N/A: Oi! Aqui está o capítulo 5, desculpem pela demora! É o maior capítulo que eu já fiz e tem uma considerável parte de romance. Queria saber se vocês preferem a fic publicada assim, em HTML, ou do modo que estava... Aquele tipo de bloco. Porque assim não fica bloco mas a cada parágrafo eles deixam um espaço. Vocês me falam qual vocês preferem...
Espero que vocês gostem do capítulo e, por favor, comentem! Tchau...
Remo e Gina passaram o resto do dia juntos. Bem, não exatamente juntos. Os dois tinham outras coisas para fazer mas passaram o dia todo inventando desculpas para ver, fazer, ou pegar alguma coisa no cômodo onde o outro estava e assim começar uma nova conversa. Porém ambos foram deitar cedo naquele dia.
A Sra. Weasley planejava fazer uma limpeza no sótão logo as 8 da manhã e a Ordem da Fênix tinha uma importante reunião com o Prof. Dumbledore as 6.
Remo dormiu depressa mas Gina não. Estava sofrendo de insônia, ela imaginava. Então passara a noite pensando no Remo, e no que conversaram e em todos os momentos, mesmo que mínimos, que passaram juntos.
*
Remo acordou as 5 naquele dia. Pretendia tomar banho, se vestir e arrumar para então descer para a reunião.
"Ai, e terá mais um interessantíssimo relatório do Ranhoso..." ele pensou mas logo se arrependeu. Não gostava de chamar Severo Snape de Ranhoso apesar de nunca terem se dado bem. Mas ele tinha que não ia piorar a situação e quando estavam juntos, controlava-se o máximo possível e o chamava de "Severo". Fazia isso muito bem porque nunca ninguém reparou que ele tinha... algo contra... Snape.
Remo não estava nada a fim de ir aquela reunião, preferia ficar dormindo, apesar de tudo. "Será que não podiam fazer essas reuniões depois do café?" ele pensava mas, claro, não contava esses pensamentos para os outros. Bem, às vezes contava para o Sirius mas este pensava igualzinho a ele.
Pegou pergaminhos, pena e tinta. Então desceu para a cozinha. Pensou que seria o último a chegar mas se enganou. Ainda faltavam algumas pessoas, entre elas Sirius, Mundungo, Sra. Weasley e o próprio Dumbledore. Passou os olhos pelos integrantes da Ordem. Tonks lhe dera um sorrisinho e acenou para ele, pedindo que ele se sentasse ao lado dela. Remo fingiu que só entendera o cumprimento. Acenou de volta mas não foi se sentar. Continuou rodando a mesa com os olhos até chegar em Snape. Ele olhava diretamente para Remo com um olhar estranho e escuro mas quando percebeu que Remo o olhava, disfarçou e sorriu... Amigavelmente. Remo notou algo estranho com Snape.
Depois de olhar todos, sentou-se num lugar vazio, na ponta da mesa. Logo que ele terminou de arrumar as coisas sobre a mesa, a porta se abriu e entraram Sirius e a Sra. Weasley. A Sra. Weasley estava impecável para aquela reunião porém Sirius parecia que tinha acabado de acordar... Pensando bem, sim, ele realmente tinha acabado de acordar. As vestes meio tortas e, uma coisa que felizmente apenas Remo percebeu, já que a Sra. Weasley empurrou Sirius para o lugar ao lado de Remo, uma meia de cada cor:
- Bom dia! – Remo cumprimentou Sirius baixinho. Se tinha uma coisa que ele amava fazer era cumprimentar Sirius quando ele não estava de muito bom humor.
- Boa noite... Uaaaaaaaaah! Por que não fazem essas reuniões durante o dia?
- E eles fazem.
- Fazem nada...
Ele acompanhou a Sra. Weasley com os olhos até ela se sentar ao lado de Tonks, que a cumprimentou. Alguns minutos depois chegou Mundungo, com um cachimbo na boca. Porém não ficou muito tempo com ele. Guardou-o assim que a Sra. Weasley o fuzilou com o olhar.
Todos começavam a cochichar quando a porta abriu novamente. Por ela entrou Alvo Dumbledore. Ele sorriu e falou:
- Bom dia! Já chegaram todos? – todos assentiram – Ótimo! Então vamos começar a reunião – E ele se sentou na ponta da mesa.
Não deu cinco minutos e Snape já estava ditando seus relatórios sobre Voldemort e seus comensais. Chatíssimo. Remo segurava para não bocejar. Seria muito mal educado então ele preferia ocultar. Sirius, porém...
- Aham... Uaaaaaaaaaaah... – ele dizia e bocejava. A voz de Snape tremia de raiva a cada vez que Sirius fazia isso. Sirius olhava para ele com um sorriso maroto, evidente que fazia de propósito. Queria fazer Snape perder o rumo e passar vergonha mas Snape parecia ter decorado o sermão e nada o faria parar. E assim foi durante toda a reunião.
