava sendo entediante para Milo. Duas pessoas falando de roupas, para ele aquilo era falta de assunto. Mas ele preferiu prestar atenção na mulher que ficou na frente dele. A tal Anna. Na visão do grego ela tinha uma beleza exótica, nada comparada às mulheres francesas, que em sua maioria eram magérrimas. Essa não. Devia ter 1,70mt de altura, pele negra, tinha as formas do corpo bem desenhadas, lembrava uma ampulheta, seios grandes, cintura fina, quadris largos e coxas grossas. Cabelos cacheados com mechas cor de vinho e castanho-claro, uma franja bem lisa e comprida completava o visual. Vestia uma blusa de alças largas branca bem decota, mostrando o grande volume dos seios e a peça era justa, acentuando ainda mais a cintura. Uma saia em jeans escuro que tinha o comprimento na altura do joelho e desenhava o formato dos quadris e das coxas. Nos pés, um sapato fechado na frente, mas que deixava o calcanhar aparecendo. Subiu de novo o olhar e parou justamente no decote da blusa, a impressão que ele tinha era que os seios dela estavam o chamando, dizendo assim "Olhe para mim, olhe para mim..." Se diziam ou não, Milo não tinha certeza, mas tratou de obedecer. Até que algo estranho aconteceu justamente para o local que olhava, uma mão de repente apalpou a região.

- Pará Dido! - tentava Anna impedir que Dido pegasse em seus seios.

- Darling! O que você anda fazendo? Eu me lembro muito bem que há duas semanas eles não eram desse tamanho não! - e o sueco ainda continuava a pegar nos seios dela, enquanto a mulher tentava se livrar dos ataques. Então, ela resolveu se virar de costas para ele. Mas foi pior. Além de chamar a atenção de Milo, para a região que mais parecia uma lua do que um bumbum propriamente dito e fez com o sueco também apertasse a região. E com força.

- Seu sem-vergonha! - gritou Anna com Dido - O que esse rapaz vai pensar da gente? - ela apontou para Milo, o que fez com o grego ficasse envergonhado e outro parasse de mexer com ela.

- Eu... Eu... - Milo não conseguia responder nada, apenas olhava para a mulher à sua frente.

- Sorry, Darling, excuse me! - disse Dido com carinho - Este é o Milo, meu colega de sala na aula de "PT", ele estuda Publicidade e Propaganda, é grego e sonha em montar uma agência para ele mesmo.

- "PT"? - ela confusa perguntou a eles - Produção Textual! Ufa! Tomei um susto. Já ia dizer que era um grande desperdício ter um homem tão lindo fazendo moda! hihihihihi... - brincou Anna com o grego - Muito prazer, eu sou Anna - ela estendeu a mão para ele.

- Muito "prazer"... Milo. Você não é daqui, estou certo? - indagou Milo à Anna.

- Não. Quer dizer, mas ou menos, eu sou franco-brasileira. Pai francês, mãe brasileira, aquela velha história, o gringo foi pro ensaio da escola de samba se apaixonou pela mulata e a trouxe para viver com ela no continente velho, mas o meu caso é um pouco diferente, porque os meus pais se conheceram num forró e a minha mãe é negra.

- Agora eu entendi o porquê da sua beleza exótica. Essa cor dos seus olhos, verde, é sua mesma, ou você comprou?

- Por que todo mundo me pergunta isso? - falou com a voz chorosa Anna ao rapaz.

- Desculpa, desculpa, eu não quis ofender! - falou Milo vendo que tinha feito um comentário desagradável.

- Olha, honey, a cor é natural mesmo, pelo o que comprovei tudo nela é natural mesmo - falou Dido a Milo - Darling, me conta, o que você anda fazendo pra ficar assim, como dizem... Tão borrachuda?

- Comendo! Pra você ter uma idéia, mon'ami, eu ganhei dois quilos no último mês e quanto ao seu amigo, ele tá desculpado... - inclinou o corpo um pouco para frente a morena fazendo um reverência a Milo, o que fez com ele aprofundasse ainda mais o seu olhar no decote dela.

