Três anos depois
Samantha Shannahan olhou criticamente envolta dela, a sala de estar espaçosa, por qualquer coisa que não estivesse perfeitamente no lugar ou limpo. Ela queria fazer uma surpresa para o marido no terceiro aniversário do casamento deles, e ele chegaria em casa a qualquer momento. O telefone tocou, tirando ela da sua divagação.
"Alô"
"Ei, querida. Eu vou chegar atrasado. Tenho algum trabalho pra fazer"
"Ok. Vejo você em breve."
"Te amo. Tchau"
Ela desligou, desapontada. Agora o assado ficaria um pouco cozido demais. Racionalizando com ela mesma, ela sabia que o trabalho dele tomava mais tempo em alguns dias. Ele tinha todo um departamento sob seu comando ela se lembrava como isso tinha sido com ela. Ela não poderia sair se havia mais alguma coisa que requeria sua atenção imediata, mas isso não acontecia mais. Ela tinha deixado essa vida depois do casamento.
Eles haviam ficado em Colorado Spring por seis meses depois do casamento. Sem o conhecimento dela, Pete havia pedido para trabalhar em Trenton, Nova Jersey. Ele tinha dito que quando ele recebeu a oferta de trabalho que ele estava apenas pensando em ver o que tinha por ali. Ela tinha visto a esperança e o desejo nos olhos dele, e permitiu imaginar sua vida longe do SGC. Isso tinha tomado muitas semanas, mas eventualmente ele aceitou o emprego, com a benção dela. Ela tinha entregado sua demissão ao General O´Neill e ele tinha aceitado sem tentar convencê-la a ficar. O que demonstrava como a amizade deles havia mudado. Primeiro ele havia se afastado, não aparecendo na casa dela inesperadamente,então os telefonemas pararam. Ela pensou que ele estava dando algum espaço para ela ficar com o novo marido, e aproveitar a oportunidade para se acostumar com a nova vida. Então ele parou de visitá-la no laboratório, a menos que ele precisasse de algo. Então a relação deles tornou-se estritamente profissional. Se ele precisasse perguntar algo pra ele, ela o encontrava no escritório do Daniel, na academia com Teal´c ou no escritório dele, onde ele passava a maior parte do tempo. O pessoal da base estava sempre fazendo brincadeiras sobre a quantidade de trabalho que ele tinha na mesa, como se ele fosse pular e rasgar qualquer pedaço de papel que cruzasse a mesa dele. Eventualmente ele apenas o via durante as reuniões, no começo e no fim das missões, e no refeitório. Ele raramente dizia mais do que um breve "Olá" entes de sair. Daniel e Teal´c tinham ficado chateados com o pensamento dela sair do SGC, mas tinham convencido o General a fazer uma festa de despedida na casa dele. Isso tinha sido um enorme evento, com todo o pessoal que não precisava trabalhar na base estava na festa, com suas famílias. Isso tinha acontecido na última noite dela em Colorado Springs e eles tinham partido cedo, junto com suas famílias e filhos. Ela sentiu lágrimas inesperadas começarem a se formar quando ele relembrou os abraços de adeus e os desejos de felicidades amigos e colegas de trabalho dela.
Pete tinha se acostumado facilmente com seu novo trabalho e evoluiu muito com suas novas responsabilidades. Ela tinha conseguido um posto como professora em Princeton, e apesar de não ser tão excitante quanto trabalhar no SGC, ela estava contente. Desse jeito ela poderia começar uma família sem se preocupar em morrer com um ferimento de um Jaffa, e deixar Pete e sues filhos pra trás. Daniel mantinha contato com ela. Telefonemas e e-mails no começo, mas eventualmente isso diminuiu para um e-mail ou dois por mês e ela não tinha voltado para colorado Springs desde que ela havia ido embora. Cassie a visiatava freqüentemente, e tinha seu próprio quarto para essas ocasiões. Ela tinha recebido diversas cartas de Teal´c, mas nada do General. Havia momentos em que ela sentia-se sozinha, com nada ocupando a mente dela, então ela se permitia que esses pensamentos entrassem em sua mente. Ela se desligou dessa torrente de memórias, e checou o assado. Ela sorriu quando se lembrou da cara de surpresa, quando ela deu lhe deu de presente a bolsa nova naquela manhã. Ele tinha mencionado em comprar uma nova, e ela tinha prontamente saído e comprado isso. Ele tinha usado ela hoje para ir trabalhar. E isso era penas uma parte do presente dela. Ainda havia outra coisa para dar à ele, algo que ela sabia que significaria mais para ele do que qualquer outra coisa.