*
Gina acordou as sete e meia naquele novo dia. Acordou, tomou se banho e pos uma roupa limpa. Ainda não sabia o que ia fazer naquele dia, depois de limpar a casa. Talvez pudesse ficar conversando com a Mione... Mas tinha quase que certeza de que Mione ia preferir uma outra companhia. "É... Mione vai querer ficar sozinha com o Rony" ela concluiu. Então começou a listar na cabeça os lugares que ela poderia ficar, e com quem. "cozinha... Não, muita gente entrando e saindo. Saguão de entrada... Não, aqueles quadros são ruins. Meu quarto? Muito solitário... O quarto do Rony? Ele estará lá com a Mione, eu aposto! Sala de estar? É, talvez. Apesar de estar suja, né... Biblioteca também. Não... O Sirius não gosta que entrem lá, tem cada coisa lá dentro... Merlin, onde eu posso ficar?! No sótão?". Então Gina desceu para tomar seu café.
Abriu a porta da cozinha e como sempre observou os integrantes da Ordem. Rony, Mione, Fred e Jorge conversavam animados. Tonks conversava com eles também mas não parecia estar sendo muito escutada. A Sra. Weasley, Gui, Olho-Tonto e o Sr. Weasley conversavam também. Sirius olhava para um ponto da mesa e não estava com uma cara boa... E pelo visto não era sono. Remo estava do lado dele comendo veloz. Não levantava o rosto para nada, mas tinha uma cara quase tão ruim quanto a de Sirius. As vezes cochichavam alguma coisa e voltavam a comer.
"Por que esses dois estão com essa cara?" pensou Gina e se dirigiu para a mesa. A Sra. Weasley, assim que a viu, cumprimentou. E toda a mesa seguiu o exemplo:
- Bom dia Gina!
- Bom dia, mãe...
- Gina!!
Gina olhou Rony a estava chamando. Estava com um olhar maroto:
- Que foi? – ela perguntou ao irmão.
- Senta aqui do meu lado, senta... – Gina estranhou aquilo. Para que raios ele estaria a convidando para sentar-se ao lado dele? Olhou para Sirius e Remo. Continuavam a comer com cara de quem não está gostando.
- Por quê? – ela continuou a perguntar.
- Por nada, caramba, não tem outro lugar, tem?
E ela teve que asssumir, realmente não tinha outro lugar. Ela pensou em pedir licença para Sirius e se sentar ao lado dele mas e se ele reparasse alguma coisa estranha? Podia tirar conclusões erradas de ela tanto querer se sentar ao lado dele e de Remo, sendo que havia outros lugares na mesa.
Ela foi até o irmão, que sorriu para ela. Olhou para os outros irmãos e Hermione. Eles também sorriram. "Que estranho isso... decidiram me amar da noite para o dia?" ela pensou. Rony foi mais para o lado e abriu um espaço. Ela olhou o espaço no banco... Não parecia ter nada errado. Passou a mão... Seco e sólido. Olhou para Rony novamente. Ele continuava a sorrir. Então Gina deu-se por vencida e sentou logo na mesa. Então ela olhou para o lado esquerdo. Tomou um susto e compreendeu o porquê do Rony fazer tanta questão dela se sentar ali.
O professor Severo Snape estava comendo ali. Não conversava com ninguém e estava com uma cara de que pensava em algo importante. Porém, quando Gina gritou de susto, olhou para ela de cara feia e disse:
- Algum problema, srta. Weasley?
- N-nenhum – Ela gaguejou.
Rony e os gêmeos gargalhavam até não poder mais. Tonks estava segurando uma risada e Mione olhava com desaprovação para todos. "Mas que raios esse cara tinha que tomar café da manhã aqui, heim?" ela se perguntou. Então olhou para frente, como se procurasse alguém para responder essa pergunta e viu que estava bem em frente a Sirius e Remo. Bem, não se dera tão mal assim pelo menos.
Ambos estavam com caras horríveis, e olhavam para Snape naquele momento. Sirius olhava direto e só faltava rosnar para ele. Remo continuava com a cabeça voltada para a comida mas os olhos voltados para Snape. Entendera o porquê de eles TAMBÉM estarem com cara feia. Então ambos olharam para Gina. Viram que também não estava gostando de Snape na mesa. Entortaram a boca e balançaram os ombros. Gina então perguntou para eles, apenas movendo os lábios:
- O que ele está fazendo aqui?
Sirius e Remo apontaram diretamente para o outro lado da mesa. Gina olhou e viu sua mãe, a Sra. Weasley. Entendeu no ato. No mínimo, a Sra. Weasley convidara Snape para tomar café ali depois da reunião da Ordem. Olhou de volta para os dois em sua frente e balançou os ombros também. Os dois voltaram a comer e Gina começou a preparar uma torrada.
