Olá!
Demorei um pouco para postar o segundo capítulo... desculpem-me, okay?
Agora quero pedir desculpas à Pinky-chan2 por não citá-la no capítulo anterior. Ela vem me ajudando muito com a fic... valeu Pinky o/
- Boa leitura
Ged
e como sempre, Fullmetal Alchemist não me pertence... -choro no cantinho
Capítulo 2: Salvação?
Algum tempo depois, após estar medicado deitado numa cama, para que sua febre passasse, Roy estava pensando: será que fez a coisa certa matando aquele homem?
Sim, ele fez a coisa certa, concluiu ele. Vingou-se.
Com o passar do tempo, o sono foi dominando os olhos do coronel. Suas pálpebras começaram a ficar pesadas e estava sendo difícil mantê-las abertas. Ele resolveu render-se: fechou os olhos e adormeceu.
O acontecido na noite anterior ainda estava muito fresco em sua memória, então ele acabou sonhando com o ocorrido. Com o que acontceu depois que ele matou aquele homem no dia anterior.
Flash Back
Um abraço forte, mas sem ser correspondido.
Roy abraçava sua amada primeira tenente com desespero. O que havia acontecido era sua culpa... Era tudo sua culpa.
- Porque... o tiro não foi diretamente para mim?! Era eu quem deveria estar sangrando agora... – pensou Roy agoniado. Uma imensa vontade de chorar o acompanhava. Abraçava Riza enquanto segurava a cabeça dela contra seu peito. Tal ato lhe causava a ilusão de que ela não morreria, de que ele conseguiria mantê-la ali com ele... de que despertaria diante de seus olhos e estaria curada, de um segundo para o outro.
Enganou-se.
Feridas não são curadas milagrosamente. O Flame Alchemist estava nervoso. Seus movimentos eram trêmulos. O que poderia fazer para ajudar sua amada?
- HAVOC! – berrou – HAVOC...! AJUDE-ME!!!
Após alguns segundos, Jean apareceu preocupado e ofegante perante o coronel.
- O que houve...!? – o segundo tenente agachou-se e olhou para Riza, que estava desmaiada no colo de Roy.
- Chame alguma ambulância...
- Não temos tempo coronel! Vou dirigir o carro então... irei na frente para dar a partida naquilo... – Jean sugeriu.
Roy apenas concordou com a cabeça e Havoc saiu em correndo em direção ao carro.
O coronel não perdeu mais tempo tentando reanimar a primeira tenente ali. Levantou-se carregando-a no colo e tentando correr o máximo que podia. Passou pelo corpo carbonizado sem lhe dar atenção.
Quando conseguiu chegar ao carro, Havoc já o esperava com o motor ligado. Roy entrou com Riza, que estava sangrando muito, e o segundo tenente imediatamente deu a partida.
O coronel aproveitou a situação para estancar o sangue de Riza com as próprias mãos. Estava nervoso demais. Não conseguia pensar direito, só tinha olhos para ver se sua amada ainda estava viva. Não queria escutar o último suspiro... não queria que o coração dela parasse de bater... não queria que ela desistisse de viver.
Jean fez uma manobra perigosa com o carro para poder fazer a curva... Aquilo fez o coronel e a primeira tenente escorregarem no banco de trás, pois estavam sem cinto de segurança, e, como conseqüência, Roy batera a cabeça perto da janela do carro com violência, mas não ligou para a dor. Todo corpo do coronel parecia estar anestesiado por causa dos fatos que estavam acontecendo. Comparou sua dor com a de Riza. A dele era desprezível olhando para ela.
Após várias curvas, freadas bruscas, e escorregadas no banco traseiro, Roy constatou que o veículo havia parado.
- Chegamos – murmurou Havoc ofegante – Não acredito que estou inteiro aqui na frente do hospital...
A porta traseira do carro abriu com violência. Roy havia chutado para poder ter um pouco mais de tempo para carregar Riza. Desembarcou e, com a ajuda de Jean, retirou Riza do carro, mostrando que o banco estava ensangüentado. Subiu, apressado, as escadarias do hospital e foi atendido pelas enfermeiras da entrada. Será que havia finalmente encontrado a salvação? Um momento para conseguir respirar mais aliviado?
Riza já havia sido operada e estava na sala de recuperação. Mesmo assim, Roy insistia em permanecer na sala de espera aguardando qualquer notícia.
- Mas senhor... ela já não corre risco de vida... – a enfermeira tentava consolá-lo.
No entanto, ele não prestou atenção. As palavras que foram pronunciadas não pareceram fixar em sua mente.
Não me conte nada... pensou Roy olhando o vazio. Que Riza esteja bem, meu Deus... Deus? Eu, Roy Mustang, pensando em Deus? No desespero, tudo é possível...
Havoc, que ainda estava por lá, cutucou o coronel, assustando-o.
- Vá fazer outra coisa, coronel – sugeriu o segundo tenente. – Ficar aqui não fará bem para você.
- Então me diga algo que eu possa fazer – murmurou o alquimista entre os dentes. Estava furioso. Nada vinha em sua mente. Pensava que sairia dali quando Riza recebesse alta.
