Quadribol através dos sécul... dos trovões


Semanas lentas passaram, enquanto a neve derretia vagarosamente. James havia decidido - só Merlin sabe por que motivo - que os treinos da equipe de Quadribol só começariam depois do fim do inverno, assim, no primeiro dia da primavera, três quartos da Grifinória se reunia no campo de quadribol, alguns para treinar e a esmagadora maioria para assistir.

-Ainda acho que nós deveríamos ficar no castelo fazendo os deveres. Se eles acumularem vão viram uma montanha. – Lily insistia enquanto era empurrada arquibancada à cima pelas amigas.

-Cala a boca e sobe! – Charlotte empurrou a amiga mais um pouco.

-Okay, todo mundo pronto? – James gritou no campo para os jogadores que comandava. – Vamos começar fazendo um aquecimento, todo mundo voando em círculos!

Os sete jogadores, impulsionando-se com os pés no chão, subiram vários metros e começaram a circundar o campo. Ao chegar perto da arquibancada que as meninas ocupavam James parou de abruptamente como se tivesse batido em uma barreira invisível.

-Ruiva! Você veio me ver! – Ele se apoiou só com uma mão no cabo da vassoura, passando a outra pelos cabelos revoltos.

-Vamos James, menos conversa e mais trabalho! – Sirius passou rápido como uma fecha ao lado do amigo.

-Hey! Sou eu quem dá as ordens por aqui! – James partiu atrás dele, numa perseguição em alta velocidade que só acabou com uma violenta colisão contra uma baliza enorme e uma gandula aterrorizada.


-Escutem bem, eu não 'to com paciência pra repetir. – James falou dentro do vestiário de quadribol, enquanto alisava o hematoma na testa. Balizas costumam ser mais resistentes que rostos. – Fiquei sabendo por fontes seguras que os sonserinos estão usando todas as armas pra tentar descobrir nossas estratégias pro próximo jogo. Eu disse todas as armas. Sei que nosso próximo jogo é contra Lufa-Lufa, mas, mesmo assim, se alguém for perseguido, ameaçado, azarado, chantageado, enfeitiçado, envenenado, surrado, espancado, enfim... por algum sonserino esse alguém deve comunicar imediatamente à mim. Eu repito: deve comunicar à mim, e eu, como capitão do time, tomarei as devidas providências. Alguma pergunta? – Os jogadores negaram. – Muito bem, estão dispensados.

-O bom é que você não conseguiu aterrorizar à todos. Tenho certeza que a cor verde que eu vi no rosto do Jones era de fome e não de medo. – Sirius colocou a vassoura nos ombros enquanto via os parceiros de equipe saírem do vestiário arrastando os pés.

-O que?

-Com aquele papo de "envenenar, arrancar as tripas, comer os olhos...". Só faltava você dizer que os sonserinos iriam castrar eles pra descobrir as táticas.

-Não fala besteira, Almofadinhas. – James enfiou o uniforme escarlate na mochila. – Mas bem sério, você acha mesmo?

-O que? Sobre castrar? É bem capaz mesmo, nesse time só tem homem, você bem que podia ter selecionado umas garotas pra equip...

-Não, besta! Sobre eles terem ficado com medo! E se não tem nenhuma garota no time a culpa é sua. Sim, sua! – Ele confirmou sob o olhar surpreso do amigo. – Partiu o coraçãozinho das pobres meninas e elas desistiram do time. Esqueceu que a Clagg e a Bagshot saíram da equipe depois de descobrirem que você traia uma com outra?

Sirius sorriu e seu olhar se nublou por uns instantes como se estivesse lembrando de um passado muito, muito bom.

-A culpa não é minha. As garotas pedem muito de mim. Ficam exigindo exclusividade...


-Você ainda'tá cismada com esse livro, Isa? – Andie sentou-se à mesa da Grifinória, ao lado da loirinha que dava pancadas de varinha insistentes no volume grosso.

