Capitulo 8 – Problemas

As amigas da Atena entraram correndo no quarto dela. Gritavam feito loucas e até esbarraram em mim.

-Estrela!

Atena estava deitada na cama, pálida. Percebíamos que sua respiração estava fraca. Parecia dormir, mas sabíamos bem que era coisa nada agradável.

-Estrela... Deve ser aquele problema que ela tem! – exclamou Carol. – Ela deve ter perdido o ar com aquela sensação maluca dela!

-O que você disse? – indagou o Grande Mestre.

-Ela tem perda de ar. No começo achamos que era asma, mas com o tempo... Os médicos não descobriram nada além de uma "mancha" nas imagens dos exames. Ela diz que sente como se ar passasse por uma fenda em sua garganta... – explicou Salete.

Ricky entrou correndo com um pote, cheio de folhas amassadas. Pelo odor pairado no ar, era eucalipto.

-Por que trouxe isso? – indagou Shiryu.

-Lembro que quando era pequeno, na casa de uma tia minha, meu primo que tem asma às vezes tinha crises e quando o remédio faltava minha tia fazia isso... – disse inocentemente o cavaleiro de Libra.

-Mas não é asma... – eu expliquei a ele.

-Não, Nabir? – ele me olhou sem parecer aceitar. – Mas se não agirmos rápido, ela pode morrer sufocada!

Tínhamos esse medo. Ricky estava certo, o que podíamos fazer naquele fim de mundo...? Ricky se aproximou de Atena e pediu que Carol passasse no peito dela aquela pasta feita com as folhas. E a idéia de Ricky deu certo, Atena acordou com o cheiro tossindo e ao abrir os olhos abraçou Libra.

-Ricky! Obrigada...

-Menina Atena, ficamos preocupados, visse? – disse César.

Ela olhou para César e saiu da cama ajudada por Ricky. Ela se dirigiu até o brasileiro e o encarou:

-Você é muito gentil...

César ficou vermelho que nem rubi e desconversou:

-Ora, eu fiquei preocupado sim, mas não pensa outra coisa, não! Tenho que ser frio como meu cosmo, ta? – e virou o rosto, tentando esconder as bochechas vermelhinhas.

-Estou preocupado... – a voz de Andrey retumbou no quarto. – Enquanto Atena desmaiava me surgiu uma visão ou algo parecido...

-Eu vi o Saga. – disse Atena. – Eu acho, minha visão estava enegrecendo na hora.

-Eu eu vi a Atena morrer na outra vida... Através dos olhos de Saga. – completou Andrey.

Atena teria caído no chão, mais uma vez, se não tivesse sido segurada por Ricky, que estava no seu lado...

-É melhor se deitar, Estrela... – disse o cavaleiro de Libra.

Reparei que naquela hora o cavaleiro de Escorpião, Gibson, saíra da sala, mudo. Gibson vivia triste desde a suposta aparição de sua falecida irmã, Andréa.

Ricky acomodou Atena na cama e foi atrás de Gibson...

Ele veio até mim. Eu queria ficar só, mas por que ele se metia tanto?

-Gibson... Por favor, me conte o que te incomoda. – ele me perguntou.

-Cai fora, sabe muito bem a resposta...

-Gibson, eu sei que não quer enfrentar sua irmã, mas não tem jeito...

Eu o segurei pela camiseta, estava fora de mim. Eu não queria que ele se intrometesse na minha dor!

-Ricky, você não sabe o que é perder uma irmã, justamente por tua irmã ta viva, cara! Eu tenho inveja de você, sim, seu maldito! – gritei.

-Eu sei me por na situação de um irmão... Se minha pequenina Elza tivesse morrido e aparecesse como minha inimiga eu estaria muito abalado! – ele contestou.

Eu desci um soco no rosto do meu amigo. Espera aí, eu disse amigo? Mas o que eu sentia, só sabia que estava confuso...

-Calado! Nem se quisesse se por na minha situação você entenderia! Nunca! I HATE YOU! – eu me exaltei de novo.

