Minha amiga, minha perdição.
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Capítulo 3 – Juras de amor!
# - Oh... Ao que devo a honra dessa tão nobre visita? – Perguntou vendo a Kagome entrar em seu quarto através do reflexo do espelho.
# - Oi mãe. – Falou Kagome. – O pai não está em casa?
# - Você sabe muito bem que seu pai joga golfe aos sábados, alias também sabe que eu vou ao salão aos sábados. – Falou Mameha, a mãe de Kagome, estava em frente à penteadeira passando batom nos lábios. Possuia os cabelos castanhos até as orelhas sempre penteados com laquê.
# - Por que você me odeia? – Perguntou Kagome sentindo a indiferença da mãe.
# - Não acha que já está grandinha de mais pra fazer esse tipo de questionamento?
# - Não acha que já está velha de mais pra usar esse tipo de roupa? – provocou Kagome, Mameha fechou calmamente o batom, e olhou para filha.
# - O que veio pedir Kagome?
# - Por que acha que vim pedir algo a você?
# - Quer me fazer acreditar que veio até aqui apenas pra ver-me? Não nasci ontem. Qual foi a burrada que você fez? – Perguntou aumentando o tom de voz.
Kagome estava com os olhos cheios de lagrimas. Mas engolias e disse num sussurro:
# - Eu estou grávida.
O olhar duro de Mameha por cerca de segundos tornou-se doce, não passou despercebido por Kagome, poderia ela ter gostado da noticia. Mas não demorou muito a voltar a ser o velho olhar de desprezo e superioridade.
# - Quem e o pai?
# - InuYasha.
# - Oh... Não eram apenas amigos?
# - Foi só uma vez.
# - Que falta de sorte, hein minha filha? Se você não tivesse como sustentar essa criança com seu próprio esforço, eu diria meus parabéns você está dando um golpe do baú perfeito, mas como você não puxou a mim, esse filho não passa de um acidente, o que torna ainda mais intrigante a sua visita. – Calculou Mameha.
# - Eu só vim avisar que você vai ser avó. – Falou Kagome.
Mameha riu, levantou-se e foi até o closet deixando Kagome sozinha no quarto. Ela pegou um casaco preto que ia até as coxas, e então pensou em outra teoria pra filha estar ali.
# - Não veio aqui pra me avisar que vou ser avó – Falou ao sair do Closet – Veio aqui pra que eu empeça que você seja mãe.
Kagome ficou em silêncio.
# - Sabia que eu tirei dois depois de você?
Kagome ficou chocada com aquela revelação, mas talvez tenha sido melhor assim, mais duas crianças sofrendo na mão daquela maluca, não seria algo bom. Mas Rin estava certa, o mundo era injusto, sua mãe poderia ter três filhos enquanto ela que almejava tanto um não conseguia.
# - Vou marcar uma hora pra você, o mais rápido possível. Telefono-lhe avisando. A clinica e na cidade vizinha, e pra você ver como eu sou uma ótima mãe vou até com você a consulta.
# - Eh... – Kagome sorriu com ironia das palavras dela. Uma lágrima escapou-lhe dos olhos. – Ótima mãe. - Virou as costas e saiu.
# - Kagome? – Chamou Mameha de volta. Kagome apareceu novamente na porta. – Por que não quer essa criança?
# - Eu não quero ser como você. – Disse sem qualquer tipo de ressentimento novamente virou-se e saiu.
Mameha ficou olhando para a porta do quarto pensando em todas as coisas que já fez na vida.
# - Você nunca seria como eu. – Sussurrou mostrando que ainda existia algo de bom dentro daquela casca vazia que era sua vida sem sentido.
Kagome não estava disposta para dirigi por isso tinha tomado um táxi até a casa dos pais e saiu tão atordoada após a conversa com a mãe, que resolveu andar um pouco. Passou em frente a sua antiga escola, lugar onde conhecera InuYasha. Fechou os olhos e lembrou-se de todas as horas que passava sentada com InuYasha naquela escadaria em frente a entrada, conversavam, se divertiam e até brigavam ali, todas essas recordações ficariam pra trás agora.
Após o aborto não conseguiria encarar InuYasha, vendaria sua parte na empresa de software que ela, Sango e Rin haviam montado após a faculdade e iria embora, em busca de um novo começo, uma nova vida, onde sua mãe não faria parte, não estava triste por isso, mas sim por que nela Inuyasha também não estaria.
Desceu a rua e foi até a antiga praça atrás do colégio, lá havia um pequeno parquinho com balanços e um escorregador, não havia crianças. Apenas algumas babas e mães tomando sol com seus Bebês, Kagome não se imaginava fazendo o mesmo, sentou-se num dos balanços pensando em como sua vida virou de cabeça pra baixo depois daquela maldita porém deliciosa noite que passará com InuYasha.
# - O que faz por aqui? – Perguntou a voz masculina atrás de si.
# - Te pergunto o mesmo InuYasha. – Respondeu ela meio irritada por ter encontrado novamente com ele. Nem precisou olhar pra trás pra saber que era ele.
# - Eu vim visitar um cliente aqui perto. – Informou InuYasha.
# - Está trabalhando no sábado agora? – Perguntou irônica, ele sentou-se no outro balanço ao lado dela e a olhou.
# - E porque ontem eu tirei o dia de folga. Então vai dizer o que veio fazer por aqui? – Perguntou Novamente.
# - Vim visitar minha mãe.
# - Por quê? – Perguntou achando estranho à resposta dela, do grupo Kagome foi a primeira a sair de casa quando entrou pra faculdade e quase nunca ia até a casa dos pais, apenas quando era mais do que necessário.