*
Depois que todos terminaram o café, começaram a se levantar. A Sra. Weasley então se pronunciou:
- Alastor, Severo... Vocês não querem almoçar aqui hoje também? – o estomago de Remo se contorceu. Sirius enfiou o dedo na garganta, de modo que nem a Sra. Weasley nem Severo pudessem ver. Os outros que puderam ver, riram.
- Ah, não, obrigada Molly. Tenho que tratar dumas coisas ainda essa manhã! – disse Moody. Todos olharam para Snape.
"Ele vai embora... Vai embora, Ranhoso, cai fora..." pensava Remo desesperado mas mantendo uma expressão neutra.
- Ah, já que me convidou, vou ficar sim, Sra. Weasley! – Snape respondeu. Em seguida olhou para Sirius, Remo e os garotos. Daí olhou Sirius de novo – Claro, se o dono da casa permitir... – Snape continuou. Todos, exceto a pobre Sra. Weasley, sentiram a ironia na voz dele ao pronunciar "dono da casa".
- Ah, tenho certeza que Sirius não se incomodaria! Se incomodaria, Sirius?
- Não – disse Sirius secamente. Era claro que se importava mas não podia dizer isso para Molly.
- Viu? Ele não se importa!
Snape sorriu fazendo uma imitação de professor amigável. Péssimo...
- Bem, se vocês nos dão licença – todos olharam para Fred – Nós aqui vamos... conversar lá em cima! – e tentou sair de mansinho empurrando os outros, até Gina. Mas não deu certo:
- Nada disso! Limpeza no sótão! Todo mundo para cima, já! – disse a Sra. Weasley esganiçada impedindo a saída dos garotos. Eles suspiraram a derrota e foram.
Enquanto isso, Sirius e Remo saíram discretamente da sala. O máximo de discrição que dois caras de quase dois metros de altura podem fazer ao sair de uma sala toda de madeira que range. Foi bastante óbvio que a saída deles foi bem reparada por Snape mas este não se importou. Sorriu vitorioso e foi para a cozinha... O porquê do sorriso vitorioso que era um mistério.
Na biblioteca, Sirius e Remo se jogavam num monte de cobertores e colchões velhos que tinha por lá. A biblioteca era imunda e tinha ruídos estranhos vindos dos livros e das estantes. Além de que ali servia como depósito de tranqueira. Tudo que Sirius não queria, tacava lá. Mas naquele momento a biblioteca era um ótimo lugar. Ninguém entrava lá, além de Remo e Sirius.
- Minha nossa, aquele cara não se toca?!
- Pode apostar! Que é isso, você devia ter dito que se importava!
- Ce ta brincando...A Molly me matava em seguida!
- Fazer o quê...
- Mas vai ficar sozinho! Ninguém para ficar "batendo papinho" com ele...
- Se eu fosse você tomava cuidado, é capaz daquele Ranhoso roubar alguma coisa.
- Se ele roubar, espero que a coisa mate ele logo que ele por os pés na rua!
E assim foi a conversa de Sirius e Remo durante toda a manhã.
Quando chegou a hora do almoço, todos foram para a mesa. Os garotos pareciam exaustos e começaram a comer em silêncio. Snape idem mas ainda estava com aquele sorriso estranho no rosto. Sirius comia de cara feita, igualzinho ao café da manhã. Remo não parecia estar a fim de quebrar o silêncio. Então ele decidiu observar Gina a comer.
Os lábios vermelhos as vezes molhado pela língua delicada da menina, e os olhos castanhos tão lindos a observar tudo de modo discreto. Os cílios grossos que piscavam levemente os dedos finos manuseando os talheres com uma perfeição tão grande e os cabelos ruivos para trás... Remo tanto observara que se esqueceu de que estava almoçando e ficou segurando o garfo vazio no alto. Provavelmente ele ficaria assim até o Gina terminar de comer, se não fosse Sirius lhe dar um tapa nas costas para acorda-lo de seus devaneios.
- Remo, ce ta vivo? Ce num ta em coma não, né? Envenenaram sua comida?! – os garotos todos olharam para Snape nessa hora. Remo acordou e reparou a situação em que Snape estava. Este sorria como quem teria adorado envenenar mesmo a comida dos marotos.
- To vivo sim. Só que mais um desses nas minhas costas e eu vou morrer por falta de oxigênio, já que meus pulmões vão se deslocar – Todos riram menos Snape, que forçou um sorrisinho e continuou a comer.
*
Gina foi uma das primeiras a terminar o almoço. Ela e os garotos, aliás. Todos foram andar pela casa.
Gina queria ficar quieta em algum canto mas não estava sendo possível. Aparentemente os gêmeos estavam querendo desloca-la e invés de dois, pareciam quatro.
Logo que terminou o almoço, Gina foi para a sala de visitas. Porém Fred estava lá:
- Gina, me dá licença? Eu estou ocupado! – disse ele com um sorriso maldoso.
