Chapter 2
Quando chegaram ao hotel, as raparigas foram para o respectivo quarto. Brigit, Kiki e Corina foram para um quarto, Wesley e Eliot para outro, Renee e Zoey para outro.
-O quê que se passa contigo? – perguntou Zoey –estas mais calada do que costume e mais inquieta.
-Desculpa mas é que ainda sinto que estou a ser vigiada. – Respondeu Renee
-Deve ser impressão tua. Vais ver que amanha já não vais sentir assim.
No dia seguinte, as mews acordaram com pessoas a gritar. Foram à janela e viram um parasita.
-Poder do pendente. Metamorfose!
Quando chegaram à praça onde o parasita estava ouviram uma voz.
-Olá gatinha!
-Eu conheço esta voz! – Disse Zoey e o coração dela começou a bater 500km/h quando viu quem era.
-É um prazer vos ver. - disse Dren
-Até que me admira tu vires sozinho. –disse Corina
-Quem disse que estou sozinho.
E de trás dele estava Sardon e Tarb.
"Sardon" veio este nome logo na cabeça de Renee.
-O quê que estão aqui a fazer? –perguntou Tarb
-O mesmo que tu. –respondeu Kiki
-Vocês não deviam estar aqui –disse Renee –já não dava a ultima vez para perceber que nós somos melhores que vocês!
-Não viemos aqui para estar a conversar. Vamos! Acaba com elas! –ordenou Sardon ao
-Vamos embora. –disse Tarb –mas assim perdemos a diversão toda.
-Anda! –gritou Dren
Eles foram-se embora deixando o parasita a lutar sozinho contra as mews. Elas saíram vitoriosas.
-Que cobardes! –insinuou Corina
Renee e Zoey ouviram um grito.
-Ouviram? –perguntou Zoey
-O quê? –perguntou Brigit.
-Ouvi e é melhor ver o que é! –disse Renee
Zoey e Renee foram a correr e as outras foram atrás sem saber para onde iam.
-Aquela mulher esta presa naquela pilha de pedras! –gritou Kiki
-O quê que vamos fazer? –perguntou Corina
-Eu e a Corina vamos de um lado tirar as pedras enquanto vocês vão pelo outro lado. –ordenou Renee que foi logo a correr com Corina atrás.
No fim de salvar a mulher, ela começou a falar egípcio e ninguém percebia ate alguém traduzir.
-Ela esta a dizer obrigado e sem nos podia ter morrido. –traduziu Renee
-Eu não sabia que falavas Egípcio. –admiraram-se todas
-Nem eu sabia. Mas é a segunda vez que venho aqui e devo ter aprendido com os tradutores que vinham comigo para as viagens.
A mulher estava a falar e Renee disse-lhe (Eu não sei falar egípcio, por isso vou escrever em português)
-De nada e para a próxima tenha cuidado.
-Obrigado mais uma vez. –disse a mulher
-O quê que disseste? –perguntou Kiki
-Só lhe disse para ter mais cuidado. Vamos
Á noite, Renee estava a dormir quando começar a sonhar
SONHO
Renee estava no deserto quando a areia lhe começou a engolir e foi parar à entrada de uma pirâmide com a cabeça de Anubis pregada à parede. Ela entrou só que parou logo, porque havia um espelho que fazia de parede e que cobria a entrada, ela aproximou-se e pôs a sua mão no espelho mas a mão passou o espelho e ela tirou logo com medo de ficar sem mão só que não ficou. Ela respirou fundo e entrou para outra divisão da pirâmide.
Ela viu peças de ouro mas ela não tocou nelas e andou para a frente e viu um corredor muito estreito que teve de passar inclinada, depois, viu 3 passagens e a saída desapareceu.
"-O quê que eu faço?"
Depois ela viu um homem na entrada do meio e quando viu quem era foi atrás dele e quando chegou perto dele, ele desapareceu e o chão abriu-se e ela caiu.
Quando ela aterrou ela viu esqueletos e ossos separados do corpo espalhados no chão. Ela assustou-se mas depois ela viu uma luz que mudava de cor: roxo, rosa, azul, verde, amarelo e outras. Renee aproximou-se da luz que aumentava mais quando ela se aproximava. No fim, ela viu uma caixa de forma de cabeça de um lobo. Ela abriu a caixa e nada viu, ela tocou no centro da caixa e apareceu uma luz de cor lilás.
-Como está? Já não a via à muito tempo. – disse uma voz
-Quem está ai? – perguntou Renee
-É verdade, tu não te deves lembrar de mim. – Disse a voz que depois saiu um corpo da luz lilás.
Apareceu um homem, bem, metade homem, metade lobo.
-Tu és o deus Anubis. – disse ela incrédula
-Sim. E tu sabes quem és?
