Cap. 8 – Segundo Amor

N/A: Olá, depois de tanto tempo!! Como vão? Espero que estejam bem, eu estou... Eu sei que faz muito tempo que eu não escrevo e vocês com certeza pensaram que eu abandonei essa fic mas não é verdade. Eu nunca abandono meus projetos, e essa fic é um deles! Eu posso demorar mas aqui estou eu. Sinceramente, desculpem a demora. A cada mensagem que eu recebia eu me entristecia por vocês me pedirem tanto e eu não realizar, mas decidi terminar esse oitavo capítulo. Talvez eu demore a fazer o próximo, talvez não. Espero que não demore pois meu amor por Harry Potter renasceu mais forte do que nunca, como Fawkes ao proteger seu mestre. Eu comecei a escrever esse capítulo no dia 4 de Junho desse ano, exatamente no dia da estréia do filme do Prisioneiro de Azkaban... Eu sai do cinema impressionada para ter uma crise de choro pelo Sirius algumas horas depois. E quando cheguei a uma balada, enquanto esperava minha prima e eterna companheira de batalha, a Prika, peguei vários guardanapos e uma caneta e comecei a escrever. Escrevi toda a primeira parte, que termina no primeiro asterisco. O resto foi escrito hoje. Espero que gostem, e divirtam-se. Até o final do capítulo.

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         O tempo demorou como nunca para Remo. Ele poderia jurar que aquela semana fora tão longa quanto as semanas de lua-cheia.

         Mas como o tempo não pára, finalmente Gina Weasley voltou d'A Toca e finalmente ele poderia conversar com alguém.    

         Não que ele não conversasse com Sirius mas este estava "engraçadinho" demais. Ele não culpava Sirius pois entendia aquele comportamento. Sirius estava infeliz ali e por isso tentava viver no passado, na época da escola, agindo como agia naquela época, dizendo as mesmas coisas e fazendo as mesmas piadas.

         Remo sentia que não estava sendo um bom amigo e acabava ficando infeliz também. Por pior que a vida dele tenha sido, como lobisomem, ele tinha consciência de que a vida de Sirius como prisioneiro de Azkaban fora bom pior.

         Quando Gina chegou, Remo a procurou. Mas ela o encontrou primeiro. Ele estava lendo na sala de estar quando ouviu:

         - Olá, Remo –. Ele levantou os olhos e a viu, sua querida ruiva. Ela pareceu escolher as palavras com muito cuidado quando disse:

         - Eu queria conversar com você sobre uma coisa...

         Remo achou que era melhor essa conversa não ir adiante.

         - Me conta como foi n'A Toca primeiro...

         Gina começou a contar como fora sua semana e que mais ficou com uma amiguinha chamada Luna Lovegood do que ajudou a Sra. Weasley. Eles tiveram uma conversa agradável mas superficial.

         Além da estadia de Gina em sua própria casa, os outros assuntos foram todos impessoais. Livros, músicas, obras de arte.

         Não era o que Remo queria falar e, sinceramente, nem o que Gina queria. "Será que destruiu uma amizade com aquilo?" pensou Remo "Alguém precisa me curar dessa loucura!" O que precisava acontecer para que aquela situação melhorasse?

         No dia seguinte, Gina acordou as dez. Já tinha perdido o café da manhã por isso continuou na cama. Lá pelas onze Gina concluiu que era melhor levantar.

         Ela se vestiu e desceu. Não sabia o que ia fazer... Como aquelas férias estavam ruins!

         Não restava nada além de ir a cozinha ver se conseguia algo para comer. Faltava pouco para o almoço mas Gina não se imaginava comendo nada sem tomar seu café da manhã primeiro. Ela entrou na cozinha, foi até a dispensa e pegou um pacote de biscoitos "Um pulo a cada bolacha!". Era um biscoito divertido... para crianças. Gina não via graça nenhuma em ver um biscoito pulando no prato, quando era servido num café da manhã. Ela comia diretamente do pacote exatamente para isso não acontecer.

         Comendo, foi se sentar à mesa quando levou um susto. Alguém estava lá! Ela olhou duas vezes e viu que era... Sirius. Este sorriu com o espanto da garota, era o sorriso maroto de sempre. "Ah, meu Pai, e eu que morria de medo desse tapado!" pensou Gina, com raiva por causa do susto. Mesmo assim, não deixava de ser verdade. Até o final do último ano letivo, Gina era crente de que Sirius Black tinha matado 13 pessoas com um feitiço só e que era um perigoso fugitivo de Azkaban. Além de Sirius ser um fugitivo de Azkaban, aquilo era uma grande mentira.

