Capítulo 10 - Fora do Mapa
Stan e Mary estavam deitados, tentando dormir depois de terem bebido várias garrafas de whisky de fogo e dançado por horas. Foi quando o aparelho responsável pelo 'apagamento' das memórias de Harry começou a apitar. Levantou a cabeça, olhando a tela. Seu coração disparou.
- Parou de funcionar. - falou horrorizado.
- O quê? - Mary perguntou, ainda zonza.
- Parou de apagar. - Stan repetiu, se levantando de um pulo e correndo até o computador. Começou a apertar algumas teclas furiosamente, tentando fazer o procedimento voltar ao normal.
- O quê? - Mary repetiu.
- Oh, Merlim! Isso é terrível! - Stan gritou, continuando a apertar os botões. - Ele está fora do mapa. Como ele pode estar fora do mapa! Maldita tecnologia trouxa!
- Fora do mapa onde?
- Eu não sei, Mary!- o operador correu para Harry, que dormia, tentando notar algo diferente. - Eu não entendo. Isso é o ruim! O que a gente faz? - perguntou em pânico, voltando para o computador. - O que eu faço?
- O que devemos fazer? - Mary perguntou preocupada, tentando ficar de pé.
- Eu não sei! Eu não sei!
- O que devemos fazer?
- Eu acabei de dizer que não sei.- ele repetiu irritado.
- Desculpe, é que não sei o que devemos fazer.
- Me dá um tempo! Você está me enlouquecendo.
- Mas, a gente tem que fazer alguma coisa! E se ele acordar com o cérebro meio frito? Ele é Harry Potter! Ia dar em todos os jornais que fomos nós que fizemos isso. Merlim! Vão nos mandar para Azkaban!
- Quieta, ninguém vai para Azkaban. - Stan falou pálido, querendo acreditar em suas próprias palavras.
- Mas, meio frito! E ... hum, estou com fome. - Mary falou, virando-se cambaleante para a cozinha.
- Droga!- ele xingou, a ignorando, e tentando entender o que acontecia se apertasse botões diferentes. - Por que temos que usar coisas trouxas?
- Ei! - Mary exclamou da cozinha, de boca cheia.- A gente podia chamar o Harold.
-O quê? Não! De jeito nenhum, nem pensar! -Stan falou desesperado.- Esse é o meu trabalho e eu posso resolver sozinho!
-Mas ele é Harry Potter! - Mary respondeu alegremente, dando pulinhos. - Não dá para ficar enrolando. Vamos chamar o Harold.
- Eu tenho tudo sob controle. - Stan respondeu, tentando parecer confiante.
- Pare de mentir.- Mary gritou brava.
- Ok, eu escrevo para o Harold.- cedeu. Afinal, aquele era mesmo Harry Potter e ele não queria se mandado para Azkaban sob suspeita de ser um Comensal da Morte.
Ele rapidamente pegou pena e pergaminho, conjurando uma coruja da agência de correios, que mandou pela janela. Harold ficaria furioso por ser acordado no meio da noite.
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O Dr. Mierzwiak acordou com uma coruja parda batendo na janela do seu quarto. Ainda meio sonolento, acendeu a varinha para não acordar a esposa. Levantando devagar e se perguntando quem mandaria uma coruja no meio da madrugada, deixou a ave entrar e pegou o pedaço de pergaminho que ela lhe estendia.
"Caro, Dr. Mierzwiak.
Estava trabalhando na memória de Harry Potter, quando me levantei um pouco para ir ao banheiro. Quando voltei, ele havia desaparecido do mapa, na tela do aparelho trouxa. Estava sozinho, porque o Patrick estava se sentindo mal e foi embora mais cedo. Me desculpe incomoda-lo no meio da noite, mas não sei o que fazer. Mil desculpas novamente, Stan.
PS: O endereço é..."
- Aonde você vai? - a mulher perguntou, na hora em que saia.
- Resolver um problema, já volto. Volte a dormir.
E saiu.
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- Mary, já mandei a coruja. - Stan falou desesperado, começando a recolher garrafas de bebida que estavam vazias. - Precisa me ajudar a arrumar isso aqui e ir embora.
- O quê? - Mary perguntou de boca cheia, ainda na cozinha.- Eu vou ficar.
- Como? - Stan repetiu por sua vez, se abaixando para não ser atingido pelos objetos que voavam de volta para seus lugares.- Você é só a secretária, não tem porquê ficar.
- Eu não vou sair! - ela respondeu com firmeza - Merlim, como estou bêbada!
- Por favor, Mary, vá embora! - Stan implorou.
- Droga! - ela xingou. - Eu não quero que o Harold me veja assim. Será que o Potter tem poção para bebida?
- Mary, você não faz idéia do problema em que vamos nos meter!
Mas ela já não o escutava, correndo para o banheiro e revirando os armários.
- Mary! - Stan chamou mais uma vez, sem saber o que fazer.
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Na cozinha de Tia Petúnia, Harry continuava chorando debaixo da mesa.
- Harry, por favor acalme-se.- Luna pedia carinhosamente.
- Eu quero sorvete! Por favor, só um pouquinho antes da Tia Petúnia chegar. Ela deu um montão para o Duda e nada para mim. - Harry lamentou, nunca antes sentira tanta vontade de tomar sorvete.
- Harry, me escute.- Luna pediu.- Você vai se lembrar de mim amanhã, e vai me encontrar e contar tudo sobre nós! E vamos começar tudo de novo. O que acha?
- Aquele Patrick. - Harry se lembrou de repente.- Ele está me copiando.
- Que Patrick?- Luna perguntou confusa.
- Ele! - Harry falou frustrado, saindo debaixo da mesa. - Um dos caras que está te apagando. Ele se apaixonou por você quando estava me apagando de sua memória. E agora ele se apresentou a você como se não se conhecessem e os dois começaram a namorar. - Harry reclamou choroso.
- Sério? - Luna arregalou ainda mais os olhos e para a surpresa de Harry perguntou. - E ele é bonito?
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Luna dirigia o carro chorando ao lado de Patrick, que parecia não entender nada.
- Luna, não tem nada de errado com você! - ele insistia - Você é a pessoa mais maravilhosa que já conheci. Você... você é meiga, bonita, inteligente, engraçada... - Patrick começou a recitar todos os adjetivos que sabia.
A respiração de Luna pareceu ficar mais calma. Não sabia porque estava tão nervosa, não havia nada errado acontecendo. E Patrick era tão gentil, embora fosse um chato na maioria das vezes...
- ... você é a melhor, Loony. - Patrick completou sorridente.
Imediatamente, Luna brecou o carro, engasgando.
- O quê? Do que foi que você me chamou? - perguntou, confusa com a angústia sem motivo que aquele apelido lhe trouxera.
- Cuidado! - Patrick exclamou, apertando o acelerador e desviando de um carro, na última hora.
N/A - Sei que isso tem muito pouco H/L, mas preciso desenvolver bem a situação da Mary. Ela é importante para a história. Quando ao Harry e a Luna, a coitada está sofrendo. Mesmo sem saber, ela sente que o Harry a está esquecendo. Não é bonitinho? Hehehe.