-I HATE YOU TOO! – ele respondeu, gritando na mesma moeda!

Eu emudeci. Senti meu corpo arrepiar com aquela frase... Mas ele se acalmou e completou:

-Mas te curto, cara... Você é uma boa pessoa...

Eu cai no chão... Abaixei meu rosto e comecei a chorar, segurando o terço que foi de minha irmã. Sentia tanta dor no meu peito, parecia que me coração pararia a qualquer instante.

-Gibson, e se nós a salvássemos? E se Andréa estiver sendo controlada? – disse ele, me enchendo de esperança.

Eu o olhei, meu olhar tremia como tempestade. Meus olhos estavam mareados, sim, mas parecia agora se encher de água com esse fio de esperança, causado pelo meu colega.

-Controlada? Minha irmã pode não estar agindo como ela então?

Ele fez um sim com a cabeça. Em meio aquela dor toda, eu nem cogitei isso. Ricky se aproximou de mim e estendeu a mão para ajudar a me levantar.

-Nós dois somos cavaleiros e nos ajudamos mutuamente... Não só por sermos os protetores de Atena, mas por sermos amigos... – ele disse. Olhei-o sem entender do que falava. A palavra amigo nunca tinha entrado no meu vocabulário, minha vida sempre foi num mundo frio e sem companheirismo, não sabia o que era "amigo".

-A... migo...? – balbuciei, inocente.

-Sim... Amigo...

Não sei que expressão fiz naquela hora, só sei que estava muito feliz por escutar alguém me chamar de amigo...

-Trago ordens de Perséfone!

Escutei Misa de Estrela se aproximar de meu Baralho. Levantei para acatar as ordens.

-Você e Saya devem ir para o Santuário e trazerem Atena, VIVA, para senhorita Andréa e para nossa lady Perséfone.

-Sim... Não há ninguém melhor que eu para saber todo o trajeto das doze casas... Deixe que Mei de Carro e Saya tragam Atena! – disse eu, triunfante.

Após Misa sair, eu caí no chão, desesperada. O que eu mais temia chegou: eu teria de lutar contra as pessoas que eu amava... Olhei para cima e vi as imagens queridas que ali moravam: Papai, Seiya, Shun, Hyoga e Ikki.

"Papai... tios, me perdoem..." – pensei.

Levantei e peguei minha moto e com ela desci as escadas que levam ao Baralho mais baixo: Louco. Ordenei que Saya subisse na garupa e fomos ao Santuário.

-Mei... Por que você foi ser aliar a Perséfone, e luta contra nós? – murmurava Shiryu... Depois da confusão causada por mim, eu entrei no salão do Mestre. Ele estava ali, sozinho, já que Seiya tinha ido a outro lugar do Santuário.

-Mei? Fala daquela moça de moto daquele dia?

Ele não tinha percebido minha presença e se espantou. Ele então me respondeu:

-Sim, Mei Suiyama... Era uma corredora de motos... Minha única filha.

-Sinto muito...

-Não tem problema, Mei já tinha falecido há 170 anos... Nas vésperas de se casar. O que me deixa triste é saber que...

-Ela é nossa inimiga agora... – o interrompi.

-Atena, estou dividido entre o dever e o meu coração. Minha esposa já se foi e minha filha que tinha falecido voltou. Qual não foi minha alegria ao vê-la, mas se tornou decepção.

-Shiryu, será mesmo que ela seria capaz de trai-lo? Eu acho que tem coisa nesta história toda.

-Ah, menina, seu coração puro não enxerga o mal ainda. Seu cosmo aumenta em migalhas a cada dia... Dói muito dizer isto, mas...

Aproximei-me dele e lhe toquei o ombro. Ele levantou a cabeça e me olhou.

-Eu vejo nos seus olhos que a ama muito e vejo nos olhos dela, um amor tão gigante quanto a imensidão do espaço. Esse amor, que finge não ter mais é o que falta para você crer! Eu já creio! – falei, então.

-Eu juro que gostaria de crer... – ele abaixou a cabeça, tristemente. – Juro.