- E aí, menina Weasley, como vai? – perguntou Sirius. Ele parecia meio abatido ou era impressão de Gina?

- Vou bem – ela respondeu secamente, sentando-se ao lado dele na mesa – O que faz aqui sozinho? Está tudo bem?

- Está... Só que não tem nada para fazer aqui.

- Por que você não vai falar com o Re... Prof. Lupin? – Gina perguntou, se corrigindo no meio da frase. Não queria demonstrar muita intimidade com Remo! Mas Sirius percebeu. Era sorte de Gina que ele não estava bem para piadas naquele momento (pois Sirius Black nunca ficava mais do que "momentos" sem vontade de fazer piadas). Ele apenas sorriu marotamente e respondeu:

- O Remo saiu procurando trabalho, bico, ou sei lá o quê. Dumbledore disse que ele não devia ficar parado, ia dar muito da telha. Ele disse que devemos continuar a vida normalmente – e parou de falar por uns instantes – Olhe pra mim... Como é o seu nome mesmo? Ah, Gina! ... Olhe pra mim, Gina, eu pareço estar levando uma vida normal? – Gina balançou a cabeça negando – Então...

Abaixou a cabeça para sua xícara de café vazia. Era uma xícara de alumínio comum pois ele próprio havia destruído todas as outras. Eram da mais cara porcelana e pertenciam à família Black a muitas gerações. Esse foi o motivo de serem destruídas.

Sirius levantou com a xícara na mão, passou as pernas para o outro lado do banco e foi até a pia. Olhou para trás e disse a Gina:

- Sabe de uma coisa? Estou com um mau-pressentimento... – E jogou a xícara dentro da pia, saindo da cozinha.

Gina o olhou sair e ficou um instante olhando para a porta estilo bang-bang chacoalhando. Então comeu mais alguns biscoitos e foi embora, deixando o pacote fechado sobre a mesa.

         Remo abriu a porta devagar. Tinha sorte das pessoas não terem o hábito de ficar no saguão de entrada da casa. Graças a Sra. Black e seus gritos, nunca imaginou que a velha pudesse ajudá-lo.

         Ele passara a manhã procurando por algum trabalho. Tinha conseguido cinco entrevistas para aquele dia mas só foi em duas. Remo tinha um maravilhoso currículo, salvo algumas anotações dos tempos de Maroto. Porém, quando a pergunta era sobre "disponibilidade", a coisa complicava. Remo dizia "três semanas por mês", o entrevistador perguntava qual era o problema com a quarta semana e, bem, assim ia. Foi desse jeito nas duas entrevistas, e a cada uma ficava mais difícil responder o porquê. Remo decidiu que não iria às outras três seguintes. Não ia adiantar mesmo...

         Decidiu que ia voltar para casa e se esconder em seu quarto até o final da tarde, quando apareceria dizendo a todos que procurara por trabalho remunerado o dia inteiro.

         Mas Remo estava com muita fome. Não tomara café da manhã pois saíra cedo demais em busca de trabalho. Ia almoçar na rua mas agora, como estava em casa e não podia aparecer antes do jantar, decidiu dar uma espiada na cozinha para ver se encontrava algo para comer. Logo que entrou, viu o pacote de biscoito sobre a mesa.

         "Quanta sorte!" pensou Remo, mas ao analisar o pacote, viu que estava quase vazio. Aquilo certamente não seria suficiente para matar a sua fome então ele foi até a dispensa pegar mais alguma coisa para comer. Porém o pacote escorregou de sua mão, e caiu no chão. Algumas bolachas começaram a pular para fora do pacote, pela cozinha, e o pacote inteiro pulou, pulou, pulou, até chegar à porta do porão, que ficava aberta por causa dos recentes descobertos problemas com a fechadura, e rolou escada abaixo. Remo acompanhou com os olhos, o pacote descendo aos pulos, degrau por degrau.

         Ele olhou para os lados, garantindo que não tinha ninguém por perto. Deviam estar faxinando algum cômodo. Deixou a porta bem aberta, para que ela não se fechasse com o vento ou algo assim, pois então seriam mais horas preso lá embaixo, e desceu as escadas atrás do pacote.

         Ao chegar olhou para trás. A porta continuava escancarada. Começou então a procurar o pacote, que continuara a pular.