- Ocupadíssimo! Estou vendo! – Gina saiu e bateu a porta do cômodo.
Ficaria no sótão. Foi até lá mas quando abriu a porta, se deparou com Jorge:
- Gina, cai fora! Tou trabalhando aqui! Você vai me atrapalhar!
- Vai, seu tonto, fica aí! A casa é enorme! – Gina saiu do cômodo. A casa de fato era enorme porém não tinha tantos espaços disponíveis assim.
"Ainda tem o quarto" pensou Gina. Então ela correu para lá. Mas lá também não estava vazio. Ao entrar deu de cara com Rony e Hermione, os rostos bem próximos. No momento em que Gina entrou, Hermione viu e se afastou de Rony, corando imediatamente. Rony notou a mudança de expressão da namorada secreta e olhou para trás. Seu rosto se contorceu em fúria:
- CARACA, GINA! Será que você não pode me deixar em paz nem um minuto?!?! Dá o fora, saco!! – disse ele aos berros. Normalmente Gina responderia mas sabia que os tinha pego num momento delicado. Saiu apressada.
"Caramba, onde eu vou ficar?" ela se perguntou mentalmente. Então ela viu o Prof. Lupin correndo apressado no andar de baixo da casa e se lembrou... "Claro! O porão está vazio!". Então Gina foi para o porão. Queria pensar um pouco na vida sozinha e lá era o lugar perfeito.
*
Remo estava escapulindo pela casa toda, junto de Sirius. Não queriam encontrar Snape, que insistia em encher por ali depois do almoço, apesar da Sra. Weasley ter saído para fazer compras.
Estava, saindo de um canto na casa para se esconderem na biblioteca novamente quando Snape os pegou:
- Olá... – disse ele. Remo e Sirius saltaram.
- Que é que você quer aqui, heim, Sebeso?! – Sirius respondeu a ele.
- Nada... Black – ele cuspiu o nome como se fosse uma coisa nojenta – mas será que você não poderia ser mais... educado?
- Não. E se quer saber, eu tou indo dormir. Pesadelos são melhores que sua cara ensebada.
- Boa idéia, vou também! – disse Remo.
Já estavam na metade da escada quando Snape gritou:
- Ei, Lupin, posso ter uma conversa com você? – ele disse.
Sirius olhou de Remo para Snape. Remo então falou para Sirius em voz baixa:
- Vai indo, depois te encontro. – Sirius concordou e continuou a subir. Então Remo desceu as escadas novamente, ficando ao lado de Snape. Remo e Sirius eram umas duas cabeças mais altos que Snape. Remo então perguntou do modo mais polido que conseguiu:
- O que deseja conversar comigo... Severo?
- Ah, vamos até a cozinha que já te conto – disse Snape abrindo passagem para Remo. Ele estranhou mas mesmo assim foi para a cozinha.
Snape foi até a pia e pegou dois copos, colocando os sobre a mesa. Então se sentou e fez menção para que Remo se sentasse também. Remo sentou. Daí Snape começou a falar enquanto enchia os dois copos. Remo não estava reparando nos copos:
- Sabe como é, Lupin, estava pensando em falar com você um pouco sobre o passado. Não tenho ninguém para conversar sobre o passado e... – Remo estranhou muito. Snape estava louco, só podia. Conversar com ELE sobre o passado? Qual era a dele? - ... adoraria conversar com alguém! – e bebeu um pouco do líquido em seu copo.
- Ah, claro, Severo. Bem... Será que você não podia falar sobre isso uma... outra hora? – perguntou Remo se levantando – Ultimamente tenho estão tão ocupado e... – mas Remo não chegou a terminar a frase porque nesse momento Snape se levantou da mesa e o forçou a se sentar novamente:
- NÃO!! – Snape gritou – Quero dizer... Por favor, hoje é o único momento que eu tenho vago.
Remo se sentou novamente. Aquilo estava muito estranho, além de completamente maçante. Ele se sentou na mesa novamente e disse:
- Tudo bem, Severo, sobre o que quer conversar? Minhas detenções com os outros, talvez queira me contar sobre seus NOMs e NIEMs, quem sabe! – Remo já estava se irritando com aquela situação e já estava difícil para ele segurar todo o seu desagrado.
Severo porém estava tranquilissimo, parecia se divertir com aquilo. Olhou diretamente para os olhos de Remo e soltou uma risada. Remo não entendia nada. "Por que esse cara está rindo? Cadê a graça? É claro, o passatempo dele é me irritar mesmo!".
Snape pegou novamente o copo e bebeu um pouco do conteúdo. Lambeu os lábios... Aquilo estava dando sede em Remo. Olhou para o lado e viu que também tinha um copo para ele.