-Eu acho que esse negócio de "eu juro" não vale. Fica algo indeciso. A Carol disse que ter fé é muito importante e a fé move montanhas! Vamos, creia!

Shiryu, enfim, mostrou-me um sorriso.

Eu me recuperava e me aparece Lira de Virgem, com uns papeizinhos. Ela pregou na parede de minha casa e foi indo em direção a Sagitário.

-Hei, péra aê! O que que foi isso? – perguntei, nervoso. Ricky assistia a cena, com muita risada.

-Um selo sagrado. Minhas previsões dizem que seremos atacados a qualquer instante! – explicou Lira.

Ricky fechou a cara risonha. Como assim.

-Nosso inimigo conhece bem o local e outro tem poderes que podem superar nossos cosmos. Este selo é uma armadilha. Se algum deles passar a minha casa, até chegar em Peixes já estará praticamente morto! – terminou Lira, antes de sumir para a casa seguinte.

-Então vou para a casa de Libra. Até logo... Amigo...

Ricky saiu correndo. Todos devem estar prontos para uma batalha terrível!

Era noitinha quando chegamos nas doze casas. Saya falou breve comigo.

-Você conhece bem este lugar. Eu sei que conhece passagens secretas e então eu enganarei o inimigo!

-Tudo bem... eu irei para o Palácio de Atena. Boa sorte! "Má sorte, Saya!"

Eu sai correndo para um buraco, ao lado da primeira casa, Áries. E ainda deu para sentir o cosmo de Saya percorrer cada degrau dos templos sagrados e seu golpe!

-LOUCA ILUSÃO!

Hoje direi tudo que sei e enfrentarei meu destino! Mei Suiyama, amazona do destino de Carro.

-QUEM É VOCÊ?

Em todas as casas, uma figura ilusória de Saya aparecia e encarava os cavaleiros de ouro. Com suas técnicas mágicas, ela foi teleportada para Virgem, pela própria amazona.

-Que coisa maluca... onde estou? "Esta casa está em ruína. E tem enfeite de estrelas judaicas e símbolos indianos..."

-Trata-se de minhas terras amadas, Israel e Índia...

A voz de Lira ecoou na casa toda. E Saya, que estava de costas para o local onde a amazona de ouro estava sentada, viu a garota mais próxima dos deuses.

-Posso ser boa com você, se você se arrepender...

-Ora, que garota metida a besta você é! Deve ser feia de doer para se esconder atrás de uma máscara dourada! – atacou Saya.

-Que pena...

Saya arregalou os olhos antes aquelas palavras sem nexo algum. E voltando a postura irritada perguntou:

-O quê?

-É que assim você não poderá saber se meus olhos estão abertos ou fechados...

-E o que isso tem haver?

Lira deu uma risada levada e explicou:

-Se eu abrir meus olhos, você estará em maus lençóis...

-Maus lençóis? VOCÊ VERÁ QUE ESTARÁ NELES, SUA JUDIA FAJUTA!

Saya partiu para o ataque e desferiu um soco a distância, fazendo com que o ar cortasse diagonalmente certinho a máscara de Lira. Lira abaixou a cabeça, como a Samara de "O Chamado". Via-se apenas a ponta do nariz e a boca, levemente rosada, como se parecesse estar de batom.

-MOSTRE ESSE ROSTO DE UMA VEZ!

Saya varreu o ar com o braço e um vendaval passou por ali, fazendo o cabelo de Lira dançar conforme a música. Quando parou o vendaval, o rosto de Lira apareceu. Sentada e meditando com os olhos fechados.

-Então viste meu rosto?

Lira levantou a cabeça de uma vez. Tinha um rosto belo e angelical. Saya sentiu um calafrio. Ao terminar de levantar a cabeça, Lira abriu os olhos e vários raios de luz cruzaram o salão e Saya caiu desacordada e ido de vez ao reino de sua senhora.

-Quem vê meu rosto sem permissão, não tem bom fim...