InuYasha a viu se levantar, e experimentou pela primeira vez receber um olhar de fúria vindo de Kagome.
# - Porque eu pedi pela sua ajuda e você me negou, eu não tenho coragem de enfrentar esse problema sem o seu apoio, então eu só pude recorrer a ela. Ela me deu exatamente a solução que eu esperava que ela desse pra esse meu... Problema. Problema que me faz ter medo de me transformar numa mulher como ela, mas sabe, o fato deu ter aceitado a solução dela, já faz de mim alguém como ela. Então já que eu sou como ela eu não vejo problema algum em colocar toda a culpa em você. Por quê se você tivesse ficado quando eu pedi, talvez eu não tivesse precisado da ajuda dela. – Cada palavra pronunciada por Kagome foi como espinhos jogados no coração dele.
Kagome virou-lhe as costas e ia embora, mas InuYasha a segurou pela mão e a impediu.
# - Kagome, o que aconteceu, parece algo grave diga pra mim, eu estou aqui agora. – A segurou pelos ombros.
# - Você já teve a sua chance InuYasha, além do mais eu não preciso mais da sua ajuda. – As lagrimas de odeio e revolta cortou a face dela.
# - Espere! – Pediu quando ela tentou-se soltar, ela o empurrou.
# - Nós não somos mais amigos InuYasha, você e só uma mancha no meu passado da qual eu rezo pra um dia conseguir apagar.
InuYasha ficou parado no mesmo lugar viu quando ela tomou um táxi e se foi, o que poderia ter acontecido a ela nessas semanas que ficaram sem se falar, pra recorrer a mãe boa coisa não haveria ter sido.
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# - Kagome? – Perguntou Rin entrando no quarto escuro do apartamento da amiga.
Viu que ela estava deitada na cama em baixo das cobertas.
# - O que está fazendo deitada há essa hora são cinco da tarde?
# - To me escondendo do mundo. – Falou tendo o cobertor arrancado de cima de si, Rin arregaçou as cortinas mostrando que o sol ainda estava presente.
# - Como é que você está se sentindo hoje? – Perguntou ao sentar-se na lateral da cama.
# - Me sinto enjoada, e a pior mulher da face da terra. – Respondeu tampando o rosto com o travesseiro.
# - Kagome você vai amar o seu filho no momento em que o pegar nos braços. Acredite em mim. – Pediu Rin acariciando o ventre dela.
# - Eu acho que e uma menina. – Falou pondo de volta o travesseiro no lugar.
# - Viu você já está até com o sexto sentido materno. – Alegrou-se Rin.
# - Oh... Poupe-me! Você fantasia de mais as coisas, essa gravidez é um problema. – Reclamou Kagome do entusiasmo dela.
# - Kagome! Como pode chamar a sua filha de problema, já pensou se ela vier com as orelhas do InuYasha. Vai ser tão lindinha. – Falou Rin rindo.
# - Ah... Cai fora daqui. – Pediu Kagome indo buscar a coberta. Rin levantou-se quase sendo empurrada pelas pernas de Kagome. – E fecha a cortina. – Rin acho melhor ir.
# - Tudo bem, mais eu volto mais tarde pra te ver, OK?
# - Tchau sua chata.
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Domingo de manhã por volta das onze, Mameha foi até o apartamento de Kagome, tocou a campainha, mas nada de ninguém atender, estava quase indo embora quando Kagome atendeu a porta toda descabelada vestindo a camiseta vermelha de InuYasha.
# - Nossa você está com uma cara ótima? – Entrou quase que empurrando Kagome.
# - Bom dia pra você também mãe. – Ironizou Kagome.
# - Os maravilhosos enjôos matinais já começaram? – Perguntou observando com um olhar inquisidor à bagunça que estava na sala.
# - Antes fossem só matinais mais eles duram o dia inteiro. – Sentou-se no sofá e olhou para a mãe. – Ao que devo a honra dessa tão nobre visita?
# - Uma mãe não pode visitar a própria filha? – Ironizou Mameha.
# - Eu moro aqui há quase oito anos e você nunca pos os pés aqui, diga logo que eu quero ir me deitar. – Pediu passando a mão na testa em sinal de cansaço.
# - Eu já consegui a sua consulta. Eu vim pra irmos até lá, não disse que iria acompanhá-la? – Questionou jogando uma camiseta que estava em cima do sofá para o chão.
# - Mas já? – Seus olhos mostraram medo.
# - Quanto antes melhor. Vá tomar um banho e se vestir, você está marcada para as três horas, não demore. – Kagome não se mexeu, estava apavorada. – Ande logo eu não tenho o dia todo, desmarquei meus compromissos pra bancar a mãe. – Mameha se levantou e puxou Kagome pelo braço e a levou para o quarto.
Levou-a até o banheiro e a deixou lá, deixou a porta um pouco aberta para ver ela se ela iria se mover.
# - Meu Deus do céu, como alguém pode viver nessa bagunça? – Se perguntou olhando a colcha da cama no chão.
Abriu o guarda roupa e escolheu uma roupa pra ela, empurrou a bagunça que tinha e a depositou ali para que a vestisse quando saísse.
Mameha voltou pra sala, viu que na estante onde se encontrava a televisão havia algumas fitas cassetes. Pegou uma na qual viu que estava escrito, férias na praia e embaixo família Taysho.