- Coronel, o senhor está se preocupado demais... – Havoc colocou sua mão no ombro de seu superior – Vá para casa...
Roy se levantou da cadeira e acenou com a cabeça, concordando com a idéia de Jean, fazendo a enfermeira suspirar aliviada, pois esta já estava ficando preocupada com o coronel.
- Eu te darei uma carona até sua casa... – Havoc puxou a chave do carro, mostrando estar disposto.
Quando ambos chegaram ao carro, o estado do veículo era deplorável. Estava imundo. Era possível ver sangue seco por todo estofamento na parte traseira. Roy sentiu-se enojado. O cheiro era algo que o incomodava. Mas pensar que ele estivera sentado junto com Riza no banco traseiro deixava-o nervoso.
- Eu vou sentado no banco da frente... – sugeriu.
- Por mim tudo bem... – Jean ergueu as mãos.
A viagem até em casa de carona foi longa e insuportável para Roy. O cheiro do sangue de Riza parecia como um veneno para as narinas dele. Aquilo o hipnotizava de forma que ele ficava se culpando pelo acontecido.
Quando o carro finalmente parou na porta da casa do alquimista, Roy sentiu-se como um fugitivo. Estava fugindo de sua obrigação de ficar sempre ao lado da tenente.
- Visite-a amanhã, coronel... será melhor para você... – Jean murmurou.
- Sim... e obrigado pela carona, Havoc. – Roy acenou com a mão despedindo-se de seu subordinado.
- Não há de quê... – disse dando a partida.
O coronel virou-se para casa.
Descanso... finalmente? Ou agora uma temporada de perguntas irá me atormentar...? pensou o coronel encarando sua casa.
Ao invés de tomar o rumo esperado, voltou para a cidade a pé. Iria ao bar para afogar as mágoas e, depois de ficar com álcool em demasia em sua corrente sanguínea, o segundo tenente apareceria para levá-lo para casa novamente...
Fim do Flash Back
Roy acordou no hospital. Sentiu seu pescoço estar suado e com isso pôde concluir que sua febre passara.
Algum minutos depois, uma enfermeira ruiva veio verificar se ele já não estava com sua temperatura alta e, como ele havia previsto, sua febre havia passado. Isto o fez ficar um pouquinho mais alegre. Ela disse que, se quisesse, poderia ir para casa. Antes de ela sair do quarto, Roy a chamou:
- Espera... – o coronel esticou o braço pedindo sua atenção.
A enfermeira parou na porta e o fitou.
- Sim? – disse ajeitando os óculos.
- Eu já posso sair mesmo daqui? Eu gostaria de visitar alguém no hospital... – murmurou o coronel.
- Sim... você pode... – respondeu ela o olhando da cabeça aos pés.
Isso o deixou agitado. Finalmente poderia visitar Riza!
Roy informou à enfermeira quem iria visitar e esta foi checar nos relatórios em que quarto Hawkeye se encontrava.
Após alguns minutos, Roy foi guiado pela enfermeira até onde Riza estava. Ele tinha a sensação que a cada passo que dava no corredor estava se aproximando da escuridão, como se a primeira tenente fosse a origem dessa aura negativa, que lembrava a morte. Depois de algum tempo de caminhada, a enfermeira indicou parando na frente de uma porta e a abrindo:
- Aqui estamos. Seja cauteloso, pois a paciente está descansando...
A porta abriu vagarosamente. Roy olhou todo o quarto onde iria entrar. E naquela rápida observação, pôde ver que sua amada estava dormindo.
Um anjo...? Roy pensou quando entrou e fechou a porta. Ela é tão linda... assim?
Riza estava dormindo com seus cabelos soltos. Tinha o ventre enfaixado. O coronel aproximou-se devagar e sentou-se na cadeira que tinha no lado da cama dela.
- Riza... – ele começou a murmurar – Riza, eu não me perdôo. Deixei você sofrer... deixei você levar um tiro aqui... – e ele colocou sua mão sobre o abdômen dela.
Ela parecia estar sorrindo para ele, mesmo dormindo. Era algo angelical, sagrado, abençoado. Milagres acontecem?
Roy escorregou sua mão pelo ventre dela e pegou-a pela mão.
- Eu sou um inútil... Riza... eu... – o coronel puxou a mão dela para seu peito e fechou os olhos com força -... eu te amo...
- Eu... também... – uma voz familiar murmurou.
Roy ergueu o olhar. Seu estômago parecia ter dado algumas voltas com aquela afirmação doce. Era verdade? Não seria apenas... consolo?
- R-Riza? – perguntou assustado.
- Roy – começou ela com um olhar triste - Sou eu quem deve pedir perdão! Fui eu quem não conseguiu proteger alguém... – tímidas lágrimas deslizavam pela sua face.
- N-não, fui eu... – respondeu nervoso, enquanto ela ainda dizia ser a culpada - Riza... me escuta...!
Ela não o olhava, chorava silenciosamente com as lágrimas rolando pelas bochechas. Roy não agüentou vê-la naquela situação. Enxugou o rosto dela com os polegares, que escorregaram trêmulos sobre a face de sua amada. Ela correspondeu pegando as mãos dele.