Pete chegou em casa uma hora depois que ele havia ligado. Ele andou até a porta, retirou os sapatos, colocou a chave no gancho que ficava perto da porta e se virou pra ser recebido por sua esposa. Ela estava de pé em frente à ele com uma confusão claramente escrita na face dela.
"Oi querida. Desculpe meu atraso."
Ela se aproximou e aceitou o beijo dele, e voltou a se afastar.
"O que aconteceu com a camisa que você estava vestindo essa manhã?"
"Oh...é... Um dos rapazes tropeçou em um fio e derrubou o café dele em mim. Tive que deixá-la no trabalho. Não se preocupe, querida, eu a deixou de molho. Vai ficar boa como uma nova."
Ela sorriu e ele a envolveu em seus braços;
"Eu hoje eu já te disse como eu te amo?"
"Sim, Pete. Agora vá se trocar. O Jantar está pronto."
Pete subiu as escadas de dois em dois, enquanto sentia o cheiro do assado. Ele mudou de roupa e voltou para a sala de jantar que estava à luz de vê-las, o jantar estava sobre a mesa, e sua esposa esperando por ele.
"Sam, uau, isso é incrível. Você não deveria ter tido todo esse trabalho."
"Isso é pra você."
"Bem, eu tenho algo pra você."
Pete tirou de seu bolso uma pequena caixa de veludo e estendeu pra ela. Sam a abriu devagar e arfou quando viu um lindo colar de diamantes dentro. Pete se levantou, colocou o longo cabelo dela para o lado e prendeu o fecho de diamante branco na nuca dela. Ela agradeceu beijando-o, e ele a lembrou que o jantar os estava esperando. Ele tinha selecionado uma garrafa de vinho. Ele a abriu, encheu as taças, e desligou as luzes, assim só as luzes das velas estavam presentes.
"Sam."
"Sim?"
"Você quer vinho branco? Eu nem pensei em perguntar e você nem tocou o vermelho."
"Não obrigado. Eu realmente não quero vinho agora."
Pete encolheu os ombros e esqueceu isso, e continuou a comer; Uma vez que os pratos estavam limos, Sam disse a Pete para esperar enquanto ela buscava a sobremesa. Ele apagou as velas e acendeu as luzes e ligou a TV. Ele lembrou então que tinha que colocar seu celular pra carregar, e foi até o corredor pegar seu carregador. Ele voltou e colocou na tomada, apenas pra descobrir que haviam protetores de tomadas. Ele removeu um e colocou seu celular. Sam voltou com a sobremesa preverida dele, e juntou-se a ele no sofá. Ele pegou o controle remoto e começou a passear pelos canais até que ela segurou o controle e colocou em um dos canais médicos, que mostrava o nascimento de uma criança. Então caiu a ficha. Ele quase derrubou seu prato quando se voltou pra Sam com a esperança escrita em sua face.
"Sam?"
"Sim."
"Você está...?"
"Sim."
"Mesmo?"
"Sim."
'Nós estamos falando da mesma coisa, certo?"
"Eu espero que sim"
"Sobre o que você está falando?"
"Pete. Você será pai em aproximadamente 8 meses."
OBS: Não se preocupe, isso será S/J eventualmente