Não gostou, jogou a fita de volta na estante de qualquer jeito, nunca se dera bem com IzaYo, mulher presunçosa que se achava perfeita por ser uma boa mãe. Deu uma olhadinha no quarto de Kagome e escutou o barulho da água. Pegou novamente a fita, e a colocou no vídeo, desde que conhecera Inuyasha, Kagome passará todas as férias da escola com ele e com a família, alias ela passava praticamente todos os dias enfurnada na casa deles, queria descobrir o que havia de tão bom neles pra querer estar sempre por perto.
Ligou a televisão e começou assistir o vídeo, nele mostrava InuYasha e Kagome aos 14 anos correndo na praia brincando de pique pega. Os outros amigos deles também estavam lá se divertindo com eles.
InuYasha puxou a mão de Kagome e a levou para perto do mar, mas IzaYo que estava sentada a chamou provavelmente quem gravava tudo era Taysho.
# - Deixa eu amarrar seus cabelos se não vão embaraçar nessa água salgada. – Falou Izayo na televisão.
Kagome sentou-se de costas pra ela e calmamente Izayo penteou-lhe os cabelos e os amarrou num rabo de cavalo alto.
# - Prontinho pode ir querida. – IzaYo deu-lhe um beijo na bochecha que foi retribuído por Kagome que logo saiu correndo pra dentro da água com os outros. A imagem voltou-se para IzaYo sentada na cadeira.
# - Ah... Como eu queria que ela fosse minha. – Sonhou IzaYo.
A mão de Taysho pode ser vista se erguer por de trás da câmera e pegar na da mulher que a olhou.
# - Ela e mais sua do que da própria mãe IzaYo. – Falou a voz de Taysho. IzaYo sorriu.
Mameha pausou o vídeo sentindo uma lagrima escorrer em seus olhos, desprezou o sorriso de IzaYo. Tomou um susto quando a campainha tocou, retirou a fita rápido e a guardou, secou a lagrima e abriu a porta.
# - Kagome! – Exclamou Rin alegre sem perceber que era Mameha, mas seu sorriso morreu na hora que viu que era Mameha.
# - Sra Higurashi, como vai? – Perguntou Sesshoumaru.
# - Vou bem, vocês não precisam entrar, Kagome e eu vamos fazer uma pequena viagem pra resolver um pequeno problema, mas ela estará de volta pra o tradicional jantar de domingo que vocês fazem. – Ela ia fechando a porta mais Sesshoumaru bateu a mão nela a impedindo de se fechar. Mameha o olhou como se fosse um inseto.
# - Não entendeu, quer que eu repita, talvez desenhe? – Ironizou Mameha.
# - Apenas avise a Kagome que o Mirok e a Sango chegam hoje da Lua de mel e a minha mãe quer que nos passemos o domingo todo com ela. – Falou Sesshoumaru com a voz grossa e rude.
# - Eu aviso, mas como disse ela só poderá ir à noite. – Repetiu Mameha e fechou a porta na cara deles.
# - Eh... Como sempre ela foi muito simpática. – Ironizou Sesshoumaru dirigindo-se ao elevador.
# - Por que Kagome viajaria com a mãe? – Perguntou Rin ao entrar no elevador e as portas se fecharem.
# - Não sei Rin...
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# - Então como é ser a Senhora Houshi, Sango? – Perguntou InuYasha ao abraçar a amiga.
# - E ser pervertida. – Brincou ela.
Eram cerca de duas da tarde quando Mirok e Sango chegaram à casa do Taysho.
# - Como foi a viagem? – Perguntou TaYsho.
# - Ótima eu só precisei bater no Mirok catorze vezes. – Continuou ela a brincar.
# - Isso e um recorde! – Ironizou Sesshoumaru.
# - Eu mal chego e vocês já me esculacham. Tia da um abraço aqui. – Perguntou indo abraçar a sua tia IzaYo.
# - Oh meu filho. Que saudade nem acredito que já casei mais um dos meus bebes.
# - A quem ela se refere quando diz Bebês? – Questionou InuYasha brincando
# - É Kagome? – Perguntou Sango ao constatar que Kagome não estava presente.
# - Ela foi viajar com a mãe. – Informou Rin.
# - O que? – Perguntaram Sango e Mirok ao mesmo tempo.
# - Não sabemos a razão mais sim ela foi viajar com a mãe. – Confirmou Izayo.
# - Então contem como foi a viagem. – Pediu Taysho, Sango pegou um bolo de fotos e começou a contar entusiasmada algumas historias, Taysho se surpreendeu com a quantidade de fotos que eles tiraram em apenas uma semana.
Foi quando a empregada chegou trazendo o telefone.
# - Desculpa interromper, mas e o Sr Higurashi quer falar com a Senhora.
Izayo pegou o telefone e deixou que os outros continuassem a conversa.
No telefone:
– KoYshi como vai? Que milagre nos dar a honra dessa ligação? – Brincou IzaYo diferente de Mameha KoYshi sempre fora um pai presente e dedicado a sua filha.
– Vou bem Izayo. Só estou um pouco preocupado com Kagome. Você sabe se ela está doente?
– Não ela está ótima de saúde, pelo que eu saiba? Mas por que a pergunta?
– Bom e que uma das empregadas aqui de casa me contou que ouviu a Mameha marcar uma consulta medica pra Kagome por telefone e em outra cidade, a Mameha nunca foi de se preocupar com isso ou até mesmo acompanhar Kagome aos lugares, conhecendo a esposa que eu tenho, isso não me cheira bem.
– Eu não estava sabendo de nada disso KoYshi, mas agora que falou me deixou preocupada também. Eu vou tentar ligar no celular de Kagome...
InuYasha e Taysho perceberam o tom preocupado de IzaYo e pediram silencio pra ouvirem a conversa.