- Não sei, que tal você me falar sobre os seus NOMs? – disse Snape com um sorriso desagradável. Remo começou a ditar, pegando o próprio copo para tomar um pouco:
- Excede as expectativas em Defesa Contra as Artes das Trevas, Excelente em feiti... – Remo parou de falar no momento em que engoliu o conteúdo do copo.
Deixou-o cair no chão e se partir em vários pedaços. Estava sentindo uma dor cruciante, começando pelo pescoço e descendo por toda a espinha. Caiu de joelhos.
- O que você colocou nisso daí?! – Remo perguntou desesperado, a voz desafinando e modificando. Snape começou a rir:
- Uma poçãozinha de meu preparo, Remo... – disse ele com voz de falsete – Espero que aprecie...
O estômago de Remo não parava de mexer, e logo em seguida ele sentiu uma enorme vontade de vomitar. Não ia agüentar, era isso! Snape tinha envenenado ele?
- Essa é a minha vingança, Lupin! Quando eu era fraco e vocês eram fortes, vocês me faziam de gato e sapato, não era? E agora, Lupin, que é o contrário?!
A dor de Remo passou porém os braços que o seguravam para não cair no chão totalmente cederam. Em poucos segundos a dor de estomago passou. "Mas... Que aconteceu? Passou tudo..." Remo pensou.
- Como você se sente, Lupin, agora que você é fraco e eu sou forte?!
Remo olhou para as próprias mãos. Estavam bem menores. "Ele me deu uma poção de diminuir?" ele logo pensou mas descobriu a verdade logo.
Snape tirou um pedaço quebrado de espelho do bolso e o colocou em frente a Remo. Então ele viu. Não tinha diminuído. Tinha rejuvelhecido.
- Você sentiu saudade dos seus quinze anos, lobinho? – perguntou Snape. Remo fez menção em pegar a varinha mas não foi rápido o suficiente. Snape arrancou a varinha da mão dele e jogou para o outro lado da cozinha. Remo tentou correr para alcança-la mas Snape o pegou pelo pescoço – Ah,ahn, lobinho, não vai não.
Remo só tinha mais uma chance:
- SIRIUS!!!!! SIRIUS!!!!!!! – ele começou a gritar com todas as forças. Sirius não estava tão longe, ia ouvir. Remo até se surpreendeu pois mal reconheceu a voz que saiu da própria boca.
Snape arregalou os olhos de medo mas logo tampou a boca de Remo com a mão. Remo tentou morder mas não conseguiu. Snape o encostou na parede e soltou novamente a boca de Remo.
- Ah, como você é
covarde! Precisa estar bem maior que eu para conseguir alguma coisa, heim?
Covarde! Por que não me enfrenta quando estou do seu tamanho?
- Por que vocês três não me enfrentavam quando eu tinha o tamanho de vocês? –
sibilou Snape.
- Nunca encostamos um dedo em você, fazíamos tudo por mágica! Seu fraco medroso, Ranhoso, Sebento... E não tínhamos culpa se nós éramos normais e você era menor do que uma tampinha de cerveja amanteigada!
- Normal, Lupin? Você está longe de ser normal!
- Por que eu e não o Sirius? – inquiriu Remo. Snape perdeu a fala por alguns segundos e então respondeu:
- Porque... Porque Black seria mais esperto e não beberia nada que eu oferecesse! – Remo riu. As mãos tentando afrouxar as de Snape, não para fugir porque sabia que não dava, mas para não sufocar.
- Mentiroso... Você tem medo dele. Mais medo dele do que de mim. Você sabe que eu nunca nem te fiz nada, eram o Tiago e o Sirius. Só que você tem muuuuito medo do Sirius então quer se vingar dele me usando. Simples! Ah, você é um sonserino perfeito! Covarde!
Aquilo irritou mesmo Snape. Ele urrou de raiva e começou:
- Você sabe como é ficar preso durante horas em algum lugar escuro, sozinho? É humilhante! Você e aqueles seus amiguinhos nojentos adoravam me prender em armários, você tentou me atacar, lobisomem imundo!
- Eu não tive culpa! – Remo tentou se defender mas não deu. Snape o erguei novamente pelo pescoço e todo o ar que ele tinha nos pulmões se perdeu.
- Agora você vai sentir o gostinho de ser preso! – Snape gritou.
Então foi até a porta do porão. Remo olhou e pensou "O porão de novo, não...". Snape abriu a porta e o jogou lá dentro com tudo. Remo bateu na escada e desceu rolando. Teve tempo de ouvir Snape rindo e dizer:
- Adeus!
BLAM. A porta fechou e não era possível enxergar mais nada ali.
Remo não conseguia se levantar, ainda sofria as dores da queda. Mal conseguia massagear a garganta com as mãos. Ficou largado ali no chão durante uns dois minutos quando uma luz muito forte iluminou seu rosto, meio que o cegando. Ele colocou as mãos sobre os olhos para tentar diminuir a luz, que parecia vir de uma Tocha Mágica, aquelas que nunca apagam. Então ouviu alguém lhe perguntar:
- Quem é você?