- Tá grávida! - assustou-se Dido.

- Só se for graças ao poder do "Divino Espírito Santo"... - brincou a moça.

- E aquele rapaz? Nada certo? - ela negou com a cabeça para o sueco - Que pena...

- Como foi que vocês se conheceram? Eu não lembro de ter visto você na primeira semana de aula... - perguntou curioso Milo a Anna.

- Nem teria essa chance! Eu tô no meu último ano...

- Já! - surpreendeu-se Milo.

- É... E eu conheci o Dido numa festa, por sinal foi a coisa mais louca que já aconteceu comigo. Eu sem querer, acabei me esbarrando nele e ele se revoltou comigo, me chamou de "bruxa"... Tudo bem, eu não tenho cabelo escorrido, mas ele não precisava me chamar de "bruxa"! - Milo ficou rindo do comentário - E eu me revoltei com ele e o chamei de "bicha louca"... O que alguns drinques a mais num fazem na pessoa, né?... - Milo ria ainda mais do comentário - Mas até hoje tem algo que eu não consigo entender...

- O que Darling?

- Por que depois de tudo a gente ficou rindo da cara uma do outra e ainda saímos abraçadas da boate, conversando e tudo mais?

- Muito simples querida, estava na estrelas que seríamos amigas!

- Vocês são ótimas! - Milo ainda continuava rindo da história deles.

Enquanto os três riam contando como tinha sido a manhã de hoje cheio de trotes de cada um, a poucos metros dali vinha se aproximando um rapaz. Ele era bem alto e forte com pele em um tom de moreno claro e os cabelos eram escuros e bem curtinhos, daqueles bem espetadinhos. No rosto, notava-se que a sua barba aparentava ser "de um dia", mas mesmo assim era bem cuidada e via-se uma das pontas do seu piercing que tinha na sombracelha. Como acessório, ele usava um par de óculos tipo máscara, mas pequenos, sendo a armação preta assim como a lentes e fumava um cigarro. Suas vestes eram bem esportivas. Um colete em jeans pesado bem escuro com as cavas desfiadas e ao invés de ser abotoado era afivelado. Por baixo desta peça, uma regata branca. A calça, em jeans, com uma lavagem desgastada em tom de verde, apresentava um cós de moletom. Como complemento para o visual, uma mochila tipo "carteiro" em camurça marrom e calçava um par de tênis skatista.

- Tudo bom Anna? - falou o rapaz.

- Marco! - ela o abraçou pelo pescoço - Cof... Cof... Cof... Co... Co...Mo... Cof... Vai?

- Scusi! Eu esqueci que você é alérgica a cigarros... - Marco tratou de apagar o cigarro no chão com a ponta do tênis - Eu não vi você nesse domingo durante a missa, o que houve?

- Cof! Eu tive que fazer alguns balanços de produção lá da fábrica durante a madrugada de sábado e acabei acordando muito tarde. Cof! Mas eu estou bem... cof... Deixa eu te apresentar estas pessoas. Este é meu amigo Dido, ele é sueco e calouro do curso de moda.

- Molto piacere, Dido - apertou a mão de Dido, Marco.

- O prazer é meu, querido - retribuiu o gesto Dido pensando "Que mão grande, imagine o resto ...". Marco estranhou o "querido".

- E este é o amigo do Dido, o Milo, ele é grego, também é calouro, mas de Publicidade - falou Anna sorrindo.

- Prazer, cara - Marco também cumprimentou Milo com um aperto de mão.

- É isso aí! É... Você tem algum cigarro pra me arranjar?

- Sì... - Marco tirou uma carteira de cigarro da bolsa - Toma.

- Valeu - Milo guardou o objeto no bolso.