– Eu já tentei IzaYo nenhuma das duas atendi.
– Fique calmo KoYshi, Mameha e maluca mais jamais machucaria Kagome.
– Está bem mais me ligue se ela aparecer ai ou der noticias, por favor.
– Pode deixar eu ligo.
Izayo desligou o telefone imaginando um milhão de coisas que levariam Mameha a acompanhar Kagome a um medico.
# - O que foi IzaYo? Parece preocupada. – Perguntou Taysho.
# - O KoYshi está preocupado porque uma das empregadas viu a Mameha marcar uma consulta medica pra Kagome por telefone. Essa e a razão da viagem delas. – Informou IzaYo.
# - Consulta medica? Não sabia que Kagome estava doente. – Falou TaYsho intrigado.
# - O que Kagome tem não e doença. – Informou Rin com o olhar desesperado.
# - Você sabe o que é? – Perguntou Izayo com urgência.
# - Kagome ta grávida. – Todos na sala ficaram surpresos com a noticia. – Eu fui com Kagome ao medico na sexta, estava tudo bem com ela e com o bebê. Não haveria necessidade de outra consulta. – Rin falava mais para si do que para os outros sabia exatamente o que Kagome iria fazer.
IzaYo sentou-se na poltrona com o telefone ainda não mãos e fechou os olhos com pesar.
# - IzaYo não acha que Kagome abortaria, acha? – Perguntou Taysho.
# - Acho, se não fosse isso que ela quisesse ela não teria procurado a Mameha, ela teria procurado a mim. – Respondeu Izayo confirmando as suspeitas de todos.
# - Então era isso? – Falou InuYasha mais pra si do que pro outros.
# - Isso o que filho? – Perguntou IzaYo.
# - Eu encontrei com Kagome no Shopping na sexta feira, ela estava na sessão infantil pondo um vestidinho de criança no ventre. – contou InuYasha ele ainda não cogitava a possibilidade de o filho ser dele. – Ela me pediu ajuda e eu neguei.
# - Kagome tem medo de ser mãe por que ela não sabe como e ter uma, ela tem medo de ser como a Mameha. Foi o que ela me disse. – Confessou Rin.
# - É o Houjo será que aceitou isso? – Perguntou InuYasha chateado.
# - Kagome e o Houjo não voltaram a namorar InuYasha, quando você os viu eles estavam comemorando o fim do namoro e o começo da amizade. O filho não e do Houjo. - Revelou Rin.
InuYasha apenas abaixou a cabeça fechou os olhos e deixou que uma lagrima descesse.
# - E meu. – Sussurrou ele baixinho, mas todos ouviram.
# - Ela não tinha esse direito, matar meu primeiro neto – IzaYo começou a chorar. – Essa foi a pior decepção da minha vida.
# - Foi minha culpa, eu encontrei com a Kagome novamente no sábado, ela tava no parque atrás da nossa antiga escola, ela me disse coisas horríveis, disse que jamais teria procurado pela ajuda da Mameha se eu não tivesse me negado a ajudá-la. – falou Inuyasha se levantando.
# - Onde vai filho, não acho que deva sair você está muito abalado. – Falou TaYsho.
# - Eu só vou me deitar no meu quarto pai. Quero ficar sozinho.
InuYasha subiu as escadaria da casa e foi para seu antigo quarto, quarto que não usava desde que tinha dezoito anos. Mas continuava exatamente como ele deixara. Os pôsteres de suas bandas colados na parede, a cama impecavelmente esticada e o mural da amizade.
Kagome e quem tinha feito aquele mural, eram cheiros de fotos dos seis amigos, naquele tempo nada pra eles importava, apenas a amizade, as brincadeira e as paqueras, sem trabalho, sem preocupações. Nunca em toda sua vida havia negado um pedido de Kagome por mais bizarro que fosse ele fazia, pois sempre gerava muita diversão entre todos.
E agora um único pedido negado parecia ter arruinado toda a existência, como seu coração doeu aquele dia em que a viu beijando Houjo, pensou que a tinha perdido, e eles estavam apenas selando o começo da amizade, não havia a necessidade de se beijarem mais quem era ele pra reclamar já que tinha feito um filho na pessoa que jurava aos quatro ventos ser apenas sua amiga.
Vê-la chorando aquele dia no shopping foi ainda pior, mas não era esse pedido que ele lamentava não ter aceitado, e sim o outro, pedido de permanecer na cama com ela no dia em que se amaram, pois se o tivesse aceitado nada daquilo teria acontecido. Teria permanecido na cama e feito mais amor com ela, expulsaria Houjo aos socos e chutes quando ele aparecesse na porta dela e quando soubesse da gravidez daria a ela seu voto de amor e fidelidade, fazendo dela a sua esposa. Agora estariam felizes e juntos, já com o primeiro filho a caminho.
Mas nada daquilo acontecia e nem iria acontecer, pois agora ela o desprezava e o odiava, tanto que seria capaz de matar o filho que conceberam com tanto amor.
Pegou uma foto dela no mural e deitou-se na cama.
# - Minha amiga, minha perdição. – Falou deixando as lagrimas lhe turvarem a visão.
Depois de alguns minutos chorando Inuyasha levantou-se decidido. Rumou para sala
# - Mãe! Eu não vou até o apartamento da Kagome talvez ela tenha anotado o endereço do lugar. – Falou InuYasha as presas.
# - Filho, acha mesmo que se a encontrar vai impedi-la? – Perguntou IzaYo levantando-se da poltrona.
# - Pelo menos e melhor do que ficar aqui chorando e aumentando a minha culpa. Eu vou. – InuYasha saiu pela porta seguido de Rin e Sesshoumaru. Mirok e Sango levantaram se na hora e o seguiram também.