         - Brrrrrrrrrrrr... – fez o estômago de Gina, que lia em seu quarto. Era certo que as bolachas pulantes que comera a pouco não tinham resolvido seu problema com a fome.

O almoço estava demorando pois a Sra. Weasley, Moody, Rony e Mione estavam limpando a Sala de Troféus. Sirius fora para lá também e tentara de todos os modos arrancar os troféus das suas prateleiras mas estavam fixos por feitiços. O único jeito era limpá-los. Então ele ficou por lá ajudando. A Sra. Weasley dispensou Gina da limpeza dizendo que ela já tinha ajudado o suficiente n'A Toca.

Gina decidiu que ia finalizar o pacote de bolachas que deixara na cozinha, e foi até lá. Passou silenciosamente pelo saguão de entrada, para não acordar a Sra. Black, e entrou no cômodo. Só que o pacote não estava lá, onde ela tinha deixado. Pensou que talvez alguém, como o Monstro, o tivesse guardado de volta na dispensa. Estava quase lá quando viu... farelos e biscoitos pulantes no chão. Ela acompanhou o rastro que a bolacha deixara e viu que davam na entrada para o porão.

Ela se aproximou da porta, e olhou para baixo. Escuridão. Então ouve um barulho de algo se movendo furtivamente lá no porão.

- Quem está aí?? – Gina perguntou.

Ninguém respondeu.

Gina ia se afastar quando pensou "Eu sou uma Grifinória ou não? Coragem!", e deu um passo a frente. Desceu o primeiro degrau da escada.

- Alô?? – ela perguntou de novo. Mais silêncio...

Gina desceu toda a escada, tentando enxergar na escuridão. Estava olhando o além quando trombou com alguma coisa. Com alguém. E esse alguém era bem alto. Ao olhar para cima, Gina pode apenas ver a pequena luz que vinha da cozinha refletida nos olhos de quem quer que fosse. Começou a gritar a plenos pulmões:

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

- Shh! – E seja lá o que for tampou a boca de Gina com as mãos. Ela não pensou duas vezes. Mordeu a mão da pessoa.

- Ai! – e a pessoa largou dela. Porém, Gina reconheceu o "Ai!".

- Remo?!

- Dentes fortes e saudáveis, heim?

- Remo! Desculpa! O que você está fazendo aqui? Você não devia estar procurando emprego?

- Ahn... Sabe o que é...

Pode-se imaginar que a coisa mais mirabolante aconteceria para que eles ficassem novamente presos naquele porão. Mas não, na mirabolante aconteceu. Nada além de Monstro ter ouvido o grito de Gina, já que o "buraco" dele era perto daquelas dependências. Ele se levantou e foi até o porão, que estava aberto. Acendeu a ponta do próprio dedo, com mágica élfica, e pode ver Gina e Remo lá embaixo. Ambos olharam. Então Monstro disse:

- Anormal e pobretona... No porão. Hihihi.

Remo e Gina abriram a boca para dizer alguma coisa porém demoraram. Monstro já havia fechado a porta.

Eles não gritaram. Tampouco tentaram abrir a porta por dentro, sabiam muito bem que era impossível. Só restava a eles esperar que alguém abrisse a porta.

O plano de Remo já era. Além de não ter conseguido emprego, iria ficar sem comer mesmo, e qualquer um poderia descobri-lo ali embaixo agora. E Gina já tinha descoberto tudo! Nada pior do que explicar o que houve para Gina e sair como um perdedor que não tem nem coragem (coisa que deveria ter) de fazer entrevistas para empregos.

- Ah, de novo! Eu não acredito, é impossível!

         - Eu também pensei que fosse!

         - Remo, o que você está fazendo aqui embaixo, falando nisso? Você não ia procurar emprego? – Remo não sabia o que responder... Pensou em alguma desculpa mas concluiu que inventar mais uma mentira só seria mais covardia. Ia contar a verdade.

         - Desisti depois de dois fracassos.

         - Por quê? Você devia ter continuado! Como você sabe que não ia conseguir?

         - Porque eu SEI! – respondeu Remo exaltado. O que Gina tinha com isso, se ele conseguia ou não trabalho, se ele era ou não um fracasso profissional ambulante?

         Gina reparou que Remo se irritara com a conversa.