- Bem, deixa eu falar mais um pouco do Marco. Ele é italiano, tá se formando em engenharia elétrica este ano e faz parte do time de luta greco-romana da nossa universidade, ganhou até o campeonato universitário na categoria dele, acima de 80 quilos.

- Nooosssaaaaa! - espantou-se Dido, tendo pensamentos ainda mais indecentes "Quem homem! O que eu faria com ele!".

- Hihihihi... Calma Dido! - sussurrou Anna ao ouvido dele.

- Cara, deixa eu ver essa sua tatuagem ... - pediu Milo.

Marco ostentava uma tatuagem no braço direito, era uma caveira monocromática de 15 centímetros de comprimento que cobria boa parte do bíceps e abaixo do desenho tinha uma expressão bastante sugestiva "Death Mask".

- Cara, incrível! - elogiou o grego.

- Grazie - retribui o italiano - Anna, você viu o Camus?

- Não, deve tá no refeitório ou se não tá almoçando com pai dele em algum restaurante, sempre foi assim... Liga pro celular dele...

- Valeu! Foi um prazer conhecer vocês! Arrivederci. Anna, até amanhã - despediu-se da moça com dois beijinhos no rosto e foi indo embora.

- Até outro dia, Marco - despediu-se Anna.

- Aaaa... Death Mask... Máscara de Morte... - suspirou Dido.

- Ele prefere ser chamado de MM... - comentou sorrindo Anna.

- É? Bom saber... - interessou-se Dido.

- Bem, vocês me desculpem, eu preciso ir. Foi um prazer conhecer você Milo - ela deu dois beijinhos em Milo, um em cada bochecha. Dido, eu vou te ligar, tá bom?

- Ok! Eu vou esperar - respondeu o sueco.

- Aaahhh... Amanhã tem calourada geral, finalmente deixaram a gente fazer aqui no campus, ao invés de ser apenas no ginásio. Vocês vão aparecer, né? Vejo vocês amanhã à noite, às nove horas. À bietôt.

- Bye-bye - disse Dido se despendido dela.

- Adeus - falou Milo.

Anna foi andando pelo bloco até sumir completamente da vista deles, deixando os dois sozinhos naquele local.

- Ela num é linda? - perguntou o sueco ao amigo grego.

- ...Sim! Linda e simpática também - Milo pensou em responder com outras palavras, mas achou melhor ficar calado, já tinha feito comentários idiotas demais para um único dia.

- Bem, honey, eu também vou indo, tenho que procurar uma roupa para a festa de amanhã! Kisses for you - Dido se despediu fazendo um gesto com os dedos de que solta beijinhos no ar com os mesmos após levar a ponta dos dedos a boca.

- Adeus, cara, até amanhã à noite então.

No Centro de Paris, França, 13:52.

Milo andava solitário pelas ruas do Centro de Paris. Resolveu "olhar vitrines" de lojas de luxo na famosa Av. Champs Élysées, após ter almoçado em um fast-food qualquer do local. Olhava para cada uma das lojas, só via roupas femininas, quando achou uma que o fez lembrar rapidamente dos seios de Anna. Gelou ao pensar nisso. Milo continuou andando pela avenida, sem se importar com os olhares de reprovação das pessoas que viam o estado da sua calça, já meio suja e cheia de tinta. Ao perceber que já estava se aproximando do Arco do Triunfo, achou melhor pegar um ônibus e descer na estação de metrô mais próxima com o intuito de ir para casa.

E ele o fez. Pegou o ônibus e desceu próximo a uma das escadarias que davam acesso ao metrô de Paris. Quando desceu do veículo, olhou diretamente para vitrine de um restaurante pequeno, mas com um aspecto agradável. Olhou no quadro negro que ficava no lado de fora do restaurante, o prato do dia era filé de frango ao molho de gengibre com tomates e pimentões. Quando reparou nos detalhes do prato pensou logo, "Ninguém merece isso... Aaaa... uns bolinhos de bacalhau com azeite de oliva... Sinto tanta falta da mamãe...".