- Roy... – murmurou o olhando. – eu... senti medo de não ver um certo alguém antes de morrer...
- Não diga nada... – disse o coronel ignorando-a enquanto se inclinava para frente.
Num ato de carinho, Roy beijou a testa de Riza, que continuava a soluçar baixinho. Ele esperava poder acalmá-la um pouco.
Depois de ter afastado os lábios da testa da primeira tenente, ela o olhou ruborizada.
- Por que... por que fez isso? – perguntou ela como se não tivesse gostado.
Aquilo fez o coronel soltar uma gostosa gargalhada, fazendo a companheira o estranhar. Uma idéia veio em sua mente.
- Riza... fiz isso porque eu te... anh... esquece... – Roy não conseguiu terminar de dizer a frase. Quase soltou um "te amo". E se ela o rejeitasse?
Riza pareceu compreender que ele não queria continuar a frase, dando o assunto por encerrado. Porém, Roy não se contentou em terminar o assunto de forma brusca. Escorregou as costas da mão no rosto dela.
Roy saiu do hospital quando estava começando a anoitecer. Ele e Riza tiveram uma conversa silenciosa: usando somente a troca de olhares e toques das mãos. Apesar disso, o coronel sentia-se bem mais aliviado após ter ido visitá-la. Sua alma parecia estar, finalmente, em paz.
Caminhava devagar pela cidade, enquanto olhava as vitrines sem interesse. As pessoas pareciam ter pressa em ir para casa, e aos poucos, o fervor da cidade começou a morrer. Logo, os postes, um a um, começaram a acender suas lâmpadas de tom amarelado, iluminando a rua que já esteve movimentada naquele dia.
Porém, algumas lojas estavam com suas portas abertas, esperando ansiosamente clientes de um horário diferente.
Roy continuava a caminhar em direção à sua casa. Por ironia do destino, quando dobrou a esquina, ele encontrou Havoc.
Este parecia demonstrar nervosismo enquanto observava rapidamente as jóias expostas pela joalheria. O fato despertou curiosidade em Roy, afinal, o que seu subordinado estava fazendo ali? Será que finalmente arranjou uma namorada?- pensou o coronel com um sorriso.
Roy colocou sua mão sobre o ombro de Jean, assustando-o.
- AHHH!!!! O Bicho papão me achou!!!(1) – Havoc gritou, perdendo sua concentração em olhar as jóias.
- Calma, sou eu... – Roy murmurou por trás de risadas abafadas.
- Ah... coronel! – Jean virou e observou seu superior - O senhor está bem?
- Estou meu amigo, estou...
- Coronel... como... como a Riza está? – falou rapidamente enquanto ficava com a face levemente vermelha.
- Ah... ela está bem. – Roy respondeu com certa preocupação.
- É que eu quero comprar um presente bem bonito para dar para ela... sabe, não é? E Então... – Havoc dizia coisas que assustaram o coronel.
Isso fez com que as mais ocultas questões florescerem em sua mente. Uma única perguntinha, tola por sinal, veio em sua mente. Havoc gosta da Riza?
- ...quero que seja algo bem bonito, e que Riza goste... um colar, talvez...? – falava o loiro à sua frente – coronel Mustang? Coronel?
A voz do segundo tenente o despertou do pequeno transe.
- Ah, sim, sim, acho que Riza... erm... ela... – Roy estava sentindo um pequeno conflito dentro de si. Sua mente estava vazia. Nenhuma palavra ousava a sair.
Pensava: o que fizera para merecer um rival para atrapalhar sua tentativa de conquistar Riza? De ser feliz? Roy fechou os olhos e, finalmente disse:
- Ela.. vai gostar bastante disso! – e apontou bruscamente sem olhar o objeto que estava indicando. Sua atitude assustou Jean.
O segundo tenente virou o rosto para a vitrine e observou:
- Mas coronel... um colar... masculino? – e voltou sua face para onde se encontrava Roy esperando a resposta dele, porém, ele já não estava ali. O coronel caminhava rapidamente para o outro lado da rua, sem ao menos dizer "tchau".
Mustang pisava forte. A raiva dominava sua mente. Havoc realmente gosta dela, mas Riza será minha! – pensou quando parou na frente da porta de sua casa.
O barulho irritante do despertador soou pelo quarto escuro do coronel. Roy não dormira, e isso contribuía um bocado para seu terrível mal-humor. Era atormentado constantemente com perguntas, afirmações e negações envolvendo Havoc e Riza.
Vestiu rapidamente sua farda e engoliu o café da manhã. Estava com pressa queria dar um pulinho no hospital para ver se Riza estava bem.
Continua...
Nota:
(1) Queria colocar algo que quebrasse um pouco o clima pesado da fic... consegui?
Meus agradecimentos à:
Pinky-chan2 - por me ajudar, como sempre...
Srta. Hawkeye, Lee007, Sangosinha e Priscila - Pelos reviews! Muito obrigada!!! Fiquei feliz em saber que já tinha fãs!
e à você, querido leitor - por ter lido...!
Ged