-Tenho certeza que ele tem algum segredo! Mas parece que 'tá fazendo birra e não quer me contar! – Ela ergueu o livro à altura do rosto. –Conta, livrinho! Seja bonzinho e me diz... Por favor.

-Ela fumou alguma coisa? – Sirius, que chegava na mesa, perguntou à Andrômeda apontando Isabella.

-Fumar eu não sei, mas quando cheguei ela estava bebendo fire whisky. – Andie encarou o primo por alguns segundo e quase cedeu à tentação de contar. Mas não, afinal Bella também era da família, certo? E, além disso, era só uma suspeita, não?

-Ah, Isa! Se você continuar bebendo desse jeito não vai conseguir ver minha performance brilhante no jogo! – Sirius lamentou.

-Convencido. – Lily murmurou.

Frank sentou ao lado de Alice na mesa e sorriu, ela sorriu também e se voltou para Isabella que acenou com a cabeça, encorajando-a.

-E então, Frank, você está nervoso? – Alice tentou parecer casual. Tentou.

-Não muito. Agora nem dá mais tempo pra nervosismos, né? Se você treinou, sabe as táticas, e confia em você, ótimo! Se não... Ficar nervoso é que não vai resolver. Suco? – Ele ergueu o jarro de prata.

-Ah... Não, obrigada.

-Não é que eu queira me exibir, mas sem dúvida temos a melhor equipe. Nossos artilheiros são ágeis, nossos batedores tem mira e eu sou, bem... ótimo no gol. – Ele falou sem jeito. – A única coisa que poderia ameaçar nossa vitória seria que o James se machucasse...

-Vamos? Se demorarmos um pouco mais as arquibancadas vão ficar lotadas e nós teremos que assistir o jogo na arquibancada dos professores, igual no jogo passado. – Charlotte começou a se levantar do banco.

-Foi culpa da Isa, ela dormiu demais naquele dia, pra variar. – Alice acusou.

-Calúnia! Quem é você pra ficar me difamando, hein, Lice? Eu me atrasei porque 'tava tentando convencer a Lilie à ir. Ela queria ficar no dormitório.

-Mentirosa! Eu me lembro bem: nos atrasamos porque a Charlie demorou uma hora e meia no banheiro!

-Não foi isso não! A Lice é que não encontrava o binóculo dela!

-Eu ainda digo que foi a Isa que dormiu demais... – Alice se defendeu. –Mas vamos logo. Boa sorte, Frank.

-Obrigada, Lice. Vejo você no jogo.

-Não vai me desejar boa sorte, Isa? – Sirius perguntou girando o garfo de prata nos dedos.

-Óbvio que não. Você é um cético, esqueceu? Não acredita em destino, azar, sina e nem em sorte. – Ela sacudiu os ombros e deu as costas.


O tempo virara inesperada e inexplicavelmente. A brisa fresca que soprava do leste foi substituída por nuvens cor de chumbo que pairavam ameaçadoramente sobre Hogwarts e região. Um vento úmido comprimia os jogadores contra o nada, fazendo-os se sentiram mais pesados. Não demorou muito para a tempestade desabar sobre a cabeça de cada pessoa que fora estúpida o suficiente para não se abrigar ao ver aquelas nuvens agourentas se aproximando, trazidas pelas correntes de ar.

A voz do narrador era abafada pelas trovoadas, mas isso não importava. O próprio narrador não sabia o que acontecia no campo. Os jogadores não pareciam mais do que borrões escarlates ou amarelos sob a grossa cortina de água que desmoronava dos céus.

James tinha a impressão de que a qualquer momento seria atingido por um raio, se antes não fosse empurrado até o chão pela avalanche de água. Ele voou até o lugar onde acreditava serem as balizas e trombou com Frank.

-Cara, por que você não pára o jogo? Sirius passou por aqui faz alguns minutos. Ele 'tava tossindo como um cachorro velho. Vai ficar internado com certeza, mas você ainda pode salvar metade do time dos cuidados da Madame Pomfrey.

