Harry foi levado por Luna ao um parque fora da cidade, era tão bonito ali! As árvores cercavam um lago congelado, que do outro lado tinha a rodovia, as luzes dos carros passando eram como luzes de Natal ao longe, iluminando o lugar com a luz da lua e estrelas, que brilhavam mais do que nunca.
-É bonito aqui.- Harry sorriu olhando pra o céu.
-É.- Luna sorriu seguindo o olhar dele.- Meu pai e eu vinhamos aqui todo inverno. Mas, desde a Guerra… eu não sei mais. O gelo é muito sólido nessa época do ano. Vem.- ela o segurou novamente pela mão o puxando. Quando Harry deu o primeiro passo no lago ouviu o barulho de gelo quebrando embaixo de seu pé.
-Uau! Tem certeza de que é seguro?
-Vem, Harry.- ela riu, e o puxou andando no gelo.
Eles patinaram no lago congelado, com cuidado, as mãos dadas apenas deslizando os pés. Ele se sentia tão em paz ali com ela. De repente, Luna perdeu o equilíbrio e se apoiou em Harry, e ele insistivamente a segurou. Quando ela levantou o rosto e ele se viu refletido nos enormes olhos dela, foi que reparou como estavam perto.
-Me desculpe.- ela murmurou- Devo ter pisado em um Nargle.
-Provavelmente.- ele sorriu e ajudou-a a ficar de pé.
Luna então o puxou para o meio do lago e se deitou lá.
-Acho que a gente devia ir, Luna.
-Por quê? Não gosta daqui?
-Eu realmente gosto.- ele respondeu sinceramente, se sentando ao lado dela..- Mas, o gelo pode quebrar.
-Não vai quebrar, rachar ou cair. Não se preocupe.- ela riu o puxando deitado. E ele riu da intimidade deles. Era tão engraçado, parecia que estavam juntos à anos.
-Acho que ouvi um crack.
-Não tem cracks, Harry. Se você tem medo de Nagles, é só falar que a gente vai embora.
-Não. Eu realmente não me importo com os Nargles.- e ele perguntou entrando na conversa louca dela.- Eles são indefesos, não são?
-Na maior parte da vezes. Mas, eles ficam violentos se você cuspir neles.
-Acho que eles não correm esse risco.- ele riu
-Me mostre as constelações que você conhece. Eu só conheco uma.
-Qual?
-A do Bufador de Chifre-Enrugado pulando na água, com Enrico, o Bravo, atrás. Porque o Bufador de Chifre- Enrugado engoliu a alinça dele.
-Onde?
-Logo ali. Vê aquela estrela grande e brilhante? Essa é o Bufador. E as pequenas em volta são a água que espirrou. E aquela brilhante ao lado é o Enrico, pensando se entrava na água ou não.
-Mas, ele não é Enrico, o Bravo?
-É, mas ele também não sabe nadar.
-Hahaha! - Harry riu- E o que acontece no final da história?- ele realmente via a constelação, mas se a história de Luna era verdade ou não, no momento, ele não se importava, era uma história muito boa afinal de contas.
-Acho que ele vai pra casa fazer chá, porque está frio. E depois compra outro anel e a mulher dele não fica brava.
-Gostei dessa história.
-E você, que constelação que conhece?
-Eu? Mas, eu… não conheço nenhuma.- a voz dele foi sumindo enquanto a olhava o encarando cheia de expectativa. Eles estavam ombro com ombro, tão próximos.- Ok.- ele respiou fundo e começou a inventar, ou se lembrar, de uma história, não estava certo.- Era uma vez um casal que se amava muito, iam se casar. Estava tudo bem aonde viviam, até que veio a notícia de uma Guerra, longe dali, mas que necessitava de novos soldados. Ele foi, prometendo voltar. Mas, não voltou. Ela desesperada chorou dias e dias sem parar, e a Lua com pena dela, transformou cada lágrima em uma estrela pra fazer companhia ao amado. Vê aquelas estrelas, em forma de duas gotas? São as lágrimas dela.
-E o que acontece no final?- Luna perguntou preocupada.
-Acho.. Acho que ela morre de saudade.
-É muito triste, não é?
-É.- ele respondeu tristemente. Por que escolhera aquela história?
-Acho que a pior coisa é ficar longe de quem amamos.
-Eu sei.
-Mas, eles se reencontram no final, não é mesmo? Eles se reencontrarm no lugar em que as pessoas vão quando morrem. Ele devia estar esperando por ela, para ela não ficar com medo.
-É o que eu faria.- Harry respondeu a olhando, e ela sorriu para ele.
Já era de manhã, a luz entrava pelas janelas do, recém consertado, carro de Harry. Dormindo no banco de passageiros estava Luna. Ela dormia tão tranqüila que Harry sorriu. Fora uma das melhores noites de sua vida, deitado com ela no gelo, contando histórias e vendo estrelas.
Ele parou o carro em frente a casa dela, haviam chegado. Ele suspirou e a olhou dormindo toda encolhida embaixo do casaco dele. Ela era doce e meiga como ele jamais imaginara. Com um dedo bateu na ponta do nariz dela pra acorda-la. Achou que sacudi-la não parecia certo.
-Loony…- ele chamou.- Chegamos.
Ela se mexeu, segurou a mão dele sorrindo. Então abriu os olhos, e como se tomasse um choque, o soltou. Estavam ambos constrangidos. Harry reparou que as bochechas dela dquiriam um tom rosado, ele deveria estar corado também.
-Desculpe te acordar… é que chagamos.
-Ah.- Luna bocejou. Ela então olhou para ele e depois para a própria casa. - Posso… posso ir para sua casa? Para dormir?- ela perguntou incerta.- Estou tão cançada.
-Ah…- Harry não sabia o que dizer. Luna Lovegood dormindo nem sua casa? Então se lembrou dos último dois dias, ao lado dela, no quanto incrível eles foram. Parecia o mais natural a fazer. Ele sorriu- Ah, claro. Claro!
-Deixa só eu pegar minha escova de dente e meu chapéu contra bezrubs. Volto logo!- ela respondeu saindo do carro, e fechando a porta com um sorriso, antes de correr para dentro de casa.
Ele a viu entrar então se encostou no banco fechando os olhos. Não dormira a noite toda. Ouviu alguem batendo no vidro e acordou com um pulo, a mão no bolso segurando a varinha. Mas, era só um garoto de pouco mais de 18 anos, baixinho e fraco. Mesmo assim, Harry abaixou o vidro com cuidado.
-Sim?- perguntou.
-Posso ajuda-lo?- o garoto perguntou em troca.
-O que você quer dizer?- Harry perguntou confuso. Viu que ele usava um boné com o nome "Patrick".
-Posso te ajudar em algo?- o rapaz repetiu.
-Não. - Harry respondeu em dúvida do que falar.
-O que faz aqui?- o garoto insistiu.
-Eu não estou muito certo…- Harry comecou a perguntar educadamente o que estava acontecendo, quando o garoto o interrompeu.
-Obrigado.- e foi embora.
N.A.- E aí, estão gostando? Alguém? Comente por favor! A história parece muito surreal, mas tudo tem uma explicação muito lógica, que vocês só vão descobrir lendo a fic, o que só vai acontecer se eu receber comentários, ok? Uma troca justa. Toda a história das estrelas tirei de minha cabecinha louca, então não espalhem como se fosse verdade. Quem tiver dúvidas pergunte. Uau, ficou enorme! Quase do tamanho da fic, empolguei, hehehehe. Beijos e comentem, Mary Campbol.