Milo olhou com mais atenção para dentro do local. Reparou que tinha um rapaz ruivo que lembrava muito aquele que tinha visto ainda no seu primeiro dia de aula, mas tinham algumas diferenças. A primeira delas era a falta de não está usando o par de óculos de grau e em segundo a companhia, era um senhor já de meia idade e cabelos grisalhos. Ficou olhando para a dupla mas de repente pingos de chuva começaram a cair naquela tarde, e logo se iniciou um temporal.

Correu rapidamente para a escadaria que levava até o metrô, tinha tanta presa em subir no veículo que quase levou um tombo e sem querer esbarrou num rapaz de cabelos curtos, um pouco ondulados e com a tonalidade de loiro escuro acastanhado. O jovem usava um casaco de moletom cinza com o zíper um pouco aberto mostrando que tinha por baixo uma blusa na cor mostarda e calças jeans numa tonalidade bem próxima a da jaqueta e nós pés, sapatos semi-sociais de couro bege.

- Pardon! - Milo tentou se desculpar pelo ocorrido.

- Non... - respondeu o rapaz - Milo!

- Aiolia! Cara, o que você faz aqui?

- Resolvi comprar um jaleco branco para as aulas de laboratório que eu irei ter, e você?

- Tava andando pela Champs Élysée...

- Está certo. Vamos nessa, que já são quatro da tarde!

- Sério! Então vamo logo ver se ao menos a gente chega a tempo de comer o lanchinho da tarde – Milo esfregava as mãos enquanto sorria.

- É isso aí! - concordou rindo Aiolia.

E os dois subiram no trem que levava a parada da estação mais próxima à pensão onde moravam. Entraram no veículo, mas o mesmo estava lotado, acabaram ficando em pé e começaram um conversa sobre o tinham feito naquele dia.

- E aí Milo, como foi o seu dia de hoje, pelo visto teve alguns trotes para você... - comentou rindo Aiolia.

- Tá falando do estado da minha calça? Sinceramente nunca a tinha visto num estado melhor, desde que eu a comprei! - Milo ria ainda mais de si mesmo.

- Huahaua! Cara, você é uma figura! Fazem bem uns cinco anos que você tem essa calça. Eu não consigo entender como você a mantêm no guarda-roupa ainda. Você num está pensando em ir com ela amanhã para aula de novo, não é?

- Por que não? - perguntou Milo desconfiado.

- Ora, você passou a semana inteira indo com ela, e olha o estado da mesma...

- Que nada, assim tá melhor ainda, até porque amanhã eu só tenho uma aula mesmo! Hauhauauah...

- Caraca! Tu és um porquinho mesmo! Hauhauhauhauha...

- E o seu dia Aiolia, teve mais alguma palestra sobre como é o "todo e poderoso" curso de medicina? - zombava Milo do amigo.

- Que isso Milo, você sabe que eu sonho com esse curso desde que nós tínhamos sete anos, e já é uma tradição da minha família os membros se formarem em medicina - explicava aborrecido ao amigo.

- É... Eu sei que o seu irmão já é médico e tá trabalhando aqui na França também - confirmou Milo - Huum... Então por que você num foi morar com ele, ao invés de pagar $ 97,00 euros de hospedagem por mês?

- Até que eu preferiria isso, mas o meu irmão mais velho, Aiolos, não mora aqui em Paris, parece que agora ele está se mudando para uma ilha paradisíaca... Ele ainda não me disse qual é, mas falou que vão pagá-lo muito bem pelos seus serviços.

- Aaa, é... E ele é especialista em quê? - perguntou curioso Milo.

- Normalmente ele trabalha como clínico geral, mas tem especialidade em cirurgia geral também.

- Legal... E você quer ser seguir a mesma especialidade?

- Não, não. Eu prefiro ser cardiologista, assim eu posso ter a chance de trabalhar com o meu pai.

- Genial! - surpreende-se Milo ao comentário do amigo - Xiii... Fim da nossa viagem de hoje...


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