         - Desculpe – ela disse. Remo se acalmou e disse:

         - Gina, quem dá emprego a um lobisomem? Eu perdi os dois primeiros empregos por causa disso, eu sei que perderia os outros três.

         Remo foi até alguns engradados de bebidas vazios e se sentou no chão, apoiando as costas neles.

         - O que você veio fazer aqui? – ele perguntou a Gina.

         - Terminar um pacote de biscoito que eu abri hoje mais cedo... Vi biscoitos espalhados pelo chão da cozinha e ouvi barulhos aqui embaixo. Vim ver o que estava acontecendo. Por que você não respondeu quando eu chamei lá de cima?

         - Não reconheci a sua voz, eu não ia deixar que ninguém me visse em casa antes do jantar. O pacote de biscoito caiu no chão quando eu fui pegá-lo para fazer de almoço, eu nem tomei café da manhã, e o pacote pulou aqui para baixo, aquelas bolachas pulantes! Desci para pegar e você apareceu...

         Remo lembrou que o pacote ainda estava ali embaixo. Enquanto Gina se sentava com as pernas cruzadas no chão, ele levantava para pegar o pacote.

         - Aonde você vai? – ela perguntou.

         Ele localizou o pacote no chão, agora que seus olhos já estavam mais acostumados à escuridão, e foi até o seu lugar novamente.

         - Pegar isso. – ele pode vislumbrar o sorriso de Gina.

         Ele abriu o pacote e conferiu as bolachas. Estavam todas quebradas por causa dos pulos, além do chute que Remo dera no pacote acidentalmente, ao procurá-lo no escuro. Fora esse barulho que Gina ouvira da cozinha, aliás. O barulho do pacote correndo pelo porão.

         Estava pronto para comer quando mudou de idéia.

         - Tome – disse Remo oferecendo as bolachas quebradas a Gina.

         - Não, come você. Eu já comi um pouco.

         - Como se isso fosse matar sua fome. Pegue logo...

         - Não, Remo! Come você que não tomou nem café da manhã.

         - Não tem problema, depois eu como. Você está em fase de crescimento e não deve pular as refeições... Mesmo que elas sejam um pacote de bolacha moída. – Gina riu.

         - É, mas eu não quero mais.

         - Mas vai comer!

         - Por quê?

         - Porque eu sou mais velho e mando por aqui – disse Remo vitorioso. Gina pegou o pacote de má vontade e começou a comer. Remo estava sorrindo e Gina não resistiu. Começou a rir daquilo. Remo também.

         - Está vendo como é bom ser mais velho? – disse ele entre as risadas.

         - É, estou! Você é tão gentil, inteligente e cavalheiro! Quando você vai se casar?

         Remo corou, mas Gina não viu. O sorriso nos lábios morreu e Remo respondeu em voz baixa, mais para si do que para Gina:

- Quando os mortos ressuscitarem...

- Como você conheceu a mãe do Harry?

Remo olhou para Gina, meio surpreso por ela ter entendido perfeitamente bem a sua afirmação, meio perdido em seus próprios pensamentos.

- Um dia, no meu primeiro ano, o pai do Harry e o Sirius quiseram me pregar uma peça. Bem simples. Pediram para eu ir ver uma coisa na Sala Comunal da Grifinória. Eu fui, e eles me trancaram para fora. Não abriam de jeito nenhum e minha varinha estava lá dentro. O jeito foi descer... A mãe do Harry, que se chamava Lílian, estava lá. Ela não se sentia bem com as meninas do dormitório dela, dizia que eram muito frescas. A gente ficou conversando lá e...

- Quê?

         - A gente ficou CONVERSANDO e... Não é melhor você chegar mais perto invés de eu ficar berrando?

         - Boa idéia... – e Gina se sentou ao lado de Remo.

         - A gente ficou lá conversando, passei a gostar dela naquele dia. Sempre gostei de ruivas – Remo disse inocentemente, sem lembrar que Gina também era, fazendo a menina corar. Ele não viu isso – Lílian era encantadora porque era inteligente, simpática, pela nossa conversa pude ver que ela não era preconceituosa. Foi nesse mesmo dia que Tiago...

- Quem?

         - O pai do Harry.

         - Ah ta.

         - Foi nesse mesmo dia que o pai do Harry a conheceu. Eles repararam que eu não estava mais forçando a porta e se preocuparam... pensaram que eu podia estar tramando alguma coisa. Tiago foi o escolhido para verificar e desceu até a sala comunal. Assim que bateu os olhos em Lílian, assim que Lílian bateu os olhos em Tiago. Eu me despedi dela e subi. Fui passar carão no Sirius e deixei os dois lá embaixo. Custou para Lílian cair na do Tiago mas caiu...