A voz parecia assustada e receosa. Remo reconheceu a pessoa no mesmo instante, apesar ainda não conseguir vê-la.
- Sou eu, Gina.
- Você quem? Eu não te conheço! Como você veio parar aqui e...? – ela afastou um pouco a luz e Remo pode vê-la.
- Sou eu... Remo.
Ela olhou para ele. Olhou e olhou durante alguns segundos. Ambos em silêncio.
- Remo...? – ela perguntou com uma voz fraquinha – Mas... Não pode ser! Não mesmo, o Remo é mais velho que você.
Remo se sentou, Gina deu um passo para trás. Remo estava todo dolorido e meio torto, graças a queda na escada. As roupas lhe tinham ficado largas e o vento, sabe se lá da onde, a casa dos Black era cheia de mistérios, entrava pelos espaços no tecido, causando-lhe frio. Ele puxou as vestes mais perto de si para tentar acabar com o frio e olhou para Gina. Estava chocada.
- Sou eu mesmo... Se não acredita pode me perguntar qualquer coisa... Qualquer coisa que apenas eu saiba.
- Que livro que eu te dei de presente – ela perguntou imediatamente.
- Hogwarts, uma história.
Gina sorriu, iluminada pela tocha mágica que tinha em sua mão. "É ele mesmo! Eu não acredito! Mas como...? Ele ta tão... pequeno!". Mas então ela se deu conta de que ele tinha rolado escada a baixo e devia estar todo machucado. Correu ajuda-lo a se levantar.
- Oh, Remo, você está bem? – disse ela dando a mão para ele – Como que... que você ficou assim?
- Ai, vamos sair dessa escada que eu já te conto.
Eles foram mais para o fundo do porão e Gina encaixou a tocha mágica numa caixa de bebidas enquanto Remo se sentava no chão. Gina então foi se sentar ao lado dele:
- Me conta o que aconteceu, como é que você ficou assim... Que aparência é essa? É você... mais novo?
- É, sou eu com 15 anos. Fiquei assim porque o Snape... – e Remo contou toda a história. Gina estava boquiaberta – e é isso... Ele pegou e me jogou aqui dizendo que era vingança dos tempos de escola. Mas e você, o que está fazendo aqui embaixo com essa tocha?
- Ahn? Ah! Eu estava pensando na vida... Peguei a tocha porque aqui não tem luz, né, e eu queria ficar um pouco sozinha. Só que estava tudo cheio. Então vim para cá. – respondeu Gina saindo de seus devaneios. Ela não podia acreditar como Remo era bonito quando tinha 15 anos. Claro, sempre o achou bonito mas... Ele era lindo! Pensando alto, Gina disse – Uau, Remo, como você era maravilhoso.
Remo riu e Gina se deu conta do que disse. Corou totalmente. Então Remo disse:
- Obrigado, Gina, você também é... maravilhosa. Mas eu só "era"? – perguntou Remo com um sorriso maroto.
- Não, claro que não! Você é o mais bonito de todos os moços da Ordem, se você quer saber! – disse Gina. Não estava mentindo, aquela era a opinião dela.
- Ah, não tente me agradar. O Sirius é muito mais bonito do que eu... – Remo disse sorrindo.
- Ah, não é nada! Ele até que seria bonitinho se tomasse um sol e tudo o mais... Muito pálido.
- Bem, não é culpa dele. Ele não tem muita chance de tomar sol, né.
- É, fazer o quê...
- Mas você sabe, não sabe, Gina, que você é a menina mais bonita das que eu já vi? – Gina corou novamente e Remo estava hipnotizado por Gina. Não sabia se era efeito da poção, dele estar agindo de modo tão infantil, ou se era dele mesmo, mas não conseguia deixar de admirar a beleza de Gina. "Uma menina de 14 anos e linda... Como ela consegue, o que ela faz? Como pode ter esse sorriso tão lindo, esses lábios tão vermelhos e esse rosto corado, esse cabelo tão sedoso..." Remo levantou a mão num impulso e passou pelo cabelo de Gina. A garota sorriu.
Então Remo se deu conta do que estava fazendo e parou. Observou o lugar, e Gina. Então disse:
- Nosso fardo, não acha? Ficarmos presos no porão sem ninguém para nos soltar...
Dessa vez foi Gina que demorou para perceber que estavam falando com ela. Observava o jovem Remo. "Minha nossa... Incrível. Como ele é bonito, Merlim! Esse rosto lisinho, esse olhar sério, esse cabelo castanho, esses dedos longos..." Então Gina mudou os pensamentos, e ouviu o que o Remo disse. Respondeu rindo:
- Ah, é verdade! Pelo menos nunca fico sozinha! Felizmente nunca fiquei trancada sozinha em algum lugar... – ela disse.