# - O que acha da gente ir também? – Perguntou Taysho a esposa.
# - É uma ótima idéia. – Respondeu IzaYo seguindo os filhos.
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# - O InuYasha não sabe não é mesmo? – Perguntou Mameha dirigindo seu conversível preto.
# - Mãe você ficou calada o caminho todo, eu agradeceria se continuasse assim. – Respondeu Kagome com a cabeça encostada na janela.
# - Não, responda as minhas perguntas. – ordenou Mameha, Kagome que sempre tentava não irritar a mãe, seria pior se fizesse, se deu por vencida e lhe respondeu.
# - Não mãe ele não sabe, a única que sabe e a Rin.
# - Ah... Ela e aquele marido Yokai tiveram na sua casa enquanto você tomava banho – Kagome a olhou assustada imaginando se ela teria contado que iria fazer. – Pare de me olhar assim não disse nada a eles. – Falou Mameha sem precisar olhar para a filha. – Eles disseram que a IzaYo quer todas na casa dela pra chegada do seus outros amigos que se casaram por esses dias.
# - Ela nunca vai me perdoar por fazer isso. – Falou Kagome com pesar, Mameha sabia que ela se referia a IzaYo. – Eu nunca mais vou voltar a aquela casa. – Uma lagrima escorreu pelo olho de Kagome.
# - Oh, pelo amor de Deus. Você não vai começar com sentimentalismo agora.
# - Por que não me abortou também, não se mostra nem um pouco culpada em ter matado duas crianças, três não mudariam isso. Por que me responda?
# - Não, isso é problema meu. – Falou Mameha rígida, tirou o carro da estrada, virou numa estradinha de terra e continuou o caminho.
# - Eu tenho que responder as suas pergunta mais você não pode responder as minhas. – Falou Kagome olhando com fúria para a mãe. Mameha parou o carro. – Por que parou.
# - Chegamos.
Kagome olhou pra frente e viu uma clinica escondida por entre as arvores. Havia muito movimento, a maioria mulheres.
# - Isso aqui e legalizado, é mãe? – Perguntou Kagome ao sair do carro.
# - Não filha, esse lugar existe pra quem está desesperado, doações de órgãos, aborto, entre outras coisas. – Falou Mameha como se aquilo fosse a coisa mais natural de todas. – A primeira vez que eu vim aqui só havia um medico atendendo as pessoas, o lugar era todo sujo de terra e de vomito. Eu doei dinheiro pra que eles melhorassem essa espelunca, e essa e única razão de você te sido passada na frente das outras. Vamos entrar logo! – Ordenou puxando Kagome pelo braço.
A respiração de Kagome começou a faltar, queria fugir dali o mais rápido possível e sua mãe sabia disso, pois lhe segurava o braço com tanto força que não demoraria pra que a circulação parasse.
Sentiu seu estomago embrulhar, mas não era enjôo da gravidez e sim de si mesma por está fazendo algo tão hediondo.
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A tarde passou como se fosse uma macha fúnebre para InuYasha. Procuraram em todos os cantos do bagunçado apartamento de Kagome qualquer coisa que os levasse até a clinica onde ela mataria seu primeiro filho ou filha. Estava agoniado e inquieto, não queria deixar o lugar, queria esperá-la e pedir desculpa por não ter apoiado-a, mas também como poderia imaginar que era algo desse tipo. Sesshoumaru praticamente o arrastou pra fora do lugar, voltaram pra casa já estava com a lua mostrando sua luminosidade. O dia que era pra ser feliz com a chegada de Mirok e Sango fora totalmente um desastre.
# - Talvez tenha sido melhor assim. – Aceitou IzaYo ao entrar em casa.
InuYasha estava inconformado. Não queria aceitar que essa era a melhor solução.
# - Não mãe, não foi melhor assim. Kagome? – InuYasha não acreditou quando entrou na sala e a encontrou deitada no sofá com a mão sobre o ventre, está dormindo, daquele mesmo modo encantador que ela dormia naquele dia em que fizeram amor.
Agachou-se na frente de seu corpo e a contemplou. Acariciou o ventre dela tentando não chorar mais foi inútil, deixou que lágrimas lhe viessem. Do que adiantava agora tocar lhe o ventre se ele estava vazio. Seu filho não estava mais ali.
Kaede a empregada da casa ouvindo a chegada dos patrões foi até a sala lhe servirem um café.
# - Kaede viu quando Kagome chegou? – Perguntou IzaYo ao pegar a xícara na bandeja de prata.
# - Sim já faz algumas horas que ela está aqui, eu não soube dizer onde vocês haviam ido então ela resolveu esperar, acabou dormindo, depois e claro de ter comido quase que toda a sobremesa que eu havia feito pra jantar. – Revelou Kaede enquanto servia o café para Taysho.
Kaede saiu enquanto Inuyasha apenas a olhava.
# - Não vai acordá-la? – Perguntou Sesshoumaru.
# - Não. Ela deve estar com dor.
# - Ela matou o seu filho, você realmente não dizer nada a respeito? – Perguntou Sesshoumaru com fúria.
# - É dizer o que Sesshoumaru?
# - Mostra a sua indignação por ela não ter contado, por ela ter tomado essa decisão sozinha sendo que cabia aos dois. – Sesshoumaru assim como Rin estava achando mais do que injusto ela ter estado carregando uma criança que não queria enquanto ele e Rin imploravam pra ter uma.
Kagome acordou assustada com os gritos de Sesshoumaru, mas se acalmou ao ver o rosto de InuYasha ali bem pertinho do dela.
