O Guia Mais que Necessário da Grande Cidade Grande
Por Belle Lolly
Capitulo 01Dica 01 – A vida é dura... Tome cuidado para não cair dura também.
A grande máxima da vida é: Quando você não quer uma coisa, ela vem aos montes e quando você realmente a quer... Das duas uma: Ou não consegue ou então demora demais. Por quê? Foi o seguinte...
Ano passado eu fiz tudo o que tinha que fazer direitinho... Fiz a prova do governo, e me inscrevi cumprindo todos os prazos. Tudo para tentar conseguir uma bolsa em alguma faculdade, sem ter que pagar alguma coisa, já que eu não tenho muito dinheiro.
Eu vim de uma família de nome... Muitos já ouviram falar dos McKinnon, mas isso não significa necessariamente que EU seja rica... Eu ainda vou arranjar algum parente rico para cuidar de mim, mas por enquanto to na mesma...
Bem, de qualquer forma, na primeira classificação eu não fui aprovada... "Ótimo" – Pensei – "Passo o ano juntando dinheiro, e ano que vem tento de novo". Até que do nada eu recebo uma ligação da faculdade.
Ainda lembro do sorriso e das lágrimas de felicidade da minha mãe, quando ela disse: "Você foi reclassificada, Lene! Foi onde eu não fui!"... Ela nunca fez faculdade, sabe... E quando eu não havia passado ela era quem mais tinha ficado triste. A partir desse momento eu soube que me formar não seria mais somente algo em que EU me realizaria... Minha mãe também estaria se realizando comigo, e minha amada irmãzinha mais nova também. Ótimo, mais um peso na minha consciência se eu não conseguir.
E então começaram os problemas...
Em primeiro lugar, eu havia passado em Londres... E morava no interior... Em outras palavras, seria praticamente impossível conseguir ir para casa depois da faculdade, já que estudaria no período noturno.
E depois, como eu conseguiria dinheiro para pagar xerox, material e tudo o mais? Faculdade gasta... E muito! Eu precisaria de um... Emprego.
Porém quando eu disse tudo isso para minha mãe, ela somente riu.
Eu já resolvi tudo isso, querida... Falei com uns primos nossos que moram na capital... Você vai morar com eles, e um amigo deles conhece uma garota que conhece um lugar onde você pode trabalhar... Você já fez o mais difícil: Passar na faculdade, o resto a gente vai se arranjando.
Ótimo... Não sei com o que fiquei mais animada... Morar com primos metidos ou trabalhar um lugar que o amigo de um amigo de seus parentes conhece... Sinceramente, se eu pudesse teria me jogado da primeira ponte que eu vi, mas a curiosidade, por um lado, falava mais alto. Oras... Era a cidade grande... Por pior que eu sabia que ela fosse, ainda assim era como um grande tiranossauro Rex, você sabe que ela pode te comer, te estraçalhar, mais ainda assim você pára para ver e tirar uma foto.
Minha mãe por outro lado, estava em frenesi... Era incrível como ela me sorria e abraçava com cara de boba o tempo todo. Eu sorria de volta, sentindo aquela sensação no fim da espinha, quando a gente vai descer a montanha-russa. A sensação de que você sabe que algo meio ruim vai acontecer, mais não sabe exatamente o que, mais que quando você desce, você vê que estava errada. Era exatamente isso que eu sentia.
E então chegou o dia em que eu iria para Londres... Meu coração estava disparado, vendo o ônibus que me levaria para a nova fase de minha vida... Isso era tão demais que eu nem sabia o que dizer, ou o que fazer. Admito que nesse dia, desde de manhãzinha eu não comia nada, ou pelo menos tudo o que eu comia não ficava comigo mais de dez dias. Mamãe ficou até preocupada, pensando se deveria ou não adiar aquela viagem, até eu melhorar do estomago, mas no fundo tanto ela quanto eu sabíamos que a única coisa que queríamos era um motivo para estar adiando tudo isso.
Por fim eu fui... Passei por paisagens exuberantes (Ok, nem tanto assim) no caminho, e olhava tudo vidrada, pela janela do ônibus. Só agora percebera que esse era o primeiro passo para minha liberdade... Em quatro anos eu estaria formada e então poderia morar onde quisesse e como eu quisesse. Perfeito.