As ilusões em todas as casas sumiram. E Mei, no subsolo das doze casas, a altura de Gêmeos sentiu o cosmo da companheira sumir...

O cosmo de Andrey se comunicou com de Lira.

-As ilusões desapareceram! Mas ainda sinto uma presença estranha em minha casa.

-Não se preocupe. – disse Lira. – Se ela conseguir passar pelas doze casas a partir de Libra, ela só se ferrará! Eu o aconselho ir para o Palácio, Gêmeos...

-Eu estou indo. Mas quem conseguiria passar pelas doze casas desse jeito? – perguntou Andrey, com a voz nervosa.

Lira sussurrou o nome de uma das cartas de tarô em inglês seguido de um nome:

-Chariot no Mei... Mei Suiyama.

-O que disse? A filha de um dos três anciões que acompanham o Grande Mestre?

-Sim... Ela é como foram Saga e os outros na última Guerra Santa...

"Vamos pernas... Agüentem correr mais um pouco!" – pensei, estava correndo muito rápido e eu senti estar em baixo de Virgem agora.

"Sei que está aí, Mei de Carro!"

Escutei uma voz, um cosmo falar comigo. Era ela, amazona mais próxima dos deuses, Lira de Virgem!

-O que vai fazer? Estou protegida pelo próprio chão de tua casa!

"Nada... se que seguir em frente, vá, mas antes responda: por que traiu seu pai e seus amigos? Por que traiu Atena?"

"Eu jamais trairia..." – pensei mais uma vez. – Isso não é da sua conta, Lira. Devia ter respeito pelos mais velhos... Eu sou bem mais velha que você...

"Ainda acredito que você não traiu Atena..."

Eu comecei a chorar um choro mudo. No fundo, Lira sabia da verdade, sabia o que meu coração queria. Eu corri então para o próximo subsolo: Libra.

Mas senti um cosmo muito forte e novamente ouvi a voz de Lira dizer:

-"Visão"...

E um golpe me acertou num corpo todo! Ao me levantar, nada tinha me acontecido.

-Você tentou tirar minha visão? Ora, saiba você que estou cega desde meu acidente, o acidente que me tirou a vida! Eu já morri na escuridão!

Então continuei a correr e cheguei em Escorpião. De novo um golpe igual me atingiu e então não sentia mais o cheiro da terra úmida do subsolo das doze casas!

-Então é isso, Lira? Está usando o Tesouro do Céu em mim ao longo das doze casas? – gritei.

"Isso mesmo... Logo não passará de um corpo errante! Se quiser preservar seus sentidos volte para seu lugar!"

-Eu irei morrer mesmo Lira. Estou enfrentando algo para que eu possa ter uma vida melhor... E não será esse seu tesourinho que me vencerá!

"Eu não a impedirei de seguir, mas vou continuar tirando seus sentidos, Mei."

Depois daquela conversa, eu continuei correndo. Estava exausta pela subida e pelo golpe. Em Sagitário, aconteceu o mesmo, mas perdi as sensações de tudo.

-Viu Lira, já não vejo, cheiro ou sinto nada! Ainda estou de pé!

E continuei mais uma vez. Em Capricórnio eu perdi a audição. Sentia meu coração chorar a cada golpe do Tesouro do Céu. Não era isso que eu queria! Eu já não sabia se pensava ou delirava.

-Lira, tire o que quiser de mim, mas jamais tirará o meu coração!

"Então por que tudo isso? Por continua nessa história toda?"

-Quando eu sucumbir você saberá... Saberá que faço isso por minha senhora, lady Perséfone!

Me doía muito dizer tudo isso! Mas ainda não podia dizer tudo e toda verdade!

E em Aquário finalmente minha fala sumiu. Mas mesmo assim continuei e sai num buraquinho ao lado do jardinzinho que tinha em Peixes e corri toda a escadaria até o palácio. Minha velocidade já estava reduzida a ¼. E abri as enormes portas num estrondo só e senti a presença do meu pai, dos tios e... de Atena.