         - Talvez, se você não tivesse deixado os dois sozinhos...

         - Talvez fosse tudo diferente... Eu sei. E você? Como foi que conheceu o Harry?

         - Hum... Minha mãe me contou que ele tinha acabado com o bruxo que matara meu avô.

         - Não, não assim. Quando você o conheceu de verdade.

          - Ah... Posso? – perguntou Gina indicando para as pernas esticadas de Remo. Ele fez que sim com a cabeça – No dia em que fomos levar meu irmão, o Rony, para a estação King's Cross, no primeiro ano dele. Eu tinha 10 anos mas já queria ir para Hogwarts. Até chorei nesse dia... O Rony estava quase atravessando a barreira quando ele nos abordou perguntando como se atravessava. Minha mãe contou a ele, eu desejei boa sorte. Ele nos agradeceu. Foi só... Ele atravessou. E quando fomos nos despedir dos meus irmãos, minha mãe e eu, Fred e Jorge nos contou que ele era Harry Potter. Eu quis entrar para vê-lo novamente mas minha mãe não deixou. O trem partiu e... só.

         Gina olhou para Remo. Havia uma lágrima pendendo nos cílios dele. Ela o observou por alguns instantes, deitada nas pernas dele. Os lábios entreabertos. Gina se levantou um pouco, Remo segurou suas costas e abaixou. E então a beijou. Como se namorassem há muito tempo, Remo a beijou. Beijou a única pessoa que podia terminar com aquele horrível vazio que predominava dentro dele, os olhos de ambos fechados. Uma parte dentro dele queria pensar que estava confundindo Gina com Lílian mas sabia que não era verdade. Beijava Gina porque ERA Gina quem queria beijar naquele momento. Gina também sabia que não era Harry Potter quem a estava beijando e sim Remo. Mas ela não se importava com isso, estava deliciada. Naquele momento, o amor dela era Remo e o amor de Remo era Gina. Eram mutuamente o segundo amor do outro. E mantiveram o beijo por algum tempo, os lábios dele sentindo a maciez dos lábios dela, a delicadeza da língua dela em sua boca.

         Aquele momento o iluminara como nunca, ele se sentia quente por dentro, aquecido, arrancado de um frio insuportável. Era como uma barra de chocolate depois de um encontro com um dementador. Quanta luz! Era luz demais... Luz até demais! Remo abriu os olhos, que doeram. Interrompeu o beijo.

         Gina também abriu os olhos e olhou diretamente para Remo, que olhava por cima dos ombros de Gina. Ela também olhou.

         A porta do porão estava aberta, e a luz da cozinha novamente entrava no lugar, iluminando Sirius no portal. E no rosto dele não havia nenhum sorriso maroto, mas um olhar sério e surpreendido.

N/A2: Oi!! E então?? Gostaram? Eu temi colocar muito destaque ao Sirius, que é personagem secundário por aqui. Mas eu não pude deixá-lo de fora, principalmente porque a conversa dele com a Gina, nossa, foi como se realmente ele estivesse dizendo aquilo! Sério! Um pedaço em que eu destaquei o meu amor por ele, e os meus próprios sentimentos... A falta que eu sinto dele. Eu pensei que não mais conseguiria escrever sobre Remo e Gina. Não nesse momento que Sirius está mais vívido na minha mente do que o amor de Gina por Remo, e o amor que eu desejei que o meu Remo tivesse por mim! E como na minha vida essa história terminou, pensei que não conseguiria mais escrever. Mas logo isso se reanimou dentro de mim, e eu me baseei em outros amores, mais simples porém não menos difíceis! Mas chega de bla-bla-bla. O próximo capítulo se chama "Conversas"... Por favor, comentem!! Eu não teria nem continuado essa fic se não fosse ver a quantidade de reviews que eu tenho! :D Por favor, comentem mesmo!

Agradecimentos à:

Ariana, Camis, Nanquenie (que é a Bru Black ou a Mione Malfoy, ou a parente delas), Bella Riddle, Susana Snape (que gostou tanto que fez uma R/G, a não ser que tenha outra Susana Snape), Bruna, Soi e a Lena W. Riddle.

Espero que vocês continuem a ler e a comentar minha fic!! Tchau!!