-Claro, eu sou a Renee Roberts, actriz, cantora e modelo.
-Isso não o que és.
-O quê que isso quer dizer? – perguntou ela confusa
-Tu foste e és a princesa Nifreti. Tu és a reencarnação da princesa do Egipto.
-Desculpa mas deves estar-me a confundir com alguém. Eu nem sei quem é essa.
-Tu eras a princesa que roubou o coração do maior deus existente.
-Tu eras esse deus. Tu te apaixonaste pela princesa e quando a beijaste perdeste o poder e quando morreste ficaste sem metade dos teus poderes e o resto num amuleto que os deus fizeram.
-Tu estas a seguir a lenda?
-O que me disseram.
-Isso é mentira e eu irei te contar a verdade.
-Eu quero saber de tudo.
-À milhares de anos atrás, uma jovem mulher foi ao meu templo para rezar, ela era a princesa que nunca sorria e nem sabia o significado da palavra 'amor'. Ela pediu-me para que eu a mata-se numa forma lenta e impiedosa, pois ela não aguentava a sua vida, sem amigos ou uma família que a ama-se. Eu quando a vi, ela era linda e era tão gentil e generosa, ela, mesmo sem amor, gostava de dar tudo a quem necessitava. Eu me apaixonei por ela e falava com ela pelos sonhos. Um dia, ela visitou outra vez o meu templo e disse-me que descobriu o que é o amor mas que também sentia a dor de não poder vive-lo. Eu sentia o mesmo e então eu ressuscitei mesmo sabendo que não podia regressar. Eu ressuscitei num rapaz já adulto e fui até ao palácio para conversar com a princesa. Eu pedi que ela casa-se comigo e ela ainda não sabia quem era e renunciou-me. Eu disse quem era mas ela só se limitou a rir de mim até que eu me aproximei dela e beijei-a.
-Esse foi o seu primeiro beijo numa mortal.
-Sim. Eu não podia ficar com os meus poderes num corpo mortal, por isso, eu ia guardá-los num amuleto mas não consegui pois a minha única razão de ir para a Terra foi ela. Ela foi assassinada mas eu ainda consegui conversar com ela. E eu irei te mostrar a nossa pequena conversa. – ele pegou na mão de Renee e fechou-lhe os olhos para um sono.
Ela estava na escuridão e depois viu um nevoeiro, atravessou-o e estava lá um grande ecrã que estava a mostrar imagens. Ela começou a ver.
'-Anubis. Eu sinto que o meu fim está próximo.'– disse uma mulher igual a Renee só que mais morena.
'-Nifreti, porquê que dizes isso?'– disse Anubis
'-Eu sei que conspiram contra mim pois eles não querem uma mulher para governar o Egipto, se os meus pais tivessem um filho.'
'-Eu não posso deixar isso acontecer, eu ia fazer o amuleto dos poderes para eu viver e morrer ao teu lado e agora se tu morreres eu morro contigo e os meus poderes desapareceram e irão para as mãos erradas. Eu preciso de uma semana pelo menos.'
'Tu sabes que eles irão fazer o mais depressa possível. Não morras. Eu sei que não terei ter nem na vida nem na morte.'
'-Eu sei o que irei fazer. Só me responde a uma coisa. Tu queres estar comigo?'
'-Claro.'
'-Eu irei por metade dos meus poderes no teu coração e o resto no amuleto. Só que tu terás que morrer nas minhas mãos.'
'-Preferia morrer nas mãos de quem amo, do que nas mãos de quem eu não conheça.'
De repente, Renee sente ser puxada e os seus olhos abrem e vê Anubis à sua frente.
-Tu já sabes o que aconteceu.
-Eu sou a reencarnação de uma princesa. Mas se tu deste metade dos poderes a ela, então, eu…
-Tu tens a metade do amuleto.
-Mas ele não pode ir para as mãos erradas.
-Tu tens que destruí-lo.
-Como? Se está metade dentro de mim.
-Há uma hipótese.
-Qual? Uma cirurgia.
-Não. Tu mesma tens que te matar cravar uma adaga no teu coração.
-Espera! Tu estas a dizer-me que eu tenho que me suicidar pelo bem da humanidade. Eu não posso.
-Porquê?
-Porque não posso deixar a pessoa que amo sozinha.
-Tu tens mais três dias para te destruíres o amuleto.
-Porquê três dias?
-Porque daqui a três dias se fará 4 mil anos que eu vim à terra.
-Mas eu não tenho outra hipótese?
-Agora tenho que ir.
Num grande clarão, Anubis desapareceu e Renee acordou.
"-Eu tenho que ir mas preciso de ajuda." Pensou ela que olhou para Zoey "-Elas me irão ajudar."