Por fim, ela, a cidade grande... Uma verdadeira floresta de prédios. E barulho demais. Mal estava há 10 minutos por lá e minha cabeça já doía pra caramba! Quando cheguei na rodoviária, e encontrei meus tios, por fim tudo escureceu.
O Guia - O Guia - O Guia - O Guia - O Guia - O Guia - O Guia - O Guia - O Guia –Acordei, zonza no hospital. A primeira coisa que reparei era o soro na veia. E como eu odeio tomar soro... Alguém já parou para pensar que eles enfiam uma coisa pontuda em você e através dela injetam um monte de substancias da quais você mal sabe o nome de metade? Isso é terrível. E sim, eu tenho pavor de injeção, mas qual é o problema no fim das contas? Só porque eu não gosto que fiquem enfiando coisas pontudas em mim?
Minha tia estava ao meu lado, e me olhava preocupada.
Lene, você nos deu um susto! O médico disse que sua pressão caiu, por isso você desmaiou... Por acaso você tomou algo na viagem?
Bem, vamos a apresentações antes de qualquer coisa... Essa é minha tia, Lucianna, chamamos ela de Tia Luci na frente dela, e por trás Tia Chaminé. A verdade é que há alguns anos, essa tia não parava de fumar, e bem, depois que conseguiu parar, ficou doida com a idéia que algum de seus filhos, sobrinhos ou qualquer criança pudesse ser uma dragada em potencial. Tudo para ela tinha a ver com drogas.
O marido dela era o Tio Ulisses... E bem, nada contra a mitologia, mais esse Ulisses não tinha nadinha a ver com o outro. Tio Ulisses era gordo, detestava exercícios e para ele tudo o que realmente importa é o trabalho. Eu ainda não sei como a Tia Luci ainda está casada com ele, sinceramente. Por fim eles tem três filhos, Remus, Christal e Patricya. O primeiro eu nunca parei para conversar muito, sabe. A Christal e eu nunca nos demos muito bem... A verdade é que nascemos perto demais uma da outra... Apenas quatro meses de diferença... Então a competição sempre foi muito grande. E por fim a Patty, única prima que eu consigo passar mais de dez minutos sem sair no tapa. E era justo essa prima que estava ao meu lado agora.
Não, Tia, eu não tomei nada... Em nenhum momento.
Tem certeza? – Ela me olhou com um das sobrancelhas levantadas. Eu não mereço isso.
Tenho.
Ela sorriu e ajeitou os cabelos castanhos, presos em um coque.
Bem, nesse caso vou ver com seu médico se você já está liberada para irmos para casa. Só espero que possamos ir logo.
Ela saiu, com sua eterna pose de sociality. E para minha desgraça a minha cabeça começara a doer de novo.
Você está bem? – Eu já disse que a Patty é realmente um amor?
Mais ou menos... Não sei o que é pior... Estar com uma baita dor de cabeça, ou ter dado tanto vexame ao desmaiar logo no primeiro dia aqui.
Olha o lado bom... Só estou eu e minha mãe por aqui... E bem, se depender de mim ninguém ficará sabendo.
Ok, menos mal... Ao menos eu sei que tenho alguém com quem contar nesses dias que virão... Ou assim pelo menos espero.
Continua...
N.A.:
Capitulo curtinho porque eu queria postar ainda hoje...
Mia Moony – Acompanhe mesmo! Espero que goste dos dias que virão...
Simplesmente Gábi das Fadas - - Nem deu para eu mostrar o capitulo proce, né? Espero que tenha gostado... Beijos!
Mily McMilt – Espero que tenha gostado do primeiro capitulo... Ta curtinho porque eu não tive muito tempo. Beijos!
Bebely Black – Você inspira sim manaaa! Te amar demais! Espero que goste desse!
Camilla Gurjao – Espero que tenha gostado disso aqui... Hahauhaa Beijos!
Eu sei que o capitulo ta péssimo... Eu estou começando a introduzir ações, e ele é bem diferente do prólogo... Nem eu sei se ta bom, nem li... Mas prometo a partir do próximo tomar mais cuidado.
Dedico o Capitulo a minha filhinha Camis que tava meio tristinha, mas que espero logo estar melhor!
Beijinhuuusss...
Lolly
20/03/2006
P.s.: Sim, eu já comecei a faculdade... Mais detalhes em breve!