# - InuYasha? – Chamou ela. InuYasha virou o rosto pra ela e viu o sorriso gostoso e carinhoso que ela tinha nos lábios, voltara a ser a sua Kagome, aquela que conhecia desde sempre, sua amiga, e agora seu amor.
# - Oi. Como se senti? – Perguntou ele acariciando lhe os cabelos.
# - Mal. Onde estavam? – Perguntou ela continuando deitada. Olhou ao redor, viu que Sesshoumaru e Rin olhavam na com fúria. Estranhou o comportamento dele.
# - A Rin me contou que você estava grávida. – Informou ele com pesar. – Me desculpa não ter ajudado.
# - Dedo duro. – Falou ela pra Rin.
# - Acha certo não ter nos contado isso Kagome? – Questionou IzaYo com tom de bronca.
# - Acho sim. E a minha vida. Eu decido, o que fazer. – Respondeu, colocou a mão na boca e comprimiu o rosto no travesseiro.
# - Como teve coragem de fazer o que fez Kagome, nunca estive tão decepcionada com você! – IzaYo mostrou sua indignação assim como Sesshoumaru havia falado pra que Inuyasha fizesse.
# - Não importa agora. O que está feito está feito. – Disse InuYasha impedindo que Kagome respondesse. – Como você disse ontem a culpa foi minha por não ter te ajudado. Eu sinto muito.
# - Eh deveria mesmo. – Falou ela aumentando ainda mais a dor dele.
# - Se eu não tivesse escolhido o meio mais fácil, nada disso teria acontecido. Eu quero ficar com você. Eu estou louco de amor por você. – Falou InuYasha com um sorriso carinho na face.
# - Ou talvez só esteja louco. - Kagome encarou aqueles olhos dourados que tanto ama, finalmente ele havia lhe dito aquilo que ela tanto almejava ouvir, mas não pode retribuir o carinho fechou os olhos e afundou novamente a cabeça na almofada.
# - Não precisa ter vergonha Kagome. – Falou InuYasha sorrindo triste, será que ela não o amava?
# - Eu não estou com vergonha – Falou após voltar a olhá-lo - Eu te amo. – Colocou a mão no nariz. – Mas esse cheiro horrível de café ta me deixando enjoada. Eu preciso vomitar.
Levantou correndo e foi vomitar no banheiro no final do corredor. IzaYo estranhou aquilo afinal se ela havia abortado não havia razão pro enjôo, todo na sala estranharam.
# - Droga! Lá se vai o delicioso pudim da Kaede. – Resmungou Kagome.
# - Por quê está enjoada Kagome? – Perguntou IzaYo ao vê-la aparecer na sala, estava com a face branca.
# - Como assim por que? Por que eu estou grávida. – Falou não entendendo a atitude dela.
# - Você está? – Perguntou Inuyasha sorrindo.
# - Você não disse que a Rin tinha te contado? – Perguntou ainda sem entender. InuYasha levantou-se do chão a tomou nos braços e a beijou emocionado.
# - Mas nos achamos que a sua mãe tinha te levado pra fazer um abordo. – Rin falou após os dois se separarem.
Então eles sabiam? Era disso que estavam falando? Acharam mesmo que ela seria capaz de matar uma criança. Mas podia culpá-los até ela achou.
# - Nos fomos a uma clinica de aborto, mas eu não tive coragem de fazer. – Revelou ela, IzaYo abriu um sorriso enorme e foi até ela abraçá-la.
# - Oh minha querida. Que tipo de mãe leva uma filha a um lugar como esse? – Questionou IzaYo pra si mesma. Kagome soltou-se do abraço de Izayo.
# - Você não vai acreditar se eu contar tia. – Falou Kagome sorrindo. – Pela primeira vez na vida a minha mãe agiu como mãe.
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- - - - - - Flash Back - - - - - -
# - Kagome, deixe de infantilidade e volte já pra dentro. – Ordenou Mameha olhando a filha tentando abrir à porta do carro usando aquelas roubas de hospitais aberta nas costas.
# - Eu não vou fazer mãe. Abra a porta eu quero ir embora. – Implorou chorando pra mãe.
# - Não! – Respondeu dura. – Nos vamos ficar e você vai fazer. Agora! – Segurou-lhe no braço e a puxou.
# - Me solta eu não vou. Vou embora nem que seja a pé. – Kagome viu sua roupa na mão da mãe e tentou pegá-la mais Mameha não deixou.
# - Escute bem Kagome, se nos formos embora, eu não a trarei novamente aqui, não terá mais minha ajuda. – Mameha falou brava.
# - Eu não preciso da sua ajuda. Não sou como você não vou abordar a minha Koufuku. – Respondeu Kagome tocando o ventre.
# - Ohhhh... Já deu nome aos bois! – Falou Mameha irônica. – Um pouco impróprio Koufuku. E você verá que isso dentro de você não tem nada a ver com felicidade.
# - Mãe, por favor vamos embora. – Implorou Kagome.
Mameha lhe deu a roupa, as duas entraram no carro e partirão.
Depois de algum tempo de viagem.
# - Eu espero que tenha sido suficiente. – Falou Mameha, Kagome a olhou com os olhos inchados.
# - Eu não entendi?
# - Eu vim três vezes a esse lugar Kagome. E duas dessas três vezes e tive coragem de abortar. Foi suficiente pra que você visse que nunca vai ser como eu? – Mameha falava e Kagome não deixou de ver uma lagrima escorrendo de seus olhos.
Mameha parou no acostamento e enxugou a lagrima.