-Então uma ainda chegou aqui... – murmurou Hyoga.

-Mei! – era Shiryu que tinha dito.

"Eu tenho muito a contar ainda..." – uma voz ecoou em todo o salão do Grande Mestre. Mei não abria a boca em nada.

-Então conte para a sua deusa! EXPLOSÃO GALÁCTICA!!!

Mei, com a armadura em pedaços, foi elevada as alturas e teve sua armadura destruída completamente! Ela caiu com tudo no chão e se levantou com dificuldade!

-O que? Ela já apanhou da Lira com o Tesouro do Céu e agora sofreu a minha Explosão Galáctica. Onde uma reles serva de Perséfone arranja tanta força? – era Andrey.

"Até eu dizer o que tenho eu não morrerei, Gêmeos. E não será você que me matará!"

-O que disse? – exclamou indagante o Andrey.

"Prestem atenção, por que não tenho muito tempo: eu irei revelar o que Perséfone quer!"

Shiryu estava desolado. Hyoga, Shun e Seiya também estavam tristes com a situação.

"O que Perséfone quer é vingar o que vocês fizeram com Hades e tomar o corpo de Atena. Com isso, ela poderá dominar o mundo..."

Senti um frio na espinha quando ela citou Atena. Todos diziam que eu era ela.

Ela caiu no chão, com feição dolorosa. Seu corpo tinha muitos ferimentos. Mas ela se levantou e foi até Shiryu.

"Papai, posso te pedir uma coisa?" e elevou o seu cosmo. Esse cosmo rejuvenesceu todos os anciões. E pude ver que Shiryu era o cara do desenho de Carol!

-O que foi, Mei?

"O punho do Dragão, o punho de ferro... Use o Cólera do Dragão contra mim..."

-O QUE VOCÊ DISSE?

"Eu quero que você tire minha vida, o que farão comigo assim que sair desse palácio."

-Eu não posso fazer isso! Eu sou capaz de morrer com o seu golpe, mas... mas...

Mei chorava de forma tranqüila, mas Shiryu chorava convulsivamente.

-Eu esperei tanto uma luz depois que você se foi naquele acidente e agora que você voltou...

"Assim que Perséfone descobrir tudo, eu irei morrer de qualquer forma. Prefiro que você extinga minha vida do que ela me transformar em poeira!"

-Não posso, EU NÃO POSSO!

"Eu sou sua inimiga atualmente, vamos, por favor este é meu último pedido..."

-NÃO ME PEÇA IS...

Shiryu tinha desferido seu golpe contra a vontade. Seu cosmo estava no máximo assim como o de Mei.

"Desculpa... Quando voltei eu podia controlar os cosmos alheios... E fiz seu cosmo me atingir com o Cólera do Dragão..."

Shiryu estava com os olhos arregalados. Mei terminava de chorar, sorriu eterno, fechando os olhos e começando a cair. As lágrimas dela se tornavam estrelas na nossa frente ante seu brilho desesperado. Shiryu tentou segurar aquela jovem de cabelos prateados, olhos azuis e um vestido chinês rosado. Mas foi inútil e ela caiu no chão, sem vida alguma.

O cavaleiro de Dragão gritou desesperado o nome da criatura e via todos chorarem. E todos o cavaleiros de ouro entraram ao mesmo tempo e vendo o que acontecia entenderam e se compadeceram da situação. Lira murmurava:

-Se eu soubesse, se eu soubesse... Jamais teria feito o que fiz com você Mei...

Gibson fechou a cara. Sabia que algo assim o esperaria. O nome da dor? Andréa.

Mas senti algo frio me tocar. Era Saya. Lira se espantou.

-Há, há , há. Com meu último esforço vou leva-la comigo, Lira. – disse loucamente a amazona. – Morrerei aos pés de minha senhora e não aqui!

Vi uma espécie de holografia de uma menina vestindo roupas de colegial ao lado de Lira. O cabelo e o corpo eram idênticos. Saya riu e eu desmaiei. Então não lembro de mais nada.

-ESTRELAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Continua...