- Eu já... – Remo ficou sombrio de um minuto para o outro. Os olhos perderam o brilho e o sorriso morreu.
- Ahn... Onde? – Gina perguntou curiosa – Se você não quiser responder, não precisa, claro.
- Sem problemas. Eu ficava trancado na casa dos gritos. Umas três horas antes de... bem, de realmente precisar ficar trancado! Porque a Madame Pomfrey achava mais seguro... Vai que anoitecesse mais rápido...
- Ah, mas seus amigos não ficavam com você?
- Depois de algum tempo passaram a ficar, quando descobriram. A Madame Pomfrey ia embora e eles entravam. Quando começava, eles saiam correndo. Depois se tornaram animagos e ficavam o tempo inteiro comigo.
Gina sorriu e disse:
- Você podia ter aproveitado uma dessas três horas para se declarar para a mãe do Harry, em particular.
- Ela não ficava conosco, Gina. Ela não era nossa amiga. Começou a namorar o Tiago, pai do Harry, no sétimo ano. Eu não podia dar em cima da namorada do meu próprio amigo, né? E mesmo que ela ficasse conosco... Eu nunca teria coragem para me declarar para ela – disse Remo. Até pouco tempo atrás seria tudo que ele mais queria. Ter tido tempo e coragem para se declarar para Lílian. Mas agora... Era como se ele finalmente estivesse esquecendo da garota.
- Eu também não teria coragem de me declarar pro Harry... E eu já tive muitas chances. Ele sempre passa as férias lá em casa e eu sempre fico com vergonha perto dele, sinto que ele poderia descobrir que eu gosto dele apenas me olhando – disse Gina pesarosa. Mas ela sabia que, diferente de Remo, ainda teria muito tempo para confessar seu amor por Harry. Ele estava vivo e solteiro, até onde ela sabia.
- Por que você não treina? – sugeriu Remo.
- Como assim treinar?
- Vai no espelho, e tipo, fica se declarando. Pensa no que vai dizer, e tudo. Depois, na hora, você só fala. Não tem que pensar. Assim fica mais fácil, eu acho.
- Bem, até que pode ser. Mas não me sentiria bem dizendo meus sentimentos para o espelho... – respondeu Gina. Então ela teve uma idéia... – Remo! Eu posso treinar com você?
- Pode, claro! Problema nenhum! – respondeu Remo sorridente – Vem até aqui – disse ele apontando para o espaço que estava entre eles.
Gina foi, e Remo a enclinou, sustentando a cabeça dela com um braço. Então ele disse:
- Muito bem, pense e me diga tudo.
Gina olhou para o teto e começou a pensar. O que ela diria para o Harry? Olhou para o Remo. Ele estava jovem e naquele momento tinha mais ou menos a mesma altura que o Harry. Até o mesmo cabelo bagunçado por causa da queda. Olhou de volta para o teto e começou. Ela falava mas estava mais era pensando alto:
- Ah, Harry... Eu amo quando você monta numa vassoura para treinar e para jogar, amo quando você captura o pomo e o levanta no ar para todos verem... Amo seus olhos verdes e seu cabelo espetado, amo quando você faz um patrono só para os amigos verem... – Remo sorriu. Afinal, se Harry sabia fazer patrono era graças a ele – Amo tudo em você. – nesse momento Gina olhou para Remo. Continuou a fazer as declarações – Amo quando você prende uma espada no cinto e me diz para não se preocupar com mais nada... – "como o Remo é bonito... Devia reparar nele mais vezes" pensou Gina. Estava começando a se desconcentrar do Harry – amo quando... você diz para eu não me preocupar... E quando você me ajuda em alguma coisa, quando você me dá lugar na mesa, quando você me diz bom dia... Quando você olha feio para o Snape... – Gina não tinha reparado mas já não estava mais falando do Harry. Começara a falar do Remo a alguns minutos mas nenhum dos dois percebia. Gina não percebia para quem estava dizendo e Remo não percebia de quem ela estava falando.
Mesmo pensando que era tudo para o Harry, Remo ficava cada vez mais apaixonado pelas palavras de Gina. Os lábios vermelhos pronunciando cada uma daquelas palavras e aqueles olhos castanhos que pareciam o olhar na alma... Não era para ele... Mas ele a amava. Tudo que ele mais queria naquele momento era que aquelas palavras fossem para ele e não para o Harry. "Mas ela é tão mais nova que eu... Não posso ter nada com ela..." ele pensava... "Ah, mas a idade não importa. Não importa o que pensem... Só importa que eu amo essa menina..."
Remo se aproximou do rosto de Gina. Ela finalmente percebeu para quem estivera dizendo tudo e sobre quem... Estava assustada, com certeza ele não tinha gostado. Mas por que ele estava tão próximo dela? Gina fechou os olhos. Queria que Remo a beijasse. Remo estava encostando os próprios lábios nos de Gina quando sentiu uma dor. Ele se afastou rijo de dor. Ela abriu os olhos "Por que....?" ela pensou mas logo viu que Remo não estava bem. Levantou-se e olhou para ele. Os olhos dele estavam olhando para ela vidrados.