# - Sinceramente eu nem achei que você entraria na clinica. – Continuou ela.
# - Por que não me abortou também? – Kagome estava surpresa com aquela revelação, pela primeira vez via que sua mãe a olhava com carinho.
# - Porque o seu pai me seguiu. – Revelou ela. – Eu teria feito também se ele não tivesse me vigiado os nove meses de gestação. Eu não quero fazê-la sentir se mal, mas eu não a queria. Você cresceu tendo tudo, e não sabe o que e crescer não tendo nada como eu cresci. Eu via a minha mãe deixar de comer pra alimentar a mim e aos meus irmãos. Eu a ouvia sempre dizer que somente o amor era suficiente pra manter aquela família de pé, mas o amor não foi suficiente pra manter meus dois irmãos mais velhos vivos. A minha mãe se casou por amor, e o amor também não foi suficientemente forte pra fazer o meu largar a bebida. O amor fez a minha mãe definhar pouco a pouco até secar pra sempre.
Kagome estava pasma, nunca sabia que sua mãe havia tido irmãos, e nem que o avô era alcoólatra.
# - A partir de então eu vi que o amor não vale nada. Por isso eu o neguei ao seu pai e o nego a você. Mas felizmente você encontrou alguém que te desse isso. Não faz idéia da inveja que eu tenho de IzaYo, mas pela menos o amor que ela te ofereceu foi suficiente pra que você não se tornasse com eu. E eu estou orgulhosa de você. Sempre estive. Você e linda, e subiu na vida com o suor do seu próprio trabalho, não teve que seduzir nenhum milionário pra ter uma boa vida. – Kagome riu em meio as lagrimas, pela primeira vez via sua mãe vulnerável, sem aquela barreira de concreto que estava sempre ao seu redor impedindo que todos entrassem. Kagome se inclinou e a abraçou sendo retribuída com carinho.
# - Aproveita por que essa e a única vez que você vai me ver assim. – Falou Mameha acariciando os cabelos da filha.
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- - - - - - Fim do Flash Back - - - - - -
# - Nossa! – Exclamou Inuyasha ao ouvir toda a historia.
# - Você tem certeza que era a sua mãe mesmo? – Perguntou Mirok.
# - Eu fiquei mais surpresa que vocês. Mas depois que agente se abraçou ela secou as lagrimas e voltou ao normal. – Respondeu Kagome.
# - Eu sabia que tinha alguma coisa na vida da Mameha que a deixava assim tão fria. – Completou IzaYo.
# - Então nossa filha vai se chamar Koufuku? – Perguntou InuYasha sorrindo pra ela.
# - Sim, você não gosta?
# - Gosto, e o mais apropriado pra ela. – Falou ele a beijando nos lábios.
# - Bom o Mirok e eu também temos uma coisa pra contar. – Falou Sango.
# - E verdade com toda essa historia toda agente esqueceu. – Disse Mirok sorrindo pra Sango.
# - O que é? – Perguntou Taysho curioso.
# - Eu também estou grávida. De gêmeos. – Falou ela acariciando o ventre.
IzaYo abraçou Sango, estava agora com três netos a caminho. IzaYo olhou para Sesshoumaru e Rin que sorriam para os amigos.
# - Rin não se preocupa à sua hora vai chegar. – Falou Izayo.
# - Eu sei, tia. O Sesshoumaru e eu decidimos não nos preocupar mais tanto com isso, quando for pra ser será. – Respondeu Rin recebendo o apoio do marido.
# - Agente pode jantar agora por que eu sinto que poderia comer um boi. – Falou Kagome indo a cozinha. – Kaede ainda tem pudim...
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# - Eu passo alguns dias fora e você quase destrói o seu apartamento. – Falou InuYasha ao entrar pela porta junto de Kagome. - Me diz uma coisa o que é que você estava com Kouga naquele dia? – Perguntou InuYasha a vendo sentar-se no sofá.
# - Agente se encontrou por acaso na rua, e fomos almoçar. Algum problema, ciumento? – Perguntou kagome divertida.
# - Problema nenhum, mas da próxima vez eu vou encher a cara dele de porrada. – Kagome gargalhou como comentário, Inuyasha gostou por ver ela sorrir, mais estava falando serio.
# - Qual o problema, nos só somos amigos, você não vivia dizendo isso pra ele quando nos éramos noivos? – Perguntou ela ironizando a frase.
# - Ehh... Olha onde a nossa amizade nos levou.
# - Ele vai se casar daqui um mês com a secretaria dele, lembra-se da Ayame. – Contou Kagome esfregando os pés um no outro.
# - Mesmo assim não o quero perto de você.
Kagome sorriu com o comentário dele, estava adorando ter ele ali com ela novamente, InuYasha olhou ao redor observando que o caos estava espalhado pela casa toda.
# - Por onde eu vou começar. – Ergueu a manga da blusa.
# - Você pode começar me levando pro quarto e quem sabe depois de fazer um amor bem gostoso comigo eu deixe você arrumar a casa. – Falou ela com um sorriso sensual nos lábios.
# - E um bom lugar pra se começar. – Foi até ela e a pegou no colo. A levou direto pro seu quarto, pois sabia que o quarto dela deveria estar uma zona. Mas o quarto que costumava dormir também estava bagunçado. – Você não arrumou o meu quarto desde aquele dia? – Perguntou a depositando na cama.
# - Não. A cama tem o seu cheiro gostoso. – Kagome sorriu pra ele.
InuYasha abriu lentamente os botões da camisa branca de renda que ela usava. Beijou-lhe o ventre com carinho.