-O que? O Sirius quer salvar o cachorro da Madame Pomfrey? Você bebeu? Acho melhor parar o jogo, você deve estar com febre por causa da chuva e delirando. Vou dar dez minutos, se eu não achar o pomo e falo com a Hooch.

Uma goles veio girando de algum lugar e bateu na nuca dele.

-Quem foi o filho da... - Ele começou.

-James, é você? Foi mal, cara. O nosso gol é pro outro lado? 'To totalmente perdido. Você vai demorar muito pra parar o jogo? – Richard Jones, o famoso 'artilheiro sem noção' perguntou.

-Sim, sou eu. Foi mal não, foi péssimo. Sim, o nosso gol é no outro lado do campo. Se você 'tá perdido talvez eu deva arranjar outro artilheiro pro time. E eu vou demorar o quanto quiser pra parar o jogo.

Ele fez um sinal pra Frank voltar para as balizas e, puxando o cabo ensopado da vassoura, perfurou o céu, subindo vinte metros. Do alto a visão não era melhor, mas pelo menos ele estava fora da zona de tiro dos artilheiros. Planou por alguns segundos, já começando a sentir o efeito da chuva em seu corpo. Resfriado, com certeza.

Sentia a têmpora esquerda latejar quando viu. O pomo de ouro tentava subir pelo ar, mas a chuva pesada o empurrava para baixo, fazendo-o tremer desordenadamente, sem sair do lugar. Estendeu a mão para apanha-lo mas algo bateu na cauda de sua vassoura fazendo-o espiralar no ar. Ele conseguiu controlar o vôo a tempo de ver o 'algo' fazer uma curva bumerâmica (N/A.: Eu inventei isso. É pra ser como uma curva de bumerangue, entendem?) e avançar zunindo em sua direção.

O balaço partiu a clavícula de James antes que ele pudesse soltar uma interjeição de surpresa ou dor. Ele tentou desviar a atenção da palpitação dolorosa que se espalhava por todo braço e, apertando a vassoura entre os joelhos estendeu o braço sadio para a esfera dourada que ainda pairava confusa no mesmo lugar. Enrolou os dedos no pomo e com um gesto rápido, enfiou-o na boca.

Desceu tentando não mover o ombro fraturado. Depois de segundos arrastados, tocou os pés no gramado enlameado, tirou o pomo da boca e ergueu o braço bom, revelando a vitória grifinória.

Numa confusão de gritos agudos, trovões e abraços banhados à lodo, James pode ouvir Madame Pomfrey ordenando os torcedores mais afoitos para que se dispersassem.

-Ala Hospitalar. Todos vocês. Imediatamente. – Ela falou para os jogadores. – Oh, querido! O que aconteceu com seu ombro?

O capitão da Grifinória descobriu o ombro com cuidado, revelando um calombo ósseo que se projetava para fora tentando rasgar a carne.

-Você ainda pode andar? Ótimo, então pra Ala Hospitalar! O que é que vocês estão esperando?


N/A.: Não, não é ilusão de ótica! Eu realmente tomei vergonha e atualizei essa joça:D

Esse capítulo é menor do que os outros, porque eu resolvi postar menos de cada vez e com uma frequência um pouco maior.

Não sei por que, mas adorei escrever o jogo de quadribol... Acabei cortando o capítulo no meio e então ele ficou focado só nisso, mas o próximo - que, dependendo de mim, não vai demorar muito - é totalmente diferente. Finalmente vocês vão ter uma pequena demonstração de aventura... (Acho que a Paola não vai gostar, porque ela só gosta das frescuras...)

Respondendo as Reviews:

JhU Radcliffe: Juhh! Também amo³ neve! (olhinhos brilhando). Então: vamos abrir uma petição pra nevar aqui! Hhueheue. Yeah, as cobrinhas começaram a balançar as caudinhas. Não coloquei eles nesses capítulo, mas eles aparecem no próximo e... well, enrolam as manguinhas e começam a trabalhar... Beijo!