- Remo? Remo? Que foi? Que aconteceu? Você está bem...?
Remo fechou os olhos e gritou. Caiu com tudo para trás, a dor era muita, o estomago voltava a mexer. A coluna ardia em dor e essa dor passava para cada um dos seus membros. Então tudo cessou novamente.
Remo abriu os olhos. Gina estava ao lado dele, uma mão na cabeça dele e a outra tremia sem saber aonde ir. Gina a colocou sobre o peito de Remo. Ele olhou para as próprias mãos. Estavam grandes novamente. Ele tinha voltado ao normal.
Ele levantou, afastando-se de Gina, e disse:
- Estou bem... Voltei ao normal, pelo que parece.
Gina sorriu e ia dizer alguma coisa quando ouviram um baque. A luz da cozinha invadiu o lugar e na porta havia duas silhuetas. Uma grande e imponente que segurava uma outra, frágil. Remo levantou-se num salto, toda a fúria voltando. Ali eram Sirius e Snape. Snape era segurado por Sirius.
Sirius desceu as escadas até Remo, que já estava quase lá. Os dois seguraram os ombros de Snape e o levantaram. Agora a situação estava certa. Os marotos de quase dois metros de altura com a lombriga do Snape. Ele tremia e estava quase a chorar... Remo disse segurando um ombro dele:
- Então você gosta de vingança, Snape?
- Nós também... Adoramos vingança! – completou Sirius.
Andaram até o meio do porão e jogaram Sirius na parede. Ele bateu e escorregou para o chão, jogado. Então Remo disse:
- Gina, vem logo – A menina não esperou mais nada. Pegou a mão que Remo tinha estendido. Sirius olhou espantado, não sabia que ela estava lá. Snape idem. Mas explicações eram para depois. Os três subiram a escada e na porta, Sirius gritou para Snape que estava se levantando lá embaixo:
- Tenha uma boa noite na sua estadia na minha casa, Ranhoso! – e fechou a porta do porão com Snape lá dentro.
Sirius olhou para Remo e os dois começaram a rir.
*
Gina correu para o quarto e se jogou na cama, agarrando seu ursinho. Estava sorrindo a toa... "Ele ia me beijar, ele ia me beijar..." Ela pensava toda animada. Não conseguia acreditar naquilo, era demais! Se ele ia beija-la, significaria que ele gostava dela? Gostava dela de um jeito que nunca ninguém gostou? Será? Era difícil de acreditar... Ela estava encantada com Remo. Não acreditava que um homem da idade dele (sim, agora ela se esquecera que ele era um "menino"!) podia gostar dela, uma pirralha. Naquele momento Gina se sentiu feliz. Mais feliz do que já se sentira em muito tempo, mais feliz do que quando Harry a salvou, mais feliz do que quando pensou por mínimos 3 segundos que ia ao baile de Inverno com Harry. Sentia-se mais apaixonada por Remo em uma hora do que por Harry em 4 anos.
*
Naquela noite Remo ficou na janela olhando a lua e as estrelas... Estava pensando com um sorriso em tudo que acontecera a tarde. Pensava sobre Snape, Sirius e principalmente Gina. Então era isso... Ele tinha certeza de que estava apaixonado pela Pequena Weasley mas, mais uma vez, tinha medo. Medo pela diferença de idade, medo pelo que a sociedade pensaria. Preocupava-se também com o fato de ela não o amar. Afinal, ela não poderia amá-lo. Ele é mais velho e ela vive dizendo que é apaixonada por Harry... "O quê?" pensou Remo. "Você está brincando... Você pode faze-la se apaixonar por você! Você é mais velho, mais experiente. Sabe mais do que Harry Potter. Ele é Harry... Não Tiago". Uma nuvem andou e mostrou a lua. Então Remo se lembrou. Era o último dia de lua Crescente.
N/A2: Oi... Terminamos o capítulo, então! Espero que tenham gostado e, please, comentem! Para os fãs de Snape, me desculpem mas deu para notar que não gosto muito dele. Gostaria de avisar que ainda não me decidi sobre o capítulo NC e estou cheia de duvidas... Tenho medo que fique uma porcaria porque eu devo escrever mal pacas, imagine capítulos NC, eu, uma tapadinha que só conhece essas coisas porque leu outros NCs! Bom, o próximo capítulo se chama "Amigo Lobo". Não vai demorar muito para sair, eu espero... :P. Tchau!!
Agradecimentos: May Malfoy, Lena W. Riddle, Amy 26 (amigona que escreve pacas!), Lady Ying Fa, Ta_Mies e Alic! Por comentarem!
Fui!