# - Quero que ela tenha as suas orelhinhas. – Diz Kagome acariciando as próprias.
# - Como pode ter tanta certeza que e uma menina? – Questionou Inuyasha curioso.
# - Porque está dentro de mim, hora. – Respondeu mandona.
Com cuidado Inuyasha retirou a saia preta que ela usava a deixando só de calcinha.
# - Você ainda vai me amar quando eu estiver gorda? – Perguntou fazendo beicinho.
# - Eu vou te amar sempre, naquele dia em que fizemos amor aqui eu descobri que sempre te amei. Sempre. – InuYasha depositou a cabeça no peito dela e a olhou com carinho.
# - Por que não me disse, seu otário, eu sentia a mesma coisa, mas você disse que nunca se apaixonaria por uma desleixada que nem eu. – Reclamou puxando a camisa dele.
# - Eu achei que não. Mas estava enganado. – Levantou-se da cama e retirou a calça. Mostrando-a ela sua ereção.
# - Tudo o que eu vejo e meu?
# - Tudo o que quiser.
Beijou os seios dela, enquanto sua mão descia até a feminilidade dela. Não conseguiu não rir sentindo o quando ela já estava excitada. Deitou-se em cima dela e a penetrou com carinho. Era bom estar com ela de novo. Tudo havia se resolvido. Agora estavam juntos e seriam logo seriam uma família.
# - Diz que me ama. – Pediu InuYasha ouvindo os baixos gemidos dela.
# - Eu te amo. – A voz dela não passou de um sussurro. InuYasha investiu um pouco mais rápido e com um pouco mais de força – Eu... Te... Te...amoohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. – Kagome gemeu alto, como se quisesse que todos escutassem o que faziam, mas não era isso, estava apenas curtindo o amor.
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- - - - - Dois meses depois - - - - -
# - A Rin está atrasada? – Falou IzaYo consultando o relógio da parede. Era domingo à noite e a família toda estava na casa dos Taysho para o tradicional jantar.
Após o casamento de InuYasha e Kagome que fora feito as presas, mas nem por isso deixará de emocionar IzaYo, até Mameha deixou escapar uma lagrima, InuYasha conseguirá deixá-la mais pontual, na maioria das vezes ameaçava sair sem ela, sua gravidez já completava três meses, sua barriga começava a dar sinais de que queria crescer. Estavam felizes e juntos.
# - O que você anda fazendo com a Rin, hein Sesshoumaru? – Perguntou Sango – Ela tem andado muito cansada ultimamente.
# - Eu não fiz nada.
# - Não foi o que o InuYasha e eu vimos ontem. Ou melhor, ouvimos. – Zoou Kagome.
# - Eh, como e mesmo que ela gritava Kagome? – Perguntou InuYasha tentando não rir muito.
# - Vai Sesshy, mais... – Kagome Gargalhou alto pela imitação que fez de Rin, Sango e Mirok riram juntos. - ...Mais rápido, vai Sesshy.
# - Você vai onde, Sesshy? – Perguntou Rin ao chegar na sala.
# - Em lugar nenhum, são eles que vão apanhar muito se continuarem com a gracinha. – Sesshoumaru olhou assassino pra Mirok e InuYasha que se acabavam de rir. Os dois pararam na hora. – Onde você estava? – Perguntou a Rin.
# - Eu fui pegar isso. – Mostrou lhe um envelope de papel.
# - É o que é?
# - Um teste de gravidez. – Revelou ela sorrindo.
# - O que? – pegou o papel da mão dela. – Quando você fez o teste e por que não me disse? – Questionou abrindo o envelope. Não acreditou quando leu a palavra positiva no canto da folha. – Você está grávida! – Sesshoumaru não ligou pro outros que olhavam, levantou-se num pulo e a ergueu no ar.
# - Sim. – deixando que a emoção lhe contagiar. – Nos conseguimos. Nos finalmente vamos fazer nossa própria família. – Falou ela chorando.
Após receber o abraço de IzaYo e de TaYsho recebeu o abraço conjunto de Kagome e Sango.
# - Hei olha só que maneiro, os nossos filhos vão ter a mesma idade, e provavelmente vão ser tão amigos quanto nos somos, e quem sabe eles até namorem. – Olhou pra Sesshoumaru – Se a de vocês for uma menina também, vai ter uma pra cada um dos meus filhos. – Mirok já imaginava as possibilidades.
# - Só passando por cima do meu cadáver. – Falou Sesshoumaru.
# - É do meu também, até parece que eu vou deixar a minha filhinha cair nas garras de um dos seus pestinhas. – Brincou InuYasha.
# - Qual é o problema, hein InuYasha? – Reclamou Sango Zangada.
# - Sabe o que dizem, filho de tarado... – Inuyasha deixou a fala no ar, pois todos sabiam o final dela.
# - Você está se esquecendo que eles são meus filhos também? – Questionou indo se sentar perto de Mirok.
# - Eh... Nos seriamos todos parentes assim. – Completou Kagome sentando-se ao lado de InuYasha.
# - Então vamos jantar. – Chamou IzaYo voltando a sala.
IzaYo e Taysho comiam em silencio apenas ouvindo a alegria das crianças. TaYsho olhou sorrindo para esposa e lhe ergueu a mão. IzaYo a pegou e a sentiu ser apertada pela mão dele, estavam felizes em verem que haviam feito um bom trabalho, seus filhos agora estavam encaminhados e prontos para seguirem em frente e formarem suas próprias famílias. E claro que a vida sempre poria obstáculos em seus caminhos, mas eles ainda estariam ali para ajudarem nos no que fosse preciso.
Fim...