Mary: É, eu sou muito malvada e demoro séculos pra atualizar :'( Mas prometo que o próximo já tá chegando... Vou demorar no máximo três meses pra postar outra vez. Bricadeira , daqui umas duas semanas tô aqui de novo. Se você gosta de Isa/Sirius vai gostar do capítulo 7... ;x Não falo mais nada. Beijos!

AnnaPadfoot: Annaaaa! Que booom que você gostou! (olhinhos brilhando muitíssimo). Quere aproveitar isso pra pedir mil desculpas por ter demorado tanto³ pra passar na tua fic... Mas te falei dos problemas que aconteceram e tal... Tudo resolvido agora. Beijo!

Claudio, o Belo: Maravilho não tá, mas tá quase (sorriso arrogante) Hehuehuheehu. Pensei em colocar um hobbit, mas não ia encaixar com o plano geral (sim, por incrível que parece eu tenho um plano geral pra essa joça) da história. :P Hhuaha. Beijo!

M.Pads: Oi! Fico super feliz por você ter gostado do capítulo:D Nossa, você tem um lado sonserino? Eu também! (6) É o lado que me faz gostar da Bellatrix mesmo ela tendo matado o Sirius... O lago... Well, o negócio do lago só vai se resolver mais adiante - quem viver, verá! - Beijos! PS.: Sim, eu demorei pra att essa joça. -.-

Amanda Radcliffe: Amanda, você não tem noção de quanto é bom receber elogios:D Fico tri-feliz por você ter gostado da fic. Eu demorei um pouco mais do que o normal pra atualizar, mas promeito não fazer mais isso. Olha, eu também pensava que não conseguiria escrever nada que prestasse, mas escrevi e publiquei isso e tem gente que diz que tá gostando... Deve ser neurose da cabeça de toda pré-escritora pensar que não vai conseguir escrever uma fic boa. Garanto que se você publicar alguma coisa eu vou ser uma das primeira a ler! Beijos!

jehssik: Eu sou má! (6) Eu vou pro inferno! Hhsuhauhsu. Mas sua curiosidade vai ser... morta (?) daqui alguns capítulos... Não sou tão má assim, e prometo atualizar mais vezes... Que bom que você achar que eu escrevo bem -- Você também escreve super! Só que demora muito pra atualizar (olha quem fala... ahuahua). Eu adoro a Isa também .. A Bella... Por mim você pode matar sim, mas espere um pouco, porque antes ela tem que... Olha, eu sempre estrago o fim das coisa! ¬¬ Temnho que aprender a ficar quieta. Não fique brava comigo! Hhuheuheu. Beijão!

Paola: Cualé, mermão? Tu veim aqui no meu pedaço zuá o meu trabalho? Tá tirando onda ca minha cara, mano? Eu sei onde tu te esconde nas quebrada do morro, morô? Hkopaskpoaksd. Pelamor... Beijosmeligagatchénha:P

Sir Andrew Stepking: Andrew! Regressaste! Já estava a pensar que havias sido sequestrado pela Bellatrix! (lado português aflorando dshusadhsd). Tipo... se era um diário ou não, se era do Gryffindor, você vai ficar sabendo um dia desses (quando eu resolver postar :P). Também amo³ vermelho! Ai meu Merlim! Fala sério? Voce... gosta do Peter? É a única pessoa viva que gosta dele! (Porque as outra que gostava eu matei Muahahaha) Hhusahuaish. Eu acho ele... simpático, no máximo :P. Anyway.. Beijos!

Para sorte de todos, hoje resolvi escrever pouco.

Até o próximo capítulo e, lembrem que eu não vou amaldiçoar ninguém por deixar uma review...

Data da possível próxima atualização: 25 de outubro.

Beijos!

Gabi LBP